O Estrela Futebol Clubeé uma agremiação da cidade de Miguel Pereira, situada na região Centro-Sul Fluminense(Vale do Café), a cerca de 120 km da capital do estado do Rio de Janeiro. Localizada na Serra do Tinguá, com uma população de 25.582 habitantes(segundo o Censo do IBGE/2020), a aproximadamente 618 metros acima do nível do mar, a cidade é conhecida por seu clima ameno e como estância climática.
Guarda a lembrança e o privilégio de ter sido o 1º clube de futebol da vila, justamente durante os anos em que ela perdia a denominação de município de Estiva para se transformar em Professor Miguel Pereira (atual: município de Miguel Pereira).
Foi Fundado na terça-feira, do dia 04 de setembro de 1928, o Estiva Atlético Clube, homenagem ao antigo nome da cidade, graças à união de uma humilde, porém significativa parcela da população da vila, na qual destacavam-se comerciantes, ferroviários e criadores de gado, o clube.
Então sem sede, estatutos e sem dinheiro, representado unicamente por vinte e poucos jogadores de futebol que desejavam medir forças com o Portela Atlético Clube – conseguiu motivar e arregimentar para os seus quadros alguns dos mais expressivos nomes da localidade na época, como: Bonifácio de Macedo Portella, Aurélio Barile, Geraldino Caetano da Fraga (Dino), Nagib Ahouage, Rigoletto Cristofaro e Manoel “Manduca” Bernardes Sobrinho, todos muito preocupados com a ausência daquele esporte no lugar e, certamente, roídos por uma justificável inveja ao ver a ascensão do Portela Atlético Clube na região.
Durante dois anos (1930), reinou no recém-batizado município de Miguel Pereira uma forte unanimidade em torno do Estiva Atlético Clube (na década de 30, os jornais cariocas denominavam como: Estiva Football Club), até porque seus próceres assim deviam agir em contraposição direta ao prestígio portelense.
Assim, naquele ano, os mais influentes conselheiros do Estiva Atlético Clube indicaram para o ambicionado cargo a senhorita Conceição Setúbal Ritter, irmã do Dr. Oscar Setúbal Ritter, médico que frequentava Miguel Pereira com assiduidade e que também exercia um cargo na direção daquela agremiação.
Modelo atual
Escolha do nome da Madrinha gerou um ‘racha’
Em 1930, porém, uma incontornável divergência, envolvendo a escolha da madrinha do clube, dividiu seus dirigentes. A situação mostrou-se muito delicada, visto que o cargo de madrinha possuía uma dimensão social extraordinária naqueles tempos de pioneirismo, sendo bastante ambicionado pelas senhoritas da localidade, até porque havia entre os desportistas um acordo tácito de anualmente renová-lo, dando assim oportunidade para que outras jovens da vila ocupassem um posto tão prestigioso.
Esse choque de interesses provocou um desacordo irremediável nas hostes do Estiva Atlético Clube, mesmo porque os demais dirigentes eram tão teimosos quanto o próprio Manduca.
Fachada da Sede com o escudo do Estrela F.C.
Tal ‘racha’ fez nascer oMiguel Pereira Atlético Clube
Tal escolha causou um profundo desagrado à numerosa família Bernardes, comandada por Manoel Francisco Bernardes Sobrinho, o Manduca, que já demonstrara o desejo de ver sua filha, Maria Ramos Bernardes, a Mariquita, ocupando solenemente aquela função social na cidade. Além do mais, a primeira indicação fora feita à revelia dos Bernardes, e Manduca, seu respeitado patriarca, jamais aceitaria uma imposição de tal natureza.
O conflito durou alguns dias e os dois lados não abriam mão de suas intransigentes posturas pessoais. Assim, quando o nome de Conceição Setúbal Ritter foi plenamente referendado em Assembleia Geral do Estiva, os Bernardes rebelaram-se em definitivo.
A primeira providência de Manduca foi reunir em sua residência os homens que o haviam apoiado em sua decisão de se desligar do Estiva Atlético Clube e alguns outros convidados especiais, cujo prestígio na vila pudesse manter viva a sua ideia. Lá compareceram Calmério Rodrigues Ferreira, o Juju, e seus irmãos Adalvet (Vevete) e Alzino Tintas, Felipe Carvalho, Dr. João Alberto Masô, Antônio Ferreira Real, Domingos Leitão, Francisco Peralta, Daniel Bernardes e dezenas de outros solidários amigos. Após a reunião foi decidido fundar o Miguel Pereira Atlético Clubeno sábado,do dia26 de abril de 1930.
Estrela F. Club inaugura o seu campo em 1930
No domingo, do dia 14 de dezembro de 1930, aconteceu a inauguração do campo do Estiva F. Club. O Correio da Manhã assim escreveu o evento: “Às 8 horas foi recebida na estação pela directoria, seus associados e famílias da localidade, a embaixada do Humayta Football Club, do Rio de Janeiro.
Há 1 hora o dr. Soares Filho, em nome da directoria, em discurso, fez entrega da fita a senhorita Conceição Bernardes Pinheiro, madrinha do club, que num improviso, agradeceu.
Às 2 horas realizou-se o encontro dos segundos teams do Humayta F. C., e Estiva F. C., com o resultado de 2 x 1 a favor do club visitante.
Às 8 1/2, teve início o encontro dos primeiros teams dos clubs acima, que depois de uma peleja deslumbrante, terminou por um empate de 3 x 8.
Às 5 horas foi servido uma mesa de doces ao club visitante e demais jogadores e aos convidados, falando nessa occasião o dr. Araujo Lima, que em nome da directoria, agradeceu aos convidados”.
Estiva enfrentou oCombinadoHaddock Lobo Football Club
No domingo, do dia 26 de novembro de 1933, o Estiva Football Club enfrentou o CombinadoHaddock Lobo Football Club. O Jornal do Commercio assim descreveu o encontro: “Afim de enfrentar, Estiva F. Club, de Miguel Pereira, partirá, para aquella localidade o CombinadoHaddock Lobo Football Club.
Chefiando a embaixada seguirá o Sr. Djalma de Souza e a convite do Haddock Lobo, seguirá a embaixada do Esporte Club Guanabara. O CombinadoHaddock Lobo vae conceder revanche ao Estiva, pois que já o venceu por 5 x 0.
A visita do CombinadoHaddock Lobo a Miguel Pereira, coincide com o anniversario do Estiva, que tem a sua frente as esforçadas figuras dos Srs. Aurelio Barille, Bonifacio Portella e Najibe”.
Sai ‘Estiva’ e entra ‘Estrela’
O Estiva Atlético Clube acabou alterando a sua nomenclatura para Estrela Futebol Clube, na quinta-feira, do dia 04 de abril de 1946, mantendo até os dias atuais. A sua Sede social fica localizado na Rua Francisco Alves, nº 60, no Centro de Miguel Pereira/RJ.
Time com a seguinte escalação: Manoel; Jair e Manoelito; Pedrinho, Paulo e Luiz; Jaime, Cabeção, J. Pretinho. Morici e Mário.
Estrela F.C. vence o Café Palheta F.C.
No domingo, do dia 09 de fevereiro de 1958, vibraram os torcedores simpatizantes do futebol amadorista da bela localidade de Miguel Pereira, na tarde de domingo último, com a realização do encontro entre as equipes do Estrela Futebol Clube, e a do Café Palheta Futebol Clube, do Rio.
A referida peleja agradou plenamente, a todos que compareceram ao campo dado o bom futebol posto em prática pelas duas equipes, notadamente a do Café Palheta Futebol Clube, que mesmo a despeito de ser derrotado realizou uma boa exibição, só não conseguindo um melhor resultado pela falta de pontaria dos seus dianteiros, sem que com isto se diminua o feito do conjunto local, que teve sua vitória valorizada pela atuação do adversário.
Tecnicamente as duas equipes se igualaram, entretanto quis o destino que o triunfo pendesse para o esquadrão do Estrela Futebol Clube pelo apertado escore de 3 a 2.
Grande acolhida
A delegação do Café Palheta Futebol Clube teve em Miguel Pereira uma grande acolhida, não só pela diretoria clube local como também pelos moradores locais. A caravana que acompanhou a equipe carioca foi uma das maiores já organizada pela simpática agremiação, cuja viagem foi feita pela Central do Brasil.
As duas equipes formaram com a seguintes constituições:
Estrela: Manoel; Jair e Manoelito; Pedrinho, Paulo e Luiz; Jaime, Cabeção, J. Pretinho. Morici e Mário.
Café Palheta: Aldo; Jorge e Escova; Adair, Fernandes e Walmir; Valadão, Wilson, Décio, Hélio e Hélcio.
Antecipando o encontro principal estiveram em ação as equipes de aspirantes das mesmas agremiações, encontro este que terminou com o justo empate de 2 a 2.
