O Barreira do Andaraí Futebol Clube foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no sábado, do dia 20 de Agosto de 1938, inspirado por João de Barros Rainha, tinha a sua Sede social, localizado na Rua Leopoldo, nº 991 (começo do morro Arrelia) – Andaraí, na Zona Norte do Rio (RJ).
As suas cores eram o preto e o branco. O 1º uniforme em homenagem ao Vasco da Gama, enquanto o segundo, em homenagem ao Botafogo. O seu 1º Sócio foi João Barros Rainha.
Vista da sede do Barreira do Andaraí F. C., no momento interditado, em face do pouco caso da diretoria anterior. Os atuais diretores estão lutando para obter a alvará de funcionamento.
Primeira Diretoria
Presidente – João Dutra Barbosa;
Vice-presidente – Álvaro Pereira de Araújo;
1º Secretário – João Barros Rainha;
2º Secretário – Álvaro Pinto dos Santos;
1º Tesoureiro – Eduardo Gonçalves de Moura;
2º Tesoureiro – Bronliliber Vale da Fonseca;
1º Procurador – Odillo José Quintanilha;
2º Procurador – Sebastião Belisário;
Diretor de Esportes – Isaltino Antônio de Oliveira.
Em 1968, o clube contava com 200 sócios contribuintes, com o valor NCr$ 0,20 (vinte centavos de cruzeiros novos). O clube contava com as categorias de Aspirantes e Amadores. Além do futebol, o clube oferecia Bailes, jogos de salão e voleibol.
Evaristo em dois momentos: à esquerda com a camisa do Barcelona e à direita com o Real Madrid
Craque e ídolo do Barcelona e Real Madrid começou no Barreira do Andaraí
Esse modesto clube, sem nenhum título conquistado, talvez passaria em branco, se no seu currículo não constasse um dos maiores jogadores do Brasil e mundo: Evaristo de Macedo, que passou pelo Madureira (1950-52), Flamengo (1953-57 e 1964-66), Seleção Brasileira (1955-57), Barcelona/ESP (1957-62) e Real Madrid/ESP (1962-64).
Evaristo, então morando no bairro do Grajaú, começou a jogar futebol com os rapazes do morro da Arrelia. Era o meia direita efetivo do Barreira do Andaraí. A partir de 1950, começou no Madureira aos 17 anos, trilhando uma carreira rica em talento e grandes conquistas. Outro craque que saiu do Barreira do Andaraí foi Jorge Costa, que jogou no Fluminense.
Foto de 1952
Filiou no DA
Na sexta-feira, do dia 27 de junho de 1952, iniciou o processo para se filiar aoDepartamento Autônomo(DA), daFederação Metropolitana de Futebol (FMF). No entanto, a filiação só aconteceu, de forma oficial, quase dois anos depois: na sexta-feira, do dia 11 de junho de 1954. Na década de 50, o clube já possuía a sua Praça de Esportes. Disputou duas edições do Campeonato Tribuna da Imprensa: 1958 e 1960.
Barreira do Andaraí aplicou goleada de 15 a 0
No domingo, do dia 08 de junho de 1952, o Barreira do Andaraí não teve dó e goleou o Horizonte Futebol Clube espetacularmente pelo placar de 15 a 0. Na preliminar, disputada entre as equipes de aspirantes, terminou com a vitória do Horizonte pelo escore de 2 a 1.
O quadro do Barreira do Andaraí, foi o seguinte: Everaldo; Jaú e Vani: Zezinho Cabeção, Picolé e Rubinho; Artur, Clovis, Arubinha, Evati, Evaristo e Peixinho.
Os tentos do quadro vencedor foram assinalados: por Clovis e Peixinho, com quatro tentos cada; Arubinha, três gols; Evaristo, duas vezes; Picolé e Artur, com um tento cada.
Foto de 1958
Anos 60: tempos difíceis
Em 1968, o modesto clube passava por dificuldades. A sede era alugada, onde o clube tentava reabri-la, graças a negligência da diretoria anterior. Apesar de lutar com muita dificuldade, o Barreira do Andaraí Futebol Clube pretendia disputar os campeonatos do Departamento Autônomo.
O clube chegou a realizar algumas partidas amistosas a fim de os atletas não perdessem a forma física. Apesar de todo o esforço, o clube acabou sucumbindo, deixando órfão os moradores Arrelia.
Foto de 1952
Diretoria de 1968
Presidente – Silvio da Rosa Vaz Balieiro;
Vice-Presidente – Armindo Pereira da Fonseca;
1º Tesoureiro – Eduardo Gonçalves;
2º Tesoureiro – Alberto Ferreira Neves;
1º Secretário – João Alves Pinto da Silva;
2º Secretário – Delacir Neves de Sousa;
1º Procurador – Nélson José da Silva;
2º Procurador – Hildo Vieira da Silva;
Diretor de Esportes – José Correia da Rocha.
Algumas Formações:
Time base de 1942: Murilo; Antônio (Cidinho) e Boas Condições (Cedinha); Niginho (Permenio), Silvio (Dudu) e Durval (Dininho); Dario (Mario ou Zezinho), Helinho (Alvinho ou Deny), Tuninho (Rainha), Joãozinho (Cozeca ou Haroldo) e Herminio (Cecy ou Pedro).
Time base de 1946: João Pinto (Jagunço); Álvaro (Beto ou Luiz) e Herminio (Niquinho); Antônio (Álvaro), Soldado (Cuica) e Negrinhão (Humberto); Wilson (Victor), João (Rainha), Silvio (Toninho), Pedro (Sipinha) e Alcides (Tipinho). Técnico: Pedro.
Time base de 1948: João Pinto; Fausto e Pedro; Zezinho Cabeção (Toninho), Rainha (Tesoura) e Neguinho (Herminio); Armindo (Cazeca), Caxambu (Nelson), Lua (Tonico), Vitor (Aldo) e Nelson (Lua).
Time base de 1951: João Pinto; Jaú e Rubinho; Rainha (Zezinho), Aruba (Mamão) e Soeni (Arnaldo); Nelson (Bira), Chiquinho (Artur), Borracha (Joinha), Kilaú e Altair (Clovis). Técnico: Bazilio Teixeira de Barros (ex-Guarani de Magé).
Time base de 1952: João Pinto (Everaldo ou Norival); Picolé (Jaú) e Rubinho (Vani); Jaú, Floriano (Arnaldo) e Zezinho Cabeção (Rubinho); Chico (Rainha ou Domingo), Kilau (Darci ou Artur), Borracha (Nico ou Aruba), Clovis (Vani ou Garoto) e Peixinho (Tico).
Time base de 1953: Everaldo (João Pinto ou Jaime); Jaú e Rubinho (Rainha II); Rainha, Jaime (Arubinha) e Artur (Moreno); Chiquinho (Roberto ou Zezinho), Clovis (Vani), Irami (Fernando), Belinho (Peixinho) e Tico-Tico (Tiburcio). Técnico e presidente: Avelino Marques de Oliveira.
Time base de 1954: João Pinto (Darcy); Vani (Cascata) e Rubinho (Antônio); Zezinho (Esquerdinha), Roberto (Hélio) e Jaime (Prainha ou Floriano); Rainha (Serafim), Clovis (Pedrinho), Sapateiro (Chico ou Cabeludo), Artur (Damião ou Floriano) e Zé (Naná ou Paulinho). Técnico: Izaltino de Oliveira.
Time base de 1955: Darcy (Luiz); Esquerdinha e Vani; Arthur, Cavata e Serafim; Clovis, Roberto, Pedrinho, Tico-Tico e Damião. Técnico e presidente: Avelino Marques de Oliveira.
Time base de 1956: João Pinto (Paulo); Artur e Rubinho; Waldir, Rainha e Pascoal; Cilônio, Sales, José, Damião e Paulinho.
Time base de 1957: Jurandir; Aluízio e Vani; Paulo, Cascata e Rainha (Paulinho); Neném, Ítalo, Zé Maria, Waldir e Damião.
Time base de 1958: Jorge (Wany); Djalma (Aluísio) e Vani (Cascata); Tasca, Rainha e Waldir II (Djalma); Armando, Serafim (Ítalo), Waldir I (Zé Maria), Domingos (Augusto ou José) e Augusto (Paulinho).
FOTOS: O Globo Sportivo (RJ) – A Manhã (RJ) – Tribuna da Imprensa (RJ)
FONTES: A Luta Democrática (RJ) – A Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ)– Imprensa Popular (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – Tribuna da Imprensa (RJ)
Uma equipe mista do Flamengo, exibiu se na tarde da segunda-feira, do dia 09 de agosto de 1954, na cidade de Rio Preto, interior de Minas Gerais, enfrentando o Rio Preto Futebol Clube.
O rubro-negro carioca conseguiu espetacular vitória pela contagem de 8 a 0. Paulinho foi o artilheiro, marcando cinco tentos, cabendo a Mauricio(duas vezes) e Alaor completarem o placar do triunfo de Flamengo.
