Arquivo da categoria: Rio de Janeiro

Camiseta para história!!!! O Nascedouro do Botafogo Futebol e Regatas (RJ)

Parece um simples uniforme velho e surrado, mas faz muito mais parte da história do Botafogo do que você pode imaginar: na quinta-feira, do dia 11 de junho de 1942, vestindo essa regata de número 3, o jogador de basquete Armando Albano teve um mal súbito durante a partida entre Botafogo Football Club e Club de Regatas Botafogo, pelo Campeonato Carioca da modalidade.

Sua morte trágica desencadeou um processo que já vinha sendo considerado, porém sempre refutado, há algum tempo: fundir os dois clubes. A partir daí, nasceu o Botafogo de Futebol e Regatas.

FONTE: texto e imagem do @acervobotafogo

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Atheneu Valenciano Football Club: A 1ª força de Valença (RJ), nos anos 10

O Atheneu Valenciano Football Club foi uma agremiação do Município de Valença (RJ). Localizado na região Sul Fluminense a 148 km da capital, a “Cidade dos Marqueses” conta atualmente com uma população de 76.523 habitantes (segundo o censo do IBGE/2019).

Fundado na década de 10, por alunos do “colégio Ateneu Valenciano”, esse time foi o 1ª força da cidade. Nesse período era temida e respeitada, onde ficou por um bom tempo invicto.

Em 1914, ano em que o futebol alcançou sua maior animação, a vida esportiva de Marquês de Valença teve pleno êxito, quando da memorável partida amistosa entre o Atheneu Valenciano com o  Sport Club Valenciano.

A partida amistosa foi em comemoração a visita oficial do então presidente da RepúblicaMarechal Hermes da Fonseca, e Dr. Paulo de Frontin(então diretor da Central do Brasil), que, em Marquês de Valença, presidiram a inauguração da nova estação ferroviária, depósito e oficinas daquela estrada, bem como do busto do Dr. Paulo de Frontin, na praça homônima, em homenagem e gratidão aquele ilustre e saudoso engenheiro que tanto trabalhou pela encampação da antiga estrada de ferro “União Valenciana” à Central do Brasil.

Após o jogo, presentes aquelas autoridades e todas as classes sociais valencianas, foi Benjamin de Morais alvo de significativos aplausos, tendo recebido, pessoalmente, daquelas altas personalidades, expressivos cumprimentos, pela sua atuação na partida.

FONTES: O “Jornal das Moças” em Valença – Valença de Ontem e de Hoje, Capítulo 7, Aspetos Sociais – Acervo de Eloy Teixeira Coelho   

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Inédito!! Vitória do Morro do Castro: título inédito Gonçalense e pela 1ª vez jogou no Maracanã, ambos em 1975

O Vitória Atlético Clube (Vitória do Morro do Castro), foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). A sua Sede ficava localizado na Rua Doutor Marche, nº 105 (casa), no Morro do Castro, em São Gonçalo. As suas cores: vermelho, branco e azul.

Fundado em 1942, como Veterano Atlético Clube, alterou o nome para Vitória Atlético Clube, em Assembléia Geral, realizada na segunda-feira, do dia 27 de Agosto de 1975. O presidente Jair José Lopes, na mesma semana, comunicou a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), a mudança do nome.

Campeão Gonçalense de 1975

A maior conquista foi o Campeonato Citadino de São Gonçalo de 1975, organizado pela Liga Gonçalense de Desportos (LGD). Sob o comando do treinador Affonso Celso Bath (depois treinou o Olaria AC, nos anos 70), o título aconteceu no domingo, do dia 18 de janeiro de 1976.

O Vitória do Morro do Castro venceu o Clube Recreativo 29 de Junho por 2 a 1, no Estádio Assad Abdala. Os gols foram assinalados por Ricardo e Bebeto.

Vitória: Almir; Carango, Petisco, Augustinho e Israel; Geir, Ricardo e Thamir; Celso, Bebeto e Paulinho. Técnico: Affonso Celso Bath.

