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Escudos inéditos, dos anos 50 e 70: Federação Acreana de Desportos (FAD) – Rio Branco (AC)

Uniforme de 1958

A Liga Acreana de Esportes Terrestres (LAET) foi uma agremiação da cidade de Rio Branco (AC). Foi Fundada em meados de 1921, pelos presidentes de quatro clubes: Luiz Mestrinho Filho, do Rio Branco Football Club; Cap. Manoel Germiniano de Amorim. do Militar Football Club; Domingos Mirão, do Ypiranga Sport Club; e pelo presidente do Acreano Sporting Club, Armindo Silva, sucessor do presidente fundador, Arnaldo Pinho.

A criação da LAET aconteceu no 1º ano de governo do Dr. Epaminondas Tito Jácome (Foi médico sanitarista, deputado provincial e, juntamente com José Plácido de Castro, participou da Revolução Acriana, em outubro de 1902, que culminou na nacionalização daquele território. Foi o 1º governador do território do Acre, de 1º de janeiro de 1921 a 22 de junho de 1922).

O intuito da liga era dirigir e difundir os desportos de caráter amadorista em todo o Território Federal do Acre, desporto este que envolviam o Football, o basketball e o volleyball. A sua fundação ocorreu na sede no Palácio do Governo Departamental, um prédio de madeira construído em meados de 1908 pelo então prefeito Gabino Besouro para sediar a Prefeitura do Departamento do Alto Acre, ou seja, no mesmo local onde hoje se ergue majestosamente o Palácio Rio Branco.

O antigo prédio de madeira foi demolido pelo governador Hugo Carneiro na segunda-feira, do dia 28 de maio de 1928 para o início da construção do atual Palácio Rio Branco. Desse endereço, a Sede Provisória da Mentora do futebol acreano passou a ser nas dependências do Departamento de Obras e Viação, um grande prédio de madeira localizado na esquina da Avenida Getúlio Vargas com rua Benjamim Constant, (hoje Palácio das Secretarias).

Na foto vê-se o radialista Jaime Rebelo, o árbitro Odail Braga Martins, Jaime Basílio e Hugo.
Foto tirada no Parque Amazonense em 1958 por ocasião da partida entre Seleção da Federação Acreana de Desportos e São Raimundo Esporte Clube. Foto do acervo de Rui Heliandro Sá Valente.

Surge a FAD

Foi nesse novo endereço que ocorreu a alteração do nome para Federação Acreana de Desportos (FAD), já no governo territorial de José Guiomard dos Santos (1946-1950); era uma sexta-feira, dia 27 de janeiro de 1947, quando foi fundada pelos presidentes do Rio Branco Football Club, Isidoro da Cunha Pereira, pelo presidente do Fortaleza Football Club, Milton Braga Rôla, pelo presidente em exercício do Independência Futebol Clube, Dário D’Anzicourt, e pelo presidente do América Esporte Clube, Francisco José Paes.

A idealização da FAD ocorreu três anos antes de sua fundação, fruto de uma medida deliberativa do então presidente do Conselho Regional de Desportos (CRD), tenente-coronel Jefferson Ribeiro do Amaral, comandante da Polícia Militar do Território, expedida na sexta-feira, do dia 16 de junho de 1944, dando amplos poderes à comissão recém constituída para organizar a entidade fadense.

Essa comissão foi composta dos senhores Isidoro da Cunha Pereira, Antônio Fecury e os tenentes Sidney Bourguignon, Rui Medeiros de Oliveira Azevedo, e Gerardo Parente Soares.

O Conselho Regional de Desportos havia sido instalado no sábado, do dia 19 de dezembro de 1942, como um órgão consultivo do governo territorial. Sua composição inicial era formada pelo tenentecoronel Luiz Miranda Leal, presidente e comandante da Polícia Militar, pelo professor Urajá Dias Nogueira, secretário, pelo experiente advogado Mário de Oliveira, digno representante do Conselho, e ainda pelo Dr. José Valentim de Araújo, e Wilson de Almeida Aguiar.

Após esse ato, é então elaborado o estatuto para dirigir a prática esportiva em todo o Território Federal do Acre; esse estatuto só entraria em vigor após sua aprovação na primeira sessão ocorrida em 4 de maio de 1947 na Sede Provisória da FAD, sessão presidida pelo presidente do Rio Branco Football Club, Isidoro da Cunha Pereira, isso se dá porque o clube fundador mais antigo haveria de presidir os destinos da Mentora até quando da eleição e posse da primeira diretoria.

Seleção da Federação Acreana de Desportos (FAD) – 1966. Em pé, da esquerda para a direita: Coco (dirigente), Tião Lustosa, Alberto, Vianna, Benevides, Mozarino, Zezé Gouveia e Eugênio Mansour (dirigente). Agachados: Dimiro, Amílcar, Bebé, Danilo Galo e Bico-Bico. Foto/Acervo Francisco Dandão.

Primeira competição aconteceu em 1942

Mesmo assim, o Conselho Regional de Desportos, ainda em 1942, inicia uma extensa temporada futebolística de caráter oficial com a realização do Torneio Início, versão 1943, disputados nas tardes de domingos, no estádio central de Rio Branco, localizado na rua Rui Barbosa e defronte o Quartel General da Polícia Militar, hoje, a Praça Rodrigues Alves.

06/12/42AcreXDuque de Caxias
13/12/42Rio Branco FCXAssociação dos Comerciários Acreanos
20/12/42PennapolisXDuque de Caxias
27/12/42AcreXRio Branco FC
03/01/43ComerciáriosXPennapolis
10/01/43Duque de CaxiasXRio Branco FC
17/01/43AcreXComerciários
24/01/43PennapolisXRio Branco
30/01/43Duque de CaxiasXComerciários
7/02/43AcreXPennapolis

1º Presidente FAD

Tão-logo a entrada em vigor do Estatuto da Federação Acreana de Desportos (FAD), os presidentes dos quatro clubes fundadores escolheram, por voto secreto, o seu 1º Presidente, Biênio 1947/1948; o nome escolhido foi o agrônomo Francisco Custódio Freire, Diretor do Departamento da Produção.

