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Futebol Amazonense – A primeira vez em que o Flamengo jogou em Manaus

Por: Carlos Zamith

Na década de 50, uma temporada do Flamengo, do Rio, em Manaus, mexeu com os amazonenses, Era a primeira vez que o time carioca se exibiria nesta cidade.na época restrita apenas a classe comerciária.

A estréia aconteceu num dia útil, numa quinta-feira à tarde, pois no local do jogo, Parque Amazonense, não havia luz artificial. Por isso, em atenção aos apelos dos promotores da temporada dirigidos à Associação Comercial, o comércio local decidiu cerrar suas atividades às 15 horas

30-03-1950 – FLAMENGO, 6 x FAST CLUBE, 1

Local: Parque Amazonense, numa quinta-feira à tarde. Árbitro: Gentil Cardoso, técnico do Flamengo.

FLAMENGO – Antonino, Newton Canegal e Job; Biguá, Bria (Hélio) e Beto; Jorge de Castro (Aloísio), Gringo (Hamilton), Moacir, Durval e Esquerdinha.

FAST CLUBE – Guilherme (Raul com o marcador de 4 a 0), Canhão e Gatinho; Valdemir Osório, Belo Ferreira e Nêgo; Zé Nery (Mário Matos), Lafayette Vieira, Pereirinha, Paulo Onety e Aderaldo

Marcadores: Moacir (Fla) aos 9 e 15, do 1º tempo.

Hélio aos 2, Moacir aos 9, Esquerdinha aos 13 e Moacir aos 16 (Fla) e Paulo Onety, aos 30 (Fast) do 2º tempo.

02-04-1950 – FLAMENGO, 7 x NACIONAL, 1

Local: Parque Amazonense, domingo. Juiz: Aristocilio Rocha (FCF)

FLAMENGO – Antonino, Newton Canegal e Job; Osvaldo, Bria (Hélio) e Beto; Jorge de Castro (Aloísio), Gringo (Nélio), Durval (Hamilton), Moacir (Quiba) e Esquerdinha.

NACIONAL – Sandoval (Mota), Lupércio (Mário Matos) e Gatinho; Hélcio Sena (Caçador), Brás Gioia e Antonino (Nêgo); Cabral (Hélcio Sena) posteriormente Aderaldo, Paulo Onety, Marcos Gonçalves, Raspada e Pedrinho (Linhares).

Primeiro tempo, 3 x 0. marcadores: Moacir aos 13, Durval aos 28 e Moacir aos 33.

Segundo tempo: Moacir aos 4, Esquerdinha aos 8 e 34, Hamilton aos 40, para o Flamengo. Aderaldo, aos 41 (Naça) após a cobrança de um penal. Falta foi cometida por Osvaldo. Mário Matos cobrou e o goleiro Antonino defendeu parcialmente, espalmando para fora da área. O mesmo Mário Matos aproveitou para marcar o tento de honra do time local.

Obs.. O goleiro Sandoval jogava no Clube do Remo e foi chamado pelo Nacional para esse jogo. O time paraense o liberou, mas o goleiro terminou ficando por aqui mesmo. Deixou o campo, contundido, quando o marcador era de 5 a 0. Mota entrou no seu lugar foi vazado mais duas vezes.

ATUAÇÃO DO ÁRBITRO

O jornal Diário da Tarde, do dia 4 de abril de 1950, comenta a atuação do árbitro, assim:

O juiz carioca Aristocílio Rocha teve vários senões. Marcou dois tentos do Flamengo quando os seus autores estavam em franco impedimento. Deixou de marcar um tento do mesmo Flamengo, feito por Esquerdinha, assinalando escanteio e deixou de marcar um penal de Lupércio. Muito fraca a atuação do árbitro”.

O time do Nacional, como sempre acontecia com clubes locais, reforçou-se de elementos de outras agremiações, como Gatinho, Aderaldo e Nêgo, emprestado pelo Fast Clube.

