
FONTE: Mundo Desportivo (RJ)

FONTE: Mundo Desportivo (RJ)

O Vênus Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Tricolor São-cristovense” foi Fundado no 1º semestre de 1926, por um grupo de desportistas liderados por Justino Costa.
A sua 1ª Sede social ficava situado na Rua São Cristóvão, nº 537 (Sobreloja), no bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Em 1927, transferiu a sua Sede para a Rua Marechal Floriano, nº 52 / 1º andar – Centro – Rio de Janeiro (RJ).
A sua Praça de Esportes, inaugurada em 1926, ficava localizado na Praça Marechal Deodoro, s/n, no Centro do Rio. Em 1927, o Vênus Football Club disputou o Campeonato Carioca, organizado pela Liga Brasileira de Desportos (LBD).

Na segunda-feira, do dia 10 de setembro de 1928, os antigos associados do Vênus F. Club realizaram uma concorridíssima reunião a fim de reerguer esta agremiação são-cristovense, que outrora constituiu neste populoso bairro, um dos clubes de maior evidencia.
Para dirigir os destinos do Vênus, na sua nova fase foi organizada a seguinte diretoria:
Presidente – Benjamin Gama;
Vice-presidente – Antônio Marques de Oliveira;
1º Secretário – Clélio Flores;
2º Secretário – Carlos Xavier;
1º Thesoureiro – Joventino Codeço;
2º Thesoureiro – Olympio Teixeira;
Procurador – Amaro Francisco;
Director Sportivo – Cosme Gomes;
Conselho Fiscal – Salvador Motta, Miguel dos Santos e Alberto Ferreira.
Apesar do esforço, o “Tricolor São-cristovense” não conseguiu juntar forças para se restabelecer e na década de 30, já não foi encontrado notícias dessa simpática agremiação.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTES: Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – O Jornal (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

O Marqueza Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no domingo, do dia 17 de Maio de 1925, por um grupo de rapazes, como Octavio Gonzalez, José Moutinho, Oswaldo Gonzalez, José Vilela Guerra, entre outros.
As suas cores: verde e branco. Além do futebol, também contava com outras modalidades como o Ping-Pong (Tênis de Mesa) e Atletismo. No âmbito social, o clube realizava festivais, bailes de carnaval e músicas dançantes.
A sua 1ª Sede (provisória) ficava no andar térreo do prédio nº 9, na Rua Marquesa de Santos. A partir daí nasceu o projeto de obter a sua sede própria até que no dia 14 de novembro de 1925, o grande dia chegou.
O clube instalou-se na sua magnifica Sede social, no edifício localizado na Rua Marquesa de Santos, nº 49, no bairro das Laranjeiras (em algumas reportagens sobre o endereço, o bairro referido era do Catete), na Zona Sul do Rio.

Em 1926, atendendo a um convite do Sport Club Botafogo, fundou, com este mais o Jardim F. Club e Sport Club Curupaity, a Nova AMEA (Associação Municipal de Esportes Athleticos). Entretanto, a diretoria entendeu por bem pedir desligamento, após haver disputado de maneira altamente cavalheiresca, todo o turno do seu 1º campeonato.
No domingo, do dia 25 de Julho de 1926, o Marqueza realizou uma viagem a cidade de Resende, na região sul-fluminense do Estado do Rio de Janeiro, a fim de enfrentar o Rezende Football Club. No final, acabou derrotado pelo placar de 4 a 0.
No sábado, do dia 12 de fevereiro de 1927, um grupo de seus associados de fundaram a “Ala dos Embaixadores”, com o intuito de realizar eventos dançantes. A primeira festa aconteceu uma semana após a sua criação.

Na terça-feira, do dia 15 de março de 1927, o clube deu entrada na secretária da Sub-Liga da Liga Brasileira de Desportos (LBD),sob a chancela da Associação Metropolitana de Sports Athleticos (AMSA), o pedido de filiação. Para as disputas das competições da Sub-Liga, a direção do Marqueza arrendou a Praça de Esportes, do Municipal F. Club, situado na Rua Jorge Rudge, s/n, no bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio.
O Marqueza F.C. disputou o Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1928 e 1929, organizado pela Liga Brasileira de Desportos (LBD).
Na quinta-feira, às 20 horas, do dia 30 de abril de 1931, na Rua Marquesa de Santos, nº 41 / Casa 13, nas Laranjeiras, foi marcado uma assembleia para os antigos sócios, a fim de tentar salvar o clube, que agonizava, ameaçado de ser extinto. No entanto, a condição de falimento não foi revertida e o Marqueza Football Club acabou desaparecendo em definitivo.

