Arquivo da categoria: Curiosidades

Bandeira dos Anos 20: Parnahyba Sport Club – Parnaíba (PI)

Parnahyba Sport Club é uma agremiação da cidade de Parnaíba (PI). A sua Sede fica localizada na Rua du Marechal Pires Ferreira, nº 634, no Bairro de Nossa Senhora de Fátima, na Parnaíba. O “Tubarão do Litoral” foi Fundado no dia 1º de Maio de 1913, por José de Moraes Correia, Ozias de Moraes Correia, Colibri Alves, Oton Ramos, Hilton Lopes, José Leite e Mário Reis.

É o clube mais antigo do estado, e participa do campeonato estadual desde 1916, quando o mesmo foi instituído pela Liga Sportiva Parnahybana. Com a criação da Federação Piauiense de Futebol, em 1941, ficou fora do estadual, retornando somente em 1968. O Parnahyba detém os recordes de público e renda nos Campeonatos Piauienses de 20042005 e 2006.


Estádio Petrônio Portela

Considerado o berço do futebol parnaibano, a história do estádio Petrônio Portela se confunde com a história do Parnahyba. Construído na década de 1920, pela Casa Inglesa, foi batizado originalmente por Estádio Internacional. Seu estilo arquitetônico semelhante aos estádio ingleses da época, único no Brasil, era símbolo do glamour das disputas do Campeonato Parnahybano no século passado.

Com o fechamento da Casa Inglesa, o estádio é colocado à venda, sendo comprado pelo Governo do Estado do Piauí, na pessoa do então-governador parnaibano Alberto Silva, sendo, em 1973, doado ao Parnahyba Sport Club.

Após as construções do estádio Municipal Mão Santa (atualmente Estádio Municipal Pedro Alelaf), o Parnahyba deixa, definitivamente, de mandar seus jogos do Petrônio Portela, que, “esquecido” começa a sofrer aos danos provocados pelo tempo e a falta de manutenção.

Restando apenas as ruínas da estrutura original, a diretoria do Parnahyba resolve, em 2008, iniciar uma grande reforma de restauração e ampliação no estádio, transformando-o no Centro de Treinamentos da equipe profissional e das categorias de base. As primeiras etapas, que consistiam na recuperação da estrutura administrativa já foram contempladas.

Títulos
Estaduais
– Campeonato Piauiense: 13 (Incluindo era amadora e profissional)
1916, 1919, 1924, 1925, 1927, 1929, 1930, 1940, 2004, 2005, 2006, 2012 e 2013.
– Taça Estado do Piauí: 2004 e 2012.
– Taça Gov. Alberto Silva: 1988.
Outras Conquistas

Campeonato Parnaibano:
1941– 1942 – 1944 – 1945 – 1946 – 1954 – 1961 – 1965- 1967.

 

Curiosidades
– Campeão do Centenário do Futebol Piauiense, título simbólico alusivo aos 100 anos do futebol no Piauí, completos em 2005;

– Clube Piauiense mais antigo em atividade;

– Único tricampeão estadual do interior 2004/05/06;

– Primeiro campeão “arrastão” (sem precisar de final, vencendo 1º e 2º turnos do estadual) 2004.

 

HINO – Parnahyba Sport Club

 

Letra do Hino

Composto originalmente por R.Petit, o hino do clube transformou-se anos mais tarde no hino oficial da Cidade de Parnaíba, desde então o Hino do Parnahyba Sport Club vem fazendo parte de todas as cerimônias oficiais tanto do clube quanto da cidade.
“Ó Parnaíba,

Teu nome exprime

Em nosso peito

Ardor sublime

Que nos inspira a repetir a doce escala

Da voz do rio que te envolve que te embala


Teus filhos bravos

No embate rudo

Fazem do peito

Um bronzeo escudo


ESTRIBILHO – E quem da luta

Todo ardor não liba

Ao som do brado:

Salve ó Parnaíba

 

Possues o brilho

Da paz bendita

Que sobre nós

Fulge e palpita

 

Ao sopro forte do Nordeste a vida canta

Nessa oficina de labor que nos encanta


Do nosso esforço

Vem a surgir

A glória excelsa

Em teu porvir

 

