Arquivo da categoria: 24. Vicente H. Baroffaldi

Números do São Paulo Internacional

O São Paulo Futebol Clube realizou 536 jogos de caráter internacional, no período de 1930 a 2011, incluindo-se nesse levantamento os dois amistosos contra clubes estrangeiros realizados pelo São Paulo da Floresta.

O tricolor do Morumbi venceu 262 jogos, empatou 142 e perdeu 132. Ganhou praticamente metade deles, dividindo mais ou menos em um quarto os empates e também em um quarto as derrotas.

Aproximando-se dos mil gols nessas partidas, o SPFC consignou 975 tentos, sofrendo 639 e livrando um expressivo saldo de 336.

Desse total de jogos, 445 foram contra clubes do exterior e os restantes 91 contra clubes do Brasil.

Tendo os estrangeiros como rivais, são 230 vitórias contra 108 derrotas; enfrentando os brasileiros, 32 vitórias contra 24 derrotas.

O clube do exterior com o qual o São Paulo mais cruzou foi o Boca Juniors, 20 vezes.

Os adversários brasileiros mais frequentes do tricolor, em jogos internacionais, foram Grêmio e Cruzeiro, com 10 encontros cada.

Mas é contra o Palmeiras, adversário do tricolor em quatro edições da Libertadores, que os torcedores das três cores mais se entusiasmam, pois o seu time jamais perdeu, eliminando o clube esmeraldino em todas as ocasiões e mantendo-se invicto (6 vitórias e 2 empates). A vantagem do Verdão em jogos internacionais contra o São Paulo aconteceu somente em um jogo do Ramón de Carranza, em 1993.

Na única vez que são-paulinos e corintianos mediram forças em competição internacional de caráter oficial, em 1994, o São Paulo levou a melhor numa disputa que chegou aos pênaltis depois de uma vitória para cada lado. Na ocasião, o expressinho tricolor, comandado por Muricy Ramalho, passou pelo alvinegro nas semifinais e superou o Peñarol na final, levantando o título da Copa Conmebol.

Mais relevantes, porém, foram as cinco conquistas de títulos do SPFC em competições internacionais oficiais, com finais brasileiras. Eis os feitos do tricolor paulista sobre seus rivais brasileiros:
Uma Libertadores em cima do Atlético-PR;
Uma Supercopa Libertadores sobre o Flamengo;
Uma Copa Master Conmebol em cima do Atlético-MG;
Uma Recopa Sul-Americana sobre o Cruzeiro; e
Uma Recopa Sul-Americana sobre o Botafogo-RJ.

Fonte: São Paulo Internacional, Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes/2012

Nota – Aos colegas são-paulinos do blog “História do Futebol”: os interessados em receber, de presente, o livro “São Paulo Internacional”, podem escrever para vicente.baroffaldi@gmail.com, passando o nome completo e o endereço idem.

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O sufoco da AFE na África

A primeira viagem da Ferroviária de Araraquara ao exterior

A Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara empreendeu três excursões ao exterior, todas na década de 1960 (1960, 1963 e 1968) e todas revestidas de pleno sucesso.

Na primeira delas, em 1960, os destinos foram Europa e África. Sob o comando técnico de José Carlos Bauer, viajaram os seguintes jogadores: Rosan, Fia, Porunga, Cardarelli, Antoninho, Valter, Zé Maria, Dirceu, Rodrigues, Bazzani, Miranda, Faustino, Dudu, Baiano, Eusébio, Benny e Palico.

Em 20 apresentações, a Ferroviária colheu 17 vitórias, 2 empates e conheceu uma única derrota, contra o Sporting de Portugal.

Assinalou 84 gols, sofrendo 13 e tendo um elevado saldo de 71 tentos. Seu maior feito foi derrotar o F.C. do Porto, em pleno estádio das Antas, pela contagem de 2 a 0, acabando com uma longa série invicta do poderoso clube luso.