A equipe da Gávea formou com: Arlindo; Marinho e Leoni; Valter, Milton (Luiz Roberto) e Jorge (Papagaio); Paulinho, Alaor, Maurício, Tião (Chico) e Babá.
FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – Jornal do Brasil (RJ)
O Futebol Clube Galitos foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A 1ª Sede (anos 40) ficava localizado na Rua Vaz de Toledo, nº 417 (sobrado), no Engenho Novo. Posteriormente transferiu a sua Sede social para a Rua Sousa Barros, nº 2, no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio (RJ).
Na sexta-feira, às 21 horas, no dia 15 de janeiro de 1965, o clube inaugurou o Salão de Festas. Atualmente, o local foi demolido e construído o Hospital da UPA(Unidade de Pronto Atendimento).
Três remadores portugueses fundaram o Galitos
O “Clube da Cidade Olímpica” ou “Rubro-verde”foi Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Agosto de 1940, por três remadores portugueses que pertenciam ao Clube dos Galitos(fundado em 1904 e o escudo também há um galo) de Aveiro, que fica na sub-região da Região de Aveiro, que pertence a região do Centro e ao Distrito de Aveiro e ainda à antiga província da Beira Litoral. A localidade fica a 255 km da capital Lisboa (Portugal).
As cores foi uma homenagem à Portugal
As cores, evidentemente foi inspirado na bandeira portuguesa. O uniforme nos anos 60 era: verde e vermelho (camisa verde com gola e punhos vermelhos, calção branco, e meias com listras vermelhas e verdes).
Primeira Diretoria
A 1ª Diretoria do Galitos foi constituída pelos seguintes membros:
Presidente – Antônio Camano;
Vice-presidente – João Campos;
Diretor de Finanças – Valkir Laranja;
Secretário – Júlio Coutinho;
Diretor de Esportes – Antônio Valério;
Tesoureiro – José Emilio dos Santos;
Diretor de Publicidade – Fernando Santos.
Entrada principal da sede do Galitos, na Rua Sousa Barros. O clube esteve parado socialmente e a diretoria recém-eleita pretende, além de voltar às lides esportivas em 1968, reiniciar todas as atividades.
Início no esporte bretão
O seu começo na vida futebolística, o Galitos realizou centenas de partidas amistosas contra equipes cariocas e fluminenses, conquistando muitas vitórias conquistando o respeito e prestigio no desporto menor.
Na quinta-feira, do dia 1º de outubro de 1942, a diretoria anunciou Silvio Marçal como o novo técnico do clube, que ainda atua como goleiro, defendendo as cores do possante São Cristóvão.
Na década de 40, realizou duas excursões a Miguel Pereira (derrota para o Miguel Pereira por 5 a 2, em 1948) e Mendes (empate em 3 a 3 com o CIPC, em 1949).
FOTO: Globo Sportivo – Uma das formações do F.C. Galitos de 1942
Primeiro título: Campeã do ‘Torneio dos Campeões’
No domingo, do dia 12 de julho de 1942, foi realizado o Torneio dos Campeões, idealizado pelo Corcovado, revestiu-se do máximo brilhantismo. O Futebol Clube Galitos, se sagrou campeão, exibiu-se de maneira notável, conseguindo dois lindos feitos no mesmo dia.
Assim é que, além da vitória alcançada no torneio, saiu-se vitorioso por 3 a 2, no amistoso realizado com o Maravilha da Praça Tiradentes. Disputaram o Torneio dos Campeõesoito equipes:
Paula Matos; Club Athletico Tijuca; Corcovado Football Club; Associação Athletica Casa Bruno; Esporte Clube Caveiras; Futebol Clube Galitos, Radial Football Club e Esporte Clube Goitacaz.
O vice-campeão foi o Esporte Clube Goitacaz, que, no prélio final com o Galitos, exigiu quatro prorrogações até ser batido. A equipe campeã foi a seguinte: Camisolão; Nonô e Maravilha; Mario, Antero e Roldão; Luiz Odarilo, Laurito, Walter e Mello.
FOTO (1943): Gazeta de Notícias – Time formado com: Betinho; Nonô e Ary; Cornélio, Lenine e Elmo; Othon, Darcy, Mario, Patola e Neco.
Galitos campeão do Engenho Novo de 1943
O Jornal dos Sports fez a crônica desse título conquistado pelo Galitos:
– Obteve um sucesso notável o, Campeonato Regional do Engenho Novo, promovido pelo “Correio da Noite“, com a cooperação do E. C. Vallim que foi além da expectativa; cedeu o seu majestoso campo, deu artística taças com as legendas: campeão e vice; além do policiamento que pediu para que tudo correspondesse a expectativa, enfim, tudo correu às mil maravilhas, não pela compreensão dos litigiantes, como também pelas disciplinadas assistências dos concorrentes.
Os quadros que disputaram o torneio foram Galitos, Pacífico, Palmeira, Corintians, Eng. Novo, Nacional. Lamentável é que o Souza Barros e o Cabuloso desistissem de tão extraordinário empreendimento. A vitória do Galitos foi justíssima, foi quem apresentou melhor conjunto, ardor e combatividade.
O Palmeira também agradou pelos valores que apresentou, só cedendo nos últimos momentos de Jogo. O Nacional, Eng. Novo e Corintians regulares, e finalmente o Pacífico que era o favorito, devido ao scratch que apresentou foi abafado pelo Galitos, perdendo por 2 goals, 1 corner a zero, embora reforçado com, Ludovico, do Bonsucesso, Otavio, do Nacional, Osmar, do C.R. Flamengo aliás, foi campeão pelo rubro-negro, Paco do Valim, etc.
A assistência presente foi colossal, lotando totalmente as dependências do Valim. O resultado geral do torneio foi o seguinte:
1º Jogo:Nacional empatou com o Eng. Novo por 1 a 1, mas venceu nos escanteios por 3 a 1. O árbitro foi o sr. Brasiliano Vallim.
2º Jogo:Palmeira derrotou o Corintians por 1 a 0, tendo Faustino Vallim como árbitro.
3.° jogo:Galitos bateu o Pacífico por 2 a 0, e levou a melhor nos escanteios: 1 a 0. O árbitro foi o sr. Arthur Lopes, o popular Baianinho do S. Christovão.
4º jogo:Palmeira e Nacional empataram sem gols, mas nos escanteios o Palmeira venceu por 1 a 0. A arbitragem ficou a cargo de Isaac Mendes de Almeida.
Na grande final, com Arthur Lopes no apito, Galitos e Palmeira decidiram o título. A partida teve a duração de uma hora (30 minutos cada tempo). Aos 5 minutos, Marinho cortando uma bola conseguiu o 1.º goal para o Palmeira, terminando o primeiro tempo em vantagem 1 x 0.
No 2.º tempo, aos 22 minutos, Nonô cobrou uma falta do meio de campo. A bola caiu nos pés de Lippi, que de maneira notável, empatasse o prélio com uma bicicleta, terminando o tempo regulamentar 1 x 1.
Na 1ª prorrogação permanece o placard 1 x 1. Ao iniciar se a 2ª prorrogação o Galitos força a defesa do Palmeira que finalmente cede. Lippi apanhando um magnifico passe de Patola dribla os zagueiros e coloca magistralmente a bola no arco de Macarrão obtendo não só a vitória como também o honroso título de Campeão do Engenho Novo.
GALITOS (Campeão) –Betinho; Nonô e Ary; Cornélio, Roldão e Neco; Walter, Odorico (cap.), Lippi, Patola e Otton.
PALMEIRA (Vice-campeão) – Macarrão; Mario e Marinho; Milton, Floriano e Jayme, Léo (cap.), Jocelino, Milani, Mario e Newton.
À noite, em comemoração ao seu grande feito, o Galitos realizou uma passeata por várias ruas das estações do Meyer, Engenho Novo e Sampaio.
FOTO (1968) – Quadra de basquete do Galitos que está sendo recomposta pelos dirigentes atuais para a atividade do seu quadro social.
Títulos conquistados
Campeão do Torneio dos Campeões (1942);
Campeão do Campeonato Regional do Engenho Novo (1943);
Tricampeão da Disciplina no Departamento Autônomo (1958, 1959 e 1960);
Revista O Cruzeiro (RJ) de1966 – O craque Denilson , o ‘Rei Zulu’, revelado pelo F.C. Galitos
Fábrica de Craques
A agremiaçãoGalitense contava com as categorias Juvenis, Aspirantes, Amadores e Veteranos. Dos jogadores de maior destaque revelados no clube: o goleiro Betinho se transferiu para o Vasco da Gama em 1943; Denílson(Fluminense); Carlos Pedro(America/RJ e Sporting/POR); Jorge Andrade(Vasco) e Tião (Portuguesa Carioca).
Inauguração do campo do Galitos
A Praça de Esportes, batizada por ‘Cidade Olímpica’, ficava situado entre as Ruas Sousa Barros e Dois de Maio, no Engenho Novo (próximo à sede do clube), e foi adquirida na quarta-feira, do dia 16 de abril de 1941. Na década de 60, o clube acabou perdendo o campo num imbróglio com o Banco do Brasil. Posteriormente, jogou nesse campo cedido pelo próprio banco.
