
Por Sérgio Mello
A Liga Municipal de Desportos de Divinópolis (LMDD) é a entidade máxima da cidade de Divinópolis, localizado Localizado a 120 km da capital mineira (Belo Horizonte), do estado de Minas Gerais, contando com uma população de 231.091 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) de 2022.
Fundado na terça-feira, do dia 03 de abril de 1934, por iniciativa do médico Dr. Zózimo Ramos do Couto e coube a esta entidade organizar o 1º campeonato amador da cidade, contando com equipes de Divinópolis e Carmo do Cajuru, então distrito de Itaúna.
O vencedor foi o Flamengo Esporte Clube (Fundado em 15/08/1934), que venceu o Guarany Sport Club (Fundado em 20/09/1930). O jogo final em data que até hoje é desconhecida, acabou em 2 x 1 para o rubro-negro.
Terminado o campeonato houve uma séria desavença entre o Dr. Zózimo, Presidente da Liga e o diretor presidente do Flamengo que culminou com a dissolução da entidade. A LMDD possui a sua Sede própria situado, na Rua Sion, n° 150, no bairro Esplanada, em Divinópolis/MG.
Divinópolis no 1º Campeonato do Interior Mineiro de 1947
A Seleção de Divinópolis, organizado pela LMDD (Liga Municipal de Desportos de Divinópolis), era praticamente o time do Ferroviário Atlético Clube, que na época era octacampeão municipal. Para se ter uma ideia, o selecionado titular contava com nove jogadores do Ferroviário: Voldack, Geraldinho, Palmiro, Bico-Fino, Bacharel, Pauzinho, Valtinho, Carmelinho e Torres.
A equipe se inscreveu para disputar o no 1º Campeonato do Interior de 1947, chancelado pela Federação Mineira de Futebol (FMF). O Selecionado Divinopolitano ficou na 3ª Região, da 10ª Zona. A competição, com jogos de ida e volta de caráter eliminatório.
Preparação para o torneio
No domingo à tarde, do dia 21 de setembro de 1947, ensaiou pela segunda vez o selecionado divinopolitano, para seus compromissos no 1º Campeonato do Interior de 1947. Os treinos vêm agradando plenamente, não só aos técnicos, mas também à grande assistência que tem comparecido ao campo da Esplanada.
O quadro Azul, ou seja, o titular, tem se exibido bem, mostrando boa fibra, técnica e ótima disciplina, acontecendo o mesmo com os suplentes. O escore do ensaio de domingo foi de 8 a 3 para os titulares.
Fizeram os gols: Pauzinho, três vezes; Torres e Piloto, dois tentos cada, e Valter, um gol; marcando para o team Branco: Rolô, duas vezes e Carmelinho, um tento.
Quadro Azul: Voldack (Jairo e depois Albertinho); Militão e Cuim; Silvio, Osvaldo e Bacharel; Pequeno, Valter, Piloto, Pauzinho e Torres.
Quadro Branco: Orácio (Jairo e depois Albertinho); Piola e Otacílio; Ascânio, Bico-fino e Didi; Baldo, Tiãozinho, Rolô, Toninho e Carmelinho.
O Campeonato do Interior terá início no domingo, do dia 5 de outubro de 1947, com jogo Formiga x Divinópolis. Lembrando que os jogos do Campeonato de Interior eram eliminatórios.

AGACHADOS (esquerda para a direita): Torres, Valtinho, Pauzinho, Joca Guimarães e Carmelinho.
Divinópolis arranca empate no fim
Pelo 1ª Campeonato do Interior Mineiro de 1947, na estreia, no domingo, às 15h30min., do dia 05 de outubro de 1947, o Divinópolis após ir para o intervalo perdendo por dois a zero, conseguiu o empate “no apagar das luzes”, arrancando o empate em 2 a 2 com o Selecionado de Formiga, no Estádio Benjamin de Oliveira (propriedade do Ferroviário), em Divinópolis/MG.
No primeiro tempo, Guita e Cabaça marcaram para Formiga. Na etapa final, Pauzinho e Torres (marcou aos 35 minutos) deixaram tudo igual para o Selecionado Divinopolitano. Pela primeira vez, em Divinópolis, ocorreu uma partida intermunicipal em que todos os divinopolitanos presentes torcessem para o clube de sua terra.
