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Primeira Fase, da 3ª rodada do Brasileirão de 1984 (ficha-técnica): Rio Branco (ES) bate o Cruzeiro (MG), por 3 a 1, em pleno Mineirão

As duas primeiras rodadas, da 1ª fase do Campeonato Brasileiro de 1984, não apresentou surpresas. Contudo, na terceira rodada a história foi outra. No sábado, do dia 4 de fevereiro, o Cruzeiro (MG) recebia o Rio Branco (ES), no Estádio do Mineirão. A princípio um jogo tranquilo. Porém, o jogo foi marcado pelos extremos: o Cruzeiro esteve irreconhecível, enquanto o Rio Branco teve uma atuação destacada, sobretudo, pelo experiente atacante Dé Aranha, então com 34 anos.

O início de jogo, deu a impressão de que seria tranquilo. Afinal, logo aos 11 minutos, o lateral Ademar abriu o placar para o Cruzeiro, marcando o tento após cobrança de penalidade.A partir daí, o Rio Branco partiu para cima e começou a ameaçar a meta de Vitor. E com dois gols de Dé Aranha em dois minutos, o time capixaba virou o jogo, levando a vantagem para o intervalo.

Na etapa final, o Cruzeiro errava muitos passes e parecia nervoso em campo. Já o Rio Branco se defendia bem e chegava com perigo em rápidos contra-ataques. E, num deles, conseguiu marcar o terceiro por intermédio do atacante Arildo. Fim de jogo, e uma merecida vitória do Rio Branco.

A vingança cruzeirense veio no segundo turno, quando goleou o adversário pelo placar de 5 a 1, no Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica (ES). 

CRUZEIRO (MG)

1

X

3

RIO BRANCO (ES)

LOCAL:

Estádio Governador Magalhães Pinto, ‘Mineirão’, em Belo Horizonte (MG)

CARÁTER:

Primeira fase – 3ª Rodada do Campeonato Brasileiro de 1984

DATA:

Sábado, do dia 04 de Fevereiro de 1984

RENDA:

Cr$ 7.207.000,00

PÚBLICO:

7.059 pagantes

ÁRBITRO:

José Renato de Oliveira Fidalgo (SP)

CRUZEIRO:

Vitor; Carlos Alberto (Celso Roberto, 39 do 1º), Evandro, Aílton e Ademar; Douglas, Eduardo e (Edu, 20 do 2º) e Tostão; Carlinhos, Carlos Alberto Seixas e Joãozinho. Técnico: Hilton Chaves

RIO BRANCO:

Zé Carlos; Ademir, Nei, Vantuir e Daniel; Luís Vieira, João Carlos e Paulo Roberto; Vicente (Vítor Capucho, 28 do 2º) Arildo e Dé Aranha. Técnico:Luís Alberto

GOLS:

Ademar, de pênaltis, aos 11 minutos (Cruzeiro); Dé aos 35 e 36 minutos (Rio Branco), no 1º Tempo. Arildo aos 30 minutos (Rio Branco), no 2º Tempo.

FONTE: Revista Placar

Torneio Início Capixaba – Juvenil – 1960

DATA: 01 DE MAIO DE 1960

LOCAL: VITÓRIA – ES

 

1º JOGO

JABAQUARA

1-0

ATLETICO

2º JOGO

RIO BRANCO

0-0

VALERIODOCE (10-8 PEN)

3º JOGO

FERROVIÁRIO

0-0

VITÓRIA (10-8 PEN)

4º JOGO

UNIÃO

1-0

SANTO ANTÔNIO

5º JOGO

CAXIAS

2-1

AMERICANO

 

DATA: 08 DE MAIO DE 1960

LOCAL: VITÓRIA – ES

 

1º JOGO

JABAQUARA

0-0

RIO BRANCO (3-0 PEN)

2º JOGO

UNIÃO

1-0

FERROVIÁRIO

3º JOGO

CAXIAS

0-0

JABAQUARA (3-0 PEN)

4º JOGO

UNIÃO

1-0

CAXIAS

 

CAMPEÃO – UNIÃO ESPORTE CLUBE (VITÓRIA – ES)

 

Fonte: Jornal O Globo, Rio de Janeiro / RJ

CEUNES-ES

Clube Esportivo Universitário do Espírito Santo

Nome : Clube Esportivo Universitário do Espírito Santo Ceunes
Fundação: 29 de outubro de 1974
Local : Vitória-ES

 

Mais conhecido como Ceunes, ou também Universitário, a equipe foi fundada em 1974 por universitários da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), para difundir a pratica do futebol em competições amadoras, disputando o estadual de profissionais no período em que Rômulo Vello Loureiro era o presidente, mas a equipe sempre teve extrema dificuldade para entrar em campo, Rômulo por exemplo acumulava funções no clube, era presidente roupeiro, massagista. Certa vez o Ceunes não tinha nem 11 jogadores para entrar em campo, nisso era verdadeiro cata-cata onde até o médico entrou em campo.

 

Até por isso não se esperava muito da equipe no estadual de 76 o primeiro do Ceunes, talvez por ser totalmente descompromissada com os resultados e sem pressão por resultados a equipe surpreendeu a todos, a equipe universitária foi para o Grupo A ao lado dos grandes, Rio Branco e Vitória, além de Industrial de Linhares e Guarapari.
Eram 2 grupos com 5 equipes passando os 3 melhores de cada grupo para o denominado Torneio dos Vencedores, e o Ceunes deixou Industrial e Guarapari para trás e avançou podendo se gabar de estar no Torneio dos Vencedores logo em seu primeiro ano da elite. Mas os bons resultados acabaram ali, nas 6 partidas do Hexagonal semifinal o Ceunes perdeu todos os jogos acabando com 0 pontos de 12 disputados.

