

FONTE: Revista Suburbana


FONTE: Revista Suburbana

O Yolanda Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no dia 1º de Setembro de 1915, tinha a sua Sede na Rua João Vicente, nº 155, no Bairro de Madureira, na Zona Norte do Rio.
Se filiou à Associação Athletica Suburbana, na segunda-feira, no dia 11 de Abril de 1918, onde disputou o Campeonato da AAS até 1922. O Yolanda se fundiu com o SC Ypiranga, da Liga Metropolitana.
No dia 07 de Abril de 1933, um grupo de antigos associados e adeptos do Yolanda resolveram reabri-lo, tendo Ernesto Loureiro como presidente. No entanto, o retorno teve breve, fechando em seguida em definitivo.
Time de 1917: Aviador; Christovão e Nonô; Sito, Ergulino e Octavio (Cap.); Frer, Creança, Buluca, Barriga e Nictheroy.
Time de 1922: Rosas; Pipio e Virgilio; Arlindo, J. Silva e Tito; Mario, Nelson, Severo, Eduardo e Nonô.

Time posado de 1922
FONTES: O Imparcial – Jornal dos Sports – O Paiz – Revista Suburbana

O Oliveiras Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). O clube Alvianil foi Fundado no Sábado, do dia 12 de Junho de 1926, por operários da Fábrica de Vidros Orion, denominado como Orion Football Club.
O clube existiu com essa nomenclatura até 1929, quando a diretoria optou em dar outro nome com o intuito de não criar nenhum vinculo com a empresa, construindo assim uma identidade própria.
A Sede ficava na Travessa Carlos Gomes, nº 17, no Bairro Santana, e depois passou para a Travessa Nossa Senhora da Conceição, nº 08, em Niterói. Por um tempo ele teve um campo na Rua Dr. Benjamin Constant, no Bairro Largo do Barradas.
O Oliveiras teve um rival ferrenho: Espírito Santo Futebol Clube, do Bairro da Engenhoca. Em 1937, o Oliveiras participou da fundação da Associação Nictheroyense de Atletismo junto com os grandes clubes da cidade.
A sua trajetória futebolística foi animadora, afinal Oliveiras disputou diversos amistosos, vencendo e empatando, inclusive diante das grandes forças. Em suma: vencer que é bom o Oliveiras, ninguém conseguia.
Esse sucesso criou um incomodo. Então, nos bastidores os clubes grandes de Niterói se articularam a fim de alijar o Oliveiras, que no final das contas acabou saindo.
Posteriormente, o Oliveiras foi bicampeão do Campeonato Niteroiense da Segunda Divisão, nos anos de 1942 e 1943. Novamente, por “detrás dos panos”, os “homens da Cartola” mexeram os “paulzinhos” e não deixaram que o Oliveiras tivesse o direito legitimo do acesso.
Após muita luta, o clube conseguiu o acesso em 1947, e, de cara, ficou com o vice-campeonato do Campeonato Niteroiense da Primeira Divisão, daquele ano. Depois de três temporadas, o Oliveiras se sagrou campeão do Campeonato Niteroiense da 1ª Divisão, em 1951, e vice-campeão em 1952.
Em 1955, voltou a conquistar o título. Mas naquela edição, o futebol niteroiense tinha duas com competições: o Amador (vencido pelo Oliveiras), e o Profissional (onde o Fonseca foi o campeão).
O final da linha do Oliveiras Atlético Clube foi ironicamente o começo de uma das maiores obras feitas no Brasil: a Ponte Rio-Niterói, que iniciou as obras em janeiro de 1969 e foi concluída no dia 04 de março de 1974. As obras praticamente extinguiu o Bairro Santana. Quarenta e três anos depois, o Bairro de Santana se resume a um monte de pista de acesso e algumas casas pobres.
FONTE: O Fluminense

O Torneio Início da 3ª Copa do Vale do Paraíba, promovido pela Federação Fluminense de Desportos (FFD), foi realizado no domingo, do dia 14 de Agosto de 1966, no estádio da Rua Marechal Floriano, em Três Rios/RJ.
O Campeão foi o Central Sport Club de Barra do Piraí que ficou com a Taça Heleno Nunes e o Troféu Hedyl Coróa. Diante de um bom público, a Renda ficou em Cr$ 880 mil cruzeiros.
