AMIGOS E AFICIONADOS PELO HISTÓRIA DO FUTEBOL!

Estou vindo aqui para solicitar, a quem possa colaborar, em ajudar a manter o História do Futebol em atividade, que esse mês está completando 17 anos de existência, com cerca de 20 postagens.

Com 10 reais ou mais para ajudar na anuidade do blog.

Desde já eu agradeço pela parceria!

PIX: 004.671.257-75

Ou

CEF

Agência: 0573

Conta: 000769042089-4

Um forte abraço e fiquem com Deus!

Amistoso de 1965: Guarani (SP) 2 x 1 Bragantino (SP), em Campinas (SP)

Foto de 17/06/1965.
EM PÉ (esquerda para a direita): Deleu – Sidnei (goleiro) – Adilson – Cidinho – Tião Macalé – Diogo;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Joãozinho – Nelsinho – Babá – Américo Murolo – Carlinhos.

GUARANI (SP)      2        X        1        BRAGANTINO (SP)

LOCALEstádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
CARÁTERAmistoso estadual
DATAQuinta-feira, do dia 17 de junho de 1965 (Corpus Christi)
RENDACr$ 1.040.500 (hum milhão e quarenta mil e quinhentos Cruzeiros)
ÁRBITRODionísio Maurício (Liga Campineira de Futebol)
EXPULSÃOFloriano (Bragantino) aos 40 minutos do 2º tempo.
GUARANISidnei; Deleu, Adílson e Diogo; Tião Macalé (Sudaco) e Cidinho; Joãozinho, Nelsinho, Babá, Américo Murolo e Carlinhos (Osvaldo). Técnico: Dorival Geraldo dos Santos.
BRAGANTINODarci (Floriano); Jackson (Dom Pedro), Mineiro, Walter e Araldo; Nardinho (Del Pozzo) e Afonsinho; Anacleto, Norberto, Buzzone (Valter Marinho) e Wilsinho. Técnico: Capitão João Moreira.
GOLSNelsinho aos 39 minutos (Guarani), do 1º Tempo. Wilsinho, de pênalti, aos 6 minutos (Bragantino); Sudaco aos 42 minutos (Guarani), no 2º Tempo.
CURIOSIDADEOsvaldo, do Guarani, desperdiçou um pênalti, chutando para fora aos 33 minutos da etapa final.

FOTO: Acervo e colorização de Zuzarte

FONTE: site Jogos do Guarani

Sociedade Esportiva Columbia – Campinas (SP): Fundada em 1951

Por Sérgio Mello

A Sociedade Esportiva Columbia foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). Um grupo de jovens esportistas, funcionários da Cervejaria Columbia S. A., resolveram fundar na segunda-feira, do dia 25 de junho de 1951.

O clube surgiu com o apoio e incentivo de parte dos srs. Guido Franceschini, superintendente da Cervejaria Columbia S. A., Ítalo Franceschini, Orlando Satucci, Dr. Humberto Frediani e Dr. Waldemar Strazzacapра.

A Sede administrativa ficava instalada nas dependências dentro da própria Cervejaria Columbia S.A., na Avenida Andrade Neves, nº 103, no Centro de Campinas/SP. O local, contava com aparelho televisor, mesas de pingue-pongue, damas e xadrez, para recreação dos associados.

A sua 1ª Diretoria, constituída de seus fundadores, esteve integrada por:

Presidente – Ary Antunes;

Vice-presidente – Benedito Batista da Silva Filho;

Tesoureiro-Geral – Antônio F. do Amaral;

1º Tesoureiro – Carmo Della Donne;

2º Tesoureiro – Nilza Ruas;

Secretário – Nelson Marques;

1º Secretário – Geraldo Batista;

Diretor de Esportes – Décio Rocha;

Direto Social – Edmir Checchia;

Diretor de Propaganda – José Antônio Gobbi.

Títulos

Em suas conquistas tem a S. E. Columbia por galardão, o título de campeã do torneio início, do certame “Benedito Alves“, promovido pela Liga Campineira de Futebol, em 1953; bicampeã do torneio promovido pelo SESI, em 1954 e 1955; vice-campeã de voleibol, pelo torneio início do “Torneio Estímulo de Voleibol“, promovido pela Liga Campineira de Voleibol, realizado em 1953.

