Arquivo da categoria: História do Futebol

Centro Sportivo do Peres (Perez) – Recife (PE): Foto rara de 1921

O Centro Sportivo do Peres (Perez) foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O Viuvinha’ foi Fundado numa terça-feira, do dia 15 de Junho de 1909, com o nome de Tigipió Foot-ball Club, em homenagem ao bairro de Tigipió (atual Tejipió), onde nasceu o Perez. Em 1911, o clube adotou o Centro Sportivo do Peres (Perez).

Nos anos 10, a sua Sede ficava localizado na Rua, 58. Depois passou para o Largo (atual Rua) do Hospício, 779, no Recife. Em 1926, a sua Sede passou para a Rua do Livramento, 65-1. Em 1927, a Sede se transferiu para a Rua Imperatriz, 146/ 2º andar. Na década de 20, a equipe ‘Alvi-Violeta’ treinava no campo João de Barros ou no campo do Torre, no Bairro de Magdalena, na Zona Norte do Recife.

PEREZ AJUDA A FUNDAR A LPDT

Seis anos depois do seu surgimento, no dia 03 de Agosto de 1915, o Centro Sportivo do Peres (Perez) juntamente com o Sport Club Flamengo, João de Barros Foot-Ball Club, Coligação Sportiva Recifense, Santa Cruz Foot-Ball Club e Torre Sport Club, fundaram a Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (L.P.D.T.).

No mesmo ano, o Perez, juntamente com o Santa Cruz, Flamengo, Torre, América e Coligação S.R. entraram para a história ao participar do primeiro Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão.

Ao todo, o clube ‘Alvi-violeta’ participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão em nove oportunidades: 1915 (4º lugar), 1916 (5º lugar), 1917 (5º lugar), 1919 (7º lugar), 1920 (7º lugar), 1921 (7º lugar), 1922 (8º lugar), 1923 (8º lugar) e 1924 (8º lugar).

EXCURSÕES

Na quarta-feira, do dia 07 de setembro de 1921, o Perez viajou até Maceió (AL), onde enfrentou o Clube de Regatas Brasil, conhecido popularmente por CRB. No final, empate em 1 a 1. No confronto dos Segundos Quadros outro empate sem gols.

Numa quarta-feira, do dia 15 de novembro de 1922, o Perez foi convidado para a partida inaugural do Estádio Gustavo PaivaMutange, de propriedade do CSA (Centro Sportivo Alagoano). No final, melhor para o CSA que venceu por 3 a 0, sendo o atacante Odulfo quem fez o primeiro gol no Mutange.

PEREZ ROMPE COM A LPDT

Em 1924, sob a presidência de João Duarte Dias, o Perez, insatisfeito com a LPDT, decidiu abandonar o Estadual daquele ano. Logo em seguida se licenciou. Em 1926, se desfilou da entidade para ingressar na Associação Pernambucana de Esportes Athleticos (APEA), juntamente com o Sport Recife (campeão Estadual pela LPDT em 1925), América Football Club, Palestra Itália Football Club e Israelita Club de Pernambuco. O Viuvinha’ participou da APEA tanto no Torneio Início quanto nas demais competições até desaparecer em definitivo.

Time-base de 1915: Misael; Abelardo e Carlos; Benedicto (capitão), Severino e José; Honório, Rogério, Amaury, Couceiro e Carlos II.

Time-base de 1917: Jacome; Guilherme e Epaminondas; Ferreira, Horácio e Bonine; Eliezer, Ariosto, Berger, Balthazer e Muca.

Time-base de 1918: Zé Macaco; Apolônio e Nilo II; Maxombomba, Cleto e Moreira; Manta, Joel, Jones, Amil (capitão) e Raphal.

Time-base de 1920: Eduardo; Euclydes e Nóbrega (Edesio); Sylcosta, Carneiro (Sá) e Almeida (Manta); Pimentel (Pinto), Mário, Freire (Ozório), Theodorico (Aldo) e Arnaldo.

Time-base de 1921: Costa; Euclydes e Ricardo; Deoclecio, Mario e Sylcosta; Matta, Theo, André, Ernani e Pinto.

Fontes: Jornal A Província – Rsssf BrasilO Feitozense

Inédito!!! Palmeiras Torre Football Club – Recife (PE): 1º Campeão da “Segunda Divisão” Recifense em 1916

O Palmeiras Torre Football Club foi uma agremiação de cidade do Recife (PE). A história deste simpático clube da Zona Norte do Recife, se destaca pelo fato de ter sido o 1º time campeão da Liga Sportiva Metropolitana em 1916. Essa entidade equivalia a Segunda Divisão, sendo criada em 1916, foi a primeira a ser criada, abaixo apenas da Primeira Divisão.      

O “Madeira Rubra” foi Fundado no início de Setembro de 1910. O Palmeiras Torre passou por algumas Sedes: Entre 1916 a 1919, sua Sede e o Campo, ficavam na Rua da Conceição, nº 1 (depois nº 9 e 87), no bairro da Torre, no Recife. Em 1919, se transferiu para a Rua Real, nº 9, no bairro da Torre, no Recife.

A partir de 1925, a sua Sede ficava na Rua D. Manoel da Costa, nº 9, no bairro da Torre, no Recife. Já em 1928, passou para a Rua Seis de Janeiro, s/n, no bairro da Torre, no Recife. A sua Sede em 1929, ficava na Rua Seis de Junho, nº 168, no bairro da Torre, no Recife.

Já os seus campos: entre 1916 a 1920, ficava na Rua da Conceição, nº 1 (depois nº 9 e 87), no bairro da Torre, no Recife. Em 1929, o Estádio ficava na Rua José Bonifácio, s/n, no bairro da Torre, no Recife.

Estrutura futebolística

O “Madeira Rubra” participava nas competições nos Primeiros, Segundos e Terceiros Quadros, além do time infantil. Desde a fundação até 1916, o Palmeiras Torre participou de diversos amistosos e festivais.

Palmeiras Torre ajudou a fundar a Liga Sportiva Metropolitana e Liga Sportiva Suburbana

No sábado, às 19 horas, do dia 27 de Maio de 1916, na do Palmeiras Torre, na Rua da Conceição, nº 1, no bairro da Torre, no Recife, se reuniram dirigentes do Eclair Sport Club, o Aquidaban Sport Club (calção branco, camisa branca e faixa encarnada), Ipyranga Foot-Ball Club e Espinheirense Foot-Ball Club, a fim de fundar a Liga Sportiva Metropolitana (LSM). A Sede e o campo próprio (Stadium Hyppodromo), ficam situados na Rua Nova Feitosa, nº 251, no bairro Feitoza, no Recife.

Após duas temporadas, a entidade realizou uma reunião e decidiu realizar uma reorganização, na noite de sexta-feira, às 19 horas, do dia 04 de Abril de 1918. Assim, o nome foi alterado, passando a se chamar: Liga Sportiva Suburbana (LSS). As cores definidas: amarelo e branco. A Sede e o campo próprio (Stadium Hyppodromo), seguiram os mesmos: Rua Nova Feitosa, nº 251, na Feitoza, no Recife. O 1º presidente foi o Major Carlos Borromeu. Os cinco clubes que se filiaram foram os seguintes (em ordem alfabética):

Eclair Sport Club (bairro do Feitoza);

Elite Football Club (bairro de Boa Vista – amarelo, branco e preto);

Equador Football Club (bairro do Arruda);

Modesto Football Club (bairro de Campo Grande);

Palmeiras Torre Football Club (bairro do Torre);

Royal Sport Club (bairro Recife – alvinegro).

A 1ª rodada, no dia 18 de agosto de 1918, tiveram três jogos: O Eclair venceu o Elite, nos Segundos Quadros, por 3 a 1, mas foi derrotado no 1º Quadros por 2 a 0. O Palmeiras Torre empatou sem gols com o Equador, nos Segundos Quadros, contudo venceu no 1º Quadros por 3 a 1. Porém, essa partida foi anulada pela Liga, pois o “Madeira Rubra” ter incluído um jogador de outra liga.

Por fim, a rodada foi completada na goleada do Modesto em cima do Royal Sport Club pelo placar de 9 a 2. Todos os jogos foram realizados no Stadium Hyppodromo.

No dia 8 de setembro, o Palmeiras Torre bateu o Eclair, duas vezes: nos Segundos Quadros, por 4 a 2, e no 1º Quadros por 7 a 0.