Todos os Campeões do Campeonato Carioca da Série C, entre 1914 a 2012

ANO               CLUBES

1914               Villa Isabel Football Club

1915               Palmeiras Athletic Club

1916               CR Icarahy, de Niterói

1917               Americano Football Club, do Riachuelo

1918               Esperança Football Club, de Bangu

1919               Hellênico Athletic Club

1920               Metropolitano Athletic Club

 

1921 a 1980 – Não houve Campeonatos da Terceira Divisão. Em 1978, ocorreu a fusão entre as Federações Fluminense e Carioca de Futebol, nascendo, assim, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

Em1980, aDeliberação nº. 1/80 do Conselho Nacional de Desportos dispôs sobre a organização das divisões profissionais, o sistema de acesso e descenso das associações que as integravam, formalizando, assim, a Primeira, Segunda e Terceira Divisões de Futebol Profissional. A fórmula só foi adotada no ano seguinte.

 

1981               Mesquita Futebol Clube

1982               Siderantim, de Barra Mansa

1983               Nacional Futebol Clube (Duque de Caxias)

1984               Rio Branco, de Campos

1985               Porto Alegre, de Itaperuna

1986               Tomazinho, de São João de Meriti

1987               Paduano EC, de Santo Antônio de Pádua

1988               União Nacional FC, de Macaé

1989               Rio das Ostras FC

1990               Ceres FC

1991               EC Barreira, de Saquarema

1992               EC Anchieta

1993               Atlético Clube Apollo, de Arraial do Cabo

1994               Cardoso Moreira FC

1995               Tio Sam EC, de Niterói

1996               Tio Sam EC (Módulo Intermediário) *

1997               Rio de Janeiro FC (Módulo Intermediário) *

1998               Botafogo F.C. de Macaé (Módulo Intermediário) *

1999               Angra dos Reis (Série Intermediária)

2000               Independente, de Macaé (Módulo Especial)

2001               Rio Branco, de Campos

2002               Casimiro de Abreu

2003               Bonsucesso Futebol Clube

2004               CFZ (Centro de Futebol Zico)

2005               Estácio de Sá

2006               Cardoso Moreira Futebol Clube

2007               Sendas Esporte Clube

2008               Quissamã Futebol Clube

2009               Sampaio Corrêa FE

2010               Esporte Clube São João da Barra

2011               Goytacaz Futebol Clube

2012               Paduano EC, de Santo Antônio de Pádua 

* Entre 1996 e 1998, o campeonato foi dividido em Três módulos (extra, especial e intermediário), Dois turnos e uma competição final. Neste período convencionou-se dizer que os campeões dos Módulos Especial e Intermediário seriam, respectivamente, os campeões da 2ª e 3ª divisões.

Em 2000, a fórmula do Carioca da Primeira Divisão de Profissionais divide o Módulo Extraem duas Séries: A1 e A2. Permanecem os Módulos Especial e Intermediário. Neste ano, módulo Especial representou os times da Terceira Divisão, já que os campeonatos da Terceira Divisão não estavam acontecendo. Só a partir de 2001 é que a FERJ voltou a realizar o Carioca da Terceira Divisão.

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CURIOSIDADE – Apesar do Campeonato Carioca da Terceira Divisão existir desde 1914, somente em 1996, surgiu o primeiro clube a conquistar dois títulos: o Tio Sam (1995 e 96). Das 39 edições anteriores, em 35 vezes, o campeão foi um clube diferente. Ou seja, apenas quatro clubes conquistaram duas vezes taças: Tio Sam (Niterói); Cardoso Moreira; Rio Branco (Campos) e Paduano (Santo Antônio de Pádua).

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 NÚMERO DE TÍTULOS – Carioca da Terceira Divisão

 