Em diferentes épocas (anos 50 e 70), a S. E. Columbia organizava provas de Pedestrianismo como a “Prova Pedestre Mossoró” e a “Prova dos Garçons“, despertando grande interesse dos esportistas e público locais.

Diretoria de 1957 era composta por: Orlando Pavan (Presidente); Geraldo Batista (Vice-Presidente); José Antônio Gobbi (Secretário-Geral); Antônio Barreto (1º Secretário); Arlindo Chiavegatto (Tesoureiro-Geral); Arsênio da Silva Carvalho ( Tesoureiro); Gilberto Christ dos Santos e Isaias Gobbi (Diretores de Esportes); Amadeu Ceregatti (Diretor Social); José de Carvalho Marcelino (Diretor de Patrimônio).

A Sociedade Esportiva Columbia mandava os seus jogos no campo do Mogiana, em Campinas/SP. O dirigente do clube, Benedito Batista da Silva Filho foi Presidente da Liga Campineira de Atletismo em 1955, e depois presidiu a Liga Campineira de Futebol.

Gazeta Esportiva, 19 de abril de 1955

Empatou em Descalvado a S. E. Columbia

A Gazeta Esportiva assim contou a história do jogo: “No domingo, do dia 10 de julho de 1955, aproveitando a folga que lhe proporcionou o Campeonato Amador de Campinas, a S. E. Columbia foi até a cidade de Descalvado, e arrancou um empate em 3 a 3.

Após os 90 minutos de luta, o marcador registrou igualdade com Juquinha, Vambi e Tito assinalado para os rubro-verdes (em outra matéria citou que o time era alviverde).

Jogaram assim formados os campineiros: Luiz; Nei e Ditão; Tito (Sidney), Gastão e Plinio (Tito); Semedo, Vambi, Juquinha, Luizinho e João Rosa (Plinio). Por nosso intermédio, os “Columbinos” agradecem os serviços prestados pelo dr. Ueber Teixeira, que acudiu o arqueiro Luiz, quando da sua contusão”.

Gazeta Esportiva, 21 de julho de 1955

Colaborou: Moisés H G Cunha

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Acervos de Dilson Rocha, o ‘Rochinha’ (ex-jogador do Columbia) – Claudio Aldecir Oliveira (1956)

FONTES: Dilson Rocha, o ‘Rochinha’ – Álbum Futebolístico de S. Paulo – A Tribuna (SP) – A Gazeta Esportiva (SP)

Escudo dos anos 60: Associação Beneficente Cultural e Recreativa dos Marítimos – Corumbá (MS)

Década de 60

A Associação Beneficente Cultural e Recreativa dos Marítimos foi uma agremiação da cidade de Corumbá (MS). A sua Sede ficava localizada na Rua Treze de Junho, nº 1.519, no Centro da cidade de Corumbá. O clube Alvianil foi Fundado no sábado, do dia 18 de Agosto de 1951.

O seu mascote era o Marinheiro Popeye, enquanto os seus jogos eram realizados no Estádio Artur Marinho, com capacidade para 15 mil pessoas. Participou do Campeonato Sul-Mato-Grossense da 1ª Divisão, em quatro oportunidades: 1995, 1996, 1997 e 1998. Até os anos 70 era o clube mais popular de Corumbá, fronteira com a Bolívia, onde foi Pentacampeão do Campeonato Citadino:  1954, 1955,1956, 1957 e 1958. Na década de 60 outros dois títulos: 1960 e 1962..

Em pé da esquerda para a direita: Juvenal, Tuta, Pierre, Aurélio, João Luiz, Cacique, Gilson, Zelão,  Adalberto (técnico), Mário e Jorge “Cachaço”. Agachados na mesma ordem: Celi (massagista), Jair “Pagodeiro”, Armindo, Edeni, Adão, Calixto, Mário Fernandes, Moreira e Zé de Oliveira (preparador físico).

