Arquivo da categoria: Hinos de Clubes

Dez curiosidades sobre os hinos do futebol carioca

1 –Com exceção do Flamengo, que tem um hino oficial e um popular, Vasco, Fluminense, América e Botafogo possuem dois hinos oficiais e um popular.

2 – Todos os hinos não-oficiais – entoados pelos torcedores até hoje – foram escritos na década de 40 por Lamartine Babo em ritmo de marchinha carnavalesca. Americano fanático, o compositor protagonizou cenas memoráveis como a vez em que desfilou em carro aberto pelas ruas do centro do Rio, fantasiado de diabo, para comemorar o último campeonato do América em 1960.

3 – Ao contrário do que muitos pensam e é dito, os hinos populares de Babo não foram escritos todos de uma vez só, em um único dia. O primeiro foi o do Flamengo em 1945, depois o do América em 1947 e, em 1949, foram feitos os do Vasco, Fluminense e Botafogo.

4 – O Fluminense é o único time que não teve o hino extra-oficial composto exclusivamente por Babo. O compositor teve como parceiro o maestro Lírio Panicalli, encarregado da melodia para a letra que diz “sou tricolor de coração”.

5 – Já os hinos oficias dos clubes, extremamente rebuscados, são da década de 1910. De difícil execução, refletem um período em que o futebol ainda era bastante elitizado.

Divulgação / Os Hinos do Futebol Carioca - de Coelho Neto a Lamartine Babo

Clique na imagem para ver a linha do tempo dos hinos do futebol carioca

6 – O primeiro hino oficial do Vasco foi composto em 1918 por Joaquim Barros Ferreira da Silva e sua gravação original tem uma interpretação com sotaque luso bastante carregado.

7 – O Botafogo de Futebol e Regatas é o único clube que tem no estatuto a presença completa de seu hinário: primeiro hino oficial (Hino do Remo do Club de Regatas Botafogo) , segundo hino oficial (Glorioso Hymno do Botafogo Football Club) e o hino popular de Lamartine Babo escrito em 1949, período da fusão das duas agremiações alvinegras.

8 – Uma grande mágoa de Babo foi ter sido acusado de plagiar o hino do América, que teria sido criado, supostamente, em cima da canção norte-americana Row, Row, Row (1912), de Willian Jerome e James Monaco.

9 – O hino popular do Botafogo, chamado 1907, teve o título oficialmente reconhecido em 1989 pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro depois de conturbadas brigas judiciais.

10 – Ouça aqui os primeiros hinos oficiais de cada time, tocados por Bruno Castro e um time de músicos. Uma provinha do CD que acompanha o livro. A obra reúne os 14 hinos oficiais e populares do América, Flamengo, Fluminense e Vasco, sendo que cinco deles permaneciam inéditos até então.

Fonte: Veja Rio

Senhor dos Passos Futebol Clube – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1941

Por Sérgio Mello

O Senhor dos Passos Futebol Clube foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede social ficava localizado na Rua República do Líbano, s/n – Centro do Rio (RJ).

O time das cores vermelha, branca e verde foi Fundado na quarta-feira, do dia 18 de Junho de 1941, na S.A.A.R.A (Sociedade dos Amigos da Rua da Alfândega) no Centro do Rio de Janeiro. Disputou o Campeonato Carioca da 2ª Divisão.

Deixou na sua trajetória grandes conquistas para o futebol carioca. Dentre seus adversários, consta o Mavilis F.C., Confiança F.C., Canadá F.C. entre outros. Sua sede era localizada na Rua República do Líbano, onde hoje funciona um depósito da Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana).

Teve como seu principal presidente o Sr. Adib Coste Tabach, que pelo amor que despendia ao time, muito contribuiu para sua grandiosidade. Possuía um quadro social expressivo, cuja dedicação e o afeto de seus associados eram incontestáveis.

FOTO: Correio da Manhã (RJ) – 1959

Desenvolvia atividades sociais, promovendo festas diversas (Junina entre outras), excursões, jogos de salão, cinema para os associados, gincanas (patrocinadas pelos comerciantes da região) e excepcionais bailes animadíssimos, deixando muitas saudades àqueles que frequentaram.

Alguns de seus simpatizantes emprestava seu tempo para trazer entretenimento como, por exemplo, o Sr. Abraão, que passava cinema no bilhar, um sobrado na Rua Senhor dos Passos com Tomé de Souza, colocava enormes bancos de madeira, onde se juntavam os associados, para assistirem grandes filmes, os quais o Abraão, com grande paciência patrocinava.