ANO               CLUBES

02                   Cardoso Moreira FC

02                   Tio Sam EC, de Niterói

02                   Rio Branco, de Campos

02                   Paduano EC, de Santo Antônio de Pádua

01                   Bonsucesso

01                   EC São João da Barra

01                   Sampaio Corrêa FE

01                   Quissamã FC

01                   Sendas Esporte Clube

01                   Villa Isabel Football Club

01                   Palmeiras Athletic Club

01                   CR Icarahy, de Niterói

01                   Americano Football Club, do Riachuelo

01                   Esperança Football Club, de Bangu

01                   Hellênico Athletic Club

01                   Metropolitano Athletic Club

01                   Mesquita

01                   Siderantim, de Barra Mansa

01                   Nacional FC, de Duque de Caxias

01                   Porto Alegre, de Itaperuna

01                   Tomazinho, de São João de Meriti

01                   União Nacional FC, de Macaé

01                   Rio das Ostras FC

01                   Ceres FC

01                   EC Barreira, de Saquarema

01                   EC Anchieta

01                   Atlético Clube Apollo, de Arraial do Cabo

01                   Rio de Janeiro FC

01                   Botafogo FC, de Macaé

01                   Angra dos Reis

01                   Independente, de Macaé

01                   Casimiro de Abreu

01                   CFZ

01                   Estácio de Sá

Memória do Futebo Cearense – Mitotônio e a panelada

No dia 1º de abril, Fortaleza amanheceu com a notícia que todos gostariam que fosse mentira. O ídolo alvinegro Mitotônio falecera poucas horas depois de defender o clube. O motivo: uma panelada mal digerida


Mitotônio chamava-se, na verdade, Antônio Edgar da Silveira e morreu com 35 anos Foto: do Mitotônio/Reprodução Marcos Campos) Parece mentira, mas não é. Na madrugada do dia 1º de abril de 1951, um dos maiores nomes do futebol cearense, o ponta-esquerda Mitotônio, do Ceará, faleceu em decorrência de uma tabelinha nada saudável: panelada e futebol. Principal ídolo dos alvinegros, dez anos de clube, Mitotônio decidiu almoçar panelada no dia anterior à sua morte e, pouco depois da refeição, uniforme no corpo, corria pelo time na vitória por 4 a 1 sobre o Gentilândia, no estádio Presidente Vargas, pelo Estadual do ano anterior.
No início do jogo tudo parecia normal para Mitotônio. Logo aos 6min, deixou sua marca de artilheiro, abrindo o placar para o Ceará com mais um de seus famosos “petardos”. Contudo, pouco depois, começava a sentir-se mal. Tentou atuar por toda a partida – na época não eram permitidas substituições – mas acabou permanecendo em campo apenas na primeira etapa, vencida por 3 a 0 pelo Vovô. No segundo tempo, o Alvinegro confirmou a vitória por 4 a 1. Mitotônio não viu o escore final. Neste momento já era atendido na Assistência Municipal, hoje Instituto José Frota.
O diagnóstico apontou congestão estomacal aguda, transformada em hemorragia, ocasionada pela refeição pesada e mal digerida. Como na época as equipes não contavam com departamentos médicos, muito menos com nutricionistas, Mitotônio não se preocupou em relatar o que almoçara pouco antes de encarar o sol de 16 horas no PV. O jogador chegou a ser liberado do hospital após o atendimento, mas, durante a madrugada, voltou a sofrer com dores estomacais e acabou falecendo em sua residência.
A morte trágica comoveu a cidade. “Foi um período de muita tristeza. O Ceará tinha muito mais torcida naquela época e todo mundo sentiu. Até porque ele era o ponta-esquerda da Seleção (Cearense)”, conta o ex-jogador Zé Cândido, contemporâneo de Mitotônio. “Ele era muito bom. Tinha um chute muito forte e fazia um lado esquerdo fatal no Ceará com o Hermenegildo”, completa.

Carreira
Mitotônio – na verdade, Antônio Edgard da Silveira – tinha 35 anos na época em que faleceu. Nascido em Granja, chegou à capital para atuar pelo Fortaleza, em 1938, participando discretamente do título leonino daquele ano – não possuía contrato formal com o time. Jogou no Tricolor até o início de 1941 quando o técnico Valdemar Santos (Gavião) brigou com a diretoria e foi para o Ceará, levando metade dos atletas.
No Vovô, Mitotônio ficou por dez anos quase ininterruptos, sagrando-se três vezes campeão cearense (1941, 42 e 48) e tornando-se um dos maiores ídolos da torcida alvinegra. A popularidade do ponta o levou a ganhar o concurs “Craque Mais Querido do Estado” e a figurar entre os vinte jogadores mais votados do País em promoção semelhante, promovida pelo Jornal dos Sports, do Rio de Janeiro. (Colaboraram os esquisadores Airton Fontenele e Cristiano Santos)