Disputou o Torneio Inter-clubes do Mato Grosso em 1962. Depois participou do Torneio dos campeões do Estado em 1965, Campeonato Matogrossense de Amadores em 1966 e 1968 (neste período não havia estadual, sendo substituídos por estes Torneios Estaduais organizados pela FMD). Disputou o Campeonato Estadual Mato-grossense de 1975 (antes da divisão do estado). Disputou quatro campeonatos Sul-mato-grossense de 1995 até 1998.

Acervo de”Memórias de Corumbá”


FONTES & FOTO: Revista Placar – Correio de Corumbá – Página do Facebook “Memórias de Corumbá”

Fotos raras de 1981: Corumbaense (MS) 0 x 1 Vasco da Gama (RJ), na reinauguração do Estádio Artur Marinho, em Corumbá (MS)

Na tarde de domingo, do dia 11 de janeiro de 1981, Corumbaense Futebol Clube e Vasco da Gama se enfrentaram, em amistoso, na reinauguração do Estádio Arthur Marinho, o “Gigante da Fronteira“, na cidade de Corumbá/MS. Esse jogo, foi a 1ª vez que Roberto Dinamite atuou em solo sul-mato-grossenses.

EM PÉ (esquerda para a direita): Mazaropi, Rosemiro, Orlando Lelé, Celso, Dudu e João Luís;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Wilsinho, Zandonaide, Roberto Dinamite, Silvinho e César.

O Jornal dos Sports, assim fez a crônica do jogo:

Gol de Zandonaide

garante o Vascão em Corumbá

“O Vasco começou a temporada deste ano com uma vitória de 1 a 0 sobre o Corumbaense, gol de Zandonaide aos 26 minutos do primeiro tempo, aproveitando passe na medida de Roberto Dinamite.

O time carioca mereceu a vitória pelo maior volume que apresentou durante a partida. Com o objetivo de mostrar ao adversário que foi a Corumbá para ganhar a partida, além de participar da festa, o Vasco começou o jogo se lançando à frente em busca de um gol.

Ο Corumbaense, porém não se intimidou e passou também à ofensiva. Com isso, os primeiros minutos do jogo de ontem à tarde, foram bastante movimentados, com bons lances técnicos e jogadas individuais.

Aos poucos, mais decidido e com jogadores mais experientes, o Vasco foi se impondo e, a partir dos 10 minutos, passou a dominar o jogo, fazendo com que seu adversário recuasse para evitar levar gol. O Vasco fez a maioria de suas jogadas pelo setor direito, aproveitando a disposição e determinação de Rosemiro, que entrava bem pelo setor.

Mas foi do Corumbaense a primeira jogada de perigo, que aconteceu aos 24 minutos, com chute de Leba, com a bola passando entre as pernas de Mazaropi. O goleiro, porém, se recuperou e pegou com dificuldade, evitando o gol.

Bolão, Mário Sérgio, Torta, Tico, Lúcio, Chicão, Pretinho e Dum, Negão, Leba, Neca, Dida, Éder, Carlinhos e Carlos.

No minuto seguinte, o Vasco abriu o escore, com chute violento de Zandonaide, de perna esquerda, após receber passe na medida de Roberto, numa jogada de estilo de Dinamite que matou a bola no peito, deixando para o apoiador completar.

Depois do gol, o Vasco ainda manteve pequeno domínio, mas após os 30 minutos o Corumbaense sentiu que dava e partiu com decisão para o ataque. O Vasco sentiu a pressão e passou a atuar com mais cautela. Aos 43 minutos, Leba passou por dois defensores, chutou forte e a bola passou sobre o travessão, com perigo para Mazaropi.

Para o segundo tempo o Vasco voltou com Guina em lugar de Wilsinho “Xodó da vovó”, para treinar o apoiador que aceitou ser ponta-direita e fazer o terceiro jogador do meio-campo. O time, porém, não melhorou muito, como Zagallo esperava, pois era evidente a falta de ritmo de alguns jogadores e o entrosamento de um modo geral.

