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Inédito!! Jardim Foot-Ball Club, da Gávea – Rio de Janeiro (RJ): Quatro participações no Estadual da 2ª Divisão

Por Sérgio Mello

O Jardim Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O ‘Camiseta Azul, da Gávea’ foi Fundado na segunda-feira, do dia 08 de julho de 1907. As cores, no estatuto constam: azul turquesa e branco

A sua Sede social ficava localizado na Rua Márquez de São Vicente, nº 18, 76 (sobrado) e depois passou para o nº 173, na Gávea, na Zona Sul do Rio/RJ. Já a sua Praça de Esportes ficava na Rua Jardim Botânico, nº 840, no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio/RJ.  A distância entre a sede e o campo é de 1,8 km, o que dá cerca de 17 minutos andando (bicicleta cerca de 8 minutos).

Essa distância diminuiu ainda mais em 1928, quando o Jardim inaugurou o seu novo campo situado na Rua Márquez de São Vicente, nº 185 e depois 173, na Gávea, na Zona Sul do Rio/RJ. A partir daí o deslocamento passou a ser de 400 metros (cerca de dois minutos andando).

A sua Sede foi inaugurada no sábado, do dia 21 de agosto de 1926. Além do futebol, também disputava as competições de Ping Pong (atual: tênis de mesa). No salão nobre, o clube realizava bailes, eventos carnavalescos, festas juninas, entre outros.

Campeão de remo? Sim, senhor!

Em dezembro de 1919, o Jardim foi campeão nos Segundos e Terceiros Team, pela União das Sociedades do Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas. O Club de Regatas Lage foi o vencedor nos Primeiros Quadros.

Clube ajudou a fundar entidade em 1921

Em junho de 1921, por iniciativa do Jardim FBC foi fundada a Liga União das Sociedades dos Desportos Terrestres da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os primeiros filiados foram: Praia Vermelha Football Club e Sport Humayta Football Club. A Sede ficava localizada na Avenida Doze de Maio, nº 21, na Gávea, na Zona Sul do Rio/RJ.

Em 1925, disputou o Campeonato na Lagoa, organizada pela Federação Brasileira de Desportos Athleticos (FBDA).

Modelo de 1927

Vice-campeão da Sub-Liga da LBD de 1927

Deu entrada na quarta-feira, dia 08 de dezembro de 1926, na secretaria da Liga Brasileira de Desportos (LBD), para se filiar. Dias depois teve a sua filiação aprovada pela LBD.

Na sua 1ª participação na Sub-Liga, da LBD (Liga Brasileira de Desportos), o Jardim foi o campeão do Torneio da Série B. Com isso decidiu o título com o Municipal Football Club, da Rua da America, no bairro de Santo Cristo.

No domingo, do dia 18 de dezembro de 1927, foi decidido o título. Após o 1º tempo equilibrado com vitória apertada de 3 a 2 para o time alviverde, na etapa final, o Municipal voltou melhor e marcou mais dois tentos, decretando um placar de 5 a 2, conquistando o Bicampeonato (1926 e 1927). O Jardim ficou com o vice.

Quatro participações no Campeonato Carioca da 2ª Divisão

O Jardim Foot-Ball Club disputou quatro edições do Campeonato Carioca da 2ª Divisão: 1928 (LBD), 1933 (AMEA – 2º lugar), 1934 (AMEA – 2º lugar) e 1935 (FMD).  

Campeão nos Segundos Quadros de 1928

Na tarde de domingo, do dia 16 de dezembro de 1928, foi decidido o título dos Segundos Quadros do Campeonato da 2ª Divisão da LBD, no campo do S. C. Bemfica. De um lado o Marqueza Football Club, campeão da Série A, e do outro o Jardim, campeão da Série B.

Com uma atuação impecável, o Jardim foi superior e venceu sem dificuldades pelo placar de 3 a 0. Com este resultado tornou-se o Jardim Foot-Ball Club se sagrou campeão dos Segundos Quadros da Segundona de 1928.

Filiou-se a AMEA

No sábado, do dia 22 de abril de 1933, a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), concedeu filiação ao Jardim FBC, porém com a obrigação de aumentar o campo com as dimensões legais, e o respectivo nivelamento, bem como cerca-lo seguindo as regras da entidade. 

Vice-campeão da Segundona dos 2º Teams e 1933

No domingo, às 14h30min., do dia 31 de dezembro de 1933, o Jardim (campeão da Série Miguel de Pino Machado) e o Sport Club União (campeão da Série João Cantuária) iniciaram a disputa, numa melhor de três, do título do Campeonato Carioca da 2ª Divisão da AMEA, nos Segundos Quadros. A partida foi realizada no Estádio de General Severiano, em Botafogo e teve arbitragem de Waldemar Liotti. No final, melhor para o Jardim, que derrotou o União por 3 a 2.

No 2º jogo, o Anchieta goleou por 5 a 1, levando a decisão para a terceira e última partida. Então, no domingo, dia 14 de janeiro de 1934, da melhor de três, no campo da Portuguesa, decidiram o título! A arbitragem ficou a cargo do sr. Leonardo Teixeira.

Embora se esperasse um jogo difícil, no final tal situação não sucedeu, porque o Sport Club União apresentando uma equipe em melhores condições e mais treinada, venceu o Jardim com relativa facilidade por 7 a 2, conquistando o título de campeão dos Segundos Teams da Segunda Divisão da A. Μ. Ε. Α.

Os gols foram assinalados Hugo e Dozinho, com três tentos cada; e Zeca, com um gol, para o União; enquanto Sebastião e Horácio, de pênalti, fizeram os tentos do Jardim.

União: Brasil; Antônio e Heitor; Titéo, Loli e Laert; Barthô, Armando, Zeca, Hugo e Dozinho.

Jardim: Loma; Ariza e Mauro; Sebastião, Lourival e Júlio; Oswaldo, Adalberto, Horácio, Dutra e Carijó. Reservas: Russo, Gallo, Tote, Maneco e Atanásio.

Final da Segundona dos 1º Quadros de 1933, o Jardim ficou com o vice!

Na Série Miguel de Pino Machado, o Jardim foi o campeão. Foram seis jogos e 11 pontos; com cinco vitórias e um empate; marcando 15 gols, sofrendo nove e um saldo positivo de seis.

Os resultados abaixo:

02/07Jardim FBC4X3AC CordovilRua Marquês de São Vicente, na Gávea
16/07Penha AC2X2Jardim FBCRua Cândido Silva, Olaria
30/07Municipal FC0X1Jardim FBCEstrada do Norte, Bonsucesso
13/08AC Cordovil2X3Jardim FBCRua Oliveira Mello, Cordovil
27/08Jardim FBC2X0Municipal FCRua Marquês de São Vicente, na Gávea
10/09Jardim FBC3X2Penha ACRua Marquês de São Vicente, na Gávea

No domingo, às 15h30min., do dia 05 de novembro de 1933, foi realizado o 1º jogo da competição decisiva do Campeonato Carioca da Segunda Divisão da AMEA, entre o Sport Club Anchieta (vencedor da série “João Cantuária) e o Jardim Football Club (campeão da série Miguel de Pino Machado).

A partida foi disputada no campo do C. A. Central (anteriormente o jogo estava marcado para ser realizado no River Football Club), na Rua Adriani, no bairro de Todos os Santos, na Zona Norte do Rio. O árbitro foi o sr. Jayme Guimarães, do Mavilis Football Club. Apesar de importância do jogo, o Anchieta não compareceu e o Jardim venceu por W.O., somando dois pontos.

Uma semana depois, o segundo jogo, no domingo, às 15h30min., do dia 12 de novembro de 1933, na Av. Pasteur, Praia Vermelha, Urca. Com arbitragem do sr. Oswaldo Travassos Braga, o Anchieta venceu por 2 a 1, obrigando a necessidade do terceiro e último jogo. Os gols foram de Mário para o Jardim; enquanto Jarbas e Archimedes para o Anchieta.

Jardim: Silvino; Carolino e Dantas; Arnaldo, Lourival e Bem-Te-Vi; Nélson, Licínio, Antoniquinho, Onilo e Mário.

Anchieta: Escoteiro; Henrique e Leal; Pedro, Arnaldo e Telephone; João, Jarbas, Gastão, Archimedes e Pinto.

O título foi decidido, na quarta-feira, do dia 15 de novembro de 1933, no Estádio General Severiano, na preliminar do amistoso do Botafogo, que goleou a Seleção Paulista pelo placar de 5 a 1.