PERFIL DO MITOTÔNIO

Nome: Antônio Edgar da Silveira (Mitotônio)

Posição: ponta-esquerda

Nascimento: 22.2.1916

Falecimento: 1.4.1951

Times que defendeu: Fortaleza (1938-41); Ceará (1941-45; 1946-51) e Náutico (1945)

Títulos: quatro vezes campeão cearense (1938, pelo Fortaleza; e 1941, 42 e 48, pelo Ceará); Campeão pernambucano (1945, pelo Náutico)

CAMPEONATO CEARENSE – 1950

CEARÁ    4     X   1  GENTILÂNDIA

CEARÁ: Juju; Valdemar e Pedro Matos; Julinho, Marciano e Oxigenado; Mauro, Pipiu, Alencar, Pretinho e Mitotônio.

GENTILÂNDIA: Assis; Airton Monte e Zemilton; Deim, Otávio e Luizinho; Carlos, Aldo, Dedé, Gilson e Luiz.

Data: 31.3.1951 (o jogo valia pelo Estadual do ano anterior)

Local: estádio Presidente Vargas

Público: aproximadamente 2 mil pessoas

Árbitro: Raimundo Cunha Rola (Rolinha)

Gols: Mitotônio (6min 1ºT), Pretinho (14min e 29min 1º T) e Pipiu (42min 2ºT), para o Ceará; Luiz (8min 2ºT), para o Gentilândia.

Obs: Sentindo-se mal, Mitotônio não retornou a campo para o segundo tempo. Como não havia substituições na época, o Ceará continuou a partida com dez jogadores.

E +

Na época da morte de Mitotônio, o ex-jogador Airton Monte, que marcou o ponta no jogo fatídico, chegou a ser acusado de ter ocasionado a morte do atleta. “Andaram insinuando que tinha sido uma porradas que eu teria dado nele no jogo. Mas isso é de gente maldosa”, diz. “Eu nem toquei nele. Sempre marquei duro, mas com lealdade”, acrescenta.

– O Ceará não disputou o Estadual de 1945 – havia brigado com a Federação no ano anterior. Sem clube, Mitotônio e Hermenegildo, os dois melhores atletas do time, foram para o Naútico, de Recife. Ganharam o Campeonato Pernambucano daquele ano e voltaram para o Alvinegro em 1946.

– O ex-jogador Zé Candido atuou com Mitotônio no primeiro jogo do atleta pelo Fortaleza, em 1938. Ele conta que o atacante veio para o clube a convite do diretor leonino Lauro Martins, que também era natural de Granja. No Tricolor, o técnico Gavião se negou a colocá-lo no time principal. “O Gavião disse que não ia escalar um jogador que ele nunca tinha visto jogar e colocou ele no aspirante (que fazia a preliminar). Foi só o Mitotônio jogar uns 20 minutos e, do jeito que ele jogava, o Gavião colocou logo ele pro primeiro time”.

– Mitotônio chegou a ser escalado algumas vezes com o nome de Massantônio, em alusão ao centroavante de mesmo nome da seleção argentina de 1940. A apelido não pegou.

– O jogo em que Mitotônio faleceu era importante para o Ceará. O time precisava vencer para decidir o título na semana seguinte, contra o Ferroviário. Bateu o Gentilândia por 4 a 1 mas perdeu o Estadual na derrota por 1 a 0 para os corais.

– Conheça mais detalhes da história de Mitotônio nos livros “Ceará – Alegria do Povo”, de Haroldo Moura e “Ceará – Uma História de Paixão e Glória”, de Airton de Farias.

