Arquivo da categoria: Fotos Históricas

Foto e escudo raro da décda de 40: Retiro Sport Club – Nova Lima (MG): Vice-campeão Mineiro de 1932

Por Sérgio Mello

O Retiro Sport Club é uma agremiação Centenária da Cidade de Nova Lima (MG). Fundado no sábado, do dia 1º de Julho de 1916, possui a sua Sede e Estádio Retiro Saudoso, Colina, localizados na Rua Elogio Pimentel, s/n, Bairro do Retiro, em Nova Lima.

A trinca do Retiro: Aparicido, Osvaldo e Fábio

Vice-campeão Mineiro de 1932

Apesar de ter acabado com futebol profissional e muitos daqueles que freqüentam o clube atualmente, desconhecem a história do Retiro, o time de futebol  já foi ‘figurinha carimbada’ na Elite do Futebol Mineiro, nos idos de 20 e 30. Ao todo, foram sete participações no Campeonato Mineiro da 1ª Divisão: 1927 (7º lugar), 1932 (2º lugar), 1933 (8º lugar), 1934 (4º lugar), 1935 (6º lugar), 1936 (3º lugar) e 1937 (6º lugar).

Dessas edições, duas se destacam: o vice-campeonato de 1932 (só atrás do Atlético Mineiro), organizado pela Liga Mineira de Desportos Terrestres (LMDT) e a 3ª colocação do Campeonato reunificado de 1936.

Nos dias atuais, o Retiro busca estimular a prática esportiva e a inclusão social, por meio da sua Escolinha de Futebol, onde formam atletas, mas, principalmente, cidadãos de bem.

FOTO: Acervo de Fabiano Rosa Campos

FONTES: Rsssf Brasil – Página do Clube no Facebook

Inédito!! São Cristóvão Futebol Clube, do Brás – São Paulo (SP): Fundado em 1914

Por Sérgio Mello

O São Cristóvão Futebol Clube, do Brás, foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). A sua Sede social ficava na Rua Lucas, nº 69; depois se transferiu para a Rua Jairo Gois, nº 95 a 99; ambos no bairro do Brás, na região Central de São Paulo/SP. O local contava com televisão, um salão de “snooker” (sinuca), mesas de xadrez, biblioteca, sala de leitura, rádio vitrola, um ótimo bar.

 Os “Diabos Varzeanos” foi Fundado na terça-feira, do dia 29 de setembro de 1914, por um grupo de rapazes componentes revendedores de jornais e outro grupo de estudantes do Instituto Eduardo Prado, da escola de padres dirigida pelo mosteiro de São Bento e cuja escola localizava-se na Rua Florêncio de Abreu, no Centro da cidade.

O diretor nesse como foi D. Placido Broders, o S.B., o grande animador para a fundação do clube, que a princípio se denominou Sport Club Eduardo Prado, até 1918, quando adotou o nome São Christovam Football Club. No início e por muito tempo (até a década de 30) era conhecido pelo “Clube dos Jornaleiros”.

Da sua primeira geração de fundadores, dirigentes e futebolistas se destacaram Thomaz Mazzoni, Francisco Labate, os irmãos Scagliusi, Miguel Sirabello, Francisco Carrone, João Pellegrini, J. Oliva, J. Zuppo, depois Saverio Mastrochirico, Laselva, Carrieri, Settani, Salvador, entre outros.  

Foi seu dinâmico fundador em conjunto com uma porção de nomes que não nos vem a memória, o popular Thomaz Mazzoni, também conhecido por Olympicus. Grandes foram os seus feitos, grandes vitorias e muitas derrotas também que amarguravam os seus jogadores e torcedores se bem que os simpatizantes também.

Foi um dos quadros que mais furor fizeram na várzea paulista, sendo respeitado em todo lugar onde se apresentava, sendo que em uma época levava junto a sua torcida a famosa Tarantela do São Cristóvão F.C.

Além do futebol, o clube também contava com uma equipe de tênis de mesa, que era filiada a Federação Paulista de Ping-Pong (FPPP), na década de 30.

Títulos do Alvinegro do Braz

Dentre as suas glórias, destacam-se os seguintes campeonatos: Em 1924, organizado pelo saudoso Canga Argueles, institui um campeonato varzeano cujo finalista foi o São Cristóvão F.C.

Há a lembrar-se que nesse campeonato foi cognominado de “Diabos Varzeanos“, em vista da banda que eles levavam aos jogos, e que era conhecida a Tarantela do São Cristóvão F.C., do Mastrochirico, do Bicudo e dos Cunhadinhos, e pelo barulho que faziam os seus jogadores se entusiasmavam e pareciam uns diabos correndo em campo, daquele nome e grandes vitorias.

Em 1930, um jornal instituiu um campeonato varzeano e deu-lhe o nome de Campeonato Olímpico, organizado pelo Jornal O Dia (SP), e novamente se consagrou campeão da várzea o “Alvinegro do Braz”, há a lembrar-se um caso curioso, pois a finalista foi realizada em dia de semana ou por outra de trabalho.

Daí reuniu-se uma comissão e foi as redações de jornais a fim de pedir que fosse expedida a edição da tarde um pouco mais cedo afim de que os jornaleiros pudessem ir assistir ao jogo de seu clube, se bem que muitos dos jornaleiros também eram jogadores, alguns ou a maioria dos jornais ficaram encalhados, como dizem os jornaleiros.

Com o tempo os seus dirigentes se enquadraram dentro dos bons clubes e inscreveram o “Alvinegro do Braz” na FPF (Federação Paulista de Futebol) e vindo assim a disputar os seus campeonatos amadores, campeonatos. Tornaram-se dessa forma campeões em 1944, na 1ª Divisão de Amadores. No ano seguinte (1945), campeões da Divisão principal, e vindo a ser vice-campeão da cidade.

Inúmeras viagens feitas ao Hinterland paulista de onde sempre voltou com vitórias sendo que bem poucas vezes no Interior Paulista, o São Cristóvão conheceu o amargor da derrota.

Na década de 50, o quadro de futebol só disputava partidas matutinas, mais para o divertimento de seus associados do que competições à vera. Em suma, o futebol passou a ser um entretenimento e não mais uma competição.  

FONTES: A Gazeta Esportiva (SP) – Correio Paulistano (SP) – A Gazeta (SP) – Correio de S. Paulo (SP)

Associação Atlética Aliança Paulista – São Paulo (SP): Campeão do Campeonato Varzeano da F.P.F. do Setor 10 de 1957

Vila Guilherme é um distrito situado na zona norte do município de São Paulo e é administrado pela subprefeitura de Vila Maria.

História do bairro

Inicialmente, as terras da hoje Vila Guilherme, denominada à época “Tapera”, pertenciam ao Capitão-mor Jerônimo Leitão, que as repassou como sesmaria (terreno inculto ou abandonado que os reis de Portugal distribuíam a colonos ou cultivadores) para o donatário Salvador Pires de Almeida e a seus descendentes.

