No dia 5 de junho de 1919, no campo da Floresta, em São Paulo, em partida amistosa, a Seleção Paulista de Futebol derrotou a Seleção da Argentina, que havia disputado o campeonato Sul-Americano no Rio de Janeiro, pelo placar de 2 x 1.
Amigos, depois de meses de pesquisa e de buscas, finalmente encontrei o escudo oficial do Atlético Liberato de Castro. A descoberta foi graças ao relato de um jornalista (Edson Silva), que viu o clube jogar em sua adolescência. O Rubro–Verde do bairro da Matinha (hoje Fátima) foi fundado em 15/07/1957, e começou sua história no amadorismo. Em 1960, o clube participou do seu primeiro estadual, e conseguiu resultados expressivos, como a goleada de 9×2 diante do Yamada, 8×1 no Belenenses e o histórico 3×0 diante da Tuna Luso e 0x0 contra o Paysandu.
Além de 1960, o time participou dos estaduais de 1961, 1962, 1963, 1965, 1966, 1967, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979 e 1980. Abaixo segue uma foto do time em 1960.
O ITorneio Dagoberto Pimentel (mencionado assim pelos pernambucanos)ou ITorneio Pernambuco Paraíba (citado de tal modo pelos paraibanos), foi realizado entre os dias 07 a 23 de abril de 1961, e contou com a participação de quatro equipes:Duas pernambucanas (Clube Náutico Capibaribe e Santa Cruz Futebol Clube) e duas paraibanas (Treze Futebol Clube e Campinense Clube).
VICE-CAMPEÃO
Quem foi Dagoberto Pimentel?
Dagoberto Pimentel faleceu na Quarta-feira, do dia 29 de março de 1961. Atuou como árbitro de futebol, foi Conselheiro do Clube Náutico Capibaribe, teve grande destaque quando atuou como um dos diretores do departamento de futebol do grêmio alvirrubro. Com isso, o torneio recebeu o nome de Dagoberto Pimentel, em homenagem ao dirigente.
3º LUGAR
Regulamento
A Formula de disputa era simples. As quatro equipes se enfrentaram em turno e returno. E o clube com a maior pontuação seria declarado o campeão do ITorneio Dagoberto Pimentel ou ITorneio Pernambuco Paraíba de 1961.
4º COLOCADO
Náutico estreou com vitória
A rodada de abertura contou com o encontro dos campeões estaduais de 1960: Náutico Capibaribe e Campinense, se enfrentaram na noite da sexta-feira, às 21h15min., do dia 07 de abril de 1961, no Estádio Eládio de Barros Carvalho, Aflitos. O jogo deveria ter sido realizado um dia antes, mas em decorrência das fortes chuvas, a partida foi remarcada para o dia seguinte.
Os comandados alvirrubros, do técnico Gentil Cardoso saíram de campo vitoriosos, pelo placar de 2 a 0. Gols de Zé Maria e Moésio, ambos na etapa final.
Árbitro: José Justino (Liga Campinense de Desportos)
Auxiliares: José Amaro Dutra e Sebastião Rufino
Renda: Cr$ 52.150,00
Público: 1.011 pagantes
Expulsão: Clóvis (Campinense) aos 43 minutos do 2º tempo
Náutico: Waldemar; Nancildo, Múcio e Hélmiton; Zé Maria e Givaldo; Nado (Fernando I), Moésio, Elias (Fernando II), Ênio Andrade e Fernando (Elias). Técnico: Gentil Cardoso.
Campinense: Tempestade; Cido, Mivaldo e Massangana; Salomão e Luiz Carlos; Tonho, Zezinho, Delgado (Géo), Claudinho (Clóvis) e Martinho (Chiclets). Técnico: Edésio Leitão.
Time posado do Treze, em 1961
Treze bateu o Santa
Na outra partida, na noite de do dia 07 de abril de 1961, num gramado encharcado e com um público regular, o Treze venceu o Santa Cruz (PE) por 1 a 0, no Estádio Presidente Vargas, em Campina Grande (PB). O gol da vitória saiu aos 21 minutos do primeiro tempo, por intermédio do extrema esquerda Nogueira, numa falha clamorosa do zagueiro-lateral, Roberto.
Árbitro: Otacílio Avelino (Liga Campinense de Desportos)
Renda: Cr$125.560,00 (cento e vinte cinco mil e quinhentos e sessenta cruzeiros)
Expulsões: Dodô e Mário (Santa Cruz); Pedro Neguinho (Treze)
Treze: Brito; Ivo (Hélio) e Grilo; Germano, Milton e Gilvan (Rui); Saquinho, Evilásio (Pedro Neguinho); Bola Sete e Nogueira (Ruivo). Técnico: Vavá.