O Vasco ainda fez mais duas alterações, Adriano e Sérgio Pinto, para testá-los. Mesmo com essas substituições, o time carioca não conseguiu marcar o segundo gol. O resultado, porém, foi justo pelo maior volume de jogo que o Vasco teve na partida.

Nos cinco minutos finais as duas equipes voltaram a jogar com mais entusiasmo, com muitas situações de gols, mas o escore não se modificou e o Vasco ganhou seu primeiro amistoso do ano”.

CORUMBAENSE F.C. (MS)        0        X        1        C.R. VASCO DA GAMA (RJ)  

LOCALEstádio Artur Marinho, em Corumbá (MS)
CARÁTERAmistoso nacional
DATADomingo, do dia 11 de janeiro de 1981
ÁRBITROLourival Ribeiro da Paixão (então com 36 anos, da FFMS)
CORUMBAENSE F.C.Bolão; Mário Sérgio, Torta (Dida), Tico e Lúcio; Chicão (Éder), Pretinho e Dum (Carlinhos); Negão, Leba e Neca (Carlos).
C.R. VASCO DA GAMAMazaropi; Rosemiro, Orlando Lelé, Celso e João Luís (Sérgio Pinto); Dudu, Zandonaide e César; Wilsinho (Guina), Roberto Dinamite e Silvinho (Adriano). Técnico: Mário Jorge Lobo Zagallo
GOL(S)Zandonaide, aos 26 minutos (Vasco), do 1º Tempo.

FOTOS: Página do Facebook “Memórias de Corumbá”, do acervo do fotógrafo Roberto Higa

FONTE: Jornal dos Sports (RJ)

Foto rara de 1963: Seleção de Corumbá de Futebol – Corumbá (MS)

A Liga de Esportes de Corumbá (LEC) é a entidade máxima da cidade de Corumbá, que fica localizado a 415 km da capital de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul. Corumbá conta com uma população de 96.268 habitantes, segundo o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022. O nome da cidade vem do Tupi-guarani (Korü’ba) que significa ‘Banco de Cascalho’

A LEC (Liga de Esportes de Corumbá) foi fundada na sexta-feira, do dia 04 de julho de 1941. A sua Sede fica no Estádio Municipal Arthur Marinho, situado na Rua Delamare, 1.958-2.118, no bairro Dom Biosco, em Corumbá/MS.

Seleção de Corumbá em 1963, em Aquidauana/MS
EM PÉ (esquerda para a direita): Queite, Garrafinha, Tachi e Lara. AGACHADOS (esquerda para a direita): Arionor, Vandir, Nelson, Judson, Adalberto e Cuiabano.

FOTO: Página no Facebook “Memórias de Corumbá”, do acervo de Milton Evangelista

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTE: Minhas anotações

Completa 58 anos: Estádio Santa Cruz – Ribeirão Preto (SP)

Estádio Santa Cruz completa 58 anos; escritura de doação revela quem viabilizou a área do estádio e como a doação foi formalizada em 1966

Levantamento do Projeto Memórias Notariais, do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, revela a escritura de doação do terreno ao Botafogo FC, com detalhes sobre os envolvidos, o valor declarado e as regras urbanísticas que viabilizaram a construção do estádio em Ribeirão Preto

Ribeirão Preto, 21 de janeiro de 2026 – O Estádio Santa Cruz, casa do Botafogo Futebol Clube de Ribeirão Preto, completa 58 anos com sua origem arquivada em documentos oficiais que detalham como a área destinada ao estádio foi formalmente constituída. Escritura pública lavrada em 18 de junho de 1966, mostra que o terreno onde o estádio foi construído foi doado ao clube pela Imobiliária Nova Ribeirão Preto S.A. (INORP), em um ato jurídico que antecedeu a inauguração do equipamento esportivo, ocorrida em janeiro de 1968.

O documento foi lavrado no 4° Tabelionato de Notas de Ribeirão Preto e teve como partes a Imobiliária Nova Ribeirão Preto S.A. (INORP) que doou o terreno, representada por seus diretores superintendentes Miguel Cury e Jairo Nantes Junior. O Botafogo Futebol Clube aparece na escritura como donatário do terreno, representado por seus diretores Waldomiro da Silva, presidente, Raul Leite, tesoureiro, e Léo Mossi, secretário.