Já no século XIX, chegaram ao Barão de Ramalho e, por herança, à sua filha, Joaquina Ramalho Pinto de Castro, que as vendeu a Guilherme Braun da Silva. Esse, por último, as loteou em sítios e chácaras, que foram vendidas principalmente a imigrantes portugueses, impulsionando o seu desenvolvimento.

Na quinta-feira, do dia 12 de setembro de 1912, o comerciante fluminense Guilherme Braun da Silva, adquiriu junto a Dona Joaquina Ramalho Pinto de Castro, herdeira do Dr. Joaquim Inácio Ramalho, o “Barão de Ramalho”, uma área de cerca de 115 alqueires de terra, que ia do rio Tietê até a estrada da Bela Vista, oficializando-se tal data como a fundação do bairro de Vila Guilherme.

Associação Atlética Aliança Paulista

A Associação Atlética Aliança Paulista é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). O “Clube da Amizade” foi Fundado no sábado, do dia 19 de dezembro de 1925, por um grupo de amigos portugueses moradores do bairro da Vila Guilherme.

A sua 1ª sede foi no Bar do “Pedalada”, na Rua Chico Pontes com a Rua Joaquina Ramalho, na Vila Guilherme. O salão de festas (bailes) nos fundos do Armazém de Secos & Molhados, do Sr. Antônio (Campeão), na Rua Maria Cândida esquina com a Rua Joaquina Ramalho. Onde foram realizados bailes de carnaval, casamentos e lindas festas..

Depois inaugurou a sua nova Sede social (do lado do Bar do Sidônio), no sábado, do dia 20 de novembro de 1954, na Rua Maria Cândida, nº 1.142 (Fundos), em Vila Guilherme, com um baile, com a presença de familiares dos associados. Tinha seu salão de festas na Rua Amazonas da Silva (atualmente chamada: Rua Lagoa Panema, bem em frente à Escola Santa Tereza), na Vila Guilherme.

O endereço atual da Sede social fica situado na Rua Laurindo Sbampatonº 235 – Chácara CuocoBairro de Vila Guilherme, em São Paulo/SP.

Aliás, a vida social no clube era movimentada. Com a realização de bailes, shows, carnaval, festas juninas, etc. O clube também patrocinado a Corrida de Rua Noturna chamada “A.A. Aliança Paulista”, com amplo destaque nos principais jornais da cidade e com a grande número de corredores e o público compareciam em grande número. Em julho de 1957, o clube se filiou a Federação Paulista e Atletismo (FPA).

O seu campo de futebol situava-se na Rua Joaquina Ramalho (esquina com a Rua Pedra Sabão), onde há hoje um prédio de apartamentos de nome “Morada da Fonte”.

Mas o clube não vivia apenas do esporte. A cultura também tinha espaço. Em janeiro de 1958, o professor Solon Borges dos Reis (presidente do Centro do Professorado Paulista) doou 100 livros para a riquíssima Biblioteca do clube.

Curiosidades

Primeiro distintivo e uniforme

Em Assembleia Geral ordinária realizada na quarta-feira, do dia 19 de janeiro de 1944, foi eleita e empossada a nova diretoria da Associação Atlética Aliança Paulista, para o exercício de 1944, cuja constituição é a seguinte:

Presidente: Albertino José da Costa Filho;

1º vice-presidente: Teodoro de Almeida;

2º vice-presidente: Alfredo Augusto Pires;

Secretário geral: Mario Antero Sebastião;

1º Secretário: Antônio Rueda Martins Filho;

2º Secretário: Americo Augusto Fernandes;

1º Tesoureiro: Augusto Abdias;

2º Tesoureiro: Eduardo Cordeiro;

Diretor de esportes: José Americo Sebastião;

Comissão fiscal: Batista Cucera, Tomaz Castro Andrade e Joaquim dos Reis;

Comissão de Sindicância: Alberto Simões, Manuel Pinto e Mario Gouveia Marquez

EM PÉ (esquerda para a direita): Mano – Rodolfo – Hugo – Luiz Moura – Cardarelli (Ferroviária) e Bate-Estaca.
AGACHADOS (esquerda para a direita): Saguí – Oswaldo – Nelson Guerra – Tóca e Julio Móquinha.

Aliança Paulista goleou por 10 a 0 a Estrela do Tucuruvi

No domingo, do dia 14 de novembro de 1948, o esquadrão dirigido por Djalma dia a dia mais se destaca no futebol extraoficial. Jogando em seu campo, com o Estrela de Tucuruvi, “desmontou” o seu leal adversário pela expressiva contagem de 10 a 0. Na preliminar, o Aliança Paulista goleou o oponente pelo placar de 4 a 0.

Toca, o ex-ponta-direita da seleção de Sant’Ana, foi o “artilheiro” com 7 belíssimos tentos; Leopoldo, duas vezes e Pinguim, um gol, completaram a contagem.

O Aliança Paulista alinhou-se com a seguinte constituição: Hugo; Né e Alfredo II; Caldarelli, Luiz e Rodolfo; Saguí, Alfredo I, Leopoldo, Toca e Pinguim. Técnico: Djalma.

Aliança Paulista ingressou na Federação Paulista

Na quinta-feira, do dia 03 de março de 1955, a Associação Atlética Aliança Paulista solicitou filiação ao Departamento Varzeano da Federação Paulista de Futebol (FPF). Em 1942, contava com número de 40 sócios. Em 1940 a 1944, disputava as competições organizadas pela Sub-Liga Esportiva de Sant’Anna, onde fez campanhas modestas.

Aliança vice-campeão do Torneio Início Setor 27

No domingo, do dia 17 de julho de 1955, na grande final do Torneio Início do Setor 27 (Campeonato Varzeano de Santana), o Aliança Paulista acabou sendo derrotado por 2 a 1, pelo GDR Vasco da Gama, do bairro da Vila Guilherme, no campo do Vasco.

Na estreia do torneio, o Aliança venceu o Tupy por 3 a 0. O campeão ficou com a Taça Ari Silva, enquanto o Aliança recebeu a Taça João Carlos Tabeiras pelo vice. Os gols foram de Gabriel e Bodinho. Na arbitragem ficaram a cargo de Gilberto Gatto, Marcelino Arruda e Antônio de Carvalhos.

Em 1956, disputou o Campeonato Varzeano da FPF (Federação Paulista de Futebol), do Setor 12 – Tatuapé.

Aliança Paulista é campeão Invicto do Campeonato Varzeano da FPF, do Setor 10 (Vila Guilherme – Carandiru) de 1957 

O Campeonato Varzeano, válido do Setor 10 (Vila Guilherme – Carandiru) de 1957, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF) foi uma disputa acirrada do início ao fim. O Doze de Setembro começou liderando, mas depois o CDR Vasco da Gama (Vila Guilherme) assumiu a ponta até o Aliança Paulista colar e brigar pelo título até o fim.