A competição contou com a participação de seis equipes:
América Futebol Clube (Três Rios);
Associação Atlética Barbará (Barra Mansa);
Barra Mansa Futebol Clube (Barra Mansa);
Central Sport Club (Barra do Piraí);
Entrerriense Futebol Clube (Três Rios);
Royal Sport Club (Barra do Piraí).
| América/TR | 0 | X | 1 | Royal SC | Gol de Kleber |
| Central SC | 0 | X | 0 | Barra Mansa FC | 3 a 2 para o Central, nos pênaltis |
| AA Barbará | 0 | X | 0 | Entrerriense FC | 5 a 4 para o Entrerriense, nos pênaltis |
| Central SC | 0 | X | 0 | Royal SC | 4 a 3 para o Central, nos pênaltis |
| Central SC | 1 | X | 0 | Entrerriense FC | Gol de Garrinchinha |
No jogo de abertura, o Royal venceu o América de Três Rios pelo placar de 1 a 0. O único gol do jogo, foi marcado por Kleber aos 10 minutos do 1º tempo. Jubo Tosin (FFD) foi o árbitro, enquanto Pedro Ribeiro (LDTR) e Hamilton Ribas (LDTR) foram os auxiliares.
Royal: Baiano; Wilson, Narciso, Jota e Sandino; Neném e Kleber; João Batista, Luiz Carlos, Jorge e Meninho.
América-TR: Silvio; Renê, Jair, Mazinho e Gérson; Nana e Cebolinha; Rato, Dira, Batais e Pedrinho.
O 2º jogo, entre Barra Mansa e Central, teve um decorrer bastante movimentado, com jogadas no meio e poucos arremates em gol, proporcionando sempre a supremacia de ambas as defesas.
Na etapa derradeira, o Central, na primeira decisão de pênaltis, com três gols assinalados por Reis, contra dois de Pedal, que cobrou um para fora, avançou para fase seguinte da competição.
O árbitro foi Elmir de Souza (FFD), enquanto os auxiliares foram Jair de Oliveira (LDTR) e Hamilton Ribas (LDTR).
Central: China; Edson, Pedro, Sérgio e Cabelo; Carlinhos e Fernando; Quebrado, Adilson, Rei e Garrinchinha.
Barra Mansa: Aldo; Ênio, Marcviu, Sargento e Pedal; Garrincha e Doquinho; Jacaré, Odir, Zacarias e Tarugo.
Na 3ª partida, Entrerriense e Barbará empataram sem gols. O alvinegro de Três Rios foi superior, mas não conseguiu transformar em gol. Com isso, a decisão foi para os pênaltis, e o Entrerriense levou a melhor, vencendo por 5 a 4. Paulinho marcou os cinco tentos, enquanto Hugo acertou quatro batidas.
Altamir Vieira (FFD) comandou o jogo, tendo como auxiliares Pedro Ribeiro (LDTR) e Jair de Oliveira (LDTR – Liga Desportiva de Três Rios).
Entrerriense: Renato; Altair, Nivaldo, Filhinho e Soquete; Baiano e Joãozinho; Pingo, Roberto, Biriba (Balota) e Paulinho.
Barbará: Vidal; Paulinho, Raimundo, Silvio e Cid; Hugo e Odemar; Tonico, Maurino, Paulo Cezar e Alexrandre.
A Semifinal, reservou o encontro entre Royal e Central, o grande clássico de Barra do Piraí. Esta partida não agradou aos torcedores. Ambos os times não se enfrentavam há dois anos, devido à grande rivalidade existente.
Júlio Franz (FFD) foi o árbitro da partida, auxiliado por Pedro Ribeiro (LDTR) e Hamilton Ribas (LDTR), e os quadros tiveram a mesma formação de antes.
Após o empate em 0 a 0, a decisão foi para as penalidades máximas. O Central venceu por 4 a 3. Rei acertou quatro cobranças, enquanto Luís Carlos assinalou três vezes para o Royal.
Royal: Baiano; Wilson, Narciso, Jota e Sandino; Neném e Kleber; João Batista, Luiz Carlos, Jorge e Meninho.