Time base de 1925 (1º Team): Ernesto; Allemão e Caixa; Lorico, Cabrinha e Alfredo; Jóca, Camillo, Pedro, Guerra e Ayres. Capitão: Pedro.
Time base de 1925 (2º Team): Vidal; Simões e Tampinha; Maneco, Chico e Camillo II; João, Gonzalez II, Pelegueta, Paulo e Arnaldo. Capitão: Arnaldo. Reservas: Barthô, Balma, Marinho.
Time base de 1926 (1º Team): Antoninho (Cabral); Allemão (Silvares) e Gonzalez (Julinho); Barcelos (Caixa ou Arnaldo), Cabrinha e Simões (Barreto); Ayres Ferreira (Leite), Amâncio, Gaspar, Guerra (Camillo de Aguiar) e Alfredo. Capitão: Barcellos.
Time base de 1926 (2º Team): Ernesto; Júlio e Perrer; Torres, Barcellos e Silvares; Leite, Gonzalez II, Andrade, Guerra e Cardoso.
Time base de 1926 (3º Team): Driden; Barcellos II e Mensores; Santos, Americo e Arnaldo; Djalma, Seraphim, Brandão, Benedicto e Aristóteles.
Time base de 1927 (1º Team): Braulio (Antônio); Alfredo (Villaffani) e Juca (Alfredo); Bellorophontes (Oswaldo), Lilico (Raymundo) e Simões (Costa); Djalma (Amarilio), Amâncio (Euclydes), Pedro (Peixoto), Mundinho e Ayres. Capitão: Alfredo.
Time base de 1927 (2º Team): Araujo I; Waldemar e Santos; Benedicto, Nascimento e Eurydio; Peixoto, Oswaldo, Araujo II, Eugenio e Cardoso. Capitão: Waldemar. Reservas: Osmar, Cypriano, Soares II, Vicente e Durval.
Time base de 1928 (1º Team): Soares; Araujo e Alfredo; Euripedes (Benedicto), Velloso e Itália (Simões); Humberto (Jacaré), Pinheiro, Gradim, Roguinha e Nunes (Almeida). Capitão: Alfredo.
Time base de 1928 (2º Team): Filho; Curt e Inhamar; Cardosinho, Oswaldo e Soaresinho; Durval, Jaime, Mario, Braz e Amadeu.
Time base de 1929 (1º Team): Braulio (Filho); Salvador (Humaytá ou Juca) e Menezes (Fagundes); Cardosinho (Velloso), Ernandes (Vicente) e Bahica (Soaresinho); Waldemar (Juaguará), Vicente (Edgard), Alfredo (Jaguaré Gradim e Felipe (Jayme). Capitão: Alfredo.
Time base de 1930 (1º Team): Eduardo; Gonzalez e Franklin; Cardoso (Filhinho), Pesado e Afonsinho; Juca (Waldemar), Gradim, Nico (Miguel), Velloso e Morgado (Barbosa). Capitão: Juca.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTES: A Rua: Semanário Illustrado (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Jornal (RJ) – O Paiz (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

O Clube de Regatas Flamengo fez uma excursão pelo Norte e Nordeste do Brasil. Há exatos 36 anos e um mês, na tarde de domingo, às 16 horas, do dia 27 de maio de 1990, aproveitando os festejos do 59º Festival Folclórico de Parintins, e a pausa para a Copa do Mundo, o rubro-negro enfrentou a Seleção de Parintins, em amistoso, no Estádio Tupi Catanhede, na época com capacidade para 8 mil pessoas, em Parintins (AM).

O lateral direito, Cláudio Gomes que foi vetado e devolvido ao Itaperuna, deu lugar ao volante Ailton, que foi improvisado na posição. Fabinho, da base do clube, recebeu uma oportunidade no time. O zagueiro Vitor Hugo, cedido por empréstimo pelo Guarani de Campinas, ficará como opção no banco. A Seleção de Parintins, atuou com o uniforme do Santos local, era composta por jogadores amadores da cidade.

No final, o Flamengo venceu pelo placar de 1 a 0, com gol do centroavante Gaúcho, de pênalti, aos 4 minutos do primeiro tempo. Apesar da vitória, o treinador Jair Pereira não gostou do rendimento de sua equipe, que teve uma atuação razoável, apesar da fragilidade do adversário.

O início do jogo foi marcado pela facilidade com que o Flamengo chegava à área adversária, com um toque de bola sempre de primeira. Logo aos 4 minutos, o ponta Zinho sofreu pênalti, que foi bem cobrado por Gaúcho, marcando o único gol da partida, seu quarto gol na excursão. Mas, bastou 15 minutos para a equipe carioca começar a encontrar dificuldades em campo.
A falta de um jogador no meio-campo, para distribuir e criar as jogadas do time e a forte chuva prejudicaram muito o desempenho da equipe. De nada adiantou a bronca do treinador Jair Pereira no intervalo da partida, pois o time voltou apático e, em algumas oportunidades foi envolvido pela raça do combinado local, que jogava na base de contra-ataque.

O ponta Zinho foi o destaque do jogo, que teve a dupla de zaga do Flamengo. Fernando e André Cruz, demonstrando muita segurança e técnica na defesa. O meio-campo Fabinho, que vinha merecendo elogios de Jair Pereira foi uma figura apagada do jogo.