No final, o clube lusitano comandos por Jorge Faiad e José Maria dos Anjos superaram o rival e carimbaram o título sem sofrer nenhuma derrota. Abaixo vamos destacar alguns resultados nessa belíssima campanha do Aliança Paulista

Participaram desse torneio as seguintes agremiações:

Associação Atlética Aliança Paulista (Vila Guilherme);

Brasil Futebol Clube;

Grêmio Dramático Recreativo Vasco da Gama (Vila Guilherme);

Guaracininga Futebol Clube (Vila Guilherme);

Herói Brasil Futebol Clube (Vila Izolina);

Sociedade Esportiva Palmeirinha (Carandiru);

Flor da Espanha Futebol Clube (Carandiru).

No domingo, do dia 07 de julho de 1957, goleou o Herói Brasil FC (Vila Izolina) pelo placar de 7 a 0. Nos Segundos Quadro nova goleada, dessa vez por 8 a 0.

Os gols foram assinalados por Dado, Túlio e Dado, dois gols cada um; e Vermelho um tento. O Aliança Paulista jogou com: Dito; Adriano e Tico; Júlio, Vermelho e Milton; Silvio, João, Túlio, Moraes e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

No domingo, do dia 21 de julho de 1957, nova goleada. Dessa vez em cima do Guaracininga FC pelo placar de 7 a 3. Nos Segundos Quadro também venceu: 1 a 0. Os gols foram marcados por Túlio, cinco vezes; Silvio e Xim, um gol cada; enquanto Adilson, duas vezes, e Bolinha fizeram os tentos do Guaracininga.

No domingo, do dia 28 de julho de 1957, o Aliança Paulista jogou manteve a invencibilidade ao golear o Brasil FC por 5 a 0. Nos Segundos Quadro goleada de 9 a 2. Os gols foram: Dado, duas vezes; Túlio, Xim e Júlio, um tento cada.

No domingo, do dia 25 de agosto de 1957, num jogão que valia a liderança, na preliminar da Portuguesa x Ipiranga (pelo Campeonato Paulista), o Aliança Paulista venceu o CDR Vasco da Gama (Vila Guilherme), por 2 a 1, no Estádio do Canindé.

O árbitro foi Remy Zangrossi, auxiliado por Álvaro André Pestana Teixeira e Bernardino José Valente. Os gols do Aliança Paulista, que alcançou a 7ª partida invicta, foram do destaque do jogo:  Anibal, autor dos dois gols.

O Aliança Paulista formou: Dito; Milton e Tico; João, Zé Preto e Júlio; Silvio, Anibal, Túlio, Xim e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

No domingo, do dia 1º de setembro de 1957, o Aliança Paulista chegou a 8ª partida invicta, ao vencer o Corinthians por 2 a 0. Com isso, assumiu a liderança isolada, uma vez que o CDR Vasco da Gama (Vila Guilherme) ficou no empate com o Palmeirinha.

O árbitro foi Mario Fonseca de Oliveira. Os gols foram de Anibal e Tico. O time jogou: Dito; Junqueira e Tico; Vermelho, João, Zé Preto e Milton; Lando, Anibal, Túlio, Júlio e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

No domingo, do dia 15 de setembro de 1957, pelo returno, o Aliança Paulista voltou a golear o Herói Brasil FC (Vila Izolina) pelo placar de 4 a 0. Nos Segundos Quadro outra goleada: 5 a 0.

Na manhã de domingo, do dia 13 de outubro de 1957, o Aliança Paulista derrotou o Palmeirinha FC por 3 a 0. Com esse resultado se sagrou campeão do Campeonato Varzeano, válido do Setor 10 (Vila Guilherme – Carandiru) de 1957, assegurando o seu lugar no Torneio dos Campeões (batizado como Torneio Mendonça Falcão). Ao todo foram 18 jogos sem sofrer nenhuma derrota!

O árbitro foi Luiz Diepedro. Os três gols foram assinalados pelo craque Anibal. O time jogou: Dito; Junqueira e Tico; João, Zé Preto e Cabeção; Silvio, Xim, Túlio, Anibal e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

Hugo – Mano – Tóca – Nelson Guerra – Bate Estaca – Saguí – Cardarelli (Ferroviária) – Rodolfo – Júlio Móquinha – Luiz Moura e Oswaldo.

Torneio Mendonça Falcão de 1958

Na sexta-feira dia 7 de fevereiro de 1958, teve início o Torneio Mendonça Falcão (Torneio dos Campeões), organizado pela FPF (Federação Paulista de Futebol). Os jogos eram em caráter eliminatório. Ou seja: venceu, segue. Perdeu está eliminado.

Pela 1ª fase, em jornada dupla: às 19 horas, entre o Grêmio Esportivo XV de Novembro da Barra Funda 5 x 6 Associação Atlética Aliança Paulista. Depois, às 21 horas, Chavantes Futebol Clube 1 x 2 Grêmio Maranhense. Os jogos foram no Estádio Rodolfo Crespi (propriedade do Clube Atlético Juventus), na da Rua Javari, na Mooca.

O adversário era “osso duro de roer”: tricampeão da Barra Funda e campeão invicto do certame, mas o Aliança Paulista não se intimidou e num jogo de 11 gols, venceu o XV de Novembro da Barra Funda por 6 a 5.   

Os gols foram de Túlio e Dado, dois gols; e Moraes e Canhoteiro, um tento cada. O time jogou: Dema; Tico e Milton; Tino, Zé Preto e Júlio; Silvio, Túlio, Canhoteiro, Moraes e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

Na 2ª fase, na terça-feira, às 21 horas, dia 25 de fevereiro de 1958, no Estádio Rodolfo Crespi (propriedade do Clube Atlético Juventus), o Aliança Paulista enfrentou o Grêmio Maranhense, na da Rua Javari, na Mooca.

E, o Aliança Paulista acabou sofrendo uma goleada totalmente inesperada e acabou dando adeus ao torneio ao perder por 8 a 0. Os gols foram de Neguinho e Acácio, duas vezes cada; Clodo, Ciloca, Cação e Bolinha, um tento cada, para a equipe grená.

EM PÉ (esquerda para a direita): Zé Rodrigues (técnico), Tino, Zé Preto, Anézio, Teixeirinha, Alfredo e Vadinho;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Silvio, Túlio, Bidú,  Xim e Neca.

Jogou na preliminar entre o São Paulo (SP) x America (RJ)

No sábado, do dia 29 de março de 1958, na preliminar da vitória do São Paulo FC sobre o America Football Club (RJ), por 4 a 0, válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedroza de 1958, no Estádio do Pacaembu, o Aliança Paulista enfrentou o Sete de Setembro de Água Rasa. A Renda foi de Cr$ 144.045,00, com um Público de 4.337 pagantes.

O Aliança Paulista derrotou pelo Sete de Setembro por 4 a 3. O árbitro foi Walter Marques, auxiliado por Manoel Alvares Sanches Filho e Ubirajara B. de Souza. Os gols foram marcados: Túlio, duas vezes; Dado e Zé Preto, um tento cada. O time formou: Dema; Tico e Tino (Adriano); João, Zé Preto e Milton; Silvio (Canhoteiro), Nelson Dadinho, Paes (Xim), Túlio, Moraes e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

Jovem promessa se transferiu para o São Paulo F.C.