FOTO: Correio da Manhã (RJ) – 1959

O maior e melhor Presidente que o Senhor dos Passos F.C. já teve, foi sem dúvida nenhuma o Adib Coste Tabach, o ‘Dibo’. Foi no período do seu mandato que o Clube despontou no cenário futebolístico. Dibo não media esforços para colocar o clube em destaque.

Além de grande administrador, cercou-se de colaboradores que imbuídos do mesmo ideal, juntavam-se para somar, abnegados e dedicados por amor ao pavilhão tricolor. Sempre presente as festividades do clube, Dibo foi quem promoveu o registro do Senhor dos Passos.

Transpondo todos os obstáculos em 14 anos de luta, é com satisfação que apresentamos o registro abaixo, em que nos coloca juridicamente paralelos aos grandes clubes e sociedades desta Capital, tudo proveniente de um trabalho profícuo em prol do engrandecimento do nosso Clube. É um grande passo que damos para atingirmos a nossa emancipação social, tão logo possamos adquirir a sede própria”, disse.

Senhor dos Passos F.C. (1952) – Em pé – Geraldo, Nelson, José Getulio, Pagrad, Elesbon, Willian, Felipe Dibo e Baía – Agachados da esquerda para a direita – Edmundo, Abdalla, José, *, boteco *

Era ali na confluência da Rua Buenos Aires com Regente Feijó, no centro do Rio de Janeiro, num local chamado Larguinho que se reuniam o pessoal do Senhor dos Passos. Às vezes para confraternização, outras para ensaio do bloco os milionários, formado por seus associados.

A rapaziada promovia no Larguinho muito jogo de bola, durante quase todo dia e de vez em quando até à noite. Era ali que se encontravam para programarem qualquer passeio ou evento esportivo.

Hoje nada mais restou daquele tempo, apenas virou Largo do Mascate, muito comércio e durante o dia só pessoas a passar de um lado para o outro, tanta coisa ali se criou, como por exemplo, restaurante, jornaleiro, etc., tirando-lhe todo o encanto de outrora.

Foto: Diario da Noite (RJ) – 1957
Senhor dos Passos F.C. – Disputa pela liga amadorista


HINO

Autor: Sr. Wilson Santos

Senhor dos Passos tu és um cenário,
o teu nome é coberto de glória,
teu passado e o teu presente,
representa alegria pra gente.
Desde o dia da tua fundação,
Ficou gravado em nosso coração,
Tanto esforço despendido,
Hoje honras a tua tradição. Avantes, bravos atletas,
com disciplina e dedicação
defendendo com todo sacrifício
as cores do nosso pavilhão.

O teu verde é esperança
teu branco, alvissareiro,
teu vermelho, sangue árabe
juntamente com brasileiro….

FOTO: Correio da Manhã (RJ) – 1958

Ídolo

Um acontecimento que marcou muito o Senhor dos Passos foi quando um de seus maiores atletas veio a falecer em 1957. Abdalla era conhecido pelo seu futebol em várias comunidades em que atuava o time. Algumas até conhecia o Senhor dos Passos F.C. como o time do Abdalla.

Havia torcedores que se Abdalla não jogasse não assistiam o jogo e iam embora. Por um longo período foi difícil para o Senhor dos Passos conviver sem o Abdalla.

A sua presença por si só, já empolgava e motivava a rapaziada, pois sempre chegava alegre e sorridente. Abaixo transcrevemos as palavras de Edmundo Medeiros Filho sobre esse atleta, texto publicado na Revista do Clube pela passagem do aniversário do Senhor dos Passos F.C.

FOTO: A Luta Democratica 1967

ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: Diversos jornais cariocas – site do Clube (www.senhordospassosfc.net)

Hino do E.C. São Cristóvão – Ourinhos (SP)

Hino oficial do E.C. São Cristóvão de Ourinhos
Autor: Odair Manzano
São Cristóvão
Tu és bravo, tu és forte
És um alto brado
Em louvor ao esporte
Tua Bandeira
No alto pedestal da glória
Simboliza
Teu passado de vitóriaSão Cristóvão
Empunhando uma esgrima e o Pendão
Luta e honra com vitória
O esplendor desse Brasão (BIS)São Cristóvão
Tu tens força e talento
Meu amor por ti
No coração ostento
Desfraldando
Essa Bandeira laboriosa
Nos gramados
Na campanha vitoriosa

São Cristóvão
Empunhando uma esgrima e o Pendão
Luta e honra com vitória
O esplendor desse Brasão (BIS)

São Cristóvão
Tua força sem igual
Se resume num sublime ideal
Na batalha
Combater e triunfar
Na vitória
Outra glória conquistarSão Cristóvão
Empunhando uma esgrima e o Pendão
Luta e honra com vitória
O esplendor desse Brasão (BIS).