Os resultados:
14.04.1960 – Nacional (Portugal) 3 x 4 Ferroviária – Ilha da Madeira
17.04.1960 – Marítimo (Portugal) 0 x 2 Ferroviária – Ilha da Madeira
22.04.1960 – Nacional (Portugal) 0 x 2 Ferroviária – Ilha da Madeira
01.05.1960 – Sporting (Portugal) 1 x 0 Ferroviária – Lisboa
04.05.1960 – Belenenses (Portugal) 1 x 2 Ferroviária – Lisboa
08.05.1960 – Porto (Portugal) 0 x 2 Ferroviária – Porto
10.05.1960 – Sporting (Portugal) 1 x 1 Ferroviária – Lisboa
24.05.1960 – Farense (Portugal) 0 x 5 Ferroviária – Faro
26.05.1960 – Atlético de Madri (Espanha) 1 x 1 Ferroviária – Madri
28.05.1960 – Sporting Luanda 0 x 8 Ferroviária – Luanda
29.05.1960 – Seleção de Huambo 0 x 4 Ferroviária – Nova Lisboa
31.05.1960 – Seleção de Huila 1 x 5 Ferroviária – Sá Bandeira
02.06.1960 – Seleção de Luanda 0 x 7 Ferroviária – Luanda
05.06.1960 – Seleção de Natal 1 x 8 Ferroviária – Lourenço Marques
10.06.1960 – Seleção de Beira 2 x 4 Ferroviária – Beira
11.06.1960 – Seleção de Moçambique 1 x 3 Ferroviária – Lourenço Marques
12.06.1960 – Ferroviária de Belém 1 x 6 Ferroviária – Beira
16.06.1960 – Seleção de Quelimane 0 x 6 Ferroviária – Quelimane
18.06.1960 – Seleção de Lourenço Marques 0 x 3 Ferroviária – Lourenço Marques
19.06.1960 – Seleção do Transvaal 0 x 12 Ferroviária – Lourenço Marques

Houve um imprevisto nessa primeira saída da AFE, do Brasil. Quando a delegação se encontrava na África, o empresário Mário Nobre (numa atitude nada nobre) escafedeu-se, sumiu, sem pagar as cotas dos jogos da Ferrinha na África e sem providenciar as passagens de volta para o Brasil. Um outro empresário, de nome Ranieri, arcou com 50% das despesas para retorno da delegação, ficando a outra metade a cargo da Federação Paulista de Futebol, que intercedeu por intermédio de seu presidente, João Mendonça Falcão.

Em chegando a São Paulo, a Ferroviária foi homenageada em cerimônia promovida pela F.P.F., tendo em vista o brilhantismo com que representou o Brasil em território estrangeiro.

No retorno a Araraquara, a agremiação grená teve calorosa recepção.

Fontes: Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira; Fonte Luminosa, Ferroviária, de Luís Marcelo Inaco Cirino, Pontes

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Quem teve o melhor aproveitamento contra o Santos de Pelé?

Entre os clubes brasileiros, os principais vencedores do Rei Pelé foram:
1º – Palmeiras, 16 vitórias;
2º – Portuguesa, 13;
3º – São Paulo, 12;
4º – Corinthians, 9;
5º – Vasco da Gama e Botafogo, 8;
7º – Ferroviária de Araraquara, 7;
8º – Flamengo e Grêmio, 6;
10º – Cruzeiro e Atlético-MG, 5;
12º – Guarani, 4;
13º – Fluminense, 3

Essa classificação atenta para o número de vitórias obtidas pelos adversários do Rei. Mas há uma outra classificação, igualmente importante, que leva em consideração o número de vitórias em relação ao número de jogos realizados contra o Santos de Pelé. Nesse caso, a ordem dos clubes muda bastante.

Então, aqui vai a classificação dos adversários de Pelé, considerando-se o aproveitamento, destacando-se o Cruzeiro Esporte Clube de Belo Horizonte, que se deu melhor nos confrontos, vencendo 5 jogos em 11 disputados, o que representa 45,45%, percentual altíssimo em se tratando de refregas contra o maior jogador de futebol de todos os tempos.

1º – Cruzeiro, 45,45% (5 vitórias em 11 jogos);
2º – Grêmio, 40% (6 vitórias em 15 jogos);
3º – Vasco da Gama, 38,1% (8 vitórias em 21 jogos);
4º – Botafogo-RJ, 34,78% (8 vitórias em 23 jogos);
5º – Flamengo, 31,58% (6 vitórias em 19 jogos);
6º – Atlético-MG, 29,41% (5 vitórias em 17 jogos);
7º – Ferroviária de Araraquara, 29,16% (7 vitórias em 24 jogos);
8º – Palmeiras, 28,07% (16 vitórias em 57 jogos);
9º – Fluminense, 27,27% (3 vitórias em 11 jogos);
10º – Portuguesa, 26% (13 vitórias em 50 jogos);
11º – São Paulo, 24,49% (12 vitórias em 49 jogos);
12º – Internacional-RS, 22,22% (2 vitórias em 9 jogos)
13º – Corinthians, 18,75% (9 vitórias em 48 jogos);
14º – Guarani, 12,12% (4 vitórias em 33 jogos)

Fonte: www.campeoesdofutebol.com.br

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Locomotiva, Ano XII (1962)

A Ferroviária foi a sexta colocada no Campeonato Paulista de 1962, atrás dos cinco então grandes (Santos, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Portuguesa de Desportos, nessa ordem) e junto com o Botafogo de Ribeirão Preto.

