Arquivo da categoria: Curiosidades

Atlântico Futebol Clube – Recife (PE): Fundado em 1939

Atlântico Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). ‘Os Marítimos’ foi  Fundado no dia 20 de Março de 1939. A Sua Sede ficava na Rua Imperial, s/n – no Bairro São José, no Recife. Até 1944 o time era alviverde e a partir de 1948 mudou de cor, passando a ganhar mais uma alcunha: Alvirrubro Suburbano. Outra mudança foi de endereço, passando para Travessa do Raposo, 101 – Bairro de São José, no Recife.

Nos anos 40 foi uma das principais forças do futebol pernambucano da Segunda Divisão, conquistando diversos títulos.

Time-base de 1944: Dedé; Toinho e Aranha; Joãosinho, Hipólito e Didi; Zé Pretinho, Fernando, Mário, Abelardo e Djalma.

FONTE: Diário de Pernambuco

Società Sportiva Palestra Itália – Belo Horizonte (MG): Década de 30

A Società Sportiva Palestra Itália (atual Cruzeiro Esporte Clube) foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). O clube ítalo-brasileiro foi no domingo, do Fundado no dia 02 de Janeiro de 1921. O nome e as cores (verde, branca e vermelha) foi uma homenagem da colônia italiana a “Terra da Bota“.

Com esta nomenclatura o Palestra disputou a elite do futebol mineiro em 21 oportunidades: 1921, 1922, 1923, 1924, 1925, 1926, 1927, 1929, 1930, 1931, 1932, 1933, 1934, 1935, 1936, 1937, 1938, 1939, 1940, 1941 e 1942.

Ao longo de pouco mais de duas décadas, o Palestra Itália conquistou Cinco vice-campeonatos (1922, 1924, 1931, 1932 e 1934) e Quatro títulos, sendo um legitimo Tri (1928, 1929, 1930 e 1940).

Mudança de nome, em 1942

A Segunda Guerra Mundial fervilhava na década de 40. Quando o Brasil declarou guerra ao Eixo, o governo de Getúlio Vargas proibiu determinou as mudanças de nomes que fizessem menção direta ou indireta à Itália, à Alemanha e ao Japão.

Com essa ordem, o clube mineiro fez uma assembleia, que contou com a presença dos seus sócios e dirigentes, no dia 7 de outubro de 1942, e ficou definido que o clube deixava de ser Società Sportiva Palestra Itália, passando a se chamar Cruzeiro Esporte Clube.

Além da alteração, o clube mineiro escolheu o novo nome como uma ‘homenagem’ ao símbolo maior da pátria, a constelação do Cruzeiro do Sul, como uma forma de demonstrar patriotismo e, consequentemente, evitar qualquer tipo de perseguição do governo federal.

A ideia do novo nome foi uma ideia do ex-presidente do Clube, Oswaldo Pinto Coelho. Vale lembrar que há seis anos (2009), o Cruzeiro usou uma camisa com o escudo do Palestra no lado direito do peito e o distintivo atual do lado esquerdo, em homenagem a história da Raposa.

PS: O escudo postado é diferente do conhecido, no que tange as fontes!

FONTES E FOTOS: Site do Cruzeiro E.C. – Wikipédia – Folha Esportiva – Blog Stadium VarginhenseFoto colorizada por Danilo dos Santos Cruz

Clube Atlético Belenenses – Belém (PA): Fundado em 1958

Apresento abaixo o escudo e o uniforme do Clube Atlético Belenenses, da cidade de Belém. Há registros que apontam que o time foi fundado em 06 de abril de 1958, por marinheiros da Base Naval de Belém (hoje CIABA). Sua sede ficava no bairro do Tapanã, subúrbio de Belém. Em outubro de 1960, o time se fundiu com o Salvador Atlético Clube, e mudou de nome, virando Salvador Atlético Belenenses. (NOTA: o Atlético é sem “H”). Essa mudança se deveu por conta das péssimas campanhas que o clube vinha fazendo, e a fusão foi uma tentativa de dar um gás ao clube, porém, o resultado foi ruim.