Crônica do Jogo
O jornalista Oliveira Neto, do Divinópolis-Jornal fez a crônica dessa partida:
“Primeira Etapa – De Orácio a Carmelo só se salva o zagueiro Geraldo que desde o início ao final, foi dinâmico mostrando muita fibra e classe. A equipe de Formiga não jogou melhor que os nossos, pois, encontraram um selecionado completamente desnorteado, não tendo em absoluto controle da bola.
Poderia o quadro de Formiga produzir mais e assinalar muitos tentos na fase inicial o que só não fizeram pela pouca produção de sua equipe que não correspondeu à expectativa.
Os locais não foram os que vimos frente ao Tupi (foi o último amistoso, uma semana antes, no qual Divinópolis goleou por 11 a 0). Não queremos com isto dizer que não encontraram resistência por parte dos cajuruenses, mas sim que tiveram mais domínio da pelota e compreendiam-se muito bem. Na partida de domingo fracassaram completamente, passando bola a torto e a direito.
Segundo tempo – Os defensores da jaqueta alvi entraram em campo para o tempo complementar, ainda um pouco descontrolados, mas firmando, à medida que o tempo passava. Com os visitantes aconteceu o contrário. Nessa fase, sua defesa jogava melhor e o ataque falhou quando era preciso, não se organizando quase nenhum a- taque de valor”.
ATUAÇÕES
DIVINÓPOLIS
Orácio, não teve culpa alguma nos dois gols, mas teve atuação falha, é fraco. Geraldo, o melhor em campo, jogando como verdadeiro mestre.
Otacílio, menos firme que seu colega, só firmando na fase final.
Silvio, fez um primeiro tempo péssimo, sobressaindo apenas um gol certo que tirou, executando uma bicicleta quando o arco estava completamente desguarnecido.
Bico-fino, fez um 1º tempo regular, melhorando sensivelmente no final. Bacharel, nas mesmas condições de Bico-fino.
Torres, teve boas jogadas.
Valter, foi dinâmico, mas nada conseguiu, pois, estava numa tarde negra. Pauzinho, mais uma vez jogou mal, não satisfazendo embora com espanto geral, pois, sendo ele um grande jogador fez duas partidas péssimas, esperando, no entanto, seus admiradores, que faça ótima partida em Formiga.
Joca esteve irreconhecível, não sendo o mesmo insider de domingo atrasado. Carmelinho, o elemento em quem nenhum dos esportistas locais depositava confiança foi o melhor da linha atacante, o 1º tempo, mas também é fraco,
FORMIGA
Marándola, um grande arqueiro, tendo efetuado uma grande partida.
Marico, muito falho.
Busina, regular.
A linha média, formada por Carlos, Nesir e Zezé, todos jogaram bem, sobressaindo o centro médio.
No ataque, Guita, o melhor.
Machado, foi um elemento de fibra que mostrou bom padrão de jogo.
Os demais no mesmo nível.
O JUIZ – O árbitro da partida foi o sr. Alcebíades M. Dias, o popular Cidinho agiu bem tendo algumas falhas. O sr. Cidinho é árbitro de categoria, pertencente ao quadro de juízes da F. M. F.