Tricampeão Suburbano

O Palmeiras Torre foi campeão Suburbano em 1916 (Primeiros e Segundos Quadros) e 1917, pela Liga Sportiva Metropolitana (LSM), e depois em 1918, já pela Liga Sportiva Suburbana (LSS). Sendo que esta última, o “Madeira Rubra” se sagrou campeão com apenas uma derrota nos Primeiros Quadros, e também levantou o caneco nos Segundos Quadros, de forma invicta.

Clube da Torre é rejeitado na LPDT

Em fevereiro 1921, solicitou filiação a Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (LPDT). No entanto, a entidade não aceitou, o que gerou desconforto por parte do “Madeira Rubra” que classificou como ‘Humilhação’.

Durante dias esse assunto foi abordado pelo Jornal Pequeno, onde o Palmeiras Torre enviou diversos ofícios pedido explicações a LPDT sobre o fato do clube não ter sido aceito. Porém, sem êxito.

Filiado na ASDT

Fundado em 1929, Associação Suburbana dos Desportos Terrestres (ASDT), o Palmeiras Torre se filiou. A sua 1ª participação aconteceu no Torneio Início, no domingo, às 10h30min., do dia 28 de abril de 1929, no Estádio do América.

Com a presença de 38 equipes, o evento foi dividido em duas datas: 28 e 30 de abril. Na sua estreia, o Palmeiras Torre passou pelo Modesto Football Club, por 2 escanteios.

Definidos os 19 times, aconteceu a segunda fase, na terça-feira, às 10 horas, do dia 30 de abril de 1929, no Estádio do América. Nessa fase, o Palmeiras Torre acabou caindo para o Nacional por um escanteio. Na final, o Atheniense empatou 1 a 1, mas bateu o Nacional, por um escanteio a zero. 

Palmeiras Torre é reorganizado em 1932

O clube disputou as competições organizadas pela ASDT, nos anos de 1929, 1930 e 1931. Os insucessos resultaram num desgaste na diretoria, o que gerou uma reorganização na terça-feira, do dia 1º de março de 1932.    

Após uma reunião de associados e admiradores, foi definida a nova diretoria, tendo Raphael Perruci como presidente; Antônio Leitão (secretário); João S. Dias (tesoureiro); Hibernon Borba (orador); Benedicto Costa (director-technico).

O Palmeiras Torre retornou as disputas futebolísticas, onde disputou o Campeonato da 2ª Divisão da Associação Suburbana dos Desportos Terrestres (ASDT), nos anos de 1932 e 1933. A partir daí, o clube desaparece dos noticiários, deixando um vazio no coração suburbano recifense.  

Algumas formações:

Time-base de 1913: Mario Cunha; João Lopes (Carlos Moraes) e H. Andrade (P. Pereira); José de Mattos, A. Souza, A. Portella (A. Reis) e G. Gusmão; A. Carvalho, J. Leal, J. Menor, P. Guimarães e A. Mello (P. Moreira).

Time-base de 1914: Mario Cunha; João Lopes e Antonio Rodrigues; José de Mattos (Augusto), Franco Correia e Carlos Moraes; Amaro, Luiz (Luiz Couto), Julio Leal, Amaro Carvalho (Lauriano Oliveira) e Severino de Mattos (Alfredo).

Time-base de 1915: Mario Cunha; João Lopes e Antonio Rodrigues; Carlos Moraes, A. Souza e José de Mattos (Lopes II); F. Correia (Leal II), Luiz Couto (Hermínio), Amaro Carvalho (Luiz Couto), Julio Leal (Joventino) e J. Menor (Miguel).

Time-base de 1916: Mario Cunha; Rodrigues e Wanderley; Mattos, Lopes e Souza; Ferreira, Couto, Julio (Cap.), Carvalho e J. Menor.

Time-base de 1917: Mario Cunha; José Ribeiro e J. Lopes; Daniel, L. Couto (Amaro Wanderley) e J. Mattos; J. Alves, Carvalho (Cap.), J. Lopes (A. Souza), M. Ferreira e A. Clotes.

Time-base de 1918: Mario Cunha (Nô); J. Ribeiro (Ayres) e Daniel (Geraldo); Wanderley, J. Lopes (Mattos) e Alfredinho (Souza); Portella (Annibal), J. Alves, Amaro Carvalho (Cap.), M. Ferreira, Filuca (Lulu) e Clotes (Thiago).

Time-base de 1919: Nô; José Ribeiro e João Constantino (Alves); Ivaldo (Alfredo), Pereira (Wanderley) e Tarquino (Mattos); Annibal (Portella), Carvalho (Cap.), Scarrone I (M. Ferreira), Scarrone II (Geraldo) e Filuca.

Time-base de 1920: Nô; José Ribeiro e João Constantino; Mattos, Filuca e Geraldo; Alves, Carvalho (Cap.), Henrique, M. Ferreira e Severiano.

Time-base de 1921: Nô; José Ribeiro e Bianco; João Constantino, Raphael e Filuca; J. Alves, Carvalho (Cap.), Henrique, M. Ferreira e Santos.

Escudo, bandeira e uniforme redesenhados: por Sérgio Mello

FONTES: Vida Sportiva – Diário de Pernambuco (PE) – A Província (PE) – Jornal Pequeno (PE) – Jornal de Recife (PE)Arquivo pessoal

Brejuí Esporte Clube – Currais Novos (RN): Fundado em 1949, por um dos homens mais ricos do país!

O Brejuí Esporte Clube foi uma agremiação do Município de Currais Novos (RN). Os “Gaviões de Brejuí” foi Fundado no Sábado, do dia 22 de Janeiro de 1949, pelo dono da empresa Mina Brejuí (iniciou as suas atividades em 1943, mas apenas em 1954, foi constituída empresa com o nome de Mineração Tomaz Salustino S/A), o desembargador Tomaz Salustino Gomes de Melo.

A diretoria era composta por grandes figuras da mineradora como Paulo Dutra, Mário Moacir Porto, Alfredo Luiz de Souza, entre outros. As suas cores: azul marinho, branco e vermelho. A equipe mandava os seus jogos no Estádio Tomaz Salustino (inaugurado no dia 06 de Setembro de 1949), em Currais Novos.

O embrião para a criação do clube surgiu dois meses antes

No domingo, do dia 14 de novembro de 1948, a Minas São Francisco, de propriedade do Sr. João Galdino de Alencar recebeu a Mina Brejuí, do Sr. Tomaz Salustino.

Os times formados por funcionários das empresas se enfrentaram e o São Francisco goleou por 5 a 0. Gols de Xavier, três vezes; Pedro Humberto e Expedito, um tento cada. Apesar do placar elástico, o Sr. Tomaz Salustino não desanimou e dois meses depois fundou o Brejuí Esporte Clube.

Brejuí ajudou a fundar a LCD, em 1949

Após fundar o clube, o Sr. Tomaz Salustino foi peça importante para organizar e ajudar a criar na quarta-feira, do dia 16 de Março de 1949, a Liga Curraisnovense de Desportos (LCD), que teve a presença de quatro clubes: Brejuí Esporte Clube, Seridó Esporte Clube, São Francisco Futebol Clube e Potiguar Esporte Clube.   

A diretoria de honra da LCD tinha: o desembargador Tomaz Salustino Gomes de Melo, Sr. João Galdino de Alencar e Coronel Aproniano Pereira. O 1º Presidente foi Wladimir Limeira.

Esta liga existiu até os anos 70, quando a entidade foi reorganizada e Fundada no dia 1º de Janeiro de 1974, com o nome de Liga Desportiva Curraisnovense (LDC), nas cores azul e branca.

O “Pequeno Gigante”

A história do Brejuí poderia ser resumida na seguinte frase: “O time amador mais profissional do Brasil“. Na época era o melhor futebol do interior do Rio Grande do Norte, pagando salário bem superior ao do time paraibano. É bom lembrar que naquele tempo jogador de futebol profissional, ganhava muito pouco, o Brejuí oferecia três vezes mais.

Desta forma o Brejuí Esporte Clube era uma potência no futebol do Rio Grande do Norte, seu presidente e patrocinador o saudoso Tomaz Salustino, fanático pelo futebol, dono da Mina Brejuí (Até hoje a maior Mina de Scheelita da América Latina), homem mais rico do estado e um dos mais ricos do Brasil, não media esforços.

Contratava quem ele quisesse. Mandava trazer das cidades vizinhas e até da Paraíba jogadores famosos para defender as cores do Brejuí. Uma boa história para ilustrar isso, aconteceu após a equipe ter perdido um jogo importante.