A posse do vice-presidente fadense só aconteceu no domingo do dia 07 de setembro de 1947; o escolhido foi o Dr. Valério Caldas Magalhães, que permaneceu no cargo até a posse da nova diretoria, em 6 de fevereiro do ano subseqüente.

FAD se filiou à CBD em 1947

Foi nessa gestão que a Estatuto da Federação Acreana de Desportos solicitou em fins de julho de 1947 e obteve filiação à Confederação Brasileira de Desportos (CBD), confirmada em 31 de julho. O pedido havia sido oficializado pelo presidente Francisco Custódio Freire que obteve total apoio dos clubes filiados e ter sido o Estatuto da FAD aprovado em sessão da Mentora em 4 de maio de 1947.

A confirmação de filiação à CBD foi feita através de ofício assinado pelo 1º Secretário Manoel Furtado Oliveira, datado de 6 de agosto. O presidente sucessor do agrônomo foi o Dr. Edson Stanislau Afonso que assumiu a Mentora do futebol acreano em 6 de fevereiro de 1949 juntamente com todo o corpo diretivo da FAD.

A eleição da segunda diretoria ocorreu dia 26 de janeiro passado e foi fruto de consenso dos quatro dirigentes desportivos da capital acreana filiados a FAD. A solenidade concorrida de posse do Dr. Edson Stanislau ocorreu, às 10 horas, no auditório do Instituto de Nossa Senhora de Nazaré, oportunidade em que se fizeram presente:

o governador em exercício Major Raimundo Pinheiro de Lima, Dr. Felippe Meninéa Pereira, presidente do Conselho Regional de Desportos e secretário do Governo, Milton Braga Rôla, do Independência Futebol Clube, Francisco Paes, do América Esporte Clube, do médico Manoel Marinho Monte, e Waldemar Maciel, representante do Rio Branco Football Club, e ainda, a presença de Moura Brasil Neto, e Ubirajara Ribeiro, membros do CRD.

Foi nessa solenidade que a nova diretoria assumiu, para a gestão 1949/1950. A diretoria que assumia era composta ainda pelo Dr. Hugo Ferreira Carvalho (1º Secretário), tenente Carlos Martinho de Albuquerque (2º Secretário), Eduardo de Oliveira Nazaré (1º Tesoureiro), Milton Matos da Rocha (2º Tesoureiro).

O Conselho Superior de Legislação e Justiça foi composto pelos senhores membros efetivos magistrado Pojucam Barroso Cordeiro Ribeiro, e prof. Francisco Mariano Ribeiro e pelos suplentes Dr. Ismael Carvalho, Dr. Manoel Vargues Matoso, e por Américo Macedo.

Seleção da Federação Acreana de Desportos – 1967. Da esquerda para a direita: Benevides, Mozarino, Viana, Alberto, Zezé Gouveia, Danilo Galo, Dimiro, Bebé, Bico-Bico, Amílcar e Tião Lustosa. Foto/Acervo Antônio Benevides.

Já o Conselho Fiscal foi presidido por Alexandre dos Santos Leitão, Cristóvam Nunes, e Antonio d’Esberad Cavalcanti Rocha. A 1ª reunião ordinária de trabalho da gestão do Dr. Edson Stanislau ocorreu na quarta-feira, do dia 02 de março de 1949, oportunidade em que o mesmo, por eleição, fez a devida nomeação do Dr. Gerardo Parente Soares, e médico Manoel Marinho Monte, chefes dos departamentos Técnico, e Médico, respectivamente.

No dia seguinte, assume interinamente o vice-presidente da Mentora haja vista a urgente viagem feita pelo dirigente maior à capital Baré, Manaus, oportunidade em que iria manter contato com dirigentes para um jogo amistoso com o Nacional Fast Club a ser realizado em meados de abril daquele ano.

Com a chegada do Dr. Edson Stanislau, o presidente em exercício fadense Dr. Francisco Custódio Freire apresenta renúncia assumindo em seu lugar o Dr. José Maria Gonçalves Bastos. Em princípio de novembro daquele ano, toda a diretoria oficializa pedido de renúncia, fato já tido como certo para acontecer. Assim, em 24 de outubro é feita uma convocação urgente pelo presidente renunciante de uma Assembléia Geral Extraordinária, fato que acontece nas dependências da Sede Social do Rio Branco Football Club com as presenças da diretoria prestes a renunciar, dos dirigentes esportivos fundadores da FAD e do novo clube a ela filiada, o Fortaleza Football Club. Aceita a renúncia, nova diretoria é eleita, ficando assim, agendada sua posse no mesmo local para o dia 31 de novembro, às 11 horas da manhã. A nova diretoria, biênio 1951/1952:

Presidente – Capitão Milton Braga Rôla;

Vice-Presidente – Francisco Custódio Freire;

1º Secretário – tenente Valdemar D’Ávila Maciel;

2º Secretário – Eduardo Almada Brito;

1º Tesoureiro – Eduardo Oliveira Nazaré (reeleito);

2º Tesoureiro – Milton Matos da Rocha (reeleito);

Conselho Fiscal – Miguel de Freitas Leite, Antonio d’Esberard Cavalcanti Rocha, e Cristóvam Nunes;

Conselho Superior de Legislação e Justiça – presidido pelo Dr. Pojucam Barroso Cordeiro Ribeiro, e pelos juízes Francisco Mariano de Sá Ribeiro, e Dr. Manoel Vargues Matoso.

Diretor do Departamento Técnico – tenente Gesner Maciel de Lemos;

Diretor do Departamento Médico – Dr. Manoel Marinho Monte.