A escritura formaliza a doação gratuita de duas glebas de terra localizadas no loteamento Ribeirânia, somando mais de 94 mil metros quadrados. A área principal, com 63.061 metros quadrados, foi destinada à construção do estádio de futebol. A segunda gleba, com 31.280 metros quadrados, teve como finalidade a implantação das dependências sociais do clube.

O valor total da doação foi declarado em Cr$ 500 mil, sendo Cr$ 350 mil atribuídos à área destinada ao estádio e Cr$ 150 mil à área reservada às dependências sociais. O documento estabelece ainda uma série de condicionantes urbanísticas, como a manutenção obrigatória de áreas ajardinadas no entorno do estádio, limites de ocupação do solo, recuos mínimos e a cláusula de reversão do imóvel em caso de desvio de finalidade.

Antes da doação ao Botafogo, os terrenos haviam sido adquiridos pela INORP em agosto de 1965 de Francisco Epaminondas de Almeida e sua esposa, conforme escritura lavrada  no Cartório de Registro Civil e Anexos de Bonfim Paulista e posteriormente transcrita no Registro de Imóveis da 2ª Circunscrição de Ribeirão Preto. O documento também registra o processo de loteamento da região, elemento que ajuda a compreender a expansão urbana da cidade naquele período.

A escritura indica ainda que o estádio já se encontrava em construção no momento da lavratura do ato, reforçando o papel do documento como marco jurídico da consolidação do projeto. Ao detalhar limites, confrontações, destinação das áreas e obrigações das partes, o registro notarial garantiu segurança jurídica para a implantação de um dos principais equipamentos esportivos do interior paulista.

O Projeto Memórias Notariais amplia o acesso a informações históricas ao transformar documentos técnicos em fontes de leitura acessíveis ao público. A iniciativa se dedica a identificar, contextualizar e dar visibilidade a escrituras que permitem compreender como cidades e equipamentos urbanos foram juridicamente estruturados. Ao revelar processos de ocupação do território, decisões institucionais e acordos formais, esses documentos contribuem para a compreensão da conformação do espaço urbano e da própria trajetória social das cidades ao longo do tempo.

Para Daniel Paes de Almeida, vice-presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, o Projeto Memórias Notariais amplia o acesso da sociedade a informações históricas ao valorizar o papel central da escritura pública: trazer segurança e perpetuidade aos atos jurídicos. “A escritura pública exerce uma função fundamental na preservação da nossa história. É por meio dela que se conservam dados relevantes sobre a formação das cidades, a organização dos equipamentos urbanos e as decisões institucionais que moldaram o espaço urbano. O trabalho do projeto é justamente identificar, contextualizar e dar visibilidade a essas escrituras, permitindo que a sociedade compreenda os processos jurídicos e históricos que estruturaram o desenvolvimento urbano”, afirma.

Sobre o Projeto Memórias Notariais

O Projeto Memórias Notariais é uma iniciativa do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP), criada em 2016 para resgatar, preservar e divulgar a história de São Paulo e do Brasil a partir de documentos históricos arquivados nos cartórios de notas. A ação valoriza escrituras públicas, testamentos e registros antigos, transformando esse acervo em conteúdo acessível por meio de exposições, pesquisas e produções editoriais, reforçando a importância do notariado na construção da memória cultural e social do país.

FOTOS: Acervo de Toninho Sereno – Flickr – Vecteezy

FONTE: Heitor Buarque, da Bentida Imagem

Escudo raro de 1960: Teresópolis Futebol Clube – Teresópolis (RJ)

Por Sérgio Mello

O Teresópolis Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Teresópolis, situada na Região Serrana do estado do Rio de Janeiro. Localizado a 94 km da capital do Rio, Teresópolis possui uma população de 165.123 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022.

O “Tricolor do Alto” foi Fundado no sábado, do dia 04 de Abril de 1915. O clube possui estádio próprio, chamado Antônio Savattone, com capacidade para 8 mil pessoas, situado na Rua Ernesto Silveira, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Teresópolis/RJ.