Sede social: Rua Francisco Alves, nº 60, no Centro de Miguel Pereira/RJ.
Outros
O Estrela ganhou o status de Utilidade Pública, no dia 13 de abril de 1962, sob o nº 19, às folhas 10/11 do Livro B.B., pela Câmara Municipal de Miguel Pereira, deliberada nº 217, no dia 30 de março de 1962, pelo então prefeito José Antônio da Silva.
Atualmente, o clube se concentra apenas no entretenimento na sua sede social, com eventos como bailes de carnaval, festas e shows. O esporte está momentaneamente sem atividades.
ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FOTOS: Correio da Manhã (RJ) – Google Maps
FONTES: Jornal Regional Rio – professor e historiador Sebastião Deister – Câmara Municipal de Miguel Pereira – Facebook do Estrela Futebol Clube – Jornal do Commercio (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal dos Sports (RJ)
O Central Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Miguel Pereira, situada na região Centro-Sul Fluminense(Vale do Café), a cerca de 120 km da capital do estado do Rio de Janeiro. Localizada na Serra do Tinguá, com uma população de 25.582 habitantes(segundo o Censo do IBGE/2020), a aproximadamente 618 metros acima do nível do mar, a cidade é conhecida por seu clima ameno e como estância climática.
O “Tricolor Miguelense” foi Fundado no sábado, do dia 22 de outubro de 1955, tendo a sua Sede social situado na Rua General Ferreira do Amaral, nº 46, no Centro de Miguel Pereira/RJ.
Breve história
Com o inesperado desaparecimento do futebol do Miguel Pereira Atlético Clube, a cidade passou a contar tão-somente com o Estrela Futebol Clube, sendo que no 2º Distrito o Portela Atlético Clube prosseguia em sua vitoriosa trajetória. Corria o ano de 1954, e Miguel Pereira e Portela viviam a efervescência dos movimentos populares voltados para sua emancipação político-administrativa.
João Deister – que ainda jovem colaborara na construção do campo do Miguel Pereira AC em 1930 – sentiu-se órfão com o eclipse do seu clube, e instigado por amigos e pelos filhos que tanto gostavam de futebol, resolveu reunir em torno de si uma plêiade de companheiros ferroviários no intuito de fundar uma nova agremiação na cidade, cujas hostes pudessem abrigar os jogadores que não obtinham vagas no Estrela FC ou no Portela AC e que, por essa razão, no podiam praticar seu esporte favorito.
De imediato, ele atraiu para sua causa o Dr. Geraldo Soares Berford, engenheiro residente na estação de Miguel Pereira, cujo prestígio junto à direção da Estrada de Ferro lhe possibilitou conseguir uma grande área para a construção do campo de futebol do futuro clube.
Praticamente todos os ferroviários de Miguel Pereira aderiram à ideia, e dessa maneira nasceu, no dia 22 de outubro de 1955 – exatamente três dias antes da emancipação do Município – o Central Atlético Clube, designação que homenageava a ferrovia onde João “Alemão” trabalhava havia anos.
Já na primeira reunião foram aprovados os estatutos do Clube, previamente redigidos pelo fundador, e aceita a sugestão de cores para o uniforme dos times: grená, verde e amarelo.
Primeira Diretoria
A 1ª Diretoria do clube ficou assim formada:
Presidente – Maurício de Araújo Santos
Vice-presidente – Antônio Lopes de Vasconcelos
Tesoureiro – Francisco Maurício Rezende
Secretário – Luiz Ramos da Costa
Patrono – Dr. Geraldo Soares Berford.
Na foto (ano: 1973) Sebastião Deister como goleiro, a prefeita Aristolina Queiroz de Almeida e o empresário Fructuoso da Fonseca Fernandes que ainda seria prefeito da cidade de Miguel Pereira.
Demais fundadores
Além desses nomes, outros importantes personagens participaram diretamente da fundação do Central AC, como Manoel Ferraz de Araújo, Oswaldo Lioi, Getúlio de Carvalho, José Baldez Alves de Macedo, Ernesto Vilela da Almeida, Antônio de Araújo Leitão, Mário de Figueiredo Bacelar, Walter Vieira Barbosa, José Basileu Ribeiro, Carmosino de Oliveira, Hugo Deister e Manuel de Nonno.
Desde sua criação, o Central AC passou a ocupar a vaga deixada pelo Miguel Pereira AC, inclusive na rivalidade com o Estrela e com o Portela, mas hoje restam do clube apenas as dependências do seu campo praticamente abandonado e uma grande saudade de seus gloriosos tempos, quando as arquibancadas do Estádio Dalvet recebiam centenas e centenas de entusiasmados torcedores. Os refletores do estádio foram inaugurados na quarta-feira, do dia 16 de julho de 1969.
Da esquerda para a direita: João Deister (presidente do Central AC); Carmosino de Oliveira; Dr. Muniz e ex-prefeito Nelzinho
Defenderam o Central atletas de grande prestígio na Serra, como: Mário Bacelar, Hugo, Humberto, Agostinho, Marcos, Ricardo e Tião Deister, Édson “Piau”, Chiquinho Luchesi, Agenir Rezende, Danilo Ferreira Gomes, Totonho, Alédio, Moacir, Walter, Siridó, Jorge Antônio, José Carlos, Fuzil, Paulo Lisboa, Luiz Ney, Jorge Cleber, Cacacho, Eduardo, Carlinhos Moreira, “Tampinha”, Getúlio, Adilson, Santaninha, Jorginho Alexandre, Enéas, Biluca, Paquinha, Clésio, Júlio Carlos, Armando e Aloísio Moreira, Valcir, Juquinha Fraga, Geraldo “Tôco”, “Bolão” e dezenas de outros cuja lembrança não pode jamais ser apagada dos anais de nossa rica História.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTE E FOTOS: Jornal Regional Rio – professor e historiador Sebastião Deister
A Sociedade Esportiva Columbia foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). Um grupo de jovens esportistas, funcionários da Cervejaria Columbia S. A., resolveram fundar na segunda-feira, do dia 25 de junho de 1951.
O clube surgiu com o apoio e incentivo de parte dos srs. Guido Franceschini, superintendente da Cervejaria Columbia S. A., Ítalo Franceschini, Orlando Satucci, Dr. Humberto Frediani e Dr. Waldemar Strazzacapра.
A Sede administrativa ficava instalada nas dependências dentro da própria CervejariaColumbia S.A., na Avenida Andrade Neves, nº 103, no Centro de Campinas/SP. O local, contava com aparelho televisor, mesas de pingue-pongue, damas e xadrez, para recreação dos associados.
A sua 1ª Diretoria, constituída de seus fundadores, esteve integrada por:
Presidente – Ary Antunes;
Vice-presidente – Benedito Batista da Silva Filho;
Tesoureiro-Geral – Antônio F. do Amaral;
1º Tesoureiro – Carmo Della Donne;
2º Tesoureiro – Nilza Ruas;
Secretário – Nelson Marques;
1º Secretário – Geraldo Batista;
Diretor de Esportes – Décio Rocha;
Direto Social – Edmir Checchia;
Diretor de Propaganda – José Antônio Gobbi.
Títulos
Em suas conquistas tem a S. E. Columbia por galardão, o título de campeã do torneio início, do certame “Benedito Alves“, promovido pela Liga Campineira de Futebol, em 1953; bicampeã do torneio promovido pelo SESI, em 1954 e 1955; vice-campeã de voleibol, pelo torneio início do “Torneio Estímulo de Voleibol“, promovido pela Liga Campineira de Voleibol, realizado em 1953.
Em diferentes épocas (anos 50 e 70), a S. E. Columbia organizava provas de Pedestrianismo como a “Prova Pedestre Mossoró” e a “Prova dos Garçons“, despertando grande interesse dos esportistas e público locais.
Diretoria de 1957 era composta por: Orlando Pavan (Presidente); Geraldo Batista(Vice-Presidente); José Antônio Gobbi (Secretário-Geral); Antônio Barreto (1º Secretário); Arlindo Chiavegatto (Tesoureiro-Geral); Arsênio da Silva Carvalho (1ºTesoureiro); Gilberto Christdos Santos e Isaias Gobbi(Diretores de Esportes); Amadeu Ceregatti (Diretor Social); José de Carvalho Marcelino (Diretor de Patrimônio).
A Sociedade Esportiva Columbia mandava os seus jogos no campo do Mogiana, em Campinas/SP. O dirigente do clube, Benedito Batista da Silva Filho foi Presidente da Liga Campineira de Atletismo em 1955, e depois presidiu a Liga Campineira de Futebol.
