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Sport Club Foot-Ball – Belo Horizonte (MG): Fundado em 1904

O Sport Club Foot-Ball foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). Victor Serpa era um diplomata nato. Afinal, além de ter incentivado a prática do futebol em BH, conquistou boas relações, congregou acadêmicos, funcionários e comerciantes, todos pertencentes à elite da cidade, para a criação do Alvinegro foi Fundado no domingo, do dia 10 de Julho de 1904. A sua Sede na Rua dos Caetés, s/n; enquanto o seu campo ficava localizado na Praça Rui Barbosa (hoje mais conhecido como Praça da Estação), ambos no Centro de BH. A equipe treinava no Parque Municipal.

PRIMEIRA DIRETORIA

Após a sua fundação foi eleita sua 1ª Diretoria, constituída da seguinte forma:

Presidente – Oscar Americano;

Vice-presidente – Augusto Pereira Serpa;

Tesoureiro – José Gonçalves;

Secretário – Avelino de Souza Reis;

Capitão – Victor Serpa.

 

PRIMEIRA FORMAÇÃO DO SPORT CLUB DE 1904 (Foto Abaixo):

ESTATUTO

O Jornal Minas Gerais (quarta-feira, do dia 13/07/1904), noticiava que a diretoria do Sport Club Foot-Ball iniciaria os treinos nos dias 14 e 17 de julho no campo. No dia 23/08/1904 foram aprovados os estatutos do clube que tiveram que ser visados pelo então chefe de polícia, Cristiano Brasil.

O estatuto do clube na íntegra era o seguinte:

Por esse estatuto, podiam participar do clube ‘pessoas dignas’, nas categorias de sócios efetivos, moradores da capital; correspondentes, residentes fora da capital; e beneméritos. O valor estipulado para o pagamento adiantado da jóia para o ingresso no clube, de 10$000, e o da mensalidade, de 5$000“.

Estes valores para a época eram altos o bastante para selecionar criteriosamente seus participantes. Esses valores eram iguais aos cobrado pelo Fluminense, do Rio de Janeiro, que se afirmava como um clube da elite, formado por “rapazes da melhor sociedade, quase todos educados em colégios da Inglaterra“.

O clube possuía diversas modalidades esportivas, entretanto o futebol era o seu ‘carro-chefe’. A associação do Sport Club tinha como fim especial “fazer propaganda de todos os jogos e exercícios atlheticos tais como: foot-ball (principalmente), pedestrianismo, criket, lawns-tennis, esgrima, etc, etc”.

1º JOGO

A estréia nos gramados aconteceu  no domingo, do dia 02 outubro de 1904, com dois times do mesmo clube: o de Vitcor Serpa e o do presidente da associação, Oscar Americano. Venceu o time de Serpa, por 2 a 1. Até o presente momento não se sabe exatamente quem marcou o primeiro gol, mas os dois gols do time do Victor foram marcados por José Mariano de Sales e Victor Serpa e para os vencidos pelo Joaquim Brasil.

PRIMEIRA LIGA DE FUTEBOL 

Ainda em 1904, outro dois clubes foram fundados, O Plínio Foot-Ball Club e o Athletico-BH (esse não é o atual Atlético-MG), então criou-se uma liga de futebol entre os três clubes e começaram a disputar um campeonato. O Sport Clube se inscreveu com dois times: o Vespúcio e o Colombo.

O Atlético também se inscreveu com dois times: o Atlético e o Mineiro. O Plínio entrou no campeonato com apenas um time. Esse campeonato não terminou, devido ao período chuvoso em Belo Horizonte, pois as fortes chuvas de novembro estragaram os campos.

Além disso os jogadores, em sua maioria estudantes, entraram em férias escolares e retornaram para suas cidades de origem, já que boa parte deles vinha para Belo Horizonte apenas para estudar, mas Abílio Barreto, em seus manuscritos, afirma que o Vespúcio venceu o campeonato, portanto o Sport Club foi o 1º clube de futebol da cidade de Belo Horizonte.