No domingo, do dia 25 de Maio de 1941, o clube inaugurou a sua Praça de Esportes, enfrentando o Palmeira. No entanto, o resultado não foi o esperado, sendo derrotado pelo placar de 3 a 0.
Galitos entra no pugilismo
Na quinta-feira, do dia 21 de julho de 1949, o clube deu entrada na secretaria da Federação Metropolitana de Pugilismo (FMP) um pedido de filiação. O Galitos construiu em seu campo uma aparelhagem própria para competições de pugilismo.
O diretor Walquir Laranja definiu como técnico, o sr. Albino Alvarez, veterano lutador com muitos triunfos em ringues cariocas. A partir da sua filiação, o campo passou a ter diversas competições de boxe, organizadas pela FMP.
Além do futebol e o boxe, o clube possuía jogos de salão (como Futebol de Botão), voleibol, futebol de salão, tênis e basquete. No salão nobre eram realizados shows, bailes, carnaval, festa junina, entre outros.
Galitos ingressa no DA
Na quinta-feira, do dia 17 de janeiro de 1952, o Conselho de Representantes do Departamento Autônomo (DA), ligado a Federação Metropolitana de Futebol (FMF), concedeu filiação ao clube rubro-verde.
Jornal dos Sports (1953) – Uma das formações da equipe Infantil do F.C. Galitos
Na base o Galitos enfrentou os grandes clubes do carioca
Em 1953 a 59, o Galitos disputou o Campeonato Infantil e Infanto-Juvenil do DA (Departamento Autônomo), que contavam com os clubes da 1ª Divisão do Campeonato Carioca, como Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Bangu, America, entre outros.
Modelo do escudo e uniforme das décadas de 50 e 60
Três vezes no Maracanã
O Galitos jogou em três oportunidades no estádio Mario Filho, o ‘Maracanã’. A 1ª foi na tarde de sábado, do dia 09 de fevereiro de 1952, na preliminar de Botafogo2 a 0, no Fluminense, válidopela 2ª rodada do Torneio Rio São Paulo. O Galitos venceu o Canadá por 2 a 1. A segunda vez, aconteceu na tarde de sábado, do dia 30 de maio de 1952, na preliminar de Botafogo1 a 0 no Bangu, pelo Torneio Rio São Paulo. O Galitos dessa vez acabou caindo diante do Macaé Futebol Clube pelo placar de 5 a 3.
O terceiro jogo, foi na tarde de sábado, do dia 31 de abril de 1955, válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, na vitória do America em cima do Fluminense por 1 a 0. O Galitos acabou derrotado pelo Esporte Clube Nacional por 2 a 1.
Amistoso Nacional
Na tarde de domingo, do dia 05 de junho de 1955, no campo do São Cristóvão, aconteceu a peleja interestadual entre os quadros do Galitos, e o Jardim Oriental, de São Paulo.
A partida foi bem disputada, notadamente no primeiro tempo, quando o prélio transcorreu equilibrado com ataques alternados. Nesta fase, os Galitenses marcaram o seu primeiro tento, por intermédio de Nico e terminando-o com a vantagem de 1 x 0 para o Galitos.
No segundo tempo, o Galitos dominou inteiramente a peleja marcando três gols, por intermédio de Nico, Mauricio e Valerio, vencendo assim o match por 4 x 0. A partida teve arbitragem do sr. Wilson de Souza, com ótima atuação.
As partidas preliminares foram as seguintes:
Galitos 4 x 1 São Cristóvão (Infantil);
Boca Negra 3 x 1Guarani;
11 Unidos do Brasil 2 x 4 São Jorge.
Os quadros foram os seguintes:
GALITOS: José; Nei e Valerio; Reliston, Geraldo e Esteves; Hélio, Marino, Silvio, Nico e Mineiro (Mauricio).
JARDIM ORIENTAL: Alexandre; Geraldo e José; Palucio, Amaral e Chafi; Wirzo, Giusi, Roberto, Almir e Evangelista.
Número de sócios
Tribuna da Imprensa (RJ) – 07-04-1958 – Time Infanto-Juvenil do F.C. Galitos
Em 1968, era uma das tradições entre os clubes cariocas, com diversos jogadores que migraram para os principais quadros da cidade. O Galitos contava com cerca de 1.700 associados, um número excelente para a época. Desse número, 1.430 eram contribuintes com mensalidade no valor de NCr$ 1,00(um cruzeiro novo) e 213 proprietários. Uma curiosidade é que a 1ª pessoa a se associar ao clube foi Adilson Teixeira dos Santos.
Na década de 60, o Galitos participou do Campeonato Carioca de Veteranos do DA, mas sem destaque. Em 1968, o Galitos contava com 65 jogadores registrados para a disputa de diversas modalidades esportiva do DA (Departamento Autônomo). Na parte do futebol destacam-se: Juan, Valmir, Alvino, Nelson, Hélio, Ivo, Arlindo, Nei, Jorge Penteado, Gilnei, Laércio, Gilberto, Anver, Mário e Vanderlei.
Diretoria de 1968
Presidente – Dr. Antônio Carlos Gamaro;
Vice-presidente – Edgard da Rocha Leite;
Secretário – Beneval Teles Silões;
Tesoureiro – Gilberto Vieira Dantas;
Diretor social – Anver Bilate Filho;
Diretor de Esportes – Dr. Francisco Xavier Bastos do Amaral;
Diretor de Patrimônio – Artur Pinto Correia;
Diretor Procurador – Jorge Fernandes Penteado;
Diretor de Publicidade – Laércio Pinheiro Moutinho.
Algumas formações:
Time base de 1940 (1º Quadros); Idalino; Augusto e Homero; Carlinhos, Tião e Gradinho; Boléu, Zeferino, Orestes, Walter e Fernando.Técnico: Idalino.
Time base de 1941 (1º Quadros); Idalino (Amarelinho); Reis (Fausto) e Bimba; Medeiros (Homero), Balthazar e Roldão (Aranha); Hélio (Zú), Norival (Biló), Gamboa (Fernando), Walter (Lora) e Zeferino (Ary ou Dinamite).Técnico: Idalino.
Time base de 1942 (1º Quadros): Betinho (Camisolão ou Walter II); Nonô (Herminio) e Ary (Homero ou Maravilha); Antero (Remendo ou Natalino), Roldão (Reis) e Mario (Norival ou Jayme); Luiz (Gamboa), Lippi (Odarilo ou Bily), Walter (Laurito ou Hélio), Patola (Neco ou Oldemar) e Mello (Fernando). Técnico: Nonô.
Time base de 1943 (1º Quadros): Betinho; Nonô e Maravilha; Cornélio (Elmo), Roldão (Lenine) e Ary (Neco); Walter (Odarilo), Octacílio (Darcy), Lippi (Mario), Patola e Othon.Técnico: Nonô, depois Orlando Cardozo Mendes.
Time base de 1946 (1º Quadros): Raul (Betinho); Jerdal (Elmo ou Nonô) e Pingunça (João ou Maravilha); Ivan (Silvio), Cocada e Dario (Neco); Binha (Hélio Maia), Bidon (Hildebrando), Sapateiro (Pelado), Bando (Kafungá) e Chaves.
Time base de 1947 (1º Quadros): Raul (Betinho); Galego (Maravilha) e Elmo; Ivan (Silvio), Fausto (Pirá) e Cocada (Biorol); Ivan (Pelado), Valdir (Hélio), Bando (Valdemar), Bidon (Hildebrando) e Binha (Jervel ou Chaves).
Time base de 1948 (2º Quadros): Raul (Rola ou Camisolão); Manduca e Bolinha (João); Bamba (Curuba), Boneval (Elcio) e Silvio (Miranda); Luiz (Pé de Mico), Walter (Cidinho), Biguá (Zeferino), Neném (Luiz Miro), Osvaldo (Waltinho), Cidinho e Doca (Zezeca).
Time base de 1948 (1º Quadros): Raul; Galego e Agair (Aroldo); Avilson, Cocada (Finfim) e Binha (Valtinho); Hélio Maia, Legel (Bando), Bidon, Choriço (Deão), Chaves e Castro.
Time base de 1949 (1º Quadros): Camisolão; Galego e Manduca (Finfim); Biguá (Valtinho), Cocada (China) e Binha (Silvio); Hélio Maia, Bando (Legel), Sapateiro, Luiz (Ferreira) e Castro (Vênus).
Time base de 1950 (1º Quadros): Raul (Macarrão); Tião e Finfim (Raimundo); Armando (Cocada), Ivan (Ferreira) e Darcy (Osvaldo); Pé de Mico (Haroldo), Neném (Avilson), Bidon (Lili), Sapateiro (Raimundo) e Elmo (Bimba).
Time base de 1951: Valter (Cifra); Galego (Bolinha) e Miro (Mario); Pé de Mico (Beneval), Sacico (Dode) e Geraldo (Libório); Nado, Neném, Sapateiro (Enéas), Leônidas (Moa) e Miro (Esquerdinha).