Mudança de endereço

Com a demolição do antigo barracão de madeira (onde era o Departamento de Obras e Viação) e a conseqüente inauguração do Palácio das Secretarias no domingo, do dia 14 de março de 1971, a FAD teve que mudar de endereço, indo então para uma sala cedida pela diretoria do Rio Branco Football Club no Estádio José de Melo.

Todo o acervo da Federação Acreana de Desportos nesse momento se resumia num amontoado de papéis que podia ser levado dentro de um saco com capacidade para 60kg. Vez por outra, a entidade fadense chegou a funcionar na residência do ex-presidente, Milton Braga Rôla, ou na casa do Barrinho (José da Paz Barros).

Os bens móveis, nem se falam. Em janeiro de 1974, já no governo de Francisco Wanderley Dantas, a Mentora mudou novamente de endereço, passou a funcionar numa sala – subsolo do Fórum Barão do Rio Branco, permanecendo por pouco mais de oito meses, quando então, já na administração do presidente Major Adel Derze, passou a funcionar num barracão de madeira de propriedade de jogador do Estrelão, o legendário Pedro Sepetiba; nesse barracão funcionou tempos depois a Sorveteria do Fabiano (rua Quintino Bocaiúva, N° 84, Centro).

Coube ao recém-eleito presidente Alércio Dias, sucessor de Alcides Dutra, a mudança desse endereço para uma confortável sala no primeiro andar da Sede Social da Associação Desportiva Vasco da Gama, localizada na Avenida Brasil, 563. Esse foi o penúltimo endereço da Mentora.

Sede própria inaugurada em 1987

É que foi no segundo mandato do presidente Antonio Aquino Lopes que projetou-se ter a FAD sua Sede Própria. O início das obras para a construção da nova sede foi durante o ano de 1986 e sua inauguração ocorreu numa data história para a entidade: no domingo, do dia 26 de Abril de 1987, ano do 40º aniversário de sua fundação.

A Sede Própria fica na Rua Manoel Cesário, 540, Bairro Aviário. Tem 520 metros de área quadrada, dois pisos e custou na época, Cz$ 2 milhões. Foi inaugurada com a presença do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Octávio Pinto Guimarães, e seu assessor, Ildo Najar, além da presença de todos os desportistas.

Seleção da Federação Acreana de Desportos (FAD) – 1979
EM PÉ (esquerda para a direita): Lécio, Chicão, Mário Sales, Pintão, Zé Augusto e Carlinhos Bigode.
AGACHADOS (esquerda para a direita): Mário Vieira, Eli, Manoelzinho, Carioca e Pistolinha

FAD é extinta para dar lugar a FFEAC

Somente na terça-feira, do dia 1º de setembro de 1987, em Assembléia Geral, com a presença dos dirigentes do Rio Branco Football Club, Independência Futebol Clube, Atlético, Acreano, Atlético Clube Juventus, São Francisco Futebol Clube, Associação Desportiva Vasco da Gama, e Andirá Esporte Clube é que houve a alteração no Estatuto da Entidade, resultado do trabalho da equipe formada pelos desportistas José Humberto Gomes Souza, Adauto Brito da Frota, José Eugênio de Leão Braga, Roberto Chaar, Antonio Nizomar dos Santos, Alzerino Paiva de Melo, Vicente de Andrade Chagas, Paulo Maia Sobrinho, desembargador Lourival Marques de Oliveira, Rivaldo Bernardo Patriota, e Aldemir Sena de Souza.

Uma das mudanças históricas do futebol do estado, foi extinção da Federação Acreana de Desportes (FAD), e o devido surgimento da nova Mentora do futebol acreano: Federação de Futebol do Estado do Acre (FFEAC).

Última mudança: sai a FFEAC e entra a FFAC

Na segunda-feira, do dia 08 de Novembro de 1999, em uma nova Assembléia Geral, com a presença dos dirigentes dos clubes acima mais Associação Desportiva Senador Guiomard ADESG, a Mentora teve nova e definitiva denominação, Federação de Futebol do Acre (FFAC).

FOTOS: Acervo de Rui Heliandro Sá Valente – Acervo de Francisco DandãoAcervo de Antônio Benevides

FONTE: Revista do Futebol Acreano (2005)

Liga Acreana de Esportes Terrestres (LAET) – Rio Branco (AC): existiu entre 1921 a 1947!

A Liga Acreana de Esportes Terrestres (LAET) foi uma agremiação da cidade de Rio Branco (AC). Foi Fundada em meados de 1921, pelos presidentes de quatro clubes: Luiz Mestrinho Filho, do Rio Branco Football Club; Cap. Manoel Germiniano de Amorim. do Militar Football Club; Domingos Mirão, do Ypiranga Sport Club; e pelo presidente do Acreano Sporting Club, Armindo Silva, sucessor do presidente fundador, Arnaldo Pinho.

A criação da LAET aconteceu no 1º ano de governo do Dr. Epaminondas Tito Jácome (Foi médico sanitarista, deputado provincial e, juntamente com José Plácido de Castro, participou da Revolução Acriana, em outubro de 1902, que culminou na nacionalização daquele território. Foi o 1º governador do território do Acre, de 1º de janeiro de 1921 a 22 de junho de 1922).

O intuito da liga era dirigir e difundir os desportos de caráter amadorista em todo o Território Federal do Acre, desporto este que envolviam o Football, o basketball e o volleyball. A sua fundação ocorreu na sede no Palácio do Governo Departamental, um prédio de madeira construído em meados de 1908 pelo então prefeito Gabino Besouro para sediar a Prefeitura do Departamento do Alto Acre, ou seja, no mesmo local onde hoje se ergue majestosamente o Palácio Rio Branco.

Foto de 1936

O antigo prédio de madeira foi demolido pelo governador Hugo Carneiro na segunda-feira, do dia 28 de maio de 1928 para o início da construção do atual Palácio Rio Branco. Desse endereço, a Sede Provisória da Mentora do futebol acreano passou a ser nas dependências do Departamento de Obras e Viação, um grande prédio de madeira localizado na esquina da Avenida Getúlio Vargas com rua Benjamim Constant, (hoje Palácio das Secretarias).