FUSÃO

Victor Serpa retornou ao Rio, aonde veio a falecer de gripe em 1905. No mesmo Ano, o Sport uni-se ao Viserpa, antigo Athletico – Esse nome foi dado em homenagem póstuma A Victor Serpa, criador do Sport e até então presidente do Athletico – decidiram que a nova associação iria chamar Viserpa Sport Club e que as mensalidades seriam reduzidas para 3$000, não pagando jóia os jogadores que já tivessem pertencido a outros clubes.

Achava-se na Casa Colombo uma lista para ser assinada pelos que concordassem com a fusão e também para aqueles que se interessarem por fazer parte da associação. Essa era uma iniciativa para abrir possibilidades de que mais pessoas pudessem participar do seleto clube, que, ao diminuir o valor da mensalidade para 3$000, um valor ainda alto o bastante para selecionar seus participantes, motivaria a entrada de novos adeptos.

PERÍODO DE CRISE

Nos anos posteriores o futebol perde a força na capital mineira, sendo muito desses clubes já encerrando as atividades. Porém o Sport tenta sobreviver, apesar de começar a criar uma certa tradição no futebol da capital mineira, aos poucos a população de Belo Horizonte foi perdendo aquele gosto por esse esporte como apresentado antes e vários clubes foram encerrando suas atividades.

DERROTAS PARA O GALO GERA A EXTINÇÃO

No dia 12 de setembro de 1909, durante a exposição agropecuária em Belo Horizonte, no Prado Mineiro, Sport e Villa Nova-MG se duelaram e o placar foi favorável ao Villa por 3 a 1. Essa foi a primeira e a única partida entre essas duas agremiações.

No dia 21/09/1909, já dominando o cenário esportivo municipal, o Sport marca um jogo amistoso contra um grupo de garotos que há cerca de um ano atrás haviam fundado o Atlético-MG. Surpreendido pela turma de garotos o Sport perde o jogo por 3 a 0.

Inconformado com a derrota a equipe do Sport pede revanche, mas novamente perdeu, dessa vez por 2 a 0. Mais uma vez a até então tradicional equipe de Belo Horizonte marca um terceiro jogo contra os jovens jogadores atleticanos e dessa vez a derrota foi mais vexatória – 4 a 0 para o Atlético – e com isso seus então jogadores decidem encerrar as atividades da equipe.

CURIOSIDADE

No dia 07 de Setembro de 1910, alguns atletas do extinto Sport junta-se a atletas do Morro Velho e o Villa Nova-MG, ambos de Nova Lima e realizam a primeira partida interestadual de Belo Horizonte. Essa equipe formada foi denominada de Combinado Mineiro, o adversário desse combinado foi o Riachuelo, equipe do Rio de Janeiro. O placar final foi de 7 a 1 para o Riachuelo.

TÍTULO

Primeiro Campeonato de Belo Horizonte – 1904 (Segundo Abílio Barreto) Como ocorreu as férias escolares e a maioria dos alunos vieram de outras cidades para estudar, então foi impossível terminar o campeonato, porém como o Sport inscreveu-se com dois times: o Vespúcio e o Colombo. Abílio Barreto, em seus manuscritos, afirma que o Vespúcio venceu o campeonato, portanto o campeão pertencia ao Sport Club.

O SPORT CLUB PODE VOLTAR A ATIVA

Há um projeto de reativação da equipe, criado em 2012, mas isso depende do apoio financeiro de empresários interessados com esse projeto. Após 101 anos da última partida, surge a esperança de ver a equipe que trouxe o futebol para Belo Horizonte novamente em campo, quadras, etc.

 

FONTES & FOTOS:

Dados sobre o Sport Club. Visitado em 06 de Fevereiro de 2013.

Ir para cima ↑ Os três Primeiros gols do Sport Club. Visitado em 01 de Maio de 2013, página 2.

Ir para cima ↑ Declínio do futebol em Belo Horizonte – Página 6. Visitado em 26 de Maio de 2013.

Ir para cima ↑ Sport Club x Villa Nova. Visitado em 26 de Maio de 2013.

