Decisão da Copa do Brasil – 1966

COPA DO BRASIL – 1966

Estádio: Pacaembu Data: 07/12/1966
Renda: CR$ 65.146.000,00 Ano: 1966
Árbitro Principal Armando Castanheira da Rosa Marques
Assistentes: Germinal Alba | Wilson Medeiros

Chuva forte, campo enlameado, poças d’água por todos os lados. Mais experiente, o Santos tratou de lançar bolas longas sobre a área do Cruzeiro para Pelé e Toninho forçarem os erros de William e Procópio.

Para não perder o meio de campo, Lula escalou Amauri no lugar de Dorval. Sua missão era ajudar Zito e Mengálvio a parar Tostão e Dirceu. E Piazza, que havia anulado o Rei no jogo de ida, sem poder recuar demais para não abrir brechas no meio de campo, ficou fora de jogo no começo do 1º tempo.

Com amplo domínio do jogo, o Santos abriu o placar aos 23. Pelé driblou William e chutou no canto: 1 x 0. Aos 25, após receber passe de Pelé, Toninho invadiu a área e deslocou Raul: 2 x 0.

Piazza recuou e voltou a colar em Pelé. O Cruzeiro respirou, começou a tocar a bola. O Santos arrefeceu um pouco seu poder ofensivo. Após descansar um pouco, voltou a atacar furiosamente nos últimos 5 minutos.

Aos 40, Pelé passou por Piazza e lançou Toninho entre Procópio e William. Raul saiu do gol e defendeu nos pés do centroavante. Um minuto depois, Toninho acertou a trave. Aos 44, Pelé ficou cara-a-cara com Raul. O goleiro fez milagre.Terminou. Só 2 x 0.

Segundo Tempo

Aírton Moreira, que na chegada a São Paulo, recebera apoio dos irmãos mais famosos, Aymoré e Zezé, estava perplexo. “Tá tão ruim que nem eu sei como consertar. Façam o que vocês acharem melhor”, recomendou aos jogadores.

Para piorar, num gesto de provocação, Mendonça Falcão, presidente da Federação Paulista de Futebol e Athiê Jorge Cury, presidente do Santos, procuraram Felício Brandi para acertar data e local do terceiro jogo. Foram enxotados, aos berros, do vestiário.

Felício aproveitou a visita inoportuna para mexer com os brios dos jogadores. Na volta, os craques conversavam, combinavam jogadas, animavam-se mutuamente. Estavam certos de que podiam virar o placar. Afinal, já haviam vencido duas vezes o time de Pelé naquele ano.

O Piazza voltou disposto a parar Pelé.  Sem a companhia do melhor do mundo, Toninho virou presa fácil para os compadres William e Procópio. Dirceu e Tostão começaram a cair pelos lados do campo. Com o fôlego dos garotos celestes, Zito e Mengálvio se perderam na marcação. Sob pressão, a defesa santista começou a falhar.

Aos 12, Hilton serviu Evaldo que foi derrubado na área por Oberdan. Pênalti. Tostão bateu mal. Cláudio defendeu. A torcida santista se assanhou à toa. Apesar do gol perdido, o Cruzeiro continuava controlando o jogo.

Aos 18, Lima derrubou Natal na lateral da área. Falta para cruzamento. Mas Tostão bateu direto. De curva: 1 x 2.

gol tostao
tostao 02

Sequência do primeiro gol do Cruzeiro, marcado por Tostão

A partir daí, o Cruzeiro esqueceu-se de qualquer cuidado defensivo e dedicou-se a atacar. Dirceu exibiu seu repertório de  dribles. Aos 28, tirou Joel de sua frente com um drible de corpo e fuzilou Cláudio: 2 x 2. Bastava.

Natal

Natal decreta o fim da disputa: Cruzeiro 3 X 2 Santos

Aos 44, o Santos caiu definitivamente. Do lado esquerdo, Tostão passou por Lima e Zé Carlos e cruzou para trás. Chegando na corrida, Natal apenas cumprimentou Cláudio: 3 x 2.

Fim de jogo.

Enlameado, Piazza levantou a Taça Brasil, o troféu mais importante da história do futebol mineiro.

De todos os tempos!

Cruzeiro
Raul
Pedro Paulo
William
Procópio
Neco
Wilson Piazza
Dirceu Lopes 1
Natal 1
Tostão 1
Evaldo
Hilton Oliveira

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2 pensou em “Decisão da Copa do Brasil – 1966

  1. Adalberto Kluser

    A Taça Brasil era um torneio. Não era campeonato. Até defendo a Taça de Prata de 1967-1970 como Brasileiro. Mas a Taça Brasil era um torneio dirigido onde os times do RJ e SP entravam na semifinal.
    Moleza assim até o Eletrovapo-RJ e Guanabara-DF garantiriam o quarto lugar no “Campeonato Brasileiro”.
    Acho que a CBF está certa.

  2. Gilvanir Alves

    O Cruzeiro junto com o Palmeiras foram as equipes que bateram de frente com o Santos de Pelé.
    Pena que a CBFnão reconhece a Taça Brasil como Campeonato Brasileiro.

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