Numa partida nervosa e cheia de alternâncias, a sorte caiu para o Anchieta que derrotou o Jardim por 1 a 0, ficando com o título do Campeonato Carioca da 2ª Divisão da AMEA de 1933. O herói da peleja foi o atacante Pinto, autor do gol que deu a vitória ao campeão. Arbitragem foi do sr. Waldemar Rodrigues Gomes

Anchieta: Escoteiro; Léo e Hermínio; Pedro, Arnaldo e Telephone; João, Jarbas, Gastão, Gradim e Pinto.

Jardim: Silvino; Carolino e Dantas; Arnaldo, Lorico e Bem-Te-Vi; Adalberto, Antoniquinho (Nélson), Oswaldo, Carijó e Mário.

Jardim goleou time invicto, sem dó

No domingo, do dia 07 de outubro de 1934, o Jardim, jogando nos seus domínios, colocou fim a invencibilidade do Brasil Suburbano com uma goleada de 7 a 2. Nos Segundos Quadros outro triunfo do Jardim.

Reorganização do Jardim F. Club

Fazendo parte da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), o Jardim tomou importante decisão, na quarta-feira, às 20 horas, do dia 19 de dezembro de 1934, o sr. Ricardo Costa, socio benemérito, grande esforçado pelo Jardim F. C. convocou uma reunião na sede social, com os sócios a fim de ser organizada uma junta para reerguimento do clube, evitando se que o clube fosse extinto.

Atendendo ao apelo do sr. Ricardo Costa, compareceu à reunião um grande número de sócios, organizaram a seguinte junta:

Presidente: Zeniz Cezar da Rosa;

Thesoureiro: Ricardo Costa;

Secretário: Arlindo Cunha;

Procurador: Manoel Baptista.

Ficou resolvido que a partir de Janeiro de 1935, o valor da mensalidade passaria a ser de 3$000 (três mil cruzados), a fim de ser facultado a volta de todos os associados.

Jardim ingressou na FMD, em 1935

Em 1935, disputou o Campeonato da Divisão Intermediária da Federação Metropolitana de Desportos (FMD). Na pratica o Campeonato Carioca da Segunda Divisão. O Jardim F.C. esteve presente no grupo ‘Série Sul’, com os seguintes clubes:

Sport Club Boa Vista (Alto da Boa Vista);

Club Athletico Central (Todos os Santos);

Sport Club Cocotá (Ilha do Governador);

Confiança Athetico Club (Andaraí);

Japohema Football Club (Méier);

Jardim Football Club, (Gávea);

Sport Club Portugal-Brasil (Centro);

River Football Club (Piedade);

Sporting Club do Brasil (Centro);

Viação Excelsior Football Club (São Cristóvão).

Jardim entrou para a ‘Nobre Arte’

Na sexta-feira, do dia 09 de agosto de 1935, a diretoria do Jardim avaliou a ideia de instalar uma seção de boxe e se filiar na Federação Brasileira de Pugilismo

Títulos conquistados na Associação Carioca de Football

Em 1940, o Jardim se sagrou campeão da Associação Carioca de Football (ACF). Em 1941, ficou com o vice-campeonato com 25 pontos, só atrás do Bandeirantes que foi o campeão com 27 pontos. O clube da Gávea recebeu o troféu “Tudo nos Une”, ofertado pelo Sr. Antônio A. Marques, dono da casa A Nova Lusitânia.  

Porém, nos Segundos Quadros e Juvenil, o Jardim ficou com os títulos. No 2º Team, o Jardim com 21 pontos; enquanto o Bandeirantes ficou na 2ª posição com 19 pontos. Já no Juvenil o ‘Camiseta Azul, da Gávea’ levou a taça com 23 pontos, enquanto o Argentino foi o vice com 22 pontos.

Campeão do Torneio Início da AFA

Em 1942, o Jardim mudou de entidade, passando a atuar na Associação de Football de Amadores (AFA). Na primeira aparição, o Jardim foi campeão do Torneio Início da AFA.

Na estreia, bateu o Palestra por 1 a 0, tendo como arbitragem sr. Nelson do Vale. Na fase semifinal, sofreu para eliminar o Nacional. Na prorrogação, após empate em 1 a 1, avançou nos escanteios: 1 a 0. Arbitrou o sr. Raymundo Mello.

Na grande final, a partida terminou empatada sem gols, mas no critério de desempate (nos escanteios), o Jardimbateu o Bela Vista por 3 corners contra 1 corner. O árbitro foi o sr. João Scaramello.

Um fim silencioso

Na década de 50 e 60, o noticiário em relação ao Jardim eram sobre os eventos sociais, além do campo, sendo alugado para outros clubes, inclusive ao Clube de Regatas Flamengo. Infelizmente, na década de 70, já não foi encontrado mais nada! Mais um clube que desapareceu silenciosamente sem deixar rastros.

Algumas formações:

Time base de 1914 (1º Team): Manoel P.; Medina e Mario; Vicente, Justiniano e Annibal; Manduca, Braga, Pedro, Gildo e Gabriel.

Time base de 1914 (2º Team): Manoel; Felix e Arantes; Francisco, Napoleão e Pinto; Waldemar, Mario, José, Doca e Antônio.

Time base de 1926: Thomaz (Manduca); Gallo (Antonico) e Dantas (logato); Alhô, Nicola e Joaquim (Ernesto); Pahyha, Ajacio, Orlando (Cap.), Gordura e Affonso (Augustinho). Reservas: Lima, Oswaldo, Olicio, Rolla, Mingote e Alcides.

Time base de 1927: Henrique (Manduca); Waldemar (Alvarenga) e Antonico (Silvino); Ernesto (Dantas), Gallo (Juca) e Pahyba (Renato); Jayme (Miguel), Orlando (Pereirinha), Corriol (Avelar ou Rolla), Mendes (Olicio ou Gordura) e Affonso (China ou Dutra). Capitão: Orlando e depois Antonico.

Time base de 1933: Silvino; Carolino e Dantas; Arnaldo, Lorico (Lourival) e Bem-Te-Vi; Dadá (Licínio), Antoniquinho (Nélson), Oswaldo, Carijó (Onilo) e Mário.

Time base de 1935: Silvino; Arnaldo e Dantas (Landislau); Horácio (Elpídio), Álvaro e Bem-Te-Vi; (Dadá), Thomé (Maneco), China (Salles), Júlio (Licínio) e Mário (Oswaldo).

Time base de 1941: Rolando; Walter e Alcy; Lissandro, Amaury e Alberto (Raul); Carlos, Romeu, Neném (Salomão), Moreno e Edgard.

Time base de 1942: Waldyr (Alberto); Alberto (Haroldo) e Zeca (China); Rolando (Walfredo), Tião e Hélio (Russo); Armandinho, Orfeu (Raul), Amaury (Vicente), Renato (Edgard) e Djalma (Joaquim).

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Noite (RJ) – Beira-Mar: Copacabana, Ipanema, Leme (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial: Diário Illustrado do Rio de Janeiro (RJ) – O Jornal (RJ) – O Paiz (RJ) – Futebol Nacional – Rio Sportivo (RJ)

Endereços: Sedes e Estádios dos Clubes cariocas – 1937

CULTURA FÍSICA E DESPORTOS

III – Cadastro dos clubes desportivos existentes 1937 (31 – XII)

IV Cadastro dos estádios e principais campos desportivos existentes – 1937 (31-ΧΙΙ)

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal: Ano VI – 1938 (RJ) – 1938

Visitante indigesto! No estádio Nilton Santos, o Flamengo tem números expressivos, quando enfrenta o Botafogo!

Por Sérgio Mello

Fui surpreendido, na manhã deste domingo, com muitos internautas pedindo para que eu fizesse o levantamento desde o primeiro jogo até o último, dos jogos entre o Botafogo e Flamengo, no Estádio Nilton Santos. Missão dada e missão cumprida! Vamos a matéria!

“Caiu, no tapetinho, já era. Aí o bagulho flui à vera”. Certamente, mesmo não sendo botafoguense você já ouviu essa música algumas vezes. Surgiu em 2023 e ganhou força em 2024, quando o Botafogo fez história ao vencer o Brasileirão e a Libertadores.