Surge a FAD

Foi nesse novo endereço que ocorreu a alteração do nome para Federação Acreana de Desportos (FAD), já no governo territorial de José Guiomard dos Santos (1946-1950); era uma sexta-feira, dia 27 de janeiro de 1947, quando foi fundada pelos presidentes do Rio Branco Football Club, Isidoro da Cunha Pereira, pelo presidente do Fortaleza Football Club, Milton Braga Rôla, pelo presidente em exercício do Independência Futebol Clube, Dário D’Anzicourt, e pelo presidente do América Esporte Clube, Francisco José Paes.

FONTE E FOTO: Revista do Futebol Acreano (2005)

Escudo Inédito!! Esporte Clube Palmeirense – Ponte Nova (MG): Há 60 anos, se sagrava Campeão da Zona Centro e vice Mineiro da 2ª Divisão!

O Esporte Clube Palmeirense é uma agremiação do município da Ponte Nova (cerca de 60 mil habitantes), que fica a 180 km da capital (Belo Horizonte) do estado de Minas Gerais.

Fundado no domingo, do dia 10 de outubro de 1943, a sua Sede está localizada na Rua Aldo Aviani, nº 91, no bairro Guarapiranga, em Ponte Nova. Mais informações está na postagem:

Na esfera profissional, o Palmeirense disputou duas edições do Campeonato Mineiro da 2ª Divisão, organizado pela Federação Mineira de Futebol (FMF): 1961 e 1962.

Na estreia no profissionalismo, caiu na primeira fase

Nessa postagem, vamos relembrar o título que nesse ano completa 60 anos. O Palmeirense estreou literalmente com a “cara e a coragem“. Somado a falta de estrutura e “grana curta” a sua participação no Campeonato Mineiro da 2º Divisão de 1961, com a presença de 20 equipes, distribuídas em quatro grupos de cinco times, foi aquém.

O Palmeirense ficou no Grupo A, da Zona Centro, juntamente com Ferroviário Atlético Clube (Divinópolis), Esporte Clube Caratinga (Caratinga) e Minas Esporte Clube (Nova Era).

Mesmo sofrendo duas goleadas, a equipe do Pau D’Alho fez boas partidas tanto em Ponte Nova como em outras cidades. O estádio ganhou às pressas, arquibancadas e algumas reformas.

Como apenas o primeiro colocado avançava, o Palmeirense não passou da primeira fase ao terminar na 4ª colocação, com cinco pontos em oito jogos: duas vitórias, um empate e cinco derrotas; oito gols pró, 21 tento contra e um saldo positivo de 12.

Era presidente do clube Mário Lobo de Medeiros e o treinador José Tavares, o ‘Zé Biscoito’. O elenco foi montado com os seguintes atletas: Itamar, Carlos, Neri, General, Zé Galli, Zé Geraldo Cabeção, Fernando, Wilson Serrano, Júlio, Zin Lolli, Dodô Lolli, Darci, Roberto Villar, Lauro e Rubinho. O destaque era Lauro, com passagens pelo Atlético Mineiro, Ponte Preta/SP e São Paulo/SP.

EM PÉ (Esquerda para a direita): Paulo Castanheira (técnico), Itamar Borboleta, Wilson Serrano, Luiz Batatinha, senhora não identificada, Zé Galli, General, Isaías e Alfredo Amora (dirigente);
AGACHADOS (Esquerda para a direita): Domingos Surdo (massagista), Jaci, Pelezinho, Darci Guimarães, Faixa Branca, Zin Loli e Pedro Bala.

Título inédito da Zona Centro de 62

Na temporada seguinte, o Palmeirense voltou melhor preparado e fez um Campeonato Mineiro da Segunda de 1962, memorável. A competição contou com a participação de 19 times, divididos em duas chaves de 10 e nove equipes.

A equipe do Pau D’Alho teve a companhia do Pontenovense Futebol Clube. Apesar persistindo a falta de recursos financeiros, o Palmeirense ficou no Grupo da Zona Centro, juntamente com dez equipes: Curvelo Esporte Clube (Curvelo); Esporte Clube Itaúna (Itaúna); Ferroviário Atlético Clube (Divinópolis); Independente Futebol Clube (Vespasiano); Meridional Esporte Clube (Conselheiro Lafaiete); Paraense Esporte Clube (Pará de Minas); Pontenovense Futebol Clube (Ponte Nova); Sete de Setembro Futebol Clube (Belo Horizonte); Vila Esporte Clube (Formiga).

Com uma campanha espetacular, o Palmeirense foi o Campeão da Zona Centro com um aproveitamento de 80,6% dos pontos. O time recebeu vários reforços e o comando técnico foi entregue a Paulo Castanheira.

No elenco, nomes como: Itamar Borboleta, Zé Galli, Oceli, Wilson Serrano, Zito, General, Pelezinho, Fernando Tibúrcio, Luiz, Décio, Jaci, Hélio, Darci Guimarães, Zin Lolli, Rubinho, Isaías e o craque Pedro Bala, vindo do Clube de Regatas Vasco da Gama/RJ.

