Frases de Gentil Cardoso, técnico de futebol dos anos 50 e 60.

Técnico de futebol, Gentil Alves Cardoso nasceu a 05 de julho de 1906 no Recife, fez de tudo na vida: foi engraxate, garçom, motorneiro, padeiro e militar (marinheiro).
Gentil Cardoso nunca foi jogador, exerceu apenas as funções de técnico. E ficou famoso não tanto pelas conquistas nos times que dirigiu, mas muito mais pelas frases de efeito que cunhou e que ainda hoje são bastante repetidas no mundo do nosso futebol.

Gentil Cardoso morreu no Rio de Janeiro, a 08 de setembro de 1970.

FRASES

“Daqui pra frente, quero todo mundo indo pra cima e chutando a bola pra dentro da área de qualquer ângulo. Sabe como é: contra time pequeno, bola na bunda é pênalti.”

“A bola é de couro, o couro vem da vaca, a vaca gosta de grama, então joga rasteiro, meu filho”.

“Quem se desloca recebe, quem pede tem preferência.”

“O craque trata a bola de você, não de excelência.”

“Só me chamam pra enterro, ninguém me convida pra comer bolo de noiva.” (Porque sempre era chamado pra treinar times em crise)

Gentil Cardoso foi o criador de expressões como:

Cobra – Para definir um grande jogador; um craque que, como a cobra, é perigoso.

Zebra; deu zebra – Quando, por azar, um time favorito perde o jogo para um bem mais fraco (Gentil teria se inspirado no jogo do bicho do qual não consta o animal zebra e, portanto, seria um resultado praticamente impossível)

“Eu estou com as massas, e as massas derrubam até governos.”
(Com a proximidade do final do Campeonato Carioca de 1952, cresciam os boatos de que Gentil Cardoso seria demitido assim que a competição terminasse. Só que o Vasco foi campeão e, na festa do título, carregado em triunfo nos braços da torcida, Gentil proferiu essa famosa frase. Acabaria demitido no dia seguinte.)

Curiosidades
Também tem uma contada pelo jornalista Cipião Martins, quando Gentil era técnico do Bangu que excursionava pela América do Sul e ia fazer um jogo na Costa Rica.
– “Gentil me apresentou como técnico e disse que ele era o Kid Gavilan Cardoso, o maior árbitro do futebol brasileiro. E foi convidado para apitar a partida. Gentil apitou e o Bangu venceu. Dentro do campo, ele dava orientação a seus jogadores”.

GENTIL EM PERNAMBUCO

Suas vindas a Pernambuco também repercutiram por conta das posturas polêmicas que adotava.

Em 1960, por exemplo, quando treinou o Náutico, Gentil não queria decidir o título com o Sport numa melhor-de-três (coisa que aconteceria se os alvirrubros derrotassem o Santa Cruz no último jogo do segundo turno) e, então, para aquele jogo ele escalou um time reserva.

O resultado? Não deu outra: o Náutico perdeu para o Santa por 3×1 e, o que é pior: com dois gols contra dos zagueiros alvirrubros. Os jornais recifenses condenaram o “fato tão escandaloso”, ao que Gentil respondeu que viera pra ser campeão, não para agradar a imprensa.

E, realmente, ele acabou alcançando seu objetivo: o Náutico disputou a melhor-de-três com a Santa e conquistou o título. Aliás, naquele 1960, Gentil obteve outra vitória: pôs fim ao racismo no Náutico que, desde sua fundação, jamais havia contratado um técnico ou jogador negro.

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