Hino e Escudo S.O.B.E. Iguaçu – Curitiba (PR) – Fundado em 1919

 

A S.O B.E. – Sociedade Operária Beneficente Iguaçu, é uma agremiação da belíssima Cidade de Curitiba (PR). O clube foi Fundado no dia 6 de Junho de 1919. A sua Sede fica localizada na Avenida Manoel Ribas, 8.172 – no Bairro Santa Felicidade, que fica a 7 km do Centro de Curitiba.

O clube está entre os mais vitoriosos da capital curitibana com Seis títulos da divisão principal (1962, 1966, 1967, 1973 e 1992) além da conquista da Taça Paraná em 1973, também ganhou por três vezes a Taça Cidade de Curitiba. Mais do que um time de futebol a SOBE Iguaçu é uma sociedade que foi construída na base da amizade e comprometimento.

O clube foi fundado por imigrantes italianos, eles compraram o terreno e construíram com as próprias mãos a estrutura do Iguaçu, bem diferente da atual.

Dentre estes imigrantes estava Egídio Pietrobelli, ex-presidente que dá nome ao estádio atualmente e sua esposa Deolinda, eles penhoraram a própria casa como forma da garantia de pagamento do terreno pago por todos posteriormente.

Hino da S.O.B.E. Iguaçu

(Letra e música:  Ten. Sebastião Lima /Coautor: Pedrinho Culpi)

Camisa alvi-negra da colônia famosa

Só da alegria ao seu torcedor,

No campo da luta ela é valorosa

E o seus atletas têm raça e valor.

Iguaçu hó esquadra querida

Iguaçu tantas vezes campeão,

Iguaçu meu amor, minha vida

Serás eterno em meu coração.

Pavilhão altivo coberto de glória

Tornando mais forte a sua mocidade,

Tens na lealdade a sua vitória

Orgulho maior de Santa Felicidade.

Camisa da alvi-negra da colônia famosa

Só da alegria ao seu torcedor,

No campo da luta ela é valorosa

E os seus atletas têm raça e valor.

Iguaçu hó esquadra querida

Iguaçu tantas vezes Campeão,

Iguaçu meu amor minha vida

Serás eterno em meu coração.

 

Fontes: Arquivo Levi Mulford e Richard Benvenutti

Oriente A.C. – Capital (RJ) – Fundado em 1927

 

O clube também tinha carteirinha de sócios e a número 1, foi a dona Erinéia ( Dadá). Ela nos cedeu a carteirinha para postarmos as imagens ( matrícula 1)…é isso aí, Oriente no coração!

 
 

  A verdadeira história contada e documentada

Antes de começar esse artigo, quero agradecer ao  Jorge Durão, ex atleta do Oriente, que nos cedeu um jornal datado de maio/junho de 1996, chamado Quarteirão. No artigo denominado memórias do futebol : SANTA CRUZ BOA DE BOLA , o jornal da região, chamado  Quarteirão, realizou uma reportagem com entrevistas de alguns dos clubes  que  faziam parte do campeonato da 2ª divisão, conhecido como departamento autônomo. Dentre elas, o Distinta Atlético Clube, o Oriente Atlético Clube e  Esporte Clube Guanabara.   A reportagem esclarece não só como o clube foi fundado e por quem, como mostra de onde veio o nome Oriente e a cor de sua camisa, encarnado e branco.

 

 A escolha do nome do clube

  ” Todas as manhãs o sol surge no nascente ou oriente. Com a sua chegada a vida ganha uma nova dimensão, com alegria e a felicidade estampadas nos rostos das pessoas. Da mesma forma, o novo clube marcaria a vida da comunidade, espalhando muita alegria e felicidade entre todos. Para a juventude seria um fator de desenvolvimento, aprimoramento de sua vitalidade e condicionamento mental e físico”.

 ( Antônio da Costa).