Ir para cima ↑ Primeira partida interestadual de Belo Horizonte. Visitado em 25 de Maio de 2013.

http://gefut.files.wordpress.com/2010/08/dissertao-gino-final.pdf

http://atletico.com.br/site/cam/historia

http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/VCSA-6XTGT2/1/tese_marilita_vers_o_final.pdf páginas 155,156

http://sportclubmg.webnode.com/

http://www.abacaxiatomico.com.br/esporteesportivo/fec/29.htm

http://www.sumarios.org/sites/default/files/pdfs/ilovepdf.com_split_9_8.pdf

Jornal Minas Gerais

Museu Histórico Barreto

Entre 1912 a 1920, mais de uma dezena de clubes de origem portuguesa, surgem no Amazonas

A presença portuguesa na Amazônia se iniciou em 1616 quando o capitão Francisco Caldeira Castelo Branco ergueu o forte do Presépio, que daria origem á cidade de Belém. Com o propósito de consolidar a presença lusa na região,os portugueses adentraram o grande vale amazônico entrando em confronto com índios e expulsando ingleses,holandeses e franceses.

Penetrando cada vez mais no oeste amazônico, acabaram colonizando o local onde futuramente seria o estado do Amazonas. Em 1669, o capitão Francisco da Mota Falcão erguia o forte de São José da Barra do Rio Negro, embrião da cidade de Manaus. Desta forma, mais e mais portugueses chegavam á região: militares, religiosos, aventureiros, funcionários da coroa, comerciantes e outros.

Mas, é com o início  do período áureo da borracha que uma nova leva de imigrantes portugueses chegam ao Amazonas. A maioria se fixou em Manaus onde se dedicaram ao comércio. Haviam várias firmas de origem lusa na cidade como J.G. Araújo,J.S.Amorim, Marques e companhia, entre outras.

Havia na primeira década do século XX, em Manaus, cerca de 5 mil portugueses. A colônia portuguesa de Manaus era a maior colônia de estrangeiros que existia no estado e,assim como outros imigrantes,eles também fundaram seus clubes e associações.

 

Luso Football Club, em 1913

SURGE O LUSO FOOTBALL CLUB

Os jovens portugueses também apreciavam o futebol pois, aquele era o esporte preferido de sua terra natal, e começaram a fundar seus primeiros clubes. O Luso Football Club foi o primeiro clube de futebol a surgir em Manaus. Foi Fundado em 1º de Maio de 1912, por onze jovens portugueses de origem humilde que só queriam, em suas horas vagas, praticar o esporte que tanto apreciavam.

O clube foi fundado na residência do sócio Francisco Gomes Rodrigues, na Rua Monsenhor Coutinho, no Centro de Manaus, e, durante um tempo, foi a 1ª Sede do Luso. O seu 1º presidente foi Augusto Ornelas, que depois transferiu a sede do Luso para a sua residência, na Rua Ruy Barbosa, no Centro da cidade.

PRIMEIROS JOGOS

Os seus primeiros jogadores foram Melita, Carvalinho, Fantomas, Acadêmico, entre outros. O primeiro jogo oficial do Luso aconteceu no dia 5 de outubro de 1913 quando empataram em 1 a 1 com o Manáos Sporting, no Bosque.

Logo depois, Luso e Manáos Sporting voltavam a se enfrentar (no dia 9 de novembro daquele ano) no Bosque. Dessa vez o Luso sofria uma derrota de goleada do Sporting por 7 a 0. O jogo foi marcado por uma briga entre Cabral (Luso) e Sylla (Manáos Sporting).

ESTREIA NO ESTADUAL  DE 1914

O Luso debutou no Campeonato Amazonense da 2ª Divisão de 1914. No ano seguinte chegou na Elite Amazonense, enquanto os reservas disputaram a Segundona de 1915. Em 1916 o Luso joga pela primeira vez no interior onde, em Itacoatiara, ganha da seleção local por 2 a 0.

 

OUTRO QUE SURGE: ONZE PORTUGUÊS

O outro clube de futebol de origem lusa que surgiu em Manaus foi o Onze Português. O clube alvinegro foi Fundado em Setembro de 1913. A estreia do Onze ocorreu no dia 26 de outubro, com o time reserva do Nacional, no Bosque.