A esquadra grená serviu, em abril de 1962, de “sparring” da Seleção Brasileira, em Serra Negra, empatando com a Seleção “B” (0x0) e perdendo para a Seleção “A” (0x2), gols de Didi.

Pela Taça São Paulo, a AFE conseguiu uma goleada retumbante sobre o Palmeiras: 6×2; e uma vitória sobre o Corinthians: 2×0. No certame paulista, 3×1 no Palmeiras, 4×1 no São Paulo em pleno Pacaembu e 2×0 no tricolor em Araraquara. Amistoso no Parque São Jorge: Corinthians 1×4 Ferroviária.

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Artilheiros Grenás
1 – 14.01.62 – Olímpia 0 x 2 AFE – Amistoso – Laerte e Mateus
2 – 21.01.62 – Linense 3 x 2 AFE – Amistoso – Laerte e Melão
3 – 28.01.62 – Orlândia 1 x 4 AFE – Amistoso – Peixinho (3) e Laerte
4 – 04.02.62 – Uberlândia-MG 1 x 1 AFE – Amistoso – Peixinho
5 – 10.02.62 – Portuguesa 1 x 0 AFE – Amistoso
6 – 18.02.62 – Fernandópolis 2 x 7 AFE – Amistoso – Peixinho (2), Parada (2), Bazzani, Benny e Aurélio
7 – 11.03.62 – Ituveravense 1 x 1 AFE – Amistoso – Benny
8 – 15.03.62 – AFE 3 x 1 Prudentina – Amistoso – Parada (2) e Laerte
9 – 18.03.62 – Prudentina 2 x 4 AFE – Amistoso – Dudu, Peixinho, Benny e Mário
10 – 21.03.62 – Londrina-PR 5 x 5 AFE – Amistoso – Parada (2), Benny, Peixinho e Dudu
11 – 25.03.62 – Corinthians 1 x 4 AFE – Amistoso – Bazzani, Laerte, Benny e Parada (pênalti)
12 – 01.04.62 – AFE 2 x 2 Corinthians – Amistoso – Parada e Bazzani
13 – 15.04.62 – Rio Preto 2 x 4 AFE – Amistoso – (?)
14 – 22.04.62 – Votuporanguense 0 x 0 AFE – Taça São Paulo
15 – 25.04.62 – AFE 2 x 0 Votuporanguense – Taça São Paulo – Dudu e Laerte
16 – 29.04.62 – Seleção Brasileira “B” 0 x 0 (1º período) e “A” 2 x 0 (2º período) Ferroviária – Jogo-treino
17 – 06.05.62 – Guarani 1 x 1 AFE – Taça São Paulo – Benny
18 – 13.05.62 – AFE 3 x 0 Guarani – Taça São Paulo – Benny (2) e Bazzani
19 – 20.05.62 – AFE 6 x 2 Palmeiras – Taça São Paulo – Bazzani (3), Ismael, Aurélio e Laerte
20 – 24.05.62 – Palmeiras 4 x 1 AFE – Taça São Paulo – Benny
21 – 27.05.62 – Ferroviária (Botucatu) 0 x 0 AFE – Amistoso
22 – 31.05.62 – Campinense-GO 1 x 6 AFE – Amistoso – Benny, Bazzani, Parada, Aílton, Melão e Mateus
23 – 03.06.62 – Atlético Goianiense-GO 1 x 3 AFE – Amistoso – Bazzani, Aílton e Benny
24 – 07.06.62 – AFE 2 x 0 Corinthians – Taça São Paulo – Peixinho (2)
25 – 10.06.62 – Corinthians 4 x 0 AFE – Taça São Paulo
26 – 21.06.62 – Yuracan-MG 2 x 1 AFE – Amistoso – (?)
27 – 24.06.62 – Yuracan-MG 1 x 1 AFE – Amistoso – Mateus
28 – 01.07.62 – Batatais 2 x 1 AFE – Amistoso – Peixinho
29 – 08.07.62 – Noroeste 0 x 2 AFE – Campeonato Paulista – Parada e Laerte
30 – 15.07.62 – XV de Piracicaba 3 x 2 AFE – C.P. – Parada (2)
31 – 22.07.62 – AFE 3 x 0 Jabaquara – C.P. – Peixinho (2) e Bazzani
32 – 29.07.62 – Prudentina 2 x 1 AFE – C.P. – Peixinho
33 – 05.08.62 – AFE 3 x 1 Palmeiras – C.P. – Parada, Bazzani e Peixinho
34 – 12.08.62 – Taubaté 2 x 3 AFE – C.P. – Peixinho (2) e Benny
35 – 16.08.62 – São Paulo 1 x 4 AFE – C.P. – Parada (2), David e Dudu
36 – 19.08.62 – União São João 3 x 5 AFE – Amistoso – Mateus (3), Peixinho e Aílton
37 – 26.08.62 – AFE 2 x 1 Botafogo-RP – C.P. – Parada e Bazzani
38 – 29.08.62 – AFE 2 x 2 Juventus – C.P. – Bazzani (2)
39 – 02.09.62 – AFE 1 x 0 Comercial-RP – C.P. – Esmeraldo (contra)
40 – 07.09.62 – Corinthians 7 x 1 AFE – C.P. – Geraldo Scalera
41 – 12.09.62 – AFE 2 x 1 Guarani – C.P. – Parada e Peixinho
42 – 15.09.62 – Santos 7 x 2 AFE – C.P. – Calvet (contra) e Parada
43 – 26.09.62 – Esportiva (Guaratinguetá) 1 x 0 AFE – C.P.
44 – 30.09.62 – AFE 0 x 1 Portuguesa – C.P.
45 – 10.10.62 – AFE 3 x 0 XV de Piracicaba – C.P. – Dudu, Benny e Bazzani
46 – 13.10.62 – Botafogo-RP 0 x 1 AFE – C.P. – Bazzani
47 – 18.10.62 – Jabaquara 1 x 1 AFE – C.P. – Bazzani
48 – 21.10.62 – Juventus 0 x 0 AFE – C.P.
49 – 28.10.62 – Portuguesa 2 x 1 AFE – C.P. – Tales
50 – 31.10.62 – AFE 6 x 1 Taubaté – C.P. – Wilson (2), Benny (2), Tales e Vaguinho (contra)
51 – 04.11.62 – AFE 2 x 0 São Paulo – C.P. – David e Peixinho
52 – 08.11.62 – AFE 1 x 3 Corinthians – C.P. – Tales
53 – 11.11.62 – Guarani 1 x 0 AFE – C.P.
54 – 15.11.62 – Comercial-RP 2 x 1 AFE – C.P. – Dudu
55 – 25.11.62 – AFE 1 x 1 Santos – C.P. – Geraldo Scalera
56 – 28.11.62 – AFE 1 x 1 Noroeste – C.P. – Peixinho
57 – 06.12.62 – AFE 4 x 1 Prudentina – C.P. – Bazzani (2), Wilson e Peixinho
58 – 12.12.62 – AFE 0 x 0 Esportiva (Guaratinguetá) – C.P.
59 – 16.12.62 – Palmeiras 2 x 1 AFE – C.P. – Dudu