As cores foi uma homenagem ao Fluminense

Por causa de uma tragédia ocorrida na cidade, em 9 de março de 1930, o Tricolor Carioca veio à Teresópolis disputar o Troféu Cidade de Therezopolis, onde saíram vitoriosos pelo placar de 5 a 1.

Na volta ao Rio de Janeiro, quando o trem da Estrada de Ferro Therezopolis, conduzindo o time do Fluminense, descarrilhou na serra morrendo no acidente oito passageiros, entre eles o zagueiro gaúcho Jorge Tavares, o ‘Py’.

O União adotou as cores do tricolor carioca, atitude que levou os jogadores do bairro do Alto, dispersos em dois times – o outro era o Teresópolis – a repensar a rivalidade que havia entre eles, quando decidiram se juntar, dando um as cores da camisa e o outro o campo, desde 1915 na rua Ernesto Silveira, 10.

Superando o abalo emocional que atingiu todos os esportistas da época, o Fluminense honrou a gloriosa camisa tricolor, e ainda conseguiu terminar o Campeonato Carioca daquele ano na 6ª posição.

Criado no bairro do Alto, com campo na rua Alfredo Rebello Filho, pomposamente denominado estádio Jorge Pereira da Silva, havia nos anos 1920 em Teresópolis um time de futebol chamado “União”, que usava camisa azul (antigo nome do clube), resolveu mudar as cores para o verde, branco e grená.

Clube recebe doação de terreno

No período 1959-1962, em que foi prefeito Omar Magalhães, o bairro do Alto tinha quatro vereadores. Além de Diogo Ponciano, Luiz Moura, Alfredo Rebello e Wilson Martins, surgiu na Câmara um quinto vereador do Alto, o empresário e desportista José Pimentel, segundo suplente que alcançou o mandato com a providencial licença dos vereadores Roberto Péricles e Juel Teixeira, aliados do prefeito.

A ascensão de empresário Zeca Pimentel à Câmara se deu, especificamente, para o projeto de doação ao Teresópolis Futebol Clube do terreno no bairro do Alto, que havia sido recebido em doação do latifundiário urbano Joaquim Rollas, somando forças para a realização os demais vereadores do bairro. A União, mais uma vez se fazia presente no time que tem a palavra na origem de seu nome.

Estádio

Evento cívico realizado no campo do Teresópolis F.C. As arquibancadas que recebiam grande público, ainda estavam em obras.

O União fez a força do Teresópolis, dando ao Alto um time de futebol à altura do bairro, e da cidade. E a união levou a outro sítio histórico do Teresópolis Futebol Clube: a sua arquibancada. Erguida sobre a estrutura dos vestiários feitos pela empresa Enarc, contratada pela direção do TFC em 1961, assim que ocorreu a doação do terreno ao clube pela Prefeitura, a construção da arquibancada do TFC aconteceu por empenho de alguém que é um ícone do futebol brasileiro, Heleno de Barros Nunes, ilustre morador da nossa cidade, no bairro do Fischer, e que dá nome à concentração da Seleção Brasileira na Granja Comary, propriedade que adquiriu quando foi presidente da CBF, à época chamada CBD.

Deputado eleito com boa votação em Teresópolis, Heleno era secretário de Energia Elétrica do Estado e viu a possibilidade de a Seleção Brasileira treinar em nossa cidade, daí promovendo uma reunião, no Bar Fluminense, na esquina ao lado da Prefeitura, onde foi decidido o providencial melhoramento no clube.

Presidente do Conselho Nacional dos Desportos, CND, outro apaixonado por Teresópolis, o brigadeiro Gerônimo Bastos conseguiu 10 milhões, em moeda da época. O prefeito Flávio Bortoluzzi deu a mão de obra, da Prefeitura; Valinhos, que era gerente da empresa que fazia a construção do trecho Teresópolis-Além Paraíba da BR-116, deu todo a pedra e a areia; o Heleno arranjou o cimento com a fábrica que conhecia o dono e, na mesma semana, foi iniciada a obra, ficando pronta para o jogo amistoso da Seleção Brasileira com o América, do Rio de Janeiro, jogando no gramado do Teresópolis os maiores ídolos do futebol da época, e de todos os tempos: Pelé e Garrincha”, conta o radialista Ayrton Rebello, que ajudou a organizar a reunião.