No dia 30 de dezembro, o Onze Português realizava, no Bosque, um amistoso com seus patrícios do Vasco da Gama, no qual foram goleados pelos vascaínos por 5 a 1.

O Onze Português participa do Campeonato Amazonense da 2ª Divisão, em 1914 e 1915, quando se fundiu, em 18 de agosto de 1918, com o Vasco, para dar origem á União Sportiva Portuguesa. Time-base de 1914-15: Souza; Henrique e Jayme; Rocha, Cabral e Gavinho; Cangalhas, Dias, Raul, Figueiredo e Mattos.

 

Vasco da Gama, em 1914

UM MÊS DEPOIS NASCE O VASCO DA GAMA

No dia 11 de outubro de 1913, um outro grupo de jovens portugueses fundavam o Club Vasco da Gama que tinha como principal prática o futebol.As cores do clube eram o preto e branco.

O Vasco participou de das duas divisões dos campeonatos amazonenses de 1914 e 1915. Teve como principais jogadores Soeiro, Carneiro, Borges, Argentino e Lulu. Em 18 de agosto de 1918, o Vasco desaparecia para dar origem a União Sportiva.

 

DA FUSÃO, SURGE UNIÃO SPORTIVA

A União Sportiva foi a mais competitiva de todas  as equipes daquele período. O clube adotou as cores preto e branco e disputou sua primeira edição do campeonato amazonense em 1918. Foi bicampeão em 1934 e 1935.

 

OUTROS LUSITANOS QUE SURGIRAM

Além desses clubes, os portugueses deram origem á outras agremiações futebolísticas menos badaladas que as demais: em novembro de 1914 era fundado o Grupo Sportivo Português, na qual José Almeida foi seu primeiro presidente. Ainda em 1914 surgia o Luzitano Operário, que tinha seu campo numa praça próximo ao cemitério de São João.

Em 1916 era fundado o Leixões Football Club. Já em 1918 surgia o Luzíadas Football Club, cuja sede localizava-se na Rua da Instalação. Em 1919 era fundado o Portuense Football Club e ,em 1920, o Sport Club Portugal. Mas também era comum os portugueses de Manaus formarem um escrete local, que tinha como finalidade enfrentar os melhores times da cidade. Também acrescentando… O Benfica (Fundado em 1915) e o Bragança Sporting Club  (Fundado em 1919).

Já no interior, a colônia portuguesa de Itacoatiara deu origem,em 1913, Luso Brasileiro (que foi um dos principais times do município). Três anos depois, em 1916 era também Fundado o Grêmio Sportivo Português.

Esporte Clube Maravilhas – Goiana (PE): Tricampeão do Campeonato das Usinas de Pernambuco

O Esporte Clube Maravilhas foi uma agremiação do Município de Goiana (PE). Fundado na década de 50, por funcionários da Usina Nossa Senhora das Maravilhas S/A, e presidida por Carlos Canuto, que também era o patrono do clube alvianil celeste. O presidente do EC Maravilhas era Antônio Carneiro e o diretor de futebol Amaury Correa (que organizava os jogos, contratos, viagens, estadias, alimentação, etc).

ENTRAVE COM A FPF, IMPEDIU PARTICIPAÇÃO NA 1ª DIVISÃO DE 1960

No início de 1960, o EC Maravilhas, já uma força emergente do Interior do Estado,  pleiteou uma vaga no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão daquele ano. Apesar da reunião entre membros do Maravilhas com a cúpula da FPF.

Contudo, a proposta não avançou, porque a entidade máxima de Pernambuco fez algumas exigências, entre elas a construção de um Estádio de meio-porte. Nesta época, o Diário de Pernambuco saiu em defesa das equipes do Interior e fez a seguinte indagação da FPD: “Será que em cada cidade paulista, existe um Pacaembu “?

TRICAMPEÃO

No Campeonato das Usinas de Pernambuco, organizado pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF), foi tricampeão: 1959, 1960 e 1961 (de forma invicta).

No domingo, do dia 10 de janeiro de 1960, o Maravilhas levantou a taça de Campeão das Unidas de 1959, ao vencer o Central de Barreiros por 1 a 0, no Estádio do Arruda. O Time atuou com a seguinte escalação: Rui; Paulo e Palito; Geraldo, Clóvis e Genivaldo; Nida, Béro, Zé Paz, Veloso e Roberval.