29 de Junho: Paulinho, Zé Carlos, Zenildo e Jordan; Cláudio e Jair; Alex, Jair II, Chico e Serginho.   

Porém, para ser campeão, era necessário que o jogo, em Santa Isabel, entre o Villa Três e Nacional terminasse empatado. E foi, justamente, o que aconteceu com a partida terminando em 1 a 1, o Vitória se sagrou campeão! Os destaques do Vitória foi o craque Ricardo e o meia-atacante Thamir, artilheiro isolado do certamente.      

Presidido pelo Sr. Jair José Lopes no começo do ano e depois entrou Ivaldo de Abreu, o seu diretor do Departamento de Futebol era o Tinho, enquanto o Supervisor estava ao cargo de Haroldo e o tesoureiro era Ruzimar. O técnico foi Afonso Celso Bath, e os preparadores físicos: Pedro de Alcântara e João Régis. Em geral, os treinos físicos eram feitos nas terças e quintas, enquanto aos sábados ocorriam os treinos táticos. 

No dia que o time jogou no Maracanã

Cartão Postal de 1975

No sábado dia 04 de Outubro de 1975, válido pela penúltima rodada da fase preliminar da Copa Brasil, o América enfrentou o Guarani, de Campinas/SP, às 21 horas, no Estádio Mario Filho, o Maracanã. Na preliminar, o Vitória do Morro do Castro enfrentou o Castelo, bicampeão de Rio Bonito.

O Vitória seguiu para o Maracanã às 16 horas, num ônibus especial para jogar pela 1ª vez no maior estádio do mundo! Essa partida teve arbitragem de João Alex Pinheiro, auxiliado por José Carlos de Moura e Cláudio Garcia. O jogo terminou empatado em 1 a 1.

No final do jogo de fundo, com gols de Aílton aos 11 minutos e Manoel aos 25 minutos, ambos no segundo tempo, o América bateu o Guarani por 2 a 0. A Renda foi de Cr$ 45.407,50, para um público de 3.526 pagantes.

Assim descreveu O Fluminense sobre a reação dos moradores no dia em que o clube jogou pela 1ª e única vez no Maracanã: “Quando o time vai jogar, o morro desce atrás, com sua torcida frenética, esquecida dos problemas de infra-estrutura que enfrenta diariamente. Quando o time pisou no Maracanã, o morro festejou. Não houve quem deixasse de, pelo menos, beber um gole de cerveja ou provar um trago da calorosa cachaça. O entusiasmo domina qualquer um quando se fala do Vitória Atlético Clube. Foi uma partida histórica“, disse o presidente do clube, Ivaldo Abreu.   

Diretoria prometeu implantar futebol profissional em 1977

Time posado de 1978

No final do mês de setembro de 1976, a diretoria do Vitória do Morro do Castro prometeu montar um elenco profissional. Sob a presidência de Evaldo de Abreu; Jair José Lopes (Vice); Darci (Diretor de Futebol); Almir Pinheiro (patrimônio); o 1º passo foi a contratação do técnico Juarez Bandeira para armar o elenco da temporada de 1977.

O treinador foi Tricampeão Niteroiense pelo Centro Recreativo Espanhol, em 1971, 1972 e 1973. A intenção era contar com um grupo de 20 atletas, sendo 14 profissionais, entre eles o retorno meio-campista Ricardinho, Geir, Bicas e Thamir, todos do Tupan, do Maranhão; o zagueiro Petisco, que estava no futebol acreano. Todos com passagem pelo próprio Vitória.

No Campeonato Gonçalense de 1977, que só terminou em 1978, o Vitória bateu o CROL, na última rodada, por 2 a 1, no campo do Metalúrgico, em Neves, avançando para o Quadrangular final, juntamente com o Clube Esportivo Mauá, Vila Guedes Futebol Clube e Unidos do Porto da Pedra Sport Club.  

No primeiro tempo, Jorge Luís abriu o placar e Toninho ampliou. Na etapa final, Ivanzinho fez o tento de honra para o CROL.

