Arquivo da categoria: História do Futebol

Fluminense Futebol Clube – Araguari (MG)

 

 O Fluminense Futebol Clube é uma agremiação da Cidade de Araguari (MG). O Tricolor do Bosque foi Fundado no dia 10 de Janeiro de 1942. Contudo, a história do que se tornaria o clube aconteceu quatro antes.

Na praça da Matriz do Senhor Bom Jesus da Cana Verde, por iniciativa do vigário da Paróquia. Nascia o Matriz Futebol Clube que, pouco tempo depois, numa escolha democrática, a 10 de janeiro de 1942, virou Fluminense Futebol Clube, tendo as mesmas cores do xará do Rio de Janeiro.

O outro nome colocado na votação era Madureira Futebol Clube. O primeiro presidente oficial da Raposa foi Álvaro Lourenço de Souza, em 1943, funcionário público aposentado. Antes, comandou o time o padre Wilson Falcomer, da Paróquia do Senhor Bom Jesus.

O Tricolor do Bosque, como é carinhosamente conhecido, possui um grande prestígio no cenário esportivo mineiro e nacional, sendo sempre reconhecido e aclamado.

Ao longo da sua história, grandes personalidades se dedicaram ao clube, não medindo esforços para que o Fluminense honrasse cada vez mais o seu nome e o nome da cidade.

No dia 15 de janeiro de 1969, houve uma assembleia extraordinária para discutir a fusão entre Fluminense e Araguari. Dirigentes dos dois clubes estiveram na reunião.

A maioria concordou com a ideia, por entender que era o único meio de sobrevivência do futebol araguarino. No entanto, o presidente tricolor Wanderlei Pedro desistiu da fusão, pois não houve consenso quanto ao nome do novo clube, que inicialmente seria Araguari. Além disso, segundo ele, ocorreram divergências quanto aos nomes de alguns dirigentes.

Em março de 1975, na sede da ACIA, os dirigentes do Fluminense se reuniram para discutir a proposta de um grupo de empresários. Eles queriam construir um hotel de turismo no Estádio Sebastião César.

Os comandantes tricolores aprovariam a idéia, desde que o Clube recebesse a praça de esportes do ATC, com escritura em nome do Flu; a área para o novo estádio em local a ser escolhido pela diretoria, com todo o serviço de infra-estrutura feito pela Prefeitura; uma compensação financeira em moeda corrente; pagamento de dívidas fiscais do clube através dos empresários; garantia da cessão de outro estádio para que o clube continuasse as suas atividades até a construção do outro estádio.

No entanto, Oswando Monteiro disse que gastaria até o que não tinha para não permitir o negócio. “Não seria justo destruir o que se fez com tanta luta”, disse.
Em 1951, foi disputado o 1º Campeonato do Triângulo, organizado pela Liga Araguarina de Futebol (LAF).

O torneio não contou com nenhum time da então maior cidade da região, Uberaba. O grande campeão foi o Fluminense Futebol Clube, de Araguari, que já havia conquistado o campeonato de sua cidade.

No dia 24 de novembro de 1957, o Fluminense Futebol Clube, foi o Primeiro clube de futebol do Brasil a disputar uma partida de futebol em Brasília-DF, contra a equipe do Guará, formada por operários da construção civil do Distrito Federal, na ocasião o Fluminense perdeu o jogo, “era dia de festa” para os candangos, no jogo de volta, a equipe Tricolor em Araguari massacrou a equipe do Guará, continuando a festa!

Participantes:

Araguari Atlético Clube – Araguari
Clube Atlético Ituiutabano – Ituiutaba
Fluminense Futebol Clube – Araguari
Fluminense Futebol Clube – Uberlândia
Ipiranga Sport Club – Araxá
Ituiutaba Esporte Clube – Ituiutaba
Operário Esporte Clube – Araguari
Uberlândia Esporte Clube – Uberlândia

Clássicos: Na elite do futebol mineiro nas décadas de 60 e 70, o Fluminense realizou grandes embates contra Cruzeiro, Atlético, América, além dos clássicos regionais contra Araguari, Uberlândia, Uberaba e Nacional. No estádio do Tricolor, Galo e Raposa nunca tiveram vida fácil, mesmo com seus principais atletas, tais como Tostão, Reinaldo, Eder, Nelinho, Cerezo e tantos outros.