ESTRIBILHO

A doce sombra

Da paz suprema

Progredir sempre

É o nosso lema


Onde a bravura destemida enfim assome,

Nos lembra o rio que te deu tão grande nome


Teus filhos bravos

No embate rudo

Fazem do peito

Um bronzeo escudo

 

ESTRIBILHO – E quem da luta

Todo ardor não liba

Ao som do brado:

Salve ó Parnaíba

 

Possues o brilho

Da paz bendita

Que sobre nós

Fulge e palpita”

 

 

FONTES: Site do clube – Blog Relíquias do Futebol – Acervo Severino Filho – Arquivo Nirez – Jornal São Luís (MA) 

Bandeira dos Anos 20: International Athletic Club – Parnaíba (PI)

O International Athletic Club foi uma agremiação da cidade de Parnaíba (PI). Fundado no dia 07 de Janeiro de 1917, por Septimus Clark, da secular Casa Inglesa, antiga proprietária do campo do International, hoje Centro de Treinamento Petrônio Portella de propriedade do Parnahyba, por doação do estado ao clube. O 1º nome da equipe: O Camisa Vermelha.

A cidade de Parnaíba teve a honra de ser o berço do futebol do Estado, através da Casa Inglesa e da Companhia de Navegação Booth-Line, duas instituições comerciais da cidade, e ambas com sede em Liverpool, Inglaterra.

José de Moraes Correia e Septimus Clark, então envolvidos pela beleza e popularidade do maior clássico do mundo na época (Everton Football Club e Liverpool Football Club), decidiram fundar duas agremiações: a primeira, o Parnahyba Sport Club, com as cores do Everton, The Blues, a segunda, o International Athletic Club, com as cores do Liverpool, The Reds. Assim nasceram as duas primeiras equipes do futebol piauiense, sobretudo o Tubarão do Litoral.

Sob a presidência de Samuel Bompet, o International disputou o Campeonato Piauiense de Futebol entre 1917 e 1940, pela Liga de Parnaíba. Ao longo desses 23 anos, o clube conquistou três estaduais: 1921, 1926 e 1928. Apesar da escassez das informações o International Athletic Club existiu até a década de 40, quando se retirou dos gramados para nunca mais voltar.

FONTES: Blog do Jonys – Wikipédia – Futebol Piauiense WordPress – Arquivo Nirez – 

Fotos Raras, de 1921: Liga Campista de Football (L.C.F.) – Campos dos Goytacazes (RJ)

Foi convocada pelo então presidente do Internacional F.C., o Sr. Tácito Eliot Tavares, uma reunião entre dirigentes, jornalistas e admiradores do futebol para criar a Liga Campista de Football, a data escolhida foi 13 de setembro de 1913 e se fizeram representar na assembléia, GoytacazAliançaRio BrancoInternacionalXV de NovembroLacerda SobrinhoLuso Brasileiro e Campos Atlético.

Após as discussões dos assuntos em pauta, foram escolhidos os Srs. Múcio da Paixão, Aldo Muylaert e Alcides Caneca para a comissão que estudaria o estatuto da entidade que estava sendo fundada. Foi escolhido Múcio da Paixão como o primeiro presidente, mas este renunciou ao seu mandato quase no fim do ano de 1914, devido principalmente ao desgaste que teve com alguns jogadores de prestígio na cidade e que depois desse episódio originaria um dos grandes clubes de Campos e do Estado, o Americano Futebol Clube.

Na Liga assumiria o então vice-presidente e jornalista Júlio Nogueira, que também ficaria marcado na história como o primeiro profissional da imprensa a dirigir uma equipe de futebol. No decorrer dos anos houve muitas brigas, mudanças e diversas cisões, o que fez com que aparecessem entidades paralelas nas organizações dos eventos esportivos na cidade, como a Associação Campista de Esportes Terrestres (ACET)Associação Campista de Esportes Atléticos (ACEA), que contava com GoytacazAtlético, Fla-Flu e Itatiaia), que depois se uniriam novamente a LCF (composta por Americano, Campos, Luso Brasileiro e Leopoldina) e formaria a Liga Campista de Desportos (LCD), que durante anos promoveu o campeonato campista de futebol profissional e se fez representar com a seleção campista em outras competições.