  As cores

 ” Os empregados entravam pela manhã no abatedouro com a roupa na mais completa alvura; saíam com a tonalidade vermelha do sangue do gado abatido “.

 ( Antônio da Costa).

  Charge feita em homenagem aos clubes retratados na reportagem

 

  A matéria completa do jornal Quarteirão de 1996.

    Quebrar a monotonia dos fins de semana longe das atividades que envolviam o funcionamento do comércio e do matadouro local, foi o fator preponderante para a fundação do Oriente Atlético Clube por um grupo de pessoas, moradoras onde hoje estão localizadas a Rua Auristela, trecho inicial da Av. Areia Branca, final da Rua Nestor, Largo do Bodegão  e Rua Macapá.

    Essa idéia há muito já martelava a mente de Antônio Joaquim da Costa. Imbuído do espírito criador que trazia dentro de si, herdado de seus antepassados, reuniu um grupo de amigos que partilhavam do mesmo pensamento e na antiga Praça do Gonzaga, concretizaram um ideal:  criar uma agremiação esportiva que preenchesse o vazio de seus domingos. Era o dia 13 de junho de 1927, data consagrada a Santo Antônio. Nascia o Oriente Atlético Clube. Também participaram dessa primeira reunião: Sílvio de Moraes, Orlando Borges do Amaral e Enéas Borges do Amaral.

    A escolha do nome do clube e da cor de sua camisa foram as etapas seguintes para que a idéia vingasse. O nome partiu do próprio Antônio da Costa  que denominou o novo clube de Oriente. A razão da escolha foi explicada: Todas as manhãs o sol surge no nascente ou oriente. Com a sua chegada a vida ganha uma nova dimensão, com alegria e a felicidade estampadas nos rostos das pessoas. Da mesma forma, o novo clube marcaria a vida da comunidade, espalhando muita alegria e felicidade entre todos. Para a juventude seria um fator de desenvolvimento, aprimoramento de sua vitalidade e condicionamento mental e físico.

   A idéia da cor da camisa ser nas tonalidades vermelha e branca partiu mais uma vez, de Antônio da Costa prontamente justificada e aceita pelos presentes na discussão. Como é amplamente sabido, o Matadouro tinha, naquela época, uma grande importância para a região, pois quase todas as famílias tinham um de seus membros como funcionário do estabelecimento. Desse fato partiu a justificativa : Os empregados entravam pela manhã no abatedouro com a roupa na mais completa alvura; saíam com a tonalidade vermelha do sangue do gado abatido. Ficou ainda decidido que a cor preponderante seria a vermelha; aparecendo a branca no escudo, nas mangas e na gola.

  As primeiras reuniões aconteceram nas casas dos fundadores e nas de algumas pessoas que ofereciam suas residências. O terreno para a construção do campo foi cedido, ainda uma vez mais, por Antônio da Costa. O local é o mesmo onde, ainda hoje está situado: Rua Nestor, 1107 a 1127.

   O Oriente participou da Liga Suburbana de Futebol em companhia deoutros clubes do antigo Distrito Federal. Conseguiu ao longo de sua existência grandes feitos e foi, com o Manufatura, o maior conquistador de títulos da 2ª divisão do Departamento Autônomo da Federação de Futebol.

   Jogadores de grande categoria e profissionais defenderam as suas cores: Domingos da Guia, Médio, Hemetério etc. Por suas fileiras, grandes jogadores marcaram época:  Zézinho Menezes, Osorinho, Bujeca, Russo, Aditão, Alceu, Farrel, Goniglo, Julinho, Athanázio, Doca, Daniel, Wilson, Pedrinho, Aloísio, Babá, Tião Pé-de-Cachorro, Itagoré Barreto, Dito Anu, Decinho, Luizinho, entre outros.

    Uma figura marcou de forma insofismável o Oriente e cuja presença todos lembram com grande admiração foi a de  Zézinho Menezes que, como técnico do clube, levantou grandes títulos e sempre mereceu o respeito dos jogadores pelo modo carinhoso porém enérgico, como conduzia a equipe em cada partida disputada.

    Das diversas equipes que compuseram a história do Clube, uma merece destaque pela campanha e pelo título inédito conquistado : Super Campeão da 2ª divisão do Departamento Autônomo da Federação Metropolitana de Futebol do Rio de Janeiro.

