Vila Inah E.C. – Curitiba-PR

O Vila Inah Esporte Clube foi uma agremiação esportiva fundada em 26 de março de 1943. Sua sede estava situada no bairro de Santa Quitéria. os homens que participaram de sua fundação foram: Feliciano Batista Scussiato, David Scuissiato, Abel Scuissiato, Luiz Scuissiato, Ambrósio Scuissiato, Natálio Scussiato (Nadir), João Scuissiato, Augusto Scuissiato, Benevenuto Tosin, Guilherme Kintop, Reinaldo Richter, José Stopinski, Miguel Parra, Darci de Lazzari, João Grden, João de Mil, Humberto Cantarelli, Valdemar Schultz, Argemiro de Souza, João Soares e outros.

Sua diretoria ficou assim constituída:

Presidentes: Feliciano Batista Scussiato, Antenor Ferreira de Souza, Darci de Lazzari, José Atalla, José Leite.
Diretores: Eduardo Antonio de Oliveira (Nêne), Manoel José Correa (Maneco), Lauro Hey, Antonio de Almeida Torres (Nenê Torres), Walmir Martins Brandão, Celso Leitoles, Paulino Leitoles, Altair Antonio Demio (Taico), Laertes Wille, Lino Scussiato, Baldonier Juarez Agostinho (Nhê), Luiz Stopinski (Zeninho), Cesar Duda, João Belo (Joanito), Evaristo Marquetti, Lourival Stopinski (Loro), Manoel Leocadio Serra (Maninho), Vicente Carraro, Afonso Schultz (Zé Raimundo), Vitalino Massinhã (Vitalo), Arnoldo Tozin (Nordo), e outros.

O nome da equipe foi em homenagem a senhora Inah Mader, esposa do Dr. Otto Mader, que loteou em 1935 a área denominada Loteamento Vila Inah. Suas cores eram verde e branco, com o campo de futebol situado onde hoje é a Praça Francisco R. A. de Macedo em Santa Quitéria. O terreno de sua sede social na rua Capiberibe foi adquirido de João Pedro Micheleto por 60 mil cruzeiros, valor este dividido entre 60 sócios beneméritos que contribuíram com hum mil cruzeiros cada, tendo na presidência do clube, Feliciano Batista Scussiato.

Sua 1ª partida foi em 1945, e teve como local e adversário o Vila Izabel F.C., do presidente Rochinha, com o resultado de 2×2, com os dois belíssimos gols assinalados pelo centro-avante Feliciano Batista Scussiato. O time entrou em campo com: Vatalino Massinhã (Vitalo)-Augusto-Toni-Darci-Claudio Tosin-Lauro-Luiz-Luiz Stopinski (Zeninho)-Clemir Vieira-Manoel José Correa (Maneco)-Feliciano Batista Scussiato-Arnoldo Tosin; técnico Eduardo Antonio de Oliveira (Nêne).

Nos dias de jogos no campo em Santa Quitéria, o locutor oficial Feliciano Batista Scussiato, no começo da manhã acordava os moradores através do “serviço de alto-falante verde e branco do alto da colina de Santa Quitéria” com músicas: Cisne Branco, Porta Aberta, O Ébrio, Serra da Boa Esperança, Boa Noite Amor, Rosas ao Pé da Cruz, Lábios que Beijei e tangos de Gardel, com cornetas direcionadas para que todos os moradores da região fossem informados e convidados a participar do delicioso churrasco à venda e das partidas de futebol contra o BECA (Bloco Esportivo Capão D’Amora), Seminário, São Jorge, Novo Mundo, Tamoio, Batelzinho, Capão Raso, Ipê, Vila Leão, Vila Izabel, Nova Orleans,São Braz, Lisboa, Campo da Cruz, Peñarol, Juventude, etc.

A 1ª excursão do time de futebol do Vila Inah E.C. foi realizada em 1945,  para jogar em Jaguariaíva-PR, contra o Esporte Clube Recreativo Ferroviário, tendo a lotação do Antonio de Almeida Torres (Nenê Torres) como transporte, na estrada macadamizada Curitiba-Jaguariaíva.
Foram 10 horas de viagem naquele sábado. Hospedagem no Hotel Jaguariaíva. No hotel havia um papagaio que gritava o tempo todo: o Ferroviário já ganhou.