Em 03 de dezembro de 1961, alcançou o título de forma antecipada ao vencer o Centro Esportivo de Santo André, fora de casa, por 1 a 0, gol assinalado por Carlinhos. Além do triunfo, o Maravilhas foi beneficiado pelo tropeço do Destilaria, que foi derrotado pelo Rio Una, na casa do adversário, pelo placar de 2 a 1.

Elenco tricampeão: Ruy, Ronaldo, Genival, Adilson, Carlinhos, Zito, Agra, Zé Paz, Joca, Adelmo, Joãozinho, Nizio, Ziza, Celu, Cahu, Arlindo e Vaninho.

Time-base de 1962: Ruy, Adilson e Genival; Cahu, Gilberto e Ziza; Dando,  Nizio, Celu, Helio e Carlinhos. Técnico: José Fernandes de Almeida, o ‘Zeca’ (ex-ponta-esquerda)

 

Abaixo alguns amistosos interestaduais e com adversários do interior e capital pernambucana:

2ª-feira, 09-05-1961       –           Paulistano-PB              2          x          3          EC Maravilhas

Domingo, 21-05-1961    –           Red Cross-PB              1          x          2          EC Maravilhas

Domingo, 04-02-1962    –           Botafogo-PB            3          x          2          EC Maravilhas

Domingo, 11-02-1962    –           Botafogo-PB                0          x          3          EC Maravilhas

4ª-feira, 21-03-1962       –           Central de Caruaru        0          x          1          EC Maravilhas

Domingo, 1º-04-1962    –           Estrela do Mar-PB        0          x          3          EC Maravilhas

Domingo, 26-08-1962    –           EC Maravilhas              0          x          1          EC União-PB

4ª-feira, 25-09-1962       –           Náutico                        6          x          1          EC Maravilhas

Domingo, 06-10-1962    –           EC Maravilhas           4          x          1          Santos-PB

FONTE & FOTO: Diário de Pernambuco – Site Diário do Avoante

Ata da sessão de fundação da Liga Desportiva Caruaruense, em 1941

Segue abaixo a ata na íntegra  da criação da Liga Desportiva Caruaruense (LDC), apresentado os quatro clubes fundadores (Centro Esportivo Rosarense – Vera Cruz Futebol Clube – Comercio Futebol Clube – São Paulo Futebol Clube):

“Aos 28 dias do mês de Fevereiro do ano de 1941, no prédio sito a Rua Duque de Caxias, numero onze (11) desta cidade, com a presença dos diretores e sócios dos clubes de futebol da Cidade de Caruaru, como sejam:

Centro Esportivo Rosarense (equipe alvirrubra do bairro do Rosário), representados pelos senhores: Severino Wencesláu de Carvalho, Deusdeth Barbosa, Luiz Gonzaga Cavalcanti e João Dantas de Oliveira;

Pelo Vera Cruz Futebol Clube os senhores: Beda Bastos, Manoel Pereira da Silva (Neco), Heleno Feijó, Ernesto Ferreira de Almeida, Cassimiro Ferreira da Silva e Manoel Miguel;

Pelo Comercio Futebol Clube os senhores, José Barbosa da Silva, João Sabino, Alcindo Vasconcelos e José de Souza;

e pelo São Paulo Futebol Clube, os senhores, Albérico Maciel Campos, Crispiniano Cordeiro, Marcionilo Pedroza e Antonio de Oliveira Chaves, sob a presidência do senhor Antonio de Oliveira Chaves, tendo como secretario o senhor José de Souza, discutiram a aprovaram o seguinte:

Fundar uma liga de desportos, afim de patrocinar campeonatos anualmente da cidade de todo e qualquer esportes.  Dar o nome de “Liga Desportiva Caruaruense”, tendo na sua bandeira as cores verde e branco. Aclamar para presidente o senhor Antonio de Oliveira Chaves, pelo praso de um ano e ao mesmo tempo declara-lo empossado.

