EM PÉ (esquerda para a direita): Dimas, Valter, Eraldo, Ferrari, Carlão, Diogo e Hermínio Garbelini (diretor); AGACHADOS (esquerda para a direita): Armando Renganeschi (técnico), Dorival, Marin, Cabrita, Benê I e Osvaldo.
No futebol brasileiro, seguramente, um dos maiores clássicos do Interior é Guarani e Ponte Preta! Uma partida que marcou o “Dérbi Campineiro” foi um amistoso (valia a Taça Amizade), que aconteceu na tarde de domingo, dia 05 de junho de 1960, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).
A partida terminou com uma goleada do Bugre pelo placar de 6 a 0, sendo até hoje o placar mais elástico da história desse confronto. Os gols foram assinalados por Benê e Osvaldo, com dois tentos cada; Cabrita e Paulo Leão, com gol cada.
GUARANI F.C. (SP) 6 X 0 A.A. PONTE PRETA (SP)
LOCAL
Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
CARÁTER
Amistoso estadual, valendo a Taça da Amizade
DATA
domingo, dia 05 de junho de 1960
RENDA
Cr$ 359.325,00
ÁRBITRO
Anacleto Pietrobom (SP)
GUARANI
Dimas; Ferrari, Carlão e Diogo; Valter e Eraldo; Dorival (Dido), Marin, Cabrita (Paulo Leão), Benê I (Bené II) e Osvaldo. Técnico: Armando Renganeschi.
PONTE PRETA
Walter; Darci Santos, Esmeraldo (Ivan) e Ilzo; Miltinho e Pitico; Alcides, Paulinho (Zezinho), Nilson, Sílvio (Nivaldo) e Joubert. Técnico: Gentil Cardoso.
GOL(S)
Benê I aos 21 minutos (Guarani); Osvaldo aos 22 minutos (Guarani), no 1º tempo. Osvaldo, de pênalti, aos 14 minutos (Guarani); Cabrita aos 31 minutos (Guarani); Benê I aos 33 minutos (Guarani); Paulo Leão aos 43 minutos (Guarani), no 2º tempo.
Atualmente, o retrospecto geral do confronto entre Ponte Preta e Guarani é o seguinte (atualizado: 1º/02/2026):
O Esporte Clube Renascença foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). Foi fundado na quarta-feira, do dia 15 de outubro de 1941, por funcionários e diretores da Fábrica de Tecidos Renascença. Era conhecido como o “Time dos Tecelões” e tinha como mascoteo Urubu.
Era o time do bairro da Renascença, na cidade de Belo Horizonte/MG, mas nunca chegou a disputar o Campeonato da Liga de Belo Horizonte. Disputou os campeonatos mineiros entre os anos de 1959 e 1967.
Seu estádioera denominado Cristiano Guimarães (Eucaliptos) e se situava no bairro da Renascença, assim como também sua Sedeque ficava na Rua Botucatu, nº 177. Aliás, a antiga sede ainda está o escudo raro acima até os dias de hoje.
No circulo vermelho está o escudo raro do Renascença
No início, disputou as competições do futebol amador promovidas pela Federação Mineira de Futebol (FMF). Em 1947, após a construção do seu estádio, pediu inscrição no Campeonato da Cidade de 1948.
O ingresso no certameera complicado, pois dependia da aprovação dos demais clubes. E a inscrição do Renascençanão foi aceita, pois temiam que seus jogos causassem déficit nas arrecadações.
O escudo no tamanho ampliado
Em 1958, a Federação Mineira de Futebol aceitou a inscrição de diversos clubes, dentre eles o Renascença. Devido ao grande número de inscritos, houve a necessidade de se organizar um torneio eliminatório para definir as equipes que iriam disputar o campeonato.
O Renascençaperdeu a oitava vagapara o Cruzeiroe ficou fora do certame. Em 1959, voltou a disputar o Torneio Classificatório e conseguiu uma das vagas para o Campeonato.
O Renascençatambém disputou oito edições do Campeonato Mineiro da 1ª Divisão:1959(9º lugar); 1960(10º lugar); 1961(11º lugar); 1962(10º lugar); 1963(11º lugar); 1964(11º lugar); 1965(11º lugar) e 1966(12º lugar), quando foi rebaixadopara a 2ª Divisão Mineira.
Uma das maiores glórias do Renascençafoi ter conquistadoa Copa Belo Horizonteno ano de 1961, uma competição que antecedia o Campeonato Mineiroe que era disputada pelos clubes profissionais da capital, mais uma Seleção Amadora.
O Renascençavenceu o Cruzeiro Esporte Clube (2 a 0), o Sete de Setembro Futebol Clube(2 a 0), a Seleção Amadora(4 a 0), empatou com o América Futebol Clube(0 a 0) e venceu o Clube Atlético Mineiro(2 a 0).
O artilheiroda Copafoi o atacante Luis Carlos, do Renascença, com 6 gols. O time campeão do Renascençafoi o seguinte: Tonho; Celso, Dalmo, Negrinho e Coelho, Zeca; Piazza (Grilo) e Luiz Carlos; Rafael, Robson e Joãozinho. O técnico era Gérson dos Santos.
O “Time dos Tecelões” também conquistou o Torneio Início de 1963. Empatou com o Cruzeiro Esporte Clube(0 a 0) e classificou-se nos pênaltis (3 a 2), depois empatou com o Esporte Clube Siderúrgica de Sabará (0 a 0) e também classificou-se nos pênaltis(9 a 8). Na final, empatou com o Clube Atlético Mineiro(0 a 0) e venceu nos pênaltis (9 a 6).
O time campeão foi Arésio; Sérgio, Grilo, Borges e Fernando; Piazza, De Paula e Jorge; Zimba, Miltinho, Robson.
Em 1966ficou em último lugare caiu para a Segunda Divisão, o que levou a Companhia Renascença Industrial a extinguir o departamento de futebol em 1967. Atualmente, no local da fábrica, encontra-se instalada uma universidade particular.
O Renascençarevelou grandes craques, tais como Wilson Piazza, campeão mundial em 1970, o zagueiro Procópio Cardoso, Tonho, ex-goleiro do Cruzeiroe Silvinho, ex-ponta esquerda do Vasco. Encerraram suas carreiras no clube o genial goleiro Veludo, Décio Brito, irmão do zagueiro Brito, da Copa de 70 e Waldir Lellis, o médio-volante Amarelinho. Também passaram pelo Urubu, os jogadores Hélio Lazarotti, Hilton de Oliveira e o goleiro Mussula.
Colaborou: Fabiano Rosa Campos (presidente do Sete de Setembro F.C., de B.H.)
FOTO: Google Maps
ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FONTES: Ligeirinhoclubesemdestaque e acervo pessoal
O Fundição Nacional Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os ‘Periquitos’ jogou o Campeonato Carioca da 2ª Divisão em três oportunidades:1928, 1929 e 1933, todas pela LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres).
História
Fundado na quinta-feira, do dia 20 de Janeiro de 1916, por três jovens operários da casa Hime & Cia: Alberto de Medeiros, Augusto de Oliveira e Raymundo Santos, no sobrado da empresa, na Rua Riachuelo, nº 363, no Centro do Rio (RJ). As suas cores era o verde e amarelo.
