A Associação Athletica River São Bento foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na terça-feira, do dia 23 de junho de 1914, pela Associação dos Antigos Alumnos Salesianos, do bairro de Santa Rosa, em Niterói/RJ o River Football Club. A sua 1ª Sede social ficava localizada na Rua Barão do Rio Branco, nº 10.
Em assembleia geral, na quarta-feira, do dia 5 de agosto de 1914, foi eleita a Primeira diretoria:
Presidente – Paschoal Ferroni;
Vice-presidente – Dr. Vicente Antonio Apollaro;
1º Secretário – Carlos Belache;
2º Secretário – Sebastião Gonçalves;
1° Thesoureiro – Cyro Haydt;
2º Thesoureiro – Dante de Queiroz;
Director-sportivo – Cicero R. Castro;
Commissão de syndicancia – Anacleto Neves, Balbino Horta e Itamar Cardoso.
Em 1915, o River disputou o campeonato organizado pela Associação Brazileira de Sports Athleticos (ABSA). Na segunda-feira, do dia 31 de janeiro de 1916, o clube solicitou filiação a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).
Mudança do nome: Associação Athletica River São Bento
Foi realizado, na quinta-feira, do dia 10 de Maio de 1917, uma Assembleia Geral extraordinária, com a presença de grande número de associados. Na primeira parte da ordem do dia foram eleitos, por unanimidade de votos, os Srs. Abelardo Fonseca e Flavio dos Santos, respectivamente 1º Secretario e 2º Thesoureiro. Na segunda parte, foram eliminados os Srs. Eugenio Vairão, Erico Barreto, Arlindo Mendes, Francisco Magalhães Couto, Francisco José Nova Filho, José Alves Baptista, Manuel Fernandes, Prospero Sanmartino, José Faria da Rocha, Pedro Graça, João Alberto Bressam e Antonio Gonçalves Torres.
Passando-se a tratar de assumptos de interesse geral, o Sr. Plinio de Carvalho apresentou uma proposta para alterar do nome de River Football Club para Associação Athletica River São Bento. No qual foi aceito por unanimidade.
Modificar os estatutos, reformar a matricula e considerar sócios fundadores os que se acham presentes à sessão, sendo approvada unanimemente. Foram eleitos para a commissão de estatutos os Srs. Plinio de Carvalho, Dr. Vicente Antonio Apollaro, Augusto CesárioDias André e João dos Santos.
Time posado dos Primeiros Quadros de 1918
Foram consignados em acta votos de louvor aos Srs. Dr. Vicente Antonio Apollaro, Plinio de Carvalho e tenente Augusto José de Almeida Junior, pelos relevantes serviços prestados ao club na Liga Metropolitana. Foi encerrada a sessão às 10 horas da noite.
Disputou o Carioca da Segundona duas vezes
Disputou duas edições do Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1917 e 1918, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). No domingo, do dia 10 de setembro de 1917, no campo do São Christovão A. C., o esperado encontro entre River São Bento e o Vasco Gama. O jogo desenvolvido pelas primeiras equipes, foi muito bom, acima mesmo da expectativa geral, terminando com a vitória do Vasco da Gama por 1 a 0, no River São Bento. Na luta travada entre os Segundos Quadros, foi vencedor o River pelo score de 3 a 0.
No domingo, do dia 15 de dezembro de 1918, o River São Bento enfrentou o Vasco Gama, e acabou derrotado pelo placar de 4 a 2.
Time posado dos Segundos Quadros de 1918
Em março de 1918, o clube anunciou dois reforços vindos do Tupy Football Club, de Juiz de Fora/MG: Álvaro Vassallo e Orlando de Carvalho. A dupla integrou o elenco dos Segundos Quadros.
Foto de 1918
Nova mudança do nome, voltando a se chamar River Football Club
Na quinta-feira, do dia 23 de janeiro de 1919, ocorreu uma Assembleia Geral, onde ficou definido que a agremiação alterou o nome e voltando a adotar o seu 1º nome: River Football Club. O 1º Secretário, João dos Santos enviou uma nota aos principais jornais cariocas, informando sobre essa mudança.
Atualmente, o River Futebol Clube existe, com a sua sede social localizada na Rua João Pinheiro, nº 462, no bairro Piedade, na Zona Norte do Rio/RJ. Os seus principais títulos foram:
Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1922; Campeonato Carioca dos Segundos Quadros da 2ª Divisão de 1932; Campeonato Carioca da Federação Atlética Suburbana dos Primeiros Quadros de 1937 (título dividido com o Engenho de Dentro AC) e 1938; Torneio Início da Federação Atlética Suburbana de 1939.
Elenco de 1917: Motta, Altamiro, Alamiro, Mario Brandão, Delphim, Thiago, Alarico, Rochinha, Monteiro, Valentim, Lyrio, Tó, Lincoln, Tasso, Amorim, Edgard, Costa Bastos, Tatu, Mourão, Joaquim, J. Augusto, Basilio, Manoel Duarte, Paiva, Benedicto, Rosas e Jarbas.
Time base de 1918 (1º Team): Lincoln (Motta); Rosas (Gabriel) e Gaby (Altamiro); Costa Bastos (Guimarães), Delphim e Ruy (Wilton); Cyro, Barroso (Santos), Lyrio (Mendes), Octavio e Netto. Capitão: Barroso.
Time base de 1918 (2º Team): Mallet; Adhemar (Carrão) e Lacombe; Faria, C. Lage e Jarbas (Adherbal); Álvaro Vassallo, Joaquim (Elivio), Fontoura, Carlinhos e Clynton (Orlando de Carvalho). Capitão: Mallet.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FOTOS: Vida Sportiva (RJ)
FONTES: A Época (RJ) – A Noite (RJ) – Comedia Jornal de Theatro (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Paiz (RJ) – O Tico-Tico: Jornal das crianças (RJ) – Rio-Jornal (RJ)
No início do século XX o futebol estava concentrado em Curitiba e Ponta Grossa. Desde 1909 equipes eram formadas nas duas cidades. Os jogos aconteciam acompanhados de grandes festas e um intenso clima de amizade entre as equipes. Em Paranaguá o futebol ganha força e vigor em maio de 1913, quando foi fundado o Paranaguá Foot-Ball Club. No mês de setembro surgiu o Brazil Foot-Ball Club e em Outubro daquele ano o nosso queridoRio Branco Sport Club, o Leão da Estradinha.