Gazeta Esportiva, 19 de abril de 1955
Empatou em Descalvado a S. E. Columbia
A Gazeta Esportiva assim contou a história do jogo: “No domingo, do dia 10 de julho de 1955, aproveitando a folga que lhe proporcionou o Campeonato Amador de Campinas, a S. E. Columbia foi até a cidade de Descalvado, e arrancou um empate em 3 a 3.
Após os 90 minutos de luta, o marcador registrou igualdade com Juquinha, Vambi e Tito assinalado para os rubro-verdes(em outra matéria citou que o time era alviverde).
Jogaram assim formados os campineiros: Luiz; Nei e Ditão; Tito (Sidney), Gastão e Plinio (Tito); Semedo, Vambi, Juquinha, Luizinho e João Rosa (Plinio). Por nosso intermédio, os “Columbinos” agradecem os serviços prestados pelo dr. Ueber Teixeira, que acudiu o arqueiro Luiz, quando da sua contusão”.
Gazeta Esportiva, 21 de julho de 1955
Colaborou: Moisés H G Cunha
ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FOTOS: Acervos de Dilson Rocha, o ‘Rochinha’ (ex-jogador do Columbia) – Claudio Aldecir Oliveira (1956)
FONTES:Dilson Rocha, o ‘Rochinha’ – Álbum Futebolístico de S. Paulo – A Tribuna (SP) – A Gazeta Esportiva (SP)
A Associação Beneficente Cultural e Recreativa dos Marítimos foi uma agremiação da cidade de Corumbá (MS). A sua Sede ficava localizada na Rua Treze de Junho, nº 1.519, no Centro da cidade de Corumbá. O clube Alvianil foi Fundado no sábado, do dia 18 de Agosto de 1951.
O seu mascote era o Marinheiro Popeye, enquanto os seus jogos eram realizados no Estádio Artur Marinho, com capacidade para 15 mil pessoas. Participou do Campeonato Sul-Mato-Grossense da 1ª Divisão, em quatro oportunidades: 1995, 1996, 1997 e 1998. Até os anos 70 era o clube mais popular de Corumbá, fronteira com a Bolívia, onde foi Pentacampeãodo Campeonato Citadino: 1954, 1955,1956, 1957 e 1958. Na década de 60 outros dois títulos: 1960 e 1962..
Em pé da esquerda para a direita: Juvenal, Tuta, Pierre, Aurélio, João Luiz, Cacique, Gilson, Zelão, Adalberto (técnico), Mário e Jorge “Cachaço”. Agachados na mesma ordem: Celi (massagista), Jair “Pagodeiro”, Armindo, Edeni, Adão, Calixto, Mário Fernandes, Moreira e Zé de Oliveira (preparador físico).
Disputou o Torneio Inter-clubes do Mato Grosso em 1962. Depois participou do Torneio dos campeões do Estado em 1965, Campeonato Matogrossense de Amadores em 1966 e 1968(neste período não havia estadual, sendo substituídos por estes Torneios Estaduais organizados pela FMD). Disputou o Campeonato Estadual Mato-grossense de 1975 (antes da divisão do estado). Disputou quatro campeonatos Sul-mato-grossense de 1995 até 1998.
Acervo de”Memórias de Corumbá”
FONTES & FOTO: Revista Placar – Correio de Corumbá– Página do Facebook “Memórias de Corumbá”
A Liga de Esportes de Corumbá (LEC) é a entidade máxima da cidade de Corumbá, que fica localizado a 415 km da capital de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul. Corumbá conta com uma população de 96.268 habitantes, segundo o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022. O nome da cidade vem do Tupi-guarani (Korü’ba) que significa ‘Banco de Cascalho’.
A LEC (Liga de Esportes de Corumbá) foi fundada na sexta-feira, do dia 04 de julho de 1941. A sua Sede fica no Estádio Municipal Arthur Marinho, situado na Rua Delamare, 1.958-2.118, no bairro Dom Biosco, em Corumbá/MS.
Seleção de Corumbá em 1963, em Aquidauana/MS EM PÉ (esquerda para a direita): Queite, Garrafinha, Tachi e Lara. AGACHADOS (esquerda para a direita): Arionor, Vandir, Nelson, Judson, Adalberto e Cuiabano.
FOTO: Página no Facebook “Memórias de Corumbá”, do acervo de Milton Evangelista
O Teresópolis Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Teresópolis, situada na Região Serrana do estado do Rio de Janeiro. Localizado a 94 km da capital do Rio, Teresópolis possui uma população de 165.123 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022.
O “Tricolor do Alto” foi Fundado no sábado, do dia 04 de Abril de 1915. O clube possui estádio próprio, chamado Antônio Savattone, com capacidade para 8 mil pessoas, situado na Rua Ernesto Silveira, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Teresópolis/RJ.
As cores foi uma homenagem ao Fluminense
Por causa de uma tragédia ocorrida na cidade, em 9 de março de 1930, o Tricolor Carioca veio à Teresópolis disputar o Troféu Cidade de Therezopolis, onde saíram vitoriosos pelo placar de 5 a 1.
Na volta ao Rio de Janeiro, quando o trem da Estrada de Ferro Therezopolis, conduzindo o time do Fluminense, descarrilhou na serra morrendo no acidente oito passageiros, entre eles o zagueiro gaúcho Jorge Tavares, o ‘Py’.
O União adotou as cores do tricolor carioca, atitude que levou os jogadores do bairro do Alto, dispersos em dois times – o outro era o Teresópolis – a repensar a rivalidade que havia entre eles, quando decidiram se juntar, dando um as cores da camisa e o outro o campo, desde 1915 na rua Ernesto Silveira, 10.
Superando o abalo emocional que atingiu todos os esportistas da época, o Fluminense honrou a gloriosa camisa tricolor, e ainda conseguiu terminar o Campeonato Carioca daquele ano na 6ª posição.
Criado no bairro do Alto, com campo na rua Alfredo Rebello Filho, pomposamente denominado estádio Jorge Pereira da Silva, havia nos anos 1920 em Teresópolis um time de futebol chamado “União”, que usava camisa azul(antigo nome do clube), resolveu mudar as cores para o verde, branco e grená.
Clube recebe doação de terreno
No período 1959-1962, em que foi prefeito Omar Magalhães, o bairro do Alto tinha quatro vereadores. Além de Diogo Ponciano, Luiz Moura, Alfredo Rebello e Wilson Martins, surgiu na Câmara um quinto vereador do Alto, o empresário e desportista José Pimentel, segundo suplente que alcançou o mandato com a providencial licença dos vereadores Roberto Péricles e Juel Teixeira, aliados do prefeito.
A ascensão de empresário Zeca Pimentel à Câmara se deu, especificamente, para o projeto de doação ao Teresópolis Futebol Clube do terreno no bairro do Alto, que havia sido recebido em doação do latifundiário urbano Joaquim Rollas, somando forças para a realização os demais vereadores do bairro. A União, mais uma vez se fazia presente no time que tem a palavra na origem de seu nome.
Estádio
Evento cívico realizado no campo do Teresópolis F.C. As arquibancadas que recebiam grande público, ainda estavam em obras.
O União fez a força do Teresópolis, dando ao Alto um time de futebol à altura do bairro, e da cidade. E a união levou a outro sítio histórico do Teresópolis Futebol Clube: a sua arquibancada. Erguida sobre a estrutura dos vestiários feitos pela empresa Enarc, contratada pela direção do TFC em 1961, assim que ocorreu a doação do terreno ao clube pela Prefeitura, a construção da arquibancada do TFC aconteceu por empenho de alguém que é um ícone do futebol brasileiro, Heleno de Barros Nunes, ilustre morador da nossa cidade, no bairro do Fischer, e que dá nome à concentração da Seleção Brasileira na Granja Comary, propriedade que adquiriu quando foi presidente da CBF, à época chamada CBD.
Deputado eleito com boa votação em Teresópolis, Heleno era secretário de Energia Elétrica do Estado e viu a possibilidade de a Seleção Brasileira treinar em nossa cidade, daí promovendo uma reunião, no Bar Fluminense, na esquina ao lado da Prefeitura, onde foi decidido o providencial melhoramento no clube.
“Presidente do Conselho Nacional dos Desportos, CND, outro apaixonado por Teresópolis, o brigadeiro Gerônimo Bastos conseguiu 10 milhões, em moeda da época. O prefeito Flávio Bortoluzzi deu a mão de obra, da Prefeitura; Valinhos, que era gerente da empresa que fazia a construção do trecho Teresópolis-Além Paraíba da BR-116, deu todo a pedra e a areia; o Heleno arranjou o cimento com a fábrica que conhecia o dono e, na mesma semana, foi iniciada a obra, ficando pronta para o jogo amistoso da Seleção Brasileira com o América, do Rio de Janeiro, jogando no gramado do Teresópolis os maiores ídolos do futebol da época, e de todos os tempos: Pelé e Garrincha”, conta o radialista Ayrton Rebello, que ajudou a organizar a reunião.