No Quadrangular final, o Vitória venceu o Vila Guedes (1 a 0), empatou com o Porto da Pedra, e na rodada final acabou derrotado pelo Mauá (3 a 0), que venceu os três jogos (Porto da Pedra, por 1 a 0 e o Vila Guedes), e, dentro de campo, foi o campeão!   

Foto da Sede do Vitória do Morro do Castro

No entanto, antes da última rodada, o presidente do Porto da Pedra, José Prado, levou as provas à Federação Fluminense de Desportos (FFD), sobre o jogador do Mauá: Helvécio, que estaria em situação irregular: “O Mauá foi o campeão dentro das quatro linhas, mas no tapetão o título será mesmo do Unidos“, afirmou José Prado, que após meses em batalhas judiciais, o Porto da Pedra ficou com o título.   

O Campeonato Gonçalense de 1979, contou com as participações das seguintes equipes, lembrando que o CROL, Mauá e Metalúrgico: Girassol, que fez fusão com o 22 de Setembro; DDZAC (Desvio de Dona Zizinha Atlético Clube); Bandeirantes Futebol Clube; Associação Atlética Brasilândia; Cordeiros Futebol Clube; Grêmio; Unidos do Porto da Pedra Sport Club; Vila Três Futebol Clube; Vitória Atlético Clube.

Time de 1975: Almir; Carango, Petisco, Augustinho e Israel; Geir, Ricardo e Thamir; Celso, Bebeto e Paulinho. Técnico: Affonso Celso Bath.

Time de 1978: Telezinho; Geir (Luizinho), Jordão, Carango e Israel; Gimbo, Zano e Ricardo (Paulinho); Marquinhos (Celso), Toninho e Delmo. Técnico: Tinho.

Agradecimentos: Raramente as descobertas não dependemos de ninguém. Na maioria das vezes contamos com a ajuda de pessoas. Nesse caso, duas pessoas foram fundamentais para descobrirmos as cores do clube: os ex-jogadores Julio Cesar, o ‘Dida’ e Jorge da Silva Pereira, ‘Jeremias’ (com passagens pelo América, Fluminense, Vitória/BA, Vitória de Setubal/POR, Vitória de Guimarães/PORT e Espanyol/ESP). Muito obrigado pela colaboração, ajudando em mais um resgate do futebol gonçalense!  

FONTES: Acervo pessoal – O Fluminense – Jornal dos Sports – A Luta Democrática – Julio Cesar, o ‘Dida’ – Jeremias (ex-América e Fluminense)

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Mixto Esporte Clube (MT): Primeira vez no Maracanã

Na quarta-feira, do dia 08 de Setembro de 1976, o Mixto Esporte Clube jogou, pela 1ª vez em sua história, no Maracanã. O alvinegro cuiabano enfrentou o America, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão, onde acabou derrotado pelo placar de 1 a 0.

FICHA TÉCNICA

AMERICA F.C. (RJ) 1 x 0 MIXTO E.C. (MT)

DATA: Quarta-feira, do dia 08 de Setembro de 1976

HORÁRIO: 21h15min.

LOCAL: Estádio Mário Filho, ‘Maracanã’ – Bairro do Maracanã – Zona Norte do Rio (RJ)

PÚBLICO: 2.419 pagantes

RENDA: Cr$ 36.910,00

ÁRBITRO: Rui da Silva Cañedo (CBD/RS)

AUXILIARES: Garibaldo Matos (CBD/BA) e João Batista Chagas Neto (CBD/RJ)

GOL: Aílton aos 14 minutos do 2º tempo

AMERICA F.C.: País; Orlando, Geraldo, Biluca e Álvaro; Ivo, Bráulio e Gilson Nunes (Jarbas); Reinaldo, Cesar e Aílton. Técnico: Admildo Chirol.

MIXTO E.C.: Edson; Toninho, Polaco, Ari Martins e Diogo; Zé Luís, Lourival e Pastoril; Traíra (Valdir), Bife e Renato. Técnico: Milton Buzeto.