DESDE 13 DE OUTUBRO DE 1913
A história do Rio Branco Sport Club começa no domingo, do dia 12 de Outubro de 1913, dia comemorativo ao descobrimento da América. Em um bate papo envolvendo Manuel Victor da Costa, Aníbal José de Lima, Euclides de Oliveira, José de Oliveira, Jarbas Nery Chichorro, Antonio Gomes de Miranda e Raul da Costa Pinto, surgiu a conversa sobre esse novo esporte, “coqueluche” no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, e que já havia influenciado a criação dos dois primeiros clubes de futebol na cidade: Brazil Football Club e Paranaguá Football Club.
Surgiria o Rio Branco Sport Club no dia seguinte. Além dos nomes já citados e com a presença de mais alguns amigos ocorreu a aclamação de diretoria, com ata lavrada por Raul da Costa Pinto, tendo sido publicada a composição diretiva no jornal Diário do Commercio de 17 de Outubro, depois de uma reunião ocorrida na casa do Sr. Manoel Victor da Costa.
Diretoria provisória: Presidente, Manoel Victor da Costa; Vice Presidente, Antonio Gomes de Miranda; Secretário, Jarbas Marques Mery Chichorro; Thesoureiro, José de Oliveira. O nome escolhido era uma justa e perfeita homenagem ao herói nacional, Barão do Rio Branco.
Foto: domingo, do dia 17 de maio de 1931
O PRIMEIRO JOGO
Houve também a escolha do primeiro time do Rio Branco: Jarbas; Nenê e Miranda; Lucidio, Ellias e Hugo; Luiz José, Mathias, Nero e Nagib. Da fundação até o primeiro jogo transcorreram mais de 30 dias e a escalação da estreia, contra o Brazil Foot Ball Club, mudou bastante, permanecendo só Mathias e Nagib daquele time original.
Os novos integrantes eram Eugenio, Itaborahy, Raul, Rocha, Romeu, Cezario, Braga, Flota e Colombino. O jogo aconteceu dia 23 de novembro, na Pires Pardinho, também conhecida por Campo Grande, com a praça lotada. Com um gol de cabeça o Brazil saiu vencedor pelo escore mínimo.
Em dezembro os sócios se reuniram na sede localizada à rua Marechal Deodoro, número 59, e escolheram sua diretoria definitiva. Foram eleitos e empossados: Presidente, Itaborahy de Macedo; Vice-presidente, José Colombino; 1° secretário, Antonio Roza; 2° secretário, Nagib Balech; 1° Thesoureiro, Angelo Perusin; 2º Thesoureiro, José de Oliveira; Orador, Raul da Costa Pinto; Capitão, Mathias Lourenço; 2° Capitão, Cezario Corriel e “Guarda Sport”, Lucilio F. do Nascimento.
O primeiro jogo contra uma equipe de fora aconteceu no dia 6 de janeiro de 1914, na Pires Pardinho, enfrentado o América de Curitiba. Sabendo que o adversário levaria uma equipe mais forte do que o normal, o Rio Branco se uniu com o Brazil e o Paranaguá e formaram um time misto com os melhores jogadores da cidade: Osmario, Arcesio, Mendes, Zizo, Quinquin, Luiz, Nagib, Agostinho, Acrisio, Fernando e Soffiati. O grande goleador do Rio Branco foi Quinquin, que marcou três, mas o juiz anulou um porque estava “off-side”.
O PRÓPRIO CAMPO
No mês de junho de 1914 o clube arrendou o terreno do senhor Chrispim da Silva por 5 anos para poder construir seu próprio campo. Os sócios organizaram uma grande quermesse na Pires Pardinho para arrecadação de verbas e a previsão de inauguração era para abril de 1915. Até peça de teatro teve sua bilheteria concorrida para as reformas do novo campo e a construção das arquibancadas.
O Prefeito Dr. Cetano Munhoz da Rocha outorgou ao clube uma área de alagadiço nas redondezas da praça João Gualberto também em 1914. Foram 6 meses de trabalho para deixar o campo em condições de jogo para a prática do esporte. O sócio-benfeitor José Fonseca Lobo, conhecido por Zézito, doou alguns vagões de madeira para a construção das arquibancadas de madeira.
CAMPO INAUGURADO COM VITÓRIA
A inauguração oficial ocorreu contra um selecionado de times de Curitiba, chamado de Team Extra, formado basicamente por jogadores do International e América. O Rio Brancovenceu o confronto pelo placar de 2 a 1, com gols de Cardines e Lobo. A formação era a seguinte: Pedrinho; Azevedo e Marinho; Rosa, Eugênio e Manoel; Docelo, Caldeira, Lobo, Cardines e Coelho.
O clube ficou cerca de 10 anos nesse espaço, quando o então Presidente da Província do Paraná, Dr. Caetano Munhoz da Rocha informaria ao prefeito, Coronel José Gonçalves Lobo, que a cidade precisaria doar um terreno para a Construção da Escola Normal – atualmente Instituto de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha.
A área definida ficava em frente à área de fundos das arquibancadas do campo do Rio Branco e isso desagradou as autoridades da época, pois não consideravam adequado uma escola para meninas ficar “contemplando os fundos de uma praça de esportes voltada para o público “masculino”. A diretoria do clube então recebeu a proposta de mudança, comprometendo-se o município a doar um terreno na Estrada das Colônias – atual Alameda Coronel Elysio Pereira – para o novo estádio.
Efetivamente a doação do terreno aconteceu na gestão do prefeito Francisco Accioly Rodrigues da Costa, que também doou a importância de dois contos de réis (2:000$000) para que o clube pudesse providenciar a mudança para a nova sede, que hoje abriga o Estádio Nelson Medrado Dias.
Estádio Nelson Medrado Dias, com capacidade para 4 mil pessoas
O nome do estádio homenageia o Presidente do clube, Nelson Medrado Dias, agente do LLoyd Brasileiro, vindo do Rio de Janeiro e apaixonado pelo futebol. Em sua gestão teve início o projeto de construção do novo campo em meados de 1924, tendo concorrido o prazo de aproximadamente 6 meses para arrecadação de fundos para ás primeiras obras, que começaram em 1925.