Naquele tempo não havia fartura de dinheiro no futebol e tudo era feito com muito sacrifício. Os jogos treinos da Seleção Brasileira, que ocorreram também em Nova Friburgo e Niterói, tiveram a renda de portaria revertida para o Teresópolis, recursos que serviram, também, para pagar a estada dos jogadores no hotel Pinheiros, custeando ainda o hotel Várzea, onde ficaram hospedados por conta dos organizadores do evento da concentração os órgãos de imprensa.
“Com tanta gente ajudando ainda sobrou dinheiro e os 6 milhões que não foi gasto serviu para a construção da cobertura da arquibancada, feita depois”, completa o radialista, que foi dono da rádio Teresópolis, período em que a emissora que fez 77 anos no último dia 1 de junho se chamava “Jovem Tê”.
Conhecido por ter sido um dos palcos da Seleção Brasileira(com gramado pisado por Pelé e Garrincha) e por sua história ligada ao desenvolvimento esportivo local.
O Teresópolis começou realizando amistosos, posteriormente com o surgimento da Liga Teresopolitana de Desportos (LTD), em 15 de setembro de 1939, acabou ingressando para disputar o Campeonato Citadino de Teresópolis.
Disputou duas edições do Campeonato Fluminense em 1941 e 1944. Esteve presente no III Campeonato Fluminense dos Campeões de 1962. Em 1989, o “Tricolor do Alto” estreou na esfera profissional, no Campeonato Carioca da 3ª Divisão, quando terminou na última colocação (seis pontos em 16 jogos: duas vitórias, dois empates e 12 derrotas; marcando nove gols, sofrendo 30 e um saldo negativo de 21).
A 1ª vitória, aconteceu na 3ª rodada, no domingo, do dia 9 de julho de 1989, quando o Teresopolis bateu, em casa, o Esporte Clube São João (São João da Barra), pelo placar de 3 a 0. Retornou em 2001, ficando em 4º lugar. Em 2003, o Teresopolis ficou em 1º lugar no Grupo D. Na fase seguinte, avançou na 3ª colocação, para a fase final com o Mesquita, Campo Grande e Três Rios. Porém ficou na 4ª posição e não conseguiu o acesso.
Atualmente, o clube enfrenta problemas com a retomada de seu campo pela prefeitura devido a usos inadequados e tentativas de negociação do terreno, culminando em sua desfiliação da FERJ em 2023, com o clube buscando revitalizar seu patrimônio e tradição. Em razão de dívidas, a equipe deixou o âmbito profissional e só voltou em 2001.
Após campanhas ruins na Terceira Divisão do Carioca, em 2006, o time participou de uma fase preliminar da Série B e conquistou o direito de disputar a Segundona. Entretanto, teve de disputar na justiça o direito de jogar a competição, fato que ocorreu em 2008. Em 2011, o clube conseguiu uma de suas melhores campanhas na competição. Entretanto, acabou rebaixado e chegou à quarta divisão do Rio.
Time do Teresópolis Futebol Clube reunido para um registro histórico durante uma partida realizada em seu estádio. No detalhe a criança que aparece como mascote é o radialista Ayrton Rebello.
Algumas formações:
Time base de 1958: Didi; Francisco e Rolando; Zequinha, Paulo e Alípio; Milton (Cláudio), Carlos, Zeca, Turuca e Gonzales.
Time base de 1968: Hélio; Genoir, Nezio, Zé Carlos e Léo; Chocolate e China; Nanando, Hélio II, Walter Museu e Daniel.
Time base de 1986: Amós; Marcinho, Sued, Almir e Tímica; Mané (Rita), Cana e Luiz Fernando; Magrinho, Cacá e Neném.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FOTOS: Acervo de Ayrton Rebello
FONTE: Página do clube no Facebook – Portal Multiplix – NetDiário – Última Hora (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Revista O Malho (RJ) – Rsssf Brasil – O Fluminense (RJ)
O Miramar Esporte Clube é uma agremiação do município de Cabedelo, da Região Metropolitana de João Pessoa, do estado da Paraíba. Localizado a 18 km da capital paraibana, conta com uma população de 69.773 habitantes, segundo as estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2021.
O “Alviverde Praieiro” ou “Tubarão do Porto de Cabedelo” foi Fundado no dia 28 de março de 1928, por Antônio Sálvio de Azevedo, conhecido como “Menininho”; Pedro Toscano Pinho; Augusto Gomes Viana; João Balduino Silva; Niltinho Custódio e Pedro Costa.
A sua Sede fica localizada na Rua João José Viana, s/n, no Centro de Cabedelo/PB. No início dos anos 50, o time mandava os seus jogos na canchaCarlos Teles, no bairro praiano de Ponta de Matos. Já em meados de 50, jogava no Estádio Nivan Costa, no bairro Jardim Miramar.
Atualmente, embora possua um estádio próprio, o Francisco Figueiredo de Lima, com capacidade para 5 mil pessoas, porém não é utilizada em decorrência de sua frágil infraestrutura.
Miramar goleou time argentino
Uniforme de 2003
No domingo, do dia 18 de fevereiro de 1951, o Miramar Esporte Clube enfrentou, em amistoso, o Combinado de tripulantes argentinos dos navios “Campero” e “Lancero”. Na ocasião, o time cabedelense goleou pelo placar de 5 a 1. O jornalO Norte assim descreveu o amistoso internacional:
“Em geral os navios de nacionalidade argentina que transitam por Cabedelo, possuem a bordo quadros de futebol, demonstrando do desta maneira, o amor que os platinos têm ao belo esporte inglês.
Por isto, já se tornou comuns as disputas de partidas amistosos entre os filhos da terra de Peron com os times cabedelenses cabendo, no entanto, ressaltar, que muitas das vezes os argentinos têm levado a melhor nas lutas travadas nos gramados de Cabedelo.
No domingo, os simpatizantes do futebol. presenciaram movimentada e interessante partida entre o Miramar e um combinado, composto de tripulantes dos navios “Campero” e “Lancero”, surtos no nosso ancoradouro externo, tendo o campeão cabedelense vencido a pugna pelo escore de 5 a 1.
A partida estava esperada com certa ansiedade, porque da última visita do “Campero”, o seu time quase surpreendeu o Miramar. Desta vez, porém, o alviverde se apresentou mais arregimentado conseguindo impor a sua classe sobre os nobres visitantes.
O Miramar de Francisco Figueiredo de Lima, formou assim: Besourinho; Regel e João Viana; Cicero, Fonseca e Geraldo; Zé Viana (Oliveira), Aurelio, Enivaldo (Didi), Primeiro e Regi.
Os gols foram assinalados por Regi (três vezes), Aurelio e Oliveira (um tento cada). Apitou a partida um tripulante argentino, cuja atuação foi uma verdadeira lição de arbitragem demonstrando acerto e segurança nas suas decisões. Durante os 90 minutos de jogo, reinou a maior camaradagem e educação esportiva entre argentinos e brasileiros”.
Miramar fica com o título do Torneio Início de Cabedelo de 1952
No domingo, do dia 24 de agosto de 1952, no estádio Carlos Teles, no bairro praiano de Ponta de Matos, onde foi realizado o Torneio Início, colegiado pela Organização Desportiva Cabedelense (ODC). O evento contou com um numeroso público.
Na 1ª partida, entre Náutico e Santa Cruz, foi vencida pelo ‘Tricolor de Camalaú’ pelo escore de 2 a 0. No 2º jogo, o Miramar goleou o Conferentes pelo placar de 5 a 1.
Na 3ª peleja, que foi considerado o melhor do torneio, o Arsenal fez uma bela exibição, porém acabou derrotado pelo poderoso Portuários por 2 a 0. Na semifinal, o Miramar venceu, sem sustos, o Santa Cruz pelo placar de 3 a 0.
Na grande final, Miramar e Portuários mediram forças para definir o campeão! Os dois arqueiros foram bastante exigidos durante o jogo. Faltando cinco minutos para o termino da peleja, uma falta marcada pelo árbitro Cipriano, gerou protestos do capitão Vanderlei Amorim, dos Portuários e também nas arquibancadas com atitude de torcedores exaltados de ambos os clubes.
A confusão foi instalada e os jogadores dos Portuários se retiraram de campo, desistindo de continuar o jogo. Com isso, o Miramar foi declarado campeão, com o Portuários Esporte Clube (o alvinegro foi fundado no domingo, do dia 28 de outubro de 1951) ficando em segundo lugar e o Santa Cruz Esporte Clube, fechando o pódio, na 3ª posição.
Em 1952 (que se encerrou em abril de 1953), já sob a chancela da Liga Desportiva Cabedelense (LDC), o Miramar se sagrou campeão de forma invicta. O Portuários terminou com o vice-campeonato de Cabedelo. O Arsenal ficou na 3ª colocação.