    Ao final de uma longa disputa, Oriente e Campo Grande classificaram-se em primeiro lugar e suas respectivas chaves. Eram duas equipes formadas por grandes jogadores. Três partidas foram marcadas para o Campo do Bangu: a 1ª terminou em 1×1, a segunda 2×2 e a terceira e decisiva foi vencida pelo Oriente por 2×1, com dois gols do meio campista  Athanázio. A equipe campeã teve a seguinte formação: Daniel, Gambá e Louro; Célio, Athanázio e Inho; Tião de Ambrósio, Lalinho, Wilson Babá, Dito Anu e Deco. Ano de 1957.

    Com o passar do tempo o Oriente, em face de más administrações, acabou perdendo suas dependências para estranhos que, ao longo dos últimos anos, usufruíram de seus bens. Tudo aconteceu apartir de 1985. Todas as atividades esportivas foram suspensas.

  Porém, para que a chama não se apague de uma vez e a lembrança desse grande clube permaneça entre nós, uma figura feminina, encarnando a força dos antigos fundadores, guarda farto material da entidade e realiza todo o ano, no dia 13 de junho, a procissão ao padroeiro. Seu nome: Elvira da Costa Viana, guerreira e a chama viva dos que não se abatem e morrem defendendo um ideal.

 Há na comunidade uma fé de que um dia o Oriente volte a ser uma grande equipe e todo patrimônio retorne para as mãos dos seus legítimos donos. Que as autoridades do nosso Estado e do Município do Rio de Janeiro façam alguma coisa. O Oriente é um patrimônio da comunidade santacruzense. E para essa comunidade, devem voltar-se todos os resultados do uso de suas dependências.

 Depoimentos:  Elvira da Costa Viana, Alcir Solé, Dito Brasil, Athanásio, Wilson Babá e Jorge Machado.

 Matéria retirada do jornal local denominado Quarteirão, datado de maio/junho de 96.

 

 

 

Frente da Sede

 

O começo

Dados iniciais :           

                                                                      

(Escudo oficial do time de futebol)

Nome original: Oriente Atlético Clube
Data de Fundação: 13/06/1927
Local : Santa Cruz, Rio de Janeiro/RJ
Estádio: Luiz Gonzaga Moreira da Silva.
Cores do uniforme: encarnado e branco

______________________________________________________________________Após a extinção da Federação Atlética Suburbana, os clubes que dela faziam parte se sentiram desprestigiados com a política estabelecida pela Federação Metropolitana de Futebol. Na tentativa de mudar esse quadro, criou-se o Departamento Autônomo em Assembléia realizada no dia 7 de julho de 1949, da qual fizeram parte os seguintes clubes: Bento Ribeiro F.C., E.C. São José, Irajá A.C., Del Castilho F.C., Mavílis F.C., Engenho de Dentro A.C., Manufatura Nacional de Porcelana F.C., Cacique F.C., Sampaio A.C., Oriente A.C., E.C. Guanabara, Distinta A.C., E.C. Valim, E.C. Coríntians, A.A. Portuguesa, Cruzeiro F.C., Kosmos A.C., Atilla F.C., A.A. Nova América, Andaray A.C. E.C. Oity, A.C. Nacional, E.C. Royal, E.C. Anchieta e Realengo F.C.

O primeiro campeonato aconteceu em 1949 foi disputado pelas seguintes associações:

  • SÉRIE RURALCampo Grande A.C., E.C. Guanabara, Kosmos A.C., Realengo F.C., Cruzeiro F.C., Oriente A.C., E.C. Oity, Distinta A.C., S.C. Rosita Sofia e E.C. Coríntians.

  Os primeiros campeões do Departamento Autônomo foram: Engenho de Dentro A.C. –  Campeão Amador – e o Cruzeiro F.C. como Campeão Juvenil. Durante mais de dez anos o D.A. organizou com sucesso os campeonatos dos clubes amadores pela FMF, até seu encerramento oficial em 1960.

O D.A. foi extinto, dando lugar ao Departamento de Futebol Amador da Capital. Hoje se chama Campeonato Estadual de Futebol Amador da Capital, promovido pela FFERJ, incluíndo também as categorias Infantil e Juvenil.