O maior orgulho da Liga é que além de possuir sede própria, é junto com a de Niterói as únicas do Estado a ter campeonatos de profissionais. Atualmente somente a LCD mantém suas atividades, promovendo inúmeros campeonatos e torneios de futebol amador. A LCD também promoveu a Taça Cidade de Campos, realizada a partir de 1969 para suprir um intervalo de datas após o fim de cada temporada do campeonato principal e era disputada pelos primeiros colocados do campeonato campista do ano anterior, não tendo um número fixo de times na disputa, variando de ano a ano e teve como primeiro campeão o Americano, seguido de Goytacaz em 1970, novamente o Americano nos dois anos seguintes, Rio Branco em 73, Cambaíba em 74, Sapucaia em 75 e Goytacaz em 76 e Rio Branco em 77, último ano em que os principais clubes campistas disputaram esta competição, já que se envolveriam em competições promovidas pela federação do recém-criado Estado do Rio de Janeiro, mas continuaria sendo disputada por times amadores.

O campeonato campista começou a ser disputado em 1914 e teve o Goytacaz como o primeiro campeão e teve a sua última edição em 1977, quando, por falta de datas, Americano e Goytacaz dividiram o título, foi no ano seguinte que deixaria de ser disputado, devido à fusão dos estados do Rio e da Guanabara.

Foram presidentes da Liga os senhores: Múcio da Paixão, Julio Nogueira, João Muylaert, Antônio Faria, Domingos Guimarães, Edmundo Chagas (1922/23), Ari Leôncio da Silva, Constantino Escocard (1925/26), Nelson Martins, Antônio Pereira Amares, Mário Veloso de Carvalho, Ilídio Rocha, Evandro Monteiro, José Alves Dias, Mário Pinheiro Mota, Osvaldo Cunha, João Pires Damasceno, Raul Abot Escocard (1954), Sílvio Araújo, Bento Faria da Paz, Edmundo Vaz de Araújo , Dr. Gentil Gomes, Jaime M. Faria, Amílcar Monteiro, Salim Nagem, Roberto D’Afonseca, Amílcar Monteiro, Danilo Knifis , Josélio Rocha, Geraldo Silva, Rubens da Mota Vilar e Edson Anomal Pereira, sendo presidente por vários mandatos, inclusive o atual.

FONTES: Blog Futebol Campista – Careta (RJ)

Foto Rara, dos anos 60: Perynas Atlético Clube – Cabo Frio (RJ)

O Perynas Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Cabo Frio (RJ). Fundado por funcionários da Companhia Salinas Perynas, a sua Sede e o campo ficavam localizados na Estrada Perynas, s/n, no Bairro de Perinas, em Cabo Frio.

Infelizmente, há poucas informações sobre essa equipe. O que sabemos é que foi vice-campeão do Torneio Início de Cabo Frio de 1961. Diante dessa escassez todos os novos dados coletados podem gerar enormes surpresas.

A última novidade foi uma foto dos anos 60, obtida pelo José Francisco de Moura, ‘Profº Chicão, onde é possível ver um escudo, cores e uniforme diferente. As mudanças são radicais, uma vez que na primeira publicação as cores eram vermelha, branca e azul, e nessa está alvinegra. Apesar das lacunas, vale a pena deixar o registro.  A explicação para a mudança das cores foi uma homenagem aos grandes clubes do país naquela época: Santos, do Pelé e o Botafogo, de Mané Garrincha!

FONTE: José Francisco de Moura, ‘Profº Chicão

Sport Lagoa Seca (antigo: Sport Club Campina Grande) – Lagoa Seca (PB)

O Sport Lagoa Seca é uma agremiação do Município de Lagoa Seca, localizado na Região Metropolitana de Campina Grande, estado da Paraíba. Sua população em 2016 foi estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 27.398 habitantes, distribuídos em 109 km² de área.

O “Carneiro da Borborema” foi Fundado em 2007 (se profissionalizando em 2010), com o nome de Sport Club Campina Grande cidade de Campina Grande. A decisão de alterar o nome e mudar de cidade aconteceu no último sábado, do dia 28 de julho de 2018.