O árbitro da partida foi Sebastião Orimar, auxiliado por Flávio Lima e Eduardo Cruz. Os times jogaram com:
Flamengo – Zé Carlos II; Ailton, Fernando, André Cruz e Pia; Uidemar, Fabinho e Djalminha; Alcindo (Bujica), Gaúcho e Zinho. Técnico: Jair Pereira.
Seleção Parintins – Ray; Jeferson (Araça), Messias, Júlio e Ailton; Ito Teixeira (Haroldo), Walter (Chiquinho) e Ismael; Tate (Marinho), Piaza (Careca) e Maguila. Técnico: Parrudo.
ARTE: Desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FOTOS: Acervo do jornalista Correa Neto – Messias Cursino
FONTES: Correio Braziliense (DF) – Jornal dos Sports (RJ)

A Liga Leopoldinense de Football (LLF) foi uma importante entidade do futebol localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi Fundada na quinta-feira, do dia 10 de fevereiro de 1921, com o intuito de organizar os clubes suburbanos e do interior do Rio de Janeiro, a liga foi essencial para a expansão e democratização do esporte na região.
A Liga Leopoldinense de Football, organizou-se na sede do Penha Football Club por convocação de um grande número de desportistas entre os quais destacava-se Azevedo Machado. Emprestaram-lhe logo seu concurso os grêmios: Athletico Club Braz de Pinna, União Sportiva, Sport Club Luzitano, que foram os fundadores da nova entidade.
Abertas as filiações ingressaram o Victoria Football Club, Electro Football Club, Sport Club Rio Cricket, Sport Club Bomsuccesso, Mundial Football Club, Belizário Penna Football Club, Del Castillo Football Club, Palestra Itália Football Club e Reinado Football Club (sediado na Rua Barão de São Félix, nº 210, no Centro do Rio).
Foi realizado na sexta-feira, às 20 horas, do dia 03 de março de 1921, na sede do Penha Football Club a instalação definitiva da Liga Leopoldinense , além de eleição da 1ª diretoria, que ficou assim constituída:
Presidente – Sr. Tercio Machado;
Vice-presidente – Sr. Joaquim Macedo;
1º Secretário – Francisco de Assis Machado;
2º Secretário – Álvaro dos Santos;
1º Thesoureiro – Júlio Valle;
2º Thesoureiro – Claudemiro da Silva.
Del Castillo foi o 1º campeão
O 1º Torneio Initium (chamado de Torneio General Silva Pessoa) foi realizado no domingo, do dia 17 de abril de 1921, com todo o esplendor no campo do Bomsuccesso Football Club, precedido de uma parada esportiva, a primeira e única que se realizou nos subúrbios. Foi campeão do torneio o Del Castillo e o Victoria ficou com o vice.

No domingo, do dia 20 de novembro de 1921, a Liga Leopoldinense aceitando convite do Manguinhos Football Club, realizou um treino, no campo deste clube.
A diretoria informou que a Liga Leopoldinense de Football: formara com os seguintes atletas: Malaquias (Braz de Pina); Armindo, (Electro); Bernardo (Victoria); Samuel (Belizário Penna); Júlio, (Electro); Baltsteiro, (Belizário Penna); Alceu, (Victoria); Francisco, (Braz de Pina); João, (Braz de Pina); Heitor, (Braz de Pina); Gallo. (Braz de Pina). Reservas: Rezende, Tillete, Sebastião de Oliveira.
No domingo, do dia 27 de novembro de 1921, o Penha F.C. desligou-se o que forçou a transferência da sede para a Estrada da Freguezia (Estrada do Porto), nº 372, em Bonsucesso (de propriedade do Estrella F. Club).
Os primeiros meses da Liga foram de grande dificuldade, e, em novembro de 1921, esteve a ponto de sucumbir, esfacelando-se o campeonato. Foi quando ascendeu à presidência, antes ocupada por José Braz, o abnegado e distinto desportista Henrique Duran que concatenando os esforços dos demais diretores, conseguiu remodelar os serviços, organizando definitivamente da Liga.
Reeleito em 1922, Henrique Duran continuou a sua obra gloriosa firmando, cada vez mais, o prestigio da sua entidade e para o campeonato conseguiu obter 20 concorrentes, divididos em duas séries.

Em dezembro de 1922, desligando-se o Estrella, a Liga Leopoldinense, num golpe de arrojo de Henrique Duran, Antunes e Magalhães, transferiu sua sede para local independente da vida dos clubes, instalando-se a Rua Jockey Club, nº 283, próximo à estação de Triagem (estação de São Francisco Xavier).
Este empreendimento foi o fator principal da estabilização e subsequente progresso da simpática entidade, pois colocou-se a Leopoldinense, num ponto, onde podia atender, facilmente, não só a qualquer ponto dos subúrbios, como também aos arrebaldes urbanos.
Henrique Duran foi presidente até 1923. quando renunciou, ocupando então a presidência José Ribeiro Alves, que por sua vez deixou-a em 1924, quando foi eleito Amadeu de Azevedo, logo depois substituído pelo tenente Vicente Lopes Pereira.
Em 1923, a Liga Leopoldinense, adquiriu uma magnifica Sede instalada na Rua D. Anna Nery, nº 335, na estação do Rocha, situado na Zona Norte do Rio. A entidade demostrava franco crescimento tanto na estrutura quanto na organização.