O último marcador do craque

O ex-jogador do Gentilândia e hoje pesquisador de futebol, Airton Monte, foi o responsável por tentar marcar Mitotônio na última partida do ponta-alvinegro – Ceará 4 x 1 Gentilândia, dia 31 de março de 1951, no estádio Presidente Vargas. Airton afirma que Mitotônio logo demonstrou não estar na melhor forma física, o que não impediu o alvinegro de anotar o primeiro gol do time na tarde de sábado.
Airton diz ter presenciado o lance que pode ter ocasionado a complicação no quadro de Mitotônio. “O Gentilândia foi ao ataque e eu apoiei pela direita. Aí perderam a bola e o Pipiu (ponta-direita do Ceará) veio no contra-ataque e chutou. A bola pegou no travessão superior e, na volta, ele (Mitotônio) aproveitou para cabecear e caiu de joelhos, com a mão na cabeça. Eu vinha correndo atrás dele e cheguei perto e perguntei: o que foi, Mitotônio?. Ele respondeu: rapaz, parece que enfiaram uma espada na minha cabeça”, relata.
Conforme Airton Monte, o lance aconteceu nos minutos finais da primeira etapa e Mitotônio permaneceu em campo até o intervalo. “Quando eu estava voltando para o segundo tempo, passei por ele e ele estava sentado do lado de fora do gramado, com os pés dentro de um buraco, porque tava tendo reforma naquela época. Eu perguntei se ele tinha melhorado, se ia voltar e ele disse “Vô não, vomitei como um todo”. Antes do término do jogo, Mitotônio já estava sendo atendido na Assistência Municipal.

Cidade de luto


Reprodução Marcos Campos/Banco de dados)

“Repercutiu dolorosamente no seio da família esportiva cearense o falecimento ocorrido ontem, às 3 horas da madrugada, do popularíssimo craque Mitotônio”. Foi desta maneira que a edição de O POVO de 2 de abril de 1951 noticiou o falecimento de Mitotônio. O texto explorou “a tristeza e espanto” com que a cidade recebeu a tragédia.

Uma casa para a viúva do craque

A comoção causada pela morte de Mitotônio veio acompanhada por uma série de homenagens ao atleta e promessas de ajuda a família dele. A principal foi a “Campanha da Gratidão”, lançada pelo Ceará. A idéia dos alvinegros era arrecadar donativos de torcedores do clube e demais desportistas para a construção de uma residência para a família do jogador, desamparada após o falecimento de Mitotônio.
“Uma casa para a viúva do craque”, estampou O POVO no dia do lançamento da ação, em 3de abril de 1951. Na época, uma comissão organizadora foi montada na sede do Vovô, então na avenida Senador Pompeu, para receber doações. No dia 7 de abril, o Vovô decidiria o título estadual do ano anterior com o Ferroviário, e os torcedores presentes ao estádio Presidente Vargas foram convidados a colaborar com a campanha. Foi sugerida a realização de um Torneio Início, com a verba arrecadada sendo revertida para a família de Mitotônio.
Não existem registros se a casa realmente chegou a ser entregue – nem a atual diretoria do Ceará possui a informação. O POVO noticiou que Mitotônio deixava uma esposa e três filhos, porém, nenhum parente do craque foi localizado. Em Granja, o filho de uma irmã de criação de Mitotônio, conhecido como Raimundinho, disse que tanto a mãe dele quanto o atleta foram criados por uma professora do município, de nome Joana Rita da Silveira.
Conforme Raimundinho, que classifica Mitotônio de “tio”, o jogador nunca foi casado oficialmente e não possui parentes consangüíneos em Granja. “Diziam que ele tinha esposa e dois filhos em Fortaleza. Mas, para a gente, ele era solteiro”.

 

Fontes: Jornal O Povo / http://memoriafutebolcearense.blogspot.com.br/

Grêmio Água Branca Futebol Clube – Osasco (SP)

O Grêmio Água Branca Futebol Clube é uma agremiação da Cidade de Osasco (SP).  A sua Sede fica localizado na Rua Melvin Jones, 60 – 1º – no Centro. O clube foi Fundado no dia  1° de Dezembro de 1976, por funcionários do Moinho Água Branca em Osasco.

As cores oficiais escolhidas foram o azul e branco. A intenção inicial da fundação deste agremiação foi inscrever a sua equipe no campeonato de futebol de salão (atual Futsal), já que a empresa possuía uma equipe muito forte, que participava de torneios amistosos na região metropolitana.

EM PÉ (Esquerda para a direita): Pereira, Rocha, Edu, Rubinho, Italiano, Gaúcho, Lucas, Tonigato e Maciel (Massagista); AGACHADOS (Esquerda para a direita): Castelo, Valdir, Tonhola, Dirceu, Fábio, Wágner, Caldeira e Vicente.

