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Roma de Apucarana chama a atenção pela falta de apoios

Um gigante ponto de interrogação na barriga e mais dois nas mangas. Os adeptos mais distraídos poderiam questionar-se se o Roma de Apucarana, uma equipa do Paraná, tinha encontrado um patrocinador novo.

O presidente, Sérgio Kowalski, deu a resposta: “Isso não é uma marca de patrocínio, não. É falta de patrocínio mesmo!. Para chamar a atenção dos empresários locais para a falta de apoios que a equipa tem sentido, o clube decidiu inovar e colocar pontos de interrogação nos locais, onde, habitualmente, aparece a publicidade“.
ARROI.GRANDE

A equipa disputa o Campeonato Paranaense e, apesar da falta de fundos, está no 3º lugar. A dúvida surgiu de imediato: quem mantém a equipe? Kowalski nem hesitou: “É o bolso do presidente!“.

FONTE: Mais Futebol

Baiaco – O maior vencedor da Fonte Nova

Edvaldo dos Santos, nascido em São Francisco do Conde/Bahia, no dia 07/07/1949, é conhecido no mundo do futebol como Baiaco. De origem humilde veio fazer um teste no Esporte Clube Bahia no ano de 1967 ao lado do amigo Caetano, ao qual vinha bastante recomendado por se tratar de ser a estrela da Seleção da Cidade de São Francisco do Conde.

Bem ao que se sabe Caetano não emplacou, mas Baiaco de jeito simples e calado chamou a atenção dos dirigentes pela forte marcação e fôlego de gato, terminou ficando ali nascia uma união de 13 longos anos e muitos títulos. Em pouco tempo ele estava lá envergando o manto azul, vermelho e branco e logo caiu no gosto da torcida pelo seu futebol aguerrido, vibrante e incansável.

Baiaco não era nenhum craque, seus passes não eram lá muitos bons, sua técnica limitada mais a raça encarnada superava tudo, marcou e anulou grandes craques do futebol brasileiro como: Ademir da Guia, Tostão, Rivelino, Gerson, Dirceu Lopes e até o Rei Pelé sofria diante aquele carrapato, em 1988 em uma entrevista Pelé disse que Baiaco e o italiano Trapattoni foram os seus melhores marcadores ao do também ex-tricolor campeão brasileiro em 1959, Vicente Arenari que depois veio a jogar pelo Palmeiras. Chegou a ser lembrado para a Seleção para a Copa de 1974, recebeu propostas do Cruzeiro, Vasco da Gama, Botafogo/RJ que levou Perivaldo em 1976. O Flamengo também tentou e terminou levando Dendê e Merica, Baiaco tinha uma relação de amor eterno com o Bahia e ele nunca saiu, pouco sofria contusões apesar de lutar em campo como se luta por um prato de comida, nesses 13 anos defendendo o Bahia fez pouco mais de 13 gols o mais importante deles na virada sobre o Leônico que deu o hexacampeonato ao tricolor de aço.

O nosso grande Edvaldo dos Santos também se notabilizou por ser também o grande campeão da Fonte Nova, palco maior de suas grandes atuações, ninguém foi tantas vezes campeão no Estádio Otávio Mangabeira, campeão baiano em 1967, 1970, 1971, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978 e 1979, e do Torneio Inicio de 1979, apenas em 1970 o campeonato foi jogado no Campo da Graça devido a ampliação da Fonte Nova.

Baiaco marcando Zico

Ao lado de Douglas, foi o único atleta a participar de toda a campanha da conquista do inédito Heptacampeonato Estadual (1973 – 1979). Também foi campeão do Torneio Luiz Viana Filho na Reinauguração da Fonte Nova em 1971.

Baiaco em ação contra o Fluminense do Rio em 1977 e ao lado de Elizeu com o qual formou um dos meios-campos magistrais do Bahia e Newton Mota.

Recentemente em uma pesquisa Baiaco foi eleito como o maior volante de todos os tempos do Bahia, eu que vi além dele, vi Paulo Martins, Paulo Rodrigues, Helinho e Lima que tinha um estilo parecido com o de Baiaco, votei nele e em Douglas e Bobô, em outra pesquisa feita pela revista Placar em 1982, Baiaco aparece com expressa votação de torcedores e jornalista esportivos.

Baiaco e suas faixas.Baiaco e suas faixas de campeão.

Dizem muitas coisas feitas de forma errada e abusiva até pelas direções do Bahia, na hora da renovação de contrato de Baiaco, ele não ganhou dinheiro com o futebol, jogou mais pelo amor ao esporte e ao Bahia, dizem que Sapatão e Douglas passaram ajuda-lo nas renovações não se sabem ao certo se é verídico. Defendeu o Bahia até o ano de 1980 quando deixou o clube aos 34 anos de idade e um ano depois encerrou a carreira defendendo o Leônico.

Fontes: Textos Galdino Silva

Fotos : Fotoblog do BahÊÊÊÁ

Pesquisa: Livro Esporte Clube da Felicidade de Nestor M. Jr.