Escudo atual
Campeão Paraibano da Série B
Após anos competindo no campeonato citadino, o Miramar Esporte Clube faturou o seu 1º título na esfera profissional. No Campeonato Paraibano da 2ª Divisão de 2001, o “Alviverde Praieiro” conquistou, de forma invicta, o título. Em seguida, participou de cinco edições do Campeonato Paraibano da 1ª Divisão: 2002, 2003, 2004, 2011 e 2015, sendo vice-campeão da Copa Paraíba.
Já no Estadual (2004), o Miramar acabou na 9ª e última colocação(foram quatro pontos em oito jogos: uma vitória, um empate e seis derrotas; marcando 10 gols, sofrendo 23 tentos e um saldo negativo de 13), resultando no rebaixamento para o Estadual da Segunda Divisão.
Após cinco temporadas ausente, o “Tubarão do Porto de Cabedelo” retornou à ativa em 2010, a fim disputar o Campeonato Paraibano da 2ª Divisão, e foi promovido com o vice-campeonato, junto com o CSP(campeão).
No entanto, no seu retorno à Primeira Divisão de 2011, com a presença de 10 clubes, o Miramar não foi bem e amargou a lanterna(foram quatro pontos e 18 jogos: quatro empates e 14 derrotas; 16 gols pró, 50 tentos contra e um saldo negativo de 34), sendo rebaixado.
De volta a Segundona de 2012, o Miramar ficou no Grupo Litoral, composto por quatro equipes (Desportiva Guarabira, Santa Cruz e Sport Campina). O “Alviverde Praieiro” ficou na 2ª posição, avançando para a Fase Final.
No quadrangular derradeiro (Atlético-PB, Cruzeiro-PB e Desportiva Guarabira), o Miramar não foi bem terminando em 4º lugar. O clube se ausentou no ano seguinte, retornando em 2014.
O Estadual da 2ª Divisão de 2014, contou com a participação de 11 clubes, divididos em três grupos (Agreste, Litoral e Sertão). Pelo Grupo Litoral, o campeão foi o Lucena Sport Club. Apesar ter ficado em 2º lugar, o Miramar avançou para o Triangular Final.
Após quatro rodadas, o Lucena Sport Club ficou com o título, enquanto o Miramar ficou com o vice-campeonato da Segundona. Com isso, o “Tubarão do Porto” disputaria novamente a divisão principal do futebol paraibano em 2015.
Porém, na Elite do Futebol Paraibano, o Miramar voltou a decepcionar, terminando na 10ª e última colocação(foram cinco pontos em 18 jogos: uma vitória, cinco empates e 15 derrotas; marcando 12 gols, sofrendo 40 e um saldo de menos 28), sendo rebaixado.
Em 2016 e 2017, o time fez uma campanha ruim na Segundona, terminando em ambos, em último na sua chave. Em 2018, acabou se ausentando e retornando em 2019. Porém, o Miramar fez uma péssima campanha e acabou rebaixado para o Campeonato Paraibano da 3ª Divisão.
Com a pandemia da Covid-19, a competição só se realizou em 2021, mas o Miramar não participou. Retornou na Terceirona de 2022, com quatro equipes, lutando por duas vagas de acesso. Mas o somou apenas um ponto e ficou pelo caminho.
Campeão Paraibano da Terceira Divisão
Após ausência no ano seguinte, o Miramar voltou com uma postura. O Campeonato Paraibano da 3ª Divisão de 2024, contou com a presença de quatro equipes: Socremo Serrano, Sabugy, FEMAR e Miramar.
Na 1ª Fase, o “Alviverde Praieiro” ficou na 2ª colocação(seis pontos em três jogos: duas vitórias e uma derrota; marcando cinco, sofrendo quatro e um saldo de um gol), só atrás do Socremo Serrano que somou nove pontos.
O regulamento determinava que a final entre o primeiro e segundo lugares, fosse em um jogo com o mandando de campo para o time de melhor campanha.
No domingo, do dia 15 de dezembro de 2024, às 16h30min., o Socremo Serrano recebeu o Miramar, no Estádio Inácio José Feitosa, o ‘Feitosão’, em Monteiro/PB. Após empate no tempo normal em 1 a 1, a decisão foi para os pênaltis, e o Miramar teve mais ‘sangue frio’ e bateu o seu oponente por 4 a 3, ficando com o inédito título.
Esse ano, no Estadual da 2ª Divisão de 2025, fechou a Primeira Fase na 4ª posição, garantindo vaga nas Quartas de Final. Apesar de jogar em casa, o Miramar acabou goleado pela Desportiva Guarabira por 4 a 1, e acabou dando adeus ao sonho de retornar à Primeira Divisão.
Algumas formações da década de 50
Time base de 1951: Besourinho; Regel e João Viana; Cicero, Fonseca e Geraldo; Zé Viana (Oliveira), Aurelio, Enivaldo (Didi), Primeiro e Regi. Técnico: Francisco Figueiredo de Lima.
Time base de 1952: Ives (Manguzá); Regel e Natanael; Cicero, Pihino (Soares) e Magalhães (Geraldo); Regi (Nelson), Betinho (Teles), Paraíba (Prazeres), Tota (Bombeiro) e Aurelio (Zé Viana). Técnico: Francisco Figueiredo de Lima.
Time base de 1953: Manguzá; Geraldo (Paraíba ou Betinho) e Regel (Galego); Soares, Pihino (Neco) e Cicero (Biu); Zé Viana (Joãosinho), Prazeres (Aurélio), Tota (Nelson), Bombeiro (Samuca) e Regi. Técnico: Francisco Figueiredo de Lima.
Time base de 1954:Regis; Cicero e Xexéu; Graça, Onildo e Valdomiro; Pihino, Regel, Joel, Prazeres e Edgard.
Time base de 1955:Moribundo; Leca e Galego; Nido (Cicero), Garça e Ivanildo; Regel, Prazeres, Renato, Onildo e Joel.
Time base de 1956:Milson (Aldemir); Aluilce (Guilherme) e Nordio; Joubert, Walter (Fernando) e Antônio; Dez (Chiquinho), Miluca (Tartaruga), Huguinho (Petronio), Demostheres, Cacabeiras e Djair (Binha). Técnico: Vicinho.
ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
Colaborou: Adeilton Alves
FOTO: Mercado Livre
FONTES: site do clube – Rsssf Brasil – Bola n@ Área – O Norte (PB)
O Mavilis Football Club foi uma agremiação do bairro do Caju, situado na zona norte (vizinho a zona portuária), da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A história começou com o surgimento da Fábrica de Tecidos Pau Grande, em 1878, no bairro de Pau Grande (terra de Mané Garrincha), no distrito de Vila Inhomirim, em Magé (na região Metropolitana), do estado do Rio de Janeiro.
Em 1885, passou a se chamar Companhia de Fiação e Tecidos Pau Grande (CFTPG). Um de seus diretores era o gaúchoManuel Vicente Lisboa, comerciante e atacadista de tecidos, considerado pelos demais sócios o responsável pela reorganização da empresa. De 1889 a 1896, foi o presidente.
Em 1891 a CFTPG adquiriu da Companhia Manufatureira Cruzeiro do Sul a Fábrica Cruzeiro, que estava em construção na área de uma chácara existente na Rua Barão de Mesquita, nº 82, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Em 1892, a CFTPG passou a se chamar Companhia América Fabril.
Em 1903, a empresa cresceu ainda mais, ao comprar a Fábrica Bonfim, que havia pertencido à Companhia União Industrial São Sebastião, e que se localizava na Rua General Gurjão, nº 25, no bairro do Caju – próximo à estação inicial da Estrada de Ferro Rio d’Ouro.
Em 1910, construiu uma nova unidade fabril ao lado da Fábrica Bonfim, no nº 81 da mesma rua. Em homenagem ao Manuel Vicente Lisboa, essa fábrica acabou sendo batizada de “Mavilis”, sigla formada pelas primeiras sílabas de seu nome.
Para controlar o lazer de seus funcionários, a empresa criou, em 1919, a Associação dos Operários da América Fabril. Mas além dela, as unidades fabris também tinham seus times próprios.
Por exemplo, a Fábrica Pau Grande sustentava o S.C. Pau Grande, em que, a partir de 1947, jogou um garoto de 14 anos chamado Manuel dos Santos, mais conhecido por “Garrincha”.
A Fábrica Cruzeiro apoiava o Andarahy Athletico Club, que jogava num terreno vizinho, situado na rua Barão de São Francisco, nº 236, que depois pertenceu ao America F.C., que nada tinha a ver com o América Fabril.