 

Em 1977 no 2º ano de estadual agora o time universitário era mais “manjado”, e de quebra as dificuldades em botar o time em campo seguiam sendo um grande obstáculo. Pensando nessa dificuldade o Ceunes criou uma tática interessante aos olhos dos dirigentes, cada partida um veterano conhecido do futebol capixaba seria “convocado” para jogar e defender as cores da equipe, assim sempre na intenção de chamar mais público para ver o Ceunes jogar, oque ocorria hora no Estádio Salvador Costa do Vitória hora no Campo do Caxias.
Dentro de campo as 14 equipes jogaram em turno único todos contra todos, os oito melhores avançavam a 2ª fase, os demais disputariam uma repescagem que colocaria o líder direto no quadrangular final, ou seja de eliminado na 1ª fase a equipe teria chance até quem sabe de ser campeã estadual…
O Ceunes passou longe de classificar entre os oito, apenas uma única vitória nas 13 partidas, ela aconteceu fora de casa na 3ª rodada em Nova Venécia diante do Leão de São Marcos por 1×0 no Estádio Zenor Pedrosa Rocha em 19 de junho gol de Baiano aos 17 do 2º tempo.
Depois desta vitória o Ceunes não venceu mais, os melhores resultados foram dois empates em 0x0, um com Santos de Barra de São Francisco outro com São Mateus no Sernamby. Após o fim da 1ª fase a equipe acumulou 10 derrotas em 13 jogos, apenas 5 gols marcados e 25 gols sofridos. O Ceunes devido as dificuldades financeiras cada vez maiores abandonou a competição antes do Hexagonal da repescagem começar, depois disso nunca mais voltou a disputar o estadual outra vez.O dia 17 de julho de 1977 é marcado como a última partida do Ceunes no estadual, ela ocorreu em Barra de São Francisco contra o Santos local no Estádio Municipal Joaquim Alves de Souza com placar de 0x0.

 

Uniformes

 

Algumas partidas de 1976

Rio Branco 2×0 Ceunes
Guarapari 0x0 Ceunes
Rio Branco 3×0 Ceunes
Vitória 5×1 Ceunes
Caxias 3×0 Ceunes
Desportiva 3×0 Ceunes
Ceunes 1×2 São Mateus
Vitória 6×1 Ceunes
Rio Branco 5×2 Ceunes

 

Campanha de 1977
Industrial 2×0 Ceunes
Rio Branco 1×0 Ceunes
Guarapari 2×0 Ceunes
São Mateus 0x0 Ceunes
III de Maio 2×0 Ceunes
Veneciano 2×0 Ceunes
Santo Antônio 4×1 Ceunes
Desportiva 1×0 Ceunes
Leão de São Marcos 0x1  Ceunes
Caxias 1×0 Ceunes
Vitória 6×3 Ceunes
Estrela do Norte 4×0  Ceunes
Santos Barra de São Francisco 0x0  Ceunes

 

Rômulo Vello Loureiro

 

Rômulo não só está na história da equipe Universitária como na história da própria Universidade, ele estava presente quando a UFES se tornou realidade no Campus de Goiabeiras.

A baixo um depoimento do  próprio Rômulo no Livro O Jubileu de Ouro da universidade (2004)
“No início do ano de 1961, o Presidente da República, à época Juscelino Kubitschek, como ato derradeiro de seu mandato, federalizou a Universidade do Espírito Santo (UES). No ano subsequente, mais precisamente em 26 de janeiro de 1962, já no governo de João Goulart, o Ministro da Educação e Cultura, ciente de seus méritos como cidadão probo, cultor do Direito, educador e detentor de uma cultura que impressionava a todos, não teve dúvida em escolher e
nomear o Professor Jair Etienne Dessaune para ser o primeiro reitor da Universidade Federal do Espírito Santo.
Apesar de, com tal designação emanada do Governo Federal, haver passado a ser o detentor de tão importante cargo público, o Doutor Jair Dessaune peregrinou, batendo literalmente de porta em porta nos diversos setores da Administração Pública do nosso Estado.
Estava a recrutar servidores cuja conduta e competência funcionais, no trato da coisa pública, ele conhecia de sobejo devido a sua intensa atividade profissional, para exercerem encargos que lhe possibilitassem organizar e por em funcionamento, incontinenti, aquela incipiente Instituição.”
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Campus da UFES
O texto foi para historiar a saga que iniciava-se o ano de 1962, quando Jair Dessaune, como professor-decano da antiga Faculdade de Direito da
Universidade Estadual do Espírito Santo, foi designado pelo Ministro da Educação e Cultura para responder pela reitoria da universidade, com a incumbência de organizar e instalar a nova Instituição Federal de Ensino.
Sem dispor de recursos financeiros e humanos, no dia 7 de março de 1962, Jair Dessaune baixou a Portaria n.º 1-A da Ufes, por meio da qual instalou, a título precário e sem ônus para os cofres públicos, a sede da 1.ª reitoria e o gabinete do reitor na garagem de sua própria residência e no seu escritório, que ficava anexo, na Rua do Rosário, n.º 202, Centro de Vitória, atrás do Teatro Carlos Gomes, entre outras providências que adotou à época. 

Fontes:
https://memoriafutebolcapixaba.blogspot.com.br/