Central: China; Edson, Pedro, Sérgio e Cabelo; Carlinhos e Fernando; Quebrado, Adilson, Rei e Garrinchinha.
Na grande final, que teve a duração de 15 minutos em cada tempo, O Central venceu o Entrerriense pelo placar de 1 a 0. O estádio apesar de ter refletores, os mesmos ainda não se encontravam em funcionamento.
Jogando um futebol simples e objetivo, o Central conseguiu a vitória, numa partida na qual o Entrerriense persistiu no erro anterior, chutando em gol, poucas vezes.
O gol do título aconteceu aos 4 minutos do 1º tempo, por intermédio de Garrinchinha, numa jogada individual, na qual bateu o zagueiro Altair, chutando forte para a meta guarnecida por Renato, que nada pode fazer.
Neste lance, o ponta esquerda do Central, contundiu-se, deixando o time com um jogador a menos até o final da peleja. O triunfo foi bastante justo, pois o Central lutou muito do o início ao fim da partida.
O presidente da Federação Fluminense de Desportos (FFD), o Sr. Portugal, ao final da decisão, fez a entrega do Taça Heleno Nunes ao Central e o prefeito de Barra do Piraí, o Sr. João Rocha vibrou com o feito do clube barrense.
| LOCAL | Estádio da Rua Marechal Floriano, em Três Rios/RJ |
| CARÁTER | Final do Torneio Início da 3ª Copa do Vale do Paraíba |
| DATA | Domingo, do dia 14 de Agosto de 1966 |
| RENDA | Cr$ 880.000,00 (oitocentos e oitenta mil cruzeiros) |
| ÁRBITRO | Elamir Souza (FFD) |
| AUXILIARES | Jair de Oliveira (LDTR) e Hamilton Ribas (LDTR) |
| CENTRAL | China; Edson, Pedro, Sérgio e Cabelo; Carlinhos e Fernando; Quebrado, Adilson, Rei e Garrinchinha. |
| ENTRERRIENSE | Renato; Altair, Nivaldo, Filhinho e Soquete; Baiano e Joãozinho; Pingo, Roberto, Biriba (Balota) e Paulinho. |
| GOL | Garrinchinha aos 4 minutos (Central), do 1º Tempo. |
Baseando-se na atuação dos jogadores que estiveram em ação durante do Torneio Início de 1966, a bancada de jornalistas escolheram o time ideal, a Seleção do Torneio, que tiveram os seguintes craques:
| 1 | Renato | Entrerriense FC |
| 2 | Wilson | Royal SC |
| 3 | Pedro | Central SC |
| 4 | Filhinho | Entrerriense FC |
| 6 | Sandino | Royal SC |
| 5 | Neném | Royal SC |
| 8 | Kleber | Royal SC |
| 10 | Tonico | AA Barbará |
| 7 | Paulo César | AA Barbará |
| 9 | Jorge | Royal SC |
| 11 | Garrinchinha | Central SC |
FONTES: Diversos jornais cariocas

O Campeonato Niteroiense de 1952, teve como o grande campeão o simpático Cruzeiro Futebol Clube, de Pendotiba. Já o Ypiranga Futebol Clube ficou com o título nos Aspirantes. Na categoria Juvenil o Fonseca se sagrou Bicampeão (1951 e 1952). O Marítimo Futebol Clube ficou com o caneco da Segunda categoria de Niterói.