No domingo, do dia 18 de Abril de 1926, no campo da rua Jockey Club, ocorreu a final do Torneio Initium, da Liga Leopoldinense de Football. Seis foram as provas disputadas até a grande decisão quando o forte quadro do Barroso F. C. que conseguiu sobrepujar o ótimo quadro do Electro F. C. pela contagem de 2 a 0 e dois escanteios a zero. Com esse resultado, o Barroso levantou a taça de campeão, enquanto o Electro F. C. ficou com vice.
Edmundo José Vieira foi o presidente da Liga em 1926, não completando o mandato por haver renunciado. A diretoria eleita em 1927 era a seguinte:
Presidente – Gastão de Vasconcellos;
Vice-Presidente – Amadeu Azevedo;
Secretário Geral – Carlos Pinto Cardoso;
1º Secretario – Nelson Rodarte Machado;
2º Secretario – Pedro da Silva Luz;
1º Thesoureiro – Isolino B. Magalhães;
2º Thesoureiro – Roberto de Almeida.
1921 – Del Castilho Football Club;
1922 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e Athletico Cajuense Club (campeão da Série B);
1923 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e o Serrano (campeão da Série B);
1924 – Athletico Cajuense Club;
1925 – Mauá Football Club;
1926 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e o Cordovil Athletico Club (campeão da Série B);
1927 – Mauá Football Club.
O Sport Club Rio Cricket, o querido alvinegro da Rua Senador Pompeu, s/n, no Centro do Rio, é o decano dos clubes da Leopoldinense, pois a sua filiação vem desde os primeiros dias da Liga, em 1921.
Em 1926, o campeão do Torneio Initium foi o Barreto Football Club, tendo o Electro Football Club como o 2º colocado.
Na sexta-feira, às 21 horas, do dia 03 de Agosto de 1928, em reunião conjunta, dos representantes dos clubes filiados, a Associação Athletica Suburbana (AAS) e Liga Leopoldinense de Football (LLF), foi fundada a Associação Carioca de Esportes Athleticos (ACEA).
Além dos representantes dos clubes filiados, as duas entidades, compareceram diversos representantes da imprensa, presidente de clubes e os representantes das Ligas de Amadores de S. Paulo e Graphica de Sports.
O presidente da comissão organizadora das bases para unificação, o sr. Amadeu de Azevedo, comandou a reunião, tendo secretários os srs. Luiz da Silva Porto e Innocencio Cunha, o dr. Edmundo José Vieira, presidente da Liga Leopoldinense de Football, Mario de Souza, de “O Jornal“, Eduardo Magalhães, de “A Noite“, Romeu Dias Pino, representante da Liga de Amadores de Football, de S. Paulo e Manoel Antunes Baptista, da Liga Graphica de Sports, que fizeram parte da mesa.
Alguns representantes dos clubes, Internacional, Esperança, Cordovil e Vasco Suburbano, aproveitaram o ensejo para dar diversas sugestões sobre a escolha do nome a ser dado à nova entidade.
Foi aprovada a proposta do representante do Vasco Suburbano Athletico Club, que dá a nova entidade o nome de Associação Carioca de Esportes Athleticos.
Na mesma assembleia, foram eleitos para a Junta Governativa, até a aprovação dos novos estatutos os seguintes senhores:
Presidente – Luiz da Silva Porto;
Vice-presidente – Amadeu de Azevedo;
1º Secretário – Rubens Gomes;
2º Secretário – Caio G. de Oliveira Valle;
1° Thesoureiro – Innocencio Cunha;
2º Thesoureiro – Roberto de Almeida.
Para a comissão organizadora dos estatutos, foram eleitos os srs. Antonio Saint’ Justo Filho, Mario de Barros Martins, Manoel Ignacio de Souza e Raul Salgado.
Em seguida foram empossados todos os eleitos, com excepção dos 2º Secretário (Caio G. de Oliveira Valle) e 2º Thesoureiro (Roberto de Almeida), por não estarem presentes.
A Associação Carioca de Esportes Athleticos teve a sua Sede na antiga da Liga Leopoldinense de Football, situado na Rua D. Anna Nery, nº 335, na estação do Rocha, que possuía ótimas instalações, contando com a filiação de 22 clubes.
FONTES: A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal A Rua (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Malho (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