O responsável pela música foi o Mc Cajá, um dos autores do funk original. O hit dominou as redes sociais e as arquibancadas do estádio Nilton Santos, carinhosamente apelidado de tapetinho, que se refere à grama sintética do estádio, instalada em janeiro de 2024. E a partir daí, o Botafogo se tornou, quase que imbatível nos seus domínios.  

E, por falar em mando de campo… O quão é importante o seu time jogar, em casa, diante de um grande rival? Para a maioria esmagadora, certamente a resposta é: muito importante! Porém, como qualquer situação na vida… Há exceções!

Quando o assunto é o “Clássico da Rivalidade”, entre Botafogo e Flamengo, no Estádio Nilton Santos, no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio (RJ), os números deixam claro que o mandante não consegue se impor.

Estádio Nilton Santos, no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio (RJ)

O Botafogo estreou na sua nova casa, no sábado, do dia 30 de junho de 2007, vencendo o Fluminense por 2 a 0, com dois gols do atacante dos ‘Gols Bonitos’: Dodô, que atualmente trabalha como comentarista na TV Record.

Apesar da estreia ter sido em 2007, o Botafogo só foi enfrentar o Rubro-negro , nos seus domínios, apenas dois anos depois. No domingo, do dia 25 de outubro de 2009, o 1º embate terminou com a vitória do Flamengo por 1 a 0. O gol da vitória foi assinalado pelo atacante Adriano Imperador.

Botafogo só venceu quatro dos 27 jogos disputados no Nilton Santos

De lá pra cá, ao todo, foram 27 jogos, com 14 vitórias do Flamengo (51,85%), nove empates (33,33%) e apenas quatro vitórias do Botafogo (14,82). Ao todo, foram 57 gols no “Clássico da Rivalidade”: com o Rubro-negro marcando 35 gols, enquanto o Clube da Estrela Solitária assinalou 22 tentos. O Clube da Gávea está com um saldo de gols positivo de 13.

Se for somar o percentual do time visitante com as vitórias e empates, o Flamengo tem um aproveitamento de 66,7%. Definitivamente, quando o Botafogo recebe, nos seus domínios, o Flamengo, a preocupação dos seus torcedores é de ‘alta tensão’!

TODOS OS 27 JOGOS (2009 a 2026)

25/01/2009Botafogo0X1Flamengo
21/03/2010Botafogo2X2Flamengo
02/10/2010Botafogo1X1Flamengo
20/02/2011Botafogo1X1Flamengo *
10/04/2011Botafogo0X2Flamengo
19/06/2011Botafogo0X0Flamengo
18/09/2011Botafogo1X1Flamengo
05/02/2012Botafogo0X0Flamengo
26/08/2012Botafogo0X0Flamengo
1º/12/2012Botafogo2X2Flamengo
03/03/2013Botafogo2X0Flamengo
12/02/2017Botafogo1X2Flamengo
16/08/2017Botafogo0X0Flamengo
10/09/2017Botafogo2X0Flamengo
03/03/2018Botafogo0X1Flamengo
10/11/2018Botafogo2X1Flamengo
26/01/2019Botafogo1X2Flamengo
07/11/2019Botafogo0X1Flamengo
05/12/2020Botafogo0X1Flamengo
25/03/2021Botafogo0X2Flamengo
23/02/2022Botafogo1X3Flamengo
28/08/2022Botafogo0X1Flamengo
02/09/2023Botafogo1X2Flamengo
18/08/2024Botafogo4X1Flamengo
15/10/2025Botafogo0X3Flamengo
15/02/2026Botafogo1X2Flamengo
14/03/2026Botafogo0X3Flamengo

* Nos pênaltis, o Rubro-negro venceu por 3 a 1 e se classificou para a Final da Taça Guanabara de 2011.

FOTO: Dodoedo

ARTE: desenho dos escudos – Sérgio Mello

FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – O Lance! (RJ) – site Globo Esporte

Escudo raro de 1927: Sport Club União, de Marechal Hermes – Rio de Janeiro (RJ)

Por Sérgio Mello

O Sport Club União de Marechal Hermes é uma agremiação esportiva da cidade do Rio de Janeiro. O ‘Glorioso Clube Alvinegro’ foi Fundado na sexta-feira, do dia 05 de Novembro de 1915, por um grupo de rapazes residentes na Villa Marechal Hermes:

Antenor Sgambato, Arlindo Alves dos Santos, Armando Alves dos Santos, Benjamin Alves dos Santos, Diosconides de Albuquerque, Euclydes de Araujo, José Linhares, Manoel P. de Lima, Oscar W. da Silva e Sebastião Sgambato, entre outros.

No sábado, do dia 22 de Fevereiro de 1919, o clube inaugurou o Theatro da Villa Proletária Marechal Hermes, com duas peças. A primeira foi a comédia “Atribuições de um Bagageiro“. E a segunda, também uma comédia: “Os três coiós modernos“.

A sua Praça de Esportes também ficava na Villa Proletária Marechal Hermes. Em 1920, se filiou a LSF (Liga Suburbana de Football).

No Campeonato da LSF em 1920, foi o único clube que conseguiu vencer em luta leal e memorável, em 26 de dezembro de 1920, o até então invencível Campeão Suburbano – o  Mavilis Football Club, pelo significativo escore de 3 a 1. O time atuou da seguinte maneira: Edmundo; Loli e Dica (Cap.); Guarany, Barroso e Dias; Menezes, Virgilio, Humberto, Odilon e Chico.

Foto de 1926, do Sport Club União

Primeiro jogo

Em 1915, O União fez a sua primeira partida diante do Sul Americano Footbal Club, com o resultado terminando empatado em 1 a 1. O União formou com a seguinte equipe: Orlando; Dica e Lima; Sebastião, Cobra e Dias; Oscar, Waldomiro, Mimi, Júlio e Pavão.

Confrontos Interestaduais

O ‘Glorioso clube Alvinegro’ disputou 11 partidas interestaduais entre 1915 a 1928, nas seguintes cidades:

Em Mendes, com Frigorifico F. C. (foram 13 jogos: uma vitória, 10 empates e duas derrotas);

Em Valença, S. C. Valenciano (foram três jogos: uma vitória e duas derrotas);

Em Barra do Piraí, diante do S.C. Central (dois jogos: duas vitórias, pelo elevado score de 6 x 2 e 1 x 0);

Em Nictheroy, foram dois jogos, sendo, com o Araribóia F. C. e Nictheroyense F. C., com duas vitórias por 2 x 1 e 4 x 1, respectivamente;

Liga Suburbana de Football

Em 1919, filiou-se a Liga Suburbana de Football (LSF), de onde retirou-se em 1921 devido à má orientação dos directores dessa entidade.

Liga Brasileira de Desportos

Em 1921, os associados Oscar W. da Silva e Denizart Moreira Sampaio, tiveram a grata lembrança de proporem em assembleia geral para que o União se filiasse à Liga Brasileira de Desportos então em fundação. Em 1928, o União estava filiado a gloriosa Sub-liga Carioca, dirigida por Cantidio de Aguiar.

Foto tirada na posse do presidente Homero Mesquita, que assumiu pela 5ª vez.

Bicampeão Invicto da Liga Brasileira em 1925 e 1928

Na Liga Brasileira, em 1926, o União foi campeão no Terceiros Quadros, sem nenhuma derrota. No Primeiro Quadros, o União sempre obteve lugar de destaque nos campeonatos; em 1925 conquistou brilhantemente o campeonato da Série A, sem nenhuma derrota, feito que repetiu em 1928, conquistando brilhantemente o campeonato de sua série, sem derrota e apenas com dois empates.  O time de 1928, formou assim: Jarbas; Mario Lopes e Waldemar; Lulú, Doca e Mario; Fernando, Uruca, Feitiço, João e Arantes. Reservas: Marcollino, Americano, e Alceu, que tomaram parte em algumas partidas.

Em 1928, possuía campo próprio e uma sede bem organizada com cerca de 60 taças, destacando-se entre elas, não só pelo valor material com também pelo valor moral, as seguintes: Associação de Imprensa, Dr. Carlos Sampaio, Marechal Hermes e Aviadores Brasileiros.

Diretoria de 1928

Presidente, Benjamin Alves dos Santos; 1º vice-presidente, João Rodrigues de Souza; 2° vice-presidente, Antenor Sgambato; Secretário Geral, Cézar Pedrette; 1º Secretário, Leopoldino Pereira de Alencar; 2º Secretário, Júlio Vieira; 1º Thesoureiro, Octavio Pacheco; 2º Thesoureiro, Nestor Quaresma; Director Geral de Desportos, Oscar Rabello Leite; Director de Football, Felisberto Coelho; Commissão Fiscal, Constant Caldonazzi, Alfredo Bizarra e Manoel Costa.