Trabalhando nas unidades oficinas da Fundição Nacional, foi fácil angariar um bom número de associados para o novo clube. Adão Duarte de Oliveira foi o 1º Presidente do clube.
O seu 1º campo ficava na Barreira do Senado (1920-1921), com o nome de Fundição Nacional Football Club (manteve essa nomenclatura até o dia 20 de Janeiro de 1920, quando alterou para Fundição Nacional Athletico Club). Depois o espaço físico foi erguido o edifício da Cruz Vermelha.
O Fundação Nacional pertencia a Hime & Cia. Fábrica de ferros de engomar, na Rua Luiz Gama, nº 40, na Tijuca (atualmente, a rua faz parte do bairro do Maracanã), na Zona Norte do Rio, era uma fábrica que produzia ferros de engomar, balanças, louças de ferro batido, fundido, estanhado, etc.
O clube alugava salões de outras agremiações para realizar grandes bailes. No futebol, além dos Primeiros, Segundos e Terceiros Teams, o clube ainda dispunha das categorias base: juvenil e infantil.
Entre 1919 a 1928, a sua Sede ficava na Rua do Senado, nº 1 (sobrado); já em 1929, a sua Sede passou a ser na Rua Senador Pompeu, nº 280; em 1938, a sua Sede estava situada na Rua Pedro I, nº 51; ambos no Centro do Rio.
Praça de Esportes (1926)
A sua Praça de Esportes ficava localizada na Avenida Pedro Ivo (meses depois alterou o nome para ‘Avenida Pedro II’), nº 147, no Imperial de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Em 1917, a Cruz Vermelha Brasileira cedeu uma parte do terreno ao clube.
No contrato, constava a obrigação do Fundição Nacional Football Club em murá-lo e gradeá-lo, ficando com o direito de utilizá-lo pelo período de dois anos. Em fevereiro de 1918, o clube não conseguiu concluir as obras por falta de recursos, passando o contrato, com autorização da diretoria, ao empresário sr. Paschoal Segreto, que pagou todas as despesas do Fundição Nacional, como também concluiu todas as obras, deixando o terreno completamente murado, gradeado e a grama nivelada, sem ônus algum para a Cruz Vermelha Brasileira.
Ingressou em diversas ligas
No futebol, o clube ingressou na Associação Suburbana, onde obteve brilhante colocação. Em 1920, existia Fundição Nacional Football Club que fazia parte do Campeonato Suburbano, organizado pela União Sportiva Suburbana (USS). Time base de 1920: Zeferino; Sebastião e Caetano; Martello, Ganso e Oscar; Gasolina, Mané, Hermogênio, Bibi e Brancura.
Fundição Nacional se afastou devido à crise na empresa
Na década de 20, o clube sofreu uma paralização da atividade esportiva (entre 1922 a 1924), por três temporadas, pois ocorreu uma grande crise de trabalho nas oficinas que em uma assembleia geral foi deliberado suspender temporariamente a pratica dos esportes. Após o problema ter sido contornado, o clube ressurgiu na segunda-feira, do dia 25 de maio de 1925, mais forte e coeso.
Ingressou na LMDT em 1926
No sábado, do dia 17 de julho de 1926, o sportman Adão Duarte deu entrada de filiação na secretaria da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), que homologou cinco dias depois, na quinta-feira, do dia 22 de julho de 1926.
Fundição Nacional ficou com o Vice do Torneio Início
No domingo, do dia 15 de abril de 1928, na Praça de Sports do Fidalgo, em Madureira, realizou-se o Torneio Initium da LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres), sob o patrocínio da Associação de Chronistas Desportivos (ACD).
O interessante torneio foi disputado com muito ardor e entusiasmo, correndo tudo na melhor ordem possível. A esquadra do Modesto, que, brilhantemente, levantou o campeonato, apresentou-se em completa forma, atuando com muita técnica e precisão. O segundo lugar coube à equipe da Fundição Nacional, cujo jogo muito agradou.
Na estreia, o Fundição Nacional bateu o Esperança por 1 a 0 e dois escanteios a zero. Oscar de Souza (Fidalgo) foi o árbitro da partida. Nas semifinais, os ‘Periquitos’ eliminaram o Americano por 1 a 0 e um escanteio a zero. A arbitragem ficou a cargo de Lindolpho Ribeiro(Associação de Chronistas Desportivos).
Na grande final, diante do Modesto, o Fundição Nacional empatou sem gols, porém acabou perdendo nos escanteios: 2 a 0 a favor do Modesto. Norberto de Palva Anciñes(LMDT) foi o árbitro da peleja.
A esquadra campeã estava assim organizada:
Belfort; Leal e Lerruth; Saturnino, Rhodas e Estácio; Rubens, Mulatinho, Lyrio, Armando e Inglez.
Era a seguinte a organização do Fundição, que ficou em 2º lugar:
Maneco; Sinhó e Nelson; Jodeshal, Pedro e Arthur; Gago, Alberto, Fica, Manoelzinho e Oliveira.
Em 1928, disputou o Campeonato da Primeira Divisão da AMEA, na Divisão Emmanuel Nery. Na tarde de domingo, às 15h15 min., do dia 29 de julho de 1928, o Fundição Nacional venceu o Esperança Football Club por 2 a 0, no campo da Avenida Pedro II, em São Cristóvão. Nos Segundos Quadros, nova vitória: 1 a 0.
Na “canetada” o Fundição Nacional fica com o vice dos 2º Teams de 1929
No domingo, às 16 horas, do dia 23 de março de 1930, foi decidido o torneio de Segundos Quadros da veterana Liga Metropolitana, entre as esquadras do Sport Club Boa Vista, do Alto da Boa Vista, vencedor da divisão “Emmanoel Coelho Netto“, e do Fundição Nacional Athletico Club, campeão da divisão “Emmanoel Nery“.
Vale informar que essa partida tinha acontecido, a exatos um mês antes(domingo, do dia 23 de fevereiro de 1930). Na ocasião, no campo do Mavilis, no bairro do Caju, o Fundição Nacional venceu por 4 a 3, após várias prorrogações.
Entretanto, a diretoria da Liga Metropolitana, sediada na rua Sete de Setembro, resolveu anular esse jogo, em vista do seu regulamento não permitir prorrogações em tais casos.
A partida derradeira, aconteceu no campo do Sport Club America, situado na Rua Isolina, nº 64, no bairro do Méier, na Zona Norte do Rio, que passou por importantes transformações para essa peleja.
Após 90 minutos, melhor para o Fundição Nacional que bateu o Boa Vista pelo placar de 4 a 2, conquistando naquele momento o título da Liga Metropolitana dos Segundos Quadros de 1929.
Na etapa final, quando o time auriverde vencia por 3 a 0 (gols de Nelson e Firmino, com dois tentos), o Boa Vista ameaçou uma reação, com dois gols do atacante Sérgio. No entanto, Cadorna fez o 4º gol do Fundição, colocando por terra o desejo de empate do time do Alto da Boa Vista.
A partida teve como árbitro o sr. Antônio Drummond, que precisou agir quando alguns jogadores trocaram sopapos.