Nessa leva, surgiu a ideia de se criar um time, inspirado no antigo Mavilis Brasileiro F.C., que foi fundado por moradores do Bairro de São Cristóvão, principalmente os operários da Fábrica Mavilis e Bonfim (um dos tentáculos da Cia. América Fabril).
Time posado do Mavilis, em 1930
Fundação do Mavilis F.C.
Assim, foi Fundado na terça-feira, do dia 23 de setembro de 1913, por Manuel Vicente Lisboa, que definiu o nome utilizando as primeiras silabas do nome e sobrenomes: MAnuel VIcente LISboa = MAVILIS. O sócio nº 1, foi Joel de Sousa Martins(ex-jogador do Fluminense).
Foram os seus pioneiros: Silva, Constantino, Isnard Pires, Evaristo Teixeira e muitos outros que não mediram sacrifícios e deram o passo inicial para fundar uma nova agremiação. Pelo apoio que receberam da Fábrica Mavilis.
Primeira Diretoria
A 1ª Diretoria foi liderado pelo PresidenteManuel Vicente Lisboa, que tinha os seguintes diretores: Evaristo Teixeira Ferreira; Guilherme Paraense Filho; Manuel Silva, Adelino da Fontes, Antônio Corrêa Torres, Antônio da Silva Guimarães, Constantino Teixeira e Pedro Chagas.
Dentre os nomes acima, uma curiosidade: Guilherme Paraense Filho era filho do tenente do Exército e atleta de Tiro Esportivo do Fluminense, Guilherme Paraense, que foi o 1º brasileiro a conquistar medalha de ouro, na Olimpíada de Antuérpia (Bélgica), na terça-feira, do dia 3 de agosto de 1920.
As cores e o responsável pela aquisição do campo
As cores escolhidas foi o vermelho e azul, inspirado na bandeira inglesa, que na época dominavam as indústrias nesta cidade. A sua Sede e a Praça de Esportes (Praia do Retiro Saudoso) ficavam localizados na Rua Carlos Seidl, nº 993, no simpático bairro do Caju, na zona norte do Rio.
A construção de seu campo teve no desportista Afonso Bebiano um abnegado ao extremo, pois foi quem doou ao clube uma vasta área, na ocasião pantanosa, mas que graças aos verdadeiros mavilenses, conseguiram aterrá-la e construir ali sua praça de esportes.
Uma das primeiras preocupações de seus dirigentes, foi estipular a mensalidade de um tostão antigo, importância essa que em 1913, os seus fundadores encontravam dificuldade para saldar.
Outras modalidades
Além do futebol, o Mavilis foi um dos pioneiros no Futebol de Salão (Futsal) na Guanabara, contando com uma equipe de voleibol. Na década de 60, tinha a ‘queda de braço’, onde clube foi bicampeão com o seu atleta Raimundo Teixeira, na categoria de peso mosca; assim como uma equipe da Pesca Desportiva, criada sob a direção do sr. José Secundo, e filiada à Federação de Pesca.
Fase áurea na década de 30
Em que pese ter permanecido como um clube amadorista a ‘era de ouro’ do Mavilis FC, foi ainda no período amadorista do futebol brasileiro, isso até o ano de 1932. Em 1929, com os seus Primeiros e Segundos Quadros, o Mavilis Football Club, sagrou-se campeão da Liga Suburbana.
Em 1932, quando o Botafogo levantou o último título do amadorismo, o Mavilis realizou excelente campanha, chegando ao vice-campeonato, na antiga AMEA. Mais tarde passou a ser filiado da Liga Suburbana de Desportos e finalmente ajudou a fundar o Departamento Autônomo da Federação Carioca de Futebol (FCF).
Duas participações na Elite do Futebol Carioca
O Rubro-anil do Caju disputou duas edições do Campeonato Carioca da 1ª Divisão, em 1933 e 1934. O maior momento feito do Mavilis aconteceu em 1934, quando terminou na 2ª colocação do Campeonato Carioca da 1ª Divisão, organizado pela AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos).
Como o Mavilis ingressou no Carioca da 1ª Divisão? Na quinta-feira, do dia 9 de Março de 1933, a AMEA se encontrava em “maus lenções”, com a debandada do Fluminense, Vasco, Flamengo, America, Bangu e Bonsucesso. Diante dessa crise, a entidade convidou o Mavilis, Confiança, River, Olaria e Carioca para recompor o certame.
Mavilis é eliminado pelo Botafogo no Torneio Início de 1933
O Torneio Início do Carioca da AMEA de 1933, foi realizado no domingo, às 11h25min., do dia 16 de abril, no Estádio General Severiano, no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio. O Mavilis estreou com vitória diante do Sport Club Brasil (Urca), pelo placar de 1 a 0. O time formou: China; Genaro e Bagueth; Nenê, Silvério e Procópio; Alvinho, Pisca, Aragão, Hélio e Honorino.
O árbitro foi Vicente Neiva Filho. Porém, na segunda fase, o Rubro-Anil do Caju caiu para o Botafogo, que venceu por 3 a 0. O clube da Estrela Solitária chegou na final, mas acabou derrotado pelo São Christóvão Athletico Club por 3 a 0. O time Cadete ficou com o título, enquanto o Botafogo ficou com o vice.
Mavilis fica na 7ª posição no Carioca de 1933
Na tarde chuvosa de domingo, do dia 21 de maio de 1933, o Mavilis debutou na Elite do Futebol Carioca, diante do Engenho de Dentro, no EstádioRetiro Saudoso, na Rua Carlos Seidl, no Caju, na zona norte do Rio.
Um bom público compareceu para prestigiar o Rubro-Anil do Caju, que apesar da boa atuação, ficou no empate em 2 a 2. Na primeira etapa, o Mavilis abriu o 0000ppppplacar por intermédio do atacante Honorino.
Na etapa complementar, Mario soltou um foguete para deixar tudo igual. Aos 40 minutos, novamente, Mario fez o 2º tento, colocando o Engenho de Dentro em vantagem. Logo depois, após um escanteio, Pisca I testou de forma fulminante deixando placar em ippgualdade. O árbitro foi o sr. Pedro Gomes de Carvalho. Nos Segundos Quadros, o Mavilis goleou o oponente por 4 a 0.
O Mavilis: Medonho; Nenê e Bagueth; Camisa, Silvério e Pequenino; Araujo, Harven (Pisca I), Aragão, Honorino e Camarinha.
Engenho de Dentro: Walter; China e Virada; Quino, Adelino e Rubens; 23, Mario, Manolo, Antônio e Aduane.
Em junho de1933, o Mavilis acabou perdendo um dos destaques, o atacante Honorino, que se transferiu para o Bonsucesso Futebol Clube.
Somente na sexta rodada, o Mavilis obteve a sua 1ª vitória no Carioca de 1933. No domingo, do dia 09 de julho, o Rubro-Anil do Caju foi até a Rua João Pinheiro, no bairro da Piedade, vencendo de forma convincente o brioso River Football Club pelo placar de 3 a 0.
Os gols foram assinalados por Camarinha, no final do 1º tempo. Anníbal no início da segunda etapa e, novamente, Camarinha, deu números finais ao jogo. Carlos de Carvalho, o “Americano” (Andarahy AC), foi o árbitro da peleja.
River: Nicanor; Pery e Luiz II; Orestino, Gradim e Bolão; China, Manoelzinho, Alemão (Bebeto) e Mies.
Mavilis: Medonho; Bagueth e Genaro; Pequenino, Camisa e Annibal; Alô, Aragão, Goulart, Galhoti e Camarinha.
Campanha do Mavilis em 1933
21 de maio
Mavilis FC
2
X
2
Engenho de Dentro AC
28 de maio
Olaria AC
2
X
2
Mavilis FC
11 de junho
Mavilis FC
3
X
3
SC Cocotá
18 de junho
Mavilis FC
1
X
4
Botafogo FC
25 de junho
SC Brasil
1
X
1
Mavilis FC
09 de julho
River FC
0
X
3
Mavilis FC
23 de julho
Mavilis FC
3
X
3
Andarahy AC
30 de julho
AA Portuguesa
3
X
3
Mavilis FC
27 de agosto
Mavilis FC
2
X
2
Confiança AC
03 de setembro
Engenho de Dentro AC
3
X
1
Mavilis FC
10 de setembro
Mavilis FC
2
X
4
Olaria AC
1º de outubro
Botafogo FC
3
X
0
Mavilis FC
29 de outubro
Mavilis FC
4
X
1
River FC
05 de novembro
Andarahy AC
2
X
2
Mavilis FC
12 de novembro
Mavilis FC
3
X
2
AA Portuguesa
19 de novembro
Confiança AC
4
X
2
Mavilis FC
26 de novembro
Mavilis FC
2
X
1
SC Brasil
03 de dezembro
SC Cocotá
WO
X
–
Mavilis FC *
*Um dia antes da partida, o Mavilis entregou os pontos ao Cocotá, enviando Ofício a AMEA, comunicando que não iria comparecer na Ilha do Governador.