A primeira partida interestadual do Fluminense aconteceu no dia 7 de junho de 1943, em Goiandira (GO), saindo vitorioso por 1 a 0. No dia 21 de junho de 1951, foi a vez do Flamengo do Rio de Janeiro conhecer a força do futebol interiorano, com o Estádio lotado, as duas equipes emparam em 1X1, com um gol memorável do craque Carreiro.

Em comemoração ao seu aniversário, em janeiro de 1955, o Fluminense recebeu o Atlético Mineiro para um jogo amistoso e empatou por 2 a 2, com dois gols do craque Aires.

A equipe araguarina atuou com Kléber (Valdo); Carreiro e Corsino; Hermínio, Onofre e Pedrinho; Biscoito, Paulo, Aires, Cesarino e Cavozinho. Na conquista do Tri Campeonato Araguarino em 1957, ninguém menos do que a Miss Brasil Marta Rocha veio colocar as faixas de Campeões em nossos atletas.

Idalírio Braga, ex-jogador da Associação Atlética Araguarina e do Operário Esporte Clube, foi o primeiro treinador do Fluminense, dedicando boa parcela de sua vida à missão de preparar os atletas do Tricolor para as sucessivas campanhas entre 1943 a 1949.

Títulos:

Campeonato Citadino de Araguari: (1958, 1959 e 1960)
Campeão do Triângulo Mineiro: (1951)
Campeão do Brasileirao Serie D (2003)
Campeoao da Copa Dos amigos (1953) Vencendo O vasco da Gama na final por 3×1.

Jogadores importantes: Aldo Negrete, Fabio Sousa, Bim, Carreiro, Adalcino, Ozires, Cesarino, Odilon Walter Santos, Arlindo, Lino, Beliato, Juca Show, Mário Nunes, Noé, Kléber, Corsino, Diogo Marzagão, Hermínio, Onofre, Pedrinho, Biscoito, Paulo, Baiano, Cavozinho, Aires, Juraci, , Bim, Calvex, Sérgio Branco, Sandoval(Pacu), Arlindo, Lino, Reinaldo e Tubertino.

 

Fonte: http://www.fluminensearaguari.com/

Araras Clube Desportivo – Araras (SP): Extinto

 

 O Araras Clube Desportivo é uma agremiação da cidade de Araras (SP). O ‘Acedê’ foi Fundado no dia 05 de Maio de 1966. A equipe alvianil disputou o Campeonato Paulista  da 4ª Divisão (atual Série B) de 1966; e o Paulistão da 3ª Divisão (atual Série A-3) em 1967 e 1968. Atualmente o clube se encontra extinto.

 

FONTE: História do Futebol Ararense

Comercial Futebol Clube – Araras (SP): Fundado em 1929

 

O Comercial Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Araras (SP). O Leopardo da Paulista foi Fundado no dia 26 de agosto de 1929. A sua Sede fica localizada na Avenida Washington Luiz, s/n – Centro de Araras.

Na década de 50, o Comercial se aventurou no futebol profissional. A equipe alvinegra participou do Campeonato Paulista da Segunda Divisão (atual Série A-2), nos anos de 1950 e 1951.

HISTÓRIA
1929 – Após trocas de idéias e memoráveis encontros na Praça Barão de Araras, um grupo de esportistas (entre eles José Camargo Schimidt, Oswaldo Russo, Joaquim Machado Júnior, Álvaro Ribeiro, Clementino Cascelli, José Mathias de Azevedo, Mamede de Souza e outros) marca uma reunião no extinto Bar do Lima que, segundo a história, ficava na rua Tiradentes, e funda o time dos comerciários, o Comercial Futebol Clube, em 26 de agosto. Foi escolhido como primeiro presidente o senhor José Camargo Schimidt. Em 24 de novembro, o Comercial faz sua estréia jogando em Cordeirópolis contra o Cordeiropolense empatando em 0 a 0. Sua primeira formação foi assim constituída: Eugênio, Evangelista, Adino, Bitar, Plínio, Tijolo, Germano, Mário, Ribeiro, Zezito e Nego.