O Club Athletico Mineiro (atual: Clube Atlético Mineiro) é uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). A Sede administrativa fica localizada na Avenida Olegário Maciel, nº 1516, no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte/MG.
A Sede do Galo fica na Rua Bernardo Guimarães, nº 2.300, no Lourdes, em Belo Horizonte/MG. A Cidade do Galo está situado na Rodovia MG 424, s/n, no Jardim da Glória, em Vespasiano/ MG. Já o palco para os jogos é a Arena MRV (Capacidade para 46 mil pessoas), que fica na Rua Cristina Maria de Assis, nº 202, no bairro Califórnia, em Belo Horizonte/MG.
O começo do Século XX, o “futebol bretão” em Belo Horizonte, rapidamente ganhou o interesse, principalmente, dos alunos. Assim, foi Fundado na quarta-feira, do dia 25 de Março de 1908, por um grupo de rapazes liderados por Margival Mendes Leal, Mário Toledo, Raul Fracarolli e Augusto Soares, todos mataram aula de manhã e, se reuniram no coreto, sob as árvores do Parque Municipal.
Dessa forma era criado o Atlético Mineiro Futebol Clube, herdado o nome do outro Athlético, que já não mais existia.
Participaram do célebre encontro: Margival Mendes Leal, Sinval Moreira, Mário Neves, Raul e Hugo Fracarolli, Mário Lott, Carlos Maciel, Eurico Catão, João Barbosa Sobrinho, Aleixanor Alves Pereira, Antunes Filho, Mário Toledo, José Soares Alves, Horácio Machado, Augusto Soares, Humberto Moreira, Júlio Menezes Melo e Benjamim Moss Filho.
Outros, que não puderam comparecer à reunião, tão logo souberam da fundação do clube aderiram à ideia: Francisco Monteiro, Jorge Dias Pena e Mauro Brochado.
A 1ª Sede, lembra Mário Lott, um dos fundadores, localizou-se em pequeno espaço de um porão da casa onde residia Vate (Margival Mendes Leal), à Rua Goiás, nos fundos do antigo Palácio da Justiça.
Ali se discutiam os problemas e as providências para que o clube tomasse impulso. Uma dessas dificuldades mais sérias para enfrentar a realidade: conseguir a bola.
O grupo cresceu e o ponto de encontro era na Rua Guajajaras, nº 317, onde morava dona Alice Neves, mãe do fundador Mario Neves. Dona Alice tornou-se a madrinha do novo clube, participando ativamente e criando a 1ª torcida feminina de futebol no Brasil.

Lembrou-se então que Ninico Antunes (Antônio Antunes Filho) enviava besouros e outros bichinhos para um seu amigo que residia na França, o qual lhe creditava as importâncias correspondentes às remessas feitas.
Aí estava a solução para o sério problema: Ninico pediria ao seu amigo que lhe mandasse uma bola em troca do seu crédito. E isso foi feito. Para a alegria dos atleticanos, a bola chegou da França. Era uma bola de número 3 e custou, àquela época, 11 mil réis.
Os seus primeiros sócios do Atlético Mineiro Futebol Clube e suas respectivas funções:
| 1º | Mário Lott, 23 anos | estudante | 6º | Salesiano Lara, 17 anos | funcionário público |
| 2º | Mário Neves, 23 anos | funcionário público | 7º | Alfredo C. Lima Júnior, 20 anos | comerciário |
| 3º | Antônio Antunes Filho, 20 anos | funcionário público | 8º | Jorge Dias Penna, 20 anos | funcionário público |
| 4º | Sinval Moreira da Silva, 23 anos | funcionário público | 9º | Gino Panicali, 20 anos | funcionário público |
| 5º | Eurico Catão, 23 anos | farmacêutico | 10º | Rodrigo Melo Franco, 20 anos | estudante |
Após a sua fundação em 1908, o Athletico não disputou nenhum jogo. Suas atividades resumiam-se em treinos, dos quais participavam entre outros, os jovens atletas: Jorge Pena, Oscar Maciel, Enrico Catão, Mauro Brochado, Leônidas Fulgência, Raul Fracarolli, Mário Neves, Francisco Monteiro, Mário Lott, Margival Mendes Leal, Horácio Machado, Artur Pinto, Carlos Maciel e Benjamim Moss.

Foi constituída a 1ª Diretoria, sem contenda, os seguintes membros:
Presidente – Margival Mendes;
Secretário – Mário Lott;
Thesoureiro – Eurico Catão.
A primeira formação do time era o seguinte: Eurico; Mauro e Leônidas; Raul, Mário Toledo e Hugo; Francisco, Mário Lott, Marginal, Horácio e Benjamim. Técnico: Chico Neto.
Para a estreia oficial do Atlético, aconteceu no domingo, do dia 21 de março de 1909, contra o Sport Club. Para esse jogo, o treinador Chico Neto fez três alterações no ataque: Mário Neves no lugar de Francisco, Aníbal Machado no de Mário Lott e Zeca Alves no de Horácio.
O técnico Mário Neves mostrou ser ‘pé quente’, pois a vitória pelo placar de 3 a 0, contou com os gols o trio: Aníbal Machado, Zeca Alves e Mário Neves, no campo do Sport (onde hoje fica a Secretaria da Agricultura, ao lado da estação rodoviária), ficou lotado.
As duas equipes voltaram a se enfrentar outras duas vezes: 2 a 0 e 4 a 0, ambos os triunfos conquistados pelo Galo. Nesses encontros mais de 3 mil pessoas compareceram para assistir os jogos.
Esses três revés do Sport Club acabaram decretando a sua extinção. Com isso, boa parte dos seus integrantes ingressaram no quadro atleticano, tornando-o mais forte ainda.
É bom ressaltar, que o Atlético Mineiro Futebol Clube surgiu forte no cenário esportivo da cidade. Tanto é verdade que a primeira derrota demorou cerca de três anos para acontecer.
No domingo, no dia 12 de maio de 1912, o Galo acabou perdendo para o Instituto Granbery, de Juiz de Fora, por 5 a 1. Os atleticanos pediram revanche e no sábado, do dia 7 de setembro de 1912, voltaram a se enfrentaram.Porém, o Instituto Granbery voltou a derrotar o Athletico, pelo placar de 3 a 0, em Juiz de Fora/MG.
As derrotas em nada alteraram a vida do clube, que tratou de formar sua infraestrutura e ganhou da Prefeitura um terreno para construir seu campo e sede.
Ficava na Rua Guajajaras, entre a São Paulo e a Curitiba. Limparam o terreno, taparam os buracos e fincaram as traves. O travessão era uma corda esticada, o gramado tinha tamanho irregular, mas ficou assim mesmo.
Nos primeiros dias, roubaram as traves. Margival não gostou e achou melhor escolher outro local. Conseguiu trocar a área de Guajajaras por um quarteirão na Avenida Paraopeba (hoje, Augusto de Lima), entre as ruas Curitiba e Santa Catarina.
Mas ali também não durou: o governo do Estado, que também estava-se organizando, requisitou o terreno para a construção da Secretaria da Educação (hoje, Minascentro) e o Athlético passou então a ocupar o campo que foi do Sport Club, ao lado da estação rodoviária.