Santa Cruz: Pedrinho; Roberto e Nagel; Biu, Luiz e Dodô; Hamilton (Mário), Lua, Nabor (Zeca), Nilsinho e Salvador. Técnico: Ricardo Diez.
Náutico e Campinense ficam no empate
Pela 2ª rodada, na tarde de domingo, do dia 09 de abril de 1961, no Estádio Municipal Plinio Lemos, em Campina Grande, Campinense e Náutico ficaram no empate em 2 a 2. Nancildo e Elias marcaram para o Timbu, enquanto Massangana e Claudinho marcaram para os paraibanos.
Árbitro: Sebastião Rufino (FPF)
Auxiliares: José Amaro Dutra e Sebastião Rufino
Renda: Cr$ 125.990,00
Campinense: Tempestade; Luiz Carlos e Cido; Salomão, Marques e Massangana; Tonho, Zeca (Géo), Zezinho, Chiclete (Delgado), Clóvis (Claudinho) e Martinho. Técnico: Edésio Leitão.
Náutico: Waldemar; Nancildo e Múcio; Zé Maria, Carlos e Givaldo; Nado, Fernando II, Moésio, Elias e Fernando I. Técnico: Gentil Cardoso.
Gols: Massangana aos 33 minutos (Campinense), no 1º Tempo. Nancildo aos 16 minutos (Náutico); Claudinho aos 33 minutos (Campinense); Elias aos 41 minutos (Náutico), no 2º Tempo.
Treze volta a vencer e assume a ponta
No Estádio Dr. José do Rêgo Maciel, “Arruda”, na tarde de domingo, do dia 09 de abril de 1961, no Recife, o Santa Cruz foi superado pelo Treze, pelo placar de 2 a 0, assumindo a liderança isolada do Torneio Dagoberto Pimentel. O destaque da partida foi Rui, que marcou os dois tentos, um em cada tempo, para o Galo da Borborema.
Árbitro: Manoel Correia de Lima
Renda: Cr$ 197.800,00
Treze: Brito; Ivo e Grilo; Germano, Milton e Manoelzão; Saquinho, Rui, Evilásio (Gilvan), Bola Sete e Nogueira (Ruivo). Técnico: Vavá.
Santa Cruz: Pedrinho; Roberto e Nagel; Biu, Luiz e Dodô; Mário (Nabor), Lelé (Hamilton), Lua, (Zeca), Nilsinho e Salvador (Canhoteiro). Técnico: Ricardo Diez.
Time posado do Santa Cruz, em 1961
Santa Cruz vence a primeira
Na noite da quarta-feira, do dia 12 de abril de 1961, no Estádio dos Aflitos, o Santa Cruz venceu a primeira, ao bater o Campinense por 4 a 2. Os gols foram assinalados por Lua, três vezes; e Mário para os pernambucanos; enquanto Chiclete marcou os dois tentos do rubro-negro paraibano.
Árbitro: José Justino (Liga Campinense de Desportos)
Auxiliares: Evandro Ferreira e Waldemir Wanderley
Renda: Cr$ 87.580,00
Santa Cruz: Pedrinho; Roberto e Nagel; Biu, Luiz e Dodô; Mário, Hamilton, Lua, Collete e Mainha (Canhoteiro). Técnico: Ricardo Diez.
Campinense: Tempestade (Freire); Luiz Carlos e Cido (Assis); Salomão, Marques e Massangana; Tonho, Zeca, Zezinho, Chiclete (Géo), Clóvis (Claudinho) e Martinho. Técnico: Edésio Leitão.
Treze e Náutico não saíram do zero
Na noite da quinta-feira, às 21h15min., do dia 13 de abril de 1961, no Estádio Presidente Vargas, em Campina Grande/PB,
Árbitro: Argemiro Felix, o “Sherlock”
Renda: Cr$ 212.770,00
Treze: Brito; Ivo e Grilo; Milton e Manuelzão; Rui (Gilvan), Evilásio (Pedro Neguinho), Saquinho, Bola Sete e Nogueira (Ruivo). Técnico: Vavá.
Náutico: Waldemar; Nancildo e Copolilo; Zé Maria, Múcio e Hélmiton (Givaldo); Luiz Carlos, Moésio (Fernando), Fernando II, Ênio Andrade e Elias. Técnico: Gentil Cardoso.