Em maio de 1958, o São Paulo Futebol Clube contratou uma jovem revelação da Associação Atlética Aliança Paulista. Nelson Cordeiro, o Dadinho, de 17 anos, considerado uma das melhores pontas esquerdas do futebol varzeano. O centroavante, Túlio e o meia Zé Preto também treinaram (teste) no Tricolor Paulista.

Campeonato Varzeano da FPF de 1958

O Campeonato Varzeano, válido do Setor 10 (Vila Guilherme – Carandiru) de 1958, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), contou com a presença das seguintes agremiações:

Associação Atlética Vila Izolina (Vila Izolina);

Grêmio Esportivo São Sebastião (Vila Guilherme);

Vila Pizotti Futebol Clube (Vila Guilherme);

Marcilio Franco Futebol Clube;

Sociedade Esportiva Vila Santa Luzia;

Flor da Espanha Futebol Clube (Vila Guilherme).

Pela 1ª rodada, do Aliança Paulista estreou com vitória, no domingo, do dia 17 de agosto de 1958, ao vencer o Flor da Espanha FC por de 4 a 2. Nos Segundos Quadro também triunfou por 4 a 0. Os gols foram de Picete, duas vezes; Cláudio e Túlio, um gol cada.

O time jogou: Dema; Milton e Tico; Anibal, Zé Preto e Júlio; Silvio, Gilberto, Túlio, Cláudio e Picete.    

Pela 2ª rodada, do Aliança Paulista, fora de casa, no domingo, do dia 24 de agosto de 1958, acabou derrotado pelo São Sebastião por de 1 a 0, no campo do São Sebastião. O gol foi assinalado pelo meia Carioca.

O Aliança Paulista seguiu somando vitórias: 2 x 0 Vila Pizzotti FC (1º/09/58); 5 x 2 Vila Izolina (12/10/58); 6 x 0 SE Vila Santa Luzia (18/10/58); 2 x 0 SE Vila Santa Luzia (30/11/58). Infelizmente, com o fim da temporada de 1958, a partir da temporada de 1959, A Gazeta Esportiva não tem essa sequencia disponibilizada para pesquisa, o que impediu a conclusão desse certame. Em 1990, conquistou o Troféu Atlas.

Algumas Formações:

Time base de 1948: Hugo; Né e Alfredo II; Caldarelli, Luiz e Rodolfo; Saguí, Alfredo I, Leopoldo, Toca e Pinguim. Técnico: Djalma.

Time base de 1949: Hugo (Janela); Rodolfo (Mano) e Nezinho; Moura, Caldarelli e Bororó (Osmar); Pacheco (Saguí), Osvaldinho, Neno, Júlio e Toca (Mau).

Time base de 1952: Mario (Janela); Pox (Ditó ou Rubens) e Rueda Cordeiro (Tico); Paulo (Guerra), Valdemar (Pacheco) e Luiz (Adão); Talarico (Nelson), Zé Mau (Esquerdinha), Fausto (Olavo), Júlio (Geraldo) e Mingo (Pinheiro).

Time base de 1953: Mario (Né ou Baliza); Pox e Tico (Renato); Luiz (Dacio), Paulo (Guerra) e Rubens (Adão); Nelson (Pacheco), Talarico (João), Zé Mau (Olavo), Júlio (Wilson) e Mingo (Milton).

Time base de 1954: Wilson (Mario); Pox (Renato ou Mano) e Rueda (Noilton ou Tico); Paulo (Uberaba), João (Moacir) e Júlio; Pacheco (Dema), Talarico (Osvaldo), Fernando, Gomes (Mozart) e Carneiro (Bororó).

Time base de 1955: Mario (Dema); Renato (Bastião) e Tico; Pox (Jorge), Júlio (João ou Luiz) e Carneiro (Wette); Pacheco (Cordão), Moacir (Pacheco), Fernando (Cabide), Gomes (Talarico ou Teiga) e Mozart (Viana ou Osvaldo). Técnicos: Alfredinho e Osvaldo.

Time base de 1957: Dito (Mario); Adriano (Junqueira) e Tico; Vermelho, João (Zé Preto) e Milton (Cabeção); Silvio (Anibal), Moraes (Xim), Túlio, Olavo (Dado) e Júlio. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

Time base de 1958: Dema; Tico e Milton; Tino, Zé Preto e Júlio; Moraes (Anibal), Silvio (Tala ou Cláudio), Canhoteiro (Nelson Dadinho), Túlio (Gilberto) e Dado (Eden ou Picete). Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

ARTES: escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: A Gazeta Esportiva (SP) – Acervo de Zézinho Barbeiro – blog do clube

FONTES: A Gazeta Esportiva (SP) – Correio Paulistano (SP) – Diário da Noite (SP) – Jornal de Notícias (SP) – Facebook – Site do clube – Edgard Martins

Escudo diferente: Associação Atlética Matarazzo – São Paulo (SP): Campeã Estadual Amador de 1955

Escudo e uniforme utilizado nos anos de 1955 e 1956

Por Sérgio Mello

A Associação Atlética Matarazzo foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundada no sábado, do dia 14 de novembro de 1914, reunia os empregados dos escritórios comerciais e industriais da S/A Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo.

Breve história

Voltada principalmente ao “cultivo do futebol“, segundo estabelecia seu 1º estatuto (1928), a Associação também se destinava à promoção de festivais esportivos e recreativos, bem como bailes com a participação de sócios e seus familiares.

Ao ser admitido a um daqueles escritórios, automaticamente, o empregado se tornava sócio dessa agremiação. Como os escritórios sempre mantiveram uma média de 1.800 funcionários, este também deveria ser o número aproximado dos associados da Atlética Matarazzo.

As mensalidades pagas variavam segundo faixas salariais. Os valores envolvidos eram pequenos, mas regularmente descontados das folhas de pagamento. Assim, todos os funcionários dos escritórios contribuíam, mesmo aqueles que não frequentavam a Atlética. Os funcionários não poderiam optar entre serem ou não associados. Como informou um ex-diretor, todos eram obrigados a se filiar:

Na Atlética era o seguinte. Você entrava como empregado na Matarazzo, automaticamente, você era sócio. Então você fazia parte do quadro da Atlética. (…) Descontava-se a mensalidade na folha de pagamento. (…) Quando você assinava o contrato de trabalho, você já era sócio da Atlética. Era obrigatório. Várias pessoas tentaram mais tarde sair, quando ela já não oferecia nada… Mas não era possível. Nunca ninguém conseguiu. Então eles descontavam. Não era uma coisa exorbitante, mas vinha descontado na folha de pagamento. (…) Você era obrigado a entrar. (L.R.)