1931 – No dia 26 de julho a diretoria do C.F.C. homenageia Arthur Friendenreich, um dos grandes artilheiros do futebol paulista no passado. Naquela tarde, o time ararense venceu por 4 x 2 a equipe do Minas Gerais F.C. da capital paulista. Friendenreich não podendo jogar pelo Comercial, atuou como juiz da partida e recebeu uma medalha, flâmula, um jantar no Theatro Apollo e um baile em sua homenagem no Teatro Santa Helena.

1932 –  Neste ano, o C.F.C. filia-se a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos) e participa pela primeira vez do Campeonato do Interior da APEA. No dia 18 de dezembro, é realizado o primeiro derby entre Comercial e Operário, válido pelo Campeonato da APEA. O jogo foi no Estádio São Joaquim e o Comercial perdeu por 5 a 2.

 1938 – O Comercial protagoniza o primeiro jogo interestadual realizado por uma equipe ararense. Foi no dia 06 de março na cidade de Uberaba (MG). O Comercial, mesmo jogando reforçado com jogadores do Operário, foi derrotado por 4 a 1.

 1947 – Após derrotar a arqui-rival Ararense por 3 a 2, o Comercial sagrava-se pela primeira vez, campeão da Liga Ararense de Futebol (fundada em 1942) e quebrava a série de 5 campeonatos dos grenás.
1950 – Participa pela primeira vez do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de profissionais, ficando em 8º lugar no seu grupo.

1951 – Participa pela segunda e última vez do Campeonato Paulista de profissionais, ficando novamente em 8º lugar no seu grupo.

1956 – Depois de nove anos, o Comercial conquista novamente o Campeonato Ararense. Pela primeira vez em Ararsa, o S.C.Corinthians Pta. proporciona grande público no Joel Fachini. O time da capital vencia o Leopardo por 2 a 0 quando na metade do primeiro tempo um temporal termina com a partida. José Alberto Rodini ainda traz para jogar em Araras o Santos, São Paulo e Palmeiras. Contra o Verdão de Parque Antártica, novamente estádio lotado e derrota dos comercialinos por 6 a 2.

1957 – Conquista o tri-campeonato do Setor (1955, 1956 e 1957), o bi-campeonato da Zona (1956 e 1957) e o bi-campeonato Ararense (1956 e 1957). Pela primeira vez o Comercial tem a chance de sagrar-se campeão do Interior de 1959, mas perde a final para o Brasil de Paraguaçu Paulista por 2 a 0, jogo realizado em Bauru.

1958 – Mais uma vez o Comercial chega a final do Campeonato Amador do Interior de 1957. Desta vez, na cidade de Piracicaba, o C.F.C. foi derrotado pela equipe do XI de Agosto de Tatuí por 3 a 2.

1963 – Vence pela terceira vez o Campeonato Ararense.

1971 – Após a vitória de 3 a 1 sobre o Sayão, o Comercial sagra-se bi-campeão ararense.

1979 – O Comercial tenta a fusão com o Bandeirantes, mas após alguns meses é desfeita. Logo após, a diretoria comercialina tenta nova fusão com o Guadalajara F.C. para a disputa do Campeonato Amador Ararense.

1984 – É aprovada na Câmara, a concessão do Estádio Joel Fachini para o poder Executivo.

 

1996 – Após longo período de inatividade, o Comercial volta ao cenário futebolístico ararense com as equipes de base, dirigidas pelo ex-jogador Ayrton Lira.

2001 – Fusão histórica no futebol ararense: Comercial e Atlético unem-se para manter as equipes de base.
 

TÍTULOS

Campeonato Amador de Araras: 5 (1947, 1957, 1963, 1970 e 1971)
Torneio Início do Campeonato Ararense: 1 (1963)
Campeonato Amador da 5º Região do Interior: 1 (1963)
Campeonato Amador do Setor: 8 (1950, 1955, 1956, 1957, 1958, 1959, 1963 e 1972)
Campeonato Amador da 6ª Região do Estado: 1 (1949)
Vice-campeão do Interior: 2 (1956 e 1957)
Torneio dos Campeões: 1949
Taça Conde Crespi: 1934
Troféu Vale do Mogi: 1959
Copa Rádio Centenário: 1971
Campeão Paulista Sub-17 (FPFA): 2002, 2003
Campeão Paulista Sub-15 (LINAF): 2004

FONTES: História do Futebol Ararense / Wikipédia, a enciclopédia

Associação Atlética Ararense – Araras (SP): Fundado em 1926

A Associação Atlética Ararense é uma agremiação da cidade de Araras (SP). O clube foi Fundado no dia 16 de Setembro de 1926, com o nome de Operário Futebol Clube até 1943 quando adotou o nome atual. A sua Sede fica na Rua Narciso Franzini, 11 – no Bairro: Jardim Anhanguera. No âmbito profissional, A.A. Ararense a disputou o Campeonato Paulista da Segunda Divisão em 1949, 1950 e 1951.

