
NOMES POPULARES do futebol bandeirante integram o selecionado do II Exército que está participando dos Jogos Desportivos Militares, nos quais tomam parte as representações da Aeronáutica, da Marinha e do Exército. Apesar do cartaz dos seus comandados, o técnico Mauricio Cardoso, que já foi preparador de alguns dos grandes clubes paulistas, não admite estrelismos.
– Exijo o máximo de todos (disse-nos ele). Antes de mais nada, quero que o soldado seja disciplinado e cumpridor de ordens. Caso contrário, seja ele famoso ou não, ficará na cerca torcendo pelos companheiros. Felizmente todos têm correspondido, demonstrando grande boa vontade nos treinos ao lado de alto nível disciplinar.
Como a provar o que o capitão Maurício Cardoso havia dito, notamos no treino realizado pela seleção do II Exército, que os craques pracinhas realizam verdadeiros jogos nos aprontos, correndo e suando a camisa. Por isso não há exagero ao afirmar-se que há grande diferença entre os treinos dos militares e as práticas dos clubes profissionais. Nos primeiros, impera a disciplina e a voluntariedade do plantel; nos últimos, a coisa vai em câmera lenta, com a turma receosa do corpo-a-corpo.
Aliás, os jogadores que estão prestando serviço militar muito devem ao Exército, que tem compreendido sua posição de atletas que vivem do futebol. O próprio Pelé, por exemplo, desfruta das maiores regalias, deixando o quartel sempre que o Santos reclama o seu concurso para jogos e aprontos. Os superiores do famoso craque entendem seu problema e procuram auxiliá-lo em tudo e por tudo.

A seleção do II Exército é um autêntico escrete de valores do futebol paulista. Seus componentes são: Milési, ex-jogador do misto do Corinthians, que se encontra em disponibilidade, tendo convite para ser testado no Vasco; Mané, aspirante do Palmeiras; Gonçalves, profissional do Nacional; Daniel, ex-jogador do Ipiranga, com passe no bolso: Nelson, campeão juvenil da Portuguesa de Desportos; Toni, profissional do Comercial; Bataglia, titular do Corinthians, Pelé, titular do Santos e das seleções paulista e brasileira; Parada, titular do Palmeiras; Ariston, ex-jogador do Ipiranga, treinando atualmente no São Paulo; Parobé, ex-jogador do Juventus, com convite do Corinthians; Viana, ex-jogador do Juventus; Clóvis, titular da Portuguesa Santista: Célio, titular da Ponte Preta de Campinas; Foca, do time principal do Jabaquara e Cacalo, aspirante do Santos.



FOTOS: Arnaldo Figueiredo, da Revista do Esporte (RJ)
FONTES: Odilon Silva – Revista do Esporte (RJ)

Essa partida foi realizado na quarta-feira, do dia 29 de julho de 1959, no Estádio da Rua Figueira de Melo, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio (RJ).
Um forte abraço.
Me diga, por favor, caro Sérgio, a data exata deste jogo, pois, nos auge dos meus 15 aninhos, recém completados, eu estava presente, nesta ocasião. Grato.
A foto original do começo da página esta com a minha mãe que é sobrinha do Ariston
Alguem poderia me informar as cores da camisa da selecao militar, a lisa nao a listrada.
Acho que as cores da camisa é verde e amarelo. E o short branco.