Aílton pegou o rebote de Edson e marcou o único gol do jogo

FONTE: Jornal dos Sports (09 de setembro de 1976)

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Bandeirante Futebol Clube campeão Gonçalense de 1972

O Bandeirante Futebol Clube é uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). A sua Sede social ficava na Rua Joaquim Laranjeiras, s/n (do lado do nº 845), Bairro Alcântara, em São Gonçalo.

FOTO de 2011 – Sede Rua Joaquim Laranjeiras, no Bairro Alcântara, em São Gonçalo.

Já a sua Praça de Esportes (ainda existe), está localizado na Rua Luís Motta, s/n (próximo ao nº 635), no Bairro da Amendoeira, em São Gonçalo. O “Alvianil do bairro da Amendoeira” foi Fundado em Janeiro de 1940.

Foto posada do time Campeão Gonçalense de 1972

Presidente Mário Vasconcelos conta um pouco da história

Contando com a preciosa ajuda do ex-jogador do Bandeirante, Paulo Roberto de Castro, conseguimos entrevistar o presidente do clube, Sr. Mário Vasconcelos. Ele relembrou que a ideia de fundar um clube foi do irmão, Ernesto Vasconcelos. A reunião aconteceu no armazém do Ernesto, que ficava localizado em Lagoinha. Numa casa onde hoje tem um Consultório médico próximo as freiras.

Um fato curioso foi a origem do nome. Segundo, Mário Vasconcelos o nome e as cores (azul e branco) foi inspirado num clube Alvianil de São Paulo, chamado Bandeirantes.     

Foto de 1971

1º Campo

Primeiro campo foi entre a linha do trem e a estrada, onde hoje está edificado o colégio de Décio. Depois mudou para um terreno onde é a fornecedora Carvi e demais casas ao lado, na Estrada Raul Veiga, no Bairro Amendoeira. Dali saiu para o campo para o terreno onde hoje e a garagem do ABC, na Rua Francisco Neto, 136, na Raul Veiga. Por último o prefeito lavora cedeu o terreno onde hoje e o campo atual.

Ao longo das décadas, Mário Vasconcelos revelou que os momentos mais marcantes eram os jogos contra a Eletroquímica. Também os jogos contra o Pachecos que normalmente acabavam em brigas.

Carteirinha do Presidente Mario Vasconcelos

Na memória, a base de 1972, reuniu a nata de jogadores revelados pelo Bandeirantes, como Deir, seu irmão, Toninho centroavante, entre outras feras. Nesse período, o Bandeirante chegou a ficar 80 jogos invictos.

Bandeirante campeão invicto de 1972

O Campeonato Gonçalense de 1972, aconteceu a lá Raimundo Nonato: “Vapt vupt”. Geralmente, a Liga Gonçalense de Desportos atrasava o início da competição e naquele ano não foi diferente. Já no mês de dezembro e com um planejamento do Campeonato Gonçalense de 1973, com 14 clubes, a entidade comandada pelo Sr. Antônio Di Batista decidiu realizar a competição de 1972 com apenas três rodadas e com quatro clubes inscritos:

Bandeirante Futebol Clube (Alvianil);

Cordeiros Futebol Clube (Alvinegro);

Nazaré Futebol Clube (Alviceleste);

Pachecos Futebol Clube (Alvirrubro).

Vestiário do campo da Rua Luís Motta, no Bairro da Amendoeira, em São Gonçalo

A fórmula de disputa simples: as três rodadas, aos domingos, seriam realizados no campo do Cordeiros Futebol Clube, no bairro de Santa Isabel, com um jogo servindo de preliminar do outro. No entanto, o desfecho teve, em todas as rodadas, um dos jogos terminando em WO! Na 1ª rodada o Cordeiros estava desfalcado, e teve que entregar os pontos para o Bandeirante.

Nas rodadas seguintes o Nazaré nem apareceu (talvez atordoado pela surra por 4 a 0 sofrida para o Pachecos na rodada inaugural) e outra vez o Bandeirante venceu mais.