Com seu prestígio no comércio local e na política, apesar daqueles que trabalhassem contra, arrecadou fundos e mandou aparelhar o terreno e iniciar a construção das arquibancadas e quase dois anos depois, em 12 de Junho de 1927, era inaugurada a “Praça de Esportes” Nelson Medrado Dias, que até hoje é a sede do clube e seu campo de futebol.
ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FOTO: Acervo de Rafael Almeida, “Velha Guarda Curitiba”
O Tecelagem de Seda Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Clube das Sedas” foi Fundado no sábado, do dia 11 de fevereiro de 1928 por funcionários e operários da firma Aziz Nader & CIA (situado na Av. Suburbana, nº 2.720).
A sua Sede social, queficava localizado na Avenida Suburbana, nº 2.771, no bairro de Quintino, na Zona Norte do Rio (RJ), foi inaugurada no 1º aniversário do clube. Já a sua Praça de Esportes também ficava na Avenida Suburbana, nº 2.628, em Quintino.
No começo o clube participou de amistosos e de alguns festivais. Além do futebol, o clube contava com atletismo, tênis de mesa, dama, ginastica sueca, escoteiros, etc. No meio social, realizam bailes a fantasia, música dançante, carnavais, entre outros eventos.
Primeira Diretoria
Na Assembleia Geral, que fundou o Tecelagem de Seda, também definiu a composição da 1ª Diretoria, que ficou assim constituído:
Presidente – Camillo Nader;
Vice-Presidente – Armando Bianchi;
1º Secretário – Orlando Ripari (depois Carlos Costa);
2º Secretário – Trajano de Castro;
1º Thesoureiro – Leonídio Fernandez;
2º Thesoureiro – Luiz Remondine;
Diretor Sportivo – Arnaldo Martins;
Commissão de Sportiva – José Cogliatti (depois Ricardo Dalle), Alfredo Vaz e Antônio Cogliatti;
Conselheiros – Antônio Nader e José Fonseca;
Fiscal – Joaquim dos Santos.
Jornal do Brasil – 1929
Ajudou na criação da Associação Brasileira de Sports de Mesa
Com a presença dos clubes: A. A. Portugueza, Tecelagem de Seda, Santa Heloiza, Orfeão Portugal e Atheneu Sport Club, foi fundada Associação Brasileira de Sports de Mesa (Ping-Pong), na quarta-feira, do dia 18 de setembro de 1929.
Filiado a Liga Brasileira em 1929
No sábado, do dia 09 de março de 1929, se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD), onde disputou a Sub-Liga com 13 equipes: Associação Athletica Portugueza, Dublin Sport Club, Itamaraty Football Club, Jardim Football Club, Jequiá Football Club, MarquezaFootball Club, Municipal Football Club, OpposiçãoFootball Club, Sport Club Africano, Sport Club Bemfica, Sport Club Oriente, Sport Club União e Tecelagem de Seda Athletico Club.
Colaborou na criação da Associação Suburbana de Desportes Athleticos
Porém, o Tecelagem de Seda ficou menos de cinco meses, mesmo com a competição em andamento, solicitou a sua desfiliação da Liga Brasileira de Desportos. A falta de organização acabou minando o clube. Um exemplo, foi a punição imposta pela LBD, quando multou todos os jogadores do 1º e 2º Quadros (22 atletas), por falta de apresentação de carteira.
Dias depois, na segunda-feira, do dia 12 de agosto de 1929, ajudou a fundar a Associação Suburbana de Desportes Athleticos (ASDA), na sede do Gymnasio Arte e Instrucção, à rua Coronel Rangel, nº 174, em Cascadura, na Zona Norte do Rio/RJ.
Estiveram presentes os representantes dos seguintes clubes: Sport Club Bandeirantes, Sport Club Campinho, Sport Club Parames, A. Club Marangá, Tecelagem de Seda A. Club e Sport Club Sudan, tendo sido eleita uma comissão composta do capitão Álvaro Costa, representante do Parames e do Tecelagem de Seda.
Na assembleia foi organizado os estatutos e outra comissão, composta dos representantes do Bandeirantes, Marangá e Tecelagem de Seda, para estudarem o uniforme e escudo da Associação.
Na ASDA, além do futebol, o clube também participou das competições do atletismo.
Diretoria de 1930
Na quinta-feira, do dia 30 de janeiro de 1930, o Tecelagem de Seda definiu a sua nova diretoria composta pelos seguintes membros:
Presidente – Camillo Nader;
Vice-presidente – Francisco Teixeira;
Secretário Geral – Ângelo Fanfoni;
1º Secretario – Samuel Corria Levy;
2º Secretario – Berillo de Albuquerque;
1° Thesoureiro – Hermouth Mesch;
2º Thesoureiro – Trajano de Castro;
Commissão Fiscal – João R. S. Lima, Manoel de Almeida e Pedro Lauterbach;
Commissão de Syndicancia – Agenor Pimentel, Antonio Ribeiro e Antonio Cogliattt.
Filiado a ACEA
Em março de 1930, o Tecelagem de Seda ingressou na Associação Carioca de Esportes Athleticos (ACEA).
Em maio de 1930 o clube foi extinto
De forma surpreendente, na quinta-feira, do dia 22 de maio de 1930, o Tecelagem de Seda Athletico Club foi dissolvido, motivado pela política que se implantou dentro da agremiação.
Dezesseis dias depois clube é reorganizado, alterando o nome
Na assembleia geral, no sábado, do dia 07 de junho de 1930, o clube foi reorganizado. Na ocasião, aconteceu a mudança do nome, passando a se chamar Fluminense Athletico Club. Também ficou definido que seria adotado a bandeira, flamulas, uniformes e escudo do Fluminense F. C., mudando somente a letra F. para A.
A sua novaSede social ficava situada na Rua Manuel Murtinho, nº 15, em Quintino Bocaiuva, na Zona Norte do Rio/RJ. Posteriormente, foi eleita a nova diretoria, que ficou assim organizada:
Presidente – capitão João Rodrigues de Souza Lima;
Commissão de Syndicancia: Antonio Faria, Waldemar Machado, José Fonseca.
Antigo campo é adquirido pelo Sudan A.C.