Campanha da Ferroviária no ano de 1962
Jogos – 59; Vitórias – 27; Empates – 14; Derrotas – 18
Gols a favor – 122; Gols contra – 89; Saldo de gols – 33

Principais artilheiros da Ferroviária no Campeonato Paulista/1962:
Bazzani e Peixinho, 10; e Parada, 9

Principais artilheiros da Ferroviária na Taça São Paulo/1962:
Bazzani e Benny, 4

Fontes: Arquivo do Professor Antônio Jorge Moreira; O Caminho da Bola, Rubens Ribeiro/FPF

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Locomotiva, Ano XI (1961)

Destacada campanha da Ferroviária de Araraquara culminou com a obtenção da 5ª colocação no Campeonato Paulista de 1961, à frente do Corinthians.

A Ferroviária participou do jogo que decidiu o campeonato, no dia 13 de dezembro de 1961, na Vila Belmiro, quando o Santos, goleando por 6 a 2, garantiu seu segundo bicampeonato no certame bandeirante.

Ficha técnica do jogo do título praiano:
Jogo – Santos 6 x 2 Ferroviária
Data – 13.12.1961, noite
Local – Vila Belmiro, Santos (SP)
Árbitro – Stefan Valter Glanz
Renda – Cr$ 2.267.850,00
Público – 23.319 pagantes
Gols – Pelé, 11’ e Tite, 15’ do 1º tempo; Pagão, 5’, Benny, 12’, Pelé, 19’, Pepe, 21’ e 34’, e Peixinho, 43’ do 2º tempo
Santos – Laércio; Lima, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Tite, Coutinho (Pagão), Pelé e Pepe. Técnico: Lula
AFE – Toninho; Ismael, Antoninho e Jurandir; Dudu e Rodrigues; Peixinho, Laerte, Parada (Melão), Bazzani e Benny. Técnico: José Agnelli

Obs.: Peixinho, da Ferroviária, foi o segundo maior artilheiro do certame, ficando atrás apenas de Pelé. O afeano assinalou 26 tentos; Pelé, 47.