Campo nos dias atuais, já viveu dias melhores

Na última rodada, o Bandeirante finalmente jogou e venceu o Pachecos por 2 a 0, conquistando, assim, o título inédito e invicto do Campeonato Gonçalense de 1972. Mesmo tendo realizado um jogo, o Bandeirante, que não tinha nada a ver com os problemas dos demais, fez a sua parte e ergueu a taça! O time jogou assim: Mário César; Paulinho, Fio, Tibingo e Jorginho; Roberto e Jorge; Landinho, Deir, Toninho e Ademir.   

DATASResultados – 1ª RodadaLOCALGOLS
10/12/72Pachecos FC4X0NazaréCordeirosDada (2), César e Alemão
10/12/72CordeirosXWOBandeirante FCCordeiros
DATASResultados – 2ª RodadaLOCALGOLS
17/12/72BandeiranteWOXNazaréCordeiros
17/12/72Pachecos FC0X2CordeirosCordeiros 
DATASResultados – 3ª RodadaLOCALGOLS
24/12/72Bandeirante2X0Pachecos FCCordeiros 
24/12/72NazaréXWOCordeirosCordeiros

Classificação Final do Campeonato Gonçalense de 1972

CLUBESPGJVEDGPGCSG
Bandeirante FC63300404
Cordeiros FC43201312
Pachecos FC23102449
Nazaré FC0300306-6

Time-base de 1971: Mário César (Jorge); Paulinho, Miquimba (Pernambuco), Fio (Pelé) e Tibingo; Jailton (Adélio) e Roberto (Noel); Landinho (Manuel), Deir, Oldair (Valdir) e Ronaldo (Alcir).

Time-base de 1972: Mário César; Miquimba, Paulinho, Fio e Tibingo; Jorginho e Roberto; Landinho, Deir, Oldair e Ademir.

Time-base de 1973: Mário César; Jorge (Paulinho), Miquimba, Fio (Cebinho) e Jorginho; Landinho e Oleir (Juarez); Pinduca, Deir, Toninho e Ademir.

PS: Quero agradecer pelo empenho e paciência do amigo Paulo Roberto de Castro que foi incansável na ajuda pelas informações do Bandeirante! Muito obrigado!

FONTES: Google Maps – O Fluminense – Acervos de Paulo Roberto de Castro (ex-jogador do clube) e do presidente do clube Mário Vasconcelos

FOTOS: Acervo de Paulo Roberto de Castro

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História do Futebol: cidade de Nova Friburgo (RJ)

Bandeira da cidade de Nova Friburgo (RJ)

Foi no decorrer do século XIX que os ingleses começaram a normatizar as disputas por um objeto redondo, começando a transformar o que era um simples jogo em esporte, submetido a regras universais.

O que fazer com a bola? Na Rugby School, os jogadores carregavam-na com as mãos, rumo ao adversário, e daí nasceu o rugby, em 1846; já na Eton, eram os pés que deviam controlá-la, fazendo o dribbling, e do chute na bola surgiria o football.

Em 1863, surge a association football, passando os clubes a se submeterem às regras comuns e a uma entidade dirigente, a Football Association. Por fim, fundada em 1904, a fundação da FIFA (Federal International Football Association), profissionaliza esse esporte.

Os ingleses, além dos tecidos e das estradas de ferro que exportavam para alguns países, levam no pacote o futebol. No século XIX, tinham grande influência sobre o Brasil, fruto de séculos de colonialismo sobre Portugal e, por isso, esse esporte logo ganhou adeptos entre os brasileiros da elite.

Nas resenhas esportivas dos jornais, a terminologia era inglesa: sport, team, match, corner, scratchman, placard, club. Ganhando legitimidade social, passou a suplantar o turfe e o ciclismo. Mas a bola de futebol caiu igualmente nos pés das camadas populares. Embora não fizessem parte dos seletos clubes ou freqüentassem colégios privados, o futebol é praticado nos terrenos baldios pela arraia miúda.