 

1º escudo

 

2º escudo

HISTÓRIA

Lá pelos anos de 1926, quando a Via Anhanguera ainda não havia sido rasgada no sentido Sul-Norte, rumo a Leme, a Fazenda São Joaquim, situada a Noroeste da cidade estendia parte de seus 850 alqueires de terras dentro do perímetro urbano. Nessa época, os atuais Jardim Cândida, Jardim Novo Cândida, Parque Santa Cândida e Jardim Maria Lúcia, muito longe da conquista urbana, eram áreas agropecuárias de ótima qualidade.

Nas divisas com a cidade, entre pomares e pastos, eram comuns a presença de grupos que tinham a permissão para caçar, participar de uma raia (corrida de cavalos numa pista) ou jogar bola no campo improvisado.

Contou-me o Sr. Horácio Laurindo que, nessa época, os “operário” da cidade e da fazenda formaram uma equipe de futebol e o “campinho”, para a prática de tal esporte, passou a ser chamado por “Campo da Fazenda São Joaquim”.

O jornal “Tribuna do Povo” de 22 de Agosto de 1926 publicou uma nota que, por seu teor, leva a crer tratar-se de um dos mais remotos documentos das origens de um dos clubes de futebol mais antigos de Araras.

A nota diz: “Realizou-se na terça-feira última, no Theatro Apollo, uma reunião de diversos amantes do esporte bretão a fim de reorganizarem o “Club Ararense de Football”.

Depois de discutidos vários assuntos referentes ao mesmo fim, foi eleita uma diretoria provisória, ficando assim organizada:Presidente: Sr.Elyseo Fernandes; Vice-Presidente: Ovidio Padula; Secretários: Manoel Outeiro e Francisco Sampaio; Tesoureiros: Aristeu Marcicano e Mamede de Souza; Diretor Esportivo: Honório da Silva e Orador: Prof. Vicente Ferreira dos Santos.

 

 FONTES: História do Futebol Ararense / Wikipédia, a enciclopédia livre / http://www.piscinaararas.com.br/ / Jornal Tribuna do Povo da Cidade de Araras 

Atlético F.C. (depois C.A. Ararense) – Araras (SP)

O Clube Atlético Ararense foi uma agremiação da Cidade de Araras (SP). A sua Sede ficava na Rua XV de Agosto, 177 – no Centro. O ‘Galo’ foi Fundado no dia 13 de Março de 1971, como Atlético Futebol Clube, por um grupo de aficionados por futebol que moravam no bairro Nossa Senhora de Fátima, formado por Pedro Martins Filho, Natalino Fachini, Antonio Ferreira e Jaime Cordeiro.

O time nasceu em homenagem ao Atlético Mineiro que na época tinha um grande com Dadá Maravilha, sendo campeão brasileiro daquele ano. Daí seu nome, escudo, cores, uniforme e mascote praticamente idênticos ao clube de Minas.

Quatro anos depois de ser fundado, o clube já atraía um grande número de torcedores. Seus jogos no amadorismo atraía uma média de 1 mil pessoas por jogo. Os jogadores, diretoria e torcedores se concentravam antes dos jogos no ‘Bar do Curingão’ e iam todos em carreata em direção ao local da partida.

Em 1976, o Ararense conquistou o Torneio Walter Júnior, seu primeiro e único título, ao bater na final o GRENA Nestlé por 1 a 0 gol de Chapinha no estádio Joel Fachini. O Troféu encontra-se hoje no Bar do Landinho.

GALO ENTRA NO FUTEBOL PROFISSIONAL

Em 1979, o Atlético aventura-se no profissionalismo e participa, pela primeira vez, do Campeonato Paulista da Terceira Divisão (que na época correspondia à 5ª Divisão). Após 15 anos, Araras voltava a ter um time profissional.