Então, o Dr. Tomaz Salustino não gostou e perguntou ao então treinador da equipe, “Seu Binoca”, o que estava acontecendo?

O treinador respondeu: “Está faltando um grande goleiro e um zagueiro”. Então Dr. Tomaz indagou: “Você sabe onde encontrá-los?”. Seu Binoca rebateu: “Sim, Didier e Kelé, do Treze de Campina Grande”. 

Era uma segunda-feira, Dr. Tomaz Salustino disse pra Seu Binoca: “Amanhã você vai acertar com os dois jogadores”. Na quarta-feira, Didier e Kelé estavam na Mina Brejuí.

Um detalhe: O zagueiro Kelé veio do Sport Clube Bahia e estava no Treze apenas um ano. No mesmo período o Brejuí contratou o fenomenal Piloto, seleção do Rio Grande do Norte e só não foi para o Flamengo/RJ porque não quis.

O atacante Dequinha tentou levá-lo para o time carioca várias vezes. Com Didier, Kelé e Piloto, o Brejuí conquistou quase todas as competições que disputou, inclusive o time era constantemente convidado para participar de importantes torneios em João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Patos (PB), Guarabira (PB) e Mossoró (RN).

1º amistoso nacional: Brejuí x Treze (PB)

Na quinta-feira, do dia 15 de Novembro de 1951, às 16 horas, o Brejuí enfrentou, em amistoso, o poderoso Treze, de Campina Grande (PB). Num jogo empolgante o “Galo da Borburema” venceu, de virada, por 2 a 1, no Estádio Tomaz Salustino, em Currais Novos.

O jogo começou a todo vapor, com os dois times buscando o gol. Aos 20 minutos, o Brejuí arranca num contra-ataque com Piloto. Este dá passe para Moisés que avança pela ponta direita e entrada da área e solta a bomba, sem chances para o goleiro Harri Carey, abrindo o placar.

Aos 28 minutos, o treinador do Treze sacou Araújo e colocou no seu lugar 58. A mudança surtiu resultado e aos 35 minutos, chegou ao empate. Zequinha centrou na área. O goleiro Gordo falhou e Rozendo aproveitou para empurrar a bola para o fundo das redes.

Aos 43 minutos, o Treze virou o marcador. A defesa bobeou e 58 invadiu a área e fuzilou o goleiro Gordo. Na etapa final, o Brejuí voltou disposto a empatar. Com amplo domínio, foi criando uma chance atrás da outra, mas aí surgiu o goleiro Harri Carey, praticando uma defesa mais difícil do que a outra.

Terminando a partida com 2 a 1 a favor do Treze.

Brejuí: Gordo; Binoca e Maçaroca; Chaguinha, Zé Carvalho e Doca; Moisés, Petit, Sida (Americano), Piloto e Luiz (Solon).    

Treze: Harri Carey; Kelé e Felix; Alagoano, Edinho e Zé Pequeno; Zequinha (Amauri), Mario, Araujo (58), Ruivo e Rozendo.

Melhor de três contra o Internacional de Natal

Foto de 1971

No domingo, do dia 08 de Junho de 1952, o Brejuí goleou o Sport Club Internacional, de Natal, pelo placar de 6 a 1, em Currais Novos. As duas equipes se enfrentariam numa melhor de três jogos para definir quem ficaria com o “Troféu Desembargador Tomaz Salustino“.

A equipe grená que disputava o Campeonato Potiguar da 2ª Divisão daquele ano, saiu de Natal, um dia antes (sábado), às 17 horas, chegando pouco depois de uma hora da madrugada, sendo recebido por membros da diretoria do Brejuí Esporte Clube. A delegação do Inter de Natal ficou hospedado no Grande Hotel, situado na grande cidade de Seridó.

Sob as ordens  do árbitro José Bezerra, a partida começou às 15h45min., com o Brejuí tomando a iniciativa do jogo. Aos poucos a equipe grená conseguiu equilibrar a peleja. Mas foi o time local que abriu o marcador. Piloto deu passe para Tico, que cruzou para a extrema direita, onde estava Toinho. Este acossado por Eliezer, levou vantagem e chutou de forma inapelável, sem chances para o goleiro Zé Silva, levando para o intervalo a vantagem para o Brejuí

Na etapa complementar, com um certo equilibro de parte a parte até que um pênalti de Dromé, a favor dos donos da casa, veio a influir decisivamente na produção do Inter de Natal. O atacante Tico cobrou com classe, ampliando o marcador para o Brejuí.  

A partir daí a equipe grená sentiu o golpe e se tornou presa fácil. Assim, o Brejuí marcou mais quatro tentos: Tico marcou mais dois gols (num total de três), Gena e 58 completaram o placar. Mota marcou o tento de honra para o Inter de Natal.

Brejuí: Didié; Zito e Kelé; Zé Carvalho, Doca e Maçaroca; Toinho, Gena, Tico, Piloto e Moisés (58). Técnico: Seu Binoca.

Inter de Natal: Zé Silva; Joca e Eliezer (Dromé, depois Ivan); Luzan, Amauri (Gilvandro, depois Luzan), Mota, Aurino, Béu (Barros Lima), Djalma e Paulomar (Ninil, depois Béu). Técnico: Chagas de Souza.

Inter de Natal goleia e deixa tudo igual

O 2º jogo, aconteceu na tarde de domingo, do dia 27 de Julho de 1952, em Currais Novos. O Brejuí precisava de um simples empate para ficar com a taça. No entanto, O Inter de Natal jogou com autoridade e goleou por 4 a 1, levando a disputa pela taça para o terceiro e último jogo.

Novamente sob a arbitragem do Dr. José Bezerra, deu início a peleja às 15h55min. Os “Gaviões de Brejuí” começaram a todo vapor e logo aos sete minutos, abriram o placar por intermédio de Toinho.

Ao contrário do último jogo, o gol não abalou o Inter de Natal, que cresceu na partida e chegou ao empate aos 14 minutos. Após passe de Béu na medida para Gilvandro, que driblou Zezinho e chutou forte, vencendo a meta de Didié.

A virada aconteceu aos 38 minutos, quando num ataque coordenado a bola chegou par Mota que finalizou com categoria, deixando os visitantes em vantagem.

No segundo tempo, o Inter de Natal seguiu se impondo até aos 14 minutos, aumentar o placar, por intermédio de Gilvandro. O golpe de misericórdia veio aos 31 minutos. O zagueiro Kelé entrou forte em Gilvan, dentro da área. Pênalti, que o próprio Gilvan cobrou com categoria, transformando a vitória em goleada. Aos 42 minutos, Maçarocaperdeu a cabeça” e tentou atingir Gilvan com um pontapé. O árbitro não titubeou e expulsou o meia do Brejuí, terminando a partida com um jogador a menos. 

 Brejuí: Didié; Zezinho e Kelé (Doca); Chaguinha, Zé Carvalho e Maçaroca; Helio, Toinho, Piloto, Moisés e Dinorah. Técnico: Seu Binoca.

Inter de Natal: Zé Silva; Dico e Cuica; Ney (Wallace), Djalma e Luzan; Mota, Aurino, Gilvan, Gilvandro e Béu. Técnico: Chagas de Souza.

Brejuí vence e fica com a taça

A 3ª e última peleja aconteceu, na tarde de domingo, do dia 14 de dezembro de 1952, o Brejuí Esporte Clube bateu o Sport Club Internacional de Natal, por 3 a 1, em Currais Novos, ficando em posse do “Troféu Desembargador Tomaz Salustino“. O árbitro da partida foi o Dr. José Bezerra.

O Brejuí abriu o placar aos 10 minutos, por intermédio de Gilvan. Aos 20 minutos, Gena ampliou para os donos da casa. Porém, aos 35 minutos, Mota diminuiu o placar, colocando mais emoção para a etapa complementar.

No segundo tempo, o jogo foi equilibrado, mas após uma jogada infeliz de Luzan, Gena arrancou em velocidade e fuzilou o arqueiro Edson, dando números finais a peleja!

Brejuí: Didié; Kelé e Cuica; Doca, Zé Carvalho e Dico; Moisés, Gena, Tico, Gilvan e Pernambuco (Toinho). Técnico: Seu Binoca.

Inter de Natal: Edson; Djalma e Joca; Valdetário, Josebias e Luzan; Mota, Bira, Abel, Dedé e Béu. Técnico: Chagas de Souza.