Fundição Nacional: Waldemar; Gualter e Nelson; Chorão, Dininho e Doutor; Octavio, Firmino, Otto, Cadorna e João.
Boa Vista: Caetano; Bahiano e Arthur; Sérgio, Joca e Noravio Gomes; Gentil, Mazessi, Amaro, Petronilho e Fernandes.
Porém, quatro dias depois (27/03), o título foi retirado do Fundição e dado ao Boa Vista. A direção da Liga deu a seguinte resolução: “Declarar o Sport Club Boa Vista vencedor dos Segundos Quadros, nos termos do Artigo 52 do Regulamento de Football”.
Tal decisão teve consequências por parte do Fundição Nacional. No dia 3 de abril de 1930, a diretoria solicitou o desligamento da Liga Metropolitana por se considerar sem nenhum respaldo junto a entidade.
Entrou na AMEA num mês e no seguinte desistiu
Em dezembro de 1931, o clube tentou se filiar na AMEA. No mês seguinte foi analisado pela entidade, que aprovou a entrada do Fundição Nacional. No entanto, em 15 de fevereiro de 1932, o clube acabou desistindo de ingressar na AMEA.
Clube retorna a LMDT em 1933
Na quinta-feira, do dia 09 de março de 1933, o Fundição deu entrada na secretaria da LMDT, o pedido de filiação, que foi prontamente aceito.
Em 1933, o Fundição Nacional disputou a sua última edição do Campeonato Carioca da 2ª Divisão, organizado pela Liga Metropolitana. Pela Divisão Emmanuel Nery, estiveram presentes: Mauá, Sparta, Viação Excelsior, Triangulo Azul, Silva Manoel, Jornal do Commercio, Boa Vista, Fundição Nacional, Jequiá, Sporting Club Brasil.
Na estreia – no domingo, dia 04 de junho de 1933 – o Fundição Nacional ficou no empate em1 a 1com oSporting Club do Brasil, nos seus domínios. Os visitantes abriram o placar por intermédio de Pekim. Na etapa final, Lauro deixou tudo igual para time da casa. O árbitro foi Benedicto Tosta Parreiras (Oriente A.C.).
O Fundição jogou assim: Capilé; Zé Luiz e Zico; Turco, Pinho e Eloy; Adyr, Mesquita, Lauro, Manulo e Montenegro.
Pela 2ª rodada, no sábado, dia 10 de junho de 1933 – o Fundição Nacional foiaté o Centro do Rio e derrotou o Silva Manoel pelo placar de 3 a 2. Os gols foram de Lauro, duas vezes, e Mesquita um tento; enquanto Mingo fez os dois gols dos visitantes.
Fundição: Capilé; Zé Luiz e Zico; Bolão, Tininho e Gago; Malvino, Mesquita, Lauro, Manteiga e Sebastião.
Pela 3ª rodada, no domingo, dia 18 de junho de 1933 – nova vitória do Fundição ao bater o Sparta por 4 a 1, em São Cristóvão.
Fundição: Capilé; Zé Luiz e Zico; Bolão, Tininho e Gago; Malvino, Mesquita, Lauro, Manteiga e Sebastião.
Pela 4ª rodada, no domingo, dia 25 de junho de 1933 – Fundição e o TrianguloAzul FCempataram2 a 2, em São Cristóvão.
Pela 5ª rodada, no domingo, dia 02 de julho de 1933 – o Fundição perdeu a invencibilidade ao ser goleado pelo Boa Vista por5 a 2, na Estrada das Furnas.
Pela 6ª rodada, no domingo, dia 09 de julho de 1933 – o Fundição sofreu outra derrota acachapante. O Viação Excelsior FC goleou por8 a 0, em São Januário. O árbitro foi Hermenegildo Luiz da Costa.
Pela 7ª rodada, no domingo, dia 16 de julho de 1933 – o Fundição voltou a perder e por goleada: Mauávenceu por4 a 0, no campo do Jornal do Commercio, na Av. Francisco Bicalho. O árbitro foi Hermenegildo Luiz da Costa.
Pela 8ª rodada, no domingo, dia 23 de julho de 1933 – o Fundição e o Jornal do Commercio empataram em4 a 4, no campo da Av. Francisco Bicalho. Fundição: Barriga; Neco e Bolão; Turco, Mussum e Gago; Lua, Mesquita, Malvino, Manteiga e Manezinho.
No returno, no domingo, dia 27 de agosto de 1933 – o Fundição acabou goleado, fora de casa, pelo Sporting Club do Brasil, por 4 a 1.
Pela 10ª rodada, no domingo, dia 17 de setembro de 1933, no campo da Av. Francisco Bicalho.Triangulo Azul e Fundição Nacional ficaram no empate em3 a 3. Os gols foram de Vica (três gols) para o Fundição; enquanto Padilha, Badé e João, de pênalti para o Triangulo.
Fundição: Djalma; Neco e Mello; Turco, Alex e Gago; Chorão, Mesquita, Allegria, Vica e Manezinho.
Pela 11ª rodada, no domingo, dia 24 de setembro de 1933, mesmo jogando nos seus domínios, o Fundição Nacional acabou derrotado pelo Boa Vista por3 a 0. Os gols foram de Salvador (dois gols) e Antoninho.
No final, o Fundição Nacional não conseguiu emplacar, ficando na parte de baixo da tabela de classificação da LMDT.
Na terça-feira, do dia 24 de abril de 1934, em reunião da direção do clube ficou definido que o Fundição não disputaria o certamente da Liga Metropolitana. Além disso, a sua praça de esportes passaria por grandes reformas. O futebol seguiria realizando jogos amistosos e excursões.
Jogou na Federação Metropolitana em 1935
Em 1935, disputou o Campeonato da Federação Metropolitana de Desportos (FMD). A competição contou com a participação de 22 clubes, divididos em duas chaves de 11 equipes.
Série Norte:
Oriente A.C., Campo Grande A.C., Santíssimo F.C., S.C. São José, Deodoro A.С., S.C. União, Magno F.C., Cordovil A.C., S.C. Ideal, Irajá A.C. e Sudan A.C.
Série Sul:
S.C. Cocotá, Jardim F.C., S.C. Boa Vista, Sporting Club do Brasil, Fundição Nacional A.C., Confiança A.C., Viação Excelsior F.C., Japohema F.C., C.A. Central, River F.C. e S.C. Portugal Brasil.
Foto do jornal A Noite, de 1939
Disputou o campeonato da Federação Suburbana, em 1939 e 1940
Na quinta-feira, do dia 24 de março de 1939, o clube deu entrada na secretária Federação Athletica Suburbana (FAS), situado na Avenida Amaro Cavalcanti, no bairro do Méier, na Zona Norte do Rio, o pedido de filiação. Em seguida, o Fundição foi informado que o pedido foi aceito.
A sua primeira participação na FAS, foi no Torneio Início de 1939, na tarde de domingo, do dia 23 de abril. Na estreia, nem precisou jogar uma vez que o Del Castillo FC, não compareceu. Nas semifinais, empatou em 1 a 1 com o Mavilis, porém nos escanteios acabou sendo eliminado por 1 a 0.