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Goleadores Grenás
1 – 15.01.61 – Ferroviária 3 x 2 Noroeste – Amistoso – Palico, Bazzani e Pimentel (pênalti)
2 – 22.01.61 – Noroeste 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – Bazzani
3 – 02.02.61 – Ferroviária 4 x 1 Comercial-RP – Amistoso – Parada, Palico, Dudu e Mário
4 – 19.02.61 – Bandeirantes (São Carlos) 0 x 0 Ferroviária – Amistoso
5 – 26.02.61 – Ferroviária 4 x 1 Uberaba-MG – Amistoso – (?)
6 – 05.03.61 – Barretos 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – Bazzani
7 – 09.03.61 – Ferroviária 2 x 1 Esportiva (Guaratinguetá) – Amistoso – (?)
8 – 12.03.61 – Tupã 3 x 1 Ferroviária – Amistoso – Melão
9 – 15.03.61 – Londrina-PR 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – Benny e Melão
10 – …03.61 – Cambé-PR 1 x 2 Ferroviária – Amistoso – Benny e Parada
11 – 23.03.61 – Nacional-PR 0 x 5 Ferroviária – Amistoso – Justino (2), Bazzani, Faustino e Dudu
12 – …03.61 – Guarani-PR 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – Bazzani (2)
13 – …03.61 – Operário Ferroviário-PR 0 x 4 Ferroviária – Amistoso – (?)
14 – 04.04.61 – América-RJ 2 x 1 Ferroviária – Amistoso (em Curitiba-PR) – Pimentel
15 – 06.04.61 – Ferroviário-PR 0 x 5 Ferroviária – Amistoso – Parada, Melão (2), Bazzani (pênalti) e Paulinho
16 – 09.04.61 – DERAC (Itapetininga) 1 x 2 Ferroviária – Amistoso – Melão (2)
17 – 11.04.61 – São Bento (Sorocaba) 0 x 3 Ferroviária – Amistoso – Justino, Dudu e Melão
18 – 21.04.61 – Ferroviária 3 x 1 São Paulo – Amistoso – Dudu, Melão e Parada
19 – 23.04.61 – Comercial-RP 3 x 3 Ferroviária – Amistoso – Melão, Bazzani e Souza
20 – 29.04.61 – Itaú-MG 0 x 4 Ferroviária – Amistoso – Peixinho (3) e Justino
21 – 30.04.61 – Francana 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – Bazzani e Souza
22 – 04.05.61 – Ferroviária 6 x 3 E.C. Bahia – Amistoso – Bazzani, Justino, Dudu, Peixinho (2, sendo um de “bicicleta”)) e Souza
23 – 11.05.61 – Mirassol 2 x 5 Ferroviária – Amistoso – Peixinho (2), Justino, Souza e Mário
24 – 21.05.61 – Uberaba-MG 0 x 0 Ferroviária – Amistoso
25 – 25.05.61 – Portuguesa Santista 3 x 2 Ferroviária – Amistoso – (?)
26 – 28.05.61 – Esportiva (Guaratinguetá) 1 x 2 Ferroviária – Amistoso – (?)
27 – 01.06.61 – Guarani 3 x 2 Ferroviária – Amistoso – Parada e Peixinho
28 – 04.06.61 – Ferroviária 3 x 1 Guarani – Amistoso – Bazzani, Dudu e Peixinho
29 – 15.06.61 – Ferroviária 4 x 1 Bandeirantes (São Carlos) – Amistoso – Peixinho (2), Melão e Antoninho
30 – 18.06.61 – Sport Recife-PE 3 x 1 Ferroviária – Amistoso – Laerte
31 – 24.06.61 – Náutico-PE 1 x 0 Ferroviária – Amistoso
32 – 02.07.61 – Ferroviária 7 x 2 Taubaté – Campeonato Paulista – Melão (3), Laerte (2), Peixinho e …
33 – 05.07.61 – Botafogo-RP 0 x 1 Ferroviária – C.P. – Peixinho
34 – 09.07.61 – São Paulo 3 x 1 Ferroviária – C.P. – Parada
35 – 23.07.61 – Ferroviária 2 x 0 Portuguesa Santista – C.P. – Peixinho e Melão
36 – 30.07.61 – Esportiva (Guaratinguetá) 3 x 2 Ferroviária – C.P. – Bazzani e Parada
37 – 06.08.61 – Ferroviária 2 x 1 Corinthians – C.P. – Parada e Peixinho
38 – 09.08.61 – Ferroviária 3 x 1 XV de Piracicaba – C.P. – Laerte, Peixinho e Parada
39 – 13.08.61 – Jabaquara 1 x 3 Ferroviária – C.P. – Parada (2) e Peixinho
40 – 20.08.61 – Ferroviária 2 x 1 Comercial-RP – C.P. – Parada e Peixinho
41 – 27.08.61 – Noroeste 0 x 0 Ferroviária – C.P.
42 – 03.09.61 – Ferroviária 2 x 2 Palmeiras – C.P. – Peixinho (2)
43 – 10.09.61 – Juventus 2 x 7 Ferroviária – C.P. – Peixinho (3), Parada (2) e Bazzani (2)
44 – 17.09.61 – Ferroviária 4 x 1 Guarani – C.P. – Parada (2) e Peixinho (2)
45 – 24.09.61 – Ferroviária 0 x 1 Santos – C.P.
46 – 27.09.61 – Portuguesa 4 x 1 Ferroviária – C.P. – Bazzani
47 – 01.10.61 – Ferroviária 3 x 1 Noroeste – C.P. – Bazzani, Peixinho e Parada
48 – 08.10.61 – XV de Piracicaba 1 x 1 Ferroviária – C.P. – Peixinho
49 – 15.10.61 – Ferroviária 2 x 2 São Paulo – C.P. – De Sordi (contra) e Bazzani
50 – 22.10.61 – Comercial-RP 1 x 1 Ferroviária – C.P. – Bazzani
51 – 29.10.61 – Corinthians 1 x 2 Ferroviária – C.P. – Peixinho (2)
52 – 05.11.61 – Ferroviária 2 x 0 Esportiva (Guaratinguetá) – C.P. – Peixinho e Melão
53 – 12.11.61 – Ferroviária 0 x 0 Portuguesa – C.P.
54 – 15.11.61 – Portuguesa Santista 1 x 4 Ferroviária – C.P. – Peixinho (2), Antoninho (pênalti) e Melão
55 – 19.11.61 – Palmeiras 2 x 1 Ferroviária – C.P. – Peixinho
56 – 22.11.61 – Ferroviária 4 x 1 Juventus – C.P. – Benny (2), Bazzani e …
57 – 29.11.61 – Ferroviária 1 x 1 Jabaquara – C.P. – Benny
58 – 06.12.61 – Taubaté 0 x 0 Ferroviária – C.P.
59 – 10.12.61 – Ferroviária 3 x 0 Botafogo-RP – C.P. – Melão, Antoninho (pênalti) e Veríssimo (contra)
60 – 13.12.61 – Santos 6 x 2 Ferroviária – C.P. (Jogo que decidiu o título) – Benny e Peixinho
61 – 17.12.61 – Guarani 6 x 2 Ferroviária – C.P. – Peixinho (de “bicicleta”) e Peixinho