Em 1980, com a remodelação das divisões do Paulistão, o Atlético passa a disputar a Terceira Divisão. No ano seguinte, disputou o seu primeiro clássico ararense com o então, recém-criado, União São João de Araras. A partida terminou empatada em 0 a 0.

Em 1982, passando por dificuldades financeiras, o Galo desiste de participar do Campeonato Paulista, cedendo a sua vaga ao União São João e volta ao amadorismo. Neste mesmo ano, o Atlético participa do “Desafio ao Galo“, torneio varzeano realizado em São Paulo aos domingos de manhã e transmitido pela Rede Record. O time ararense ficou não fez feio e ficou seis partidas invictas.

Em 1986, o Atlético volta a disputar o Paulistão da Terceira Divisão, mas como Clube Atlético Ararense. A mudança no nome tinha o intuito de chamar mais atenção da cidade e atrair mais torcedores, pois naquela época o União já começava a fazer sucesso na cidade.

Em 1987, com o fracasso do seu retorno ao profissionalismo, o Galo volta definitivamente para o amadorismo. Aos trancos e barrancos o clube seguiu assim até 2001. Sem estádio e infraestrutura, o Atlético se juntou ao Comercial para a manutenção das divisões de base, decretando assim a sua extinção.

 O C.A. Ararense se aventurou no futebol profissional, quando disputou o Campeonato Paulista da 5ª Divisão em 1979; e depois participou do Paulistão da 3ª Divisão (atual Série A-3), em 1980, 1981 e 1986.

 

 FONTES: História do Futebol Ararense / Wikipédia, a enciclopédia livre / Jornal Tribuna do Povo da Cidade de Araras 

CAMPEONATO CATARINENSE DE 1924

A LIGA:

o 1º CAmpeonato Catarinense de Futebol foi realizado entre Junho e Outubro de 1924.

O torneio foi organizado pela Liga Santa Catharina de Desportos Terrestres, fundada em 12 de Abril de 1924

Devido ao pouco intervalo entre a fundação da Liga e o inicio da competição, e a falta de intercambio, a participação no Campeonato ficou restrita aos clubes fundadores da entidade, todos de Florianópolis.

O conceito de “Campeonato Estadual” sequer passava pela cabeça dos florianopolitanos, tanto é que  os jornais referiam-se á competição como “Campeonato de Foot-Ball da Cidade” ou “Campeonato da L.S.C.D.T.”

Somente em 1996 a atual Federação Catarinense de Futebol, através de seu presidente Delfim Peixoto reconheceu esta disputa como “Campeonato Catarinense” e fez a entrega de uma taça simbolica ao campeão.

OS CLUBES:

Participaram da competição os seguintes clubes:

Avahy Foot-Ball Club

Externato Foot-Ball Club

Internato Foot-Ball Club

Figueirense Foot-Ball Club

Club Atlhletico Florianópolis

Trabalhista Foot-Ball Club

Antes do campeonato começar era dificil apontar algum favorito.

O Avahy, fundado em Setembro de 1923, embora com poucos meses de vida, viria forte pois conseguiu recrutar quase todos os jogadores do Figueirense para o seu time.

O Figueirense, que dominou o futebol ilhéu desde a sua fundação em 1921, embora enfraquecido com a perda dos seus principais jogadores, mostrou que continuava forte ao conquistar o Torneio Inicio em Maio.

O Florianópolis, clube de tradição nos anos 10, foi reorganizado neste ano de 1924, e logo depois foi o principal incentivador da fundação da Liga. Por contar com jogadores experientes, varios sócios e muito prestigio nas redações dos jornais e nas rodas sociais, parecia ser um adversario duro.

Externato e Internato, eram clubes formados por alunos do Gymnasio Catharinense e mantinham intensa atividade esportiva. Desde a instalação do colegio em  1910, conseguiam formar sempre bons times apesar da pouca idade de seus jogadores.

O Trabalhista, embora sendo o time mais modesto dentre todos, desde 1922 vinham se impondo como um adversario dificil, principalmente nos amistosos contra o Figueirense.

SISTEMA DE DISPUTA:

A Liga contava somente com o campo do Gymnasio Catharinense para a realização dos jogos, por isto, o campeonato foi realizado em turno unico, com apenas um jogo por domingo.