Em 1957, Inauguração do Estádio Municipal

A partida entre o ABC de Natal (RN) e o Sport Club do Recife (PE), marcou a inauguração do Estádio Municipal, em Currais Novos. A partida aconteceu, às 16 horas, no Domingo, do dia 06 de Janeiro de 1957.

Graças ao arrojo e boa vontade do Dr. Silvio Salustino foi construído o estádio. No final, numa partida de oito gols, o Sport do Recife venceu o ABC, pelo placar de 5 a 3, ficando com a Taça Mina Brejuí, ofertada pela Mineração Tomaz Salustino S.A. A partida gerou uma renda de 56.030 cruzeiros. Na preliminar, o Currais Novos Esporte Clube goleou por 5 a 0, o Caicó.  

O Brejuí Esporte Clube se sagrou Bicampeão do Campeonato Citadino de Currais Novos, em 1956 e 1957.

Declínio acontece na década de 60

Depois que Dr. Tomaz morreu, em 30 de Junho de 1963, aos 83 anos, o Brejuí começou a cair de produção, o time continuou forte, porém sem o brilho de antes. Didier e Kelé foram efetivados como funcionários da Mineração Tomaz Salustino S/A, detentora da Mina Brejuí.

Didier deixou o futebol no começo dos anos 70, foi motorista da empresa, montou um Bar lá mesmo na Mina Brejuí e deixou a Mineração na década de 80. Em Currais Novos, instalou um Mercadinho em sua residência e continuou como motorista, desta feita a serviço dos Postos Toscano, de Siderley Meneses até 2003.

No entanto, apesar de ter perdido a força, o Brejuí Esporte Clube seguiu nas décadas seguintes participando do Campeonato Citadino de Currais Novos, sempre entre os grandes favoritos ao título.

Brejuí venceu o América de Natal

Na segunda-feira, do dia 06 de Setembro de 1971, o Brejuí venceu, em amistoso, o América de Natal, por 1 a 0, em Currais Novos. A partida, que fez parte dos festejos pelo ‘dia do mineiro’, foi realizado na própria Mina Brejuí, uma promoção da Mineração Tomaz Salustino.

Quem foi o Sr. Tomaz Salustino?

O Sr. Tomaz Salustino Gomes de Melo, nasceu no sítio Alívio, no município de Acari (RN), no dia 06 de Setembro de 1880. Representou os municípios de Currais Novos e Florânia, em três legislaturas, além de ter sido deputado estadual na Constituinte de 1915, que reformou a Constituição Estadual do Rio Grande do Norte.

Primeiro Juiz de Direito designado para a comarca de Currais Novos, nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça do RN em 1940. Exerceu o cargo de Vice-Governador do Rio Grande do Norte, em 1947.

Tomaz Salustino foi um dos maiores realizadores de sua época no Rio Grande do Norte e do Nordeste, um verdadeiro visionário. Foi o responsável pela construção nas comunicações Campo de Pouso em 1946, e um outro campo de pouso  em 1954.

Sem falar na Rádio Brejuí Ltda., Teatro Desembargador Tomaz Salustino, Tungstênio Hotel erguido em 1953, Agência Banco do Brasil S/A, Capela de Santa Tereza, Grupo Escolar Manoel Salustino, Posto de Puericultura, todos na década de 50. Faleceu, no dia 30 de junho de 1963, em Natal.

Algumas formações:

Time base de 1949: Moacir (Gegê); Nicolau e Tinteiro; Maçaroca (Carvalho), Doca (Zé Lindolfo) e Garimpeiro (Eugênio); Geraldo (Mel), Jaime (Cazuza), Gena (Manequim), Fantasma e Xixico.

Time base de 1950: Moacir; Binoca e Cenema; Carvalho, Doca e Maçaroca; Dedé, Toinho, Piloto, Chaguinha e Ranulfo.

Time base de 1951: Gordo (Caruá); Binoca e Maçaroca; Chaguinha, Zé Carvalho e Doca; Moisés, Petit (Toinho), Sida (Americano), Piloto e Luiz (Solon).

Time base de 1952: Didié (Etinha); Kelé (Binoca) e Maçaroca; Chico (Gazeta), Carvalho e Doca (Gena); Tavuga (Toinho), Chaguinha (Raimundo Cruz), 58 (Solon), Moisés (Baiano) e Bidorá (Tico).

Colaborou: Adeilton Alves

Desenho do escudo e uniforme: Sérgio Mello

FONTES: A Cigarra (SP) -Site Mina Brejuí -Ricardo Morais Zip.Net – Blog Escrete de Ouro (Currais Novos/RN) – Luiz Sátiro de Matos – Diário de Natal (RN) – A Ordem (RN)

Centro Esportivo Açuense – Município de Assu (RN): Fundado na década 40

O Centro Esportivo Açuense foi uma agremiação do Município de Assu (RN). O rubro-negro assuense ou CEA foi Fundado na década 40, pelo prefeito da época de Assu, Sr. Arcelino Costa Leitão (que depois foi presidente do Fortaleza-CE).

Durante a sua existência há registros de jogos contra grandes do futebol nordestino: ABC de Natal (três jogos), América de Natal (dois jogos), Fortaleza-CE, Caicó Esporte Clube e Cruzeiro de Macaíba (um encontro).

Inauguração do 1º Estádio de Assu, e goleada em cima do Caicó E.C.

O Estádio Senador João Câmara, no município de Assu, foi inaugurado na tarde de sábado, às 16 horas, do dia 19 de Novembro de 1949. A partida entre Centro Esportivo Açuense e Caicó Esporte Clube, da cidade de Caicó, marcou a estreia do campo.

Com uma Renda de 10 mil cruzeiros, o Açuense goleou o Caicó pelo placar de 5 a 0. Uma curiosidade sobre a peleja, é que a partida foi transmitida para Assu, pela rede de auto-falantes da amplificadora “Voz do Município“.

Açuense enfrentou o ABC, em Natal

Na tarde de domingo, do dia 13 de Agosto de 1950, o ABC bateu o Açuense por 4 a 2, no Estádio Juvenal Lamartine, na Avenida Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, em Natal.

Os ingressos foram vendidos a 15 cruzeiros (arquibancada) e 10 cruzeiros (populares) e três cruzeiros (Geral). O atacante Jorginho abriu o placar para o ABC aos 14 minutos. Lino empatou para os assuenses aos 24 minutos. Porém, Paulo Isidro voltou a colocar o alvinegro em vantagem aos 42 minutos do 1º tempo.

Na etapa final, Paulo Isidro ampliou logo aos 2 minutos e Albano transformou em goleada aos 15 minutos. O atacante Valdir diminuiu aos 30 minutos, dando números finais ao jogo.

ABC de Natal          4          x          2          AÇUENSE

LOCALEstádio Juvenal Lamartine, na Av. Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, em Natal
CARÁTERAmistoso estadual
DATADomingo, do dia 13 de Agosto de 1950
RENDA6.546 cruzeiros
ÁBITROJoão Bezerra Lira
AUXLIARESSilva e Argemiro Bertino
ABC Zome; Toré e Paulo; Romão, Gonzaga e Dico; Pageu (Caveirinha e depois Zé Domingos), Jorginho, Gonçalves, Albano e Paulo Isidro.
AÇUENSEManinho; Dedito e Regalado (Baiano); Carmelito, Edson e Melado; Lino (Mundoca), João de “Seu Né”, Cachorrinho (Neném), Mundoca (Cachorrinho) e Valdir.
GOLSJorginho aos 14 minutos (ABC); Lino aos 24 minutos (Açuense); Paulo Isidro aos 42 minutos (ABC); no 1º tempo. Paulo Isidro aos dois minutos (ABC); Albano aos 15 minutos (ABC); Valdir aos 30 minutos (Açuense), no 2º tempo.

Amistoso em Assu, diante do ABC de Natal

No domingo, do dia 14 de Janeiro de 1951, O Açuense foi derrotado pelo ABC de Natal por 2 a 0, no Estádio Senador João Câmara, em Assu. Os gols saíram no segundo tempo. Paraíba de pênalti, abriu o placar para os visitantes aos 32 minutos. Depois, novamente Paraíba aproveitando um cruzamento da direita marcou de cabeça, o último gol do jogo. Claudionor Pacheco, o Nono foi o árbitro.