Resumo da temporada afeana, no ano de 1961
Jogos – 61
Vitórias – 34
Empates – 12
Derrotas – 15
Gols pró – 144
Gols contra – 85
Saldo de gols – 59

Fontes: Tópicos do Passado da AFE (Prof. Antônio Jorge Moreira); O Caminho da Bola (Rubens Ribeiro), FPF; A História do Campeonato Paulista (Valmir Storti e André Fontenelle), Publifolha, 1997

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A unificação polêmica

Uma divagação a respeito da unificação de títulos “perpetrada” pela Confederação Brasileira de Futebol (C.B.F.) e que provocou muita polêmica.

Mostramos mais à frente o número de jogos realizados, ano a ano, pelos campeões nacionais, citando, como referência, apenas os quatro grandes clubes paulistas.

Na Taça Brasil, os campeões do Rio e de São Paulo entravam nas disputas somente nas semifinais porque tinham coisa mais importante para fazer: excursionar ou jogar o Campeonato Carioca e o Campeonato Paulista, que eram muito mais valorizados do que hoje e tinham espaço relevante no calendário.

Assim, não era necessário, para cariocas e paulistas, sustentar mais que quatro ou cinco jogos para tornar-se campeão da Taça Brasil. Antes das semifinais, os campeões dos demais estados da federação “davam o sangue” para alcançar as duas vagas na semifinal.

Imaginem hoje, se os campeões do Rio e de São Paulo tivessem o privilégio de entrar na Copa do Brasil apenas nas semifinais… Geraria o maior buchicho.