No domingo, do dia 6 de março de 1932, o sr. Adriano da Costa, presidente do Sudan Athletico Club fechou contrato de aquisição da antiga praça de esportes do Tecelagem de Seda, localizado na Avenida Suburbana, nº 2.628, no bairro de Quintino, na Zona Norte do Rio (RJ).
Time base de 1929 (1º Team): Antônio (Cri-cri); Lindinho (Solon) e Boleu (Bianco); Emygdio (Silvino), Niniu (Gomes) e David (Camillo); Abilio (Diogenes), Jayme (Cogliatti), Sylvio, Djalma (Vino) e Bahiano (Lindolpho).
Time base de 1929 (2º Team): Antônio; Tota e Machado; Zé Macaco, Mize e Ritta; Plínio, Pepe, R. Cruz, Cosme e Paulista.
ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – Crítica (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Jornal (RJ) – Rio Sportivo (RJ)
O Esporte Clube Eletro-Química foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo, que fica na região Metropolitana do estadodo Rio de Janeiro. Localizado a 25 km da capital do Rio, conta com um a população de 960.652 habitantes, segundo estatísticas do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2024.
Tudo começou com a criação em 1933, da Companhia Eletro-Química Fluminense(tendo iniciado a sua produção em 1936), pelo Sr. José Alves da Motta, sendo a 1ª indústria na fabricação de álcalis. Para erguer a empresa foi necessário um investimento de US$ 3.500.000,00, que naquela época no câmbio médio de Cr$ 65,00.
A equipe auriverdefoiFundado na terça-feira, do dia 08 de Junho de 1948, por um grupo de funcionários da Companhia Eletro-Química Fluminense. A Sede ficava na Rua Dr. Alfredo Backer, nº 579, em São Pedro de Alcântara, em São Gonçalo (RJ).
Bicampeão de São Gonçalo
Filiado a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), o Eletro-Química disputou algumas edições do Campeonato Citadino de São Gonçalo de futebol, onde faturou duas vezes o título máximo: em 1952 e 1956!
Clube atravessa por crise em 1959
Na segunda-feira, do dia 19 de outubro de 1959, o jornal Última Hora (RJ), noticiou que o clube atravessa um momento delicado, mas um grupo estaria inclinado a ajudar na melhoria do clube:
“Houve uma época em que o Esporte Clube Eletroquímica, de São Gonçalo, gozava de posição privilegiada nos meios desportivos. Entretanto, a associação que congrega os servidores da Companhia Eletro-QuímicaFluminense sofreu uma queda tremenda em sua situação. Agora, porém, um grupo de consócios tendo à frente o vigoroso zagueiro Dilon está procurando melhorar o clube e esperam, sobretudo, contar com a colaboração dos industriais que no momento estão dirigindo o parque industrial do Alcantara”.
Inaugurada a quadra poliesportiva em 1963
Em 1962, o Eletro-Química também contava com diversas modalidades esportivas como por exemplo: equipes de voleibol, tênis de mesa, futebol de salão (atual: futsal) e basquete.
Quando comemorou o seu 15º aniversário – no sábado, do dia 08 de junho de 1963 – o clubeauriverdeinaugurou a sua quadra poliesportiva com uma grande festa. Às 19 horas, transcorreu a preliminar entre o Eletroquímica e o Colégio São Gonçalo. Na partida de fundo, o Eletro-Química enfrentou o Cacren. Ambas partidas de futsal.
Eletro-Química é desligada da LGD
Na quinta-feira, do dia 07 de novembro de 1968, a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), desligou diversos clubes por falta de pagamento. suspendeu todos os direitos e regalias dos filiados.
Na lista enviada pelo presidente Ernesto Luz figuram os nomes Clube Esportivo Mauá, Esporte Clube Metalúrgico, Tamoio Futebol Clube e o Eletro-Química. A dívida é de aproximadamente hum mil cruzeiros novos. Logo após a decisão de exclusão, a LGD informou o ocorrido à Federação Fluminense de Desportos (FFD) e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD).
Número de sócios
Na sexta-feira, do dia 1º de janeiro de 1971, uma matéria do Correio da Manhã (RJ) apresentou uma lista dos clubes gonçalenses e os seus respectivos números de sócios. Existem 28 associações culturais, recreativas e desportivas, citando entre elas:
Таmoio Futebol Club, 8 mil sócios (fundado em 1917);
Club Esportivo Mauá, 1.600 sócios (fundado em 1937);
Casa Unidos de Portugal, 1.100 sócios (fundado em 1960);
Vila Lage Esporte Clube, 800 sócios (fundado em 1946);
Embaixadores Social Clube, 415 sócios, (fundado em 1959);
Esporte Clube Metalúrgico, 400 sócios (fundado em 1958);
Grêmio Recreativo Fiat Lux, 250 sócios (fundado em 1957);
Esporte Clube Eletro-Química, 150 sócios(fundado em 1948);
Grêmio Dramático Gonçalense, com 60 sócios (fundado em 1957).
Um desaparecimento silencioso
A partir de meados de 60, o futebol de campo deixou de ser noticiado e o futsal passou a ser o ‘carro-chefe’. Já na década de 70, o Eletro-Química era citado no noticiário dos programas culturais e eventos sociais na sede do clube. NA década de 80, não foi mais encontrado informações dessa simpática agremiação gonçalense.
Time base de 1962: Barnabé; Délio e Dilon; Anízio, Jorginho e Vicente; Jerico, Dunga, Orlando, Leir e Valcenir.
Colaborou: Auriel de Almeida
ARTE: desenhos do escudo, uniforme e mascote – Sérgio Mello
FONTES: Correio da Manhã (RJ) – Diário de Notícias (RJ) –O Estado, de Niterói (RJ) – O Fluminense (RJ) – Última Hora (RJ)
O Castello Branco Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede social ficava localizado na Rua General Sampaio, nº 18 (depois passou para o nº 22) – Ponta do Caju, na Zona Portuária do Rio (RJ). O Grêmio Róseo-negro foi Fundado no dia 05 de Agosto da década de 20.