Na tarde de domingo a Rádio local transmitiu a vitória do Vila Inah E.C. por 3×2, que jogou com Vitalino Massinhã (Vitalo)-Claudio Tosin-Clemir Vieira-Waldemiro de Souza (Vado)-Ariovaldo de Souza (Formiga)-Luiz Stopinski (Zeninho)-Carlos Tosin (Carlito)-Afonso Schultz (Zé Raimundo)-Nego Darci-Arnoldo Tosin-Raul Schultz (Banhe), tendo Ariovaldo de Souza (Formiga) marcado os 3 tentos.
Arnoldo Tosin (Nordo) jogava no E.C. Agua Verde e participou desta partida gentilmente cedido pelo clube profissional. Também neste jogo houve o 1º gol contra da história do Vila Inah E.C., o zagueiro Clemir Vieira no aperto e pressão do Ferroviário, dá uma “bicicleta”, que vai no ângulo esquerdo do goleiro Vitalino Massinhã (Vitalo). Após a brilhante vitória, comemorada pelo freguês da Ferroviário, a Associação Atlética Matarazzo, fogos de artifício, jantar, cantoria e o retorno cansativo da volta a Santa Quitéria.

Participou dos campeonatos citadinos de futebol amador de Curitiba de 1952 a 1970, quando da fusão com o Ipê F.C. passando a ser União Santa Quitéria em 1971.

Na 3ª divisão foi:

  • Campeão do Aspirante em 1962, tendo 44 concorrentes.
  • Campeão do Torneio Início e do campeonato em 1963 que contou com 46 equipes disputantes, com Altair Antonio Demio (Taico)- Laertes Wille-Haroldo Luiz Ribas-Davi Belo-Levir-Baldonier Juarez Agostinho (Nhê)-Luiz Carlos Ribas-Chiquinho-Altevir Stopinski-Antonio Carlos de Almeida (Ico)-José Anacleto Senter-Dario.
  • Bi-campeão do 1º quadro e Campeão de Aspirante em 1964 com 45 clubes na disputa, com Altair Antonio Demio (Taico)-Rui Gil Langowski (Rogil)-Túllio Cettina-Davi Belo-Darci Tesseroli (Pinguim)-Luiz Carlos Ribas-Altevir Stopinski-Pedro Luis da Silva (Taraíra)-Valdir Antônio Ribas-José Anacleto Senter-Percival Brandão (Percinho).
  • Bi-campeão do Aspirante em 1965, tendo 32 concorrentes, com Antoninho-Edson-Túllio Cettina-Darci Tesseroli (Pinguim)-Bolivar de Paula Nascimento-Osmar-Sidney Alves (Laco)-Augusto Sczepinski (Agostinho)-Pedro Luis da Silva (Taraíra)-Valdir Antônio Ribas-Guerrino Cettina-Arion-Jeferson Gonçalves do Nascimento (Tito).
  • Em todos estes títulos o técnico foi Eduardo Antonio de Oliveira (Nêne)
  • Campeão do campeonato juvenil da Rádio Marumbi em 1964, com Isidro Ballesca Redondo (Espanhol)-Madjo Knaut-Disco-Dinho-Milton-Zuza-Gilmar Hugo Rios-Bolacha-Joacir Duda (Krim)-Sapo-Índio-Edson Tozin (Edo)-Lauro-Caqui-Bimba-Dionisio Carrao-Adalberto de Barros Loyola Junior (Dalbertinho), tendo Celino Stopinski (Tutuca) como técnico e presidente José Atalla.

Acervo/Pesquisa: Mario Richter/Douglas Julio Toppel Reinaldim/Futebol do Paraná 100 anos de história (Heriberto Ivan Machado-Levi Mulford Chrestenzen)

Desenho do escudo e uniforme por Sergio Mello, jornalista e pesquisador.

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