Time base de 1952: Tripa (Raul ou Vadinho); Arthur (Bá) e Quirino (Jorge); Tião (Pé de Mico), Russo e Sapateiro (Biró); Hélio (Enéas), Bidon (Neném), Bolinha (Pery), Ditinho (Careca) e Esquerdinha.
Time base de 1953: Celso; Tião e Preto; Hélio, Moacir e Edson; Hélio II, Maia, Simões, Enéas e Mico II.
Time base de 1954: José; Ney e Valério; Pé de Mico, Lili e Dodô; Hélio, Carlinhos, Décio, Mariano e Periquito.
Time base de 1955: José; Nei e Valério; Reliston, Geraldo e Esteves; Hélio, Marino, Silvio, Nico e Mineiro (Maurício).
Time base de 1956: Zé Américo (Reis); Ney e Tião; Hilton (Relston), Lauri (Vadico) e Valério (Neumar ou Xacoco); Pé de Mico (Chiquinho), Ronaldo (Mauro ou Darci), Carlinhos (Boca ou Haroldo), Valdir (Zezinho ou Ivan) e Jorge (Maurício ou Sabará).
ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FOTOS: O Globo Sportivo (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Tribuna de Imprensa (RJ)
FONTES: A Luta Democrática (RJ) –A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – O Radical (RJ) – Tribuna de Imprensa (RJ)
O Estrela Futebol Clubeé uma agremiação da cidade de Miguel Pereira, situada na região Centro-Sul Fluminense(Vale do Café), a cerca de 120 km da capital do estado do Rio de Janeiro. Localizada na Serra do Tinguá, com uma população de 25.582 habitantes(segundo o Censo do IBGE/2020), a aproximadamente 618 metros acima do nível do mar, a cidade é conhecida por seu clima ameno e como estância climática.
Guarda a lembrança e o privilégio de ter sido o 1º clube de futebol da vila, justamente durante os anos em que ela perdia a denominação de município de Estiva para se transformar em Professor Miguel Pereira (atual: município de Miguel Pereira).
Foi Fundado na terça-feira, do dia 04 de setembro de 1928, o Estiva Atlético Clube, homenagem ao antigo nome da cidade, graças à união de uma humilde, porém significativa parcela da população da vila, na qual destacavam-se comerciantes, ferroviários e criadores de gado, o clube.
Então sem sede, estatutos e sem dinheiro, representado unicamente por vinte e poucos jogadores de futebol que desejavam medir forças com o Portela Atlético Clube – conseguiu motivar e arregimentar para os seus quadros alguns dos mais expressivos nomes da localidade na época, como: Bonifácio de Macedo Portella, Aurélio Barile, Geraldino Caetano da Fraga (Dino), Nagib Ahouage, Rigoletto Cristofaro e Manoel “Manduca” Bernardes Sobrinho, todos muito preocupados com a ausência daquele esporte no lugar e, certamente, roídos por uma justificável inveja ao ver a ascensão do Portela Atlético Clube na região.
Durante dois anos (1930), reinou no recém-batizado município de Miguel Pereira uma forte unanimidade em torno do Estiva Atlético Clube (na década de 30, os jornais cariocas denominavam como: Estiva Football Club), até porque seus próceres assim deviam agir em contraposição direta ao prestígio portelense.
Assim, naquele ano, os mais influentes conselheiros do Estiva Atlético Clube indicaram para o ambicionado cargo a senhorita Conceição Setúbal Ritter, irmã do Dr. Oscar Setúbal Ritter, médico que frequentava Miguel Pereira com assiduidade e que também exercia um cargo na direção daquela agremiação.
Modelo atual
Escolha do nome da Madrinha gerou um ‘racha’
Em 1930, porém, uma incontornável divergência, envolvendo a escolha da madrinha do clube, dividiu seus dirigentes. A situação mostrou-se muito delicada, visto que o cargo de madrinha possuía uma dimensão social extraordinária naqueles tempos de pioneirismo, sendo bastante ambicionado pelas senhoritas da localidade, até porque havia entre os desportistas um acordo tácito de anualmente renová-lo, dando assim oportunidade para que outras jovens da vila ocupassem um posto tão prestigioso.
Esse choque de interesses provocou um desacordo irremediável nas hostes do Estiva Atlético Clube, mesmo porque os demais dirigentes eram tão teimosos quanto o próprio Manduca.
Fachada da Sede com o escudo do Estrela F.C.
Tal ‘racha’ fez nascer oMiguel Pereira Atlético Clube
Tal escolha causou um profundo desagrado à numerosa família Bernardes, comandada por Manoel Francisco Bernardes Sobrinho, o Manduca, que já demonstrara o desejo de ver sua filha, Maria Ramos Bernardes, a Mariquita, ocupando solenemente aquela função social na cidade. Além do mais, a primeira indicação fora feita à revelia dos Bernardes, e Manduca, seu respeitado patriarca, jamais aceitaria uma imposição de tal natureza.
O conflito durou alguns dias e os dois lados não abriam mão de suas intransigentes posturas pessoais. Assim, quando o nome de Conceição Setúbal Ritter foi plenamente referendado em Assembleia Geral do Estiva, os Bernardes rebelaram-se em definitivo.
A primeira providência de Manduca foi reunir em sua residência os homens que o haviam apoiado em sua decisão de se desligar do Estiva Atlético Clube e alguns outros convidados especiais, cujo prestígio na vila pudesse manter viva a sua ideia. Lá compareceram Calmério Rodrigues Ferreira, o Juju, e seus irmãos Adalvet (Vevete) e Alzino Tintas, Felipe Carvalho, Dr. João Alberto Masô, Antônio Ferreira Real, Domingos Leitão, Francisco Peralta, Daniel Bernardes e dezenas de outros solidários amigos. Após a reunião foi decidido fundar o Miguel Pereira Atlético Clubeno sábado,do dia26 de abril de 1930.
Estrela F. Club inaugura o seu campo em 1930
No domingo, do dia 14 de dezembro de 1930, aconteceu a inauguração do campo do Estiva F. Club. O Correio da Manhã assim escreveu o evento: “Às 8 horas foi recebida na estação pela directoria, seus associados e famílias da localidade, a embaixada do Humayta Football Club, do Rio de Janeiro.
Há 1 hora o dr. Soares Filho, em nome da directoria, em discurso, fez entrega da fita a senhorita Conceição Bernardes Pinheiro, madrinha do club, que num improviso, agradeceu.
Às 2 horas realizou-se o encontro dos segundos teams do Humayta F. C., e Estiva F. C., com o resultado de 2 x 1 a favor do club visitante.
Às 8 1/2, teve início o encontro dos primeiros teams dos clubs acima, que depois de uma peleja deslumbrante, terminou por um empate de 3 x 8.
Às 5 horas foi servido uma mesa de doces ao club visitante e demais jogadores e aos convidados, falando nessa occasião o dr. Araujo Lima, que em nome da directoria, agradeceu aos convidados”.
Estiva enfrentou oCombinadoHaddock Lobo Football Club
No domingo, do dia 26 de novembro de 1933, o Estiva Football Club enfrentou o CombinadoHaddock Lobo Football Club. O Jornal do Commercio assim descreveu o encontro: “Afim de enfrentar, Estiva F. Club, de Miguel Pereira, partirá, para aquella localidade o CombinadoHaddock Lobo Football Club.
Chefiando a embaixada seguirá o Sr. Djalma de Souza e a convite do Haddock Lobo, seguirá a embaixada do Esporte Club Guanabara. O CombinadoHaddock Lobo vae conceder revanche ao Estiva, pois que já o venceu por 5 x 0.
A visita do CombinadoHaddock Lobo a Miguel Pereira, coincide com o anniversario do Estiva, que tem a sua frente as esforçadas figuras dos Srs. Aurelio Barille, Bonifacio Portella e Najibe”.
Sai ‘Estiva’ e entra ‘Estrela’
O Estiva Atlético Clube acabou alterando a sua nomenclatura para Estrela Futebol Clube, na quinta-feira, do dia 04 de abril de 1946, mantendo até os dias atuais. A sua Sede social fica localizado na Rua Francisco Alves, nº 60, no Centro de Miguel Pereira/RJ.
Time com a seguinte escalação: Manoel; Jair e Manoelito; Pedrinho, Paulo e Luiz; Jaime, Cabeção, J. Pretinho. Morici e Mário.
Estrela F.C. vence o Café Palheta F.C.
No domingo, do dia 09 de fevereiro de 1958, vibraram os torcedores simpatizantes do futebol amadorista da bela localidade de Miguel Pereira, na tarde de domingo último, com a realização do encontro entre as equipes do Estrela Futebol Clube, e a do Café Palheta Futebol Clube, do Rio.
A referida peleja agradou plenamente, a todos que compareceram ao campo dado o bom futebol posto em prática pelas duas equipes, notadamente a do Café Palheta Futebol Clube, que mesmo a despeito de ser derrotado realizou uma boa exibição, só não conseguindo um melhor resultado pela falta de pontaria dos seus dianteiros, sem que com isto se diminua o feito do conjunto local, que teve sua vitória valorizada pela atuação do adversário.