Excursão à Natal para enfrentar América e ABC

Na noite de sábado, do dia 26 de Maio de 1951, o ABC recebeu e venceu o Açuense por 3 a 0, no Estádio Juvenal Lamartine, na Avenida Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, em Natal. Os gols foram de Jorginho aos 6 minutos no primeiro tempo; de novo, Jorginho aos 7 minutos e Tidão aos 27 minutos do segundo tempo.

ABC de Natal          3          x          0          AÇUENSE

LOCALEstádio Juvenal Lamartine, na Av. Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, em Natal
CARÁTERAmistoso estadual
DATASábado, do dia 26 de Maio de 1951
RENDANão divulgado
ÁBITROFrancisco Lamas
AUXLIARESEdval Cavalcanti e Geraldo Cabral
ABC Ribamar; Dico e Romão; Arlindo, Toré e Gonzaga; Albano (Cachorinho), Jorginho, Tidão (Gonçalves), Tico (Albano) e Paulo Isidro.
AÇUENSEJairo; Mimi e Saraiva; Zezinho, Edson (Piolho) e Zé de Zezinho (Edson); Mundoca (Lino), João de “Seu Né”, Juarez, Piolho (Zé de Zezinho) e Valdir.
GOLSJorginho aos seis minutos (ABC); no 1º tempo. Jorginho aos sete minutos (ABC); Tidão aos 27 minutos (ABC), no 2º tempo.

Na noite de segunda-feira, do dia 28 de Maio de 1951, o América venceu o Açuense por 3 a 1, no Estádio Juvenal Lamartine, na Avenida Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, em Natal.

No 1º tempo, Franklin, de cabeça, deixou o Mecão em vantagem aos 30 minutos. Na etapa final, Pernambuco ampliou aos 9 minutos. Dois minutos depois, Melado diminuiu para Açuense. Mas aos 15 minutos,  Franklin deu números finais a peleja.

América de Natal   3          x          1          AÇUENSE

LOCALEstádio Juvenal Lamartine, na Av. Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, em Natal
CARÁTERAmistoso estadual
DATASegunda-feira, do dia 28 de Maio de 1951
RENDANão divulgado
ÁBITROEugenio Silva
América Gerim; Artemio e Barbosa; Ozi, Pretinha e Ernani; Gilvan, Diebe, Franklin, Pernambuco (Tido) e Gilvandro.
AÇUENSEJairo; Mimi e Saraiva; Zé de Zezinho, Edson (Carlos) e Dedito; Bira (Mundoca e depois Lino), Melado (Seu Né), Juarez, Piolho e Valdir.
GOLSFranklin aos 30 minutos (América); no 1º tempo. Pernambuco aos 9 minutos (América); Melado aos 11 minutos (Açuense); Franklin aos 15 minutos (América), no 2º tempo.  

Após a excursão, o ABC de Natal acabou contratando o atacante Juarez, enquanto o Santa Cruz, também da capital potiguar contratou o goleiro Jairo, ambos do Açuense.

Açuense bate o América de Natal

Na tarde de domingo, do dia 09 de Setembro de 1951, o Açuense recebeu o América de Natal, e devolveu o placar, vencendo por 3 a 1, no Estádio Senador João Câmara, no município de Assu.

Em jogo de seis gols, Açuense e Fortaleza (CE) empatam

Uma das partidas mais sensacionais aconteceu no domingo, 16 de novembro de 1952, quando o Açuense empatou em 3 a 3 com o Fortaleza, o famoso tricolor da capital cearense. O embate ocorreu no Estádio Senador João Câmara, assim denominado em homenagem ao político norte norte-rio-grandense morto quatro anos antes.

Certamente o jogo do CEA com o Leão do Pici teve o endosso do paraibano radicado em Assu, Arcelino Costa Leitão, que, na época, chegou a presidente do clube da capital do Ceará, e, nos anos 60, prefeito no município açuense.

O jogo foi noticiado, sem mais detalhes (exceto placar, data e local) no jornal diário vespertino católico A Ordem, na página 3, edição da segunda-feira. Em meio ao informe do ‘Domingo esportivo – Os jogos disputados no Brasil’.

Inauguração do Estádio Dr. José Jorge Maciel, em Macaíba

O Açuense fez parte dos festejos da inauguração do Estádio do Cruzeiro Futebol Clube, da cidade de Macaíba (RN). Após ter sido derrotado duas vezes pelo rubro-negro assuense, a diretoria do Cruzeiro escolheu o adversário para inaugurar no domingo, do dia 6 de dezembro de 1953, às 15h30min.,e tentar uma revanche. Infelizmente, o resultado não foi noticiado.

Curiosidades: Décadas depois, o Estádio Senador João Câmara foi demolido para assentar a antiga CIBRAZEN, atual CONAB. No local, além de casas residências, foram erguidas lojas comerciais. Outro aspecto interessante é que o Estádio Senador João Câmara foi o 1º campo de futebol em Assu.

Colaborou: Adeilton Alves

FONTES: Blog Tatutom Sports – A Ordem (RN) – Diário de Natal (RN) – Blog Assu na Ponta da Língua – Jornal da Grande Natal

Esporte Clube Hervalense – Herval D’Oeste (SC): Três participações na Elite Catarinense, na década de 60

O Esporte Clube Hervalense foi uma agremiação do Município de Herval D’Oeste (SC). A localidade foi fundada no dia 30 de dezembro de 1953, e, está situada a 414 km da capital (Florianópolis). A sua população é de 21.233 habitantes, segundo o censo do IBGE/2010

Liga Esportiva do Oeste Catarinense de 1960

O clube foi Fundado nos anos 30, com o nome de Sport Club Hervalense. As suas cores: preto e amarelo. Em 1960, terminou na 3ª colocação a Liga Esportiva do Oeste Catarinense. O torneio contou com quatro equipes: Grêmio Esportivo Comercial, Cruzeiro Atlético Clube, Hervalense e Juventus Futebol Clube, de Tangará.

O Hervalense liderava desde o início, mas na última rodada, acabou perdendo para Comercial, que acabou ficando com o título. Dos 12 jogos, foram realizados nove, uma vez que o Juventus não compareceu em três, sendo duas vezes diante do Cruzeiro Atlético Clube. Ao todo foram assinalados 31 gols, o que deu uma média de 3,4 gols por partida.

O melhor ataque foi do Hervalense com 13 gols e que também teve o artilheiro do certame: o atacante Sadí, que marcou cinco gols. Já o Juventus foi o pior ataque com quatro tentos e também a defesa mais vazada com 11.

Já o Comercial ficou com a defesa mais eficiente com apenas cinco gols sofridos. Aconteceram cinco expulsões: Márcio (Juventus); Celso, Moacir e Sadí (Hervalense); Getulio (Comercial).

Na arbitragem quem mais apitou foram Raul Ferrari e Waldemar Menegoto, com quatro jogos cada. Já Silvio (Juventus) foi o único a marcar um gol contra durante a Liga Esportiva do Oeste Catarinense.

A Classificação final ficou assim: 1º lugar, Comercial com três pontos perdidos; 2º lugar, Cruzeiro Atlético Clube com quatro pontos perdidos; 3º lugar, Hervalense com cinco pontos perdidos; 4º lugar, Juventus com dez pontos perdidos.

Participações na Elite Catarinense

O Hervalense disputou o Campeonato Catarinense da 1ª Divisão, em três oportunidades: 1962, 1964 e 1965. Durante esse período, o time travou grandes duelos contra as equipes joaçabenses. E, contavs com grandes jogadores como: Melsi, Charuto, Cachorro, Pittol, Severo, Canofre, Marlos, entre outros.

Título

EM PÉ (esquerda para a direita): Lucio, Mario Pittol, Nereu Damer, Aderbal Vermelho, Marlos de Souza e Paulinho Peres;
AGACHADOS (esquerda para a direita):  Melsi, Moreira, Ceconello, Sergio Severo e Charuto.

O Hervalense se sagrou campeão do Torneio Início da Liga de Joaçabense de Futebol de 1961. A competição contou com a participação de três equipes: Cruzeiro Atlético Clube, Grêmio Esportivo Comercial e Hervalense.

Colaborou: Rodrigo S. Oliveira

FONTES: Centenário do Município de Joaçaba – Página no Facebook “Antigamente Joaçaba – SC” – O Estado de Florianópolis (SC)

Palmeiras Futebol Clube – Mossoró (RN): Fundado em 1920

O Palmeiras Futebol Clube foi uma agremiação do Município de Mossoró (RN). O Alviverde do bairro Paredões foi Fundado em 1920, pelos irmãos Miguel Joaquim de Souza, Totonho Joaquim, José Joaquim, aliados aos desportistas Francisco Borges, Tibério Bulamarqui (foi o 1º Presidente), Raimundo Nonato da Silva, Major Higino e João do preso.