Todos os clubes jogariam entre si, cada jogo valeria 2 pontos, e quem tivesse a menor quantidade de pontos perdidos seria o campeão.

RODADA A RODADA:

1º JOGO – 29/06/24

INTERNATO 3×1 FLORIANÓPOLIS

O jogo inaugural foi cercado de muita pompa, inclusive com homenagens ao Uruguai, que acabara de se sagrar Campeão Olimpico de Futebol.

Jayme do Internato, marcou o primeiro gol do campeonato.

2º JOGO – 20/07/24

AVAHY2×1 INTERNATO

Depois de um inicio promissor, o Campeonato foi retomado somente um mes depois, após duas rodadas adiadas.

Pior para o Internato que antes de muitos times estrearem, já fazia seu segundo jogo e conhecia a primeira derrota.

3º JOGO – 27/07/24

TRABALHISTA 4×1 FLORIANÓPOLIS

Por obra de uma tabela mal organizada, neste jogo enquanto o Trabalhista estreava de forma promissora, o Florianópolis praticamente dava adeus á chances de titulo com 2 derrotas em 2 jogos num campeonato onde jogaria apenas mais 3 vezes.

4º JOGO – 03/08/24

FIGUEIRENSE 2×1 EXTERNATO

Esta rodada marcou a estreia dos dois ultimos clubes que faltavam jogar, já sendo possivel elaborar uma tabela de classificação:

CLUBE PP PG Poderia chegar J V D
Avahy 0 2 10 1 1 0
Figueirense 0 2 10 1 1 0
Trabalhista 0 2 10 1 1 0
Internato 2 2 8 2 1 1
Externato 2 0 8 1 0 1
Florianópolis 4 0 6 2 0 2

 

5º JOGO – 10/08/24

TRABALHISTA VxD EXTERNATO

O placar é desconhecido.

O Trabalhista venceu colocando-se assim como forte candidato ao titulo.

O Externato, com a segunda derrota em dois jogos, ficava praticamente fora da disputa.

6º JOGO – 17/08/24

FIGUEIRENSE VxD INTERNATO

O placar é desconhecido.

O Figueirense venceu colocando-se assim ao lado do Trabalhista e Avahy como os mais fortes candidatos ao titulo.

O Internato fez seu terceiro jogo pelo campeonato, e ao ser derrotado pela segunda vez, juntou-se a Externato e Florianópolis na condição de coadjuvante.

CLUBE PP PG Poderia chegar J V D
Trabalhista 0 4 10 2 2 0
Figueirense 0 4 10 2 2 0
Avahy 0 2 10 1 1 0
Internato 4 2 6 3 1 2
Externato 4 0 6 2 0 2
Florianópolis 4 0 6 2 0 2

 

7º JOGO – 24/08/24

AVAHY 3×1 TRABALHISTA

Este era o “jogo da vida” para Avahy e Trabalhista, quem vencesse seguiria invicto na liderança e ainda assistiria de camarote o rival ter que duelar contra o Figueirense para seguir vivo na competição.

CLUBE PP PG Poderia chegar J V D
Figueirense 0 4 10 2 2 0
Avahy 0 4 10 2 2 0
Trabalhista 2 4 8 3 2 1
Internato 4 2 6 3 1 2
Externato 4 0 6 2 0 2
Florianópolis 4 0 6 2 0 2

 

8º JOGO – 31/08/24

EXTERNATO 3×0 FLORIANÓPOLIS

Este foi um autentico duelo dos lanternas do campeonato. Pior para o Florianópolis.

CLUBE PP PG Poderia chegar J V D
Figueirense 0 4 10 2 2 0
Avahy 0 4 10 2 2 0
Trabalhista 2 4 8 3 2 1
Internato 4 2 6 3 1 2
Externato 4 2 6 3 1 2
Florianópolis 6 0 4 3 0 3

 

 

 


CRISE NO CAMPEONATO

Até então o Campeonato ia muito bem com 3 clubes na disputa pelo titulo e a expectativa de jogos decisivos entre Figueirense x Avahy e Figueirense x Trabalhista.

Porém, um desacerto entre o Figueirense e a L.S.C.D.T. culminou com a retirada do Figueirense do seio da entidade e do Campeonato.