Líder, o Treze venceu no Recife
No Estádio dos Aflitos, na tarde de domingo, do dia 16 de abril de 1961, o Náutico foi derrotado pelo Treze pelo placar de 3 a 1. Os gols da peleja foram marcados por Pedro Neguinho, Bola Sete e Gilvan para o Galo da Borborema; enquanto Elias fez o tento de honra para o Timbu.
Apesar do goleiro Waldemar ter falhado em dois gols e o atacante Abílio ter desperdiçado um pênalti, após o fim da partida, a torcida direcionou a sua insatisfação para o técnicoGentil Cardoso. Até o arqueiro reconheceu que o treinador era o menos culpado na derrota do Náutico.
Árbitro: Manoel Correia Lima
Renda: Cr$ 281.200,00
Náutico: Waldemar; Nancildo e Copolilo (Múcio); Zé Maria, Múcio (Carlos) e Givaldo; Luiz Carlos, Moésio (Abílio), Fernando II, Ênio Andrade e Elias. Técnico: Gentil Cardoso.
Treze: Brito; Ivo e Gonzaga; Germano, Nilton e Manuelzão; Gilvan, Pedro Neguinho (Rui), Saquinho, Bola Sete e Nogueira (Ruivo). Técnico: Vavá.
Time posado do Náutico, em 1961
Num jogo de seis gols, Campinense e Santa Cruz ficaram iguais
No outro jogo, realizado na tarde de domingo, do dia 16 de abril de 1961, o Campinense e Santa Cruz empataram em 3 a 3, no Estádio Getúlio Vargas, em Campina Grande/PB.
Árbitro: Waldemir Wanderley
Renda: Cr$ 794.700,00
Campinense: Tempestade; Luiz Carlos e Mivaldo; Salomão, Marques e Massangana; Marinho (Géo), Zezinho, Chiclete (Claudinho), Delegado, Jair (Marinho). Técnico: Edésio Leitão.
Santa Cruz: Agostinho; Roberto e Nagel; Biu, Luiz e Dodô; Mário (Zeca), Hamilton, Lua, Collete e Mainha. Técnico: Ricardo Diez.
Time posado do Campinense, em 1961
Santa Cruz venceu o clássico diante Náutico
Na tarde de sexta-feira, do dia 21 de abril de 1961, tivemos os clássicos entre Treze e Campinense, no Estádio Plinio Lemos, em Campina Grande/PB; e no Recife/PE, o confronto entre Náutico e Santa Cruz.
Na capital pernambucana, o Santa Cruz bateu o Náutico por 3 a 2. Os gols foram de Mainha, de pênalti; Mário e Givaldo, contra, para o Santinha; enquanto Luiz, contra; e Abílio marcaram para o Timbu.
Árbitro: Sebastião Rufino
Renda: Cr$ 341.660,00
Santa Cruz: Agostinho; Roberto e Nagel; Biu, Luiz e Dodô; Mário, Hamilton (Zeca), Lua, Collete (Luizinho) e Mainha (Canhoteiro). Técnico: Ricardo Diez.
Náutico: Waldemar; Nancildo e Copolilo; Zé Maria, Clóvis e Givaldo; Luiz Carlos (Fernando), Fernando II, Abílio, Ênio Andrade e Elias. Técnico: Gentil Cardoso.
Assim foi destacado o título do Treze, na imprensa pernambucana
Treze faturou o título por antecipação
Com a vitória do Santa Cruz, e o empate em 1 a 1, com o Campinense, o Treze se sagrou campeão do I Torneio Dagoberto Pimentel, com uma rodada de antecipação.
O Campinense abriu o placar aos 15 minutos da etapa inicial, por intermédio de Géo. Depois de driblar Gonzaga, o atacante pernambucano correu pelo meio, e, tendo à sua frente apenas o arqueiroBrito, mostrou a calma necessária para colocar a bola no fundo das redes.
Na etapa final, após receber o passe de Bola Sete, o atacante Nogueira fuzilou a meta de Cazuza, para deixar tudo igual.
Árbitro: Manoel Correia Lima
Renda: Cr$ 336.260,00
Expulso: Luiz Carlos (Campinense)
Treze: Brito; Ivo e Gonzaga; Germano, Milton e Manuelzão; Gilvan (Rui), Pedro Neguinho, Saquinho, Bola Sete e Nogueira (Ruivo). Técnico: Vavá.
Campinense: Biu (Cazuza); Luiz Carlos e Cido; Salomão (Marques, depois Clóvis), Claudinho e Massangana; Tonho, Zeca, Géo, Chiclete, Ibiapino e Martinho. Técnico: Edésio Leitão.