O time participou dos estaduais de 1958, 1959, 1960 e 1961. Nos dois´últimos anos de sua participação, campanhas pífias: 9º lugar em 60 e 11º em 1961. Em 60, o clube provocou uma das maiores confusões do futebol paraense: o time conseguiu uma vitória histórica em cima do Paysandu, por 3×1, porém, o jogador Dalmério da Luz estava irregular. O Paysandu conseguiu os pontos dessa partida (imputados via TJD). Porém, Remo e Avante, antes dessa confusão, já haviam decidido o segundo turno, e o Remo havia sido “campeão” de 1960. Resultado: Remo, Paysandu (com os pontos concedidos) e Avante tiveram que jogar uma fase extra, para decidir quem seria o campeão do segundo turno. O Paysandu ganhou o título, mas perdeu a finalíssima para o Remo, que ganhou o troféu da temporada. O último jogo do clube por um campeonato estadual foi em 29 de outubro de 1961, onde o rubro-negro venceu o Júlio César, por 2×1.

Informações extras:

Pela maioria de 72 votos, contra 35, na assembleia geral da Federação Paraense de Desportos, o Salvador Atlético Belenenses foi admitido na 1ª Divisão e disputará o certame principal do corrente ano. O Atlético Belenenses, que tem as cores vermelha e preta, é constituído em sua maioria, pelo pessoal da Marinha e Fuzileiros dos navios PT55 e Tapana. Para iniciar o campeonato, em igualdade de condições com seus co-irmãos veteranos, o clube empenha-se agora, no trabalho de organização do seu elenco, já tendo contratado alguns elementos de prestígio no futebol guajarino.  Assim é que, já lhe pertence, Isaias, pelo qual pagou 12 mil cruzeiros ao Armazenador; Morais Sales e Baima, do Combatentes, que custaram 15 mim e Lazaro, Epifanio, Tote, Américo e Paca, do Pinheirense, por 25 mil. Por último, está tentando negociar com o Paysandu, respectivamente, por 10 e 35 mil cruzeiros, os passes do goleiro Dodó e do zagueiro Manuelzinho.

*Retirado de www.futebolnacional.com.br

Redesenho: Sérgio Mello.

 

Torneio dos Campeões do Norte de 1952

O Torneio dos Campeões do Norte, foi realizado em 1952. A competição contou com a presença de oito clubes campeões (sete do Nordeste e um do Norte) da temporada anterior:

Tuna luso Comercial (PA);

América de Natal (RN);

Associação Desportiva Confiança (SE);

Ceará SC (CE);

CRB (AL);

Náutico (PE);

Treze FC (PB) e

SC Ypiranga (BA).

O destaque da competição pelo Diário de Pernambuco foi bacana. Outro fato interessante foram os escudos, uma vez que, praticamente todos, são um pouco diferente dos distintivos conhecidos.

FONTE: Diário de Pernambuco  

Auto Esporte Clube – Recife (PE): Fundado em 1922

O Auto Sport Club (Auto Esporte Clube) foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). Conhecidos por algumas alcunhas, como ‘Meninos da Gasolina’, ‘Motoristas’ ou ‘Alvi-azulino’, o clube foi Fundado na quinta-feira, do dia 05 de Janeiro de 1922, por motoristas de carro de aluguel (na época, hoje táxis).

O Auto também possuía categoria de base, onde disputavam os estaduais juvenis. Em 1927, ingressou na Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT). Foi reorganizado em 1939, com a sua Sede localizada na Avenida Rio Branco, 66 – 1º andar, no Recife.

Time-base de 1939: Milton; Carlos Bomba e Novato; Leleco, Aprígio e Tota; Arnulpho, Zéleanda, Côco, Nepomuceno e Gerson.

MUDANÇA DE NOME GERA RENUNCIA DO PRESIDENTE

Na sexta-feira, do dia 04 de Julho de 1952, o então presidente do Auto Esporte, Osano Braga convocou uma assembleia para propor a mudança de nome. Caso fosse aceita, o clube passaria a se chamar Associação Esportiva do Comercio.

Segundo o dirigente, a mudança tinha o objetivo de atrair comerciantes de diversas classes sociais, uma vez que até aquele momento apenas 15 sócios contribuíam mensalmente pertencentes a classe dos motoristas.

Foi uma batalha dura e acirrada que terminou a uma hora da manhã de sábado. Com a presença de 91 sócios. No final, a proposta foi rejeitada e o nome Auto Esporte foi mantido. Em consequência do resultado Osano Braga renunciou a presidência. Com isso, o vice-presidente do Conselho Deliberativo, Laércio Sampaio assumiu provisoriamente o cargo vago.