O tratamento dispensado aos clubes, na Taça Brasil, era muito desigual. Mesmo assim, o E.C. Bahia sagrou-se campeão da primeira edição, em 1959, realizando 14 jogos. No ano seguinte, o Palmeiras levantaria o título jogando somente quatro (!) partidas.

Não foram necessários mais do que 24 jogos para o Santos ganhar cinco vezes a Taça Brasil. Hoje, para se conseguir um único título do Brasileirão, joga-se 38 vezes!

O Santos realizou 120 jogos para abiscoitar oito títulos nacionais. O Palmeiras, para igual número de conquistas, efetuou 172 jogos, muito mais que o peixe. O São Paulo jogou mais que ambos – 192 vezes – para levantar seis títulos. E o Corinthians também não teve moleza: realizou 166 jogos para ganhar cinco títulos.

São Paulo e Corinthians ganharam campeonatos; Palmeiras e Santos ganharam taças e campeonatos.

A se adicionar a aberração de se dar a um mesmo clube (o Palmeiras) dois títulos de campeão brasileiro no mesmo ano, em 1967, quando o alviverde venceu a Taça Brasil e a Taça de Prata.

O que sobressai em tudo isso é que, sempre que se falar em campeões nacionais, haverá a distinção a ser feita: tantas vezes campeão do Brasileirão, tantas vezes campeão da Taça de Prata e tantas vezes campeão da Taça Brasil.

Jogos realizados pelos grandes de São Paulo para conquista de títulos nacionais

ANO/CLUBE/Nº DE JOGOS
1960 – Palmeiras – 4 (Taça Brasil)
1961 – Santos – 5 (Taça Brasil)
1962 – Santos – 5 (Taça Brasil)
1963 – Santos – 4 (Taça Brasil)
1964 – Santos – 6 (Taça Brasil)
1965 – Santos – 4 (Taça Brasil)
1967 – Palmeiras – 6 (Taça Brasil)
1967 – Palmeiras – 20 (Taça de Prata)
1968 – Santos – 19 (Taça de Prata)
1969 – Palmeiras – 19 (Taça de Prata)
1972 – Palmeiras – 30 (Brasileirão)
1973 – Palmeiras – 40 (Brasileirão)
1977 – São Paulo – 21 (Brasileirão)
1986 – São Paulo – 34 (Brasileirão)
1990 – Corinthians – 25 (Brasileirão)
1991 – São Paulo – 23 (Brasileirão)
1993 – Palmeiras – 22 (Brasileirão)
1994 – Palmeiras – 31 (Brasileirão)
1998 – Corinthians – 32 (Brasileirão)
1999 – Corinthians – 29 (Brasileirão)
2002 – Santos – 31 (Brasileirão)
2004 – Santos – 46 (Brasileirão)
2005 – Corinthians – 42 (Brasileirão)
2006 – São Paulo – 38 (Brasileirão)
2007 – São Paulo – 38 (Brasileirão)
2008 – São Paulo – 38 (Brasileirão)
2011 – Corinthians – 38 (Brasileirão)

Fonte: São Paulo Internacional, Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes/2012.

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As derrotas do Rei do futebol

PELÉ realizou 1.375 jogos e assinalou 1.285 gols, num feito inigualável. Claro que houve o lado sombrio e obscuro – das derrotas – que, no entanto, jamais abalou o Rei.

Foram 247 derrotas, que representaram 17,96% dos jogos dos quais Pelé participou.

Quem foi o maior adversário de Pelé? Aquele que mais o venceu?
Resposta: Sociedade Esportiva Palmeiras, com 16 vitórias. Entre os grandes de São Paulo, a ordem de conquistas contra o maior do mundo foi esta:
1º – Palmeiras, 16 vitórias; 2º – Portuguesa, 13; 3º – São Paulo, 12; 4º – Corinthians, 9

Entre os cariocas, quem se deu melhor, ganhando mais de Edson Arantes do Nascimento?
Resposta: Vasco da Gama e Botafogo conseguiram 8 vitórias contra o Santos de Pelé. O Flamengo, 6, e o Fluminense, 3.

Mineiros e gaúchos, o que obtiveram contra o Rei?
Resposta: Cruzeiro e Atlético foram iguais em número de vitórias: 5.
Entre os gaúchos, o Grêmio se deu melhor, ganhando seis vezes de Pelé; e o Inter venceu somente duas partidas.