Desconhecendo ainda as regras estritas desse novo esporte, nasce o “pega” entre os populares, com chutes fortes, pontapés, corridas loucas atrás da bola, uma verdadeira “pelada”. O jornal A Paz, de 1913, noticiou o 1º clube de futebol em Nova Friburgo: Friburgo Football Club, formado por rapazes da elite da cidade.

Conquista a classe popular e no ano seguinte é criado o Esperança Futebol Clube, formado por operários da cidade. Em 1925, surge o Clube Sírio-Libanês, patrocinado pela colônia de libaneses. Surgem divergências dentro Friburgo Football Club e os dissidentes formam em 1921, o Fluminense Atlético Clube. Serão estas quatro equipes que irão formar a Liga Friburguense de Desportos, fomentando os campeonatos na cidade.

O futebol se dissemina em Nova Friburgo e começam a surgir os times de bairro, da Segunda Divisão da cidade:

Esporte Clube de Santa Luiza (Cônego);

Esporte Clube São Pedro (Duas Pedras);

Amparo Futebol Clube;

Futebol Clube Conselheiro Paulino;

Serrano Futebol Clube (Olaria);

Esporte Clube Vilage;

Esporte Clube Saudade;

Esporte Clube Filó (fundado em 1940);

Flamenguinho;

América Futebol Clube, alguns com existência efêmera, a exemplo do Esporte Clube Brasil, que durou apenas nove meses. O que mantinha estes clubes era o mecenato, a exemplo das famílias Guinle, Sertã e Spinelli.

Por exemplo, César Guinle doou a área onde é hoje o campo do Friburguense Atlético Clube, homenageando seu pai, Eduardo Guinle, com o nome do estádio. O então prefeito César Guinle doou tanto propriedades particulares como áreas pertencentes à municipalidade para diversos clubes.

A família Sertã doou o terreno do atual estádio do Nova Friburgo Futebol Clube. Nessa época, os jogadores não recebiam remuneração, no máximo o “bicho”, um prêmio obtido pelos clubes com a renda dos jogos. Quando se desejava contratar um bom jogador, um “cobra”, oferecia-lhe um bom emprego e trazia-o para o time do ofertante.

O futebol, sempre depois da missa de domingo, era a forma de sociabilidade de homens, mulheres e crianças. Ângelo Ruiz nos informa que “os rapazes da cidade logo abraçaram o futebol, pois já estavam fartos de pic-nics, bailes, namoros melosos e outros passatempos da época.

Em 1979, o futebol em Nova Friburgo se profissionaliza. Promove a fusão do Fluminense com o Serrano e torna-se o Friburguense Atlético Clube. No entanto, a profissionalização extingue os demais clubes de futebol, pois os campeonatos da cidade ficam desarticulados.

O Friburgo Futebol Clube, o “primo rico do futebol friburguense”, se fundiu com o Esperança dando origem ao Nova Friburgo Futebol Clube, em 16 de setembro de 1979. Este clube conta atualmente com um expressivo patrimônio.

Porém, o seu maior dote, o time de futebol, não existe mais. Até 1950, o futebol de Nova Friburgo foi cercado de tensões entre classes sociais e étnicas.

Quando o Friburgo Futebol Clube passou a aceitar membros das classes populares e negros, um grupo se desligou do clube e fundou o Fluminense Futebol Clube. Mas o preconceito racial era um fenômeno nacional.

Em 1907, a Liga Metropolitana de Sports Atléticos, do Rio de Janeiro, enviou aos seus associados um comunicado que informava que a sua diretoria, por unanimidade de votos, resolvera que não seriam registrados “como amadores nesta liga as pessoas de cor”.  Por esses fatos, percebe-se que nem sempre havia fairplay no futebol brasileiro.