Depois, disputou o CampeonatoSuburbano de 1939, da Federação Athletica Suburbana (FAS), que contou com a presença de 12 clubes: Adélia Football Club, Confiança Athletico Club, Engenho de Dentro Athletico Club, Fundição Nacional Athletico Club, Manufatura Porcellana Football Club, Mavilis Football Club, River Football Club, Sport Club Abolição, Sport Club Ideal, Sport Club Mackenzie, Sport Club Opposição e Sport Club União.
No final, o Fundição Nacional terminou na 3ª colocação, nos Primeiros Quadros (Engenho de Dentro foi o campeão); enquanto nos Segundos Quadros ficou em 4º lugar (O River ficou com o título).
Na estreia, pela Série Ricardino Netto, na tarde de domingo, do dia 14 de maio de 1939, o Fundição Nacional foi até a Rua João Pinheiro, na Piedade, e acabou derrotado pelo River Football Club por 3 a 2. Nos Segundos Quadros, o River também venceu pelo placar de 2 a 1.
Na 2ª rodada, na tarde de domingo, do dia 28 de maio de 1939, diante de seus torcedores, o Fundição Nacional bateu o Santíssimo por 3 a 0. Nos Segundos Quadros, o Fundição goleou placar de 6 a 1.
Pela 3ª rodada, na tarde de domingo, do dia 26 de junho de 1939, jogando fora de casa, o Fundição Nacional derrotou o Piedade por 3 a 0. Nos Segundos Quadros, o Fundição também venceu: 2 a 1.
Pela 4ª rodada, na tarde de domingo, do dia 09 de julho de 1939, contando com um grande público, o Fundição Nacional goleou o River por 5 a 0 (no returno, nova goleada do Fundição: 4 a 0), no campo da Avenida Pedro II, em São Cristóvão.
Os gols foram assinalados por Pisca duas vezes, Mesquita, Carlinhos e Loló, um tento cada. Nos Segundos Quadros outro triunfo pelo placar de 3 a 0. O time principal do Fundição jogou assim: João; Zica e Bolão; Nadinho, Bico e Caçula; Loló, Mesquita, Pisca, Carlinhos e Mario.
Pela 5ª rodada, na tarde de domingo, do dia 16 de julho de 1939, o Fundição foi até o bairro de Santíssimo e ficou no empate com o time homônimo em 2 a 2. Nos Segundos Quadros o Santíssimo venceu por 2 a 1.
O Fundição seguiu fazendo boa campanha e até sonhou com o título. Porém, no domingo, do dia 21 de janeiro de 1940, o clube enfrentou o Engenho de Dentro, no campo da Avenida João Ribeiro, em Pilares. A partida teve arbitragem do sr. Augusto Silva.
No final, o Fundição acabou derrotado pelo placar de 4 a 2, resultando na conquista do Engenho de Dentro que se sagrou campeão do Campeonato Suburbano de 1939, de forma antecipada.
O atacante Claudio abriu o placar para o Fundição. Logo depois, Mulambo deixou tudo igual. Aos 40 minutos, Rubens marcou o tento da virada do Engenho, na primeira etapa.
No segundo tempo, Mulambo ampliou para os ‘Fantasmas’. Em seguida, após um bate e rebate na área, Carlinhos aproveitou o rebate de Basilio, para diminuir o marcador. Num contra-ataque, Mulambo, marcou o 4º tento do Engenho, dando números finais a peleja.
Engenho de Dentro: Basilio; Virada e Carestia; Monteiro, Joffre e Venerotti; Bahianinho, Salim, Mulambo, Rubens e Joãozinho.
Fundição: Oliveira; Juca e Walter; Pico, Betinho e Almerindo; Zico, Mesquita, Carlinhos, Claudio e Belmiro.
Última aparição do Fundição
Em 1940, o Fundição Nacional voltou a jogar o CampeonatoSuburbano, organizado pela Federação Athletica Suburbana (FAS), ficando na Divisão Benedicto Sarmento, que contava com nove clubes:
Sport Club Abolição; Sport Club Opposição; Engenho de Dentro Athletico Club; Fundição Nacional; Casino Realengo; Sport Club Mackenzie; Argentino Football Club; Gaúcho Football Club e Sport Club Cisper.
Em abril de 1941, a diretoria do Fundição Nacional comunicou a Federação Suburbana, que não participaria da temporada. O motivo foi que o grêmio de São Cristóvão, entendeu que não tinha o respaldo da entidade por ter sido inserido na Divisão Benedicto Sarmento.
O clube acreditava ter todos os requisitos necessários, para figurar ao lado dos chamados clubes fundadores que formam a principal chave: série “Mario Calderaro“.
Como a Federação Suburbana não atendeu o pedido, o Fundição optou em se ausentar do campeonato. Em maio daquele ano, a diretoria foi além e deu entrada na entidade solicitando o seu desligamento em definitivo.
A partir daí, o clube se limitou a realizar amistosos e algumas excursões. Esses jogos, gradativamente foram diminuindo até a década de 50, quando encontrar notícias do clube se tornou cada vez mais escassa até desaparecer.
Algumas formações:
Time base de 1919: Malho (Chiquinho ou Roberto); Ernesto (Baguette) e Arthur; Bahia, Hermes e Mario; Veado (Jarbas), Arnold (Bibi), Lulú, Capelli (Álvaro) e Manoel (Paulista).
Time base de 1920: Zeferino; Sebastião e Caetano; Martello, Ganso e Oscar; Gasolina, Mané, Hermogênio, Bibi e Brancura.
Time base de 1921 (1º Quadros): Mario; Orlandino e Annibal; Lauriano (Lulú), Hermógenes e Casimiro (Nesi); Claudionor (Gazolina), Manuel (Marinheiro), Ratinho (Juca) e Paulino (Romano). Capitão: Hermógenes.
Time base de 1921 (2º Quadros): Mole (Severino); Camões (Didi) e Renato; Vidal (Reynaldo), Leonardo e Luiz (Carlos); Bexiga, Lyrio, Mario, Mario II e Manuel.
Time base de 1927: Bacharel (Manoel); Zé Maria e Nelson (Antonino); Eloy (Attila ou Ary), Ribeiro (Machado) e Sebastião (Nogueira); Canto (Manoel II), Chiquinho (Carolino), Wanderá (Octavio), Jayme (Candinho ou Bahia) e Oscar (Esquerdinha ou Cruz).
Time base de 1928:Maneco (Pato); Sinhô (Esquerdinha) e Nelson (Amorim); Juvenal (Joderval ou Sebastião), Pedro (Coutinho) e Doutor (Arthur, Eloy ou Wandevá); Gago (Mineiro), Alberto (Chiquinho), Fico (Eurico ou Mario), Manoelzinho (Dito) e Oliveira (Casaca).
Time base de 1929:Gallego (Paulino); Oscar (Nelson ou Waldemar) e Henrique; Joderval (Sodoval), Ribeiro e Eloy (Allonso); Oswaldo (Orivaldo), Daniel (Izzo), João (Nenê), Marcello (Bahia ou Manoelzinho) e Sebastião (Petronilho ou Gladiston).
Time base de 1930 (2º Quadros):Waldemar; Gualter (Goulart) e Nelson (Rola); Chorão, Dininho (Deminho) e Doutor; Octavio (Jobel), Firmino, Otto, Cadorna e João (Cardoso).