Tecnicamente as duas equipes se igualaram, entretanto quis o destino que o triunfo pendesse para o esquadrão do Estrela Futebol Clube pelo apertado escore de 3 a 2.
Grande acolhida
A delegação do Café Palheta Futebol Clube teve em Miguel Pereira uma grande acolhida, não só pela diretoria clube local como também pelos moradores locais. A caravana que acompanhou a equipe carioca foi uma das maiores já organizada pela simpática agremiação, cuja viagem foi feita pela Central do Brasil.
As duas equipes formaram com a seguintes constituições:
Estrela: Manoel; Jair e Manoelito; Pedrinho, Paulo e Luiz; Jaime, Cabeção, J. Pretinho. Morici e Mário.
Café Palheta: Aldo; Jorge e Escova; Adair, Fernandes e Walmir; Valadão, Wilson, Décio, Hélio e Hélcio.
Antecipando o encontro principal estiveram em ação as equipes de aspirantes das mesmas agremiações, encontro este que terminou com o justo empate de 2 a 2.
Sede social: Rua Francisco Alves, nº 60, no Centro de Miguel Pereira/RJ.
Outros
O Estrela ganhou o status de Utilidade Pública, no dia 13 de abril de 1962, sob o nº 19, às folhas 10/11 do Livro B.B., pela Câmara Municipal de Miguel Pereira, deliberada nº 217, no dia 30 de março de 1962, pelo então prefeito José Antônio da Silva.
Atualmente, o clube se concentra apenas no entretenimento na sua sede social, com eventos como bailes de carnaval, festas e shows. O esporte está momentaneamente sem atividades.
ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FOTOS: Correio da Manhã (RJ) – Google Maps
FONTES: Jornal Regional Rio – professor e historiador Sebastião Deister – Câmara Municipal de Miguel Pereira – Facebook do Estrela Futebol Clube – Jornal do Commercio (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal dos Sports (RJ)
O Central Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Miguel Pereira, situada na região Centro-Sul Fluminense(Vale do Café), a cerca de 120 km da capital do estado do Rio de Janeiro. Localizada na Serra do Tinguá, com uma população de 25.582 habitantes(segundo o Censo do IBGE/2020), a aproximadamente 618 metros acima do nível do mar, a cidade é conhecida por seu clima ameno e como estância climática.
O “Tricolor Miguelense” foi Fundado no sábado, do dia 22 de outubro de 1955, tendo a sua Sede social situado na Rua General Ferreira do Amaral, nº 46, no Centro de Miguel Pereira/RJ.
Breve história
Com o inesperado desaparecimento do futebol do Miguel Pereira Atlético Clube, a cidade passou a contar tão-somente com o Estrela Futebol Clube, sendo que no 2º Distrito o Portela Atlético Clube prosseguia em sua vitoriosa trajetória. Corria o ano de 1954, e Miguel Pereira e Portela viviam a efervescência dos movimentos populares voltados para sua emancipação político-administrativa.
João Deister – que ainda jovem colaborara na construção do campo do Miguel Pereira AC em 1930 – sentiu-se órfão com o eclipse do seu clube, e instigado por amigos e pelos filhos que tanto gostavam de futebol, resolveu reunir em torno de si uma plêiade de companheiros ferroviários no intuito de fundar uma nova agremiação na cidade, cujas hostes pudessem abrigar os jogadores que não obtinham vagas no Estrela FC ou no Portela AC e que, por essa razão, no podiam praticar seu esporte favorito.
De imediato, ele atraiu para sua causa o Dr. Geraldo Soares Berford, engenheiro residente na estação de Miguel Pereira, cujo prestígio junto à direção da Estrada de Ferro lhe possibilitou conseguir uma grande área para a construção do campo de futebol do futuro clube.
Praticamente todos os ferroviários de Miguel Pereira aderiram à ideia, e dessa maneira nasceu, no dia 22 de outubro de 1955 – exatamente três dias antes da emancipação do Município – o Central Atlético Clube, designação que homenageava a ferrovia onde João “Alemão” trabalhava havia anos.
Já na primeira reunião foram aprovados os estatutos do Clube, previamente redigidos pelo fundador, e aceita a sugestão de cores para o uniforme dos times: grená, verde e amarelo.
Primeira Diretoria
A 1ª Diretoria do clube ficou assim formada:
Presidente – Maurício de Araújo Santos
Vice-presidente – Antônio Lopes de Vasconcelos
Tesoureiro – Francisco Maurício Rezende
Secretário – Luiz Ramos da Costa
Patrono – Dr. Geraldo Soares Berford.
Na foto (ano: 1973) Sebastião Deister como goleiro, a prefeita Aristolina Queiroz de Almeida e o empresário Fructuoso da Fonseca Fernandes que ainda seria prefeito da cidade de Miguel Pereira.
Demais fundadores
Além desses nomes, outros importantes personagens participaram diretamente da fundação do Central AC, como Manoel Ferraz de Araújo, Oswaldo Lioi, Getúlio de Carvalho, José Baldez Alves de Macedo, Ernesto Vilela da Almeida, Antônio de Araújo Leitão, Mário de Figueiredo Bacelar, Walter Vieira Barbosa, José Basileu Ribeiro, Carmosino de Oliveira, Hugo Deister e Manuel de Nonno.
Desde sua criação, o Central AC passou a ocupar a vaga deixada pelo Miguel Pereira AC, inclusive na rivalidade com o Estrela e com o Portela, mas hoje restam do clube apenas as dependências do seu campo praticamente abandonado e uma grande saudade de seus gloriosos tempos, quando as arquibancadas do Estádio Dalvet recebiam centenas e centenas de entusiasmados torcedores. Os refletores do estádio foram inaugurados na quarta-feira, do dia 16 de julho de 1969.
Da esquerda para a direita: João Deister (presidente do Central AC); Carmosino de Oliveira; Dr. Muniz e ex-prefeito Nelzinho
Defenderam o Central atletas de grande prestígio na Serra, como: Mário Bacelar, Hugo, Humberto, Agostinho, Marcos, Ricardo e Tião Deister, Édson “Piau”, Chiquinho Luchesi, Agenir Rezende, Danilo Ferreira Gomes, Totonho, Alédio, Moacir, Walter, Siridó, Jorge Antônio, José Carlos, Fuzil, Paulo Lisboa, Luiz Ney, Jorge Cleber, Cacacho, Eduardo, Carlinhos Moreira, “Tampinha”, Getúlio, Adilson, Santaninha, Jorginho Alexandre, Enéas, Biluca, Paquinha, Clésio, Júlio Carlos, Armando e Aloísio Moreira, Valcir, Juquinha Fraga, Geraldo “Tôco”, “Bolão” e dezenas de outros cuja lembrança não pode jamais ser apagada dos anais de nossa rica História.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTE E FOTOS: Jornal Regional Rio – professor e historiador Sebastião Deister
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America posado, em PÉ (esquerda para a direita): Russo, Uchoa, Alex, Wilson, País e Álvaro; AGACHADOS (esquerda para a direita): Serginho, Léo Oliveira, Mário, César e Aílton.
America posado, em PÉ (esquerda para a direita): Russo, Uchoa, Alex, Wilson, País e Álvaro; AGACHADOS (esquerda para a direita): Serginho, Léo Oliveira, Mário, César e Aílton.
FOTO: Acervo de Alexandre Kamianecky (ex-jogador Alex, do America FC)
O Mavilis Football Club foi uma agremiação do bairro do Caju, situado na zona norte (vizinho a zona portuária), da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A história começou com o surgimento da Fábrica de Tecidos Pau Grande, em 1878, no bairro de Pau Grande (terra de Mané Garrincha), no distrito de Vila Inhomirim, em Magé (na região Metropolitana), do estado do Rio de Janeiro.
Em 1885, passou a se chamar Companhia de Fiação e Tecidos Pau Grande (CFTPG). Um de seus diretores era o gaúchoManuel Vicente Lisboa, comerciante e atacadista de tecidos, considerado pelos demais sócios o responsável pela reorganização da empresa. De 1889 a 1896, foi o presidente.
Em 1891 a CFTPG adquiriu da Companhia Manufatureira Cruzeiro do Sul a Fábrica Cruzeiro, que estava em construção na área de uma chácara existente na Rua Barão de Mesquita, nº 82, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Em 1892, a CFTPG passou a se chamar Companhia América Fabril.
Em 1903, a empresa cresceu ainda mais, ao comprar a Fábrica Bonfim, que havia pertencido à Companhia União Industrial São Sebastião, e que se localizava na Rua General Gurjão, nº 25, no bairro do Caju – próximo à estação inicial da Estrada de Ferro Rio d’Ouro.
Em 1910, construiu uma nova unidade fabril ao lado da Fábrica Bonfim, no nº 81 da mesma rua. Em homenagem ao Manuel Vicente Lisboa, essa fábrica acabou sendo batizada de “Mavilis”, sigla formada pelas primeiras sílabas de seu nome.