Em 1977 (foto acima), como a cidade não possuía uma equipe para disputar o futebol profissional e com o sucesso de sua equipe de futsal, seus dirigentes resolveram profissionalizar a equipe para as disputas do Campeonato Paulista da Terceira Divisão, mandando os seus jogos no Estádio Municipal Rochdale.  

Contudo, no ano seguinte (1978), foi o último ano do clube como equipe profissional, seus dirigentes decidiram acabar com a equipe de futebol e manter apenas o Futsal, inclusive, conquistando os títulos do Campeonato Paulista da modalidade em 1987 (vencendo a Telesp na decisão) e 1989 (batendo a Eletropaulo). O Grêmio Água Branca também possui dois vices: 1982 e 1985, sendo derrotado na final, em ambos, pelo Gercan.   

FOTO: site Terceiro Tempo

FONTE: Wikipédia

Quissamã e Audax Rio garantem acesso inédito à elite do futebol do Rio

Neste sábado (28/07/12), no primeiro dia da Olimpíada de Londres, a piauiense Sarah Menezes conquistou a primeira medalhada de ouro para o Brasil. Contudo, para dois clubes o dia dourado e inesquecível: Quissamã conquistou o título e o Audax Rio, de São João de Meriti, foi o vice-campeão do Campeonato Carioca da Série B.

Com isso, o Campeonato Carioca da Série A-2013 terão dois debutantes. Vale lembrar que agora, entre 1906 a 2013, serão as equipes de número 68 e 69 a participar de, pelo menos, uma edição do certame.

VITÓRIA, TÍTULO, ACESSO INÉDITO E FESTEJA, EM QUISSAMÃ   

Sem essa de cavalo paraguaio e de sempre bater na trave. De 2012 não passou. O Quissamã é o campeão da Segundona e, consequentemente, está na elite do futebol do Rio de Janeiro na próxima temporada. O título veio neste sábado (28/07/12) em grande estilo: com o Carneirão lotado e vitória por 2 a 0 diante do Barra Mansa, gols de Edson e Bruno Reis.

Com a tarefa mais fácil entre os postulantes ao acesso, o Alvianil tratou de começar o serviço logo aos seis minutos de jogo. Vinícius cobrou falta para a área, Cleiton cabeceou, a bola acertou a trave e, no rebote, o zagueiro Edson apareceu com o oportunismo de um atacante para abrir o marcador.

A vitória dava o título ao Quissamã sem depender de outros resultados (o acesso viria até mesmo com um empate). Porém, o Alvianil jogava com raça e queria mais para se despedir com chave de ouro da Segunda Divisão. A pressão, mesmo com cautela, acontecia, e Douglas quase fez em cobrança de falta.

E, aos 17 do segundo tempo, um prêmio para Bruno Reis, que jogava improvisado na lateral depois da lesão de Fred. Após cobrança de escanteio, ele apareceu, de cabeça, para marcar o segundo. Já que o jogo estava resolvido, restou ao Quissamã tocar a bola e aguardar o apito de Pathrice Maia, que veio aos 45 minutos.

Ao fim do jogo, a torcida invadiu o campo, comemorou com os jogadores e, em seguida, partiu para uma carreata em um trio elétrico até o Centro da cidade. A festa na Terra do Côco não tem hora para acabar. Em 2013, o Quissamã FC estará, pela primeira vez, na elite do futebol carioca.

Diante do término do Campeonato Carioca da Série B 2012, o Quissamã volta a campo em setembro para disputar a Copa Rio, no grupo que conta também com Duque de Caxias, Goytacaz, Resende e Macaé Esporte.

 

QUISSAMÃ F.C.                  2          X         0          BARRA MANSA F.C.

Local: Estádio Antonio Carneiro, Carneirão, em Quissamã (Norte Fluminense do Rio)

Público e Renda: 360 pagantes / R$ 2.950,00

Árbitro: Pathrice Walace Corrêa Maia

Auxiliares: Ricardo Dourado e André Luiz Segundo

Cartão amarelo: Oliveira (Quissamã)

Cartão vermelho: Dalbert (Barra Mansa)

QUISSAMÃ: Ricardo; Fred (Oliveira), Edson, Douglas (Michel) e Vinícius (Thiago Reis); Ricardinho, Cleiton, Bruno Reis e Thiaguinho; Catitu e Fabrício. Técnico: Paulo Henrique.

