


FONTES: Correio de São Paulo – Correio Paulistano



FONTES: Correio de São Paulo – Correio Paulistano

O CRAIB (Club Recreativo Athletico Ítalo-Brasileiro) foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). A sua Sede e a Praça de Esportes ficavam localizados na Rua dos Prazeres, nº 2 – Vila Maria Zélia, no Belenzinho, em São Paulo. Fundado na segunda-feira do dia 1º de Junho de 1925, por funcionários da Tecelagem de Sedas Ítalo-Brasileiro.
As instalações esportivas, na Villa Maria Zélia, contavam com o campo de futebol, uma quadra de basquete (contavam com duas equipes participando do Campeonato Paulistano da 2ª Divisão), onde também era praticado o futebol de salão. O clube também realizada competições de jogo de Dama.

No sábado, do dia 11 de agosto de 1934, às 20h30min., com o Jazz Columbia animando o público presente, o CRAIB inaugurou a sua nova Sede social, situado no prédio da Rua Brigadeiro Machado, nº 11, no Bairro do Brás, em São Paulo. No local, contava com secretária, salão de baile, salão nobre, toalete para senhoras, sala de leitura, sala para pingue-pongue e outros jogos de salão.
Participou do Campeonato Paulista da 1ª Divisão, Série B (Segunda Divisão), organizado pela Associação Paulista de Esportes Athleticos (APEA), de 1932, 1933 e 1934 (terminou na 7ª colocação).
Em 1933, o CRAIB foi o campeão da Série B e o Club Esportivo Fábricas Orion foi o vencedor da Série A. As duas equipes decidiram o título Paulista da Segunda Divisão em dois jogos. Melhor para a Fábricas Orion que venceu os dois jogos por 1 a 0 e 4 a 0, levantando a taça da Segundona de 1933.
Time de 1932/33: Fernandes; Victorio e Paschoal; Julio, Alceste e Almelindo (Callegaris); Marino (Orestes), Carmelo, Joãozinho (Rodrigues), Valdemar (Casuza) e Luiz.
Time de 1934: Adhemar; Paschoal e Victorio; Callegaris, Amleto e Roque; Oreste, Zeca, Casuza, Canhoto e Antoninho. Reservas: Fernandes, Russo, Toniolo, Alceste, Pompeu, Almelindo, Minhoca, Barbosa, Riva, Braz, Bragheroli, Oscar, Rosinha, Martins, Mario e Prenholato.

FONTES: Correio de São Paulo – Correio Paulistano – Arquivo de Futebol Paulista”, da editora Datatoro, de autoria de Rodolfo Kussarev

C.E FÁBRICAS ORION 4 X 0 C.R.A. ÍTALO-BRASILEIRO
LOCAL: Estádio do C.A. Paulista, na Rua da Moóca, nº 326 e 328, no Bairro da Moóca, em São Paulo (SP).
DATA: Domingo, dia 11 de Fevereiro de 1934
CARÁTER: Último jogo da final, do Campeonato da APEA, Primeira Divisão, Série B, de 1933
HORÁRIO: 16 horas
ÁRBITRO: Pedro Thomé
ORION: Juvenal; Carioca e Pelado; Faxica, Bastião e Fazula; Agostinho, Dicto, Anilú, Elias e Xavier.
ÍTALO-BRASILEIRO: Fernando; Paschoal e Victorio; Ermelindo, Hamleto e Roque; Orestes, Cazusa, Joãozinho, Zeca e Antoninho.
GOLS: Agostinho, duas vezes, no 1º Tempo. Dicto e Xavier, no 2º Tempo.

FONTE: Correio de São Paulo
C.R.A. ÍTALO-BRASILEIRO 0 X 1 C.E FÁBRICAS ORION
LOCAL: Estádio do C.A. Paulista, na Rua da Moóca, nº 326 e 328, no Bairro da Moóca, em São Paulo (SP).
DATA: Domingo, dia 04 de Fevereiro de 1934
CARÁTER: 1º jogo da final, do Campeonato da APEA, Primeira Divisão, Série B, de 1933
EXPULSÕES: Waldemar (CRAIB); Edmundo (Orion)
HORÁRIO: 15 horas
ÁRBITRO: Attilio Grimaldi (Palestra)
ÍTALO-BRASILEIRO: Fernando; Garcia e Victorio; Waldemar, Hamleto e Roque; Orestes (Luiz), Zeca, De Barbosa, Américo e Antoninho.
ORION: Juvenal; Carlito e Pelado; Edmundo, Moreno (Sebastião) e Falica (Faquila); Agostinho, Dicto, Anilú, Numa e Elias.
PRELIMINAR (2º Quadros): E.C. Cama Patente 4 x 3 E.C. Humberto I
GOL: Numa, no 1º Tempo.