DIVINÓPOLIS (MG) 2 X 2 FORMIGA (MG)
| LOCAL | Estádio Benjamin de Oliveira, em Divinópolis (MG) |
| CARÁTER | 1º Campeonato do Interior Mineiro de 1947 |
| DATA | Domingo, do dia 05 de outubro de 1947 |
| HORÁRIO | 15 horas e 30 minutos (de Brasília) |
| RENDA | Cr$ 4.135,00 |
| PÚBLICO | Não divulgado |
| ÁRBITRO | Alcebíades M. Dias, o Cidinho (FMF) |
| DIVINÓPOLIS | Orácio; Geraldo e Otacílio; Silvio Azevedo, Bico-fino e Bacharel; Torres, Valtinho, Pauzinho, Joca e Carmelinho. Técnico: Antenor Torres |
| FORMIGA | Marândola; Marico e Busina; Carlos, Nesir e Zezé; Machado, Guita, Pedro, Milton e Cabaça. |
| GOLS | Guita e Cabaça (Formiga), no 1º Tempo. Pauzinho e Torres aos 35 minutos (Divinópolis), no 2º Tempo. |
Divinópolis sofre a virada e dá adeus ao Campeonato do Interior de 1947
Crônica do Jogo
O jornalista Oliveira Neto, do Divinópolis-Jornal fez a crônica dessa partida:
“Solenidades – Pelos 22 homens e todos os presentes foi cantado o Hino Nacional Brasileiro, sendo nesta ocasião hasteado o pavilhão Nacional pelos Drs. Edson Pinto Coelho e José Adolfo Pereira, promotores de justiça de Divinópolis e Formiga, respectivamente. O chute inicial foi dado pelo Dr. Antônio Noronha, juiz Municipal de Formiga.
Coube a Pauzinho movimentar a pelota. Logo de início, fizeram os visitantes forte pressão ao arco contrário. O marcador de 5 a 2 não refletiu bem o que foi a partida. Os divinopolitanos jogaram bem, dominando por completo o seu adversário, no 1º tempo e aos 20 minutos iniciais da fase complementar.
Não tiveram chance os azuis em assinalar maior quantidade de gols o que sobrava demasia no quadro local. Os ataques dos visitantes eram mais coordenados com passes calculados, entendendo-se as mil maravilhas, mas sempre falhavam no arremate final. Faltou ainda no time divinopolitano mais preparo físico.
É justo, no entanto, salientar a grande reação dos formiguenses, motivada pela grande influência da torcida feminina que não parou um só instante de incentivar seus craques, o que não vemos em nossos campos, isto é, quando acontece aparecer uma moça para assistir a uma partida de futebol.
ATUAÇÕES
DIVINÓPOLIS
Voldack, sem favor algum, o mais positivo de seus companheiros. Encaixou com segurança e defendeu pênalti bem colocado do direito de sua meta. Não foi culpado de nenhum dos gols, porquanto foram assinalados a menor de um metro do arco.
Geraldo, não foi o mesmo de domingo atrasado, não querendo com isto dizer que jogou mal. Aliás, jogou bem, mas não tanto como da primeira vez.
Otacílio, uma verdadeira barreira para a famosa ala Airton e Petito, não conseguindo a mesma uma atuação primorosa devido a vigilância.
Palmiro e Dô, os mais fracos, não se compreendendo o motivo do afastamento de Silvio, que, apesar de ter jogado mal, domingo atrasado, jogou bem melhor que Palmiro. Dô, completamente nulo, tomou um baile tremendo.
Bacharel, juntamente com Otacílio e Voldack, formaram uma autêntica ‘muralha da China’. Bacharel esteve soberbo. Firme na marcação e bom distribuidor. Quando este elemento quis avançar para auxiliar os atacantes nasceu o 2º tento formiguense.
Carmelo, fraco em excesso, perdendo nada menos de 3 gols um dos quais o arco de Marándola estava inteiramente desguarnecido.
Valter, Paulinho e Joca jogaram bem. Valter, mais uma vez brilhou mostrando sua invejável técnica.
Pauzinho, retificando suas péssimas exibições anteriores esteve infernal.
Joca, além do magistral gol assinalado de fora da grande área com um potente petardo que obrigou Maréndola a soltar a pelota o fundo das redes, fez uma partida de gala. O gol de Pauzinho surgiu também de um chute de Joca que o arqueiro formiguense soltou e Pauzinho finalizou marcando o 1º tento.
Torres, jogou bem e deu um tremendo bailado, sendo, desta vez, o dançarino, o famoso zagueiro Marico e depois Lulú, que não conformaram, deixando até a bola para atingi-lo.
FORMIGA
Maréndola, não jogou mal, mas deixou passar dois autênticos frangos.
Marico, teve algumas falhas, o mesmo acontecendo com seu colega de zaga. Carlos, deixou muito a desejar.
Nesir, dava ‘bolas com açúcar’, mas para os adversários. Completamente nulo.
Zezé e Niltinho, jogaram bem.