Time base de 1933: Capilé (Barriga, Djalma, Francisco ou Aldemar); Zé Luiz (Bolão ou Mello) e Zica (Rubens ou Neco); Turco (Nicanor ou Tininho), Pinho (Alex, Antenor ou Mussum) e Eloy (Waldemar ou Gago); Adyr (Chorão, Flavio ou Malvino), Mesquita (Lua ou Juvenal), Lauro (Allegria, Antônio ou Manezinho), Manulo (Vica, Pinto ou Manteiga) e Montenegro (Sebastião ou Mendes).
Time base de 1934: Orestes; Miguel (Cuica) e Mussum (Ary); Zica (Gunça), Cabral (Esquimber) e Mario (Gaguinho); Corniga (Octavio), Mesquita (Sylvio), Dyonisio, Bahiano (Gago II) e Sebastião (Trabalho).
Time base de 1936: Orestes; Carvalho e Turco; Paulino, Cabral e Eloy; Carlinhos, Pisca, Zica, Bahiano e Sebastião.
Time base de 1937: Vicente; Carlos Leite e Tião; Hugo, Agostinho e Mussum; Octavio (Ary), Gordinho (Barroso), Miguel, Manduca (Bigode) e Oscar (Cacá).
Time base de 1938: Beiçola (Joãozinho ou Novato); Hugo e Benê; Nandes, Augusto e Theotonio; Luizinho (Ary), Pico (Baleia), Mesquita (Dionisio) ou Sardinha), Zica (Pisca) e Zeca (Kaká ou Mario).
Time base de 1939: João (Nelsinho ou Oliveira); Zica (Jayme) e Ribeiro (Bolão ou Bené); Pico, Augusto (Moacyr ou Nadinho) e Caçula (Palmerindo); Loló (Ary), Mesquita, Pisca (Jaguaré), Claudio e Mario (Carlinhos).
Time base de 1940: Oliveira; Juca e Walter; Pico, Betinho e Almerindo; Zica, Mesquita, Carlinhos, Claudio e Belmiro.
Time base de 1942: Oliveira (Louro, Laurentino ou Pinguim); Russo e Mascote; Bolão (Pico ou Roberto), Chatô (Noca) e Bagre (Luiz Orlando); Sitine (Noberto), Mesquita (Merola), Rafael (Careca ou Ary), Camello (Selado ou Velha) e Gabirú (Tião ou Baleia).
Time base de 1943:Nelson (Pinga); Mattos e Bolinha; Lica, Noca e Russo; Silime, Mesquita, Oliveira, Pico e Terciano.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
Trabalho de pesquisa: Sérgio Mello
FONTES: A Batalha (RJ) – A Esquerda (RJ) – A Noite (RJ) – A Nação (RJ) – A Noite (RJ) – Anuário Estatístico do Distrito Federal: Ano VI – 1938 – A Razão (RJ) – A Rua: Semanário Illustrado (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Jornal (RJ) – O Paiz (RJ) – Revista Suburbana (RJ) – Rio-Jornal (RJ) – Rio Sportivo (RJ) – Vida Doméstica (RJ)
O TORNEIO INITIUM DA F.A.S. NÃO FOI CONCLUIDO POR FALTA DE LUZ
Na tarde de domingo, do dia 21 de abril de 1940, a Federação Athletica Suburbana (FAS) realizou a disputa de seu Torneio Initium (Início), no Estádio Klabin (campo do Manufatura), na Avenida Suburbana (atual: Av. Dom Hélder Câmara), no Cachambi, na Zona Norte do Rio (RJ), com a participação de quase todos os grêmios filiados. Devido ao grande número jogos, o match final do certame não pode ser concluído.
Embora o adiantado horário dificultasse a realização da partida final, mesmo assim foi a mesma iniciada, tendo antes sido escolhido de comum acordo com o árbitroFelisberto Coelho (FAS).
A pedido do próprio juiz, foi a peleja suspensa por falta de luz, aos dois minutos de jogo, no que concordaram os presidentes dos dois grêmios. Os times formaram assim:
S.C. Mackenzie: Gondim; Ludovico e Monteiro; Valfredo, Edmundo e Jair; Nelson, Lourival, Walter, Eunápio e Plauto.
Manufatura Nacional de Porcelanas: Lino; Dantas e Eudino; Mulato, Bibiano e Ivo; Oscarino, Barroso, Zé Russo, Bianco e Mauro.
UMA SEMANA DEPOIS, O MANUFATURA FICOU COM O TÍTULO
Os 18 minutos finais foram concluídos uma semana depois, na tarde do domingo, às 15 horas, do dia 28 de abril de 1940, no Estádio Klabin (campo do Manufatura), na Avenida Suburbana (atual: Av. Dom Hélder Câmara), no Cachambi, na Zona Norte do Rio (RJ). O jornal ‘O Radical’ assim fez a crônica da peleja:
Afinal, correspondendo a expectativa geral do subúrbio esportivo, a partida final do Torneio Initium da F. A. S., reunindo os esquadrões do Manufactura e do Mackenzie, conseguiu agradar, proporcionando à torcida muito de bom e de atraente.
De facto, forças iguais, disposição igual, os antagonistas que se mediram durante 18 minutos, tudo fizeram como que a salvar a primeira parte do certame que, como se sabe, redundou no maior fracasso possível.
Na peleja, Mackenzie e Manufactura souberam confirmar o que de ambos se esperava. Lutaram ‘palmo a palmo’ pela conquista da vitória. Não pouparam energias. Desdobraram-se a valer. De tudo isso resultou ampla satisfação para o público que, finalmente, pôde viver um espetáculo melhor.
Duas prorrogações
Para que se ateste o quanto foi renhida a luta sustentada pelos dois finalistas do Initium da F. A. S., basta dizer-se que foram precisas duas prorrogações a fim de poder pender para um dos lados a contagem.
O favorecido após essas a duas prorrogações foi o Manufactura que, num golpe de chance, acabou por conquistar o título ambicionado nos instantes da justa. Dois goals e um corner contra um goal e um corner.
A contagem final pela qual o se Manufacturasagrou-se campeão, foi a de dois goals e um corner a contra um goal e um corner. Os esquadrõestiveram a seguinte constituição:
S.C. Mackenzie: Gondim; Ludovico e Monteiro; Valfredo, Edmundo e Jair; Nelson, Lourival, Walter, Eunápio e Plauto.
Manufatura Nacional de Porcelanas: Lino; Dantas e Eudino; Mulato, Bibiano e Ivo; Oscarino, Barroso, Zé Russo, Bianco e Mauro.
Os resultados das provas de 21 de abril, foram os seguintes:
JOGOS
TIMES 1
RES
ULT
ADOS
TIMES 2
CÓRNERES
1° (10 horas)
Confiança
0
X
0
Ideal
1 x 2
2º (10h20min.)
Fundação Nacional
1
X
0
Del Castilho
1 x 1
3º (10h40min.)
Gaúcho
WO
X
–
Eng. de Dentro
____
4° (11 horas)
Parames
0
X
2
Manufatura
1 x 1
5º (11h20min.)
União
WO
X
–
River
____
6° (11h40min.)