Numa das partidas no Pau D’Alho, o Palmeirense goleou o Ferroviário de Divinópolis pelo placar de 4 a 0 (vice-campeão de 1961). Abaixo a tabela de classificação da chave:

CLASSIFICAÇÃO DA ZONA CENTRO

CLUBESPGJVEDGPGCSG
Palmeirense29181332332211
Paraense25181053351619
Itaúna2318954311912
Sete de Setembro181874728235
Meridional18176652628-2
Pontenovense17177371314-1
Vila Esporte Clube171865723230
Ferroviário17186572328-5
Independente11173591934-15
10ºCurvelo011701160428-24

Agora a campanha do Esporte Clube Palmeirense, com as datas, resultados e os locais dos jogos, abaixo:

1º TURNO

1º/08/62Palmeirense4X2MeridionalPonte Nova
12/08/62Sete de Setembro2X0PalmeirenseBelo Horizonte
19/08/62Palmeirense2X2Vila ECPonte Nova
26/08/62Pontenovense0X0PalmeirensePonte Nova
02/09/62Palmeirense (WO)XCurvelo *Ponte Nova
09/09/62Paraense2X3PalmeirensePará de Minas
16/09/62Palmeirense2X0IndependentePonte Nova
23/09/62Ferroviário1X2PalmeirenseDivinópolis
30/09/62Palmeirense1X0EC ItaúnaPonte Nova

2º TURNO

14/10/62Palmeirense3X1Sete de SetembroPonte Nova
21/10/62Meridional1X1PalmeirenseConselheiro Lafaiete
28/10/62CurveloXPalmeirense (WO)Curvelo
04/11/62Palmeirense1X0PontenovensePonte Nova
11/11/62Vila EC1X2PalmeirenseFormiga
18/11/62Palmeirense4X0FerroviárioPonte Nova
25/11/62Independente1X2PalmeirenseVespasiano
02/12/62EC Itaúna7X1PalmeirenseItaúna
09/12/62Palmeirense3X2ParaensePonte Nova

* Após perder por WO para Palmeirense, a Federação Mineira de Futebol aplicou uma punição de 200 dias ao Curvelo.

Distintivo atual

Vice-campeão da Segundona de 1962

Com a conquista da Zona Centro, o Esporte Clube Palmeirense  decidiu o título do Campeonato Mineiro da 2ª Divisão de 1962, com o Uberlândia Esporte Clube, vencedor da Zona Triângulo, em dois jogos de ida e volta.

No jogo de idana tarde de domingo, do dia 31 de Março de 1963 – o Uberlândia venceu o Palmeirense por 2 a 1, no Estádio Juca Ribeiro, em Uberlândia.

Os gols foram assinalados por Dimas e Zinho para os donos da casa, enquanto Pedro Bala fez o de honra da equipe alvinegra. A Renda foi de Cr$ 625.000,00. O árbitro foi Sr. Coracy Jerônimo, auxiliado por Elmo Sanchez e Witan Marinho, todos da FMF.

No jogo da voltana tarde de domingo, do dia 07 de Abril de 1963 – o Palmeirense recebeu o Uberlândia, no Estádio Mario Lobo, Pau D’Alho, em Ponte Nova, precisando da vitória. No entanto, acabou derrotado pelo placar de 2 a 0 (gols de Zinho). Com esse resultado, o Palmeirense ficoucomo vice-campeonato da Segunda Divisão de 1962. Vale lembrar que naquela época, apenas o campeão (Uberlândia) asseguraria vaga na Elite do Futebol Mineiro de 1963.  

Time base de 1962: Itamar Borboleta, Isaías, Zé Galli, General, Helvécio; Wilson Serrano, Darci Guimarães; Del Vechio, Zin Loli, Hélio (Jaci) e Pedro Bala (ex-jogador do Vasco da Gama/RJ).

Colaborou: Fabiano Rosa Campos

FOTO: Acervo de José Alfredo Padovani

FONTES: José Alfredo Padovani – Rsssf Brasil – Folha de Ituiutaba (MG)

Clube Esportivo Social União Medianeirense – Medianeira (PR): Campeão da Taça Paraná de 1972 e disputou o Estadual da 2ª Divisão

distintivo utilizado em 1972

O Clube Esportivo Social União Medianeirense ou CESUM ou União Medianeirense é uma agremiação  do município  de Medianeira (com 45.812 habitantes, segundo o censo do IBGE/2018), localizado no Oeste do estado do Paraná a 585 km da capital (Curitiba).

O CESUM foi Fundado na terça-feira, do dia 09 de Outubro do ano de 1956. A sua Sede social está situado na Avenida Brasil, nº 3.240, no Centro de Medianeira (PR). A sua praça de esportes é o Estádio Edgar Darolt, com capacidade para 2 mil pessoas.

Campeão da Taça Paraná de 1972

O União Medianeirense ganhou repercussão em âmbito estadual, quando faturou o inédito título da Taça Paraná de 1972, organizado pela Federação Paranaense de Futebol (FPF), a principal competição do futebol amador do estado brasileiro do Paraná.

Na Taça Paraná de 1972, o CESUM ficou no Grupo VIII, com Juventude Esporte Clube (Cascavel), Sociedade Esportiva Aliança (Palotina) e Mariluz Atlético Clube

A estreia aconteceu no dia 1º de outubro de 1972, quando o União Medianeirense venceu o Aliança por 3 a 1, no Estádio Edgar Darolt, em Medianeira. No outro jogo da chave, o Juventude, em casa, bateu o Mariluz, por 1 a 0.

EM PÉ (esquerda para a direita): Toninho, Ivo, Somis, Murilo, Edir, Darci, Cascata e Renê;
 
EM PÉ (esquerda para a direita): Rui, Pedrinho , Neri, Ivo Darolt, Paraguaio, Wanderlei e Pasim.

Na “entrega das faixas”, o CESUM enfrentou o Pinheiros, na tarde de domingo, do dia 28 de Janeiro de 1973, o Estádio Edgar Darolt, em Medianeira. Pelo jogo, o clube Alviceleste de Curitiba recebeu uma cota de 5 mil cruzeiros

Em 1988, se sagrou campeão da Taça Oeste. Após o título o clube recebeu o convite do presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Nilo Rolim de Moura para disputar o Campeonato Estadual da 2ª Divisão na temporada seguinte. O CESUM aceitou o desafio.

Estadual da Segunda Divisão

Na esfera profissional, o União Medianeirense já disputou o Campeonato Paranaense da 2ª Divisão de 1976, organizado pela FPF (Federação Paranaense de Futebol).