Na noite de terça-feira, do dia 25 de março de 1913, foi realizado Assembleia Geral, em que os sócios e diretores do Atlético Mineiro Futebol Clube decidiram mudar o seu nome para Club Athletico Mineiro.
E foi com sua nova e importante personalidade que o time disputou o primeiro torneio interclubes, organizado pela recém-fundada Liga de Futebol de Belo Horizonte.
O vencedor receberia o rico troféu “Taça Bueno Brandão”, em homenagem ao então Governador do Estado de Minas. Os jogos tiveram os seguintes resultados:
| 05/07/1914 | Athletico | 2 | X | 0 | Yale |
| 12/07/1914 | Athletico | 3 | X | 0 | América |
| 19/07/1914 | Athletico | 0 | X | 0 | Yale |
| 02/08/1914 | Athletico | 1 | X | 0 | América |
| 16/08/1914 | Athletico | 2 | X | 0 | Comb. América/Yale |
O Athletico foi o campeão invicto do torneio. Disputou cinco jogos, somando 9 pontos: foram quatro vitórias e um empate; marcando oito gols sem sofrer nenhum tento. Era o primeiro título conquistado. Outros viriam, bem maiores, em grande número, consagrando o maior clube de Minas Gerais.
Na quinta-feira, do dia 28 de janeiro de 1915, foi fundada a LMEA (Liga Mineira de Esportes Atléticos), que nesse mesmo ano organizou o 1º Campeonato da cidade de Belo Horizonte.
A capital contava com cinco equipes de futebol inscritas para o importante certame: Club Athletico Mineiro, América Football Club, Yale Athletico Club, Club de Sports Hygienicos e Sport Club Christovam Colombo.
As partidas foram realizadas em turno e returno, e coube ao Club Athletico Mineiro a conquista do 1º título de campeão do estado. A campanha teve os seguintes resultados:
| 11/07/1915 | Athletico | 5 | X | 0 | Yale |
| 25/07/1915 | Athletico | 2 | X | 2 | América |
| 29/08/1915 | Athletico | 4 | X | 0 | Hygienicos |
| 05/09/1915 | Athletico | 0 | X | 1 | Christovam Colombo |
| 12/09/1915 | Athletico | WO | X | – | Hygienicos * |
| 26/09/1915 | Athletico | 3 | X | 1 | Yale |
| 03/10/1915 | Athletico | 2 | X | 1 | América** |
| 24/10/1915 | Athletico | 4 | X | 0 | Christovam Colombo |
* O Higiênicos não compareceu ao jogo e perdeu os pontos.
** O América deixou o campo aos cinco minutos do 2° tempo.
Foram, oito jogos, com seis vitórias, um empate e uma derrota; marcou 20 gols, sofreu cinco e um saldo de 15. O artilheiro do Galo foi Meireles com 7 gols, Matos com 5 gols, Paula Dias com 3 gols, Morethzon, Curthbert, Guimarães, Lé e Rose, com 1 gol cada.
Os primeiros campeões de Belo Horizonte pelo Club Athletico Mineiro: Ferreira, Morethzon, Leon, Sigaud, Lé, Testi, Paula Dias, Lott, Meireles, Matos, Rose, Curthbert, Guimarães, Coutinho e Guido.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FOTOS: Arquivo EM/D.A.Press – Dissertação de Mestrado “O Jogo de Bola em Terras Mineiras”
Colaborou: Carlos Eduardo
FONTES: Galo Digital – site do clube

O Tecelagem de Seda Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Clube das Sedas” foi Fundado no sábado, do dia 11 de fevereiro de 1928 por funcionários e operários da firma Aziz Nader & CIA (situado na Av. Suburbana, nº 2.720).
A sua Sede social, queficava localizado na Avenida Suburbana, nº 2.771, no bairro de Quintino, na Zona Norte do Rio (RJ), foi inaugurada no 1º aniversário do clube. Já a sua Praça de Esportes também ficava na Avenida Suburbana, nº 2.628, em Quintino.
No começo o clube participou de amistosos e de alguns festivais. Além do futebol, o clube contava com atletismo, tênis de mesa, dama, ginastica sueca, escoteiros, etc. No meio social, realizam bailes a fantasia, música dançante, carnavais, entre outros eventos.
Na Assembleia Geral, que fundou o Tecelagem de Seda, também definiu a composição da 1ª Diretoria, que ficou assim constituído:
Presidente – Camillo Nader;
Vice-Presidente – Armando Bianchi;
1º Secretário – Orlando Ripari (depois Carlos Costa);
2º Secretário – Trajano de Castro;
1º Thesoureiro – Leonídio Fernandez;
2º Thesoureiro – Luiz Remondine;
Diretor Sportivo – Arnaldo Martins;
Commissão de Sportiva – José Cogliatti (depois Ricardo Dalle), Alfredo Vaz e Antônio Cogliatti;
Conselheiros – Antônio Nader e José Fonseca;
Fiscal – Joaquim dos Santos.