Eles tiveram um dia de Glória na Fonte Nova!

A saudosa Fonte Nova além de ter sido o palco de grandes craques do futebol brasileiro e internacional, foi também o cenário para alguns jogadores de pouca qualidade técnica , e que lá tiveram o seu dia de glória.

Sei que desde a sua fundação o Estádio Otávio Mangabeira viu muito destes atletas esforçados e que nem se eram notados pela mídia e pelos torcedores, tive a lembrança do campeonato baiano de 1983, onde houve já na segunda rodada uma grata surpresa, na derrota do Bahia para o Fluminense de Feira por 1 a 0 o atacante Magno fez a festa na Fonte Nova, com uma atuação vibrante de um jovem cheio de força de vontade marcar o gol da vitória do Touro do Sertão e que poder ser o surgimento de uma nova promessa do futebol baiano, mero engano, Magno sumiu depois deste jogo, o gol marcado na Fonte Nova neste dia, foi seu único tento no campeonato. Outro que neste campeonato marcou seu nome na velha Fonte foi o centroavante Laranjeira do Itabuna Esporte Clube, alto e esquio e brigador dentro da área e trombador  mais sem técnica, fez seu nome nas semi finais do segundo turno, quando foi o responsável pelos gols que eliminaram o Bahia quando o time grapíuna bateu em Itabuna por 1 a 0 e na volta na Fonte Nova pelo mesmo escore com os dois gols dele, depois disto Laranjeira que tinha feio apenas dois gols na competição, ganhou fama nos gols do Fantástico e ficou só nisto, sumiu ninguém mais viu.

IEC 1983

Itabuna Esporte Clube 1983. Jogo pela campeonato Baiano contra o Vitória em Itabuna. Placar 1 x 1. Em pé: Antonio Carlos (Preparador Físico), Dermeval Costa (médico), Celso, William, Paulo César, Tarantine, Veludo, Da Costa, Miltinho Simões (técnico), Adonias Braga (Supervisor), Hélio Lima (diretor). Agachados: Napaiêta (roupeiro), Tonhão, Laranjeiras, Nei, Zé Mário Mendonça e Mario Sérgio.

Quem também chegou a ter uma reaparição no cenário futebolístico baiano foi o avante Pita, revelado pela Redenção em 1979 e que teve um bom destaque no Vitória até o meado de 1980 e que foi negociado com o futebol árabe, Pita que foi herói de uma virada rubro-negra em um BA – Vi no campeonato brasileiro de 79 quando o Vitória ainda sentia o peso da derrota para o Bahia no baianão daquele ano, voltava ao futebol baiano defendendo o Botafogo local, foram 5 gols a maioria no primeiro turno quando ajudou o seu time a decidir o turno com o Bahia.

IEC 1985

Adilton Cai N´Água o primeiro agachado com a bola na mãos, nos bons tempos que infernizava a vida dos laterais.

Já em 1985, o Vitória vinha tentando conquistar o campeonato baiano e dar fim na nova serie de conquistas do Bahia, montou um timaço comandados por Ricky, Heider, Bigu, Lulinha e veterano Jesum, estava invicto durante todo o primeiro turno, em dois jogos seguidos na Fonte Nova, duas derrotas com dois protagonistas que ganharam fama em apenas um jogo, Adilton Cai N´Água, ponteiro direito do Itabuna fez chover na noite de 30/10/1985 usou e abusou da zaga do Vitória, fez seu nome em cima do veterano Jorge Valença e marcou os dois gols da vitória itabunense por 2 a 0 por causa deste jogo foi contratado pelo Bahia para a temporada de 1986, porém uma lesão o prejudicou e ele sumiu do mundo da bola. No dia 02/11/1985 foi a vez de Adailton ou ponteiro direito que atuava pelo Leônico, fazer seu jogo da vida na Fonte Nova, a vitória por 1 a 0 e uma atuação de gala, valeu a sua contratação pelo próprio Vitória onde jamais chegou a uma titularidade.

Fontes: Textos Galdino Silva

Fotos : Arquivo Papo de Bola

Pesquisa: RSSSF Brasil e Site do Leônico


Sociedade Esportiva Vasco da Gama da Vila Galvão – Guarulhos (SP)

A Sociedade Esportiva Vasco da Gama é uma agremiação da cidade de Guarulhos (SP). A sua Sede fica localizado na Avenida Pedro de Souza Lopes, 1170, Chácara do Vovó, na Vila Galvão, em Guarulhos. Fundado no dia 23 de Novembro de 1949, por quatro amigos chacareiros da região da Vila Galvão e redondezas, quando resolverão formar um time de futebol. Inicialmente com um espaço cedido por empréstimo para a instalação do campo de futebol, que posteriormente fora doado em definitivo para ao clube.