Declarando-se empossado o senhor presidente nomeou em comissão os seguintes auxiliares: para Secretario José de Souza – para Tezoureiro, Luiz Gonzaga Cavalcanti e para Diretor dos Sports – Marcionilo Pedroza. Em seguida o senhor Presidente, de acordo com o diretor dos esportes, marcou o torneio Inicio do Campeonato de Futebol da Cidade em 1941, para o próximo dia 2 de Março, no Central Parque, mandando que o senhor diretor designasse os juízes e auxiliares, no qual estava obrigado a participar do mesmo, todos os clubes presentes a citada reunião, assim declarava todos estes filiados a Liga em vista de tratar-se dos seus clubes fundadores.

Nada mais havendo a tratar-se o senhor presidente encerrou a sessão, e eu José de Souza, Secretario, lavrei a presente ata de fundação, que vai assinada por mim, pelos representantes dos clubes e demais pessoas presentes. (aa) José de Souza, Antonio de Oliveira Chaves, Luis Gonzaga Cavalcanti, Diamantino Vila Nova, José Bernardo de Oliveira, Alberico Maciel Campos, João Sabino, José Barbosa, George de Albuquerque Pereira, José Lyra Gouveia, Crispiniano Cordeiro, Altino Vasconcellos, José Ferrer e Silva, Paulo Menezes Bené, Marcionilo Pedrosa e Estevão José”.

 

FONTEhttp://ldcaruaru.comunidades.net/ata-28-02-1941-fundacao

Santa Cruz Futebol Clube – Recife (PE): Escudo de 1960

Em se tratando de clubes de massa, acho dispensável descrever a história, uma vez que há centenas de fontes sobre o mesmo. Então, quando há algum fato distinto, uma breve apresentação, creio ser o suficiente!

O escudo do Santa Cruz Futebol Clube do Recife (Fundado no dia 03 de fevereiro de 1914), similar ao São Paulo F.C., constam em algumas fontes que existiu apenas no ano de 1959. Contudo, encontrei o mesmo em meados de 1960. Sem querer polemizar colocarei a página que destaca o distintivo e o goleiro do clube na época Walter (Abaixo) e o meia Moacir (em cima).

FONTE: Diário de Pernambuco 

Alegrense Futebol Clube – Alegre (ES): 1º escudo, uniforme e com Garrincha no time

Nas minhas andanças por novidades e/ou curiosidades, encontrei uma interessante. Após a sua aposentadoria, Mané Garrincha participou de diversos jogos pelo Brasil. Numa delas, achei uma foto publicada no site Terceiro Tempo, mostrando o ‘Anjo das Pernas Tortas’ envergando a camisa do Alegrense Futebol Clube, na década de 70.

Os fatos interessantes estavam no escudo e uniforme do Alegrense, que era idêntico ao América do Rio. Atualmente, o escudo e uniforme são bem diferentes, tendo sigo agregados, além do vermelho, as cores azul e amarelo. Uma clara homenagem as cores da bandeira do Município de Alegre (Fundado em 11 de Novembro de 1890),  fica a 189 km da capital Vitória, e conta com uma população de 30.784 habitantes (segundo o Censo IBGE de 2010).

A Foto (acima) foi tirada antes de um jogo realizado na cidade de Alegre, no Espírito Santo, no dia em que o Alegrense Futebol Clube trouxe para um amistoso festivo o eterno e querido Mané. Aqui, ele está ao lado do também saudoso Dr. Warlen Campos, figura conhecida na região.

O Alegrense Futebol Clube com Sede na Rua Marechal Floriano, s/n, em Alegre, foi Fundado no dia 30 de Janeiro de 1971. A equipe manda os seus jogos no Estádio Benedito Teixeira Leão, com capacidade para 5 mil pessoas.

No currículo, o conta com dois títulos importantes no futebol Capixaba: o Bicampeonato Estadual em 2001 e 2002. As conquistas deram ao clube a oportunidade de figurar no cenário nacional, disputando a Copa do Brasil. Em 2002, acabou sendo eliminado pelo Botafogo (RJ), e, em 2003, caiu diante do Criciúma (SC), em ambos na 1ª fase do torneio nacional.