Em 1989 e 1991, o MEC – Medianeira Esporte Clube. O MEC usou a vaga do CESUM. No início de 1992 o MEC foi fundado oficialmente, sendo desmembrado do CESUM. em 1993 fez uma parceria frustrada com o Foz do Iguaçu Esporte Clube, surgindo o FOZ-MEC. Em 1994 o MEC jogou o Estadual da 2⁰ Divisão sozinho. Em 1993, o CESUM/MEC não jogou a Segundona Paranaense.

Outra curiosidade, na temporada 1989 a equipe usava as cores do município, azul, branco, vermelho. O uniforme da equipe não possuía escudo. Em um canal no YouTube é possível ver um escudo na camisa de um dos goleiros, parecido com o escudo do Fortaleza, mas não é possível ver o “letreiro“.

A partir de 1990 passou a jogar com as cores verde, preto e branco. Um escudo no formato do antigo do Vila Nova, de Goiás. Em 1992, usava um escudo parecido com o do Santos. As cores permaneceram as mesmas. 1993, fez a fusão/parceria. Em 1994 não consegui fotos, mas em depoimento do ex dirigente, era o mesmo de 1992.

A sua primeira participação aconteceu em 1976, depois jogou em 1989, 1990, 1991, 1992 e 1993. Após a sua última participação, o União Medianeirense se licenciou até os dias de hoje das competições profissionais.

COLABOROU: Rodrigo S. Oliveira

FOTOS: Acervos de Valdir Henrique Brod e Leila Grapiglia

FONTE: Wikipédia – Diário do Paraná (RJ)

Foto Rara, de 1925: Seleção Carioca de Futebol

EM PÉ (esquerda para a direita): Floriano, Moderato, Nilo, Pennaforte, Helcio, Haroldo, Moacyr, Nono, Candiota, Nascimento e Fortes.

No domingo, do dia 20 de Setembro de 1925, pelo 3º Campeonato Brasileiro de Football, o Combinado Carioca (Fluminense e Flamengo), venceu a Seleção Paulista, no Estádio das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio (RJ). Segundo a reportagem, o palco contou com a presença de 40 mil pessoas.

FONTE E FOTO: Jornal Para Todos (RJ)

Fotos raras, de 1965: no dia que o Paysandu SC goleou o Penãrol (URU), em Belém (PA)

Por: Sérgio Mello

O Paysandu Sport Club fez história ao golear o poderoso o Club Atletico Penãrol, de Montevidéu (Uruguai), pelo placar de 3 a 0. A partida amistosa transcorreu na tarde de domingo, do dia 18 de Julho de 1965, e, teve como destaque o goleiro Castilho, bicampeão mundial pelo Brasil, que operou defesas sensacionais quando foi o maior assédio do ataque uruguaio.

Com o resultado, o Bicolor colocou um ponto final, na invencibilidade do Penãrol (que no ano seguinte se tornaria tricampeão da Libertadores: 1960, 1961 e 1966) em território brasileiro na excursão em jogos no Rio de Janeiro, pelo Torneio IV Centenário (3 a 1, no Fluminense) e São Paulo (0 a 0, com o Palmeiras e 1 a 1, com o Comercial, de Ribeirão Preto).

EM PÉ (esquerda para a direita): Oliveira, Beto, João Alves, Abel, Castilho, Carlinhos;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Quarentinha, Pau Preto, Édson Piola, Milton Dias e Ércio.

Os gols foram assinalados por Ércio aos 18 minutos, atirando forte da esquerda para a direita do gol de Mazurkiewicz. O segundo gol saiu aos 43 minutos, com  Milton Dias que soltou uma bomba da entrada da área, no primeiro tempo.

Na etapa final, o 3º gol aconteceu aos 37 minutos, quando Vila ganhou na corrida o seu marcador Varela, foi linha de fundo, e centrou na medida para Fernando, completando para o fundo das redes.

EM PÉ (esquerda para a direita): Caetano, Mazurkiewicz, Tito Goncálvez, Varela, Lezcano, Fórlan e Roque Máspoli (técnico);
AGACHADOS (esquerda para a direita):  Abbadie, Pedro Rocha, Silva, Spencer e Joya.

No final do jogo, o goleiro Castilho, melhor em campo, estava muito emocionado destacou: “Essa vitória foi uma das mais bonitas da minha carreira. O Fluminense perdeu pra o Peñarol, mas eu, que continuo mais tricolor ainda, vinguei a sua derrota, com os meus companheiros do Paysandu“, afirmou Castilho.  

PAYSANDU S.C. (PA)       3          X         0          C.A. PEÑAROL (URU)

LOCALEstádio Leônidas Sodré de Castro, ‘Curuzú’, em Belém/PA
CARÁTERAmistoso internacional de 1965
DATADomingo, do dia 18 de Julho de 1965
RENDANão divulgado
PÚBLICONão divulgado
ÁRBITROSr. Manuel Oliveira
PAYSANDUCastilho; Oliveira, Abel, J. Alves e Carlinhos; Beto e Quarentinha; Pau Preto (Marabá), Vila, Milton Dias e Ércio. Técnico: Álvarez
PENÃROL/URUMazurkiewicz; Furlan, Lezcano, Varela e Caetano; D’Avila e Pedro Rocha; Abadie (Flores), Spence (Resnick), Silva e Joya. Técnico: Roque Máspoli    
GOLSÉrcio aos 18 minutos (Paysandu); Milton Dias aos 43 minutos (Paysandu), no 1º Tempo. Pau Preto aos 37 minutos (Paysandu), no 2º Tempo.

FOTOS: Revista do Esporte (RJ) – site do Paysandu SC – Acervo de Juan R. Ballesteros

FONTES: Revista do Esporte (RJ) – A Cruz (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – Jornal do Brasil (RJ)

Paysandu S.C. – Belém (PA): em 1965, o clube investiu 110 milhões de cruzeiros, montou um timaço, derrotou um gigante e se sagrou campeão!