Sedes Sociais

Em julho de 1931, a diretoria resolveu desocupar a sala situada na Av. Brigadeiro Luís Antônio nº 44. Alegava tratar-se “De um prédio muito acanhado, fora de mão e de aluguel demasiado alto“.

Em 1932, a Associação comprou um terreno situado na Alameda Casa Branca, de propriedade do Conde Luiz Eduardo Matarazzo, onde foi instalada a praça de esportes. Além de um bangalô e de uma quadra de tênis já existentes no local, a Associação pretendia construir um ginásio para jogos de basquete, aproveitável também para bailes.

O Conde Francisco Matarazzo Jr., então administrador gerente da S/A Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, prometia que, durante o primeiro ano posterior à compra, a empresa contribuiria com a soma de um conto de réis (1:000$000) por mês, a fim de auxiliar a Associação a saldar sua dívida de 400 contos de réis!

A tarefa, bastante árdua, não foi levada adiante e, em maio de 1936, a Associação desfez o negócio, passando, então, a alugar o mesmo terreno, utilizando-se apenas da quadra de tênis. Nesse mesmo ano, uma nova sede social (alugado) foi instalada num conjunto de salas do Edifício Martinelli.

Associação Atlética Matarazzo, montou no 19º andar, a sua sede, onde ocupava praticamente três quartos do espaço físico. Pegava toda a parte da Avenida São João e parte da Rua Líbero Badaró.

Tinha uma mesa de bilhar, tinha uma bonita biblioteca, um bar, mesa de pingue-pongue, xadrez, dama, dominó. Naquela ocasião, o clube já contava com time de futebol, onde disputava o campeonato, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Em 1940, devido às dificuldades financeiras pelas quais passava, a Atlética deixou de alugar a quadra de tênis. Os custos com sua manutenção e com a compra do material para a prática do esporte tornaram-se muito onerosos. Para os jogos de futebol, a Atlética alugava o campo da vila operária Maria Zélia, na Rua Catumbi.

Escudo publicado no História do Futebol em 2011: https://historiadofutebol.com/blog/?p=21686

No Martinelli, a Associação ficou até 1956, quando recebeu uma notificação para desocupar as salas. Mudou-se, então, para um salão de propriedade da empresa num edifício recém-construído na Av. do Estado.

Finalmente, por volta de 1958, a empresa permitiu que o clube construísse a sede definitiva em um terreno de sua propriedade, situado à Av. Ordem e Progresso, no bairro do Limão.

Lá permaneceu até 1986, quando a empresa vendeu a praça de esportes para uma fábrica de retentores. Hoje, a Atlética Matarazzo se resume à sua secretaria, que funciona precariamente numa das salas dos escritórios da fábrica do Belenzinho.

Futebol na Matarazzo

Escalação: Tião; Cardoso e Oldemar; Chico, Marino e Douglas; Mineiro, Yube, Piloto, Dante e Gasolina.

O futebol era praticado na Associação Atlética Matarazzo, desde sua fundação, em campeonatos internos entre as diferentes seções dos escritórios centrais, de onde selecionavam-se os integrantes da equipe principal. Esta, por sua vez, disputava os campeonatos internos interfábricas, que reuniam os grêmios das Indústrias Matarazzo da Capital e também do interior do estado de São Paulo.

A partir da década de 30, esse quadro passou por transformações. Em 1933, a primeira participação da Atlética no Campeonato da Liga Esportiva Comércio e Indústria (LECI), quando obteve a 2ª colocação.

Já nessa época, a diretoria constatava e criticava o pequeno entusiasmo dos associados com relação ao desempenho do time de futebol, problema que se intensificaria nos anos seguintes: “Provavelmente teríamos obtido ainda melhor colocação se houvesse mais entusiasmo por parte dos senhores sócios por esta modalidade de esporte, fato este, aliás, já consignado no relatório da Diretoria relativo a 1932“.

A inclusão no torneio da LECI motivou a Atlética Matarazzo a admitir jogadores dos grêmios das fábricas para integrar sua equipe. Com isso, os campeonatos internos interfábricas ganharam novo ânimo, acirrando ainda mais as disputas entre os jogadores que, agora, deparavam-se com a possibilidade de participar de um campeonato oficial e de aumentarem seus proventos, projetando-se como futebolistas.

Desse modo, favoreceu-se a profissionalização paralela de operários-jogadores, que dependiam do emprego para seu sustento e que não encaravam o esporte como diversão, mas como uma forma de complementação salarial.

No entanto, com o passar do tempo, esses operários-jogadores deixaram de ser privilegiados pela Atlética Matarazzo em virtude da entrada no time de jogadores profissionais de fato.

A partir dos anos 40, o quadro de futebol manteve-se muito próximo da administração da empresa, despertando o interesse dos filhos do Conde Jr., que chegaram a integrar a equipe como jogadores. Pode-se mesmo afirmar que o time de futebol estava mais estreitamente ligado à administração da empresa que à própria diretoria da Atlética Matarazzo. Era quase outro clube.

A adoção do profissionalismo parecia ocorrer de modo concomitante a uma maior autonomia do departamento de futebol dos clubes em relação às suas demais atividades.

Escalação: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Essa autonomia garantia maiores recursos à prática do futebol, pois, caso se mantivesse equiparada às outras atividades do clube, as verbas teriam que ser divididas.

Ainda na década de 40, a Associação deixou de participar com frequência dos torneios da LECI. Sua maior atividade centrava-se, então, na disputa de jogos amistosos contra times varzeanos, até, finalmente, ser incluída entre os clubes com direito à participação do Campeonato Amador da Cidade de São Paulo, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Ao contrário do Campeonato Amador do Interior, as exigências da FPF para a inscrição no torneio da Capital eram menores. A partir de determinado número de associados, os clubes já teriam condições de participar, mesmo não dispondo de instalações necessárias à prática do futebol, como era o caso da Atlética Matarazzo.

Na década de 50, com a participação dos irmãos Ermelino e Eduardo Matarazzo, filhos do Conde Júnior, foi decisiva nesse sentido. Cuidaram de dotar a Atlética das condições necessárias à manutenção de uma equipe profissional.

Montaram uma comissão técnica com massagista, roupeiro e um técnico de futebol com experiência anterior, que já era funcionário da empresa. Mas, sobretudo, passaram a fornecer o dinheiro para o pagamento do “bicho” aos jogadores.

Craques de bola

Ermelino, então goleiro da equipe juvenil do Palmeiras (entre os anos 1943/45), valendo-se de sua influência no meio futebolístico, também conseguiu reunir jogadores profissionais, seus colegas, para integrarem, eventualmente, o time da Matarazzo.

Durante a disputa do Campeonato Amador da Capital e dos torneios da LECI e do Serviço Social da Indústria (SESI), a equipe da Atlética era formada basicamente por jogadores profissionais de clubes da cidade, que, mais tarde, tornar-se-iam nomes famosos do futebol brasileiro como, por exemplo: Colombo (Corinthians); Gino Orlando, Bibe, Savério e Bauer 121 (apelidado “o monstro do Maracanã” por sua atuação na Copa do Mundo de 1950), todos do São Paulo F.C. entre outros.