Elenco de 1928

Conta o União com um grupo de amadores de reconhecido valor como Jarbas Manso, Doca, Mario Lopes, Waldemar de Castro, João Mello, Arlindo Mello, Fernando de Almeida, Oswaldo Arantes, Luiz de Mello, Luiz Marcollino da Silva, e Mario Corrêa Freire, que se destaca pela sua excelente técnica e Antônio Corrêa mais conhecido nas rodas do alvinegro como Feitiço.

Em 1932, participou da Segunda Divisão Carioca, na série Raul Meirelles Reis, em campeonato promovido pela Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), o mesmo ocorrendo nos anos seguintes. Em 1933, vence o Campeonato Carioca de 2°s quadros da Segunda Divisão em certame promovido pela AMEA.

Após a extinção da Federação Atlética Suburbana, os clubes que faziam parte da mesma sentiam-se desprestigiados com a política estabelecida pela Federação Metropolitana de Futebol.

Na tentativa de mudar esse quadro, criou-se o Departamento Autônomo em Assembléia realizada no dia 7 de julho de 1949. O SC União disputa o primeiro campeonato já nesse mesmo ano. Vence em 1951 a Taça Disciplina.

Em 1954, é campeão da categoria aspirantes e ganha novamente a Taça Disciplina. No ano seguinte, vence novamente a Taça Disciplina, feito que ocorre novamente em 1956 e 1957. Em 1957, é vice-campeão do Departamento Autônomo na série João da Silva Ramos.

O clube que, atualmente disputa o Campeonato da Terceira Divisão do Rio de Janeiro, estreou nas competições profissionais, em 1993, na mesma Terceira Divisão. Continua no mesmo grupo em 1994 e 1995. Em 1996, está na Quarta Divisão, que tinha o nome de Segunda Divisão. No ano seguinte se licencia das competições, o mesmo ocorrendo em 1998.

 Clube altera o nome em 2000

Em 1999, volta na Terceira Divisão ficando em último em seu grupo na primeira fase. No sábado, do dia 13 de maio de 2000 mudou a sua nomenclatura para União de Marechal Hermes Futebol Clube.

Ainda em 2000, foi penúltimo colocado em seu grupo, não conseguindo se classificar à segunda fase. Em 2001, faz a sua melhor campanha chegando em terceiro na classificação geral. Em 2002, não consegue chegar às finais, o mesmo ocorrendo no ano seguinte.

Em 2004, também não passa da primeira fase. Em 2005, se licencia das atividades profissionais. No ano seguinte, retorna mas não passa da primeira fase do campeonato. Em 2007, se licencia novamente, ausentando-se da competição. No ano posterior, é o último colocado em sua chave, permanecendo na Terceira Divisão.

O clube teve projeção na mídia ao lutar com o Botafogo pela posse do Estádio Mané Garrincha, que havia sido cedido ao Glorioso quando ele perdeu sua sede de General Severiano e teve de mudar-se para Marechal Hermes (o Botafogo, na década de 1990, voltou a sua sede original). Em 2002, quando havia retomado suas atividades, o União reivindicou a devolução do terreno, que foi concedido por decreto pela governadora Rosinha Garotinho.

Este fato fez o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, a não investir no estádio, que permanecia ocupado pelo clube, que o utilizava como Centro de Treinamentos das categorias de base de futebol. A luta, por parte de movimentos ligados a torcedores botafoguenses, fez com que o terreno fosse repassado novamente ao Botafogo, em 2007, que pretende utilizá-lo para a criação de novos jogadores. O União segue na luta jurídica para reaver o seu antigo estádio.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES E FOTOS: A Manhã (RJ) – A Noite (SP) – Diário Carioca (RJ) – O Jornal (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – O Imparcial “Supplemento Sportivo” – A Noite – O Jornal – Rio Sportivo (RJ)

Barreira do Andaraí Futebol Clube – Rio de Janeiro (RJ): revelou o craque Evaristo de Macedo!

Por Sérgio Mello

O Barreira do Andaraí Futebol Clube foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no sábado, do dia 20 de Agosto de 1938, inspirado por João de Barros Rainha, tinha a sua Sede social, localizado na Rua Leopoldo, nº 991 (começo do morro Arrelia) – Andaraí, na Zona Norte do Rio (RJ)

As suas cores eram o preto e o branco. O 1º uniforme em homenagem ao Vasco da Gama, enquanto o segundo, em homenagem ao Botafogo. O seu 1º Sócio foi João Barros Rainha.

Vista da sede do Barreira do Andaraí F. C., no momento interditado, em face do pouco caso da diretoria anterior. Os atuais diretores estão lutando para obter a alvará de funcionamento.

Primeira Diretoria

Presidente – João Dutra Barbosa;

Vice-presidente – Álvaro Pereira de Araújo;

1º Secretário – João Barros Rainha;

2º Secretário – Álvaro Pinto dos Santos;

1º Tesoureiro – Eduardo Gonçalves de Moura;

2º Tesoureiro – Bronliliber Vale da Fonseca;

1º Procurador – Odillo José Quintanilha;

2º Procurador – Sebastião Belisário;

Diretor de Esportes – Isaltino Antônio de Oliveira.

Em 1968, o clube contava com 200 sócios contribuintes, com o valor NCr$ 0,20 (vinte centavos de cruzeiros novos). O clube contava com as categorias de Aspirantes e Amadores. Além do futebol, o clube oferecia Bailes, jogos de salão e voleibol.

Evaristo em dois momentos: à esquerda com a camisa do Barcelona e à direita com o Real Madrid

Craque e ídolo do Barcelona e Real Madrid começou no Barreira do Andaraí

Esse modesto clube, sem nenhum título conquistado, talvez passaria em branco, se no seu currículo não constasse um dos maiores jogadores do Brasil e mundo: Evaristo de Macedo, que passou pelo Madureira (1950-52), Flamengo (1953-57 e 1964-66), Seleção Brasileira (1955-57), Barcelona/ESP (1957-62) e Real Madrid/ESP (1962-64).

Evaristo, então morando no bairro do Grajaú, começou a jogar futebol com os rapazes do morro da Arrelia. Era o meia direita efetivo do Barreira do Andaraí. A partir de 1950, começou no Madureira aos 17 anos, trilhando uma carreira rica em talento e grandes conquistas. Outro craque que saiu do Barreira do Andaraí foi Jorge Costa, que jogou no Fluminense.

Foto de 1952

Filiou no DA

Na sexta-feira, do dia 27 de junho de 1952, iniciou o processo para se filiar ao Departamento Autônomo (DA), da Federação Metropolitana de Futebol (FMF). No entanto, a filiação só aconteceu, de forma oficial, quase dois anos depois: na sexta-feira, do dia 11 de junho de 1954. Na década de 50, o clube já possuía a sua Praça de Esportes. Disputou duas edições do Campeonato Tribuna da Imprensa: 1958 e 1960.

Barreira do Andaraí aplicou goleada de 15 a 0

No domingo, do dia 08 de junho de 1952, o Barreira do Andaraí não teve dó e goleou o Horizonte Futebol Clube espetacularmente pelo placar de 15 a 0. Na preliminar, disputada entre as equipes de aspirantes, terminou com a vitória do Horizonte pelo escore de 2 a 1.

O quadro do Barreira do Andaraí, foi o seguinte: Everaldo; Jaú e Vani: Zezinho Cabeção, Picolé e Rubinho; Artur, Clovis, Arubinha, Evati, Evaristo e Peixinho.

Os tentos do quadro vencedor foram assinalados: por Clovis e Peixinho, com quatro tentos cada; Arubinha, três gols; Evaristo, duas vezes; Picolé e Artur, com um tento cada.

Foto de 1958

Anos 60: tempos difíceis

Em 1968, o modesto clube passava por dificuldades. A sede era alugada, onde o clube tentava reabri-la, graças a negligência da diretoria anterior. Apesar de lutar com muita dificuldade, o Barreira do Andaraí Futebol Clube pretendia disputar os campeonatos do Departamento Autônomo.