Por: Sérgio Mello

Para conquistar o Campeonato Paraense da 1ª Divisão de 1965, o Paysandu Sport Club não ‘olhou despesas’ e nem mediu esforços, no sentido de reforçar sua equipe e fazê-la a melhor do estado do Pará, o que conseguiu!

A maior contratação foi a de Castilho, goleiro bicampeão mundial pela Seleção Brasileira (1958 e 1962), e que foi um dos pontos altos em toda a campanha.

Bicolor gastou 110 milhões de cruzeiros, em reforços

As despesas atingiram a cifra de Cr$ 110 milhões (cento e dez milhões de cruzeiros), pois só Castilho (veio por empréstimo do Fluminense, no dia 1º de julho até o dia 31 de dezembro de 1965) custou aos cofres do clube Bicolor Cr$ 20 milhões e o treinador uruguaio Juan Antônio Álvarez (estava no Nacional do Uruguai), então com 40 anos, mais Cr$ 10 milhões.

Fora o que se gastou com Rubilotta (contratado ao Vasco da Gama), os irmãos Édson Piola  e Antônio Piola (ambos ex-Fast Club/AM), além de Da Silva, Arakem e Calazans, que não acertaram no clube Bicolor.

Arte: Sérgio Mello

Campeão nos profissionais e os títulos invictos no aspirantes e juvenis

Apesar de ter tido quatro presidentes durante do Campeonato Paraense, o Paysandu não sentiu a influência do comando máximo do clube e sagrou campeão por antecipação, conquistando, ainda, os títulos nas categorias de Aspirantes e Juvenis, sem nenhuma derrota.

Os quatro presidentes foram: Fausto Soares Filho (cujo mandato terminou no início do certame), Urubatan de Oliveira, Júlio Bendahan e, finalmente, Giórgio Falângola.

Impecável campanha      

Embora não tivesse um elenco muito grande, o Paysandu Sport Club realizou bela campanha, primando pela regularidade. Tanto assim que, nas 12 partidas que disputou, somou 21 pontos: com 10 vitórias, um empate e uma derrota; marcando 42 gols (média de 3,5 gols por jogo), 10 tentos sofridos (defesa menos vazada) e um saldo positivo de 32 gols. O artilheiro do certame foi Nascimento, do Tuna Luso com 12 gols; enquanto Édson Piola ficou em segundo, com 11 tentos

Triunfou nos amistosos internacionais

Em meio ao Estadual, o Paysandu Sport Club ainda teve tempo para realizar dois amistosos internacionais, com duas vitórias: 3 a 1, no SV Transvaal, de Paramaribo (Suriname) e 3 a 0, no Peñarol, de Montevidéu (Uruguai).

Reformas e construções

O Estádio de Curuzu, a praça de esportes do Paysandu, estava passando por remodelações e melhoramentos. Novas arquibancadas e refletores para serem inaugurados. A direção estava tratando para a construção do Palacete Alviazul, com previsão para ser entregue em 1967.

O Paysandu Sport Club, formando, na foto, com reservas e titulares!
 
EM PÉ (esquerda para a direita): Oliveira, Tadeu, Paulinho, J. Alves, Abel, Castilho (goleiro), Carlinhos, Chininha e Juan Antônio Álvarez (técnico uruguaio);
AGACHADOS (esquerda para a direita): Quarentinha, Fernando, Vila, Rubilotta, Ércio, Édson Piola e Paulo.

Dados dos Campeões Paraense de 1965

Castilho – Carlos José Castilho, nascido no Rio de Janeiro/RJ, no dia 27 de novembro de 1927. Casado, atua como goleiro.

Paulinho – Paulo do Carmo Sobrinho, nascido em Belém/PA, no dia 24 de dezembro de 1942. Solteiro, atua como zagueiro lateral direito ou esquerdo.

Abel – Abel Viana de Oliveira, nascido no Xapuri/AC, no dia 10 de setembro de 1938. Casado, funcionário do Banco do Brasil, atua como zagueiro

Beto – Carlos Alberto Silva Cavalcanti, nascido em Belém/PA, no dia 19 de janeiro de 1945. Solteiro, militar e prata da casa, atual como zagueiro lateral direito.

J. Alves – João Alves de Souza, nascido em Belém/PA, no dia 08 de outubro de 1937. Bancário, jogador experiente, já atuou no Remo/PA, Olaria/RJ e Lusitano de Évora (Portugal), atual como quarto zagueiro.

Carlinhos – Carlos Ferreira Campos, nascido em Belém/PA, no dia 22 de janeiro de 1942. Foi comprado ao Avante/PA por Cr$ 500 mil, atua como lateral-esquerdo.

Oliveira – Raimundo Evandro da Silva Oliveira, nascido em Belém/PA, no dia 04 de março de 1944. Solteiro, deixou de ser lateral para jogar na ponta-direita, marcando sete gols.

Édson Piola – Édson da Costa Petrúcio, nascido em Manaus/AM, no dia 16 de julho de 1943. Solteiro, é um dos “cobras” da equipe. Estudante do curso cientifico Solteiro, foi artilheiro do clube no Estadual com 11 gols.

Rubilotta – Wolter Rubilotta, nascido em São Paulo/SP, no dia 06 de fevereiro de 1945. Solteiro, estudante, foi emprestado pelo Vasco da Gama/RJ. Tornou-se um dos pontos altos da equipe.

Quarentinha – Paulo Benedito dos Santos Braga, nascido em Belém/PA, no dia 18 de dezembro de 1934. Casado, funcionário estadual. Prata da casa atua como meio de campo.

Ércio – Ércio Ramos dos Santos, nascido em Belém/PA, no dia 08 de junho de 1939. Casado, com dois filhos, funcionário estadual. Atua como atacante.

Vila – Jason Dracon Brochado, nascido em Belém/PA, no dia 12 de fevereiro de 1940. Atua como ponta-direita, ponta-esquerda ou como ponta-de-lança.