Opposição
–
X
WO
Tavares
____
7º (12 horas)
Abolição
–
X
WO
Cisper
____
8º (12h20min)
Mavilis
2
X
0
Casino do Realengo
____
9° (12h40min.)
Adélia
–
X
WO
Argentino
____
10° (13 horas)
Mackenzie
1
X
0
Ideal
____
11º
Fundição Nacional
2
X
0
Gaúcho
2 x 2
12º
Manufatura
2
X
0
União
2 x 0
13º
Tavares
0
X
0
Cisper
3 x 1
14º
Mavilis
1
X
0
Argentino
1 x 1
15º
Mackenzie
1
X
0
Fundição Nacional
____
16º
Tavares
0
X
2
Manufatura
____
17º
Mavilis
0
X
0
Mackenzie
0 x 1
18º
Manufatura
0
X
0
Mackenzie *
0 x 1
* A partida foi interrompia aos 2 minutos de jogo, por falta de luz.
Resultado da grande final, do dia 28 de abril de 1940:
O victorioso team do Djalma Santos Football Club, de Faria Lemos, Minas, composto dos conceituados jogadores Zito, Quindola, Coré, Guilherme, Malinho, Milton Nogueira, Decio (‘Faizão Dourado’), Lessa (1º), Lessa (2º) e Zézinho.
O Jardim Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O ‘Camiseta Azul, da Gávea’ foi Fundado na segunda-feira, do dia 08 de julho de 1907. As cores, no estatuto constam: azulturquesa e branco.
A sua Sede social ficava localizado na Rua Márquez de São Vicente, nº 18, 76 (sobrado) e depois passou para o nº 173, na Gávea, na Zona Sul do Rio/RJ. Já a sua Praça de Esportes ficava na Rua Jardim Botânico, nº 840, no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio/RJ. A distância entre a sede e o campo é de 1,8 km, o que dá cerca de 17 minutos andando(bicicleta cerca de 8 minutos).
Essa distância diminuiu ainda mais em 1928, quando o Jardim inaugurou o seu novo campo situado na Rua Márquez de São Vicente, nº 185 e depois 173, na Gávea, na Zona Sul do Rio/RJ. A partir daí o deslocamento passou a ser de 400 metros(cerca de dois minutos andando).
A sua Sede foi inaugurada no sábado, do dia 21 de agosto de 1926. Além do futebol, também disputava as competições de Ping Pong (atual: tênis de mesa). No salão nobre, o clube realizava bailes, eventos carnavalescos, festas juninas, entre outros.
Campeão de remo? Sim, senhor!
Em dezembro de1919, o Jardim foi campeão nos Segundos e Terceiros Team, pela União das Sociedades do Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas. O Club de Regatas Lage foi o vencedor nos Primeiros Quadros.
Clube ajudou a fundar entidade em 1921
Em junho de 1921, por iniciativa do Jardim FBC foi fundada a Liga União das Sociedades dos Desportos Terrestres da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os primeiros filiados foram: Praia Vermelha Football Club e Sport Humayta Football Club. A Sede ficava localizada na Avenida Doze de Maio, nº 21, na Gávea, na Zona Sul do Rio/RJ.
Em 1925, disputou o Campeonato na Lagoa, organizada pela Federação Brasileira de Desportos Athleticos (FBDA).
Modelo de 1927
Vice-campeão da Sub-Liga da LBD de 1927
Deu entrada na quarta-feira, dia 08 de dezembro de 1926, na secretaria da Liga Brasileira de Desportos (LBD), para se filiar. Dias depois teve a sua filiação aprovada pela LBD.
Na sua 1ª participação na Sub-Liga, da LBD (Liga Brasileira de Desportos), o Jardim foi o campeão do Torneio da Série B. Com isso decidiu o título com o Municipal Football Club, da Rua da America, no bairro de Santo Cristo.
No domingo, do dia 18 de dezembro de 1927, foi decidido o título. Após o 1º tempo equilibrado com vitória apertada de 3 a 2 para o time alviverde, na etapa final, o Municipal voltou melhor e marcou mais dois tentos, decretando um placar de 5 a 2, conquistando o Bicampeonato (1926 e 1927). O Jardim ficou com o vice.
Quatro participações no Campeonato Carioca da 2ª Divisão
O Jardim Foot-Ball Club disputou quatro edições do Campeonato Carioca da 2ª Divisão: 1928 (LBD), 1933 (AMEA – 2º lugar), 1934 (AMEA – 2º lugar) e 1935 (FMD).
Campeão nos Segundos Quadros de 1928
Na tarde de domingo, do dia 16 de dezembro de 1928, foi decidido o título dos Segundos Quadros do Campeonato da 2ª Divisão da LBD, no campo do S. C. Bemfica. De um lado o Marqueza Football Club, campeão da Série A, e do outro o Jardim, campeão da Série B.
Com uma atuação impecável, o Jardim foi superior e venceu sem dificuldades pelo placar de 3 a 0. Com este resultado tornou-se o Jardim Foot-Ball Club se sagrou campeão dos Segundos Quadros da Segundona de 1928.
Filiou-se a AMEA
No sábado, do dia 22 de abril de 1933, a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), concedeu filiação ao Jardim FBC, porém com a obrigação de aumentar o campo com as dimensões legais, e o respectivo nivelamento, bem como cerca-lo seguindo as regras da entidade.
Vice-campeão da Segundona dos 2º Teams e 1933
No domingo, às 14h30min., do dia 31 de dezembro de 1933, o Jardim(campeão da Série Miguel de Pino Machado) e o Sport Club União(campeão da Série João Cantuária) iniciaram a disputa, numa melhor de três, do título do Campeonato Carioca da 2ª Divisão da AMEA, nos Segundos Quadros. A partida foi realizada no Estádio de General Severiano, em Botafogo e teve arbitragem de Waldemar Liotti. No final, melhor para o Jardim, que derrotou o União por 3 a 2.
No 2º jogo, o Anchieta goleou por 5 a 1, levando a decisão para a terceira e última partida. Então, no domingo, dia 14 de janeiro de 1934, da melhor de três, no campo da Portuguesa, decidiram o título! A arbitragem ficou a cargo do sr.Leonardo Teixeira.
Embora se esperasse um jogo difícil, no final tal situação não sucedeu, porque o Sport Club União apresentando uma equipe em melhores condições e mais treinada, venceu o Jardim com relativa facilidade por 7 a 2, conquistando o título de campeão dos Segundos Teams da Segunda Divisão da A. Μ. Ε. Α.
Os gols foram assinalados Hugo e Dozinho, com três tentos cada; e Zeca, com um gol, para o União; enquanto Sebastião e Horácio, de pênalti, fizeram os tentos do Jardim.
União: Brasil; Antônio e Heitor; Titéo, Loli e Laert; Barthô, Armando, Zeca, Hugo e Dozinho.
Jardim: Loma; Ariza e Mauro; Sebastião, Lourival e Júlio; Oswaldo, Adalberto, Horácio, Dutra e Carijó. Reservas: Russo, Gallo, Tote, Maneco e Atanásio.
Final da Segundona dos 1º Quadros de 1933, o Jardim ficou com o vice!