O clube chegou a realizar algumas partidas amistosas a fim de os atletas não perdessem a forma física. Apesar de todo o esforço, o clube acabou sucumbindo, deixando órfão os moradores Arrelia.

Foto de 1952

Diretoria de 1968

Presidente – Silvio da Rosa Vaz Balieiro;

Vice-Presidente – Armindo Pereira da Fonseca;

1º Tesoureiro – Eduardo Gonçalves;

2º Tesoureiro – Alberto Ferreira Neves;

1º Secretário – João Alves Pinto da Silva;

2º Secretário – Delacir Neves de Sousa;

1º Procurador – Nélson José da Silva;

2º Procurador – Hildo Vieira da Silva;

Diretor de Esportes – José Correia da Rocha.

Algumas Formações:

Time base de 1942: Murilo; Antônio (Cidinho) e Boas Condições (Cedinha); Niginho (Permenio), Silvio (Dudu) e Durval (Dininho); Dario (Mario ou Zezinho), Helinho (Alvinho ou Deny), Tuninho (Rainha), Joãozinho (Cozeca ou Haroldo) e Herminio (Cecy ou Pedro).

Time base de 1946: João Pinto (Jagunço); Álvaro (Beto ou Luiz) e Herminio (Niquinho); Antônio (Álvaro), Soldado (Cuica) e Negrinhão (Humberto); Wilson (Victor), João (Rainha), Silvio (Toninho), Pedro (Sipinha) e Alcides (Tipinho). Técnico: Pedro.

Time base de 1948: João Pinto; Fausto e Pedro; Zezinho Cabeção (Toninho), Rainha (Tesoura) e Neguinho (Herminio); Armindo (Cazeca), Caxambu (Nelson), Lua (Tonico), Vitor (Aldo) e Nelson (Lua).

Time base de 1951: João Pinto; Jaú e Rubinho; Rainha (Zezinho), Aruba (Mamão) e Soeni (Arnaldo); Nelson (Bira), Chiquinho (Artur), Borracha (Joinha), Kilaú e Altair (Clovis). Técnico: Bazilio Teixeira de Barros (ex-Guarani de Magé).

Time base de 1952: João Pinto (Everaldo ou Norival); Picolé (Jaú) e Rubinho (Vani); Jaú, Floriano (Arnaldo) e Zezinho Cabeção (Rubinho); Chico (Rainha ou Domingo), Kilau (Darci ou Artur), Borracha (Nico ou Aruba), Clovis (Vani ou Garoto) e Peixinho (Tico).

Time base de 1953: Everaldo (João Pinto ou Jaime); Jaú e Rubinho (Rainha II); Rainha, Jaime (Arubinha) e Artur (Moreno); Chiquinho (Roberto ou Zezinho), Clovis (Vani), Irami (Fernando), Belinho (Peixinho) e Tico-Tico (Tiburcio). Técnico e presidente: Avelino Marques de Oliveira.

Time base de 1954: João Pinto (Darcy); Vani (Cascata) e Rubinho (Antônio); Zezinho (Esquerdinha), Roberto (Hélio) e Jaime (Prainha ou Floriano); Rainha (Serafim), Clovis (Pedrinho), Sapateiro (Chico ou Cabeludo), Artur (Damião ou Floriano) e Zé (Naná ou Paulinho). Técnico: Izaltino de Oliveira.

Time base de 1955: Darcy (Luiz); Esquerdinha e Vani; Arthur, Cavata e Serafim; Clovis, Roberto, Pedrinho, Tico-Tico e Damião. Técnico e presidente: Avelino Marques de Oliveira.

Time base de 1956: João Pinto (Paulo); Artur e Rubinho; Waldir, Rainha e Pascoal; Cilônio, Sales, José, Damião e Paulinho.

Time base de 1957: Jurandir; Aluízio e Vani; Paulo, Cascata e Rainha (Paulinho); Neném, Ítalo, Zé Maria, Waldir e Damião.

Time base de 1958: Jorge (Wany); Djalma (Aluísio) e Vani (Cascata); Tasca, Rainha e Waldir II (Djalma); Armando, Serafim (Ítalo), Waldir I (Zé Maria), Domingos (Augusto ou José) e Augusto (Paulinho).

FOTOS: O Globo Sportivo (RJ) – A Manhã (RJ) – Tribuna da Imprensa (RJ)

FONTES: A Luta Democrática (RJ) – A Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ)– Imprensa Popular (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – Tribuna da Imprensa (RJ)

Amistoso Nacional de 1954: S.C. Rio Preto (MG) 0 x 8 C.R. Flamengo (RJ)

Uma equipe mista do Flamengo, exibiu se na tarde da segunda-feira, do dia 09 de agosto de 1954, na cidade de Rio Preto, interior de Minas Gerais, enfrentando o Rio Preto Futebol Clube.

O rubro-negro carioca conseguiu espetacular vitória pela contagem de 8 a 0. Paulinho foi o artilheiro, marcando cinco tentos, cabendo a Mauricio (duas vezes) e Alaor completarem o placar do triunfo de Flamengo.

A equipe da Gávea formou com: Arlindo; Marinho e Leoni; Valter, Milton (Luiz Roberto) e Jorge (Papagaio); Paulinho, Alaor, Maurício, Tião (Chico) e Babá.

FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – Jornal do Brasil (RJ)

Inédito!! Futebol Clube Galitos – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1940

Por Sérgio Mello

Distintivo e uniforme da década de 40

O Futebol Clube Galitos foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A 1ª Sede (anos 40) ficava localizado na Rua Vaz de Toledo, nº 417 (sobrado), no Engenho Novo. Posteriormente transferiu a sua Sede social para a Rua Sousa Barros, nº 2, no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio (RJ).

Na sexta-feira, às 21 horas, no dia 15 de janeiro de 1965, o clube inaugurou o Salão de Festas. Atualmente, o local foi demolido e construído o Hospital da UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Três remadores portugueses fundaram o Galitos

O Clube da Cidade Olímpica” ou “Rubro-verdefoi Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Agosto de 1940, por três remadores portugueses que pertenciam ao Clube dos Galitos (fundado em 1904 e o escudo também há um galo) de Aveiro, que fica na sub-região da Região de Aveiro, que pertence a região do Centro e ao Distrito de Aveiro e ainda à antiga província da Beira Litoral. A localidade fica a 255 km da capital Lisboa (Portugal).

As cores foi uma homenagem à Portugal

As cores, evidentemente foi inspirado na bandeira portuguesa. O uniforme nos anos 60 era: verde e vermelho (camisa verde com gola e punhos vermelhos, calção branco, e meias com listras vermelhas e verdes).

Primeira Diretoria

A 1ª Diretoria do Galitos foi constituída pelos seguintes membros:

Presidente – Antônio Camano;

Vice-presidente – João Campos;

Diretor de Finanças – Valkir Laranja;

Secretário – Júlio Coutinho;

Diretor de Esportes – Antônio Valério;

Tesoureiro – José Emilio dos Santos;

Diretor de Publicidade – Fernando Santos.

Entrada principal da sede do Galitos, na Rua Sousa Barros. O clube esteve parado socialmente e a diretoria recém-eleita pretende, além de voltar às lides esportivas em 1968, reiniciar todas as atividades.

Início no esporte bretão

O seu começo na vida futebolística, o Galitos realizou centenas de partidas amistosas contra equipes cariocas e fluminenses, conquistando muitas vitórias conquistando o respeito e prestigio no desporto menor.

Na quinta-feira, do dia 1º de outubro de 1942, a diretoria anunciou Silvio Marçal como o novo técnico do clube, que ainda atua como goleiro, defendendo as cores do possante São Cristóvão.

Na década de 40, realizou duas excursões a Miguel Pereira (derrota para o Miguel Pereira por 5 a 2, em 1948) e Mendes (empate em 3 a 3 com o CIPC, em 1949).

FOTO: Globo Sportivo – Uma das formações do F.C. Galitos de 1942

Primeiro título: Campeã do ‘Torneio dos Campeões’

No domingo, do dia 12 de julho de 1942, foi realizado o Torneio dos Campeões, idealizado pelo Corcovado, revestiu-se do máximo brilhantismo. O Futebol Clube Galitos, se sagrou campeão, exibiu-se de maneira notável, conseguindo dois lindos feitos no mesmo dia.