A diretoria do clube que participará do Campeonato Paraibano da Segunda Divisão desse ano, justificou as mudanças por conta de uma parceria fechada com a prefeitura de Lagoa Seca.

Além de carregar o nome da cidade vizinha de Campina Grande, o time terá como missão formar as crianças e adolescentes do município através do trabalho com o esporte. Segundo a diretoria do clube através da presidenta Khésia Suille, um centro de treinamento já está sendo construído. Khésia também relatou que o desejo de mudança é antigo.

Nosso estabelecimento na cidade de Lagoa Seca já era um desejo antigo, mas que só veio se concretizar na atual gestão municipal. O Prefeito Fábio Ramalho nos abriu as portas da cidade e tem nos dado total apoio, sabendo que essa parceria irá gerar emprego e renda para o município“, afirmou a presidente do clube, Khésia Suille.

O time terá uma sede fixa na cidade além do CT. Com a mudança o time que vai participar da Segundona do Paraibano deverá mandar seus jogos no Estádio Municipal Francisco Luiz de Seca, mais conhecido como O Titão.

Lagoa Seca terá, pela primeira vez, um clube profissional que representará a cidade na competição estadual. O elenco profissional contará com jogadores locais e deve iniciar os trabalhos visando o campeonato no próximo mês de agosto.

Breve histórico

A equipe começou como uma escolinha de futebol, atuando nas categorias sub-15, sub-17 e sub-21, tornando-se um clube profissional no ano de 2010. Seu primeiro jogo como equipe profissional foi em 27 de maio de 2012 contra o Treze, que venceu por 2 a 0. Em jogos oficiais, o debut foi em julho do mesmo ano, contra a Desportiva Guarabira, que aplicou 6 a 1 na primeira rodada do Campeonato Paraibano de Futebol.

Em 2014, teve sua primeira participação no Estadual da 1ª Divisão, como equipe convidada, juntamente com a Queimadense, para substituir Esporte e Nacional de Patos, que desistiram. Foi rebaixado, com apenas um empate e 13 derrotas, tendo o segundo pior ataque da competição (10 gols), ficando na frente apenas da Queimadense, que marcou um gol a menos.

Sofreu a maior goleada do campeonato ao perder para o CSP por 9 a 0. Seu único ponto foi conquistado em um empate de 0 a 0 contra a Queimadense na 1ª rodada. Durante a campanha, o Sport recebeu 150 mil reais de patrocínio da Prefeitura de Campina Grande.

Em 2016, a equipe firmou uma parceria com o Corinthians USA para jogar o Campeonato Paraibano da Segunda Divisão. O clube também aproveitou jogadores da equipe sub-19 do Treze. Em 18 de setembro, o Carneiro da Serra conquistou a primeira vitória de sua história ao derrotar o Serrano por 1 a 0, no Estádio Presidente Vargas, com gol marcado pelo atacante Júlio.

Terminou a primeira fase do seu grupo, o Grupo do Agreste, como 2º colocado, estando à frente do Lucena e atrás do Serrano, garantido portanto sua classificação para as Quartas. Foi eliminado pelo Nacional de Patos, empatando sem gols em casa na partida de ida, e perdendo na volta por 4 a 1.

Em 2017, a competição contou com a participação de 10 equipes, divididas em três grupos (Litoral, Agreste e Sertão). O Sport Club Campina Grande ficou no Grupo Agreste, juntamente com Perilima e Picuiense. No final, o clube terminou na liderança com 10 pontos (quatro jogos, com três vitórias e um empate; marcando nove gols, sofrendo dois, saldo de sete).

Nas Quartas de Final, no jogo de ida, o Carneiro da Serra arrancou um empate em 1 a 1, fora de casa, diante do Spartax. No jogo da volta, o Sport goleou por 3 a 0, avançando para a fase seguinte. Contudo, na Semifinal, o Sport perdeu, em casa, para a Desportiva Guarabira por 2 a 1. No jogo da volta, nova derrota por 3 a 0, dando adeus ao sonho do acesso.