Para controlar o lazer de seus funcionários, a empresa criou, em 1919, a Associação dos Operários da América Fabril. Mas além dela, as unidades fabris também tinham seus times próprios.
Por exemplo, a Fábrica Pau Grande sustentava o S.C. Pau Grande, em que, a partir de 1947, jogou um garoto de 14 anos chamado Manuel dos Santos, mais conhecido por “Garrincha”.
A Fábrica Cruzeiro apoiava o Andarahy Athletico Club, que jogava num terreno vizinho, situado na rua Barão de São Francisco, nº 236, que depois pertenceu ao America F.C., que nada tinha a ver com o América Fabril.
Nessa leva, surgiu a ideia de se criar um time, inspirado no antigo Mavilis Brasileiro F.C., que foi fundado por moradores do Bairro de São Cristóvão, principalmente os operários da Fábrica Mavilis e Bonfim (um dos tentáculos da Cia. América Fabril).
Time posado do Mavilis, em 1930
Fundação do Mavilis F.C.
Assim, foi Fundado na terça-feira, do dia 23 de setembro de 1913, por Manuel Vicente Lisboa, que definiu o nome utilizando as primeiras silabas do nome e sobrenomes: MAnuel VIcente LISboa = MAVILIS. O sócio nº 1, foi Joel de Sousa Martins(ex-jogador do Fluminense).
Foram os seus pioneiros: Silva, Constantino, Isnard Pires, Evaristo Teixeira e muitos outros que não mediram sacrifícios e deram o passo inicial para fundar uma nova agremiação. Pelo apoio que receberam da Fábrica Mavilis.
Primeira Diretoria
A 1ª Diretoria foi liderado pelo PresidenteManuel Vicente Lisboa, que tinha os seguintes diretores: Evaristo Teixeira Ferreira; Guilherme Paraense Filho; Manuel Silva, Adelino da Fontes, Antônio Corrêa Torres, Antônio da Silva Guimarães, Constantino Teixeira e Pedro Chagas.
Dentre os nomes acima, uma curiosidade: Guilherme Paraense Filho era filho do tenente do Exército e atleta de Tiro Esportivo do Fluminense, Guilherme Paraense, que foi o 1º brasileiro a conquistar medalha de ouro, na Olimpíada de Antuérpia (Bélgica), na terça-feira, do dia 3 de agosto de 1920.
As cores e o responsável pela aquisição do campo
As cores escolhidas foi o vermelho e azul, inspirado na bandeira inglesa, que na época dominavam as indústrias nesta cidade. A sua Sede e a Praça de Esportes (Praia do Retiro Saudoso) ficavam localizados na Rua Carlos Seidl, nº 993, no simpático bairro do Caju, na zona norte do Rio.
A construção de seu campo teve no desportista Afonso Bebiano um abnegado ao extremo, pois foi quem doou ao clube uma vasta área, na ocasião pantanosa, mas que graças aos verdadeiros mavilenses, conseguiram aterrá-la e construir ali sua praça de esportes.
Uma das primeiras preocupações de seus dirigentes, foi estipular a mensalidade de um tostão antigo, importância essa que em 1913, os seus fundadores encontravam dificuldade para saldar.
Outras modalidades
Além do futebol, o Mavilis foi um dos pioneiros no Futebol de Salão (Futsal) na Guanabara, contando com uma equipe de voleibol. Na década de 60, tinha a ‘queda de braço’, onde clube foi bicampeão com o seu atleta Raimundo Teixeira, na categoria de peso mosca; assim como uma equipe da Pesca Desportiva, criada sob a direção do sr. José Secundo, e filiada à Federação de Pesca.
Fase áurea na década de 30
Em que pese ter permanecido como um clube amadorista a ‘era de ouro’ do Mavilis FC, foi ainda no período amadorista do futebol brasileiro, isso até o ano de 1932. Em 1929, com os seus Primeiros e Segundos Quadros, o Mavilis Football Club, sagrou-se campeão da Liga Suburbana.
Em 1932, quando o Botafogo levantou o último título do amadorismo, o Mavilis realizou excelente campanha, chegando ao vice-campeonato, na antiga AMEA. Mais tarde passou a ser filiado da Liga Suburbana de Desportos e finalmente ajudou a fundar o Departamento Autônomo da Federação Carioca de Futebol (FCF).
Duas participações na Elite do Futebol Carioca
O Rubro-anil do Caju disputou duas edições do Campeonato Carioca da 1ª Divisão, em 1933 e 1934. O maior momento feito do Mavilis aconteceu em 1934, quando terminou na 2ª colocação do Campeonato Carioca da 1ª Divisão, organizado pela AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos).
Como o Mavilis ingressou no Carioca da 1ª Divisão? Na quinta-feira, do dia 9 de Março de 1933, a AMEA se encontrava em “maus lenções”, com a debandada do Fluminense, Vasco, Flamengo, America, Bangu e Bonsucesso. Diante dessa crise, a entidade convidou o Mavilis, Confiança, River, Olaria e Carioca para recompor o certame.
Mavilis é eliminado pelo Botafogo no Torneio Início de 1933
O Torneio Início do Carioca da AMEA de 1933, foi realizado no domingo, às 11h25min., do dia 16 de abril, no Estádio General Severiano, no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio. O Mavilis estreou com vitória diante do Sport Club Brasil (Urca), pelo placar de 1 a 0. O time formou: China; Genaro e Bagueth; Nenê, Silvério e Procópio; Alvinho, Pisca, Aragão, Hélio e Honorino.
O árbitro foi Vicente Neiva Filho. Porém, na segunda fase, o Rubro-Anil do Caju caiu para o Botafogo, que venceu por 3 a 0. O clube da Estrela Solitária chegou na final, mas acabou derrotado pelo São Christóvão Athletico Club por 3 a 0. O time Cadete ficou com o título, enquanto o Botafogo ficou com o vice.
Mavilis fica na 7ª posição no Carioca de 1933
Na tarde chuvosa de domingo, do dia 21 de maio de 1933, o Mavilis debutou na Elite do Futebol Carioca, diante do Engenho de Dentro, no EstádioRetiro Saudoso, na Rua Carlos Seidl, no Caju, na zona norte do Rio.
Um bom público compareceu para prestigiar o Rubro-Anil do Caju, que apesar da boa atuação, ficou no empate em 2 a 2. Na primeira etapa, o Mavilis abriu o 0000ppppplacar por intermédio do atacante Honorino.
Na etapa complementar, Mario soltou um foguete para deixar tudo igual. Aos 40 minutos, novamente, Mario fez o 2º tento, colocando o Engenho de Dentro em vantagem. Logo depois, após um escanteio, Pisca I testou de forma fulminante deixando placar em ippgualdade. O árbitro foi o sr. Pedro Gomes de Carvalho. Nos Segundos Quadros, o Mavilis goleou o oponente por 4 a 0.
O Mavilis: Medonho; Nenê e Bagueth; Camisa, Silvério e Pequenino; Araujo, Harven (Pisca I), Aragão, Honorino e Camarinha.
Engenho de Dentro: Walter; China e Virada; Quino, Adelino e Rubens; 23, Mario, Manolo, Antônio e Aduane.
Em junho de1933, o Mavilis acabou perdendo um dos destaques, o atacante Honorino, que se transferiu para o Bonsucesso Futebol Clube.
Somente na sexta rodada, o Mavilis obteve a sua 1ª vitória no Carioca de 1933. No domingo, do dia 09 de julho, o Rubro-Anil do Caju foi até a Rua João Pinheiro, no bairro da Piedade, vencendo de forma convincente o brioso River Football Club pelo placar de 3 a 0.
Os gols foram assinalados por Camarinha, no final do 1º tempo. Anníbal no início da segunda etapa e, novamente, Camarinha, deu números finais ao jogo. Carlos de Carvalho, o “Americano” (Andarahy AC), foi o árbitro da peleja.
River: Nicanor; Pery e Luiz II; Orestino, Gradim e Bolão; China, Manoelzinho, Alemão (Bebeto) e Mies.
Mavilis: Medonho; Bagueth e Genaro; Pequenino, Camisa e Annibal; Alô, Aragão, Goulart, Galhoti e Camarinha.
Campanha do Mavilis em 1933
21 de maio
Mavilis FC
2
X
2
Engenho de Dentro AC
28 de maio
Olaria AC
2
X
2
Mavilis FC
11 de junho
Mavilis FC
3
X
3
SC Cocotá
18 de junho
Mavilis FC
1
X
4
Botafogo FC
25 de junho
SC Brasil
1
X
1
Mavilis FC
09 de julho
River FC
0
X
3
Mavilis FC
23 de julho
Mavilis FC
3
X
3
Andarahy AC
30 de julho
AA Portuguesa
3
X
3
Mavilis FC
27 de agosto
Mavilis FC
2
X
2
Confiança AC
03 de setembro
Engenho de Dentro AC
3
X
1
Mavilis FC
10 de setembro
Mavilis FC
2
X
4
Olaria AC
1º de outubro
Botafogo FC
3
X
0
Mavilis FC
29 de outubro
Mavilis FC
4
X
1
River FC
05 de novembro
Andarahy AC
2
X
2
Mavilis FC
12 de novembro
Mavilis FC
3
X
2
AA Portuguesa
19 de novembro
Confiança AC
4
X
2
Mavilis FC
26 de novembro
Mavilis FC
2
X
1
SC Brasil
03 de dezembro
SC Cocotá
WO
X
–
Mavilis FC *
*Um dia antes da partida, o Mavilis entregou os pontos ao Cocotá, enviando Ofício a AMEA, comunicando que não iria comparecer na Ilha do Governador.