No interior paulista, qual foi o clube intermediário que mais resistiu ao poder do Rei?
Resposta: A Ferroviária de Araraquara, que ganhou 7 vezes do Santos com Pelé. Em Araraquara, a AFE ganhou essas 7 vezes, perdendo 4 e empatando duas, levando a melhor sobre o maior jogador da história do futebol. Claro que na Vila Belmiro a história foi bem outra.
Em seguida aparece o Guarani de Campinas, com 4 vitórias.
Os demais interioranos paulistas que ganharam jogos contra Pelé:
Botafogo-RP, Noroeste, Portuguesa Santista e América, dois jogos cada;
São Bento, Jabaquara, Taubaté, XV de Jaú, Comercial-RP, XV de Piracicaba, Guaratinguetá, Saad e Bandeirantes, um jogo cada.

Defendendo a Seleção Brasileira, quantos foram os reveses de Pelé contra selecionados estrangeiros?
Resposta: Apenas 12 derrotas. A Argentina conseguiu 4 vitórias; Portugal, duas; Uruguai, Holanda, Itália, Paraguai, México e Congo, uma única vitória.

Fonte: campeoesdofutebol.com.br

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Vantagem do tricolor paulista contra os uruguaios Peñarol e Nacional

Os dois maiores clubes do Uruguai – Peñarol e Nacional – somam elevado número de conquistas nacionais e internacionais. O Peñarol levantou três Copas Intercontinentais e cinco Libertadores, além de 48 títulos nacionais. Por seu turno, o Nacional conquistou três Copas Intercontinentais, três Libertadores e 43 títulos de campeão nacional.

O São Paulo Futebol Clube contra essas duas potências mundiais do futebol

No confronto com o Peñarol há um evidente equilíbrio: o São Paulo Futebol Clube venceu cinco vezes, perdendo quatro. Contra o Nacional, a diferença é apreciável: seis vitórias contra duas.
Na única vez em que São Paulo e Peñarol disputaram um título, o tricolor levou a melhor. Foi na Copa Conmebol de 1994, quando o expressinho tricolor estabeleceu 6 a 1 em casa e pode perder no jogo de volta, em Montevidéu (0x3). No Torneio Tereza Herrera de 1992, houve empate de 2×2, mas o São Paulo ganhou nos pênaltis, habilitando-se para a decisão.
Os jogos contra o Peñarol:
24.12.1944 – Peñarol 5 x 0 São Paulo – Amistoso
29.01.1963 – Peñarol 3 x 5 São Paulo – Amistoso
13.06.1970 – São Paulo 2 x 0 Penãrol – Amistoso
01.02.1975 – São Paulo 2 x 0 Peñarol – I Copa Internacional de São Paulo
20.08.1982 – Peñarol 1 x 0 São Paulo – Libertadores
14.09.1982 – São Paulo 0 x 1 Peñarol – Libertadores
14.08.1992 – Peñarol 2 x 2 São Paulo – Torneio Tereza Herrera
14.12.1994 – São Paulo 6 x 1 Peñarol – Copa Conmebol
21.12.1994 – Peñarol 3 x 0 São Paulo – Copa Conmebol
25.07.2001 – São Paulo 3 x 0 Peñarol – Mercosul
12.09.2001 – Peñarol 1 x 1 São Paulo – Mercosul
Jogos – 11; Vitórias – 5; Empates – 2; Derrotas – 4; Gols a favor – 21; Gols contra – 17; Saldo de gols – 4

Contra o Nacional, os brasileiros levaram a melhor nos jogos mais importantes, que foram pela Libertadores de 1992 e 2008. Três vitórias e um empate.
Os jogos contra o Nacional:
20.12.1944 – Nacional 3 x 1 São Paulo – Amistoso
15.03.1956 – São Paulo 3 x 4 Nacional – Torneio Roberto G. Pedrosa
23.06.1956 – Nacional 0 x 1 São Paulo – Taça do Atlântico
09.10.1960 – São Paulo 3 x 0 Nacional – Amistoso
15.01.1961 – Nacional 0 x 2 São Paulo – Torneio Internacional de Verão
16.02.1964 – Nacional 1 x 1 São Paulo – Torneio de El Salvador
28.04.1992 – Nacional 0 x 1 São Paulo – Libertadores
06.05.1992 – São Paulo 2 x 0 Nacional – Libertadores
30.04.2008 – Nacional 0 x 0 São Paulo – Libertadores
07.05.2008 – São Paulo 2 x 0 Nacional – Libertadores
Jogos – 10; Vitórias – 6; Empates – 2; Derrotas – 2; Gols a favor – 16; Gols contra – 8; Saldo de gols – 8

Fontes: São Paulo Internacional, Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes/2012; e Wikipédia

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