 

FONTES: Wikipédia – GloboEsporte.com – Página do clube no Facebook – Homero Queiroga

Foto Rara, de 1947: Esporte Clube Nova Cidade – Nilópolis (RJ)

O Esporte Clube Nova Cidade é uma agremiação da cidade de Nilópolis, localizado na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A sua Sede e o Estádio Joaquim de Almeida Flores (Capacidade para 5 mil pessoas),  ficam situados na Rua Arnaldo Tavares, nº 262, no Bairro Nova Cidade, em Nilópolis.

O “Gigante da Baixada” foi Fundado no domingo, do dia 10 de Setembro de 1939, pelos desportistas Joaquim de Almeida Flores e seus filhos Lauro de Almeida Flores, Paulo de Almeida Flores e Mauro de Almeida Flores, além dos amigos Sebastião Luiz Trindade, Luiz Maria de Aguillar, Wilson Palha de Castro, João Palha de Castro, Lourival Palha de Castro, Hugo Maurício Barbosa, Ernesto Cardoso, Fernando Rodegheri, Donizetti de Oliveira, Balduíno Francisco Cesar, Waldemar Arcas, João Batista Pinto, Geraldo Pedro da Silva, Genésio de Souza Barros e Jacinto Gomes Coelho.

Foi fundado oficialmente com a participação da família Palha de Castro, o clube teve sua primeira sede, provisória, instalada no escritório de Genésio de Souza Barros. No mesmo ano, ao custo de CR$ 60.000,00, foram adquiridos a Lincoln Rodrigues, 24 lotes de terrenos para a construção do seu estádio.

A sua 1ª diretoria foi constituída pelos seguintes membros:

Presidente – Oscar Fonseca Monteiro Júnior;

1º Secretário – Waldemar Areas;

2º Secretário – Edelfrido Antonio da Silva;

Tesoureiro – João Palha de Castro;

Diretor de esporte – Daniel da Costa Trindade.

Seu estádio é inaugurado em 1941, ano em que obtém a quarta colocação no campeonato da Liga Iguaçuana de Desportos. Em 1943, fica com o vice-campeonato do torneio.

Durante esses primeiros anos os melhoramentos do estádio apesar de tímidos foram constantes. No ano de 1949, disputando do primeiro campeonato da Liga Nilopolitana de Desportos, sagra-se campeão.

Nas duas primeiras décadas, começou a participar de grandes competições de futebol do Estado, conquistando vitórias importantes. Nesse período foi construído o estádio Joaquim de Almeida Flores, cercado por muro de aproximadamente cinco metros de altura, com vestiários, sala de administração e torres de iluminação.

No final dos anos 70 o clube entrou em decadência, pois muitos sócios deixaram de pagar mensalidades, as escolinhas de futebol foram sendo desativadas e os eventos sociais acabaram.

Somente na década de 80 é que o Nova Cidade voltou ao cenário do futebol com a grande colaboração do Dr. Jacob Sessim que fez uma reforma total no estádio e dos desportistas Julio Lourenço e Paulo Sérgio Fernandes que oficializaram a profissionalização do clube na Confederação Brasileira de Futebol, em maio de 1983.

Nesse ano, o clube participou pela primeira vez do Campeonato da 3ª Divisão de Profissionais da FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), ficando em último em sua chave, a “B” e não se classificando à fase final, atrás de Nacional Foot-Ball Club, Tupy Sport Club, União Esportiva Coelho da Rocha, Esporte Clube Miguel Couto, Tomazinho Futebol Clube e Heliópolis Atlético Clube. O Nacional e a Associação Atlética Cabofriense foram os promovidos à 2ª Divisão.

Em 1984, o Nova Cidade se licenciou das disputas de caráter profissional e amadoras. No ano de 1985, conquistou o Campeonato Estadual de Juniores da 3ª Divisão. Na categoria profissional não chegou à fase final ao ficar apenas em quarto em sua chave, atrás de Tomazinho Futebol Clube, Central Sport Club e Heliópolis Atlético Clube. E à frente de Associação Atlética Volantes e União Esportiva Coelho da Rocha. Foram promovidos Porto Alegre e Central.

