Arquivo da categoria: 01. Sérgio Mello
Pôsteres dos craques dos anos 40: Hernandez
Seguindo “Um Crack por semana”, do Globo Sportivo da década de 40, a bola da vez é o zagueiro Hernandez, do São Cristóvão. O jogador começou a carreira no Barreto de Niterói. Então o técnico da equipe Cadete, Adhemar Pimenta se encantou com o craque e pediu a sua contração.

Pôsteres dos craques dos anos 40: Renganeschi
Pesquisando jornais de época me deparo com muitas matérias bacanas. Às vezes as mais simples são as que possuem o maior atrativo. Nos anos 40, o Globo Sportivo dedicava uma página inteira para homenagear os craques daquele tempo, a cada semana, chamado de: “Um Crack por semana”. Gostaria de começar pelo meu time: Bonsucesso Futebol Clube.

Armando Federico Renganeschi (Buenos Aires, 10 de maio de 1913 — Campinas, 12 de outubro de 1983) foi um futebolista brasileiro nascido na Argentina. Início a carreira no Bonsucesso em 1940-41. Destacou-se e logo se transferiu para o Fluminense, onde teve grande passagem, que defendeu por 120 vezes entre 1941 e 1944, sendo campeão carioca de 1941, no famoso Fla-Flu da Lagoa. Mais tarde, transferiu-se para o São Paulo, ao qual chegou em 5 de julho de 1944.
Lá, ajudou o clube a conquistar otítulo paulista de 1946, marcando o gol do título, contra o Palmeiras. Machucado, ele apenas “fazia número”, já que, naquela época, não se permitiam substituições, e pegou o rebote após a bola encobrir o goleiro Oberdan Cattani e bater na trave.
Foi seu único gol no torneio e em toda a sua carreira no São Paulo.1 Lá, ganharia ainda os Paulistas de 1945 e 1948.1 Ficou até o fim de 1948 e, após 107 partidas pelo Tricolor , foi para o Jabaquara.
Foi técnico das divisões menores do São Paulo, em 1950 e 1951. Passou a ser técnico dos profissionais, em 1958, substituindo Béla Guttmann, que tinha ganho o título paulista em 1957. Foi vice-campeão em 1958, mas acabou demitido após uma má campanha no Torneio Rio-São Paulo de 1959.
Comandou também o Palmeiras, em 1961, sendo vice-campeão da Libertadores.2 Em 1963, comandava a Prudentina, quando recebeu um convite para treinar o Independiente, clube onde jogara em seu país-natal.
Para isso, pagou à Prudentina uma indenização de seiscentos mil cruzeiros.4 Mais tarde, voltaria ao Brasil. Em 1968, comandou a Portuguesa Santista e foi um dos responsáveis por manter o time na primeira divisão.
Findo o torneio, deixou o clube, prometendo voltar no ano seguinte, e comandou o Paulista de Jundiaí na segundona, ajudando a promovê-la à primeira divisão.
Em 1977, comandaria o Londrina na surpreendente campanha no Campeonato Brasileiro, alcançando o quarto lugar. Em seguida, foi contratado pelo Corinthians, mas ficou no Parque São Jorge por apenas 21 partidas.
Fontes: Globo Sportivo – Wikipédia
Ipanema Atlético Clube – Santana do Ipanema (AL): distintivo dos anos 80

Para quem curte escudos, segue um modelo de escudo dos anos 80, do Ipanema Atlético Clube da cidade Santana do Ipanema. Fundado no dia 05 de Maio de 1923, como Ipanema Sport Club, mais tarde mudando para Ipanema Atlético Clube. Em 1992, o Ipanema obtém sua melhor colocação no Campeonato Alagoano, terminando com o vice-campeonato. No ano seguinte, outra boa campanha faria com que o Ipanema terminasse em terceiro lugar na classificação final. Abaixo a foto do ídolo da equipe Canarinho: Valdo.

Fontes e Foto: Wikipédia – Lauthenay Perdigão
Esporte Clube Estivadores – Maceió (AL): Vice-campeão do Torneio Início de 1963

O Esporte Clube Estivadores foi uma agremiação da cidade de Maceió (AL). O time maceioense disputou o Campeonato Alagoano da Primeira Divisão em cinco oportunidades: 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965.

Contudo, com campanhas modestas! O seu melhor resultado aconteceu no 1963, quando foi derrotado na decisão do Torneio Início pelo CRB pelo placar de 1 a 0. As colocações do Esporte Clube Estivadores nos cinco campeonatos estaduais:

1961 (num total de cinco clubes) o Estivadores terminou na quarta posição;
1962 (num total de dez clubes) o Estivadores terminou na quarta posição;
1963 (num total de nove clubes) o Estivadores terminou na quinta posição;
1964 (num total de sete clubes) o Estivadores terminou na terceira posição;
1965 (num total de sete clubes) o Estivadores terminou na sexta posição.

Fontes e Fotos: Rssf Brasil – Museu dos Esportes
Tabajaras Atlético Clube – Alagoa Grande (PB)

O Tabajaras Atlético Clube é uma agremiação do Município de Alagoa Grande (PB). O Índio (a sua alcunha) foi Fundado no dia 07 de Setembro de 1954, e, ao longo das seis décadas de existência, na maioria das vezes, sempre primou pelas competições citadinas.