La na Região Sul Fluminense, o Cordeiro Futebol Clube foi o campeão do Campeonato Citadino de Cordeiro de 1952. A Campanha do Cruzeiro de Pendotiba foi a seguinte:
2 x 2 Fluminense
4 x 0 Manufatora
3 x 3 Espírito Santo
3 x 4 Niteroiense
3 x 2 Byron
1 x 0 Oliveiras
1 x 1 Canto do Rio
8 x 0 Ypiranga
4 x 0 Fonseca
3 x 0 Cruzeiro Atlético
Pentagonal decisivo (os cinco primeiros colocados):
25 de Janeiro de 1953 – 2 x 0 Niteroiense
31 de Janeiro de 1953 – 4 x 2 Espírito Santo
05 de Fevereiro de 1953 – 1 x 1 Oliveiras
21 de Fevereiro de 1953 – 4 x 3 Cruzeiro Atlético
Desempate: (melhor de quatro pontos)
05 de Março de 1953 – 3 x 3 Oliveiras
08 de Março de 1953 – 3 x 1 Oliveiras
18 de Março de 1953 – 4 x 3 Oliveiras
FONTE: O São Gonçalo
CAMPEÕES MUNICIPAIS DE SÃO GONÇALO
|
1920 |
Club Athletico Mutondo |
1951 |
Esporte Clube Metalúrgico |
|
1921 |
Porto Novo Football Club |
1952 |
Esporte Clube Eletroquímica |
|
1922 |
Club Athletico Mutondo |
1953 |
Esporte Clube Metalúrgico |
|
1923 |
NÃO REALIZADO |
1954 |
Tamoio Futebol Clube |
|
1924 |
NÃO REALIZADO |
1955 |
Forte Futebol Clube |
|
1925 |
NÃO REALIZADO |
1956 |
Eletroquímica Futebol Clube |
|
1926 |
NÃO REALIZADO |
1957 |
Estrela D’Alva Futebol Clube |
|
1927 |
NÃO REALIZADO |
1958 |
Esporte Clube Trindade |
|
1928 |
NÃO REALIZADO |
1959 |
Forte Futebol Clube |
|
1929 |
NÃO REALIZADO |
1960 |
Esporte Clube Metalúrgico |
|
1930 |
NÃO REALIZADO |
1961 |
Esporte Clube Metalúrgico |
|
1931 |
Tamoio Futebol Clube |
1962 |
Clube Esportivo Mauá |
|
1932 |
Flamenguinho Futebol Clube |
1963 |
Clube Esportivo Mauá |
|
1933 |
Carioca Futebol Clube |
1964 |
Clube Esportivo Mauá |
|
1934 |
Neves Atlético Clube |
1965 |
Colubandê Esporte Clube |
|
1935 |
Neves Atlético Clube |
1966 |
Esporte Clube Metalúrgico |
|
1936 |
Neves Atlético Clube |
1967 |
Associação Atlética Novo Alcântara |
|
1937 |
NÃO REALIZADO |
1968 |
Santos Atlético Clube |
|
1938 |
NÃO REALIZADO |
1969 |
Esporte Clube Metalúrgico |
|
1939 |
NÃO REALIZADO |
1970 |
Esporte Clube Trindade |
|
1940 |
NÃO REALIZADO |
1971 |
CROL Futebol Clube |
|
1941 |
Flamengo Futebol Clube |
1972 |
Bandeirante Futebol Clube |
|
1942 |
Esporte Clube Metalúrgico |
1973 |
Unidos do Porto da Pedra Social Clube |
|
1943 |
Esporte Clube Metalúrgico |
1974 |
Unidos do Porto da Pedra Social Clube Nacional Futebol Clube América Futebol Clube Esporte Clube Metalúrgico |
|
1944 |
Esporte Clube Metalúrgico |
1975 |
Vitória Futebol Clube |
|
1945 |
Esporte Clube Metalúrgico |
1976 |
Clube Esportivo Mauá |
|
1946 |
Tamoio Futebol Clube |
1977 |
Unidos do Porto da Pedra Social Clube |
|
1947 |
Clube Esportivo Mauá |
1978 |
Unidos do Porto da Pedra Social Clube |
|
1948 |
Esporte Clube Metalúrgico |
1979 |
Unidos do Porto da Pedra Social Clube |
|
1949 |
Forte Futebol Clube |
1980 |
Unidos do Porto da Pedra Social Clube |
|
1950 |
Esporte Clube Metalúrgico |
1981 | Nova Cidade Futebol Clube |
RANKING DOS MAIORES CAMPEÕES
|
Nº |
CLUBES |
Nº TOTAL DE TÍTULOS |
|
1º |
Esporte Clube Metalúrgico |
13 |
|
2º |
Unidos do Porto da Pedra Social Clube |
06 |
|
3º |
Clube Esportivo Mauá |
05 |
|
4º |
Neves Atlético Clube |
03 |
|
Tamoio Futebol Clube |
03 |
|
|
Forte Futebol Clube |
03 |
|
|
7º |
Club Athletico Mutondo |
02 |
|
Esporte Clube Eletroquímica |
02 |
|
|
Esporte Clube Trindade |
02 |
|
|
10º |
Porto Novo Football Club |
01 |
|
Flamenguinho Futebol Clube |
01 |
|
|
Carioca Futebol Clube |
01 |
|
|
Flamengo Futebol Clube |
01 |
|
|
Estrela D’Alva Futebol Clube |
01 |
|
|
Colubandê Esporte Clube |
01 |
|
|
Associação Atlética Novo Alcântara |
01 |
|
|
Santos Atlético Clube |
01 |
|
|
CROL Futebol Clube |
01 |
|
|
Bandeirante Futebol Clube |
01 |
|
|
Nacional Futebol Clube |
01 |
|
|
América Futebol Clube |
01 |
|
|
Vitória Futebol Clube |
01 |
|
|
Nova Cidade Futebol Clube |
01 |
Informações adicionais:
A lista acima foi sendo preenchida durante as pesquisas sobre o futebol fluminense. Começando, em 1919 Mutondo e Tamoio disputaram uma taça amistosa vencida pelo Mutondo, que foi chamado de “Campeão Gonçalense” de forma honorífica, por assim dizer.