Em 1986, começa a escalada do clube de Nilópolis rumo à elite estadual. Após um mau começo de primeira fase em ficou em quarto e último em sua chave, atrás de Associação Atlética Volantes, Tomazinho Futebol Clube e União Esportiva Coelho da Rocha, o Nova Cidade se classificou para a fase final e se classificou na segunda posição, atrás somente do Tomazinho Futebol Clube, e à frente de Associação Atlética Volantes, União Esportiva Coelho da Rocha, Olympico Futebol Clube, Associação Esportiva XV de Novembro, Tamoio Futebol Clube e Cruzeiro Futebol Clube. O Nova Cidade, portanto, se sagrou vice-campeão da 3ª Divisão e obteve o acesso à 2ª Divisão.

Em 1988, após dois turnos disputados na 2ª Divisão, ficou em segundo lugar, atrás apenas do Campo Grande Atlético Clube, e à frente de Olaria Atlético Clube, Central Sport Club, Paduano Esporte Clube, Serrano Foot Ball Club, Mesquita Futebol Clube, Rubro Atlético Clube, Associação Atlética Portuguesa, Esporte Clube Miguel Couto, Bonsucesso Futebol Clube, Madureira Esporte Clube e Tomazinho Futebol Clube.

Na decisão do segundo turno, bateu o Campo Grande por 4 a 1 e se classificou para a fase final diante de Campo Grande, Olaria e São Cristóvão. Ao fim do quadrangular, ficou em primeiro, sucedido por Campo Grande Atlético Clube, Olaria Atlético Clube e São Cristóvão de Futebol e Regatas, conquistando assim de forma inédita o Campeonato da 2ª Divisão e alcançando o acesso à 1ª Divisão, na qual permaneceu nos anos de 1989 e 1990, sendo neste ano rebaixado à 2ª Divisão. Nos anos de 1991 e 1992 participou do Campeonato da 2ª Divisão.

Em 1992, descobriu o atleta Serginho, que com atuações destacadas no time, conquistou uma carreira brilhante passando pelo Itaperuna Esporte Clube, Bahia, CR Flamengo, Cruzeiro Esporte Clube, São Paulo Futebol Clube e na Itália jogando pelo Milan.

O Nova Cidade, de 1993 até os dias atuais, vive em extremas dificuldades, pois os sócios deixaram de pagar mensalidades e o clube só sobrevive graças aos dirigentes que o mantém atualizado perante a legislação esportiva, alternando sua participação, ora na 3ª Divisão, ora se licenciando da competição.

É presidido pelo ex-jogador do clube, Sinésio Benedetti Chagas que, por sua vez, é filho do falecido presidente Gélson Chagas, à época em que o clube estava na Primeira Divisão.

Em 2010, o clube retornou ao profissionalismo e participou da Terceira Divisão de Profissionais do estado do Rio de Janeiro, não chegando à segunda fase do certame.

Em 2015, o Nova Cidade confirmou a presença no Campeonato Carioca da Serie C, que foi composto por 15 equipes.  O Gigante da Baixada ficou apenas da 11° colocação, com 12 pontos, em 14 jogos. Conquista de maneira invicta a Taça Cidade de Nova Iguaçu, categoria sub 20, ao bater o Boavista Sport Club na final. Em 2016, o Nova Cidade jogou novamente o Campeonato Carioca Série C, disputados por 14 agremiações. O time nilopolitano, melhorou na Classificação Geral, foi o 8° colocado, com 16 pontos, em 13 jogos.

Em 2017, A FERJ lançou um nova nomenclatura para Terceira Divisão do Rio de Janeiro, a chamada Série B2. Na estreia, o Nova Cidade, comandado por Carlos Alberto Sotelho de Souza, recebeu em casa com o Bela Vista F.C, nos seus domínios.

Foi a volta da torcida ao Joaquinzão, foram mais de um década sem receber público no estádio. Porém o resultado não foi o dos melhores, a equipe tomou o empate nos minutos finais da partida, e o jogo acabou com o empate no placar, 1 a 1.

No fim do campeonato, o Nova Cidade ficou com a sexta colocação, com 17 pontos, em 11 jogos. O Gigante da Baixada ficou com mesmo números de pontos do quinto colocado, Rio de Janeiro/Maricá F.C e do quarto, Rio São Paulo, mas com uma vitória a menos.

 

FONTES: Wikipédia – A Manhã