À época, os clubes representavam os principais bairros mossoroenses, cabendo ao Alviverde a responsabilidade de levar para as quatro linhasdo Stadium Mossoró Limitada, o que existia de melhor no populoso bairro Paredões, onde ficava a sua Sede.

A formação inicial do Alviverde foi a seguinte: Miguel Joaquim, Zé Victor e Bidéu; Severino, Teodoro e João do preso; Zé Acioli, Major, Zequinha, Chico parafuso e Tourá (apelido do ponteiro canhoto Chico Borges).

O Alviverde estreou oficialmente no nosso futebol somente no ano de 1921, mais precisamente diante do Humaytá. Um fato pitoresco foi registrado na semana que antecedeu a citada partida.

O então presidente do Palmeiras, Sr. Tibério Burlamaqui, observando o tamanho do bigode de que era portador o atleta Bidéu, exigiu, de imediato, que o mesmo fosse “raspado”, determinando que o barbeiro Francisco de Souza Filgueira (Chico Batista), de posse de uma navalha, um pouco enferrujada, e sem auxílio do indispensável creme de barbear, em falta naquele momento na barbearia, procedesse ao ato de retirada, sob os gemidos e dores incríveis do atleta.

Após um pouco período de atividade, na sua fase inicial, o Palmeiras afastou-se das quatro linhas, retornando somente no ano de 1935, quando levantou pela 1ª vez o título do Campeonato Mossoroense de Futebol, organizado pela Associação Mossoroense de Esportes Atléticos (AMEA). Nessa temporada, o time base formou assim: Bacora; Chico e Benedito; Mariano, Crocodilo e Preto; Nicácio, Nonato, Agostinho, Oliveira e Melão.

O Palmeiras voltou a se sagrar campeão Citadino em 1938. Nesse ano, o campeonato contou com cinco clubes: Palmeiras, Associação Mossoroense, Centro Esportivo Mossoroense, Maguari Futebol Clube e Fluminense Futebol Clube.

Palmeiras bateu o Fortaleza (CE)

No domingo, do dia 27 de janeiro de 1946, o Palmeiras enfrentou e goleou o Fortaleza (CE), por 4 a 1, no Stadium Mossoró Limitada. Essa foi a 1ª vitória de uma equipe mossoroense diante do Tricolor cearense.   

Durante a sua existência, o Alviverde do bairro Paredões teve como dirigentes beneméritos: Tibério Burlamaqui, Cícero de Oliveira, João Joaquim de Souza, Severino Rosa, professor Raimundo Nonato da Silva, Joaquim da Silveira Borges Filho, Luiz Duarte Ferreira, dentre outros.

Após uma vitória diante do poderoso América de Natal, dirigentes, atletas e torcedores, comemoraram o feito, que resultou no placar favorável de 2 a 0, na Sede do clube, e já na madrugada esqueceram as velas acesas sobre a mesa, o que resultou num incêndio, cujas chamas debilitaram os livros de atas, propostas e pastas de ofícios do clube.

Colaborou: Adeilton Alves

FONTES: site Olivar Montes – Jornal A Ordem (RN)

Associação Esportiva e Recreativa Mourãoense – Campo Mourão (PR): Três participações na 1ª Divisão do Paraná

A Associação Esportiva e Recreativa Mourãoense (AERM) foi uma agremiação do Município de Campo Mourão, que fica a 460 km da capital (Curitiba) do estado do Paraná. O município fundado no dia 10 de outubro de 1947, conta com uma população de 94.859 habitantes, segundo o IBGE/2019.

Fundado no sábado, do dia 10 de Outubro de 1964, por meio da fusão do União Operário com o Iguaçu. Depois o novo clube se organizou e conseguiu a filiação na Federação Paranaense de Futebol (FPF), na quinta-feira, do dia 17 de fevereiro de 1966. A equipe mandava os seus jogos no Estádio Roberto Brzezinski (Capacidade: 2.500 pessoas), em Campo Mourão.

Na esfera profissional, disputou cinco edições do Campeonato Paranaense da 2ª Divisão, nos anos de 1966, 1967, 1968, 1970 e 1971. Na sua estreia, pelo Campeonato Paranaense da 1ª Divisão do Norte (na prática, a Segundona), no domingo, do dia 19 de junho de 1966, empatou em 1 a 1, com o Andiraense, na cidade de Andirá. Nesse jogo, o Mourãoense estreou as suas contratações: Pacífico, Macedinho, Vilanueva, entre outros.

No seu 1º jogo diante do seu torcedor, no domingo, do dia 26 de junho de 1966, o Mourãoense acabou derrotado pelo Mandaguari, pelo placar de 2 a 0, em Campo Mourão.

A 1ª vitória veio, no domingo, do dia 26 de julho de 1966, quando o Mourãoense bateu o Comercial de Cornélio Procópio. No entanto, a campanha foi irregular, terminando na parte de baixo da tabela de classificação.

Na temporada seguinte, a competição ganhou o nome de: Campeonato Paranaense da 1ª Divisão do Norte-Sul (outra vez, na prática, a Segundona), em 1967.

Na sua estréia, no domingo, do dia 02 de julho de 1967, o Mourãoense encheu os seus torcedores de esperança, ao golear o Operário Ferroviário, de Ponta Grossa, por 4 a 1, em Campo Mourão. Os gols foram marcados por Paulinho I, duas vezes; Paulinho II e Fernando para o Mourãoense, enquanto Tucho fez o de honra para os visitantes. A Renda foi NCr$ 800,00.     

Pela 2ª rodada, no domingo, do dia 09 de julho de 1967, arrancou um empate em 1 a 1, fora de casa, com o Atlético Clube Paranavaí. Paulinho fez para o Mourãoense, enquanto Basú marcou para os mandantes. A Renda foi NCr$ 820,00. Com isso, o Mourãoense assumiu a liderança isolada com 3 pontos.

Válido pela 3ª rodada, no domingo, do dia 16 de julho de 1967, voltou a jogar em casa, e nova goleada. Desta vez a vítima foi a SER Arapongas, pelo placar de 6 a 2, em Campo Mourão. A renda foi de NCr$ 599,00. Líder isolado com 5 pontos.

Veio a 4ª rodada, no domingo, do dia 23 de julho de 1967, e o Mourãoense conquistou uma difícil vitória sobre o Caramuru, por 3 a 2, em Castro. Os gols de Postale, Paulinho e Tião  para o Mourãoense, enquanto Balduíno e Zé Carlos marcaram para o time de Castro. Renda de NCr$ 616,00 (seiscentos e dezesseis cruzeiros novos). Assim, se manteve na liderança, ao lado do CAFÉ de Cianorte, ambos com sete pontos.

Na 5ª rodada, no domingo, do dia 06 de agosto de 1967, o Mourãoense sofreu a primeira derrota, ao perder, fora de casa, para o Nacional de Rolândia por 4 a 0. Para piorar, a liderança mudou de dono: Guarany de Ponta Grossa assumiu a ponta com 8 pontos, enquanto o Mourãoense, Nacional e CAFE estavam com 7 pontos.

Na 6ª rodada, no domingo, do dia 13 de agosto de 1967, a sorte voltou a brilhar para o Mourãoense. Diante do seu torcedor, voltou a vencer, ao bater o Porecatu por 2 a 1. E, pelo radinho, soube que o CAFE venceu o Guarany por 2 a 1, em Cianorte.      Assim, Mourãoense, Nacional e CAFE dividiam a liderança com 9 pontos.

Pela 7ª rodada, no domingo, do dia 20 de agosto de 1967, o Mourãoense nem precisou jogar para faturar mais uma vitória. O jogo estava programado para começar às 15h30min., mas o Mandaguari chegou atrasado após a hora regulamentar. Com isso, Mourãoense venceu por W.O. Desta forma, o Mourãoense e Nacional de Rolândia se mantiveram na liderança com 11 pontos.      

No entanto, o Mourãoense caiu de rendimento perdendo os dois últimos jogos do primeiro turno para o CAFE, de Cianorte (fora de casa) e para o Guarany de Ponta Grossa (em casa). Caindo para a 3ª colocação com 11 pontos. 

No final, o Paranavaí terminou em 1º lugar com 25 pontos, o Guarany em 2º com 22, Mourãoense e Cianorte na 3ª colocação com 20.   