Sete dias depois, no dia 11 de julho de 1952, foi realizada novas eleições para a presidência, e, teve como vencedor Aldemar Costa Almeida. Rubens Morais assumiu a vice-presidência.

CRISE

Em 1951, o clube já acusava o golpe por não ter uma sede própria e contava com a ajuda do governo para equacionar essa questão. Em 14 de janeiro de 1953, numa ampla reportagem do Diário de Pernambuco, dava conta que os anos de más administrações estava levando o clube ao precipício.

Os jogadores não estavam mais concentrando, não recebiam sequer o café da manhã, entre outras carências. Diante desse quadro, alguns dirigentes já ventilavam que a extensão era o caminho eminente.

Contudo, com a eleição de Rosemiro Rodrigues para a presidência em 1953, o Auto Esporte esboçou uma melhora. No dia 18 de outubro do mesmo ano, o clube inaugurou a sua nova Sede na Avenida Visconde Suassuna, 808, no Bairro de Santo Amaro, no Recife, ganhando o singelo apelido de o ‘Palacete dos Motoristas‘.

No entanto, em junho de 1957, a crise ganhou proporções ao ponto do dirigente, Manoel Espinelli ter afirmado que o clube estava prestes a fechar as portas, devido as dividas. Dois meses depois, em Assembleia geral na Sede da Federação Pernambucana de Desportos (FPD), a entidade decidiu congelar os débitos do Auto Esporte até 1958. Essa decisão foi tomada após o clube ter pedido o afastamento do campeonato.

DEPUTADO, COM O DINHEIRO DO POVO, TENTOU AJUDAR O CLUBE

O Deputado Alcides Teixeira encaminhou a Assembleia Legislativa de Pernambuco, no dia 29 de agosto de 1957, um requerimento pedindo a abertura de um credito especial de 30 mil cruzeiros (com o dinheiro do povo!!) para atender as despesas do Auto Esporte

 

1958: O COMEÇO DO FIM

Apesar de todas as tentativas, o Auto Esporte não conseguia fugir da crise financeira e, cada vez mais, se aproximava do seu fim. O Diário de Pernambuco, assim noticiou na  quarta-feira, do dia 26 de fevereiro de 1958, quando o clube acusou o golpe:

Tendo em vista que não dispõe de condições para continuar disputando o certame da Primeira Divisão e como não tem como pagar o débito que possui com a F.P.F. (Federação Pernambucana de Futebol), o Auto Esporte acaba de dispensar todos os jogadores.

Ocorre assim o primeiro desfalque no grupo de concorrentes ao certame final da cidade, fato até certo ponto lamentável, uma vez que os alvi-azulinos já se tornaram tradicionais nas nossas canchas.

O desaparecimento do Auto Esporte Clube poderá marcar o início de uma nova etapa no futebol pernambucano, que terá  que se reger por bases mais sólidas futuramente“.

Apesar dessa decisão, A FPF fez a última tentativa de não deixar o Auto Esporte sucumbir e fez diversas concessões. Já em frangalhos,  o ‘Motoristas’ conseguiu montar um time com jogadores que não tinham arrumado outro time e disputou o Estadual. No começo contava com apenas sete jogadores que posteriormente foram agregados com juvenis. Na estreia, sofreu uma sonora de 7 a 0 para o Náutico, demonstrando como seria o certame. Apesar de todo esforço o panorama não se alterou, e o clube passou a se mudar para outros bairros, disputando competições amadoras até fechar as portas no final de 1970.

 

PARTICIPAÇÕES ESTADUAIS

8 participações na 1ª divisão do pernambucano: 1951: 5° (em 5 participantes); 1952: 5° (em 7); 1953: 4° (em 7); 1954: 5° (em 7); 1955: 8° (em 8); 1956: 8° (em 8); 1957: 8° (em 8); 1958: 9° (em 9).

Nessas 8 participações fez 131 jogos, com 18 vitórias, 21 empates, 92 derrotas, 122 gols pró, 367 gols contra, saldo negativo de 245 gols.

 

TÍTULOS

Campeão Estadual de Amadores: 1950

1 vez campeão do Torneio Início: 1951 (ano de estreia na 1ª divisão do estadual).