Em assembleia geral, realizada na sexta-feira, do dia 14 de novembro de 1930, foi eleita e empossada a seguinte Diretoria do Castello Branco Football Club a fim de administrar os destinos do club no período de 1930-1931:
Presidente – Miguel Sanches;
Vice-presidente – Luiz dos Santos;
1º Secretario – Pedro Caldas;
2° Secretario – Enubano Stu;
1º Thesoureiro – Waldemar Teixeira;
2º Thesoureiro – Benjamín Monteiro Sanches;
1º Fiscal – Turibio Augusto Ferreira;
2º Fiscal – Delphim Alves de Oliveira;
Director de Sports – Armando Henriques.
No futebol, pelo que coletei de informações nos periódicos cariocas, o Castello Branco contava com uma boa estrutura, com sede e campo, que ficava próximo à Praia do Caju(atualmente esse local, que era a praia privativa da família imperial, foi aterrado).
Distintivo de 1927
O clube realizou diversos amistosos e festivais, porém sem ter ingressado em nenhuma liga. Apesar da escassez de informações, sabe-se que o Grêmio Róseo-negro desapareceu em meados da década de 40.
Algumas formações:
Time base de 1926 (1º team): Altino; Rubem e Pimenta; Paulo, Manoelzura e Bispo; Jossemy, João, Seico, Silvestre e Clementino.
Time base de 1926 (2º team): Joaquim; Pedro e Vieira; Camarão, Riato e Bahú; Miguel, Teotônio, João, Tahioso e Batata.
Time base de 1932 (1º team):Álvaro; Armando (Zéca) e Chiquinho (Álvaro II); Pescador (Abreu), Oliva (Lomenha) e Henrique (Arnaldo); Alberto (Carlos), Elysio (Octavio), Suruba (Quincas), Algemiro (Clementino ou Hugo) e Júlio (Paulo). Capitão: Júlio.
Time base de 1932 (2º team):Waldemar (Lopes); Joviniano (Heitor) e Delport (Arnaldo); Nico (Christovão), Louro (Castilho ou Delfim) e Motta (Eduardo); Cruz (Napoleão ou Silvestre), Carlinhos (Barboza), Cesar (Aladim), Álvaro (Astrogildo) e Delphim (Heitor ou Boucinhas).Capitão: Nico.
Time base de 1932 (3º team):Waldemar; Bolão e Joviniano; Lourival, Evilásio e Erotides; Moacyr, Astrogildo, Cesar (cap.), Jica, Perminio.
Time base de 1933 (1º team):Edemar; Rubens e Deport; Alberto, Oliva e Paixão; Carlos, Ligeireza, Octavio, Joviniano e Sá.
Time base de 1934 (1º team): Hildebrando; Paixão e Faria; Hernestino, Oliva (cap.) e Paulo; Redondo, Nelson, Octavio, Sá e Negosinho (Alberto). Capitão: Oliva.
Time base de 1937 (1º team): Camillo; Miro e Oswaldo; Noca, Maravilha e Esquerdinha; Laláo, Irineu, Nilo, Annibal e Salvador.
Time base de 1937 (2º team):Nobre; Paulo e Joãozinho; Dino, Jayme e Jorginho; Rey, Dermejano, Carios, Babá e Mosquito.
Time base de 1937 (3º team):Dadinho; Zézé e Rey; Armando, Sliba e Dino; Betico, Nilton, Carlos, Babá e Mosquito.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTES: A Rua: Semanário Illustrado (RJ) –Jornal do Brasil (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – Rio Sportivo (RJ)
O Nictheroyense Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). Fundado no domingo, do dia 11 de Maio de 1913, por um grupo de esportistas: Alberto Callado, Gastão Ramos, Alípio José dos Santos, Antônio Freitas I, Antônio Freitas II, Manoel Rocha e Sylvio Vieira Goulart.
No mesmo dia foi aclamada uma Junta Governativa, que ficou assim constituída:
Presidente – Antônio de Freitas II; Secretario – Gastão Ramos e Thesoureiro – Alberto Callado.
Primeira Diretoria
Na segunda-feira, do dia 30 de Junho de 1913, foi eleita a 1ª Diretoria, composta pelos seguintes membros:
Presidente – Antônio de Freitas II;
Vice-Presidente – Adalberto Guimarães;
Thesoureiro – Alberto Callado;
1º Secretario – Antônio de Freitas I;
2º Secretario – Oscar Villela;
Procurador – Alípio José dos Santos;
Director de Esportes – Gastão Ramos.
Clube ajudou a fundar várias ligas
O Nictheroyense foi um dos fundadores da extinta Liga Sportiva Fluminense, depois ajudou a fundar a A.F.E.A. (Associação Fluminense de Esportes Athleticos) e A.N.E.A. (AssociaçãoNictheroyense de Esportes Athleticos).
Sedes e campos
No começo, o campo ficava na Rua Coronel Gomes Machado, esquinada Visconde de Sepetiba, em Niterói. Teve também como campo situado na Praça de Esportes ficava na Rua Santa Clara, s/n, na Ponta da Areia, em Niterói (RJ).
Em 1919, a sua Sede social ficava na Travessa General Andrade Neves, nº 4, no Centro de Niterói. Posteriormente a sua Sede social passou a ser na Travessa Cadete Xavier Leal, nº 30, no Centro de Niterói.
O seu campo foi inauguradono domingo, do dia 23 de março de 1919, na Rua Marques do Paraná, s/n, no Centro da cidade. O local foi cedido pelo então prefeito de Niterói, Eneas de Castro. A partida terminou empatada em 2 a 2 com o Ypiranga Football Club. O time formou com: Gastão Ramos; Jovelino e Damazio; Antônio Neves, Tavares e Melo; Dick, Antenor, Bilu, Oscar e Leci.
A iluminação foi instalada em 1930, com grandes festejos durante o mês de julho. No dia 5, era feito o teste às 21 horas, com benção feita pelo Monsenhor Xavier seguindo-se os discursos de Antônio Mota, Acúrcio Torres, pela ANEA e Alarico Damazio, pela AFEA, que eram as duas entidades que dirigiam o futebol na cidade.
Pioneiro no futebol noturno no estado
Foi iniciador de temporadas noturnas no Estado do Rio, inaugurando, em 1928, a instalação elétrica no seu campo.