No final, o Mavilis fechou o Campeonato Carioca da 1ª Divisão de 1933, na 7ª posição (num total de 10 clubes): foram 16 pontos em 18 jogos; com quatro vitórias; oito empates e seis derrotas; marcando 36 gols, sofrendo 40 e um saldo negativo de quatro.
O time-base de 1933, do Mavilis: Medonho (Agostinho, Ismael ou China); Nenê (Genaro ou Mello) e Bagueth (Oswaldo ou Genesio); Annibal (Pequenino), Silvério e Camisa; Alô (Ernani ou Araujo), Hermes (Harven ou Tita), Aragão (Mario ou Pisca I), Honorino (Freire ou Goulart) e Camarinha (Galhoti).
Mavilis vice-campeão do Torneio Início de 1934
Um pequeno público compareceu no estádio do Andarahy, na Rua Barão de São Francisco, no bairro do Andaraí, na zona norte do Rio, a fim de assistir o Torneio Início entre os clubes da 1ª Divisão da AMEA, tanto que a renda não chegou a alcançar oitocentos mil réis!
O Mavilis estreou vencendo, no 2º jogo, o River pelo placar de 2 a 1. Arbitragem ficou a cargo do sr. Alfredo da Silva Mesquita. O Mavilis jogou assim: Antônio; Alfredo e Genaro; Silvério, Alô e Antônio; João, Augusto, Ary, Freire e Motta Filho.
O River: Alipio; Francisco e Mello; Rocha, Malaquias e Antonio; Canedo, Oliveira, Couto, Dutra e Luiz.
Na segunda fase, com arbitragem do sr. Carlos de Carvalho, o Mavilis bateu o Confiança, por 2 a 0. O Mavilis: Antônio; Alfredo e Genaro; Silvério, Alô e Antônio; João, Augusto, Ary, Freire e Motta Filho.
Confiança: Couto, Altair e Josué; Elias, Waldemar e Syrio; Euclydes, Rosas, Freitas, Salvador e Martiniano.
Na semifinal, o Mavilis e Olaria empataram sem gols, porém no 1º critério de desempate, o Rubro-Anil do Caju avançou por 2 escanteios a zero. O árbitro foi Alfredo da Silva Mesquita.
O Mavilis: Antônio; Alfredo e Genaro; Silvério, Alô e Antônio; João, Augusto, Ary, Freire e Motta Filho.
Olaria: João; Alfredo e Armindo; Germano, Augusto e Joaquim (Viveiros); Horácio, Rubem Gago, Vieira; Corrêa e Pierre.
Na grande final, com arbitragem de Sebastião de Campos Cesário, Botafogo e Mavilis empataram sem gols, no tempo normal. Na prorrogação, o clube da Estrela Solitária venceu por 1 a 0. O herói foi o atacante Pirica, autor do gol do título. Com isso, o Mavilis ficou com o vice do Torneio Início de 1934.
O Mavilis: Antônio; Alfredo e Genaro; Silvério, Alô e Antônio; João, Augusto, Ary, Freire e Motta Filho.
Botafogo: Germano; Orlando e Vicente; Affonso, Waldyr e John; Eloy, Beijinho, Carvalho Leite, Jayme e Pirica.
Vice-campeão Carioca de 1934
Na estreia do Carioca de 1934 – no domingo, do dia 15 de abril – O Mavilis venceu o Engenho de Dentro por 2 a 1, no EstádioRetiro Saudoso, na Rua Carlos Seidl, no Caju.
Os gols foram assinalados por Ary e Aragão para o Mavilis; enquanto Mário fez o tento de honra do Engenho de Dentro. Sebastião de Campos Cesário foi árbitro da partida. O time do Caju formou assim: Ninho; Alfredo e Genaro; Parreira, Silvério e Alô II; Antoninho, Juca, Aragão, Pisca II e Ary e Alô II (Cap.).
No returno, o Mavilis venceu o Botafogo, que foi o campeão, por 2 a 0(Gols de Honório e Chavão, ambos na etapa final), em casa, no domingo, do dia 22 de julho de 1934. No final foram 13 pontos em 11 jogos; com seis vitórias, um empate e cinco derrotas; marcando 29 gols, sofrendo 26 e um saldo positivo de três tentos, terminando na 2ª colocação.
Campanha do Mavilis em 1934
15 de abril
Mavilis FC
2
X
1
Engenho de Dentro AC
22 de abril
Botafogo FC
4
X
2
Mavilis FC
29 de abril
Mavilis FC
4
X
2
Olaria AC
13 de maio
SC Cocotá
4
X
3
Mavilis FC
20 de maio
Mavilis FC
3
X
3
Andarahy AC
03 de junho
AA Portuguesa
1
X
3
Mavilis FC
10 de junho *
Mavilis FC
WO
X
–
River FC
24 de junho
SC Brasil
–
X
WO
Mavilis FC
1º de Julho
Confiança AC
–
X
WO
Mavilis FC
15 de Julho
Engenho de Dentro AC
–
X
WO
Mavilis FC
22 de julho
Mavilis FC
2
X
0
Botafogo FC
29 de julho **
Olaria AC
3
X
0
Mavilis FC
5 de agosto
Mavilis FC
WO
X
–
SC Cocotá
12 de agosto
Mavilis FC
7
X
3
AA Portuguesa
9 de setembro
River FC
–
X
WO
Mavilis FC
23 de setembro
Mavilis FC
WO
X
–
SC Brasil
30 de setembro
Mavilis FC
WO
X
–
Confiança AC
13/01/1935
Andarahy AC
5
X
3
Mavilis FC
*Em razão da recusa da AMEA, em não inscrever o atleta Alfredo daSilva, do River FC, por não conter a assinatura do presidente do clube ehaver este atestado o boletim em data anterior a do requerimento feito pelojogador. O River FC, em represália, não compareceu ao jogo do dia 10 dejunho contra o Mavilis FC, perdendo por WO.
**A partida foi interrompida e concluída em 28 de outubro de 1934.
Os demais WO não foram computados, pois os clubes abandoram a competição.
Mavilis é colocado na 2ª Divisão da FMD e desiste de participar do Carioca de 1935
Arquibancadas do tradicional Mavilis, que com apoio dos moradores e comércio da localidade poderá desaparecer, dando lugar a outra, confortável e digna de clube.
Com a criação da nova entidade carioca(Federação Metropolitana de Desportos, no dia 11 de dezembro de 1934), ficou definido em reunião, na sexta-feira, do dia 08 de março de 1935, os seguintes integrantes da Primeira Divisão: Vasco da Gama, Botafogo, Bangu, Carioca, Andarahy, Olaria, Brasil e Madureira.
A decisão de colocar o clube para a Segunda Divisão, da FMD, não agradou a diretoria do Mavilis. Após Assembleia, na terça-feira, do dia 07 de maio de 1935, ficou decidido que o clube não iria participar do campeonato da FMD. E assim, o Mavilis nunca mais voltou a disputar a Elite do Futebol Carioca.
Campeão na Federação Suburbana de 1938
Acervo de Sérgio Mello – campo do Mavilis, na década de 70
O Mavilis ajudou a fundar a Federação Athletica Suburbana (FAS), onde se sagrou campeão da Zona Sul, no domingo, do dia 5 de julho de 1938, ao bater o Sport Club Rodrigues pelo placar de 4 a 2, no estádio da Avenida Francisco Bicalho, que margeia os bairros do Santo Cristo e de São Cristóvão, situados na Zona Central do Rio.
Os gols foram assinalados pelo meia esquerda Hugo e João, com dois tentos cada para o Mavilis; enquanto Alyrio e Gato fizeram os gols do SC Rodrigues. O árbitro foi o sr. Abilio dos Santos. Na preliminar, os Segundo Quadros, do Mavilis goleou o SC Rodrigues pelo placar de 7 a 2.
Mavilis: Waldemar; Deport e Oswaldo; Alô, Leleco e Tavares; João, Carlos, Walter, Hugo e Moinho.
SC Rodrigues: Phantasma; Alberto e Carijó; Nunes, Herculano e Carestia; Lindo, Bahia, Gato, Marinho e Alyrio.
Conforme pretensões da diretoria mavilense, no lugar desta velha sede esportiva, deverá surgir um belo ginásio.