No final, o Mavilis fechou o Campeonato Carioca da 1ª Divisão de 1933, na 7ª posição (num total de 10 clubes): foram 16 pontos em 18 jogos; com quatro vitórias; oito empates e seis derrotas; marcando 36 gols, sofrendo 40 e um saldo negativo de quatro.
O time-base de 1933, do Mavilis: Medonho (Agostinho, Ismael ou China); Nenê (Genaro ou Mello) e Bagueth (Oswaldo ou Genesio); Annibal (Pequenino), Silvério e Camisa; Alô (Ernani ou Araujo), Hermes (Harven ou Tita), Aragão (Mario ou Pisca I), Honorino (Freire ou Goulart) e Camarinha (Galhoti).
Mavilis vice-campeão do Torneio Início de 1934
Um pequeno público compareceu no estádio do Andarahy, na Rua Barão de São Francisco, no bairro do Andaraí, na zona norte do Rio, a fim de assistir o Torneio Início entre os clubes da 1ª Divisão da AMEA, tanto que a renda não chegou a alcançar oitocentos mil réis!
O Mavilis estreou vencendo, no 2º jogo, o River pelo placar de 2 a 1. Arbitragem ficou a cargo do sr. Alfredo da Silva Mesquita. O Mavilis jogou assim: Antônio; Alfredo e Genaro; Silvério, Alô e Antônio; João, Augusto, Ary, Freire e Motta Filho.
O River: Alipio; Francisco e Mello; Rocha, Malaquias e Antonio; Canedo, Oliveira, Couto, Dutra e Luiz.
Na segunda fase, com arbitragem do sr. Carlos de Carvalho, o Mavilis bateu o Confiança, por 2 a 0. O Mavilis: Antônio; Alfredo e Genaro; Silvério, Alô e Antônio; João, Augusto, Ary, Freire e Motta Filho.
Confiança: Couto, Altair e Josué; Elias, Waldemar e Syrio; Euclydes, Rosas, Freitas, Salvador e Martiniano.
Na semifinal, o Mavilis e Olaria empataram sem gols, porém no 1º critério de desempate, o Rubro-Anil do Caju avançou por 2 escanteios a zero. O árbitro foi Alfredo da Silva Mesquita.
O Mavilis: Antônio; Alfredo e Genaro; Silvério, Alô e Antônio; João, Augusto, Ary, Freire e Motta Filho.
Olaria: João; Alfredo e Armindo; Germano, Augusto e Joaquim (Viveiros); Horácio, Rubem Gago, Vieira; Corrêa e Pierre.
Na grande final, com arbitragem de Sebastião de Campos Cesário, Botafogo e Mavilis empataram sem gols, no tempo normal. Na prorrogação, o clube da Estrela Solitária venceu por 1 a 0. O herói foi o atacante Pirica, autor do gol do título. Com isso, o Mavilis ficou com o vice do Torneio Início de 1934.
O Mavilis: Antônio; Alfredo e Genaro; Silvério, Alô e Antônio; João, Augusto, Ary, Freire e Motta Filho.
Botafogo: Germano; Orlando e Vicente; Affonso, Waldyr e John; Eloy, Beijinho, Carvalho Leite, Jayme e Pirica.
Vice-campeão Carioca de 1934
Na estreia do Carioca de 1934 – no domingo, do dia 15 de abril – O Mavilis venceu o Engenho de Dentro por 2 a 1, no EstádioRetiro Saudoso, na Rua Carlos Seidl, no Caju.
Os gols foram assinalados por Ary e Aragão para o Mavilis; enquanto Mário fez o tento de honra do Engenho de Dentro. Sebastião de Campos Cesário foi árbitro da partida. O time do Caju formou assim: Ninho; Alfredo e Genaro; Parreira, Silvério e Alô II; Antoninho, Juca, Aragão, Pisca II e Ary e Alô II (Cap.).
No returno, o Mavilis venceu o Botafogo, que foi o campeão, por 2 a 0(Gols de Honório e Chavão, ambos na etapa final), em casa, no domingo, do dia 22 de julho de 1934. No final foram 13 pontos em 11 jogos; com seis vitórias, um empate e cinco derrotas; marcando 29 gols, sofrendo 26 e um saldo positivo de três tentos, terminando na 2ª colocação.
Campanha do Mavilis em 1934
15 de abril
Mavilis FC
2
X
1
Engenho de Dentro AC
22 de abril
Botafogo FC
4
X
2
Mavilis FC
29 de abril
Mavilis FC
4
X
2
Olaria AC
13 de maio
SC Cocotá
4
X
3
Mavilis FC
20 de maio
Mavilis FC
3
X
3
Andarahy AC
03 de junho
AA Portuguesa
1
X
3
Mavilis FC
10 de junho *
Mavilis FC
WO
X
–
River FC
24 de junho
SC Brasil
–
X
WO
Mavilis FC
1º de Julho
Confiança AC
–
X
WO
Mavilis FC
15 de Julho
Engenho de Dentro AC
–
X
WO
Mavilis FC
22 de julho
Mavilis FC
2
X
0
Botafogo FC
29 de julho **
Olaria AC
3
X
0
Mavilis FC
5 de agosto
Mavilis FC
WO
X
–
SC Cocotá
12 de agosto
Mavilis FC
7
X
3
AA Portuguesa
9 de setembro
River FC
–
X
WO
Mavilis FC
23 de setembro
Mavilis FC
WO
X
–
SC Brasil
30 de setembro
Mavilis FC
WO
X
–
Confiança AC
13/01/1935
Andarahy AC
5
X
3
Mavilis FC
*Em razão da recusa da AMEA, em não inscrever o atleta Alfredo daSilva, do River FC, por não conter a assinatura do presidente do clube ehaver este atestado o boletim em data anterior a do requerimento feito pelojogador. O River FC, em represália, não compareceu ao jogo do dia 10 dejunho contra o Mavilis FC, perdendo por WO.
**A partida foi interrompida e concluída em 28 de outubro de 1934.
Os demais WO não foram computados, pois os clubes abandoram a competição.
Mavilis é colocado na 2ª Divisão da FMD e desiste de participar do Carioca de 1935
Arquibancadas do tradicional Mavilis, que com apoio dos moradores e comércio da localidade poderá desaparecer, dando lugar a outra, confortável e digna de clube.
Com a criação da nova entidade carioca(Federação Metropolitana de Desportos, no dia 11 de dezembro de 1934), ficou definido em reunião, na sexta-feira, do dia 08 de março de 1935, os seguintes integrantes da Primeira Divisão: Vasco da Gama, Botafogo, Bangu, Carioca, Andarahy, Olaria, Brasil e Madureira.
A decisão de colocar o clube para a Segunda Divisão, da FMD, não agradou a diretoria do Mavilis. Após Assembleia, na terça-feira, do dia 07 de maio de 1935, ficou decidido que o clube não iria participar do campeonato da FMD. E assim, o Mavilis nunca mais voltou a disputar a Elite do Futebol Carioca.
Campeão na Federação Suburbana de 1938
Acervo de Sérgio Mello – campo do Mavilis, na década de 70
O Mavilis ajudou a fundar a Federação Athletica Suburbana (FAS), onde se sagrou campeão da Zona Sul, no domingo, do dia 5 de julho de 1938, ao bater o Sport Club Rodrigues pelo placar de 4 a 2, no estádio da Avenida Francisco Bicalho, que margeia os bairros do Santo Cristo e de São Cristóvão, situados na Zona Central do Rio.
Os gols foram assinalados pelo meia esquerda Hugo e João, com dois tentos cada para o Mavilis; enquanto Alyrio e Gato fizeram os gols do SC Rodrigues. O árbitro foi o sr. Abilio dos Santos. Na preliminar, os Segundo Quadros, do Mavilis goleou o SC Rodrigues pelo placar de 7 a 2.
Mavilis: Waldemar; Deport e Oswaldo; Alô, Leleco e Tavares; João, Carlos, Walter, Hugo e Moinho.
SC Rodrigues: Phantasma; Alberto e Carijó; Nunes, Herculano e Carestia; Lindo, Bahia, Gato, Marinho e Alyrio.
Conforme pretensões da diretoria mavilense, no lugar desta velha sede esportiva, deverá surgir um belo ginásio.
Mavilis foi um dos fundadores do DA
Na quinta-feira, do dia 07 de julho de 1949, o Mavilis foi um dos fundadores do Departamento Autônomo (DA). O seu melhor resultado aconteceu em 1969, quando terminou com o vice-campeonato, ao perder na decisão para o Atlético Clube Nacional.