A rodada de encerramento teve uma chuva de gols
A última rodada, rolou na tarde de domingo, do dia 23 de abril de 1961, com o Santa Cruz voltando a vencer o Náutico, pelo placar de 2 a 1, no Recife/PE. Com o título assegurado, o Treze ficou no empate em 2 a 2 com o Campinense, em Campina Grande/PB.
1ª Rodada:
6ª-feira – 07 de abril
Náutico Capibaribe (PE)
2 X 0
Campinense (PB)
Recife (PE)
6ª-feira – 07 de abril
Treze (PB)
1 X 0
Santa Cruz (PE)
Campina Grande (PB)
2ª Rodada:
Domingo – 09 de abril
Campinense (PB)
2 X 2
Náutico Capibaribe (PE)
Campina Grande (PB)
Domingo – 09 de abril
Santa Cruz (PE)
0 X 2
Treze (PB)
Recife (PE)
3ª Rodada:
4ª-feira – 12 de abril
Santa Cruz (PE)
4 X 2
Campinense (PB)
Recife (PE)
5ª-feira – 13 de abril
Treze (PB)
0 X 0
Náutico Capibaribe (PE)
Campina Grande (PB)
4ª Rodada:
Domingo – 16 de abril
Campinense (PB)
3 X 3
Santa Cruz (PE)
Campina Grande (PB)
Domingo – 16 de abril
Náutico Capibaribe (PE)
1 X 3
Treze (PB)
Recife (PE)
5ª Rodada:
6ª-feira – 21 de abril
Treze (PB)
1 X 1
Campinense (PB)
Campina Grande (PB)
6ª-feira – 21 de abril
Náutico Capibaribe (PE)
2 X 3
Santa Cruz (PE)
Recife (PE)
6ª Rodada:
Domingo – 23 de abril
Campinense (PB)
2 X 2
Treze (PB)
Campina Grande (PB)
Domingo – 23 de abril
Santa Cruz (PE)
2 X 1
Náutico Capibaribe (PE)
Recife (PE)
Classificação Final
Nº
CLUBES
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
1º
Treze/PB
9
6
3
3
–
9
4
5
2º
Santa Cruz/PE
7
6
3
1
2
12
11
1
3º
Náutico/PE
4
6
1
2
3
8
10
-2
4º
Campinense/PB
4
6
–
4
2
10
14
-4
Excelente média de gols
Foi realizado no ITorneio Dagoberto Pimentel ou ITorneio Pernambuco Paraíba 12 jogos, com 39 gols marcados, dando uma média de 3,25 gols por partida.
Bilheteria
Arrecadação no Recife/PE: Cr$ 1.196.770,00
Arrecadação em Campina Grande/PB: Cr$ 1.185.560,00
Arrecadação Total: Cr$ 2.382.330,00
ARTILHARIA
4 gols – Lua (Santa Cruz);
3 gols – Chiclete e Géo (Campinense); Elias (Náutico); Hamilton (Santa Cruz);
2 gols – Mário (Santa Cruz); Nogueira, Bola Sete e Gilvan (Treze); Martinho (Campinense); Mainha (Santa Cruz);
1 gol – Zé Maria, Nancildo e Moésio (Náutico); Massangana, Claudinho, Pedro Neguinho (Treze); Abílio (Campinense);
Gol Contra – Givaldo, do Campinense a favor do Santa Cruz; Luiz, Santa Cruz a favor do Campinense.
O bairro de Vila Alpina se situa na região Sudeste da capital de São Paulo, e pertence ao distrito de Vila Prudente.
Faz limites com o bairro de São Lucas e se situa próximo da cidade de São Caetano do Sul.
A Vila Alpina, juntamente com os bairros de Vila Bela e Vila Zelina, possuem a maior colônia de imigrantes russos do estado de São Paulo. Traços esses que são perceptíveis tanto em sua população, quanto na arquitetura predominante nas residências e nas igrejas ortodoxas encontradas no bairro.
O Flor de Vila Alpina Futebol Clube é uma antiga agremiação do bairro.
Fundado na data de 15 de junho de 1952, o alvirrubro completa no próximo mês sessenta e três anos de vida.
Manda seus jogos no campo do Santa Cruz Futebol Clube, de Vila Ema/CDC Parque Ecológico da Vila Prudente.
O Flor da Vila também é conhecido como Flor do Morro, devido ao fato de que antigamente seu campo se situava no alto da Vila Alpina.