Assim é que, além da vitória alcançada no torneio, saiu-se vitorioso por 3 a 2, no amistoso realizado com o Maravilha da Praça Tiradentes. Disputaram o Torneio dos Campeões oito equipes:

Paula Matos; Club Athletico Tijuca; Corcovado Football Club; Associação Athletica Casa Bruno; Esporte Clube Caveiras; Futebol Clube Galitos, Radial Football Club e Esporte Clube Goitacaz.

O vice-campeão foi o Esporte Clube Goitacaz, que, no prélio final com o Galitos, exigiu quatro prorrogações até ser batido. A equipe campeã foi a seguinte: Camisolão; Nonô e Maravilha; Mario, Antero e Roldão; Luiz Odarilo, Laurito, Walter e Mello.

FOTO (1943): Gazeta de Notícias – Time formado com: Betinho; Nonô e Ary; Cornélio, Lenine e Elmo; Othon, Darcy, Mario, Patola e Neco.

Galitos campeão do Engenho Novo de 1943

O Jornal dos Sports fez a crônica desse título conquistado pelo Galitos:

– Obteve um sucesso notável o, Campeonato Regional do Engenho Novo, promovido pelo “Correio da Noite“, com a cooperação do E. C. Vallim que foi além da expectativa; cedeu o seu majestoso campo, deu artística taças com as legendas: campeão e vice; além do policiamento que pediu para que tudo correspondesse a expectativa, enfim, tudo correu às mil maravilhas, não pela compreensão dos litigiantes, como também pelas disciplinadas assistências dos concorrentes.

Os quadros que disputaram o torneio foram Galitos, Pacífico, Palmeira, Corintians, Eng. Novo, Nacional. Lamentável é que o Souza Barros e o Cabuloso desistissem de tão extraordinário empreendimento. A vitória do Galitos foi justíssima, foi quem apresentou melhor conjunto, ardor e combatividade.

O Palmeira também agradou pelos valores que apresentou, só cedendo nos últimos momentos de Jogo. O Nacional, Eng. Novo e Corintians regulares, e finalmente o Pacífico que era o favorito, devido ao scratch que apresentou foi abafado pelo Galitos, perdendo por 2 goals, 1 corner a zero, embora reforçado com, Ludovico, do Bonsucesso, Otavio, do Nacional, Osmar, do C.R. Flamengo aliás, foi campeão pelo rubro-negro, Paco do Valim, etc.

A assistência presente foi colossal, lotando totalmente as dependências do Valim. O resultado geral do torneio foi o seguinte:

1º Jogo: Nacional empatou com o Eng. Novo por 1 a 1, mas venceu nos escanteios por 3 a 1. O árbitro foi o sr. Brasiliano Vallim

2º Jogo: Palmeira derrotou o Corintians por 1 a 0, tendo Faustino Vallim como árbitro.

3.° jogo: Galitos bateu o Pacífico por 2 a 0, e levou a melhor nos escanteios: 1 a 0. O árbitro foi o sr. Arthur Lopes, o popular Baianinho do S. Christovão.

4º jogo: Palmeira e Nacional empataram sem gols, mas nos escanteios o Palmeira venceu por 1 a 0. A arbitragem ficou a cargo de Isaac Mendes de Almeida.

Na grande final, com Arthur Lopes no apito, Galitos e Palmeira decidiram o título. A partida teve a duração de uma hora (30 minutos cada tempo). Aos 5 minutos, Marinho cortando uma bola conseguiu o 1.º goal para o Palmeira, terminando o primeiro tempo em vantagem 1 x 0.

No 2.º tempo, aos 22 minutos, Nonô cobrou uma falta do meio de campo. A bola caiu nos pés de Lippi, que de maneira notável, empatasse o prélio com uma bicicleta, terminando o tempo regulamentar 1 x 1.

Na 1ª prorrogação permanece o placard 1 x 1. Ao iniciar se a 2ª prorrogação o Galitos força a defesa do Palmeira que finalmente cede. Lippi apanhando um magnifico passe de Patola dribla os zagueiros e coloca magistralmente a bola no arco de Macarrão obtendo não só a vitória como também o honroso título de Campeão do Engenho Novo.

GALITOS (Campeão) – Betinho; Nonô e Ary; Cornélio, Roldão e Neco; Walter, Odorico (cap.), Lippi, Patola e Otton.

PALMEIRA (Vice-campeão) – Macarrão; Mario e Marinho; Milton, Floriano e Jayme, Léo (cap.), Jocelino, Milani, Mario e Newton.

À noite, em comemoração ao seu grande feito, o Galitos realizou uma passeata por várias ruas das estações do Meyer, Engenho Novo e Sampaio.

FOTO (1968) – Quadra de basquete do Galitos que está sendo recomposta pelos dirigentes atuais para a atividade do seu quadro social.

Títulos conquistados

Campeão do Torneio dos Campeões (1942);

Campeão do Campeonato Regional do Engenho Novo (1943);

Tricampeão da Disciplina no Departamento Autônomo (1958, 1959 e 1960);

Vice-campeão infanto-juvenil do Departamento Autônomo (1960).

Revista O Cruzeiro (RJ) de1966 – O craque Denilson , o ‘Rei Zulu’, revelado pelo F.C. Galitos

Fábrica de Craques

A agremiação Galitense contava com as categorias Juvenis, Aspirantes, Amadores e Veteranos. Dos jogadores de maior destaque revelados no clube: o goleiro Betinho se transferiu para o Vasco da Gama em 1943; Denílson (Fluminense); Carlos Pedro (America/RJ e Sporting/POR); Jorge Andrade (Vasco) e Tião (Portuguesa Carioca).

Inauguração do campo do Galitos

A Praça de Esportes, batizada por ‘Cidade Olímpica’, ficava situado entre as Ruas Sousa Barros e Dois de Maio, no Engenho Novo (próximo à sede do clube), e foi adquirida na quarta-feira, do dia 16 de abril de 1941. Na década de 60, o clube acabou perdendo o campo num imbróglio com o Banco do Brasil. Posteriormente, jogou nesse campo cedido pelo próprio banco.

No domingo, do dia 25 de Maio de 1941, o clube inaugurou a sua Praça de Esportes, enfrentando o Palmeira. No entanto, o resultado não foi o esperado, sendo derrotado pelo placar de 3 a 0.

Galitos entra no pugilismo

Na quinta-feira, do dia 21 de julho de 1949, o clube deu entrada na secretaria da Federação Metropolitana de Pugilismo (FMP) um pedido de filiação. O Galitos construiu em seu campo uma aparelhagem própria para competições de pugilismo.

O diretor Walquir Laranja definiu como técnico, o sr. Albino Alvarez, veterano lutador com muitos triunfos em ringues cariocas. A partir da sua filiação, o campo passou a ter diversas competições de boxe, organizadas pela FMP.

Além do futebol e o boxe, o clube possuía jogos de salão (como Futebol de Botão), voleibol, futebol de salão, tênis e basquete. No salão nobre eram realizados shows, bailes, carnaval, festa junina, entre outros.

Galitos ingressa no DA

Na quinta-feira, do dia 17 de janeiro de 1952, o Conselho de Representantes do Departamento Autônomo (DA), ligado a Federação Metropolitana de Futebol (FMF), concedeu filiação ao clube rubro-verde.

Jornal dos Sports (1953) – Uma das formações da equipe Infantil do F.C. Galitos

Na base o Galitos enfrentou os grandes clubes do carioca

Em 1953 a 59, o Galitos disputou o Campeonato Infantil e Infanto-Juvenil do DA (Departamento Autônomo), que contavam com os clubes da 1ª Divisão do Campeonato Carioca, como Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Bangu, America, entre outros.  

Modelo do escudo e uniforme das décadas de 50 e 60

Três vezes no Maracanã

O Galitos jogou em três oportunidades no estádio Mario Filho, o ‘Maracanã. A 1ª foi na tarde de sábado, do dia 09 de fevereiro de 1952, na preliminar de Botafogo 2 a 0, no Fluminense, válidopela 2ª rodada do Torneio Rio São Paulo. O Galitos venceu o Canadá por 2 a 1. A segunda vez, aconteceu na tarde de sábado, do dia 30 de maio de 1952, na preliminar de Botafogo 1 a 0 no Bangu, pelo Torneio Rio São Paulo. O Galitos dessa vez acabou caindo diante do Macaé Futebol Clube pelo placar de 5 a 3.

O terceiro jogo, foi na tarde de sábado, do dia 31 de abril de 1955, válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, na vitória do America em cima do Fluminense por 1 a 0. O Galitos acabou derrotado pelo Esporte Clube Nacional por 2 a 1.