DÉCADA DE 50: AMISTOSOS CONTRA EQUIPES PARAIBANAS

31 de outubro de 1954 – Auto Esporte-PB 3 x 1 Auto Esporte -PE, em João Pessoa.

Em 1951 – Auto Esporte-PB 1 x 1 Auto Esporte -PE, em João Pessoa.

13 de julho de 1952 – Treze-PB 2 x 1 Auto Esporte-PE, em Campina Grande.

21 de setembro de 1952 – Treze-PB 0 x 1 Auto Esporte-PE, em Campina Grande.

02 de março de 1953 – Treze (PB) 3 x 2 Auto Esporte (PE), em Campina Grande

18 de abril de 1954 – Botafogo  (PB) 4 x 1 Auto Esporte (PE), em João Pessoa

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco

Odeon Futebol Clube – Recife (PE): Fundado em 1933

O Odeon Futebol Clube é uma agremiação da cidade do Recife (PE). O “Papai Velho” foi Fundado no dia 20 de Novembro de 1933, por um punhado de desportistas e funcionários da Fábrica Souza Cruz, , à frente Mr. Mallton (1º Gerente da Cia. Souza Cruz, no Recife), afora Arlindo Gonçalves dos Santos e Manoel da Hora. Lembrando que o nome do clube era de uma marca de cigarro famosa à época, cujo rótulo vermelho e branco foi as cores até  1942, quando trocou para Alvianil.

O clube teve algumas sedes como a Rua da Esperança, 590 – Bairro Barro; em 1936, se mudou para a Rua do Hospício, 104 – 1º  andar, no Bairro de Boa Vista; depois sábado, no dia 07 de Setembro de 1940, se transferiu para o Largo  Villa de São Miguel, 54, no Bairro de Afogados; por fim, aRua São Miguel (Antiga praça de esportes do Santa Cruz), em Afogados.

A Sede no Largo Villa de São Miguel, 54, no Bairro de Afogados, ainda existe, mas num total estado de abandono

HISTÓRIA

A ideia da fundação surgiu dentro da Cia. Souza Cruz, nos ano 30. Após um almoço no pátio da firma em 20-11-1933, com os desportistas citados acima ficou decidido a oferecer aos funcionários uma agremiação esportiva que viesse a uni-los em torno do ambiente de trabalho. Apesar de um clube pequeno, possuía uma boa estrutura, tendo categoria de base (Infantil e Juvenil), o seu campo ficava no Ipiranga.

O “Papai Velho” Ingressou na Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT), na década de 30. No domingo, 17 de dezembro de 1939, o Odeon FC conseguiu vencer o forte Santa Cruz FC, em amistoso, pelo placar de 1 a 0. Resultado este muito comemorado e relembrado por muitos anos.

Em 1942, devido ao Decreto Lei 3.199, que não permitia que na mesma cidade houvesse mais de um órgão organizador de clubes de futebol, o Odeon seguiu juntamente com a maioria das agremiações e ingressou na Federação Pernambucana de Desportos (FPD). Nesse período o Odeon já andava com as próprias pernas, sem nenhuma ajuda da Cia. Souza Cruz.

O Odeon disputou o Campeonato Suburbano  de 1939, 1944 a 1953. Vale ressaltar que a competição em 1943, ganhou dezenas de novos participantes, e a Federação Pernambucana de Desportos (FPD), alterou a nomenclatura, criando os campeonatos da Segunda e Terceira Divisões.

Logo de cara, o Odeon obteve o seu maio êxito, ficando com o vice do Torneio Início da 3ª Divisão, em 1943. Na decisão, acabou perdendo para o São Paulo FC, de Água Fria pela contagem de 1 a 0.

Em 1946, o Odeon ficou com o vice-campeonato da Segunda Divisão, perdendo a final para o Atlântico por 1 a 0 (o Atlântico com essa conquistase sagrou tricampeão da Segundona).

A partir de 1944 até 1977, o Odeon foi figurinha assídua no Campeonato da Segunda Divisão, organizado pela Federação Pernambucana de Desportos (FPD), mas sem nenhum destaque. No fim da década de 70, sem Sede e apoio financeiro o Odeon sobreviveu graças há alguns abnegados. Após mudar de Sede e trocar a cor pelo alvinegro, ainda participa do Campeonato Recifense de Futebol Amador, organizado pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF).