BARRA MANSA: Magno; Brasinha, Felipe, Thiago e Arimax; Bruno Pereira, Vinícius (Dalbert), Franklin e Paulo Victor (Edvaldo); Bahia e Renan (Maranhão). Técnico: Luiz Fernando Irala.

Gols: Edson aos 6 minutos do 1º tempo; Bruno Reis aos 17 minutos do 2º tempo

 

 

 

MESMO COMO VISITANTE, AUDAX GOLEIA E COMEMORA O ACESSO

Com a vitória do Quissamã restava à última vaga, entre o Audax e Goytacaz, que derrotou o Tigres por 3 a 2. O jogo do Audax era complicado, enfrentando o São João da Barra, fora de casa. Porém, a equipe meritiense mostrou ser merecedor e conquistou uma vitória incontestável pelo placar de 4 a 1, no Estádio Municipal Manoel José Viana de Sá, assegurando outro inédito acesso a elite do futebol do Rio, no próximo ano.

 Precisando da vitória para assegurar vaga na Série A, sem depender do resultado do Goytacaz, o Audax Rio adotou uma postura ofensiva do início ao fim do jogo. E, logo aos oito minutos, aproveitando rebote da zaga, Léo Inácio bateu da entrada da área e abriu o marcador.

 Aos 20, após cobrança de escanteio pela esquerda de Johnatan, Allan subiu mais que a zaga adversária e testou forte para marcar o gol de empate do São João da Barra.  Com o jogo aberto, os dois times criaram muito e tiveram boas chances de gol, mas coube a Hyuri desempatar para o Audax, nos acréscimos da etapa inicial, desviando lançamento da esquerda.

 No segundo tempo, aos 21, Denílson aproveitou passe que veio da direita e ampliou.  Dez minutos depois, Wellington mostrou oportunismo ao roubar a bola de Allan e invadir a área para decretar a vitória do Audax Rio, marcando o quarto gol e dando números finais à partida.

 

SÃO JOÃO DA BARRA    1          X         4          AUDAX RIO

Local: Estádio Municipal Manoel José Viana de Sá, em São João da Barra (Norte Fluminense)

Público e Renda: 744 pagantes / R$ 5.940,00

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães

Auxiliares: Marcelo da Silva Cardoso e Claudio Batista Ribeiro

Cartões amarelos: Johnatan, Allan e Lourival (São João da Barra) e Robertinho (Audax)

Cartão vermelho: Johnatan (São João da Barra)

AUDAX RIO: Paulo, Robertinho, Marquinhos, Pedrão e Adriano; André, Arnon, Wellington (Foster) e Léo Inácio; Denílson (Nélio) e Hyuri (Elton). Técnico: Maurício Barbieri.

SÃO JOÃO DA BARRA: Borges, Johnatan, Allan, Júnior e Wallace (Carlos Meira); Joel (Jairo), Alex Sassá, Renato (Lourival) e Rondinelli; Thiago Trindade e Lourival. Técnico: Luis Antônio Zaluar.

Gols: Léo Inácio aos 8 minutos; Allan aos 20 minutos; Hyuri aos 46 minutos do 1º tempo; Denílson aos 21 minutos; Wellington aos 31 minutos do 2º tempo

 

 Fontes: Vitor Costa / Fábio Menezes

Foto: Fábio Menezes

Serra Negra Esporte Clube – Serra Negra (SP)

O Serra Negra Esporte Clube é uma agremiação do Município de Serra Negra (SP). O clube foi Fundado no dia 17 de Novembro de 1950. A sua Sede fica localizada na Avenida José O Bruschini Silveira, 186 – no Centro de Serra Negra.

O Serra Negra E.C. participou 11 vezes nas competições profissionais. A sua história começou no Campeonato Paulista da Quarta Divisão (atual B) em 1966, sempre mandando os seus jogos no Estádio Antonio Barbosa Pinto da Fonseca, Barbosinha, com capacidade 3.200 pessoas.   