Matarazzo campeão da Divisão de Comércio e Industria (ACEA) de 1955

Na quinta-feira, às 21 horas, do dia 22 de dezembro de 1955, a Atlética Matarazzo se sagrou campeão da Divisão de Comércio e Industria, organizada pela ACEA (Associação Comercial de Esportes Atheticos. Fundada em 1930), ao vencer a Metalúrgica Matarazzo F.C. por 1 a 0, no Estádio do Pacaembu, na capital paulista.

O gol do título saiu aos 23 minutos do primeiro tempo. Após receber o passe, Mineiro toca para Yube, que rapidamente centra a meia altura para Mineiro, que mesmo marcado, conseguiu dominar e chutar firme para o gol da noite. Arbitragem ficou a cargo de João Etzel.

A.A. Matarazo: Tião; Cardoso e Oldemar; Chico, Marino e Douglas; Mineiro, Yube, Piloto, Dante e Gasolina.

Met. Matarazzo: Bilu; Pires e Stelvio; Mario, Carlito e Moraes; Jacob, Abelha, Hélio, Placido e Valdemar.

Detalhe: O Metalúrgica Matarazzo Futebol Clube foi Fundado na quinta-feira, do dia 15 de Junho de 1933. A sua Sede social ficava localizada na Rua da Mooca, nº 609, no bairro da Mooca, na região leste da cidade de São Paulo/SP. Em 1942, contava com número total de 1.300 sócios.

Campeonato Paulista de Futebol Amador do Estado de 1955

No primeiro jogo, fora de casa, Matarazzo arrancou empate

No domingo, às 15 horas, do dia 2 de junho de 1956, foi realizado o 1º jogo, na melhor de três, entre Atlética Matarazzo (campeão da capital)e Associação Atlética Itapetininga (campeão do Interior), para definir o Campeão Amador do Estado de São Paulo, certame este referente ao ano de 1955, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

O Matarazzo arrancou empate em 2 a 2, fora de casa, após estar perdendo por dois gols. O primeiro tempo foi marcado pelas defesas sobressaindo os ataques e o placar terminou sem gols.

Na etapa final, Alceu marcou duas vezes colocando os itapetininganos em vantagem. No entanto, Dante e Mario deixaram o placar novamente em igualdade. O árbitro foi Norberto Rodrigues de Paula e a Renda foi de 26 mil cruzeiros.

Itapetininga: Bili; Rubens e Roque; Silvio, Cacau e Tempero; Tico-Tico, Alceu, Name, Coquita e Quitu.

Matarazzo: Tião; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Na segunda partida, Matarazzo goleou

A segunda peleja da série melhor de três será realizada no domingo seguinte, às 15 horas, do dia 9 de junho de 1956, entre Atlética Matarazzo e Associação Atlética Itapetininga, no Parque Antarctica. A partida foi transmitida pela Rádio Panamericana.

Com a entrada franca, o que se viu foi de um público apenas regular. O árbitro foi Casimiro Gomes, que cometeu alguns erros, mas em que nada influíram no resultado final.

O Matarazzo conquistou uma imponente goleada sobre o Itapetininga pelo placar de 5 a 0. Com o resultado, o time só precisava de um ponto no terceiro jogo para fica com o título.

O primeiro tempo foi fraco tecnicamente, com poucas chances de gol. Mas quando melhor chance surgiu o Matarazzo abriu o placar aos 5 minutos. Yube tocou para Mario, pela direita, que driblou o seu marcador e centrou na área. Piloto testou firme para o 1º gol.

Na segunda etapa, o Matarazzo ampliou aos 6 minutos. Após bela jogada, Piloto deu passe “açucarado” para Mario, que dentro da área, fuzilou a meta de Bili, que nada pode fazer.

Com o Itapetininga atordoado, veio o 3º gol. Dante deu ótimo passe para Zeca que tocou na saída do goleiro, colocando a bola no fundo das redes. O 4º tento saiu aos 22 minutos, quando Dante lançou Yube fez um golaço com maestria.

O 5º tento, saiu aos 38 minutos, numa arrancada de Zeca, que invadiu a grande área e foi derrubado por Rubens. Pênalti, Yube cobrou com categoria, dando números finais a peleja.

Matarazzo: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Itapetininga: Bili; Rubens e Roque; Silvio, Cacau e Tempero; Tico-Tico, Alceu, Marolo, Coquita e Quitu.

Matarazzo volta a vencer e fica com o título inédito do Estadual Amador

Escalação: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

No domingo, às 15 horas, do dia 16 de junho de 1956, foi realizado o 3º jogo e último, na melhor de três, entre Atlética Matarazzo e Associação Atlética Itapetininga, no Estádio do Esporte Clube São Bento, em Sorocaba, no Interior Paulista. Mais uma vez o árbitro foi Casimiro Gomes, que teve uma atuação regular. A Renda foi de Cr$ 12.530,00.

Após um empate (2 a 2) e uma vitória (5 a 0), a Atlética Matarazzovoltou a derrotar o Itapetininga pelo placar de 2 a 1, ficando com o inédito título do Campeonato Paulista de Futebol Amador do Estado de 1955.

Ao contrário dos dois primeiros jogos, a primeira etapa foi agitada com as duas equipes buscando o gol. Melhor para o Matarazzo que abriu o placar aos 12 minutos, após o zagueiro Rubens cometer um pênalti. Ciro cobrou com categoria. Porém, aos 18 minutos, o Itapetininga conseguiu o empate por intermédio de Alceu. O que se viu até o final da primeira etapa foi um jogo equilibrado.

No segundo tempo, melhor coordenado, o Matarazzovoltou a ficar na frente do placar aos 20 minutos por intermédio de Mario. O clima esquentou e o meia do Itapetininga Tempero agrediu o árbitro Casimiro Gomes. Na sequência o juiz expulsou quatro jogadores Itapetininga: Tempero, Roque, Quitu e Tico-Tico. Com isso, sem forças e emocionalmente abalado o Itapetininga não foi páreo e viu a Associação Atlética Matarazzo ficar com o título!

Matarazzo: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Itapetininga: Bili; Rubens e Roque; Silvio, Cacau e Tempero; Tico-Tico, Alceu, Marolo, Coquita e Quitu.

Desenho dos escudos e uniformes: Sérgio Mello

FOTOS: A Gazeta Esportiva (SP)

FONTES: A Gazeta Esportiva (SP) – “Futebol de Fábrica em São Paulo”, um trabalho de Dissertação de Mestrado em Sociologia apresentada ao Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, por Fátima Martin Rodrigues Ferreira Antunes.  

Associação Metropolitana de Esportes Athleticos – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1924

Por Sérgio Mello

Na sexta-feira, do 23 de fevereiro de 1924, após abandonarem a LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres) America Football Club, Bangu Athletico Club, Botafogo Football Club, Club de Regatas Flamengo e Fluminense Football Club já “costuravam” um plano (adiantado) para criar uma nova liga.

