Flamengo x Ronaldinho Gaúcho: triste fim

Fim amargo e um futuro sombrio. Como setorista do dia a dia do Flamengo assisti um ‘divorcio anunciado’. De um lado, um clube com a maior torcida do mundo, mas com dirigentes pra lá de amadores… Do outro, Ronaldinho Gaúcho que demonstra (não é de hoje) um gritante desanimo e vontade de não mais querer ser um atleta profissional. O resultado não poderia terminar de outra forma: final da relação com direito há uma longa batalha judicial pela bagatela de 40 milhões de reais.  

Poderíamos afirmar que há um culpado ou culpados? Eu escolho a segunda opção. Afinal, o Flamengo fez um planejamento de ter um retorno financeiro em cima da contratação de Ronaldinho Gaúcho, coisa que não aconteceu. Aliás, o rubro-negro não conseguiu arrumar em 2012, um patrocinador máster, deixando os especialistas na área do Marketing boquiabertos com tamanha falta de poder organizacional.

Já Ronaldinho Gaúcho, que recebia a cifra astronômica de 1,3 milhões de reais por mês, nunca conseguiu completar um mês, nos 17 meses em que esteve no clube, mostrando ser merecedor de tal quantia.

Dos 98 jogos que o Flamengo atuou no tempo em que o jogador esteve no clube, ele jogou 74 vezes, marcando 28 gols. As suas atuações se resumiram a lampejos e só.

Quem ficou queimado nessa triste história certamente foi à diretoria do Flamengo, sobretudo, a presidenta Patrícia Amorim, que optou por escolher ‘dirigentes’ limitados e sem visão empresarial, ao invés de investir em profissionais de competência reconhecida.

As perspectivas não são nada animadoras para o futuro do Flamengo, que precisa urgentemente se profissionalizar, caso queira ser tão grande quanto é a sua torcida.

Para Ronaldinho Gaúcho a pergunta que fica é: não está na hora de pendurar as chuteiras? Afinal, é mais fácil achar o jogador numa boate do que no campo, jogando futebol de primeira qualidade. Pare agora, antes que os clubes parem com você.

Este post foi publicado em 01. Sérgio Mello, História do Futebol, Rio de Janeiro em por .

Sobre Sérgio Mello

Sou jornalista, desde 2000, formado pela FACHA. Trabalhei na Rádio Record; Jornal O Fluminense (Niterói-RJ) e Jornal dos Sports (JS), no Rio de Janeiro-RJ. No JS cobri o esporte amador, passando pelo futebol de base, Campeonatos da Terceira e Segunda Divisões, chegando a ser o setorista do América, dos quatro grandes do Rio, Seleção Brasileira. Cobri os Jogos Pan-Americanos do Rio 2007, Eliminatórias, entre outros. Também fui colunista no JS, tinha um Blog no JS. Sou Benemérito do Bonsucesso Futebol Clube. Também sou vetorizador, pesquisador e historiador do futebol brasileiro! E-mail para contato: sergiomellojornalismo@msn.com Facebook: https://www.facebook.com/SergioMello.RJ

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