FONTES & FOTOS: Terceiro Tempo – Site Click nos Campeões (Campeões capixabas) – Wikipédia

Associação Atlética do Arruda – Recife (PE): Fundado em 1928

A Associação Atlética do Arruda (AAA) foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O clube da Trinca de Az (nas cores Azul, preto e branco) foi Fundado no dia 20 de Abril de 1928, por esportistas do Arruda: coronel José Candido de Miranda (2º presidente), Arthur Vital Guimarães, José Maria de Souza, Amaury PadilhaCelestino Dowaley, Aristides Brasil, Blancard Santos, Chrinauro Miranda, Oswaldo Guimarães, Oscar Soares, José Fulco e João de Lima Dias, que também o 1º presidente do clube.

A alcunha Trinca de Az era uma referência ao formato das letras ‘A’ no escudo, que lembrava a carta de baralho Az. A sua Sede ficava na Avenida Beberibe, s/n, no Bairro do Arruda, no Recife.

DE ‘CAMPO DO ARRUDA’ AO ‘MUNDÃO DO ARRUDA’

Sobre o seu campo, que era próprio, merece um capítulo à parte. O Estádio da Rua das Moças ou Campo do Arruda, foi inaugurado no domingo, do dia 30 de dezembro de 1928, depois do clube se extinguir foi para as mãos do C.S. Tabajaras.

Por fim, na década de 40, o Santa Cruz adquiriu o campo do Arruda, que era usado principalmente para treinos. Algumas vezes foi utilizado para jogos amistosos e era conhecido como o “Alçapão do Arruda”. Então, nas décadas de 60/70, o Santa Cruz ergueu o Estádio do Arruda, apelidado de “Mundão do Arruda”.

 

ARRUDA AJUDA A FUNDAR A ASDT

A AAA foi um dos fundadores da Associação Suburbana dos Desportos Terrestres (ASDT), em 1º de Fevereiro de 1929. Disputou o Campeonato Suburbano (Segunda Divisão), em 1929 e 1930.

 

PRIMEIRA E ÚNICA VEZ NA ELITE PERNAMBUCANA

Após se filiar a Federação Pernambucana de Desportos (FPD), no dia 19 de abril de 1931, A.A. do Arruda participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1931 pela primeira e única vez.

A campanha não foi das melhores, terminando na 10ª colocação (num total de 11 clubes), com apenas dois pontos. Dos dez jogos, venceu apenas um e foi derrotado nas outras nove; marcando 12, sofrendo 45, com um saldo negativo de 33.

O clube da Trinca de Az sofreu goleadas como o da estreia, no dia 10 der maio, quando o Sport Recife aplicou um sonoro 10 a 0. Ou os 8 a 1 para o CS Encruzilhada (15 de novembro) ou mesmo 6 a 1 para o Santa Cruz (04 de junho). A sua única vitória aconteceu no dia 21 de junho, quando venceu o Israelita SC por 5 a 3, no campo do Arruda.

Após o Estadual, o clube da Trinca de Az se licenciou em 1932. O clube anos depois venceu o campo para  C.S. Tabajaras e se dedicou a eventos na sua sede. Aos poucos, foi perdendo os sócios até decretar o fim do clube no final dos anos 30.

Time-base de 1929: Diógenes Ismael; Souto e Inglez; Bianco, Chiquinho e Mirandinha; Lúcio, Marcello, Nóbrega, Brivaldo e Arthur (Maciel).

Time-base de 1930-31: Diógenes Ismael; Perigo (Cap.) e Mathias (Péricles); Portuguez (Biu), Euclides (Phebidas) e Roldão (Joaquim); Allemão, Marcello, João Cardoso (Nestor), Laurofé e Pedrinho (Brivaldo).

PS: Com esse time (Associação Atlética do Arruda), não resta mais nenhum clube que tenha participado da Primeira Divisão do Campeonato pernambucano sem informações mínimas, além do escudo! Uma missão prazerosa concluída! Espero ter agradado boa parte dos internautas, membro e amigos! Que venham mais novidades! Grande abraço!!