Com a presença dos clubes: A. A. Portugueza, Tecelagem de Seda, Santa Heloiza, Orfeão Portugal e Atheneu Sport Club, foi fundada Associação Brasileira de Sports de Mesa (Ping-Pong), na quarta-feira, do dia 18 de setembro de 1929.
No sábado, do dia 09 de março de 1929, se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD), onde disputou a Sub-Liga com 13 equipes: Associação Athletica Portugueza, Dublin Sport Club, Itamaraty Football Club, Jardim Football Club, Jequiá Football Club, Marqueza Football Club, Municipal Football Club, Opposição Football Club, Sport Club Africano, Sport Club Bemfica, Sport Club Oriente, Sport Club União e Tecelagem de Seda Athletico Club.
Porém, o Tecelagem de Seda ficou menos de cinco meses, mesmo com a competição em andamento, solicitou a sua desfiliação da Liga Brasileira de Desportos. A falta de organização acabou minando o clube. Um exemplo, foi a punição imposta pela LBD, quando multou todos os jogadores do 1º e 2º Quadros (22 atletas), por falta de apresentação de carteira.
Dias depois, na segunda-feira, do dia 12 de agosto de 1929, ajudou a fundar a Associação Suburbana de Desportes Athleticos (ASDA), na sede do Gymnasio Arte e Instrucção, à rua Coronel Rangel, nº 174, em Cascadura, na Zona Norte do Rio/RJ.
Estiveram presentes os representantes dos seguintes clubes: Sport Club Bandeirantes, Sport Club Campinho, Sport Club Parames, A. Club Marangá, Tecelagem de Seda A. Club e Sport Club Sudan, tendo sido eleita uma comissão composta do capitão Álvaro Costa, representante do Parames e do Tecelagem de Seda.
Na assembleia foi organizado os estatutos e outra comissão, composta dos representantes do Bandeirantes, Marangá e Tecelagem de Seda, para estudarem o uniforme e escudo da Associação.
Na ASDA, além do futebol, o clube também participou das competições do atletismo.
Na quinta-feira, do dia 30 de janeiro de 1930, o Tecelagem de Seda definiu a sua nova diretoria composta pelos seguintes membros:
Presidente – Camillo Nader;
Vice-presidente – Francisco Teixeira;
Secretário Geral – Ângelo Fanfoni;
1º Secretario – Samuel Corria Levy;
2º Secretario – Berillo de Albuquerque;
1° Thesoureiro – Hermouth Mesch;
2º Thesoureiro – Trajano de Castro;
Commissão Fiscal – João R. S. Lima, Manoel de Almeida e Pedro Lauterbach;
Commissão de Syndicancia – Agenor Pimentel, Antonio Ribeiro e Antonio Cogliattt.
Em março de 1930, o Tecelagem de Seda ingressou na Associação Carioca de Esportes Athleticos (ACEA).
De forma surpreendente, na quinta-feira, do dia 22 de maio de 1930, o Tecelagem de Seda Athletico Club foi dissolvido, motivado pela política que se implantou dentro da agremiação.

Na assembleia geral, no sábado, do dia 07 de junho de 1930, o clube foi reorganizado. Na ocasião, aconteceu a mudança do nome, passando a se chamar Fluminense Athletico Club. Também ficou definido que seria adotado a bandeira, flamulas, uniformes e escudo do Fluminense F. C., mudando somente a letra F. para A.
A sua nova Sede social ficava situada na Rua Manuel Murtinho, nº 15, em Quintino Bocaiuva, na Zona Norte do Rio/RJ. Posteriormente, foi eleita a nova diretoria, que ficou assim organizada:
Presidente – capitão João Rodrigues de Souza Lima;
Vice-presidente – Francisco Teixeira;
Secretário geral – Augusto Cruz;
1º Secretário – Samuel Corrêa Levy;
2° Secretário – Henrique F. Nazianzeno;
1° Thesoureiro – Antonio Lima;
2º Thesoureiro – Genesio Carvalho Lima;
1º Director Sportivo – Joaquim dos Santos;
2º Director Sportivo – José Eloy Renones Blaz;
Commissão Fiscal: Alexandrino Faria, Angenor Pimentel, Durval Bandeira;
Commissão de Syndicancia: Antonio Faria, Waldemar Machado, José Fonseca.
No domingo, do dia 6 de março de 1932, o sr. Adriano da Costa, presidente do Sudan Athletico Club fechou contrato de aquisição da antiga praça de esportes do Tecelagem de Seda, localizado na Avenida Suburbana, nº 2.628, no bairro de Quintino, na Zona Norte do Rio (RJ).
Time base de 1929 (1º Team): Antônio (Cri-cri); Lindinho (Solon) e Boleu (Bianco); Emygdio (Silvino), Niniu (Gomes) e David (Camillo); Abilio (Diogenes), Jayme (Cogliatti), Sylvio, Djalma (Vino) e Bahiano (Lindolpho).
Time base de 1929 (2º Team): Antônio; Tota e Machado; Zé Macaco, Mize e Ritta; Plínio, Pepe, R. Cruz, Cosme e Paulista.
ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – Crítica (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Jornal (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