O 1º jogo noturno no campo do Niteroiense foi no sábado, do dia 12 de julho de 1930, com o Fluminense de Friburgo, derrotando o Gragoatá por 3 x 1. O amistoso encheu o estadinho do alvinegro e após a preliminar, onde o São Bento venceu o Canto do Rio por 2 x 1. o árbitro Álvaro Silva chamou os dois “captains” e deu início ao jogo principal.
Lindório, Bonin e Pedrinho marcaram para os friburguenses enquanto que Marão diminuiu para os niteroienses. Os times jogaram assim:
Fluminense: Otílio; Martins e Henrique; Bassani, Hugo e Bizoto; Bonin, Pedrinho, Leal (Nonô), Lindório e Bocan.
Gragoatá: Arnaldo; Bibi e Luiz; Thimóteo, Almeida e Luciano; Eduardo (Marão), Valdir, Pudinho, Clovis e Thelio.
Vivia então o alvinegro, sua fase áurea, enfrentando grandes equipes do Rio e reunindo ainda nos dias de semana, grandes astros da música popular brasileira que se apresentavam na sede para as “camomilas e beladonas” tendo uma “pelada” de futebol como exercício. Dentre eles, o Silvio Caldas que se reunia ao lado de Ciro Monteiro, Nono, Roberto, Dutrinha e outros.
Em 1915, o Nictheroyense foi um dos fundadores da Liga Sportiva Fluminense (LSF), em Niterói. A entidade organizou campeonatos estaduais de 1915 a 1925, tornando-se em 1918 a representante oficial do estado perante a CBD(atual CBF).
Time posado de 1929
Ingressou na ANDT
Com a dissolução da LSF, em 1925, o clube se filiou a ANDT(Associação Nictheroyense de Desportos Terrestres), onde ficou até fevereiro de 1927, quando o simpático Grêmio alvinegro da Rua Visconde de Sepetiba, quando saiu em razão pelo declínio da ANDT.
Em seguida, no dia 18 de março de 1927, o Nictheroyense acabou sendo o 1º clube da ANDT a solicitar filiação a AFEA (Associação Fluminense de Esportes Athleticos).
Os títulos conquistados
Em 1922, conseguiu levantar o campeonato infantil, patrocinado pela L.P.F;
Em 1917 e 1924, também na LigaSportiva Fluminense foi campeão dos Segundos Teams;
No ano de 1918, levantou brilhantemente campeonato da cidade dos Primeiros Teams;
A sua equipe secundaria em 1917, venceu o Torneio dos 2º Quadros;
Campeãodos Primeiros Quadros, em 1923;
O Primeiro Quadros também campeão do Torneio Initium, em 1924;
Em 1931, sagrou-se campeão do Torneio Initium dos 1.º e 2.º Quadros.
Até 1927, o Nictheroyense acumulava 28 taças, dois bronzes e diversos troféus na sua Sala de Troféus.
Campeão Campeonato Niteroiense de 1937;
Campeão do Torneio Início do Campeonato Niteroiense: 1931 e 1945.
Jogadores que serviram o Selecionado Fluminense
Nos anos 10 e 20, o Nictheroyense tinha cedido jogadores para a Seleção de Niterói e Fluminense, em Campeonatos Brasileiro de Seleções Estaduais, como Dick, Raymundo, Gastão, Figueiredo, entre outros.
Além de outros, como o goleiro Carlos; o back Congo, com passagem pelo futebol uruguaio; o back Baleiro; o half Vadinho, que jogou no Fluminense A. C.,
Sócios Honorários
Ainda em 1927, os sócios honorários eram: Conde Ernesto Pereira Carneiro, Edmundo Leite Bastos, Coronel Luís Leonel de Moura, Dr. Nelson Campos, Dr. Rodolpho de Macedo, Affonso Magalhães, Armando Ferreira, Djalma de Aquino, Agenor Feliz Braga, etc.
Clube deixou a LNF por fato inusitado
Time posado de 3/05/1962
Na terça-feira, do dia 12 de Maio de 1936, a diretoria do Nictheroyense decidiu deixar a LigaNictheroyensede Football (LNF), do qual foi um dos fundadores. A razão que gerou esse ‘racha’ se deveu ao fato de o alvinegro ter solicitado realizar um festival, em comemoração ao seu 23º aniversário. No entanto, o presidente da LNF, o sr. Anisio de Castro Botelho, eleito com o voto do Nictheroyense, negou o pedido.
O clube alegou que todas as entidades que antecederam a LNF, concediam o direto de comemorar a data com a realização de algum evento. O presidente do Nictheroyense, dr. Affonso de Magalhães comentou:
“Assinei o oficio de desligamento do Nictheroyense F. C. Aliás, devo dizer, para evitar possível exploração, que o clube venho a dirigir, não voltara à L. N. F., de vez que se sente prejudicado por ela, desde que dali se afastou o seu benemérito presidente sr. Pereira Gomes e o sr. Eurico Costa, vice-presidente, quando no exercício da presidência”, disse.
Campeão Citadino de 1937
Em 1937, o Niteroiense voltava a ser campeão da cidade, mas junto com o Fonseca. Os dois terminaram iguais no final do 2º turno e jogaram entre si quatro vezes: cada um venceu uma e houve dois empates obrigando a proclamação de ambos como campeões.
O campeonato já era promovido pela ANEA e o alvinegro estreou em 20 de junho de 1937, goleando o Bandeirantes por 5 x 0, com gols de Tavinho (três vezes), Guerra e Anezilio, no campo da rua São Lourenço.
No seu elenco figuravam: Mário Silva, Mário Andrade, Carino Monteiro, Walter Ferraz, Celio Ferreira, Arlindo Ferreira, Joaquim Laper, Reinaldo Patureau, Zalmir Câmara, Herve Saldanha, Albino Ferreira, Otávio Miranda Filho, Joaquim Pinto Guerra, Cicero Monteiro, Anezilio Ramos, Antônio Oliva Guimarães, Rubem Rosa, Waldir Pacheco, Walter de Almeida, Oscar Coelho, Acir Ferraz e Heitor Soares.
A partir de 1937 em diante, o 1º time do Niteroiense nada mais conseguiu em campeonatos, a não ser conquistas oficiosas como torneio início, quadrangular, etc.
Viveu assim, o futebol do Niteroiense, sua grande fase de 18 a 37 apesar de ter apenas dois títulos oficiais. A defasagem, no entanto, foi maior e acompanhando os passos dos demais clubes tradicionais da cidade terminou também com o seu futebol.