Em 1919 foi fundada a primeira liga de futebol em São Gonçalo, denominada Liga Sportiva Gonçalense (LSG). O 1º campeonato ocorreu em 1920, pela LSG, que organizou as competições até 1922. Em 1923 a Liga Sportiva Gonçalense acabou.
Assim, a LSG foi desfiliada pela Liga Sportiva Fluminense em 1924, por conta de uma grave crise na administração, e dissolveu-se no mesmo ano. Não foi encontrado nenhum campeonato registrado nos jornais que cobriam atividades dos clubes de São Gonçalo, entre 1923 a 1930.
No final de 1926, alguns clubes, entre eles o Tamoio, Serrano e Rio Branco, fundaram a Associação Gonçalense de Esportes Atléticos (AGEA). Em 1927, a entidade acabou sem organizar um único campeonato sequer.
Em 1928, o Tamoio passa a ser chamado de “Campeão Gonçalense“, aparentemente por ser absoluto nos amistosos com os outros times da cidade. Mas pode ter ganho alguma taça valendo esse título extra-oficial, já que o Palmeiras é chamado de “vice-campeão“.
Em 1929, Palmeiras e Tamoio disputam uma taça para decidir quem era o “Campeão absoluto de São Gonçalo“. O jogo termina empatado. O Tamoio continua a ser chamado de “Campeão de São Gonçalo” nesse ano e no ano seguinte.
Aparentemente, apenas em 12 de Outubro de 1931 uma outra liga foi fundada: a Associação Gonçalense de Esportes Athleticos (filiada à Associação Fluminense de Esportes Athleticos). Nos anos de 1928, 1929 e 1930 é comum ver jornais anunciando o Tamoio como “o Campeão Gonçalense“, mas nunca achei informações sobre uma liga em São Gonçalo nessa época. Pode ser o caso de o clube ser chamado de “campeão” apenas por ser o mais forte da cidade (isso era comum).
Em 1931, como a liga foi fundada em outubro de 31, não deu tempo de fazer um campeonato, mas um torneio relâmpago do qual o Tamoio foi campeão (E considerado Campeão Gonçalense de 31). No começo de 1932 o Tamoio é considerado o atual campeão. De 1932 a 1936 a AGEA organizou campeonatos regulares, com os campeões abaixo:
Em 1935 uma Liga Gonçalense de Sports (ou de Football, já a vi com mais de um nome, é preciso confirmar o nome correto) foi fundada, filiada À FFE. Aparentemente, durou pouco tempo, e teria o Carioca como campeão de seu único campeonato – no entanto, as fontes divergem se esse campeonato foi organizado em 1935 ou 1936.
Em 1937 mais uma liga foi fundada, a Associação Gonçalense de Sports, mas nunca encontrei informações sobre campeonatos até 1941.
Em 1941, o Campeonato Gonçalense teve o Flamengo Futebol Clube (uniforme igual ao clube da Gávea) como o grande campeão. O título rendeu ao Mengão de São Gonçalo o direto de ser o representante da cidade no Campeonato Fluminense de 1941.