 

 Anos que foi campeão:

   ** 1931 – Oriente Atlético Clube **

    1951 – Oriente Atlético Clube
    1952 – Oriente Atlético Clube
    1957 – Oriente Atlético Clube
    1958 – Oriente Atlético Clube
    1979 – Oriente Atlético Clube
    1981 – Oriente Atlético Clube
    1983 – Oriente Atlético Clube

  (**) A Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) continuou organizando campeonatos Estaduais até 1932. Embora esses campeonatos sejam formalmente campeonatos estaduais, a atual Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro não os lista na cronologia oficial do Campeonato Carioca.

 fontes :  http://pt.wikipedia.org/wiki/Departamento_Aut%C3%B4nomo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Carioca_de_Futebol 

 ______________________________________________________________________

   O Hino do clube

 ORIENTE, ORIENTE

ÉS FIBRA ESPLENDOR E TRADIÇÃO

ORIENTE, ORIENTE

NO FUTEBOL É SEMPRE CAMPEÃO

ORIENTE, ORIENTE

GUARDO-TE  EM MEU PEITO VARONIL

ÉS PRA MIM MAIS UMA GLÓRIA

DO ESPORTE NO BRASIL

VÊ NA SUA TRAJETÓRIA

GRANDES FEITOS IMORTAIS

CADA DIA, NOVA GLÓRIA

CONCRETIZA O TEU CARTAZ

TUA GENTE , TÃO VALENTE

RESOLUTA E AUDAZ

COLABORA ARDENTEMENTE

COM TEUS FEITOS E IDEIAIS

___________________________________________________________________

Também havia o hino da torcida…

 ORIENTE, SEMPRE ORIENTE

CLUBE DA MINHA PAIXÃO

COM AS CORES ENCARNADO E BRANCO

 ORIENTE DO MEU CORAÇÃO

 

OS JOGADORES SÃO DISCIPLINADOS

E A TORCIDA TEM EDUCAÇÃO

ORIENTE É TIME DE CRAQUES

NÃO DÁ CONFIANÇA NÃO

 

QUANDO EU MORRER, QUERO MEUS CAMARADAS

QUE DE VELUDO CUBRA O MEU CAIXÃO

COM AS CORES ENCARNADO E BRANCO

ORIENTE DO MEU CORAÇÃO

 

Fonte e Fotos: http://orienteatleticoclube.webs.com/

F.B.C. Santa Cruz – Santa Cruz do Sul (RS)

 

Escudo na década de 20

 O nascimento do Foot Ball Club  Santa Cruz aconteceu no dia 26 de março de 1913, com um grupo de rapazes liderado por André Klarmann, que se reuniam no Hotel Schmidt, no centro da cidade de Santa Cruz do Sul (RS), para começar as tratativas do novo time de futebol. Mesmo não sendo o único clube da cidade, o FBC Santa Cruz foi o principal pelas suas atividades desde o início.


A estréia da equipe aconteceu no dia 3 de abril, no campo da várzea, onde hoje está localizado o Estádio Municipal, junto ao Parque da Oktoberfest. O adversário foi o Clube Concórdia, de Santa Cruz do Sul, mas os registros não apontam quem venceu a partida.


Em julho, o clube realizou seu primeiro confronto fora da cidade. O jogo aconteceu em Candelária, para tal, a delegação, a bordo de carroças, deslocou-se no sábado à tarde para a cidade vizinha, pernoitou num hotel e, no outro dia, deu-se a partida, com vitória do Santa Cruz. À noite, os jogadores ainda prestigiaram o baile, e o retorno aconteceu apenas no dia seguinte.


Os anos posteriores foram de jogos com equipes amadoras. Os arquivos não dizem quando o Santa Cruz começou a dedicar-se ao profissionalismo. Apesar disto, sabe-se que entre as décadas de 20 e 30 o time já disputava os campeonatos estaduais, em eliminatórias. Nos anos de 32 e 33, ficou vice-campeão do interior, perdendo a final para o Pelotas, por 5 a 2, no antigo estágio do Grêmio, em Porto Alegre.

 

Distintivo atual

O preto e o branco são as cores do uniforme do time. Na década de 60, o clube começou a disputar os certames organizados pela Federação Gaúcha de Futebol, que envolviam equipes regionais.

 Entre 1974 e 78, os dois times da cidade – Santa Cruz e o Avenida – seguiram a tendência dos demais no Estado e reuniram-se para uma fusão. A disputa das competições deu-se em um turno único, denominado Associação Santa- Cruzense de Futebol.

 A união surtiu bons frutos. Sob o comando de Daltro Menezes, o time ficou entre os quatro melhores do Estado. A gota d’água para que a fusão acabasse foi a abriga entre dirigentes dos antigos clubes, Avenida e Santa Cruz. Além do mais sempre divulgado o nome do Santa Cruz em vez da Associação Santa Cruz, e os dirigentes do Avenida resolveram se afastar.