Com isso, os jogos do Figueirense foram cancelados e a tabela de classificação mudou.

O Avahy foi o principal beneficiado, pois passou a liderar sozinho o campeonato e além disto, já havia vencido o Trabalhista, que era o principal rival na disputa pelo titulo.

Externato e Internato tambem foram beneficiados, pois com a anulação da derrota para o Figueirense, voltaram a ter chances de titulo.

CLUBE PP PG Poderia chegar J V D
Avahy 0 4 8 2 2 0
Trabalhista 2 4 6 3 2 1
Internato 2 2 6 2 1 1
Externato 2 2 6 2 1 1
Florianópolis 6 0 4 3 0 3

 

9º JOGO – 14/09/24

EXTERNATO 3×1 INTERNATO

A nova configuração da tabela colocou este “classico ginasial” no patamar de um jogo extremamente decisivo.

Só o vencedor seguiria com chances de titulo e o Externato saiu-se melhor.

CLUBE PP PG Poderia chegar J V D
Avahy 0 4 8 2 2 0
Trabalhista 2 4 6 3 2 1
Externato 2 4 6 3 2 1
Internato 4 2 4 3 1 2
Florianópolis 6 0 4 3 0 3

 

10º JOGO – 28/09/24

EXTERNATO 2×2 AVAHY

Os desencontros da tabela colocaram o Externato pela terceira vez seguida em campo, enquanto o Avahy estava há um mês sem jogar.

Este era o ultimo jogo do Externato, e em caso de vitoria, o “fenix” do campeonato assumiria a liderança e torceria por tropeços de Avahy e Trabalhista nos seus ultimos jogos, para sagrar-se campeão.

Poderia haver ainda um triplice empate entre estes clubes, o que forçaria a realização de um triangular para apontar o campeão.

Caso o Avahy vencesse ficaria muito perto do titulo pois bastaria um empate contra o fraco Florianópolis na ultima rodada, ou entao um tropeço do Trabalhista diante do Internato para isto se confirmar.

O resultado final, porem, nao agradou nem Externato, nem Avahy. Com o empate o Externato ficou fora da disputa pelo titulo e o Avahy teria que vencer na ultima rodada para ser campeao.

Este jogo foi bastante polemico, conforme informou o jornal ‘O Estado’ em 29/09/24:

“No match entre os 1º quadros o Avahy fez 5×2 no Externato, mas a Liga resolveu com o juiz que 3 pontos feitos pelo Avahy fossem anulados, ficando assim empate em 2×2. Tal decisão não agradou a diretoria do Avahy que a achou injusta. Não está longe a retirada deste club da Liga.”

CLUBE PP PG Poderia chegar J V D E
Avahy 1 5 7 3 2 0 1
Trabalhista 2 4 6 3 2 1 0
Externato 3 5 5 4 2 1 1
Internato 4 2 4 3 1 2 0
Florianópolis 6 0 4 3 0 3 0

 

11º JOGO – 12/10/24

AVAHY 3×1 FLORIANÓPOLIS

A ameaça do Avahy retirar-se do Campeonato não se concretizou e após duas semanas de paralisação para serenar os animos, foi marcado este jogo decisivo, que atraiu a atenção de todos.

O Trabalhista aguardava uma derrota avahyana para poder supera-lo na ultima rodada com uma simples vitoria sobre o Internato.

O Externato aguardava uma derrota avahayna para empatar em pontos com o rival na liderança. Com isto, na ultima rodada ambos teriam que  “secar” o Trabalhista, para poderem dedidir o campeonato num jogo extra, ou até num triangular extra.

O “olho gordo” dos rivais funcionou bem no 1. tempo de jogo, quando o Florianópolis saiu vencedor por 1×0. No 2. tempo porem, o Avahy foi implacavel  e garantiu a vitória de virada e a conquista do merecido titulo.

CLUBE PP PG Poderia chegar J V D E
Avahy 1 7 7 4 3 0 1
Trabalhista 2 4 6 3 2 1 0
Externato 3 5 5 4 2 1 1
Internato 4 2 4 3 1 2 0
Florianópolis 8 0 4 4 0 4 0

 

12º JOGO – 30/10/24

TRABALHISTA VxD INTERNATO

O placar é desconhecido.

Este foi o ultimo jogo  do Campeonato e a vitoria garantiu o honroso vice-campeonato a favor do Trabalhista.