Amistoso Nacional

Na tarde de domingo, do dia 05 de junho de 1955, no campo do São Cristóvão, aconteceu a peleja interestadual entre os quadros do Galitos, e o Jardim Oriental, de São Paulo.

A partida foi bem disputada, notadamente no primeiro tempo, quando o prélio transcorreu equilibrado com ataques alternados. Nesta fase, os Galitenses marcaram o seu primeiro tento, por intermédio de Nico e terminando-o com a vantagem de 1 x 0 para o Galitos.

No segundo tempo, o Galitos dominou inteiramente a peleja marcando três gols, por intermédio de Nico, Mauricio e Valerio, vencendo assim o match por 4 x 0. A partida teve arbitragem do sr. Wilson de Souza, com ótima atuação.

As partidas preliminares foram as seguintes:

Galitos 4 x 1 São Cristóvão (Infantil);

Boca Negra 3 x 1Guarani;

11 Unidos do Brasil 2 x 4 São Jorge.

Os quadros foram os seguintes:

GALITOS: José; Nei e Valerio; Reliston, Geraldo e Esteves; Hélio, Marino, Silvio, Nico e Mineiro (Mauricio).

JARDIM ORIENTAL: Alexandre; Geraldo e José; Palucio, Amaral e Chafi; Wirzo, Giusi, Roberto, Almir e Evangelista.

Número de sócios

Tribuna da Imprensa (RJ) – 07-04-1958 – Time Infanto-Juvenil do F.C. Galitos

Em 1968, era uma das tradições entre os clubes cariocas, com diversos jogadores que migraram para os principais quadros da cidade. O Galitos contava com cerca de 1.700 associados, um número excelente para a época. Desse número, 1.430 eram contribuintes com mensalidade no valor de NCr$ 1,00 (um cruzeiro novo) e 213 proprietários. Uma curiosidade é que a 1ª pessoa a se associar ao clube foi Adilson Teixeira dos Santos.

Na década de 60, o Galitos participou do Campeonato Carioca de Veteranos do DA, mas sem destaque. Em 1968, o Galitos contava com 65 jogadores registrados para a disputa de diversas modalidades esportiva do DA (Departamento Autônomo). Na parte do futebol destacam-se: Juan, Valmir, Alvino, Nelson, Hélio, Ivo, Arlindo, Nei, Jorge Penteado, Gilnei, Laércio, Gilberto, Anver, Mário e Vanderlei.

Diretoria de 1968

Presidente – Dr. Antônio Carlos Gamaro;

Vice-presidente – Edgard da Rocha Leite;

Secretário – Beneval Teles Silões;

Tesoureiro – Gilberto Vieira Dantas;

Diretor social – Anver Bilate Filho;

Diretor de Esportes – Dr. Francisco Xavier Bastos do Amaral;

Diretor de Patrimônio – Artur Pinto Correia;

Diretor Procurador – Jorge Fernandes Penteado;

Diretor de Publicidade – Laércio Pinheiro Moutinho.

Algumas formações:

Time base de 1940 (1º Quadros); Idalino; Augusto e Homero; Carlinhos, Tião e Gradinho; Boléu, Zeferino, Orestes, Walter e Fernando. Técnico: Idalino.

Time base de 1941 (1º Quadros); Idalino (Amarelinho); Reis (Fausto) e Bimba; Medeiros (Homero), Balthazar e Roldão (Aranha); Hélio (Zú), Norival (Biló), Gamboa (Fernando), Walter (Lora) e Zeferino (Ary ou Dinamite). Técnico: Idalino.

Time base de 1942 (1º Quadros): Betinho (Camisolão ou Walter II); Nonô (Herminio) e Ary (Homero ou Maravilha); Antero (Remendo ou Natalino), Roldão (Reis) e Mario (Norival ou Jayme); Luiz (Gamboa), Lippi (Odarilo ou Bily), Walter (Laurito ou Hélio), Patola (Neco ou Oldemar) e Mello (Fernando). Técnico: Nonô.

Time base de 1943 (1º Quadros): Betinho; Nonô e Maravilha; Cornélio (Elmo), Roldão (Lenine) e Ary (Neco); Walter (Odarilo), Octacílio (Darcy), Lippi (Mario), Patola e Othon. Técnico: Nonô, depois Orlando Cardozo Mendes.

Time base de 1946 (1º Quadros): Raul (Betinho); Jerdal (Elmo ou Nonô) e Pingunça (João ou Maravilha); Ivan (Silvio), Cocada e Dario (Neco); Binha (Hélio Maia), Bidon (Hildebrando), Sapateiro (Pelado), Bando (Kafungá) e Chaves.

Time base de 1947 (1º Quadros): Raul (Betinho); Galego (Maravilha) e Elmo; Ivan (Silvio), Fausto (Pirá) e Cocada (Biorol); Ivan (Pelado), Valdir (Hélio), Bando (Valdemar), Bidon (Hildebrando) e Binha (Jervel ou Chaves).

Time base de 1948 (2º Quadros): Raul (Rola ou Camisolão); Manduca e Bolinha (João); Bamba (Curuba), Boneval (Elcio) e Silvio (Miranda); Luiz (Pé de Mico), Walter (Cidinho), Biguá (Zeferino), Neném (Luiz Miro), Osvaldo (Waltinho), Cidinho e Doca (Zezeca).

Time base de 1948 (1º Quadros): Raul; Galego e Agair (Aroldo); Avilson, Cocada (Finfim) e Binha (Valtinho); Hélio Maia, Legel (Bando), Bidon, Choriço (Deão), Chaves e Castro.

Time base de 1949 (1º Quadros): Camisolão; Galego e Manduca (Finfim); Biguá (Valtinho), Cocada (China) e Binha (Silvio); Hélio Maia, Bando (Legel), Sapateiro, Luiz (Ferreira) e Castro (Vênus).

Time base de 1950 (1º Quadros): Raul (Macarrão); Tião e Finfim (Raimundo); Armando (Cocada), Ivan (Ferreira) e Darcy (Osvaldo); Pé de Mico (Haroldo), Neném (Avilson), Bidon (Lili), Sapateiro (Raimundo) e Elmo (Bimba).

Time base de 1951: Valter (Cifra); Galego (Bolinha) e Miro (Mario); Pé de Mico (Beneval), Sacico (Dode) e Geraldo (Libório); Nado, Neném, Sapateiro (Enéas), Leônidas (Moa) e Miro (Esquerdinha).  

Time base de 1952: Tripa (Raul ou Vadinho); Arthur (Bá) e Quirino (Jorge); Tião (Pé de Mico), Russo e Sapateiro (Biró); Hélio (Enéas), Bidon (Neném), Bolinha (Pery), Ditinho (Careca) e Esquerdinha

Time base de 1953: Celso; Tião e Preto; Hélio, Moacir e Edson; Hélio II, Maia, Simões, Enéas e Mico II

Time base de 1954: José; Ney e Valério; Pé de Mico, Lili e Dodô; Hélio, Carlinhos, Décio, Mariano e Periquito

Time base de 1955: José; Nei e Valério; Reliston, Geraldo e Esteves; Hélio, Marino, Silvio, Nico e Mineiro (Maurício).

Time base de 1956: Zé Américo (Reis); Ney e Tião; Hilton (Relston), Lauri (Vadico) e Valério (Neumar ou Xacoco); Pé de Mico (Chiquinho), Ronaldo (Mauro ou Darci), Carlinhos (Boca ou Haroldo), Valdir (Zezinho ou Ivan) e Jorge (Maurício ou Sabará)

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: O Globo Sportivo (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Tribuna de Imprensa (RJ)

FONTES: A Luta Democrática (RJ) –A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – O Radical (RJ) – Tribuna de Imprensa (RJ)

Foto rara de 1958: Estrela Futebol Clube – Miguel Pereira (RJ)

Por Sérgio Mello

Modelo de 1958

Estrela Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Miguel Pereira, situada na região Centro-Sul Fluminense (Vale do Café), a cerca de 120 km da capital do estado do Rio de Janeiro. Localizada na Serra do Tinguá, com uma população de 25.582 habitantes (segundo o Censo do IBGE/2020), a aproximadamente 618 metros acima do nível do mar, a cidade é conhecida por seu clima ameno e como estância climática.