 

Jogador inglês esquece carro na cidade espanhola há cinco meses

lnCAA0MPDL Um fato, no mínimo curioso aconteceu com o Jermaine Pennant, jogador do Stoke City, que esqueceu seu Porche,na Estação de Zaragoza. O meia avançado inglês, nascido em Nottingham, e no ano passado estava no Liverpool, Jermaine, esqueceu o seu carro importado da marca Porche, no parque da Estação de Zaragoza, na Espanha.

Estacionado lá há 5 meses, o meia ingles teve que ser avisado pelo representante daquela cidade espanhola, Real Zaragoza, o qual o Jermaine atuou na temporada passada. O carro estava com a chave jogada no banco dianteiro.

FONTE: BBC

Walter Goulart da Silveira, “Santo Cristo”: o craque esquecido!

Santo Cristo com a camisa do São Cristóvão

Walter Goulart da Silveira, ou simplesmente Santo Cristo foi um ex-jogador e ex-treinador brasileiro. O apelido é porque ele nasceu no bairro de Santo Cristo, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), numa terça-feira, do dia 12 de setembro de 1922.

Em 1941, aos 19 anos, o ponta-direita de grande mobilidade e velocidade, teve passagens pelo amador no Vasco da Gama, Bonsucesso Futebol Clube, Sport Club Oposição (bairro da Piedade) e Mavilis Football Club (bairro do Caju).

Profissionalismo

Santo Cristo, aos 20 anos, já no profissionalismo passou por 11 clubes diferentes ao longo da carreira: São Cristóvão (1942-44 e 1954-56 e 1959), Vasco da Gama (1945-46), Botafogo (1947), São Paulo (1948), Fluminense (1948-51), Guarani de Campinas (1951), XV de Piracicaba (1951-53), Portuguesa de Desportos (1953), Ferroviária de Araraquara (1953-54), Atlético Mineiro (1955), Olaria Atlético Clube (1956).

Técnico

Como treinador teve a experiência, durante o Campeonato Carioca de 1957, ainda como jogador, Santo Cristo tornou-se treinador do Olaria. Treinou o clube da Rua Bariri apenas entre 1957 e 1958. Mas logo retornou às quatro linhas como jogador, já no ano de 1959, defendendo o São Cristóvão pela terceira vez e depois pendurou as chuteiras aos 37 anos.

Em 1961, Santo Cristo sagrou-se Campeão de Juiz de Fora (MG), como técnico do Tupinambás F.C. Neste ano promoveu da base o ponta direita Wilson Almeida que mais tarde fez sucesso ao lado de Tostão e Dirceu Lopes no Cruzeiro Esporte Clube.

Títulos

Em relação aos títulos, Santo Cristo foi campeão pelo Vasco da Gama em cinco oportunidades:

Torneio Início do Campeonato Carioca de 1945;

Torneio Municipal do Rio de Janeiro de 1945 (invicto) e 1946;

Campeonato Carioca de 1945 (invicto);

Torneio Relâmpago de 1946.

No Botafogo foi um caneco: Torneio Início do Campeonato Carioca de 1947. Pelo Atlético Mineiro faturou o Campeonato Mineiro de 1955.

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A foto mostra o jogador no elenco do Vasco da Gama, campeão carioca invicto de 1945. Em pé: Dino, Eli, Berascochea, Augusto, Rodrigues, Rafanelli e o treinador Ondino Vieira. Agachados: Mário Américo, Santo Cristo, Ademir de Menezes, Isaias, Jair Rosa Pinto e Chico.

Artilheiro vascaíno

Na sua passagem pelo Vasco da Gama, em 1945 e 1946, Santo Cristo mostrou seu faro de gol. Em 69 jogos, foram 33 gols, com uma excelente média de 0,47%. Em 1946 ele teve números marcantes, pois foi o jogador que mais entrou em campo com a camisa vascaína, em 43 oportunidades, sendo o artilheiro da equipe (23), só perdendo para Lelé que marcou impressionantes 39 gols.

Educação salvou a vida de Santo Cristo

Dois anos antes, em 1943, quando jogava no futebol paulista, exatamente numa sexta-feira, do dia 27 de agosto, lá estava Santo Cristo, esperando um voo da Vasp, para o Rio de Janeiro, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando um imprevisto aconteceu.

O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar, necessitava urgente estar na então capital federal; e o voo já estava lotado. Consultado, Santo Cristo adiou sua viagem, cedendo seu lugar para o cardeal.

Acontece que ao tentar o pouso no aeroporto Santos Dumont, a aeronave, após bater uma das asas no prédio da Escola Naval, caiu na Baia de Guanabara.

Dezoito pessoas faleceram e três sobreviveram. Inclusive, um dos mortos era o jornalista Cásper Líbero, fundador do jornal “A Gazeta”. Santo Cristo, com a gentileza prestada, acabou se salvando. Histórias do futebol.

FONTES: Wikipédia – livro “O negro no futebol brasileiro”, de Mário Rodrigues (2003) – “O maior clássico sobre o futebol brasileiro”, 4ª ed. Rio de Janeiro, da Mauad Editora Ltda. – O Progresso de TatuíSport Ilustrado