FONTE: Janaína Botelho é professora de História do Direito na Universidade Candido Mendes e autora de diversos livros sobre a história de Nova Friburgo

http://acervo.avozdaserra.com.br/colunas/historia-e-memoria/a-historia-do-futebol-em-nova-friburgo

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Santos Atlético Clube – São Gonçalo (RJ): O esquecido campeão Citadino de 1968

O Santos Atlético Clube foi uma agremiação da cidade São Gonçalo (RJ). “O Alvinegro Gonçalense” foi Fundado na quinta-feira, no dia 27 de Junho de 1963, Rua Cel. Moreira César, nº 7, no Centro de São Gonçalo (RJ). O 1º Presidente foi o Sr. Herlon Leigb Pinto.

A festa de fundação aconteceu no sábado, do dia 29 de junho, na Avenida Lima (ao lado do campo do Tamoio Futebol Clube), no Centro de São Gonçalo. Posteriormente, o clube fixou a sua Sede no bairro de Porto da Pedra.  

Título inédito regado à polêmica

A grande e a maior polêmica da história do Santos aconteceu no ano de 1968. Na sua sexta participação no Campeonato Citadino de São Gonçalo, organizado pela Liga Gonçalense de Desportos (LGD), o clube chegou na penúltima rodada do certamente com dois pontos de vantagem em relação ao Clube Esportivo Mauá

E, para apimentar a penúltima partida seriam entre os dois candidatos ao título. Dessa forma a situação era:

Caso o Santos fosse o vencedor, abriria quatro pontos de vantagem e se sagraria campeão! Mas se o Mauá conquistasse a vitória, igualaria em número de pontos e deixaria a definição do título para a última rodada.

dentro de campo, o Mauá venceu por 2 a 0. No entanto, a diretoria cometeu um deslize e escalou um jogador que estava suspenso. No dia seguinte o Santos já entrou pedindo os pontos na junta disciplinar esportiva. O Mauá resolveu “melar” o campeonato e antecipou as obras que faria em seu estádio, deixando o campeonato sem campo para a última rodada (isso mesmo: o estádio do Mauá era o único disponível).

O Santos ganhou os pontos, o Mauá recorreu na CBD, e só em 1970 o assunto foi encerrado e o Santos Atlético Clube pode gritar, enfim, ‘Campeão‘. Lembrando que em razão dessa polêmica a última rodada do Campeonato Gonçalense de 1968, que não alteraria mais nada, jamais aconteceu.

Goleada e base da Seleção de São Gonçalo

Realizado no dia 17 de Julho de 1968

Posteriormente, o Santos realizou diversos jogos amistosos, como a excursão até Macaé, para encarar o Americano local. No domingo, do dia 21 de julho de 1968, goleou por 5 a 0. Os gols foram assinalados por Géo e Pinto (duas vezes cada) e Mário Lúcio. Santos: Américo; Pelé, Oberdan, Paulinho e Icê; Mazinho e Anísio; Mario Lúcio, Colored, Pinto e Gêo.

Vivendo uma grande fase, o Santos cedeu sete jogadores para a Seleção Gonçalense, do técnico Dilon, que enfrentaria a Seleção de Itaboraí, no domingo, do dia 28 de julho de 1968.   

No domingo, do dia 11 de Agosto de 1968, quando venceu o Fortaleza de São Gonçalo pelo placar de 1 a 0, no campo do Mauá. O gol saiu na fase final, por intermédio de Wilson, que entrara na vaga de Eduardo. O árbitro da partida foi Nilton Viana de Abreu.

Santos: Oton; Icê, Oberdan, José Maria e Paulinho; Mazinho e Colored; Cotô, Mario Lúcio, Gêo e Eduardo (Wilson). Fortaleza: Júlio; Carlinhos (Tião), Jorginho, Benê e Carlinhos II; Roldão e Antônio; Baba, Maurício, Cherret e Arnaldo.    

No dia 25 de Setembro de 1968

A década de 70, aconteceu o declínio da agremiação. Após três anos inativo, o Santos deu o seu último suspiro ao disputar o Campeonato Citadino de São Gonçalo em 1978.