Léo Marcial – Leoníceo Nóvoa da Costa, nascido em 1945. Solteiro, estudante, transferiu-se há pouco para o Paysandu.

Helito – Helito Faustino da Silva, nascido em Niterói/RJ, no dia 24 de novembro de 1937. Atua como goleiro, tendo jogado no Canto do Rio/RJ.

Paulo – Paulo Malvão de Moraes, nascido em Belém/PA, no dia 14 de abril de 1937. Solteiro, é o homem de sete instrumentos no time. Atua como meio de campo.

Pau Preto – Fernando Malvão de Moraes, nascido em Belém/PA, no dia 11 de agosto de 1928. É o veterano da equipe. Aos 38 anos, jogou inúmeras vezes pela Seleção Paraense e tem grande coleção de títulos. Atua como meio de campo.

Tadeu – José Tadeu Nunes, nascido em Belém/PA, em 1945. Com 20 anos, 1,80 cm, estudante. Fez apenas duas partidas na temporada.

Milton Dias – Milton Dias, nascido em Belém/PA, em 1945. Foi vendido ao Penãrol (Uruguai) por 15 mil dólares. Atuou no certame de 1965, como ponta-direita e ponta-de-lança.

Milton Marabá – Milton de Sousa Figueiredo, nascido em Marabá/PA, no dia 21 de maio de 1944. É bancário e prata da casa.

Laércio – Laércio de Souza Pimentel, nascido em Monte Alegre/PA, no dia 20 de junho de 1945. Transferiu-se para o Clube do Remo. Atua como meio de campo.

Zito – Alélio de Oliveira, nascido em Belém/PA, no dia 07 de novembro de 1940. Jogou apenas uma vez no campeonato de 1965. Atua como meio de campo.

Maravilha – José Adriano, nascido em Belém/PA, em 1941. Atua como zagueiro e lateral, pertencia ao Norte Brasileiro/PA.

Álvarez – Juan Antônio Álvarez, natural em Montevidéu (Uruguai), no dia 1º de Março de 1926. Começou a carreira como jogador no Nacional (Uruguai) entre 1945 a 1948. Depois se transferiu para o Bonsucesso/RJ, onde ficou de 1948 a 1951 e encerrou a carreira no Olaria/RJ. Em 1964, foi auxiliar-técnico de Zezé Moreira, no Nacional (Uruguai). Em 1965, começou como técnico no Paysandu/PA.

FOTOS: Revista do Esporte (RJ) – site do Paysandu SC – Acervo de Juan R. Ballesteros

FONTES: Revista do Esporte (RJ) – A Cruz (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – Jornal do Brasil (RJ)

Inédito!! 1º escudo de 1914: Riachuelo Football Club – Paraíba do Sul (RJ), entre as décadas de 10 a 30

Por: Sérgio Mello

O Riachuelo Esporte Clube é uma agremiação do município de Paraíba do Sul, que fica na região Sul Fluminense do estado do Rio de Janeiro. Com uma população de 44.045 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2018, está a 138 km de distância da capital.

A sua Sede  social e o Estádio Alfredo da Costa Mattos Júnior ficam situados na Praça São Pedro São Paulo, nº 25, no bairro da Vila Nicolau Melick, em Paraíba do Sul (RJ).

Uma curiosidade pouco conhecida começa no “Auriverde Riachuelense” a Fundação, ocorrido na sexta-feira, do dia 20 de Março de 1914, quando surgiu o Riachuelo Football Club.

Inauguração do Riachuelo, em- 20 de março de 1914

Exatamente, primeiramente nasceu como “Football Club“, só alterando para “Sport Club” em 1933. Posteriormente, em meados dos anos 40, quando aportuguesou para “Esporte Clube“.

Alguns amistosos

Um dos primeiros jogos que se tem registro, aconteceu na segunda-feira, do dia 07 de Setembro de 1914, quando o Riachuelo venceu o Serrano (não especificado se era um clube da cidade ou de outro município), por 2 a 1, no seu campo.

Outro jogo, aconteceu no domingo, do dia 27 de Setembro de 1914, o Riachuelo goleou o “Scratch” Iris (não mencionado a sua localidade), por 7 a 2, no seu campo.

No domingo, do dia 08 de Fevereiro de 1920, em amistoso, o Riachuelo goleou o Entrerriense por 4 a 2, em Paraíba do Sul.

escudo dos anos 30

No domingo, às 16h30min., do dia 25 de Março de 1917, em comemoração ao seu 3º aniversário, o Riachuelo recebeu no seu ground, o Portella Football Club (atual Portela Atlético Clube), do município de Governador Portela. O “Auriverde Riachuelense” venceu a peleja por 3 a 2.  

Diante de um ótimo público, apesar do primeiro tempo ter sido animadíssimo, terminou sem gols. Na etapa final, os visitantes saíram na frente por intermédio de Esmeraldo. Mas o Riachuelo pressionou e marcou três gols. No  final, Edmundo diminuiu a contagem.  

O time escalado foi: Jayme Santos; Clóvis (Cap.) e Rogério; Mont Mor, Teles, e Eustowhs; São, Andrade, Elizabeth, Jaime II e Santos.

Portella: Ribeiro; Olívio e Paulo; Bittencourt, Favilha e Edmundo; Silva, Esmeraldo, Olympio, Antonio e Supo.

Time base de 1916: Jayme Santos; Jarbas e Mario Pinto; Clóvis, Raul (Cap.) e Didimo; Sólon, Pereira, Waldemar, Flávio e Newton. Reservas: Bias, Waldemar II, Duílio e Gilberto.

Time base de 1919: Jayme Santos; Mario e Neto; Mattos, Edmundo e Quaruta; Clóvis, Adão, Reynaldo, Lauro e Nonô.

FOTOS: Acervo de Celso Malheiros

FONTES: Correio da Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – O Tico-Tico (RJ) – Arealense (RJ)