Naquele tempo não havia fartura de dinheiro no futebol e tudo era feito com muito sacrifício. Os jogos treinos da Seleção Brasileira, que ocorreram também em Nova Friburgo e Niterói, tiveram a renda de portaria revertida para o Teresópolis, recursos que serviram, também, para pagar a estada dos jogadores no hotel Pinheiros, custeando ainda o hotel Várzea, onde ficaram hospedados por conta dos organizadores do evento da concentração os órgãos de imprensa.

Com tanta gente ajudando ainda sobrou dinheiro e os 6 milhões que não foi gasto serviu para a construção da cobertura da arquibancada, feita depois”, completa o radialista, que foi dono da rádio Teresópolis, período em que a emissora que fez 77 anos no último dia 1 de junho se chamava “Jovem Tê”.

Conhecido por ter sido um dos palcos da Seleção Brasileira (com gramado pisado por Pelé e Garrincha) e por sua história ligada ao desenvolvimento esportivo local.

Teresópolis começou realizando amistosos, posteriormente com o surgimento da Liga Teresopolitana de Desportos (LTD), em 15 de setembro de 1939, acabou ingressando para disputar o Campeonato Citadino de Teresópolis.

Disputou duas edições do Campeonato Fluminense em 1941 e 1944. Esteve presente no III Campeonato Fluminense dos Campeões de 1962. Em 1989, o “Tricolor do Alto” estreou na esfera profissional, no Campeonato Carioca da 3ª Divisão, quando terminou na última colocação (seis pontos em 16 jogos: duas vitórias, dois empates e 12 derrotas; marcando nove gols, sofrendo 30 e um saldo negativo de 21).

A 1ª vitória, aconteceu na 3ª rodada, no domingo, do dia 9 de julho de 1989, quando o Teresopolis bateu, em casa, o Esporte Clube São João (São João da Barra), pelo placar de 3 a 0. Retornou em 2001, ficando em 4º lugar. Em 2003, o Teresopolis ficou em 1º lugar no Grupo D. Na fase seguinte, avançou na 3ª colocação, para a fase final com o Mesquita, Campo Grande e Três Rios. Porém ficou na 4ª posição e não conseguiu o acesso.

Atualmente, o clube enfrenta problemas com a retomada de seu campo pela prefeitura devido a usos inadequados e tentativas de negociação do terreno, culminando em sua desfiliação da FERJ em 2023, com o clube buscando revitalizar seu patrimônio e tradição. Em razão de dívidas, a equipe deixou o âmbito profissional e só voltou em 2001.

Após campanhas ruins na Terceira Divisão do Carioca, em 2006, o time participou de uma fase preliminar da Série B e conquistou o direito de disputar a Segundona. Entretanto, teve de disputar na justiça o direito de jogar a competição, fato que ocorreu em 2008. Em 2011, o clube conseguiu uma de suas melhores campanhas na competição. Entretanto, acabou rebaixado e chegou à quarta divisão do Rio.

Time do Teresópolis Futebol Clube reunido para um registro histórico durante uma partida realizada em seu estádio. No detalhe a criança que aparece como mascote é o radialista Ayrton Rebello.

Algumas formações:

Time base de 1958: Didi; Francisco e Rolando; Zequinha, Paulo e Alípio; Milton (Cláudio), Carlos, Zeca, Turuca e Gonzales.

Time base de 1968: Hélio; Genoir, Nezio, Zé Carlos e Léo; Chocolate e China; Nanando, Hélio II, Walter Museu e Daniel.

Time base de 1986: Amós; Marcinho, Sued, Almir e Tímica; Mané (Rita), Cana e Luiz Fernando; Magrinho, Cacá e Neném.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: Acervo de Ayrton Rebello

FONTE: Página do clube no Facebook – Portal Multiplix – NetDiário – Última Hora (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Revista O Malho (RJ) – Rsssf Brasil – O Fluminense (RJ)