Depois, ficou sem o campo vendido a uma imobiliária – e a sede acabou sendo incorporada nas negociações, restando apenas um pequeno acervo que motivou a decisão do presidente do clube em doá-lo a uma instituição de caridade.
Sede social no começo da década de 80
Niteroiense se extinguiu em 1981
O jornal O Fluminense deu a matéria sobre o triste fim, do Niteroiense Futebol Clube, no domingo, 25 e segunda-feira, 26 de outubro de 1981:
“O Niteroiense Futebol Clube, tradicional em nossa cidade, está em processo de extinção. Primeiro, perdeu sua seção de futebol: depois o campo e pôr fim a sede, restando ao seu atual presidente Dilermando, apenas o acervo. Mas onde colocá-lo? Sem sede ou local apropriado e cansado de convocar os conselheiros e até mesmo as pessoas tradicionais do clube. Dilermando resolveu destinar todo o material esportivo à uma casa de caridade onde haja garotos para a pratica de futebol.
Desta forma, o Niteroiense FC vai doar publicamente seu material esportivo para o Lar Humaitá ficando a data de entrega a ser divulgada posteriormente. Esta será a medida que selará o fim do Niteroiense Futebol Clube, restrito apenas à figura jurídica do seu atual presidente, Dilermando Soares.”
Algumas formações:
Time base de 1915: Gastão Ramos; Cicero e Damásio; A. Neves, Callado e Nenóco; Ramiro, Cattete, J. Santos, Dick e Mattoso. Capitão: Callado.
Time base de 1917 (1º Team): Gastão Ramos; Damásio e Jovelino; Antônio Neves, Callado e Adalberto; Bibio, Samuel, Freitas, Raymundo e André.
Time base de 1917 (2º Team): J. Barros; Júlio e Cesar; Azamor, Gloria e Pinho; Mario, Bibi, Oscar e Durval.
Time base de 1917 (3º Team):Henley; Manoel e Rocha; Sobral, Portella e Souza; José, Edmundo, Antenor, Renato e Joaquim. Reservas: Minotto, Waldemir, Waldemar, Agenor e Roberto.
Time base de 1918: Gastão Ramos; Jovelino e China; Antônio Neves, Tavares e Beleco; Raymundo, Dic, Bilu, Oscar e Zeca.
Time base de 1919: Gastão Ramos; Jovelino e Damazio; Antônio Neves, Tavares e Melo; Dick, Antenor, Bilu, Oscar e Leci.
Time base de 1927:China; Epaminondas e Humberto (Machado); Carlos Outeiral, Germano e Aristides; Athayde (Campos), Quaresma (Cunha), Nababo (Vavado), Byra e Seixas (seu nome era: Eustachio Gomes da Cruz).
Time base de 1928:Russo (Chico); Epaminondas e Figueiredo (Vicente); Oreste, Germano (Cosme) e Athayde (Tavares); Vavado (Pardal ou Gino), Congo (Orestes), Paulista (Severo ou Verde), Clovis (Sylvio) e Godofredo (Edmundo).
Time base de 1929:Pardal; Congo (Tavares) e Figueiredo (Epaminondas); Cosme, Laca (Nereu, Neném ou Germano) e Júlio; Athayde (Guro ou Décio), Godofredo (Haroldo), Oswaldo (Gastão), Clovis (Motta) e Edmundo (Agenor).
Time base de 1930:Martins; Oswaldo e Luiz; Figueiredo, Laca e Júlio (Tavares); Cosme, Godofredo (Costa), Oswaldo II (Félix), Esquerda e Duque Estrada (Marinho).
Time base de 1931: Carlos; Epaminondas e Oswaldo; Costa, Chiquinho e David; Oswaldo II, João Cabeça, Laca, Castello e Pinto.
Time base de 1932:Carlos; Cesar e Baleiro; Vadinho, Chiquinho e Nicanor; Oswaldo, Dorinho, Cantidio, Paschoal e Naran.
Time base de 1933:Argemiro (Jeronymo); Luiz (Boiadeiro) e Baiaco; Felix (Agostinho), Garrafa e Lulú (Chiquinho); Tude, Dorinho (Vaváo), Manoelzinho (Villas Boas), Nicanor (Raul) e Fernandinho (Haroldo).
ARTE: escudo e uniforme – Sérgio Mello
FOTOS: O Fluminense (RJ) – A Noite (RJ) – Rio Sportivo (RJ)
FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – A Razão (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – O Fluminense (RJ) – O Imparcial: Diário Illustrado do Rio de Janeiro (RJ) – O Radical (RJ) – Rio Sportivo (RJ)
O Itumbiara Esporte Clube é uma agremiação do município de Itumbiara, situado ao sul do estado de Goiás. O município fica a 205 km de Goiânia, contando com uma população de 104.742 habitantes, segundo o IBGE/2019. O “Gigante do Vale” ou “Tricolor da Fronteira” foi Fundado na segunda-feira, do dia 09 de Março de 1970.
A sua Sede social fica localizada na Rua Amadeu Machado Filho, nº 99, no Setor Anhanguera, em Itumbiara. Enquanto a casa do “Gigante do Vale” é o Estádio Municipal Juscelino Kubitschek, “JK”, com capacidade para 14.455 mil pessoas.
Na década de 1960 o município de Itumbiara possuíam duas equipes de futebol que proporcionava o clássico denominado “NAGO” (Nacional x Goiás). A rivalidade se expandiu não apenas no âmbito esportivo, mas inclusive no aspecto político partidário.
O Goiazinho não conseguindo acesso à Primeira Divisão e o Nacional amargando a queda para a Segunda Divisão motivaram, sobretudo, o Sr. Modesto de Carvalho (membro da diretoria do Nacional), a mobilizar a junção destas duas equipes com propósito de criar uma equipe mais competitiva e expressiva objetivando o envolvimento mais intenso e fiel dos torcedores.
Na quarta-feira, do dia 04 de março de 1970, o Nacional e o Goiás reuniram-se para tratar do afastamento de ambos das atividades profissionais junto á Federação Goiana de Futebol(FGF), cedendo seus patrimônios a títulos de empréstimo à nova entidade que surgia: Itumbiara Esporte Clube.