Já tinham o apoio de outros seis clubes: Andarahy, Paysandú, Brasil, Hellenico, Associação Cristã e Tijuca Tennis. O nome escolhido foi “Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA)”. O pavilhão era em azul e ouro e a Sede social ficava na Avenida Rio Branco, em cima do Restaurante Alvear, no Centro do Rio.

A data oficial da fundação da AMEA aconteceu na tarde da sexta-feira, no dia 31 de fevereiro de 1924, no gabinete do Dr. Arnaldo Guinle, na Avenida Rio Branco, nº 109, no Centro, na presença dos representes dos clubes. O 1º Presidente foi Dr. Arnaldo Guinle. No entanto, a data oficial de fundação ficou: 1º de Março de 1924.

Na ata de fundação, os seguintes membros assinaram:

A. Guinle, Raul Reis, Burle de Figueiredo, Mario Polo, Renato Pacheco, Nilon Rolin Pinheiro, Heraclyto Sobral, Heitor Luz, Ary Miranda, Mauricio Abreu, Alair Antunes, João Teixeira de Carvalho, Mathias Costa, Ary Franco, Jayme Maia, Iberê Bernardes, Samuel de Oliveira, A. Moraes e Castro, Herbert Filgueiras, Germano Azambuja, Homero Esteves de Almeida, Mario Vieira, Henrique Arthur Joaquim Guimarães, Guilherme Pastor, Marcondes Romero, Mario Alves da Cunha, Victor Guibard Cesar Silva, João Borges Sampaio, Aloysio Távora e Armando de Virgilis.

O Jornal do Brasil deu destaque a fundação da AMEA e publicou a seguinte reportagem, no seu jornal no dia seguinte (1º/03/24):

Os trabalhos foram abertos pelo que Dr. Arnaldo Guinle, pedindo que desse indicado o seu presidente, recaindo a escolha no S. S. por aclamação, por proposta Dr. Heitor Luz.

Ao assumir a presidência, o presidente do tricampeão da cidade (Fluminense) proferiu ligeiras palavras alusivas ao ato. Disse S. S. mais ou menos que a atitude dos grandes, não fora hostil à entidade de que se desligaram; queriam apenas O eles engrandecimento do desporto, mas, que os outros clubs assim não entenderam, não compreendendo os seus intuitos.

A nova instituição não procura uma demonstração de força uma ambição; cogita, sim, de trabalhar pelo engrandecimento do sport.

Falando sobre o projeto de reforma, disse S. S.:“De nada valeram os títulos com que se apresentaram os autores do projecto. Foi elle repellido por aquelles que nada tinham a perder”.

E concluiu propondo que fosse fundada a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos, sendo fundadores, para os direitos estatutários, o America, o Bangu, o Botafogo, a Fluminense e o Flamengo.

O Sr. Mario Pollo falou sobre a denominação de Metropolitana, que poderia ser modificada se a maioria assim entendesse, Referiu-se à entrevista de Heitor Luz, e agradeceu aos quatro clubes a confiança que lhe haviam depositado, designando-o seu “leader” na Liga.

Felicitou os três outros clubs pela unidade de vistas que sempre mantiveram com o Fluminense, muito embora as intrigas que se fizeram. O. Sr. Renato Pacheco, em nome do Botafogo, aceitou denominação da nova entidade e salientou o trabalho do Sr. Mario Pollo, pelo que pedia a consignação de um voto de louvor a S. S. Esse voto foi aprovado.

Os Srs. Raul Reis. Burie de Figueiredo e Ary Franco, em nome do America, Flamengo e Bangu, aceitaram também a denominação. O Sr. Arnaldo Guinle, em seguida. declarou fundada a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos e como clubes fundadores, o America, Bangu, Botafogo, Fluminense e Flamengo.

O Sr. Mario Pollo declarou que, embora fundada hoje (31/02/24), a data seja 1° de março, para que não tenhamos de comemorar só de quatro em 4 anos a sua fundação. Foi aceito esse alvitre.

O Sr. Arnaldo Guinle disse que nomear uma comissão organizadora. Deliberou-se que a comissão de estatutos continuasse a mesma, designando-se o Sr. Ary Franco, do Bangu, para acompanhar os seus trabalhos, como assistente.

Discutiu-se, depois, a nomeação de uma comissão organizadora, para tratar da nova sede, etc., ficando constituída dos presidentes dos cinco clubes, sob a presidência do Sr. Arnaldo Guinle.

Em seguida. foi designada uma reunião para as 9 horas da manhã do próximo domingo, do dia 9. no Club Fluminense. Nessa ocasião, serão discutidos os novos estatutos, bem como os demais assuntos referentes à nova instituição.

Por fim os presentes assinaram a ata de fundação.

Finda a reunião, pudemos ouvir algumas palavras do Dr. Arnaldo Guinle. S. S. mostra-se satisfeito e esperançado com o ramo dos acontecimentos. Desse esperar que a imprensa, com seus comentários justos, será mais uma vez a guiadora ada opinião pública, mostrando onde está a razão e qual a causa justa.

Tem plena confiança no nova futuro da entidade, pois dela depende o progresso e o desenvolvimento do sport carioca. Estivera à frente do movimento, já agora vencedor, não como um ato de hostilidade a Liga Metropolitana, mas porque, assim fazendo, desagradava os brios do sport da capital.

O Vasco não figurará como Fundador

Não obstante ter aderido à causa dos “grandes” clubes, o campeão da nossa cidade, Club de Regatas Vasco da Gama, não foi incluído no número dos fundadores da AMEA.”  

No ano seguinte (1925), o Vasco da Gama passou a integrar a liga. Por isso, apesar de terem sido realizados campeonatos cariocas paralelos entre 1924 e 1932, a atual FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) reconhece, a partir de 1925, apenas os campeonatos da AMEA, pois estes contavam com os grandes do então Distrito Federal. A Liga Metropolitana teve fim em 1935, quando foi incorporada pela recém-criada Federação Metropolitana de Desportos.

Escudo e uniforme desenhados: Sérgio Mello

FOTO: Revista Fon Fon (RJ)

FONTES: O Paiz (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) Fon (RJ)

Fotos raras de 1929 e 1941: Seleção Paraense de Futebol (escudos diferentes)!

Por Sérgio Mello

Fazendo um resumo sobre a história das ligas que organizaram as competições de futebol no estado do Pará. Tanto nas competições no estado quanto nas formações dos selecionados que representaram os paraenses nas competições do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

Bandeira e escudo de 1941

Década de 10

Na quarta-feira, no dia 05 de dezembro de 1906, foi criado “Pará Foot-Ball Association League”, que não chegou a concluir seu único campeonato de 1906. Em agosto de 1907, surgiu a “Liga Nacional de Futebol do Umarizal”, porém também não concluiu o único torneio que organizou.