A partir da temporada de 1942 em diante são disputados campeonatos regulares da Liga Gonçalense de Desportos (embora em 1942 ela seja chamada de Associação, talvez tenha mudado em 1943 por força da Lei dos Desportos).
A LGD considera sua fundação como sendo a da AGEA, de 1931. Após 1979, ainda não foi pesquisado. Após algumas dúvidas, foi confirmado que o Clube Esportivo Mauá foi, de fato, tricampeão de 1962, 1963 e 1964.
Em 1972, o campeão foi o Bandeirante Futebol Clube, o “alvianil do bairro da Amendoeira”. Em 1973, o Unidos do Porto da Pedra Social Clube iniciou a sequência que o levaria ao Tricampeonato Gonçalense.
No Campeonato Gonçalense de 1974, após uma enorme confusão, a Liga Gonçalense de Desportos acabou declarando quatro campeões! Um resumo dessa história:
No final do certame, o Unidos do Porto da Pedra Social Clube chegou a ser declarado o campeão. A competição foi dividida em chaves, e o Metalúrgico, que pertencia ao grupo do Nacional Futebol Clube, e o América do Galo Branco, conseguiram ganhar os pontos, relativo ao 1º turno.
Com isso, o Nacional que havia se classificado, com essa resolução acabou ficando de fora da fase final. Além disso, essa mudança alteravam a classificação geral. Dessa forma, o Triangular Final deveria ser realizada novamente.
Diante desse imbróglio, a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), sem encontrar um caminho que conciliasse a todos, decidiu proclamar campeão todos os clubes que sairiam prejudicados:
– Unidos do Porto da Pedra Social Clube;
– Nacional Futebol Clube;
– América Futebol Clube (América do Galo Branco);
– Esporte Clube Metalúrgico.
Em 1975, o vencedor foi o Vitória Atlético Clube, do Morro do Castro. Em 1977, o Mauá chegou a ser considerado campeão até 1979, quando o Unidos do Porto da Pedra levou o título no tapetão.
Importantes observações:
1) O Lisandro Pavan conseguiu uma vez uma lista com a própria Liga Gonçalense de Desportos (L.G.D.). No entanto, não bate na maioria absoluta dos anos com as informações dos jornais, talvez seja fruto da confusão de alguém da liga com documentos do passado (podem ter misturado categorias diferentes, por exemplo).
2) O Porto Novo Futebol Clube (do bairro de mesmo nome) campeão de 1921 tinha as cores azul e vermelho. Encontrei informações sobre um Porto Novo Futebol Clube na internet, fundado em 3 de abril de 1929 – logo, não seria o mesmo, mas talvez seja um “descendente” daquele.
3) O Flamengo Futebol Clube (campeão de 1941) e o Flamenguinho Futebol Clube campeão de 1932 são clubes diferentes, inclusive disputaram campeonatos juntos.
4) O Forte Futebol Clube era do bairro Paraíso.
5) O Crol Futebol Clube é de Várzea das Moças – bairro considerado “bi municipal”, dividido entre Niterói e São Gonçalo. Não tenho certeza sobre o lado onde o Crol fica (o clube ainda existe).
6) O Unidos do Porto da Pedra Social Clube (e não Sport Club) originou a famosa escola de samba.
7) Esporte Clube Eletroquímica era o clube dos funcionários da Cia. Eletroquímica Fluminense, que funcionava no bairro Alcântara.
FONTES: Diversos jornais de Niterói e São Gonçalo

O União Football Club foi uma agremiação da cidade de São Pedro da Aldeia (RJ). Fundado em 1927, há poucas informações sobre o Alvinegro Aldeense. No entanto, merece uma citação porque juntamente com o River FC, América FC e Tamoyo SC, ajudaram a fundar a Liga Sportiva de Cabo Frio (LSCF), em 1930.
FONTE: José Francisco de Moura, ‘Professor Chicão’

O Nacional Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de São Pedro da Aldeia (RJ). A sua sede ficava no Bairro Ponta do Ambrósio, em São Pedro da Aldeia. Foi Fundado na quarta-feira, do dia 10 de Maio de 1961. Na foto abaixo, o time posado do Nacional, que foi Campeão do Campeonato Citadino de São Pedro da Aldeia de 1968.


FONTE: Acervo de Marcelão, Marcelo Santos, ex-goleiro da Cabofriense