A nova temporada, teve outra vez a mudança no nome da competição: Campeonato Paranaense da 1ª Divisão Especial, do Norte Nôvo (novamente, na prática: 2ª Divisão), em 1968.

1969 – Equipe juvenil – EM PÉ: Toninho, Aurino, Adio, Tomadon, Beline e Adão;
AGACHADOS: Eufrasio, Luizinho, Edson, Quelé e Neonir.

Pela 1ª rodada da Série B, no domingo, do dia 16 de junho de 1968, o Mourãoense acabou derrotado pelo CAFE por 3 a 2, em Cianorte. Os gols foram assinalados por Hélio, Rubens e Claudinho para os donos da casa, enquanto Neury marcou duas vezes para o Mourãoense. A renda foi NCr$ 2.201,50.

As duas equipes voltaram a se enfrentar, no domingo, do dia 21 de julho de 1968, dessa vez em Campo Mourão. E o placar se repetiu, mas o vencedor, não! O Mourãoense venceu o CAFE por 3 a 2. Destaque para Tião, autor de três gols (sendo um de pênalti), cabendo a Antoninho a marcar os dois gols do CAFE. O árbitro da partida foi Lusbel Nunes, auxiliado por Pedro Koss e Filadélfio Fernandes.

Mourãoense: Antoninho; Rubens, Tião, Dias e Pacífico; Zé e Tião (Altevir); Moinho, Mustafá, Josué e J. Carlos. 

CAFE: Nilzon; Izaz, Paulo, João e Miudinho; Rubens e Nenê; Hélio (Ataíde), Cláudio, Tião Negro e Antoninho.

No entanto, na noite do dia 13 de agosto, o Tribunal de Justiça Desportiva da FPF, anulou a partida, uma vez que o árbitro Lusbel Nunes colocou na súmula que o jogo após os 21 minutos da final (quando o CAFE vencia por 2 a 1), considerou como um mero amistoso, pois a torcida de Campo Mourão estava exaltada.

Assim a partida foi remarcada para domingo, no dia 25 de agosto, em campo neutro: no estádio Willy Davids, na cidade de Maringá. No final, Mourãoense e CAFE empataram sem abertura de contagem. Com isso, a decisão ficou entre o CAFE (campeão da Série B) com o Platinense (campeão da Série A).

Após o vice da Série B, o Mourãoense se licenciou da temporada de 1969, só retornando no ano seguinte. Retornou no Campeonato Paranaense da 1ª Divisão de profissionais (na real: Segundona), de 1970, na Série A – Grupo Norte Nôvo, composto por seis equipes: Arapongas, Astorga, Cambé Marialva, Mourãoense e Nacional de Rolândia.

Pela 1ª rodada, no domingo, dia 26 de julho de 1970, o Mourãoense venceu, em casa, o Marialva. Na rodada seguinte, no domingo, dia 02 de agosto de 1970, foi derrotado, fora de casa, pelo Astorga. Na 3ª rodada, no domingo, dia 09 de agosto de 1970, ficou no empate, como vistante, com o Cambé em 1 a 1.

Até aí, o Mourãoense vinha fazendo uma boa campanha, porém a partir daí o desempenho caiu: derrotas para o Nacional por 1 a 0 (em casa, domingo, dia 16 de agosto de 1970); Arapongas por 2 a 1 (fora de casa, no domingo, dia 23 de agosto de 1970); Marialva por 4 a 3 (fora de casa, no domingo, dia 30 de agosto de 1970). No final, terminou na 5ª colocação no seu grupo.

No Campeonato Paranaense da 1ª Divisão de profissionais (de novo: Segundona), de 1971, no Grupo Zona Norte tivemos dez clubes: Apucarana, Astorga, Cambé, Grêmio Maringá, Jandaia, Londrina, Mourãoense, Nacional de Rolândia, Paranavaí e União Bandeirante. A campanha foi pífia e o clube de Campo Mourão terminou na lanterna, decepcionando seus torcedores.

Apesar do desempenho ter sido aquém, o Mourãoenseganhou” o convite da Federação Paranaense de Futebol (FPF), para integrar a Elite do Futebol Paranaense em 1971, que teve a presença de 20 clubes!

Na estreia, no sábado, do dia 13 de novembro de 1971, o Mourãoense enfrentou o poderoso Colorado, e não resistiu, sendo goleado por 4 a 0, no Estádio Durival de Britto, em Curitiba. Os gols foram assinalados por Babá aos 5 e 28 minutos no primeiro tempo. E, na etapa final, Pedrinho aos 24 minutos e Babá aos 36 minutos, deram números finais a peleja.

1973 – Caxinha (DER FR) e Jorginho (Mourãoense)

Diante de outro grande, o Athletico Paranaense, no domingo, do dia 16 de Janeiro de 1972, novamente o Mourãoense foi goleado por 5 a 0, no Estádio Joaquim Américo.

Os gols de Sucupira aos 16 minutos, Ademir Rodrigues aos 21 e 26 minutos do primeiro tempo. Na fase final, Mazolinha aos 18 minutos e Nilson aos 23 minutos completaram o placar. No final, o Mourãoense terminou o certame na 15ª colocação na classificação geral.    

1º Amistoso Internacional com vitória

1972 – EM PÉ: Olavo, Zinho, Oronildo, Charrão, Dirceu Mendes e Milton do Ó;
AGACHADOS: 
Wilson, Valdeci, James, Peter e Jorginho

Na terça-feira, dia 10 de Outubro de 1972, o Mourãoense realizou o seu 1º jogo internacional. Enfrentou e venceu o Guarany de Assunção (PAR) pelo placar de 2 a 1, no Estádio Roberto Brzezinski, em Campo Mourão.

Eraldo Palmerine foi o árbitro da partida. A Renda foi de Cr$ 3.328,00. Os gols foram assinalados por Noriva e Zinho para o Mourãoense, enquanto Diaz fez o de honra para o time paraguaio.  

Vice-campeão do Torneio Taça Norte de 1973

No começo da temporada seguinte, o Mourãoense, juntamente com Londrina, Maringá, Pontagrossense, Umuarama e União Bandeirantes, participaram do Torneio Taça Norte de 1973.

O torneio começou no dia 13 de janeiro e se encerrou no dia 04 de fevereiro de 1973. A fórmula de disputa era simples, com as equipes se enfrentando em turno único, e a equipe que somasse o maior número de pontos ficaria com o título.

Na estreia, no domingo, do dia 14 de janeiro, o Mourãoense venceu, em casa, o Umuarama, por 1 a 0. Na 2ª rodada, no domingo, do dia 21 de janeiro fora de casa, arrancou empate em 2 a 2 com o União Bandeirante.

Na 3ª rodada, no domingo, do dia 28 de janeiro, o Mourãoense ficou no empate em 2 a 2 com o Pontagrossense, em Campo Mourão. Pela 4ª rodada, na quinta-feira, do dia 1º de fevereiro, uma vitória importante, fora de casa, em cima do Maringá pelo placar de 1 a 0. 

A última rodada, no domingo, do dia 04 de fevereiro,  tinha um panorama favorável ao Mourãoense, que liderava isolado com seis pontos, e só dependia de uma vitória simples para faturar o título.

No entanto, acabou perdendo para o Londrina por 2 a 1, e abriu o caminho para o União Bandeirante, que superou o Pontagrossense por 2 a 1, em Ponta Grossa, ficando com o título inédito do Torneio Taça Norte de 1973!

Debutou no Campeonato Paranaense da 1ª Divisão de 1973

Complexo Esportivo Roberto Brezezinsk – Capacidade para 2.500 pessoas

A sonhada estreia Elite do futebol Paranaense, aconteceu na tarde de domingo, do dia 11 de fevereiro de 1973, em Campo Mourão. Mesmo enfrentando um forte oponente, o Mourãoense arrancou um empate em 1 a 1 com o Pinheiros

Os gols foram assinalados por Djair aos 17 minutos do 1º tempo para o Pinheiros; e o centroavante Valdecir deixou tudo igual aos 40 minutos da etapa final. O árbitro foi Plínio Duenas, auxiliado por Orlando Oliveira e Kalil Nabouch.

Um semana depois, o Mourãoense foi até Londrina. Fez um bom jogo, chegou a estar na frente num pênalti convertido aos 44 minutos da etapa inicial. Mas no segundo tempo sofreu a virada, com Gauchinho, de pênalti, e logo depois o zagueiro Tomé acabou marcando contra. Final: Londrina 2 a 1.  A Renda somou Cr$ 7.440,00.