Time-base de 1938: Waldomiro (Biu de Vita); Vavá e Caçamba; Zede-Sena (Nicomedes), Pirá (Bebé) e Amaro; Peinha (Bocão), Toddy, Calangro (Humberto), Popó e Louro.

Time-base de 1940: Inaldo; Vajada e Walfrido; Bocão, Pirá e Lula; Louro, Calangro, Peinha, Lula II e Toddy.

Time-base de 1944: Inaldo; Caçamba (Humberto) e Vajada; Tody (Severino), Jota (Distinto) e Bastião (Elier); Zé Honorato (Norato), Raw (Gerson), João de Souza, Lula e Goiaba (Louro). Técnico: Toddy

Time-base de 1945: Zé Lopes; Caçamba (Peinha) e Humberto; Batistão (Vadinho), Coló e Tody (Pirombá); Raw, Louro, Capiroto, Amaro e Zezinho. Técnico: Toddy

Time-base de 1946: Valdomiro; Caçamba e Humberto; Djalma,  Bocão e Amaro; Celé, Raw, João, Zezinho e Toddy. Técnico: Toddy

Time-base de 1949: Vila; Vajada e Cula; Góis, Nonato e Milton; Caçamba, Geninho, Morais, Amaro e Souza.

Time-base de 1953: Carioca (Zé Firmino); Capirôto (Tim) e Wilton (Caçamba); Siqueira, Fernando (Zezé) e Cula; Santos (Dedinho), Juarez (Clóvis), Silva (Benício), Raminho e José (Saranda).

Time-base de 1954: Dirceu; Almerindo e Luiz; Fernando, Lídio e Nicolau; Valdemiro, Alderico, Juarez e José.

 

PS.: Possivelmente a mudança da cor vermelha pela azul, tenha relação direta com a Fábrica Souza Cruz, que trocou a sua cor pelo anil. O escudo foi inspirado na logomarca da empresa. Tenho quase certeza que o uniforme e escudo antes de 1942 era praticamente igual, só trocando o azul pelo vermelho. Contudo, “quase certeza” não é a mesma coisa de se “ter certeza”, por isso, não redesenhei este primeiro modelo.

 

FONTES: A Província – Jornal de Recife – Diário de Pernambuco

Vera Cruz Futebol Clube – Caruaru (PE): Tricampeão Citadino na década de 50

O Vera Cruz Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Caruaru (PE). O Tricolor Caruaruense foi Fundado no dia 13 de Setembro de 1941. A sua Sede ficava localizada na Rua Preta, s/n – Caruaru.

O clube logo após a sua fundação se filiou a Liga Desportiva Caruaruense (LDC). O seu grande momento veio na década de 50. Diante de oponentes de peso, como o Central e o Comércio, o Vera Cruz chegou ao Tricampeonato Citadino em 1955, 1956 e 1957.

O título de 1957, ganhou destaque, uma vez que neste ano a cidade de Caruaru comemorava o seu centenário de fundação. Vários jornais pernambucanos deram destaque, como o Diário de Pernambuco como podemos ver abaixo

Segundo alguns pesquisadores, o declínio do Vera Cruz começou com a ascensão do Central de Caruaru, que passou a participar do Campeonato Pernambucano.

FONTES: Wikipédia – Diário de Pernambuco

Atlético Liberato de Castro – Belém (PA): escudo oficial

Amigos, depois de meses de pesquisa e de buscas, finalmente encontrei o escudo oficial do Atlético Liberato de Castro. A descoberta foi graças ao relato de um jornalista (Edson Silva), que viu o clube jogar em sua adolescência. O RubroVerde do bairro da Matinha (hoje Fátima) foi fundado em 15/07/1957, e começou sua história no amadorismo. Em 1960, o clube participou do seu primeiro estadual, e conseguiu resultados expressivos, como a goleada de 9×2 diante do Yamada, 8×1 no Belenenses e o histórico 3×0 diante da Tuna Luso e 0x0 contra o Paysandu.

Além de 1960, o time participou dos estaduais de 1961, 1962, 1963, 1965, 1966, 1967, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979  e 1980. Abaixo segue uma foto do time em 1960.