 Na década de 80, o clube seguiu fazendo boas campanhas dentro do Gauchão, em 95 foi rebaixado para a Segunda Divisão, depois de grave crise financeira. Mas o time conseguiu retornar ao grupo de elite em 97 de forma bastante interessante.


A partir de 99, o Santa Cruz procurou se modernizar. Contratou jogadores de renome internacional e passou outra vez a realizar boas campanhas. No início daquele ano inaugurou um Posto de Gasolina junto aos Plátanos e agora tem planos de remodelação do estágio. Também nesta época deixou escapar o título do interior dentro de casa.

 O GALO DOS PLÁTANOS

 O Estádio dos Plátanos era muito diferente do que é hoje, quando, em 1934, o jogador encruzilhadense Dario dos Santos, o Caco Véio, recém-casado com Dona Alzira, foi morar lá, em um chalezinho.

A área se estendia até o Expresso Albatroz. Dario jogava no time desde os 16 anos e entre os treinos cuidava do estádio, dos fardamentos listrados de preto e branco e da copa de salgados que mantinha. Mais tarde se tornou treinador da equipe, totalizando 23 anos no clube.

Até então, o Foot Ball Club Santa Cruz, fundado em 1913 por André Klarmann, já havia passado por várias fases. Na década de 20, quando ganhou casa própria — antes jogava na várzea onde hoje é o Estádio Municipal —, venceu seu maior rival da época, o Grêmio Esportivo Santa Cruz, por 2 a 0, firmando-se como o Galo Carijó, ou esporão de ouro, como canta seu hino.

 Com direito a passeata com carros enfeitados com ramos de bambu e chuchus pendurados. Em 1930, iniciou como profissional e, dois anos depois, chegou a ser vice-campeão do interior.


Quando o Avenida entrou em cena, em 1947, no 1º Avecruz, com empate de 2 a 2, teve início uma disputa que aqueceria as torcidas por muitos anos. Por falar em torcida, esta era um show à parte.

Chegava ao estádio em passeata, com uma banda de música. Havia torcida organizada de senhoras, com fardamento e tudo, e o bloco dos homens. Para temperar o primeiro clássico, houve pancadaria generalizada, pela falta de alambrado.

Neste clássico jogaram pelo Galo: Julio, Ormond, Lindolfo Gerhardt, Cafuringa, Felicíssimo, Joãozinho, Fogareiro, Hanny, Mico, o nosso conhecido Dario Santos e um novo personagem, Helio Almeida.

O santa-cruzense Almeida retornara à cidade em 1942, para jogar nos juvenis do Santa Cruz. Depois passou para os adultos até ser escalado para presidir o clube. Aceitou e não conseguiu mais sair. Foram seis gestões intercaladas, até 1995, fora as assessorias que presta regularmente.

Almeida acompanhou as muitas fases do Santa Cruz. Inclusive o surgimento da Associação, na década de 70. Foi um fato que marcou a história do clube. E também a do arquirrival, o Avenida.

Uma fusão visava enfrentar a difícil fase financeira que ambos atravessavam. Foi quando surgiu a Associação Santa Cruz. Mas o casamento não vingou e voltou cada qual para o seu canto.

Para Almeida, o melhor período do time foi na segunda divisão, em 1952, ano em que assumiu pela primeira vez a presidência e o Galo ficou vice, na disputa da categoria interior — Sá Vianna, de Uruguaiana sagrou-se campeão.

Entre os destaques do Galo nesta trajetória, Almeida cita Amaro, Joãozinho, Paraguai, Paulo Cesar Tatu, Cuca, Calixto, Maninho, Betinho e Moacir. A velha rivalidade que esquentava o Ave-Cruz permanece até os dias atuais. Mas no passado, chegava a fechar o Quiosque e o Bar Polo Sul, em dia de jogo, para evitar confrontos das torcidas.

Quanto à paixão pelo futebol, esta passa de pai para filhos, e netos, e bisnetos. Da descendência de Dario Santos vieram os netos — o jogador Paulo Spall (falecido), o irmão Luiz Fernando Spall, presidente da Associação de Árbitros de Santa Cruz e o primo Carlos Spall, jogador de futsal, mais o bisneto Luiz Carlos Walter Jr, infanto-juvenil do Internacional.

