



SÃO PAULO 3 X 1 PERNAMBUCO
LOCAL: Estádio de Pacaembu, em São Paulo (SP)
DATA: Quarta-feira, dia 10 de Fevereiro de 1960
RENDA: Cr$ 2.302.650,00
ÁRBITRO: Sherlock (boa atuação)
CARTÃO VERMELHO: Zito (SP)
SÃO PAULO: Gilmar; Getulio, Olavo e Zé Carlos; Zito e Formiga; Julinho, Chinezinho, Servilio, Pelé e Pepe.
PERNAMBUCO: Valdemar; Zequinha e Edson; Zé Maria, Clóvis e Givaldo; Traçaia, Osvaldo (Biu), Geraldo, Paulo e Elias.
GOLS: Osvaldo (PE); Pelé (SP) no 1º Tempo. Pelé e Servilio (SP) no 2º Tempo.

FONTE: Diário de Pernambuco
MINAS GERAIS 1 X 2 PERNAMBUCO
LOCAL: Estádio de Juiz de Fora (MG)
DATA: Quarta-feira, dia 03 de Fevereiro de 1960
RENDA: Superior a 500 mil cruzeiros
ÁRBITRO: Antônio Viug (regular)
MINAS GERAIS: Helio; Bico e Djalma; Faninho, Francinha e Clébis; Mauro, Odir (Celinho), Ipojucan, Isaias e Toledinho.
PERNAMBUCO: Valdemar; Zequinha e Edson; Zé Maria, Clóvis e Givaldo; Traçaia, Geraldo, Paulo, Biu e Elias.
GOLS: Paulo (PE) no 1º Tempo. Paulo (PE); Celinho (MG) no 2º Tempo.

FONTE: Diário de Pernambuco
PERNAMBUCO 3 X 2 DISTRITO FEDERAL (RJ)
LOCAL:Estádio da Ilha do Retiro, no Recife (PE)
DATA: Quarta-feira, dia 27 de Janeiro de 1960
RENDA: Cr$ 985.720,00
ÁRBITRO: Antônio Viug (atuação fraca)
CARTÕES VERMELHOS: ELIAS (PE) e Sabará (DF)
PERNAMBUCO: Valdemar; Zequinha e Edson; Zé Maria, Clóvis e Givaldo; Traçaia, Osvaldo (Biu), Paulo, Geraldo e Elias.
DISTRITO FEDERAL: Manga; Joel e Darci Farias; Amaro, Russo e Altair; Sabará, Rossi (Almir), Pinga, Décio Esteves e Babá.
GOLS: Osvaldo (PE); Pinga (DF) no 1º Tempo. Traçaia, duas vezes (PE); Almir (DF) no 2º Tempo.

FONTE: Diário de Pernambuco

Seleção Amazonense embarcando para Belém
É no ano de 1925, que pela primeira vez, a Seleção Amazonense disputaria oCampeonato Brasileiro de Seleções que era organizado, na época pelaConfederação Brasileira de Desportos (CBD). Os amazonenses foram sorteados para viajar até Belém do Pará para enfrentar a seleção do Pará. AFederação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA) tratou de organizar um escrete bem competitivo para,quem sabe,eliminar os paraenses em sua própria casa.
Organizada em definitiva a seleção, partiam os jogadores no vapor que os levaria á Belém. Uma multidão foi despedir-se dos jogadores no porto. Depois de dias navegando no rio Amazonas,finalmente os amazonenses aportavam na bela capital paraense. O jogo estava marcado para o domingo,dia 2 de agosto de 1925, na qual os amazonenses intensificaram os treinos.
Finalmente,chegava o tão esperado dia.seria somente um jogo e quem ganhasse passaria a fase seguinte. Em Manaus a população lotou as dependências do teatro Alcazar para acompanhar o desenrolar do jogo,que chegava a cada 5 minutos por telegramas.
O estádio do clube do Remo estava lotado,cerca de 5 mil pessoas se espremiam nas arquibancadas. Um contra tempo quase dificultou a ida dos amazonenses ao estádio. Naquele momento os motoristas estavam de greve e se recusaram a levar o time visitante para o jogo. Felizmente,com muito diálogo,acabou se resolvendo o problema.
O governador do Pará, Dionysio Bentes ,estava presente e,a convite do centro amazonense, o governador paraense içou a bandeira do Amazonas no mastro á entrada do estádio. O árbitro escolhido para o duelo foi o senhor Armando Villar e foi posto um troféu em disputa,chamada taça Oscar Costa.
Era iniciado o jogo as 16 horas e 30 minutos da tarde. Começou a cair uma forte chuva. Amazonenses e Paraenses fazem um duelo bem disputado.O atacante Geraldo (que jogava no Nacional) abre a contagem para os amazonenses. Mas, logo depois, Arthur Moraes empatava para o Pará. Continua o jogo.
Numa bela jogada, Vadico marca o segundo gol dos paraenses. Mais eis que o Amazonas não estava morto e Geraldo novamente marcava e empatava.E assim terminou o primeiro tempo com um empate de 2 a 2 entre os dois estados Amazonicos.
Inicia-se o segundo tempo,e o time da casa e os visitantes defendem heroicamente suas defesas. Até que Secundino (que era amazonense), com um forte chute, marca o gol da vitória da seleção do Pará, decretando 3 a 2. Após o apito final, apesar da forte chuva, a torcida invade o campo para abraçar os jogadores de sua seleção.
Para os amazonenses restou o consolo de terem feito uma bela partida que surpreendeu os paraenses que pensavam que ganhariam com facilidade Em Manaus a população, apesar da derrota,vibrou com o desempenho de seus jogadores e foram recebê-los com festa no porto,assim que eles desembarcaram.
AMAZONAS: Nery; Rodolpho e Oliveira; Pequenino, Cangalhas e Parafuso; Orlando, Dantas, Geraldo, Marcolino e Leonardo.
PARÁ: Pinto; Evandro e Octávio; Formigão, Vivi e Macambira; Cobrador, Vadico, Secundino, Santana e Arthur Moraes.
FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

Neste ano, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), deu uma recauchutada na sua logomarca. Outra curiosidade é o tom da camisa: roxo. A pergunta que fica é: será que a Seleção Carioca, numa eventual convocação, seja na categoria profissional ou amador, utilizaria tal uniforme? Pelo sim ou não, segue o distintivo e o uniforme.

Foto: Úrsula Nery
Nem sempre é possível redesenhar alguns escudos. Porém, mesmo assim, não é justo privar certas relíquias e não postá-los. Por isso, duas fotos raras da Seleção Alagoana de futebol num intervalo de meio-século.

1929 - Coligação Esportiva de Alagoas

1979 - O trio alagoano: Aranha, Djalma Sales e Lourival
Fotos: Lauthenay Perdigão