  FONTES: O Fluminense (RJ) – Auriel de Almeida 

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Faleiro Futebol Clube – Rio de Janeiro (RJ): Dois anos sem conjugar o verbo ‘perder’

O Faleiro Futebol Clube foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi Fundado no dia 10 de Outubro de 1926, por um grupo de abnegados desportistas residentes à Rua Faleiros, no Largo dos Pilares e tendo a frente a figura do Sr. Alfredo Antonio Parara, surgiu uma “pelada” que recebeu ao batismo o nome de Faleiros Football Club, sendo escolhida as cores vermelha e branca para representá-lo.

Logo no início, criaram um lema: “Quem vestir a camisa do Faleiro, terá que lutar até a morte“.

Jogadores que atuaram na Europa

Um dos maiores orgulhos do Faleiro, aconteceu em 1949 a 1951, Nelson Garcia e Waldemar Garcia, dois irmãos que atuavam em suas fileiras, estiveram na Europa onde brilharam defendendo as cores do Vila Nova Famalicão Futebol Clube, de Portugal.

Além desses dois, outros atletas se destacaram no Manufatura Nacional de Porcelana Futebol Clube: Bidu, Coca, Wilson, Nêgo, Sargento Osmar e Mesquita, na década de 50.

Entre 1949 a 1951, o Faleiro não perdeu para ninguém

A campanha invicta do Faleiro no período de 1949 a 1951, foi das mais brilhantes tendo disputado 74 partidas, com 66 vitórias e oito empates; consignando 296 gols pró (média de 4 gols por jogo), 36 tentos contra (0,5 gol por partida) e um saldo positivo de 260. Um aproveitamento de 94,6%.

Campeão Torneio Suburbano de 1948

Até 1952, o principal título significativo do grêmio alvirrubro Faleirense, aconteceu em maio de 1948, ao levantar a taça do “Torneio Suburbano“, sendo campeão de Inhaúma, promovido pelo confrades do jornal “Correio da Manhã“.

Amistosos importantes

No domingo, do dia 02 de Julho de 1950, o Faleiro enfrentou amistosamente com o Ceres Futebol Clube, no campo da Rua Chita, em Bangu, na zona oeste do Rio.

Em 18 de setembro de 1955, excursionou a Cataguases (MG), onde enfrentou o Operário Futebol Clube. E, em 15 de novembro de 1955, se deslocou até Volta Redonda (RJ), onde jogou contra o Guarani Futebol Clube. Infelizmente não foi encontrado o resultado dessa peleja.

 Praça de Esportes inaugurado

Na tarde de domingo, do dia 1º de Junho de 1952, foi inaugurado a sua Praça de Esportes, na Rua José dos Reis, nº 774, no Bairro do Engenho de Dentro, com uma partida amistosa, às 16 horas, entre o Faleiro e o Esporte Clube A Manhã (composto por funcionários do Jornal A Manhã). No final, o veículo de comunicação venceu pelo placar de 3 a 1, e ficou com o Troféu, oferecido pelo ‘Casa Nair’. Na preliminar, o Milionários  de Pilares venceu o Guanabara F.C. por 2 a 1

A Manhã: China (Alfredo); Adelino e M. Brandão; Biguá, Manoel e Cláudio; Osvaldinho, Pernambuco, Bidinho e Sestado.

Faleiro: Carlinhos; Artur e Paulinho; Valtinho, Alemão e Bibi; Arubinha (Luiz), Valdemar, Sedeque, Adolfo e Alcides.

Após a partida a diretoria do Faleiros homenageou a imprensa e os clubes co-irmãos, oferecendo um pedaço de bolo de aniversário carinhosamente confeccionado e servido pela gentilíssima senhorita Maria José Gomes dos Santos, presidente do Departamento Feminino do clube aniversariante

Por meio da Lei nº 24, na quinta-feira, do dia 15 de Dezembro de 1960, assinado pelo presidente da Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara, José Bonifácio Diniz de Andrada, o Faleiro Futebol Clube foi considerado de Utilidade Pública.

FONTES: A Manhã (RJ) – Jornal dos Sports – Diário da Noite (RJ)

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