Após 13 anos, o SNEC disputou o Paulistão da Quinta Divisão (atualmente extinta) em 1979. por fim, uma sequência de nove edições doCampeonato Paulista da Terceira Divisão (atual Série A-3) em 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1987, 1988, 1990 e 1991.

Atualmente o Serra Negra Esporte Clube, que possui uma bela sede social, participa apenas de competições de futebol amadoras da região com a promessa de um dia retornar ao futebol profissional.

 

Fonte: Wikipédia 

Ginásio Pinhalense de E.A. – Espírito Santo do Pinhal (SP)

 
O Ginásio Pinhalense de Esportes Atléticos é uma agremiação do município de Espírito Santo do Pinhal (SP). O clube foi Fundado no dia 17 de Julho de 1937. A sua Sede fica localizada na Avenida Oliveira Mota, 01 – Centro. O time mandava os seus jogos no Estádio Municipal Fernando Costa com capacidade para 5 mil pessoas.
 
O clube debutou no futebol profissional em 1948, repetindo o feito em 1949 e 1950. Depois de 25 anos de paralisação, retornou em 1976. Teve mais de 15 participações no Campeonato Paulista de Futebol, a maioria na Segunda Divisão (atual A2). 
 
Em 1977, até então sua única participação Campeonato Paulista da Terceira Divisão (atual Série A-3), sagrou-se campeão, seu único título, retornando à divisão de acesso. Após mais algumas tentativas em divisões menores, já no século 21, solicitou licença na FPF, e, depois, o afastamento provisório.
 
Apesar de estar inativo, há a possibilidade do Ginásio Pinhalense de Esportes Atléticos  retornar, sobretudo,  após o município ter inaugurado as novas instalações de um estádio mais moderno, no caso, o Prefeito José Costa, para mais de 15 mil pessoas, ou seja, cabe nele, pelo menos, um terço da população da cidade de Espírito Santo do Pinhal. 
 
 
Fonte: Wikipédia

Garça Futebol Clube – Garça (SP): Fundado em 1965

 
Garça Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Garça (SP). O clube foi Fundado em 1932, e depois foi refundado em 15 de Fevereiro de 1965. A sua Sede fica localizada na Rua Maria Isabel, 389 – Centro de Garça.
 
O Estádio Municipal Frederico Platzeck com capacidade para 6.630 pessoas, é casa do Garça. A sua maior glória foi o título do Campeonato Paulista da Terceira Divisão (atual Série A-3) de 1969. O Garça também possui dois vices no Paulistão da Série A-2: 1972 e 2000.
 
HISTÓRIA
Em 1932, havia na cidade paulista de Garça uma antiga agremiação chamada Garça Futebol Clube. Esse time disputava com outro, o Bandeirantes Futebol Clube, as atenções dos torcedores na cidade.
 
Nos anos de 1950, surgiu uma outra equipe com o nome Bandeirantes, mas era a Associação Atlética, que disputou o Campeonato Paulista da Terceira Divisão (atual A3), em 1956 e em 1958, e é um clube extinto.
 
Em 1942, Garça Futebol Clube e Bandeirantes Futebol Clube resolveram pela fusão de ambas as equipes, daí surgiu o Clube Atlético Brasil.
 
Entretanto, em 1943, houve a necessidade de esse novo time voltar a se identificar com o nome da cidade e passou a se chamar Garça Esporte Clube.
 
Em 1965, adota o nome que permanece até os dias de hoje, ou seja, voltou com o primeiro nome do início de sua origem nos anos 30. O Garça Esporte Clube, como equipe profissional, iniciou sua jornada em 1950, na Segunda Divisão (atual A2), e permaneceu até 1960, com uma ausência em 1953.
 
De 1961 a 1964, afasta-se. Em 1965, já como Garça Futebol Clube, reinicia sua jornada e sagra-se campeão da Terceira Divisão, em 1969, e retorna para a Segunda, em 1970, permanecendo nela até 1976.
 
Depois de mais algumas participações na Terceira Divisão, voltou para a divisão de acesso em 1985. Ao todo, totalizou 41 participações nos campeonatos organizados pela Federação Paulista.
 
 
Fontes: Almanaque do Futebol Paulista / Wikipédia