Assim, às 19h30min., do dia 09 de Março, desportistas de Itumbiara, sócios do Goiás e do Nacional, reuniram-se para fundar a nova agremiação. Na mesma reunião decidiram aproveitar o azul do Goiazinho e o vermelho e branco do Nacional resultando assim no “ Tricolor da Fronteira “.
As principais conquistas, foi o Torneio Seletivo de Goiás (1987); Campeonato Goiano do Interior (melhor colocado no Estadual de 2007) e o momento mais importante na história do clube: o título do Campeonato Goiano da 1ª Divisão de 2008.
Com essa conquista o Itumbiara disputou pela 1ª vez a Copa do Brasil de 2009. Na ocasião, Jogou contra o Corinthians em um jogo que marcou a estreia oficial do jogador Ronaldo Fenômeno no time paulista após vários anos jogando na Europa.
O Itumbiara já disputou o Brasileiro da Série D (2011); Brasileiro da Série C (2007 e 2008); Brasileiro da Série B (1984) e uma vez na elite do futebol brasileirode 1979, quando terminou na 69ª colocação.
ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
Colaborou: Márcio Javaroni
FONTES: Página do clube no Facebook e Instagram – Jornais goianos
OSilva Manoel Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O ‘Alvi-azul Silvamanoelense’ foi Fundado no dia 02 de Julho de 1918, como Silva Manoel Football Club. No entanto, o clube acabou sendo extinto.
Tempos depois, um novo grupo resolveu reabrir o clube, mas com outra nomenclatura:Silva Manoel Athletico Club, que foi Fundado no dia 21 de Maio de 1921, por um grupo de jovens desportistas, entre eles, José da Silveira Furtado, ou simplesmente Juca, que atuava como half-direito e depois como center-half, se tornando um dos grandes ídolos do clube.
Escudo de 1927
RUA SILVA MANOEL DEU NOME AO CLUBE
A escolha do nome do clube foi pelo fato desse grupo de rapazes serem moradores da Rua Silva Manoel (atual Rua André Cavalcânti). Por isso, que a escolha da Sede social não poderia ser outro lugar, que não fosse onde tudo começou: na Rua André Cavalcânti, 127, no Centro do Rio. Já o Campo, onde a equipe mandava os seus jogos, ficava na Rua Jockey Club, nº 42 (atual Licínio Cardoso), em São Francisco Xavier, na Zona Norte do Rio.
EXCURSÕES
OSilva Manoel Athletico Clubrealizou diversas excursões, citando algumas: Valença, onde enfrentou o Sport Club Valenciano; Nova Iguaçu, para jogar com o Sport Club Iguassú; Paracambi, para encarar o Tupy Port Club.
Também outros jogos em destaque como os jogos contra o Sport Club Rio, campeão da Alliança Sportiva Fluminense, com destacada atuação; Rio Football Club, campeão da Liga Leopoldinense; Sport Club América, campeão da Liga Metropolitana; Sport Club Providência, campeão da Liga Graphica; Mauá Football Club, campeão da Liga Leopoldinense.
ILUSTRES SÓCIOS
Um fato curioso em 1928, é que alguns dos sócios honorários do clube eram os jornalistas dos principais jornais do Rio, na época: Eduardo Magalhães, um dos redatores do Jornal A Manhã; Nascimento, redator de a ‘Vanguarda‘ e Raul Loureiro, do ‘O Imparcial’.
Escudo de 1921
TÍTULOS
Em 25 de abril de 1926, se filiou a Liga Graphica de Sports (L.G.S.). Três anos depois, em 20 de Fevereiro de 1929, se filiou a Associação Carioca de Esportes Athleticos (A.C.E.A.). No mesmo ano se sagrou Campeão do Torneio Início da ACEA levando a ‘Taça Gaspar Pereira’.
Entre 1926 a 1929, o Silva Manoel A.C. realizou 165 jogos, com 89 vitórias, 45 empates e 31 derrotas. Até 1929, a ‘Sala de Troféus’ do clube contava com 8 troféus de bronze e 62 ricas taças.
Durante esse período, conquistou lindos troféus, como o título de Campeão Invicto da Zona do Riachuelo de 1927. Outras conquistas fora: Bicampeão do Torneio Extra; Campeão dos Terceiros Teams; Vice do Segundo Teams da Liga Graphica; Campeão do Torneio Início, promovido pela Associação do Rio de Janeiro de Sports (A.R.J.S.). Venceu dois Torneios eliminatórios, vice campeão do Torneio Início da Liga Esportiva de Amadores, da qual foi um dos fundadores.
TRIUNFOS MARCANTES
Dentre os jogos mais fortes, destacam-se os seguintes: vitórias sobre o Rio Branco Football Club; Rio Football Club(antigo campeão da Liga Leopoldinense), ambos por 1 a 0; Sport Club Botafogo(campeão do Bairro de Botafogo) e o Oriente Athletico Club, que depois de uma luta empolgante venceu por 1 a 0, conquistando o título Invicto da Zona do Riachuelo, no dia 30 de Janeiro de 1927.
Conta o Silva Manoelcom duas vitórias, um empate e duas derrotas. Empatou uma com o Rio Branco Football Club(Campeão da Alliança Sportiva do Estado do Rio), que venceu por 5 a 2; e contra o Sport Club Anchieta, que venceu por 3 a 2; perdendo para o Tupy de Paracambi por 5 a 4 e do Combinado Ponta d’Areia por 4 a 2, empate com o Sport Club Iguassú em 0 a 0, e 1 a 1 com o Sport Club Valenciano.
PARTICIPAÇÔES NA LBD E LMST
Em 1930, oSilva Manoel Athletico Club ingressou na Liga Brasileira de Desportos (L.B.D.), onde disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão, em 1930, 1931 e 1932. No ano seguinte, disputou a Segundona, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (L.M.S.T.), em 1933.
Time-base de 1928-29: Julio; Bigode (Careca) e Joaquim I; Feniano (Mario), Juca (Cabral) e Pedro (Maydosa); Zeca (Waldemar), Bebé (Joaquim II), Victório (Cap.), Carlinhos e Reynaldo.
ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTE: Jornal A Manhã (RJ) – O Imparcial (RJ) – Rio Sportivo (RJ)