Da descendência de Helio Almeida vieram os filhos Paulo e Luiz Eduardo Martins de Almeida, consecutivamente presidente e diretor de futebol do Galo. Como dizem na gíria popular, futebol é uma cachaça! E hoje o Estádio dos Plátanos tem área menor, mas melhores acomodações e abriga inclusive um posto de combustíveis.

 

 HINO DO FC SANTA CRUZ

 Em 1913, debaixo de
um céu muito azul,
nasceu o esporão de ouro
nos verdes campos do sul.

 Hoje, o Rio Grande inteiro,
rola vencido, a teus pés.
Os plátanos são teu terreiro
e todos sabem quem és.

Galo! Me chamam de galo!
Preto e Branco, tuas cores.
E vamos sempre amá-lo
clube dos nossos amores.

Teus torcedores te adoram,
vibram com grande emoção.
Fica eterna, te imploram
do fundo do coração.

Galo! Me chamam de galo!

És o clube mais amado
na derrota ou na vitória
Estamos sempre ao teu lado
com o peito cheio de glória

Homens fiéis, decididos,
fizeram a tua história,
mesmo que tenham partido,
vivem na tua memória.

 

 A Sede do F.B.C. Santa Cruz fica na Rua Gaspar Silveira Martins, 1.448 – no Centro de Santa Cruz do Sul (RS)  

 

Fonte: http://www.futebolclubesantacruz.com.br/

 

 Colaborou:Douglas Marcelo Rambor

Associação Atlética Ferroviária – São Vicente (SP)

 

A Associação Atlética Ferroviária é uma agremiação da cidade de São Vicente (SP). Fundado no dia 9 de Julho de 1949, por ferroviários de São Vicente, no Litoral Paulista, que desejavam ter um local para conversar e também jogar futebol. A sua Sede fica localizada na Avenida Martins Fontes, 781, no Bairro de Catiapoã. O clube já faturou sete vezes o campeonato local.  

 Hino da Associação Atlética Ferroviária

 Não é um clube é uma paixão,

Mexendo com o meu coração,

E também não é qualquer cor,

Alvi-celeste é a tua cor (Bis),

Nasceste em 1949

Fieis e eterna para mim,

Ferroviária és um amor,

Bem guardado dentro do meu coração.

Essa torcida que só canta, pula e vibra,

Essa torcida que só grita é campeão!

Ferroviária, Ferroviária… Tu estás dentro do meu coração (Bis)

Foot-Ball Club Rio-Grandense – Rio Grande (RS), de 1909

 

Escudo dos anos 30

O Foot-Ball Club Rio-Grandense é uma agremiação da cidade de Rio Grande (RS). O ‘Guri Teimoso’ foi Fundado no dia 11 de Julho de 1909, e o seu Estádio é o Torquato Pontes com capacidade para 15 mil espectadores.

Na sua história, o FBC Rio-Grandense foi campeão do mais importante Campeonato Gaúcho em 1939, derrotando na final o Grêmio Santanense. No mesmo ano, o Guri Teimoso ainda abocanhou outros dois títulos: os Campeonatos do Interior (também foi campeão em 1946) e o Citadino.

 O time também possui três vice-campeonatos gaúchos: 1937, 1938 e 1946. Além desses títulos, ainda constam o caneco do Campeonato Gaúcho da Série B em 1965; a conquista da Copa Cícero Soares 1973 (atual Copa FGF); entre outros.

No Campeonato Citadino de Rio Grande, o FBC Rio-Grandense já levou a melhor 11 vezes: 1921, 1937, 1938, 1939, 1940, 1946, 1947, 1948, 1950, 1953, 1955, 1956 e 1957, 1960,1963, 1974, 1975, 1976, 1977 e 1978.

 

Distintivo atual

O Hino do FBC Rio-Grandense

 (Letra: Firmino Carvalho / Música: Nelson Piragine)

 Heroico Rio-Grandense

Glória excelsa do esporte

És imagem varonil

Dos lendários titãs

Do meu Rio Grande

E das glórias perenais

Do meu Brasil

Salve a bandeira áureo-rubra

Pendão sempre imaculado

Teu farfalhar

Nos sussurra

Colorado, colorado

Pra frente o sinal clube campeão

Já tantas vezes em leais vitórias

Ostentando este sangue de coração

Apanás imortal de tantas glórias.

 

Fonte: Site do clube

Colaborou: Douglas Marcelo Rambor