NaSérie Miguel de Pino Machado, oJardimfoi ocampeão. Foram seis jogos e 11 pontos; com cinco vitórias e um empate; marcando 15 gols, sofrendo nove e um saldo positivo de seis.
Os resultados abaixo:
02/07
Jardim FBC
4
X
3
AC Cordovil
Rua Marquês de São Vicente, na Gávea
16/07
Penha AC
2
X
2
Jardim FBC
Rua Cândido Silva, Olaria
30/07
Municipal FC
0
X
1
Jardim FBC
Estrada do Norte, Bonsucesso
13/08
AC Cordovil
2
X
3
Jardim FBC
Rua Oliveira Mello, Cordovil
27/08
Jardim FBC
2
X
0
Municipal FC
Rua Marquês de São Vicente, na Gávea
10/09
Jardim FBC
3
X
2
Penha AC
Rua Marquês de São Vicente, na Gávea
No domingo, às 15h30min., do dia 05 de novembro de 1933, foi realizado o 1º jogo da competição decisiva do Campeonato Carioca da Segunda Divisão da AMEA, entre o Sport Club Anchieta(vencedor da série “João Cantuária) e o Jardim Football Club (campeão da série Miguel de Pino Machado).
A partida foi disputada no campo do C. A. Central (anteriormente o jogo estava marcado para ser realizado no River Football Club), na Rua Adriani, no bairro de Todos os Santos, na Zona Norte do Rio. O árbitro foi o sr. Jayme Guimarães, do Mavilis Football Club. Apesar de importância do jogo, o Anchieta não compareceu e o Jardimvenceu por W.O., somando dois pontos.
Uma semana depois, o segundo jogo, no domingo, às 15h30min., do dia 12 de novembro de 1933, na Av. Pasteur, Praia Vermelha, Urca. Com arbitragem do sr. Oswaldo Travassos Braga, o Anchieta venceu por 2 a 1, obrigando a necessidade do terceiro e último jogo. Os gols foram de Mário para o Jardim; enquanto Jarbas e Archimedes para o Anchieta.
Jardim: Silvino; Carolino e Dantas; Arnaldo, Lourival e Bem-Te-Vi; Nélson, Licínio, Antoniquinho, Onilo e Mário.
Anchieta: Escoteiro; Henrique e Leal; Pedro, Arnaldo e Telephone; João, Jarbas, Gastão, Archimedes e Pinto.
O título foi decidido, na quarta-feira, do dia 15 de novembro de 1933, no Estádio General Severiano, na preliminar do amistoso do Botafogo, que goleou a Seleção Paulista pelo placar de 5 a 1.
Numa partida nervosa e cheia de alternâncias, a sorte caiu para o Anchieta que derrotou o Jardim por 1 a 0, ficando com o título do Campeonato Carioca da 2ª Divisão da AMEA de 1933. O herói da peleja foi o atacante Pinto, autor do gol que deu a vitória ao campeão. Arbitragem foi do sr. Waldemar Rodrigues Gomes.
Anchieta: Escoteiro; Léo e Hermínio; Pedro, Arnaldo e Telephone; João, Jarbas, Gastão, Gradim e Pinto.
Jardim: Silvino; Carolino e Dantas; Arnaldo, Lorico e Bem-Te-Vi; Adalberto, Antoniquinho (Nélson), Oswaldo, Carijó e Mário.
Jardim goleou time invicto, sem dó
No domingo, do dia 07 de outubro de 1934, o Jardim, jogando nos seus domínios, colocou fim a invencibilidade do Brasil Suburbano com uma goleada de 7 a 2. Nos Segundos Quadros outro triunfo do Jardim.
Reorganização do Jardim F. Club
Fazendo parte daAMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), o Jardimtomou importante decisão, na quarta-feira, às 20 horas, do dia 19 de dezembro de 1934, o sr. Ricardo Costa, socio benemérito, grande esforçado pelo Jardim F. C. convocou uma reunião na sede social, com os sócios a fim de ser organizada uma junta para reerguimento do clube, evitando se que o clube fosse extinto.
Atendendo ao apelo do sr. Ricardo Costa, compareceu à reunião um grande número de sócios, organizaram a seguinte junta:
Presidente: Zeniz Cezar da Rosa;
Thesoureiro: Ricardo Costa;
Secretário: Arlindo Cunha;
Procurador: Manoel Baptista.
Ficou resolvido que a partir de Janeiro de 1935, o valor da mensalidade passaria a ser de 3$000 (três mil cruzados), a fim de ser facultado a volta de todos os associados.
Jardim ingressou na FMD, em 1935
Em 1935, disputou o Campeonato da Divisão Intermediária da Federação Metropolitana de Desportos (FMD). Na pratica o Campeonato Carioca da Segunda Divisão. O Jardim F.C. esteve presente no grupo ‘Série Sul’, com os seguintes clubes:
Sport Club Boa Vista (Alto da Boa Vista);
Club Athletico Central (Todos os Santos);
Sport Club Cocotá (Ilha do Governador);
Confiança Athetico Club (Andaraí);
Japohema Football Club (Méier);
Jardim Football Club, (Gávea);
Sport Club Portugal-Brasil (Centro);
River Football Club (Piedade);
Sporting Club do Brasil (Centro);
Viação Excelsior Football Club (São Cristóvão).
Jardim entrou para a ‘Nobre Arte’
Na sexta-feira, do dia 09 de agosto de 1935, a diretoria do Jardim avaliou a ideia de instalar uma seção de boxe e se filiar na Federação Brasileira de Pugilismo.
Títulos conquistados na Associação Carioca de Football
Em 1940, o Jardim se sagrou campeão da Associação Carioca de Football (ACF). Em 1941, ficou com o vice-campeonato com 25 pontos, só atrás do Bandeirantes que foi o campeão com 27 pontos. O clube da Gávea recebeu o troféu “Tudo nos Une”, ofertado pelo Sr. Antônio A. Marques, dono da casa A Nova Lusitânia.
Porém, nos Segundos Quadros e Juvenil, o Jardim ficou com os títulos. No 2º Team, o Jardim com 21 pontos; enquanto o Bandeirantes ficou na 2ª posição com 19 pontos. Já no Juvenil o ‘Camiseta Azul, da Gávea’ levou a taça com 23 pontos, enquanto o Argentino foi o vice com 22 pontos.
Campeão do Torneio Início da AFA
Em 1942, o Jardim mudou de entidade, passando a atuar na Associação de Football de Amadores (AFA). Na primeira aparição, o Jardim foi campeão do Torneio Início da AFA.
Na estreia, bateu o Palestra por 1 a 0, tendo como arbitragem sr. Nelson do Vale. Na fase semifinal, sofreu para eliminar o Nacional. Na prorrogação, após empate em 1 a 1, avançou nos escanteios: 1 a 0. Arbitrouo sr. Raymundo Mello.
Na grande final, a partida terminou empatada sem gols, mas no critério de desempate (nos escanteios), o Jardimbateu oBela Vistapor3 corners contra 1 corner. Oárbitrofoi o sr. João Scaramello.
Um fim silencioso
Na década de 50 e 60, o noticiário em relação ao Jardim eram sobre os eventos sociais, além do campo, sendo alugado para outros clubes, inclusive ao Clube de Regatas Flamengo. Infelizmente, na década de 70, já não foi encontrado mais nada! Mais um clube que desapareceu silenciosamente sem deixar rastros.