Machado, fez pivô Dô, o que bem entendeu.
Guita, bem vigiado por Otacílio nada fez além do gol.
A infernal ala esquerda formada de Airton e Petito de trabalho constante para a retaguarda divinopolitana. São dois infernais.
O JUIZ – O árbitro foi o sr. Geraldo Fernandes da FMF, que teve uma atuação fraquíssima. Agiu com certo receio, prejudicando a quadro da L.M.D.D. (Liga Municipal de Desportos de Divinópolis). Vai mal o quadro de arbitragem da Federação Mineira. Dois gols foram assinalados em visíveis impedimentos.
FORMIGA (MG) 5 X 2 DIVINÓPOLIS (MG)
| LOCAL | Estádio Juca Pedros, situado nas avenidas dos Viajantes e Paulo Lins, no centro de Formiga (MG) |
| CARÁTER | 1º Campeonato do Interior Mineiro de 1947 |
| DATA | Domingo, do dia 12 de outubro de 1947 |
| HORÁRIO | 15 horas e 30 minutos (de Brasília) |
| RENDA | Cr$ 4.000,00 |
| PÚBLICO | Não divulgado |
| ÁRBITRO | Geraldo Fernandes (FMF) |
| FORMIGA | Marândola; Marico e Lulu; Carlos, Nesir e Zezé; Machado, Guita, Niltinho, Airton e Petito. |
| DIVINÓPOLIS | Voldack, Geraldo e Otacilio; Palmiro, Dô e Bacharel; Torres (Carmelinho), Valtinho, Pauzinho, Joca e Carmelinho (Torres). Técnico: Antenor Torres |
| GOLS | Pauzinho e Juca (Divinópolis); Petito (Formiga), no 1º Tempo. Petito, duas vezes; Guita e Airton, um tento (Formiga), no 2º Tempo. |
Após a eliminação, o Selecionado divinopolitano ainda realizou um amistoso. Foi na quarta-feira, no dia 22 de outubro de 1947, quando enfrentou a Seleção de São João del Rei, fora de casa. A partida terminou empatada em 3 a 3. Os gols foram assinalados por Valter, duas vezes, e Pauzinho, um tento.
ARTE: escudo e uniforme – Sérgio Mello
Colaborou: Constantino Barbosa (ex-Presidente da LMDD e Historiador do futebol divinopolitano)
FOTOS: Acervo de Fabiano Rosa Campos
FONTES: Divinópolis-Jornal (MG)

Olá, Constantino Barbosa, boa noite!
Sobre as suas colocações, fiz os ajustes, exceto não chamar de Seleção de Divinópolis.
Por que do momento que vestiram o uniforme da LMDD, estavam representando o quê? Não era nenhum time, mas sim o município.
A Seleção Brasileira, por exemplo, já foi representada pela Sociedade Esportiva Palmeiras!
Então, se vestiram a camisa da LMDD e jogaram… Representaram, o munícipio.
No restante, fiz as correções!
O restante do texto, não agreguei, porque não disponho dos demais escudos para ilustrar!
Caso, vc tenha pode mandar juntamente com o texto que postarei dando os devidos créditos!
Obrigado pela colaboração!
UM forte abraço.
Prezado Sérgio,
Saudações esportivas.
De início gostaria de parabeniza-lo pelo seu belo trabalho sobre esse importante acontecimento envolvendo o futebol amador de Divinópolis.
Com ex Presidente da LMDD e historiador do futebol divinopolitano permito-me fazer algumas correções no seu texto, no intuito de torná-lo mais fiel a verdade dos fatos.
Em primeiro lugar não é correta a informação de que Divinópolis faça parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Divinópolis é considerada a “capital do Cento Oeste de Minas”. Temos aqui, por exemplo, como limite de regiões, a cidade de Mateus Leme que é limítrofe de Itaúna, que faz parte do chamado “Colar Metropolitano”, assim como Pará de Minas, que é limítrofe de Florestal, essa sim da Região Metropolitana (sobre esse tema confira-se https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Metropolitana_de_Belo_Horizonte).