No decorrer do Estadual de 73 a equipe foi perdendo força e terminou com 12 pontos, na 12ª e última colocação: 22 jogos, com duas vitórias, oito empates e 12 derrotas; com 13 gols pró, 35 tentos contra e um saldo negativo de 22.   

Após final da temporada, a diretoria do Mourãoense decepcionada com a péssima campanha extinguiu o elenco. Depois não manifestou interesse e não participou do Paranaense de 1974.

O clube retornou em 1975, no Torneio Incentivo, pelo Grupo Norte, promovido pela Federação Paranaense de Futebol (FPF). Porém, uma campanha ruim. Foram cinco derrotas para o Umuarama (1 a 0 e 2 a 0), União Bandeirante (5 a 0), 9 de Julho (2 a 0 e 3 a 2), Londrina (2 a 0 e 6 a 0), Grêmio Marialva (7a 0). Um empate com o União Bandeirante (2 a 2) e apenas uma vitória em cima do Grêmio Maringá (1 a 0).

Retorno na 1ª Divisão de 1976

O Mourãoense retorna ao Estadual em 1976 com alguns problemas. Para começar, o clube de Campo Mourão teve que mandar os seus jogos em Maringá, pois não atendeu as exigências da FPF, em relação as melhorias no seu estádio.

No domingo, do dia 1º de fevereiro, a estreia, “em casa“, o Mourãoense ficou no empate sem gols com o 9 de Julho, de Cornélio Procópio. A Renda ficou em Cr$ 7.385,00.

A campanha seguiu aquém, e, na rodada seguinte, acabou goleado pelo Atlético Paranaense por 5 a 0. Depois outros vexames sendo atropelado pelo Operário de Ponta Grossa por 8 a 3, Coritiba por 8 a 0, Colorado por 9 a 0. Dessa forma não poderia terminar de outra forma: lanterna do Estadual, na 14ª colocação com apenas um ponto ganho.

Após duas participações pífias, a expectativa do Mourãoense era fazer uma campanha, no mínimo, digna no Campeonato Paranaense da 1ª Divisão de 1977, pelo Grupo Sul.

A estreia aconteceu no domingo, do dia 27 de março, às 15h30min, no Estádio Roberto Brzezinski, em Campo Mourão, diante do Pinheiros. No entanto, o resultado foi desanimador. Pinheiros goleou por 5 a 0. Depois goleado pelo Coritiba (6 a 0).

Se dentro de campo, os resultados eram ruins (até então 19 gols sofridos e nenhum marcado), fora dele a situação estava pior. Insatisfeita com a falta de apoio dos poderes municipais de Campo Mourão e também dos seus torcedores, o presidente do Mourãoense, João Pedro da Silva, ameaçou abandonar o Estadual.

Apesar da ameaça, o time seguiu jogando e sofrendo derrotas (Rio Branco, de Paranaguá: 1 a 0 e Atlético Paranaense: 5 a 0). Após uma sequência de derrotas e sem gols, enfim, o 1º gol e ponto. O empate com o Iguaçu, em União da Vitória, em 1 a 1, seria um ar de esperança?

Não! O time seguiu perdendo e terminou na última colocação! Nesse certame, os oito piores times foram divididos em dois grupos A e B. Porém, o Mourãoense nem chegou a jogar, pois o alvará de funcionamento dentro do prazo solicitado pela FPF, o que resultou no se afastamento. E assim, terminou novamente na 16ª e última posição.

Assim, a diretoria do Mourãoense decepcionada com os resultados, a falta de apoio do município de Campo Mourão e as críticas da torcida, decidiram pedir licenciamento junto a Federação Paranaense de Futebol de um ano.  

Em 1979, o Mourãoense disputou jogos na categoria Juvenil, mas a sina seguiu. O Matsubara goleou por 5 a 0. Depois, a Associação Esportiva e Recreativa Mourãoense (AERM) desapareceu em definitivo. Apesar de não ter deixado saudações, o clube faz parte da história do futebol paranaense e brasileiro.    

Algumas escalações:

Time base de 1967: Romeu; Rubens, Pacífico, Rubinho e Zé Mundinho; Altevir e Paulinho; Fefeu, Tião, Anacir e Baltazar (Canhão).

Time base de 1968: Antoninho; Rubens, Tião, Dias e Pacífico; Zé e Tião (Altevir); Moinho, Mustafá, Josué e J. Carlos

Time base de 1971: Olavo (Maizena); Lula (Clemente), Iran, Irineu e Eraldo (Dirceu); Zinho e Zé Carlos (Célio); Arcanjo (Alfredo), Jorginho (James), Cláudio (Scarpini) e Gerson (Edwil).

Time base de 1972: Maizena; Eraldo, Iran, Zinho e Dirceu; James (Tilico) e Gelson; Arcanjo, Scarpini, Cláudio e Jorginho (Bráulio).

Time base de 1973: Olavo (Maizena); Milton (Jaime), Zinho, Charrão (Tomé) e Dirceu; Oronildo e Lula (Nilton); Peter (Jorginho), Noriva (Wilson), Valdecir e Alfredinho (James). Técnico: Nogueira.

Time base de 1975: Maninho; João Carlos, Pedrinho, Ganso e Matosinho; Flavinho e Gralia; Lourival (Estevão), Mauro, Pedrinho II e Zacota.

Time base de 1976: Nilton (Álvaro); João Carlos, Ganso, Scarpelini e Matosinho (Esquerdinha); Ivo e Nelinho (Cabinho); Paraguaio, Pedrinho (João Maria), Luiz Fernando (Jordão) e Zé Carlos (Flávio).

Time base de 1977: Ilton (Kovaleski ou Barbosa); Gracindo (Zezinho), Adão (Eloi), Milton e Mario Lima (Reginaldo); Gilmar e Joilson (Nelson); Zé Carlos (João do Pulo ou Toninho), Joãozinho (Lourival), Marco Túlio (Baiano) e Luís Carlos (Chita).

Colaborou: Rodrigo S. Oliveira

FOTOS: Acervos de Ilivaldo Duarte – Wille Bathke Junior – Luiz Alberto Cordeiro – Blog Baú do Luizinho

FONTES: Diário do Paraná – Diário da Tarde (PR) – Correio de Notícias (PR)

Amistoso Nacional: E.C. Vitória (BA) 3 x 1 São Cristóvão F.R (RJ)

Na tarde de domingo, do dia 05 de Abril de 1953, o São Cristóvão e Vitória, se enfrentaram no Estádio da Fonte Nova, em Salvador (BA). O Vitória, uma semana antes, se sagrou campeão do Torneio Início baiano, enquanto o time Cadete, dias antes, faturou o título invicto do Torneio Quadrangular, em Campinas (reuniu, o Guarani, Ponte Preta e America-RJ).      

O São Cri-Cri quatro dias antes de enfrentar o rubro-negro baiano, perdeu o técnico Mario Faccini, que se desligou do clube para dirigir o Guarani de Campinas (SP). Assim, que foi escolhido para ser o “treinador tampão” foi o zagueiro e capitão Índio que acumulou as funções de jogador e técnico. O chefe da delegação dos Cadetes foi o Sr. Alvino Braga da Silva.   

E.C. VITÓRIA (BA)     3  X  1  SÃO CRISTÓVÃO F.R. (RJ)

LOCALEstádio Otávio Mangabeira, a “Fonte Nova“, em Salvador (BA)
CARÁTERAmistoso Nacional
DATADomingo, do dia 05 de Abril de 1953
RENDACerca de 120 mil cruzeiros
ÁRBITRORuy Carneiro (Federação Metropolitana de Futebol)
VITÓRIAPeriperi (Maciel); Eduardo e Alirio; Hilton Viana, Nélio e Joel; Tombinho; Otonel, Juvenal, Purunga e Ciro. Técnico: Osvaldo Costa   
SÃO CRISTÓVÃOMariano; Nei e Índio; Manfredo, Severino (José Alves) e Décio; Motorzinho, Humberto; Cabo Frio (Paulo César), Ivan (Cosme) e Carlinhos. Técnico: Índio
GOLSJuvenal, de pênalti, aos 18 minutos (Vitória), no 1º Tempo. Juvenal aos 30 minutos (Vitória);  Tombinho aos 35 minutos (Vitória); Carlinhos (São Cristóvão), no 2º Tempo.

FONTES: Jornal dos Sports – Unica (BA)