Na quarta-feira, do dia 19 de agosto de 1908, foi Fundado a Liga Paraense de Foot-Ball (LPF). No domingo, do dia 10 de abril de 1910, a LPF foi refundada. E, na sexta-feira, do dia 23 de maio de 1913, novamente a “Liga Paraense de Foot-Ball” sofreu uma nova refundação.

A última entidade máxima do estado do Pará nos anos 10, surgiu na quarta-feira, foi dia 02 de maio de 1917, a “Liga Paraense de Sports Terrestres” (LPST). Permaneceu assim por cerca de 15 anos.

Década de 30/40

Revista Fon Fon, de 07/12/1929

Na terça-feira, do dia 29 de novembro de 1932, nasce a Liga Atlética Paraense (LAP). Durou por cerca de seis anos, até a fundação, em 1938, da “Associação Paraense de Futebol” (APF), na sexta-feira do dia 09 de maio de 1941, é criada a “Federação Paraense de Desportos (FPD)”.

Revista Fon Fon (RJ), de 07/12/1929

Década de 60

A Federação Paraense de Futebol (FPF) foi fundada na terça-feira, do dia 02 de dezembro de 1969, e instalada oficialmente na quarta-feira, do dia 1º de julho de 1970, quando a euforia tomava conta dos brasileiros que comemoravam a conquista do terceiro campeonato mundial de futebol, com a posse definitiva da Taça Jules Rimet.

O Pará, naquela época era um dos poucos Estados brasileiros que não possuíam uma entidade especializada, que cuidasse única e exclusivamente do futebol de campo. Há indícios que em algum momento a Federação se chamou: Liga Paraense de Futebol e Esportes Terrestres.

Revista Sport Ilustrado (RJ)

Colaborou: Marco André Araujo Pinheiro

Desenho dos escudos e uniformes: Sérgio Mello

FOTOS: Fon Fon (RJ) – Sport Ilustrado (RJ)

FONTE: Livro “A História do Futebol Paraense de Futebol”, do autor Ferreira da Costa

Inédito!! Grêmio Ludopédio Calafate – Belo Horizonte (MG): Três participações na Elite do Futebol Mineiro, nas décadas de 20 e 30!

Por Sérgio Mello

O Grêmio Ludopédio Calafate foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). Fundado na sexta-feira, do dia 03 de Julho de 1925, no bairro Calafate, em Belo Horizonte. A sua última Sede ficava na Rua Platina, nº 1.625, no bairro do Prado, em B.H. As suas cores eram o azul marinho e branco.

A sua 1ª Diretoria foi composta pelos seguintes membros:

Presidente – João Rodrigues Maia;

Vice-presidente – Milton Xavier;

1º Secretario – Antônio Guimarães Albernaz;

2º Secretario – Galileu Franco Belga;

Thesoureiro – João Viola;

Director Esportivo – Sérgio de Almeida Furtado.

Histórico na Elite do futebol Mineiro

O Grêmio L. Calafate disputou o Campeonato Mineiro da 1º Divisão, em três oportunidades: 1926, 1927 e 1932. E, no Estadual da Segunda Divisão em outras quatro vezes: 1927, 1928, 1930 e 1931.  

Em 1926, o Grêmio Ludopédio Calafate ingressou na Associação Mineira de Esportes Terrestres (AMET), criada pela Società Sportiva Palestra Itália (atual: Cruzeiro Esporte Clube), que havia se desligado da Federação Mineira de Futebol (FMF).

Logo depois, o Campeonato de Belo Horizonte começou em 1926. Na temporada seguinte, se filiou a FMF, uma vez que os clubes da AMET foram incorporados pela Federação Mineira e o G.L. Calafate passou a disputar o Campeonato Mineiro da 2ª Divisão.

Risos e Sorrisos (MG) de 1925

imbróglio ajudou ao G.L. Calafate jogar a Primeira Divisão Mineira

Campeonato Mineiro da 1ª Divisão de 1932, organizado pela Liga Mineira de Desportos Terrestres (LMDT), começou quente antes mesmo do seu início.  Vários clubes se desfiliaram da LMDT, protestando contra uma suposta parcialidade a favor do Atlético Mineiro.

Com isso, criaram uma nova liga: AMEG (Associação Mineira de Esportes Geraes). E o Grêmio Ludopédio se desligou da Federação Mineira e se filiou a AMEG. Sua maior glória foi a conquista do Campeonato de Belo Horizonte da Segunda Divisão de 1927.

Clube se fundiu e mudou de nome

Em fevereiro de 1933, devido ao surgimento do profissionalismo, uniu-se ao Sport, também do Prado, e passou a se chamar União Athletica Calafate. O uniforme passou a ser alvinegro. O presidente escolhido foi Sr. Waldomiro Machado.

A Associação Mineira de Football, na sexta-feira, do dia 22 de março de 1935, por meio do seu Conselho Administrativo, na sua última reunião eliminou por falta de pagamento os seguintes clubes:

Alves Nogueira, Esperança, Guarany, Horizontino, Minas Geraes, Montes, Palmeiras, Santa Cruz, Santa Thereza, Tupy e União Athletica Calafate. Após essa eliminação, o clube, que não chegou a realizar nenhuma partida, acabou sendo extinto.

Documento: Acervo de Fabiano Rosa Campos

Desenho do escudo e uniforme: Sérgio Mello

FOTOS: Risos e Sorrisos (MG) – O Malho (RJ)

FONTES: Henrique Ribeiro – Risos e Sorrisos (MG) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ)

Escudo raro de 1931: Campinas Futebol Clube – Campinas (SP)

Por Sergio Mello

O Campinas Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). O Tricolor Vilenseou “Moleque Apeanofoi fundado na segunda-feira, do dia de 7 de setembro de 1929, por um grupo de desportistas do bairro da famosa Vila Industrial, onde o clube possuía a sua Sede social.

Seu 1º Presidente foi o Sr. Francisco Muniz Pacheco. Já os seus fundadores do Campinas Futebol Clube foram os seguintes: Adolpho Bonturi, Afonso Guarulhos, Álvaro Urbano, Antônio Ferreira, Antônio Bento Gonçalves, Dino Bonturi, Firmino Gomes, Guido Bonturi, José Tavil e o esportista Elegância.

O Tricolor Vilense fazia contra o Guarani Futebol Clube o famoso Derby Campineiro”. Já Guarani FC x AA Ponte Preta é o clássico máximo do futebol de Campinas até os dias de hoje.

Dentre suas principais conquistas, destacamos: Campeão da Terceira Região da APEA em 1931, Campeão da Série Campineira (Campeonato de Campinas de Futebol da 1ª Divisão) de 1934 e Campeão do Torneio Início da Liga Campineira de Futebol em 1935 e 1937.

O Campinas Futebol Clube seguiu a sua jornada nas décadas de 40 até 70, quando encerrou suas atividades devido a problemas financeiros. Após meio século o simpático “Moleque Apeanoainda deixa saudades.

FOTO: Acervo de Moisés H G Cunha

FONTES: A Gazeta (entre 1931 e 1932)