Contudo, já enfrentou as principais equipes paraibanas em amistosos. Mas o momento mais marcante aconteceu no ano de 1970. O Tabajaras foi convidado para participar do ‘Torneio Mistão-70’.

A competição contou com a presença de seis clubes: além do Tabajaras A.C., tivemos ainda o América Futebol Clube, de Esperança; Esporte Clube Cultural Cuité, de Cuité; Atlético, Campinense e Treze, todos de Campina Grande.

Apesar de ter enfrentado equipes profissionais o Tabajaras não decepcionou e terminou na terceira colocação só atrás do Treze (vice-campeão) e do Campinense (campeão)
1º Turno
17/05 E.C. Cultural 1 x 3 Treze
24/05 América 0 x 0 Treze
04/06 Treze 5 x 1 Tabajaras
07/06 E.C. Cultural 1 x 2 Campinense
09/06 Treze 1 x 1 Atlético
13/06 Campinense 2 x 1 Treze
Campinense n/d América
E.C.Cultural n/d América
2º Turno
05/07 Treze 1 x 1 E.C. Cultural
08/07 Treze 1 x1 América
Campinense 3 x 0 E.C. Cultural
22/07 Treze 4 xx1 Atlético
28/07 Treze 4 x 3 Campinense
02/08 Tabajaras 0 x 1 Treze
América n/d Campinense
E.C.Cultural n/d Tabajaras
3º Turno
09/08 E.C. Cultural 0 x 2 Treze
23/08 Tabajaras 1 x 1 Treze
26/08 Treze 6 x 1 Atlético
30/08 Treze 2 x 0 Campinense
Finais
16/09 Treze 2 x 1 Campinense
20/09 Campinense 2 x 0 Treze
27/09 Campinense 1 x 0 Treze
CAMPINENSE CAMPEÃO
Classificação Final:
1º Campinense Clube
2º Treze Futebol Clube
3º Tabajaras Atlético Clube
4º Esporte Clube Cultural de Cuité
5º Atlético Futebol Clube
6º América Futebol Clube
Fontes: Rssf Brasil – blog do professor Rafael Rodrigues
Fotos: Portal do Julio – Histórias de Cuité
Grêmio Atlético Brasil de Santo Antônio da Patrulha(RS)
Esporte Clube Maceió – Maceió (AL): Sofreu a segunda maior goleada no futebol brasileiro

Contando com as preciosas pesquisas do ex-jogador, jornalista, escritor Lauthenay Perdigão… Desenterramos mais uma história: Trata-se do Esporte Clube Maceió, ou simplesmente Esporte, que foi uma agremiação da cidade de Maceió (AL).
Fundado numa quinta-feira do dia 12 de Abril de 1934, o Esporte disputou 4 (quatro) Campeonatos Alagoanos de Futebol: 1944,1945, 1946 e 1947. Mas poderia ter sido cinco participações uma vez que o time disputaria o Estadual de 1943, mas por uma série de problemas acabou sendo cancelada.
E.C. Maceió foi goleado pelo CSA por 22 a 0
Sem nenhuma participação de destaque o Esporte poderia ter passado sem ser notado. Contudo, no Estadual de 1944, a equipe acabou sendo atropelada pelo CSA pelo impressionante placar de 22 a 0! Abaixo, uma foto da camisa do Esporte que foi gentilmente cedida pelo amigo Lauthenay Perdigão.

História desse apoteótico jogo
O CSA tentou transferir o jogo para aceitar um convite e jogar em Garanhuns. O Esporte não aceitou. O mando de campo era o time de Zé Rodrigues que levou o jogo para o campo da Pajuçara. O CSA tentou levar a partida para o Mutange, chegando a oferecer toda a renda para o Esporte.
O E.C. Maceió também não aceitou. Comentou-se, na época, que dirigentes e jogadores do clube azulino fizeram um pacto para fazer o maior número de gols possíveis dentro da partida.
Na semana do jogo, o Tribunal de Penas da Federação suspendeu quatro jogadores do Esporte. Eles haviam se envolvido no jogo violento da partida contra o Olavo Bilac no domingo anterior. Dirigentes do clube de Zé Rodrigues chegaram a pensar em entregar os pontos. Terminaram desistindo.
No dia 28 de janeiro de 1944, no Estádio Severiano Gomes Filho, e arbitragem de Waldomiro Breda, jogaram Esporte Clube Maceió e CSA. Zé Rodrigues que tinha problemas na escalação do seu time, foi obrigado a colocar em campo quatro atletas que haviam jogado na partida preliminar: Orlando, Pé de Samba, Mudico e Laurinho.
Mesmo assim, os jogadores do CSA não perdoaram. Fizeram 7 gols no primeiro tempo e 15 no segundo. Os artilheiros foram Caio Mario (nove gols); Dengoso (cinco); Sales e Montoni (ambos com três); Valdir e Ariston (cada um gol um tento).
Fontes e Foto: Rssf Brasil – Lauthenay Perdigão