Em segundo lugar é incorreta a informação de que a atual LMDD tenha sido fundada no ano de 1936. Em verdade a fundação da LIGA MUNICIPAL DE DESPORTOS data de 3 de abril de 1934, por iniciativa do médico Dr. Zózimo Ramos do Couto e coube a esta entidade organizar o primeiro campeonato amador da cidade, contando com equipes de Divinópolis e Carmo do Cajuru, então distrito de Itaúna. O vencedor foi o Flamengo Esporte Clube, clube fundado em 15/08/1934 que venceu o Guarany Sport Club, fundado em 20/09/1930. O jogo final em data que até hoje é desconhecida, acabou em 2 x 1 para o rubro negro. Terminado o campeonato houve uma séria desavença entre o Dr. Zózimo, Presidente da Liga e o diretor presidente do Flamengo que culminou com a dissolução da entidade. Mas, como o sucesso do primeiro campeonato foi evidente, formou-se uma nova diretoria que apenas mudou o nome da entidade que passou a ser chamada de LIGA ESPORTIVA DIVINOPOLITANA. Essa entidade realizou os campeonatos sucessivamente de 1936 a 1943. No ano de 1944, por imposição da Federação Mineira de Futebol a Liga Esportiva obrigou-se a fazer uma reorganização e, então, na data de 21 de janeiro passou a chamar-se LIGA MUNICIPAL DE DESPORTOS DE DIVINÓPOLIS, elegendo seu primeiro Presidente o 1º Sgt. Raimundo Julião Botão França, que era o Instrutor do TG da cidade. Na edição de 12 de março do Divinopolis-Jornal, p. 1, ele se despede da cidade pois fora convocado para integrar o contingente da FEB. Serviu na Cia. de Serviços do 11º RI – EXPEDICIONÁRIO de São João del Rei. Foi Juiz de Direito no Estado do Paraná, tendo sido um dos fundadores da Associação dos Juízes de Direito do Paraná, no ano de 1957, entidade hoje denominada AMAPAR (nesse sentido confira-se: AMAPAR completa 61 anos de sua fundação. AMAPAR INFORMA, n. 04, Agosto 2018, p. 4. Disponível em HYPERLINK “https://www.amapar.com.br/images/amaparinforma/2018-08-amaparinforma.pdf” https://www.amapar.com.br/images/amaparinforma/2018-08- (sobre esse tema consulte-se: BARBOSA, Ana Carolina Magalhães. A imprensa em Divinópolis: apontamentos para sua história. Manuscrito inédito. 2014; SILVA, Geraldo Carlos. Anuário esportivo. Divinópolis: Gráfica Divinópolis Ltda., 1962, p. 3). Essa entidade é que até o presente ano conduz os destinos do futebol amador de Divinópolis. Dela fui presidente no quadriênio 2005-2009.
Em terceiro lugar penso que dizer que o Selecionado de Divinópolis era formado praticamente pelo time do Ferroviário não é uma assertiva correta vez que, no todo foram convocados 31 atletas das seguintes equipes: Ferroviário (10) Flamengo (5), Internacional (6), Vasco (5, dentre eles Ubaldo que não foi titular, mas depois despontou para o futebol nacional, entre todos os convocados) Palmeiras (1) (todos de Divinópolis) e mais Tupy (4) de Carmo do Cajuru (sobre sobre esse tema consulte-se: a edição de 7 de setembro de 1947, p. 2, do jornal Divinopolis Jornal).
Em quinto lugar há erronia nos nomes dos técnicos presentes na foto: O primeiro é Domingos Pacheco Guimarães, técnico do Internacional, agremiação que entre 1942-1949 quando o Guarani não disputou o futebol amador de Divinópolis pois estava construindo o seu Estádio (se chamaria Adriano Maurício e mais tarde Waldemar Teixeira de Faria – Farião) apelidado de Mingote e irmão do jogador Joca (do Internacional) e o último é Antônio Torres (técnico do Ferroviário e irmão do Walter Torres e Pauzinho, atletas do Ferroviário) (sobre esse tema consulte-se: a edição de 19 de setembro de 1947, p. 2, do jornal Divinopolis Jornal).
Espero ter contribuído para que seu texto seja ainda mais fidedigno e veraz.
Cordialmente,
Constantino Barbosa