O Esporte Clube Eletro-Química foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo, que fica na região Metropolitana do estadodo Rio de Janeiro. Localizado a 25 km da capital do Rio, conta com um a população de 960.652 habitantes, segundo estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2024.
Tudo começou com a criação em 1933, da Companhia Eletro-Química Fluminense (tendo iniciado a sua produção em 1936), pelo Sr. José Alves da Motta, sendo a 1ª indústria na fabricação de álcalis. Para erguer a empresa foi necessário um investimento de US$ 3.500.000,00, que naquela época no câmbio médio de Cr$ 65,00.
A equipe auriverde foi Fundado na terça-feira, do dia 08 de Junho de 1948, por um grupo de funcionários da Companhia Eletro-Química Fluminense. A Sede ficava na Rua Dr. Alfredo Backer, nº 579, em São Pedro de Alcântara, em São Gonçalo (RJ).

Filiado a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), o Eletro-Química disputou algumas edições do Campeonato Citadino de São Gonçalo de futebol, onde faturou duas vezes o título máximo: em 1952 e 1956!
Na segunda-feira, do dia 19 de outubro de 1959, o jornal Última Hora (RJ), noticiou que o clube atravessa um momento delicado, mas um grupo estaria inclinado a ajudar na melhoria do clube:
“Houve uma época em que o Esporte Clube Eletroquímica, de São Gonçalo, gozava de posição privilegiada nos meios desportivos. Entretanto, a associação que congrega os servidores da Companhia Eletro-Química Fluminense sofreu uma queda tremenda em sua situação. Agora, porém, um grupo de consócios tendo à frente o vigoroso zagueiro Dilon está procurando melhorar o clube e esperam, sobretudo, contar com a colaboração dos industriais que no momento estão dirigindo o parque industrial do Alcantara”.

Em 1962, o Eletro-Química também contava com diversas modalidades esportivas como por exemplo: equipes de voleibol, tênis de mesa, futebol de salão (atual: futsal) e basquete.
Quando comemorou o seu 15º aniversário – no sábado, do dia 08 de junho de 1963 – o clube auriverde inaugurou a sua quadra poliesportiva com uma grande festa. Às 19 horas, transcorreu a preliminar entre o Eletroquímica e o Colégio São Gonçalo. Na partida de fundo, o Eletro-Química enfrentou o Cacren. Ambas partidas de futsal.
Na quinta-feira, do dia 07 de novembro de 1968, a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), desligou diversos clubes por falta de pagamento. suspendeu todos os direitos e regalias dos filiados.
Na lista enviada pelo presidente Ernesto Luz figuram os nomes Clube Esportivo Mauá, Esporte Clube Metalúrgico, Tamoio Futebol Clube e o Eletro-Química. A dívida é de aproximadamente hum mil cruzeiros novos. Logo após a decisão de exclusão, a LGD informou o ocorrido à Federação Fluminense de Desportos (FFD) e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD).
Na sexta-feira, do dia 1º de janeiro de 1971, uma matéria do Correio da Manhã (RJ) apresentou uma lista dos clubes gonçalenses e os seus respectivos números de sócios. Existem 28 associações culturais, recreativas e desportivas, citando entre elas:
Таmoio Futebol Club, 8 mil sócios (fundado em 1917);
Club Esportivo Mauá, 1.600 sócios (fundado em 1937);
Casa Unidos de Portugal, 1.100 sócios (fundado em 1960);
Vila Lage Esporte Clube, 800 sócios (fundado em 1946);
Embaixadores Social Clube, 415 sócios, (fundado em 1959);
Esporte Clube Metalúrgico, 400 sócios (fundado em 1958);
Grêmio Recreativo Fiat Lux, 250 sócios (fundado em 1957);
Esporte Clube Eletro-Química, 150 sócios (fundado em 1948);
Grêmio Dramático Gonçalense, com 60 sócios (fundado em 1957).

A partir de meados de 60, o futebol de campo deixou de ser noticiado e o futsal passou a ser o ‘carro-chefe’. Já na década de 70, o Eletro-Química era citado no noticiário dos programas culturais e eventos sociais na sede do clube. NA década de 80, não foi mais encontrado informações dessa simpática agremiação gonçalense.
Time base de 1962: Barnabé; Délio e Dilon; Anízio, Jorginho e Vicente; Jerico, Dunga, Orlando, Leir e Valcenir.
Colaborou: Auriel de Almeida
ARTE: desenhos do escudo, uniforme e mascote – Sérgio Mello
FONTES: Correio da Manhã (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – O Estado, de Niterói (RJ) – O Fluminense (RJ) – Última Hora (RJ)