O Amazonas Esporte Clube(AEC), foi uma agremiação da cidade de Blumenau (com uma população de 361.855 habitantes), que fica a 130 km da capital (Florianópolis) do estado de Santa Catarina.
Em 1911, um grupo de entusiastas da bola conhecidos como “Jogadores do Garcia” vinham dos mais variados setores da empresa Industrial Garcia (EIG), no bairro Garcia, em Blumenau.
Jogo após jogo, a ideia de criar um clube de verdade foi amadurecendo, onde jogavam futebol num pasto, adaptado a um campo (hoje, o local fica o 23º Batalhão de Infantaria).
Assim, o “Anilado” foi Fundado na sexta-feira, do dia 19 de setembro de 1919. Suas cores eram o azul e branco. Sete anos depois, o clube já possuía a sua Praça de Esportes: oestádio da Empresa Industrial Garcia, considerado por muitos como o mais belo do estado catarinense.
Além disso, o majestoso estádio era um verdadeiro alçapão para os adversários, que sofriam para não serem abatidos pelo esquadrão Anilado. No que tange ao elenco, o clube não deixava a desejar com grandes craques, lembrados até hoje pela turma da velha guarda blumenauense.
Entre a sua fundação oficial até 1944, o AEC viveu um tempo áureo dentro do amadorismo, com diversas conquistas no Campeonato Citadino de Blumenau. Como no ano de 1939, nas celebrações dos 20 anos do então Brasil, sendo dito “convidado indesejado” da festa clube alviverde.
Chuva torrencial destruiu o estádio
Estádio em 1970
Tornou-se um dos grandes clubes da cidade que, ao lado de Olímpico, Palmeiras, Vasto Verde e Guarani, disputavam o Campeonato Citadino organizado pela Liga Blumenauense de Futebol (LBF).
Na década de 60, o Amazonas sobrevivia as adversidades graças ao empenho das diretorias abnegadas e dos torcedores fiéis. No entanto, com a enxurrada da terça-feira, do dia 31 de outubro de 1961, que destruiu totalmente a praça esportiva, inclusive o salão, e ali foram encontradas três vitimas fatais presas ao alambrado.
O reduto Amazonense ficou em ruínas, tal a violência da água que transbordou do curso normal do Ribeirão Garcia, para causar destruição geral e deixar um rastro de calamidade. O gramado praticamente sumiu, tal o acumulo de areia, pedras, lama, árvores, móveis, balcão frigorífico, material esportivo, troféus, tudo ficou inutilizado.
Estádio reinaugurado em 1962
formação da década de 60 EM PÉ (esquerda para direita): Jepe, Hélio Cunha, Arlindo Eing, Osni, goleiro Antônio Tillmann e Oscarito AGACHADOS (esquerda para direita): Nicácio, Joel, Maia, Boião e Felipinho.
Neste período de recuperação do estádio, que se tornou mais bonito, sediando até competições dos primeiros Jogos Abertos em Blumenau em 1962, o Amazonas treinava num estádio construído provisoriamente próximo de onde hoje é a praça Getúlio Vargas.
Nos jogos oficiais, o mando de campo era no estádio do Palmeiras Esporte Clube, O Estádioda Empresa Industrial Garcia foi reinaugurado no domingo, do dia 23 de setembro de 1962, na derrota para o Marcílio Dias pelo placar de 6 a 2.
A partir daí o clube focou no desejo em voltar ao futebol profissional. Chegou a se sagrar campeão de torneios da Liga Blumenauense de Futebol (LBF), em 1972 e 1973, porém um fato acabou mudando o curso da história do esquadrão Anilado.
Amazonas Esporte Clubeé extinto em 1975
Em maio de 1974, a empresa Artex adquiriu a Industrial Garcia. Consequentemente, em 1975, o Amazonas Esporte Clube(AEC) acabou sendo desativado e o seu estádio foi aterrado. A última partida foi a decisão da Taça Governador Colombo Salles no mesmo mês.
FOTOS: Acervo de Adalberto Day
FONTES: Wikipédia – site Alexandre José – Adalberto Day
Na data de 7 de janeiro de 1921, na Sociedade Dante Alighieri de Curitiba, Ângelo Gorla, então superintendente do Banco Francês e Italiano, naquela cidade, se reuniu a Benedicto Gian Paoli, Afonso Prisco, Atílio Menolli, Davi Bartolomei e outros descendentes de italianos, para juntos fundarem o time da colônia, como também já havia ocorrido no ano de 1914, em São Paulo, e no ano de 1921, em Belo Horizonte.
A nova agremiação passou a se chamar Palestra Itália Futebol Clube.
A equipe se sagrou campeã nos anos de 1924, 1926 e 1932, e também conquistou dois vices campeonatos (1921 e 1952).
A base do time de 1924 foi: Em pé: Ílio, Elisio, Moacir Gonçalves, Hermógenes, Dario e Athayde Santos; Os atletas agachados são Coutinho, Canhoto, Mattana e Cunha.
Em seu primeiro ano de vida, o time trouxe nove jogadores de São Paulo. Apenas dois eram de Curitiba: o goleiro Hermógenes Bartolomei (reconhecido como um dos maiores goleiros paranaenses) e um italiano do Portão chamado Martelo. O Palestra brigou, de igual para igual, contra os melhores times em seu primeiro ano e terminou na ponta da tabela junto com a maior força futebolística da época: o Britânia. A decisão de quem seria campeão foi levada para o campo do bar Carola, no Juvevê, e o Britânia fez valer a sua experiência – meteu 6 x 0 e levou o caneco. Mas o Palestra não desistiu e três anos depois seria campeão.
Os números conspiram para dar ao Palestra Itália um lugar especial na história do futebol profissional do Paraná. O time palestrino é detentor das duas maiores goleadas registradas no campeonato estadual, história que começa em 1915, quando o Internacional foi campeão e o Paraná Sport Club vice. O time conhecido pelo grito de guerra “Nem que Morra” (apelido que ganhou devido a bravura de seus jogadores, em uma partida diante do Coritiba na década de 50) atropelou o Paranaense por 16 x 0 e passou por cima do Aquidaban por 15 x 2, ambas na temporada de 1931.
Durante a segunda grande guerra mundial, o Palestra Itália passou a se chamar Paranaense, depois Comercial, Palmeiras, e em 1950, voltou a se chamar Palestra Itália.
Gabardinho
Além destes números relevantes, o time dos italianos cravou o artilheiro da competição em cinco ocasiões: 1924 (Canhoto, 13 gols), 1927 (Canhoto, 8 gols), 1930 (Gabardinho, 10 gols), 1931 (Gabardinho, 28 gols) e em 1939 (Mário, 9 gols).
Um dos maiores nomes do Palestra Itália foi Rodolpho Patesko, que deixou os campos do Paraná e alcançou glória internacional. Disputou a Copa do Mundo de 1928, com a seleção brasileira e jogou no Nacional do Uruguai e no Botafogo do Rio, onde se sagrou campeão carioca em 1935. Ele disputou 34 partidas pela Seleção, somando 20 vitórias, 5 empates, 9 derrotas e marcou 11 gols.
Patesko, cujo verdadeiro nome era Rodolfo Barteczko, descendente de poloneses, nascido em Curitiba, jogou dois anos no Palestra e foi considerado um dos mais completos ponta-esquerdas do futebol brasileiro na sua época. Ofensivo, bom driblador e finalizador, foi o grande nome do “Nem que Morra”.