Algumas formações:
Time base de 1914 (1º Team): Manoel P.; Medina e Mario; Vicente, Justiniano e Annibal; Manduca, Braga, Pedro, Gildo e Gabriel.
Time base de 1914 (2º Team): Manoel; Felix e Arantes; Francisco, Napoleão e Pinto; Waldemar, Mario, José, Doca e Antônio.
Time base de 1926: Thomaz (Manduca); Gallo (Antonico) e Dantas (logato); Alhô, Nicola e Joaquim (Ernesto); Pahyha, Ajacio, Orlando (Cap.), Gordura e Affonso (Augustinho). Reservas: Lima, Oswaldo, Olicio, Rolla, Mingote e Alcides.
Time base de 1927: Henrique (Manduca); Waldemar (Alvarenga) e Antonico (Silvino); Ernesto (Dantas), Gallo (Juca) e Pahyba (Renato); Jayme (Miguel), Orlando (Pereirinha), Corriol (Avelar ou Rolla), Mendes (Olicio ou Gordura) e Affonso (China ou Dutra). Capitão: Orlando e depois Antonico.
Time base de 1933: Silvino; Carolino e Dantas; Arnaldo, Lorico (Lourival) e Bem-Te-Vi; Dadá (Licínio), Antoniquinho (Nélson), Oswaldo, Carijó (Onilo) e Mário.
Time base de 1935: Silvino; Arnaldo e Dantas (Landislau); Horácio (Elpídio), Álvaro e Bem-Te-Vi; (Dadá), Thomé (Maneco), China (Salles), Júlio (Licínio) e Mário (Oswaldo).
Time base de 1941: Rolando; Walter e Alcy; Lissandro, Amaury e Alberto (Raul); Carlos, Romeu, Neném (Salomão), Moreno e Edgard.
Time base de 1942: Waldyr (Alberto); Alberto (Haroldo) e Zeca (China); Rolando (Walfredo), Tião e Hélio (Russo); Armandinho, Orfeu (Raul), Amaury (Vicente), Renato (Edgard) e Djalma (Joaquim).
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTES: A Noite (RJ) – Beira-Mar: Copacabana, Ipanema, Leme (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial: Diário Illustrado do Rio de Janeiro (RJ) – O Jornal (RJ) – O Paiz (RJ) – Futebol Nacional – Rio Sportivo (RJ)
Fui surpreendido, na manhã deste domingo, com muitos internautas pedindo para que eu fizesse o levantamento desde o primeiro jogo até o último, dos jogos entre o Botafogo e Flamengo, no Estádio Nilton Santos. Missão dada e missão cumprida! Vamos a matéria!
“Caiu, no tapetinho, já era. Aí o bagulho flui à vera”. Certamente, mesmo não sendo botafoguense você já ouviu essa música algumas vezes. Surgiu em 2023 e ganhou força em 2024, quando o Botafogo fez história ao vencer o Brasileirão e a Libertadores.
O responsável pela música foi o Mc Cajá, um dos autores do funk original. O hit dominou as redes sociais e as arquibancadas do estádio Nilton Santos, carinhosamente apelidado de tapetinho, que se refere à grama sintética do estádio, instalada em janeiro de 2024. E a partir daí, o Botafogo se tornou, quase que imbatível nos seus domínios.
E, por falar em mando de campo… O quão é importante o seu time jogar, em casa, diante de um grande rival? Para a maioria esmagadora, certamente a resposta é: muito importante! Porém, como qualquer situação na vida… Há exceções!
Quando o assunto é o “Clássico da Rivalidade”, entre Botafogo e Flamengo, no Estádio Nilton Santos, no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio (RJ), os números deixam claro que o mandante não consegue se impor.
Estádio Nilton Santos, no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio (RJ)
O Botafogo estreou na sua nova casa, no sábado, do dia 30 de junho de 2007, vencendo o Fluminense por 2 a 0, com dois gols do atacante dos ‘Gols Bonitos’: Dodô, que atualmente trabalha como comentarista na TV Record.
Apesar da estreia ter sido em 2007, o Botafogo só foi enfrentar o Rubro-negro , nos seus domínios, apenas dois anos depois. No domingo, do dia 25 de outubro de 2009, o 1º embate terminou com a vitória do Flamengo por 1 a 0. O gol da vitória foi assinalado pelo atacante Adriano Imperador.
Botafogo só venceu quatro dos 27 jogos disputados no Nilton Santos
De lá pra cá, ao todo, foram 27 jogos, com 14 vitórias do Flamengo (51,85%), nove empates (33,33%) e apenas quatro vitórias do Botafogo (14,82). Ao todo, foram 57 gols no “Clássico da Rivalidade”: com o Rubro-negromarcando 35 gols, enquanto o Clube da Estrela Solitáriaassinalou 22 tentos. O Clube da Gávea está com um saldo de gols positivode 13.
Se for somar o percentual do time visitante com as vitórias e empates, o Flamengo tem um aproveitamento de 66,7%. Definitivamente, quando o Botafogo recebe, nos seus domínios, o Flamengo, a preocupação dos seus torcedores é de ‘alta tensão’!
TODOS OS 27 JOGOS (2009 a 2026)
25/01/2009
Botafogo
0
X
1
Flamengo
21/03/2010
Botafogo
2
X
2
Flamengo
02/10/2010
Botafogo
1
X
1
Flamengo
20/02/2011
Botafogo
1
X
1
Flamengo *
10/04/2011
Botafogo
0
X
2
Flamengo
19/06/2011
Botafogo
0
X
0
Flamengo
18/09/2011
Botafogo
1
X
1
Flamengo
05/02/2012
Botafogo
0
X
0
Flamengo
26/08/2012
Botafogo
0
X
0
Flamengo
1º/12/2012
Botafogo
2
X
2
Flamengo
03/03/2013
Botafogo
2
X
0
Flamengo
12/02/2017
Botafogo
1
X
2
Flamengo
16/08/2017
Botafogo
0
X
0
Flamengo
10/09/2017
Botafogo
2
X
0
Flamengo
03/03/2018
Botafogo
0
X
1
Flamengo
10/11/2018
Botafogo
2
X
1
Flamengo
26/01/2019
Botafogo
1
X
2
Flamengo
07/11/2019
Botafogo
0
X
1
Flamengo
05/12/2020
Botafogo
0
X
1
Flamengo
25/03/2021
Botafogo
0
X
2
Flamengo
23/02/2022
Botafogo
1
X
3
Flamengo
28/08/2022
Botafogo
0
X
1
Flamengo
02/09/2023
Botafogo
1
X
2
Flamengo
18/08/2024
Botafogo
4
X
1
Flamengo
15/10/2025
Botafogo
0
X
3
Flamengo
15/02/2026
Botafogo
1
X
2
Flamengo
14/03/2026
Botafogo
0
X
3
Flamengo
* Nos pênaltis, o Rubro-negro venceu por 3 a 1e se classificou para a Final da Taça Guanabara de 2011.
FOTO: Dodoedo
ARTE: desenho dos escudos – Sérgio Mello
FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – O Lance! (RJ) – site Globo Esporte