FONTE: Correio de São Paulo


FOTO: Acervo de Marcelão, Marcelo Santos, ex-goleiro da Cabofriense.
C.R.A. ÍTALO-BRASILEIRO 2 X 0 A.A. LUZIADAS
LOCAL: Praça de Esportes da Vila Maria Zélia, no Belenzinho, em São Paulo (SP)
DATA: Domingo, dia 07 de Janeiro de 1934
CARÁTER: Campeonato da APEA, Primeira Divisão, Série B (Segunda Divisão), de 1933
ÁRBITRO: Romeu Garbo
ÍTALO-BRASILEIRO: Adhemar; Paschoal e Victorio; Calligaris, Amleto e Roque; Oreste, Zeca, Casuza, Canhoto e Antoninho.
LUZIADAS: Motta; Nico e Sabará; Geryasi, Zevato e Romão; Mulatinho, Bastião, Guido, Souza e D’Avanzo.
PRELIMINAR (2º Quadros): Ítalo-Brasileiro 3 x 1 Luziadas
GOLS: Orestes e Zeca, no 2º Tempo.

FONTE: Correio de São Paulo

O Club Athletico Fiorentino foi uma agremiação efêmera da cidade de São Paulo (SP). Fundado no domingo, do dia 20 de Abril de 1924, graças a fusão do Extra São Paulo Football Club e do Cavalheiro Crespi Football Club, surgiu o Cotonifício Football Club. Em 19 de fevereiro de 1930 o clube da Mooca adotou seu atual nome: Clube Atlético Juventus – homenagem ao time de coração de Rodolfo Crespi na Itália.
Em 1932, o Juventus fez a melhor campanha em toda história do Campeonato Paulista da Divisão Principal. Figurou como um fortíssimo candidato ao título. Sua equipe formada por: José (G), Segalla, Piola, Joãozinho, Brandão, Rafael, Vazio, Nico, Orlando, Moacyr, Hércules. Técnico: Raphael Liguori. Os juventinos e a imprensa do passado batizaram esta equipe grená como “Os Inesquecíveis” ou “Máquina Juventina”.

1934: Surge o Club Athletico Fiorentina
Instaurando-se o profissionalismo no futebol, e o Juventus licencia-se das competições oficiais. Entretanto, com a denominação de Club Athletico Fiorentina – camisetas grenás e uma flor de lis branca no peito como escudo – disputa o Campeonato Paulista Amador, promovido pela FPF (Federação Paulista de Futebol), entidade filiada a CBD (Confederação Brasileira de Desportos).
O C.A. Fiorentino não teve dificuldades para vencer um a um os seus adversários e conquistar, por antecipação e de forma invicta, o título de Campeão Paulista Amador de 1934, no dia 02 de setembro de 1934, ao bater a Ponte Preta de Campinas na Rua Javari por 5 a 3, gols marcados por Euvaldo, Euclydes, Raul, Bellacosa, Moacyr.
Este resultado credenciou o C.A. Fiorentino, Campeão Paulista Amador, para a disputa da final do Campeonato Estadual promovido pela FPF numa melhor de três partidas diante da Ferroviária de Pindamonhangaba, Campeã Amadora do Interior.
Com expressivas vitórias por 5 a 0 e 3 a 1, o C.A. Fiorentino sagrou-se Campeão Estadual Amador de 1934. A finalíssima aconteceu no dia 28/10/1934 no Estádio da Rua Javari.
O Fiorentino formou com: Tito (G), Segalla, Bellacosa, Joãozinho (Itália), Dudu, Gongora, Sabratti, Euclydes, Raul, Moacyr, Euvaldo. Sabratti e Raul (2) marcaram para o Fiorentino. Guedes fez o único gol da equipe do interior paulista. Raul da Rocha Soares, que na vitória por 5 a 0 em Pindamonhangaba já havia marcado três gols, foi carregado em triunfo pelos torcedores.
Em 1935, o clube volta ao nome anterior (Club Athletico Juventus) e ingressa no futebol profissional. Com uma equipe renovada, o Juventus disputa o seu primeiro Campeonato Paulista da era do Profissionalismo.
FONTE & FOTO: Site do C.A. Juventus

O Cotonifício Football Club foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado no domingo, do dia 20 de Abril de 1924, graças a fusão do Extra São Paulo Football Club e do Cavalheiro Crespi Football Club, tradicional clube da Mooca dos trabalhadores da empresa de Rodolfo Crespi, que entrou com a sede social localizada na Rua dos Trilhos, nº 42 (antigo). As cores eram as do Extra São Paulo: vermelho, branco e preto.
O terreno da rua Javari foi doado por Rodolfo Crespi um ano e quatro dias depois da fundação. Só em 19 de fevereiro de 1930 o clube da Mooca adotou seu atual nome: Clube Atlético Juventus – homenagem ao time de coração de Rodolfo Crespi na Itália.
A “Vecchia Signora” (apelido da Juventus de Turim/ITA) emprestou seu nome ao Moleque Travesso. Já as cores… como havia muitos alvinegros na liga paulista (Corinthians, Santos, Ypiranga), o bianconero da Juve original da Itália foi trocado no clube paulistano pelo grená e branco do outro grande de Turim: o Torino.
O apelido Moleque Travesso surgiu em setembro de 1930, cortesia do jornalista Tomaz Mazzoni. São explicações que estão em painéis na entrada social do clube, na Mooca, tradicional bairro paulistano.

FONTES: Waldomiro Junho – Fut Pop Clube – Livro “Glórias de um Moleque Travesso”