Em caso de derrota do alvi-negro, o vice-campeonato teria ficado com o Externato.

CLUBE PP PG J V D E
Avahy 1 7 4 3 0 1
Trabalhista 2 6 4 3 1 0
Externato 3 5 4 2 1 1
Internato 6 2 4 1 3 0
Florianópolis 8 0 4 0 4 0


CAMPEÃO:

AVAHY F.C.

Adolpho Boos

Henrique Loureiro

José Silva ‘Zequinha’

Zanzibar Lins

Waldemar Alves

Joel Souza

Accyolli Vieira

José Maciel

Mambrini Filho

Arnaldo Dutra

Carlos Pires

Fonte: jornal O Estado e Republica.

 

 

Associação Nova Prata de E.C.L. – Nova Prata: Debuta na Série B Gaúcha

A Associação Nova Prata de Esportes Cultura e Lazer, mais conhecida como Nova Prata, é uma agremiação do Município de Nova Prata (RS). O Tricolor Pratense ou Tricolor da Serra foi Fundado na quinta-feira, do 10 de Abril de 2003. A equipe manda os seus jogos no Estádio Municipal Dr. Mário Cini, com capacidade para 6 mil pessoas.

O Nova Prata disputou o Campeonato Gaúcho Amador nos anos de 2008 (quando conquistou o título), 2009 e 2010. Já em 2011 foi convidado pela Federação Gaúcha de Futebol para disputar a 8ª Copa FGF (denominada: Copa Laci Ughini), onde terminou na 6ª posição, na Chave 2.

Para esse ano, o Nova Prata se preparar para alçar um voo maior: disputará o Campeonato Gaúcho da Segunda Divisão. Abaixo uma reportagem comentando sobre a preparação da equipe debutante.

 A Tricolor Pratense aposta em um elenco formado por talentos da terra, arregimentados na base e nas paneiras realizadas pela região, e na contratação de jogadores mais experientes, oriundos ou com passagem pelo Veranópolis Esporte Clube.

Do Pentacolor chegaram o atacante Jean Dias, o experiente Luiz Carlos Bahia, o arqueiro Rodrigo Rocha, o volante Arthur Santos, o lateral Fininho e, também com vida pregressa no VEC e pelo Brasil-FAR, o zagueiro Ademir.

Do Guarani de Venâncio Aires chegou Fernando Ramos e do Santo Ângelo o goleiro Maikon. Também, Roger Rieger e Lucas Silva, que disputaram a Copa Laci Ughini pela ANP, retornam ao time de Nova Prata.

A comissão técnica terá o comando de Everaldo Alves, ex-coordenador técnico das categorias de base da Associação. Na preparação física atuará Anderson Zorzi e na preparação dos goleiros Santa Rosa; o massagista será Vagner Moreno.

A coordenação de futebol estará a cargo do renomado Ernesto Guedes. Como técnico, Guedes comandou, entre outros clubes, Grêmio, Internacional, São Paulo de Rio Grande, Botafogo, Sport Recife, Santa Cruz, Náutico e Brasiliense. Também passou pelas seleções nacionais de Honduras e Bahrein. Conforme Guedes, o trabalho será focado na base e terá como meta fundamental a formação de atletas.

 

Fontes: Douglas Marcelo Rambor / Wikipédia / http://impedimento.org/todacancha/  http://copafutebolrs.blogspot.com.br/

Olimpíada de Londres – Futebol Feminino precisa de ajuda

A Olimpíada de Londres até o presente momento está aquém do que era esperado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Até aí eu concordo. Contudo, acho injusto às criticas ao futebol feminino. Sem estrutura, as meninas que conseguem jogar fora do Brasil tem a condição de ter uma condição física, econômica e técnica… Mas e as demais?

Atuando de forma quase amadora, jogando em campo (alguns contendo mais terra do que grama) ruins, precisando trabalhar em outra área para sobreviver… Em suma, não é justo criticar essas meninas!

Cobrar as meninas do vôlei, eu acho justo, pois tem a melhor estrutura do mundo para estar obtendo resultados fracos.

Para o futebol feminino, deem estrutura, um campeonato nacional forte e aí, sim! Podem cobrar. Do contrário, só nos resta aplaudir a bravura dessas meninas!