ÁRBITRO ABANDONA O JOGO NO SEU PRIMEIRO MINUTO

No inicio do ano de 1949, Barroso e Santa Cruz disputaram uma partida ainda valida pelo campeonato do ano anterior. Um jogo que, pode-se dizer, começou duas vezes. Foi, sem duvida, uma das partidas mais tumultuadas do futebol alagoano. O juiz foi Mário Santa Rita. O bandeirinha Adávio Camelo.
A saida foi dada pelo Santa Cruz que foi ao ataque com uma bola lançada para o centro avante, Seu Zé, que estava na ponta direita. Ele foi a linha de fundo e centrou para Tião fazer o primeiro gol. O relógio ainda não tinha marcado um minuto de jogo. O juiz que tinha confirmado o gol, foi alertado pelos jogadores do Barroso de que o bandeirinha tinha marcado que a bola saiu antes do centro para a área. O juiz aceitou a marcação do auxiliar e anulou o gol. A coisa se complicou porque os jogadores de Santa Cruz cercaram Mário Santa Rita alegando que ele já tinha marcado o gol e não poderia voltar atrás. O juiz também aceitou as alegações do Santa Cruz e, mais uma vez mudou seu comportamento mantendo o gol. A turma do Barroso não se conformou, queriam agredir o juiz e terminou sentados em campo até que os dirigentes resolvessem o problema.
A torcida também começou a reclamar. Sentindo que a situação não era boa, Mário Santa Rita entregou o apito na mesa de representação da Federação e foi embora. Depois de trinta e dois minutos de paralisação e muita discussão, Dr. Carlos Miranda, presidente do América, aceitou apitar o jogo com uma condição: a partida começaria de novo. Naturalmente apagando o gol e o marcador ficando em zero a zero.
E o jogo começou novamente com a saída do Santa Cruz. Quando placar era de 3×2 para o Barroso, o juiz, Dr. Carlos Miranda, suspendeu a partida por falta de visibilidade. Na pajuçara, na época, não havia iluminação artificial. O jogo não tinha como prosseguir. Foi a partida ser suspenso e Tião do Santa Cruz agrediu o goleiro Fontan do Barroso. Biquara correu em socorro do companheiro e brigou todo mundo. Uma luta campal que envergonhou o futebol alagoano. Zé Grilo e Fontan, do Barroso, saíram direto para o Hospital.
São fatos como esses que acontecem no futebol e poucos entendem. Jogadores selvagens e despreparados que fazem de um campo de futebol um ringue de luta livre. O pior, é que, muitas vezes, os dirigentes acobertam seus jogadores e, até lutam por eles. Mas, tudo fica registrado no livro da história do futebol.

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