Mavilis foi um dos fundadores do DA
Na quinta-feira, do dia 07 de julho de 1949, o Mavilis foi um dos fundadores do Departamento Autônomo (DA). O seu melhor resultado aconteceu em 1969, quando terminou com o vice-campeonato, ao perder na decisão para o Atlético Clube Nacional.
Mavilis enfrentou o Flamengo
Na tarde de domingo, do dia 04 de janeiro de 1942, os profissionais do Flamengo enfrentaram, em amistoso, o Mavilis (que tinha ingressado recentemente na Federação Metropolitana, para disputar a Segunda Divisão), no Caju.
Venceu o Rubro-Negro
A luta, como não podia deixar de ser, atraiu ao seu local um público numeroso, que não regateou aplausos ante o espetáculo movimentado que caracterizou o match durante todo o seu transcurso.
A arbitragem do match, esteve a cargo do sr. Pereira da Silva, cujo desempenho satisfez plenamente. Na preliminar, o Tira Teima F. C. venceu o Sapucaia, pela contagem de 3 a 1.
Embora o Flamengo fosse apontado como franco favorito, todavia o seu triunfo não foi fácil. Lutaram os rubro-negros frente a um conjunto que, além de soberanamente organizado, possui ainda um entusiasmo que em certos momentos superou a técnica a superioridade da equipe do campeão de terra e mar.
Assim, o Flamengo teve que agir com bastante cautela, para vencer após uma batalha renhida pela contagem de 5 a 3. Os gols foram marcados pelos rubro-negros por Waldyr(três tentos), Nandinho e Lupércio, um gol cada. Pelo Mavilis, o atacante Vareta, duas vezes, e Djalma, de pênalti, fizeram os gols.
Quadros
Flamengo: Hélio; Barradas e Assumpção; Biguá, Hélio e Médio; Lupércio, Nandinho, Waldyr, Vevé e Jarbas.
Mavilis: Jagunço; Tavares e Waldyr; Aguiar, Tarzan e Flavio; Leléco, Otto, Osmar, 64 (Djalma) e Vareta.
Utilidade Pública
Acervo de Sérgio Mello – campo do Mavilis, na década de 70
O clube foi declarado de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº 936, na terça-feira, do dia 15 de setembro de 1959.
Números de sócios em 1967
Em 1967, o uniformeera camisa branca listras azuis e vermelhas, horizontais e calções azuis. Além do Futebol, o clube ainda contava com Futebol de Salão (Futsal), Voleibol, Tênis de Mesa, Torneios de Pesca e Queda de Braço. Nesse ano (1967), o clube contava com o seguinte número de associados: 326 contribuintes; 578 remidos; 22 beneméritos e 13 atletas.
Anos 60: tempos de ‘vacas magras’
Embora o futebol fosse a sua principal atividade esportiva, várias vezes o clube viu-se obrigado a ficar afastado do campeonato amador promovido pelo DA, por dificuldades financeiras.
Em 1966, por faltar-lhes condições ficou ausente do campeonato, com a finalidade de poder brilhar em 1967, contudo houve a falta de sorte do Mavilis, que foi atingido pelas enchentes do princípio do ano e os muros que circundam o seu estádio ruíram e na reconstrução dos mesmos.
O dinheiro reservado para custear sua participação no DA foi usado nas obras. Com isso, o Mavilis não disputou o certame do Departamento Autônomo (DA) de 1967.
Diretoria de 1967:
Presidente – Jaime de Melo Borges;
Vice-presidente – Luís de Oliveira;
1º Secretário – Antônio Teixeira Filho;
2º Secretário – Irio Ferreira dos Santos;
1º Tesoureiro – Sátiro da Conceição;
2º Tesoureiro – Paulo dos Santos Sportistch;
Diretor do Departamento de Veteranos – Pedro Fonseca.
Vitrine de troféus do Mavilis, dentre eles um busto de Getúlio Vargas.
Títulos conquistados em 1913 a 1969:
Campeão do 1º e 2º Quadros da Liga Brasileira de Desportos (1923);
Campeão da Liga Suburbana (1929);
Campeão Carioca dos Segundos Quadros da Segunda Divisão (1931);
Vice-campeão da ANEA, sendo que o Botafogo foi o campeão (1932);
Vice-campeão do Torneio Início do Campeonato Carioca (1934);
Campeão da Zona Sul da Federação Atlética Suburbana (1938);
Campeão de Aspirantes do Departamento Autônomo (1951);
Campeão da Série Urbana, na categoria de Aspirantes (1951);
Supercampeão de Aspirantes do Departamento Autônomo (1957);
Campeão de Aspirantes da Série Alfredo Tranjan (1957);
Campeão de Aspirantes do Departamento Autônomo (1958);
Campeão da Disciplina (1960);
Vice-campeão do Torneio Major Aulio Nazareno, na categoria Infanto-juvenil (1961);
Campeão do Torneio Início Infanto-juvenil (1962);
Vice-campeão de Aspirantes da Série Durval Figueiredo (1963);
Campeão da Série Durval Figueredo de amadores (1963);
Vice-campeão de Aspirantes da Série Almir Santos (1964);
Bicampeão Carioca de ‘Queda Braço’, na categoria Mosca médios (1963-64);
Vice-campeão Carioca de ‘Queda Braço’, na categoria nos Médios (1963-64).
Campeão da Série Comitê Olímpico Brasileiro, do Departamento Autônomo (1969);
Vice-campeão do Departamento Autônomo, categoria adultos (1969);
Alguns jogadores revelados:
Pascoal, Espanhol e Vicente (o Pé de Ouro), no amadorismo (Vasco da Gama e depois, São Cristóvão); Djalma (Flamengo); Gualter (Bangu, Fluminense e São Cristóvão); Joel (Fluminense); Santo Cristo (São Cristóvão, Vasco da Gama e outros); Constantino (Sedan, da França); Sérgio (Vasco da Gama); Jurandir (Athletico Paranaense); Tião (Coritiba);. o ponta-direita Tonho (Bangu, em 1967); O ponta esquerda Antônio Carlos (Botafogo, em 1989), centroavante Nando (Flamengo, em 1989).
O alambrado do campo do Mavilis, no Caju. O clube está trabalhando para construir o novo muro, pois o antigo foi derrubado pelos temporais no início de 1967.
Fim da linha do Mavilis
Na década de 70, o clube participou com as equipes de base. Além disso, o campo era utilizado pela escolinha de futebol e o juvenil do Fluminense treinavam ali. Em 1980, começou a derrocada, após a Cia.América Fabril ter entrado na justiça com pedido de reintegração da posse, pelo que fez um depósito de Cr$ 42 milhões como indenização pelas benfeitorias da sede do Mavilis Futebol Clube. Vale lembrar que os terrenos da Rua Carlos Seidl, no Caju foram cedidos pela União e Indústria América Fabril, em 1913.
A Associação de Moradores do Caju e a diretoria do Mavilis, alegavam que parte dos terrenos pertencia a Marinha e ao Arsenal de Guerra, e, além disso, a fábrica, falida em 1975, não poderia dispor da quantia depositada, a menos que houvesse algum grupo interessado na utilização da área.
O espaço físico possuía 10 mil m² divididos em um campo de futebol, duas quadras de futebol Society, bar, vestiários e um galpão para festas e prática de esportes.
A relação entre o clube e os moradores da região era estreita, uma vez que o Mavilis cumpria uma função social, cedendo espaço para o lazer dos moradores mais humildes e acolhendo os desabrigados.
Na época, a presidente da Associação de Moradores do Caju, Shirley Salim, revelou que o Mavilis “foi a salvação” quando 30 barracos da comunidade do Buraco da Lacraia foram destruídos por um incêndio em outubro de 1982: “Os moradores foram instalados justamente aqui. E agora estou pedindo espaço para quatro famílias que não têm onde ficar“.
As cinco favelas do bairro, segundo o diretor social Edgar Antônio da Silva, eram as mais beneficiadas, pois ali elas promoviam festas e partidas de futebol sem que nada lhes seja cobrado.
O Mavilis contava com 384 sócios que, desde 1976, não pagavam a taxa de manutenção mensal de Cr$ 50,00. O barzinho estava arrendado e os Cr$ 100 mil que a diretoria do clube receberia não seriam suficientes para o pagamento de Cr$ 140 mil pelo fornecimento de energia ou de Cr$ 20 mil semanais pelo trabalho do zelador.
Infelizmente, após uma longa batalha judicial com a Cia. América Fabril, então em liquidação judicial, o Mavilis Futebol Clube acabou perdendo. Mesmo com o clamor dos moradores do Caju, o Rubro-Anil do Caju acabou sendo despejado, a sede destruída, colocando um ponto final em mais de 70 anos de história!
Imagem visto de cima de como está atualmente a antiga sede e o campo do Mavilis (linha vermelha)
ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FOTOS: Estadio – Supplemento Semanal Sportivo de O Cruzeiro (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – Google Maps Street View– Acervo de Sérgio Mello
FONTES: A Luta Democrática (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Globo (RJ) – Nilo Dias – O Jornal (RJ) – Última Hora (RJ)