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco – Rsssf Brasil

Fluminense Futebol Clube – Belo Horizonte (MG): Fundado em 1922

O Fluminense Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). O Tricolor de Lagoinha foi Fundado na segunda-feira, do dia 06 de Novembro de 1922. A sua Sede ficava localizada no Bairro de Lagoinha, na região noroeste de Belo Horizonte. No Estatuto do Fluzão constavam algumas curiosidades como as opções para quem desejasse se tornar sócio.

A pessoa deveria, no mínimo 14 anos, e a ‘joia’ (entrada) de Cr$ 30,00 (trinta cruzeiros) e a mensalidade de Cr$ 10,00 (dez cruzeiros) ou optar em ser um ‘Sócio Remido’. Para isso deveria desembolsar a bagatela de Cr$ 1.000,00 (um mil cruzeiros). Na elite do futebol Mineiro, o Fluminense participou de três edições: 1926, 1931 e 1932.

Em agosto de 1926, o Palestra se desligou da Liga Mineira de Desportos Terrestres (LMDT) e formou, com outros clubes suspensos, a Associação Mineira de Esportes Terrestres (AMET). No mesmo ano foi realizado o campeonato, com oito clubes, entre eles o Fluminense FC, foi organizado a partir de setembro. A escassez de jornais do período tornou praticamente impossível o levantamento de resultados.

BICAMPEÃO DA SEGUNDONA

Em 1927, com a pacificação, o Tricolor de Lagoinha retornou à LMDT e disputou o Campeonato Mineiro da 2ª Divisão, terminando na 5ª colocação. No ano seguinte (1928), o Fluzão teve uma campanha melhor e terminou em 3º lugar. Enfim, em 1929, o Fluminense alcançou o ápice, conquistando o seu primeiro título: campeão do Campeonato Mineiro da 2ª Divisão. No entanto, o que restou foi só a taça, uma vez que a conquista não rendeu o acesso para a elite mineira.

Em 1930, o Tricolor de Lagoinha mostrou que o título não foi um mero acaso, conquistando o Bicampeonato.  Mas para subir ainda precisa disputar um playoff, melhor de três, com o Palmeiras, lanterna da série A. No primeiro jogo, no dia 07 de dezembro de 1930, o Fluminense goleou o Palmeiras por 6 a 1, gols de Vavá, Curiol (quatro vezes) e Zezé; com Saul marcando o de honra para a equipe palmeirense.

Na segunda partida, no dia 14 de dezembro, num jogão de oito gols, Palmeiras e Fluminense empataram em 4 a 4. Gols de Alcides (dois), Liberato e Lucrécio para o time palmeirense; enquanto Curiol e Vavá marcaram duas vezes cada um para o Fluzão.

No terceiro e último jogo, no dia 21 de dezembro, o Fluminense vencia o Palmeiras por 1 a 0, até os 30 minutos da etapa final, quando o árbitro marcou um pênalti a favor do Tricolor de Lagoinha. Inconformados, os palmeirenses abandonaram o campo e o Flu foi confirmado o vencedor, garantindo o acesso para a elite mineira.

TERCEIRO LUGAR NA PRIMEIRONA

Em 1931, com as desistências de América, Villa Nova e Sete de Setembro, o Fluminense mostrou bom futebol, e terminou na 3ª colocação, atrás somente de Atlético e do campeão Palestra. Em 1932, esteve entre os clubes fiéis à mentora original e jogou o campeonato da LMDT, ficando em 6º lugar com 13 pontos, em oito jogos (quatro vitórias, cinco empates e cinco derrotas; marcando 34 gols, sofrendo 30 e um saldo de quatro).

Depois dessas duas temporadas na 1ª Divisão Mineira, o Fluminense optou em retornar ao amadorismo. Coincidência ou não, em 1933, foi implantado o futebol profissional e muitos clubes na época eram resistentes a esse modelo. Possivelmente foi o caso do Tricolor de Lagoinha. O clube existiu durante um tempo até paralisar suas atividades. Acabou retornando em 1948, mas sem nenhum destaque desapareceu em definitivo sem deixar rastro.

FONTES: Rsssf Brasil – Estatuto do Clube – Folha Esportiva