Mavilis enfrentou o Flamengo
Na tarde de domingo, do dia 04 de janeiro de 1942, os profissionais do Flamengo enfrentaram, em amistoso, o Mavilis (que tinha ingressado recentemente na Federação Metropolitana, para disputar a Segunda Divisão), no Caju.
Venceu o Rubro-Negro
A luta, como não podia deixar de ser, atraiu ao seu local um público numeroso, que não regateou aplausos ante o espetáculo movimentado que caracterizou o match durante todo o seu transcurso.
A arbitragem do match, esteve a cargo do sr. Pereira da Silva, cujo desempenho satisfez plenamente. Na preliminar, o Tira Teima F. C. venceu o Sapucaia, pela contagem de 3 a 1.
Embora o Flamengo fosse apontado como franco favorito, todavia o seu triunfo não foi fácil. Lutaram os rubro-negros frente a um conjunto que, além de soberanamente organizado, possui ainda um entusiasmo que em certos momentos superou a técnica a superioridade da equipe do campeão de terra e mar.
Assim, o Flamengo teve que agir com bastante cautela, para vencer após uma batalha renhida pela contagem de 5 a 3. Os gols foram marcados pelos rubro-negros por Waldyr(três tentos), Nandinho e Lupércio, um gol cada. Pelo Mavilis, o atacante Vareta, duas vezes, e Djalma, de pênalti, fizeram os gols.
Quadros
Flamengo: Hélio; Barradas e Assumpção; Biguá, Hélio e Médio; Lupércio, Nandinho, Waldyr, Vevé e Jarbas.
Mavilis: Jagunço; Tavares e Waldyr; Aguiar, Tarzan e Flavio; Leléco, Otto, Osmar, 64 (Djalma) e Vareta.
Utilidade Pública
Acervo de Sérgio Mello – campo do Mavilis, na década de 70
O clube foi declarado de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº 936, na terça-feira, do dia 15 de setembro de 1959.
Números de sócios em 1967
Em 1967, o uniformeera camisa branca listras azuis e vermelhas, horizontais e calções azuis. Além do Futebol, o clube ainda contava com Futebol de Salão (Futsal), Voleibol, Tênis de Mesa, Torneios de Pesca e Queda de Braço. Nesse ano (1967), o clube contava com o seguinte número de associados: 326 contribuintes; 578 remidos; 22 beneméritos e 13 atletas.
Anos 60: tempos de ‘vacas magras’
Embora o futebol fosse a sua principal atividade esportiva, várias vezes o clube viu-se obrigado a ficar afastado do campeonato amador promovido pelo DA, por dificuldades financeiras.
Em 1966, por faltar-lhes condições ficou ausente do campeonato, com a finalidade de poder brilhar em 1967, contudo houve a falta de sorte do Mavilis, que foi atingido pelas enchentes do princípio do ano e os muros que circundam o seu estádio ruíram e na reconstrução dos mesmos.
O dinheiro reservado para custear sua participação no DA foi usado nas obras. Com isso, o Mavilis não disputou o certame do Departamento Autônomo (DA) de 1967.
Diretoria de 1967:
Presidente – Jaime de Melo Borges;
Vice-presidente – Luís de Oliveira;
1º Secretário – Antônio Teixeira Filho;
2º Secretário – Irio Ferreira dos Santos;
1º Tesoureiro – Sátiro da Conceição;
2º Tesoureiro – Paulo dos Santos Sportistch;
Diretor do Departamento de Veteranos – Pedro Fonseca.
Vitrine de troféus do Mavilis, dentre eles um busto de Getúlio Vargas.
Títulos conquistados em 1913 a 1969:
Campeão do 1º e 2º Quadros da Liga Brasileira de Desportos (1923);
Campeão da Liga Suburbana (1929);
Campeão Carioca dos Segundos Quadros da Segunda Divisão (1931);
Vice-campeão da ANEA, sendo que o Botafogo foi o campeão (1932);
Vice-campeão do Torneio Início do Campeonato Carioca (1934);
Campeão da Zona Sul da Federação Atlética Suburbana (1938);
Campeão de Aspirantes do Departamento Autônomo (1951);
Campeão da Série Urbana, na categoria de Aspirantes (1951);
Supercampeão de Aspirantes do Departamento Autônomo (1957);
Campeão de Aspirantes da Série Alfredo Tranjan (1957);
Campeão de Aspirantes do Departamento Autônomo (1958);
Campeão da Disciplina (1960);
Vice-campeão do Torneio Major Aulio Nazareno, na categoria Infanto-juvenil (1961);
Campeão do Torneio Início Infanto-juvenil (1962);
Vice-campeão de Aspirantes da Série Durval Figueiredo (1963);
Campeão da Série Durval Figueredo de amadores (1963);
Vice-campeão de Aspirantes da Série Almir Santos (1964);
Bicampeão Carioca de ‘Queda Braço’, na categoria Mosca médios (1963-64);
Vice-campeão Carioca de ‘Queda Braço’, na categoria nos Médios (1963-64).
Campeão da Série Comitê Olímpico Brasileiro, do Departamento Autônomo (1969);
Vice-campeão do Departamento Autônomo, categoria adultos (1969);
Alguns jogadores revelados:
Pascoal, Espanhol e Vicente (o Pé de Ouro), no amadorismo (Vasco da Gama e depois, São Cristóvão); Djalma (Flamengo); Gualter (Bangu, Fluminense e São Cristóvão); Joel (Fluminense); Santo Cristo (São Cristóvão, Vasco da Gama e outros); Constantino (Sedan, da França); Sérgio (Vasco da Gama); Jurandir (Athletico Paranaense); Tião (Coritiba);. o ponta-direita Tonho (Bangu, em 1967); O ponta esquerda Antônio Carlos (Botafogo, em 1989), centroavante Nando (Flamengo, em 1989).
O alambrado do campo do Mavilis, no Caju. O clube está trabalhando para construir o novo muro, pois o antigo foi derrubado pelos temporais no início de 1967.
Fim da linha do Mavilis
Na década de 70, o clube participou com as equipes de base. Além disso, o campo era utilizado pela escolinha de futebol e o juvenil do Fluminense treinavam ali. Em 1980, começou a derrocada, após a Cia.América Fabril ter entrado na justiça com pedido de reintegração da posse, pelo que fez um depósito de Cr$ 42 milhões como indenização pelas benfeitorias da sede do Mavilis Futebol Clube. Vale lembrar que os terrenos da Rua Carlos Seidl, no Caju foram cedidos pela União e Indústria América Fabril, em 1913.
A Associação de Moradores do Caju e a diretoria do Mavilis, alegavam que parte dos terrenos pertencia a Marinha e ao Arsenal de Guerra, e, além disso, a fábrica, falida em 1975, não poderia dispor da quantia depositada, a menos que houvesse algum grupo interessado na utilização da área.
O espaço físico possuía 10 mil m² divididos em um campo de futebol, duas quadras de futebol Society, bar, vestiários e um galpão para festas e prática de esportes.
A relação entre o clube e os moradores da região era estreita, uma vez que o Mavilis cumpria uma função social, cedendo espaço para o lazer dos moradores mais humildes e acolhendo os desabrigados.
Na época, a presidente da Associação de Moradores do Caju, Shirley Salim, revelou que o Mavilis “foi a salvação” quando 30 barracos da comunidade do Buraco da Lacraia foram destruídos por um incêndio em outubro de 1982: “Os moradores foram instalados justamente aqui. E agora estou pedindo espaço para quatro famílias que não têm onde ficar“.
As cinco favelas do bairro, segundo o diretor social Edgar Antônio da Silva, eram as mais beneficiadas, pois ali elas promoviam festas e partidas de futebol sem que nada lhes seja cobrado.
O Mavilis contava com 384 sócios que, desde 1976, não pagavam a taxa de manutenção mensal de Cr$ 50,00. O barzinho estava arrendado e os Cr$ 100 mil que a diretoria do clube receberia não seriam suficientes para o pagamento de Cr$ 140 mil pelo fornecimento de energia ou de Cr$ 20 mil semanais pelo trabalho do zelador.
Infelizmente, após uma longa batalha judicial com a Cia. América Fabril, então em liquidação judicial, o Mavilis Futebol Clube acabou perdendo. Mesmo com o clamor dos moradores do Caju, o Rubro-Anil do Caju acabou sendo despejado, a sede destruída, colocando um ponto final em mais de 70 anos de história!
Imagem visto de cima de como está atualmente a antiga sede e o campo do Mavilis (linha vermelha)
ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FOTOS: Estadio – Supplemento Semanal Sportivo de O Cruzeiro (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – Google Maps Street View– Acervo de Sérgio Mello
FONTES: A Luta Democrática (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Globo (RJ) – Nilo Dias – O Jornal (RJ) – Última Hora (RJ)