Guarda a lembrança e o privilégio de ter sido o 1º clube de futebol da vila, justamente durante os anos em que ela perdia a denominação de município de Estiva para se transformar em Professor Miguel Pereira (atual: município de Miguel Pereira).

Foi Fundado na terça-feira, do dia 04 de setembro de 1928, o Estiva Atlético Clube, homenagem ao antigo nome da cidade, graças à união de uma humilde, porém significativa parcela da população da vila, na qual destacavam-se comerciantes, ferroviários e criadores de gado, o clube.

Então sem sede, estatutos e sem dinheiro, representado unicamente por vinte e poucos jogadores de futebol que desejavam medir forças com o Portela Atlético Clube – conseguiu motivar e arregimentar para os seus quadros alguns dos mais expressivos nomes da localidade na época, como: Bonifácio de Macedo Portella, Aurélio Barile, Geraldino Caetano da Fraga (Dino), Nagib Ahouage, Rigoletto Cristofaro e Manoel “Manduca” Bernardes Sobrinho, todos muito preocupados com a ausência daquele esporte no lugar e, certamente, roídos por uma justificável inveja ao ver a ascensão do Portela Atlético Clube na região.

Durante dois anos (1930), reinou no recém-batizado município de Miguel Pereira uma forte unanimidade em torno do Estiva Atlético Clube (na década de 30, os jornais cariocas denominavam como: Estiva Football Club), até porque seus próceres assim deviam agir em contraposição direta ao prestígio portelense.

Assim, naquele ano, os mais influentes conselheiros do Estiva Atlético Clube indicaram para o ambicionado cargo a senhorita Conceição Setúbal Ritter, irmã do Dr. Oscar Setúbal Ritter, médico que frequentava Miguel Pereira com assiduidade e que também exercia um cargo na direção daquela agremiação.

Modelo atual

Escolha do nome da Madrinha gerou um ‘racha

Em 1930, porém, uma incontornável divergência, envolvendo a escolha da madrinha do clube, dividiu seus dirigentes. A situação mostrou-se muito delicada, visto que o cargo de madrinha possuía uma dimensão social extraordinária naqueles tempos de pioneirismo, sendo bastante ambicionado pelas senhoritas da localidade, até porque havia entre os desportistas um acordo tácito de anualmente renová-lo, dando assim oportunidade para que outras jovens da vila ocupassem um posto tão prestigioso.

Esse choque de interesses provocou um desacordo irremediável nas hostes do Estiva Atlético Clube, mesmo porque os demais dirigentes eram tão teimosos quanto o próprio Manduca.

Fachada da Sede com o escudo do Estrela F.C.

Tal ‘racha’ fez nascer o Miguel Pereira Atlético Clube

Tal escolha causou um profundo desagrado à numerosa família Bernardes, comandada por Manoel Francisco Bernardes Sobrinho, o Manduca, que já demonstrara o desejo de ver sua filha, Maria Ramos Bernardes, a Mariquita, ocupando solenemente aquela função social na cidade. Além do mais, a primeira indicação fora feita à revelia dos Bernardes, e Manduca, seu respeitado patriarca, jamais aceitaria uma imposição de tal natureza.

O conflito durou alguns dias e os dois lados não abriam mão de suas intransigentes posturas pessoais. Assim, quando o nome de Conceição Setúbal Ritter foi plenamente referendado em Assembleia Geral do Estiva, os Bernardes rebelaram-se em definitivo.

A primeira providência de Manduca foi reunir em sua residência os homens que o haviam apoiado em sua decisão de se desligar do Estiva Atlético Clube e alguns outros convidados especiais, cujo prestígio na vila pudesse manter viva a sua ideia. Lá compareceram Calmério Rodrigues Ferreira, o Juju, e seus irmãos Adalvet (Vevete) e Alzino Tintas, Felipe Carvalho, Dr. João Alberto Masô, Antônio Ferreira Real, Domingos Leitão, Francisco Peralta, Daniel Bernardes e dezenas de outros solidários amigos. Após a reunião foi decidido fundar o Miguel Pereira Atlético Clube no sábado, do dia 26 de abril de 1930.

Estrela F. Club inaugura o seu campo em 1930

No domingo, do dia 14 de dezembro de 1930, aconteceu a inauguração do campo do Estiva F. Club. O Correio da Manhã assim escreveu o evento: “Às 8 horas foi recebida na estação pela directoria, seus associados e famílias da localidade, a embaixada do Humayta Football Club, do Rio de Janeiro.

Há 1 hora o dr. Soares Filho, em nome da directoria, em discurso, fez entrega da fita a senhorita Conceição Bernardes Pinheiro, madrinha do club, que num improviso, agradeceu.

Às 2 horas realizou-se o encontro dos segundos teams do Humayta F. C., e Estiva F. C., com o resultado de 2 x 1 a favor do club visitante.

Às 8 1/2, teve início o encontro dos primeiros teams dos clubs acima, que depois de uma peleja deslumbrante, terminou por um empate de 3 x 8.

Às 5 horas foi servido uma mesa de doces ao club visitante e demais jogadores e aos convidados, falando nessa occasião o dr. Araujo Lima, que em nome da directoria, agradeceu aos convidados”.

Estiva enfrentou o Combinado Haddock Lobo Football Club

No domingo, do dia 26 de novembro de 1933, o Estiva Football Club enfrentou o Combinado Haddock Lobo Football Club. O Jornal do Commercio assim descreveu o encontro: “Afim de enfrentar, Estiva F. Club, de Miguel Pereira, partirá, para aquella localidade o Combinado Haddock Lobo Football Club.

Chefiando a embaixada seguirá o Sr. Djalma de Souza e a convite do Haddock Lobo, seguirá a embaixada do Esporte Club Guanabara. O Combinado Haddock Lobo vae conceder revanche ao Estiva, pois que já o venceu por 5 x 0.

A visita do Combinado Haddock Lobo a Miguel Pereira, coincide com o anniversario do Estiva, que tem a sua frente as esforçadas figuras dos Srs. Aurelio Barille, Bonifacio Portella e Najibe”.

Sai  ‘Estiva’ e entra ‘Estrela’

O Estiva Atlético Clube acabou alterando a sua nomenclatura para Estrela Futebol Clube, na quinta-feira, do dia 04 de abril de 1946, mantendo até os dias atuais. A sua Sede social fica localizado na Rua Francisco Alves, nº 60, no Centro de Miguel Pereira/RJ.

Time com a seguinte escalação: Manoel; Jair e Manoelito; Pedrinho, Paulo e Luiz; Jaime, Cabeção, J. Pretinho. Morici e Mário.

Estrela F.C. vence o Café Palheta F.C.

No domingo, do dia 09 de fevereiro de 1958, vibraram os torcedores simpatizantes do futebol amadorista da bela localidade de Miguel Pereira, na tarde de domingo último, com a realização do encontro entre as equipes do Estrela Futebol Clube, e a do Café Palheta Futebol Clube, do Rio.

A referida peleja agradou plenamente, a todos que compareceram ao campo dado o bom futebol posto em prática pelas duas equipes, notadamente a do Café Palheta Futebol Clube, que mesmo a despeito de ser derrotado realizou uma boa exibição, só não conseguindo um melhor resultado pela falta de pontaria dos seus dianteiros, sem que com isto se diminua o feito do conjunto local, que teve sua vitória valorizada pela atuação do adversário.

Tecnicamente as duas equipes se igualaram, entretanto quis o destino que o triunfo pendesse para o esquadrão do Estrela Futebol Clube pelo apertado escore de 3 a 2.

Grande acolhida

A delegação do Café Palheta Futebol Clube teve em Miguel Pereira uma grande acolhida, não só pela diretoria clube local como também pelos moradores locais. A caravana que acompanhou a equipe carioca foi uma das maiores já organizada pela simpática agremiação, cuja viagem foi feita pela Central do Brasil.

As duas equipes formaram com a seguintes constituições:

Estrela: Manoel; Jair e Manoelito; Pedrinho, Paulo e Luiz; Jaime, Cabeção, J. Pretinho. Morici e Mário.

Café Palheta: Aldo; Jorge e Escova; Adair, Fernandes e Walmir; Valadão, Wilson, Décio, Hélio e Hélcio.

Antecipando o encontro principal estiveram em ação as equipes de aspirantes das mesmas agremiações, encontro este que terminou com o justo empate de 2 a 2.

Sede social: Rua Francisco Alves, nº 60, no Centro de Miguel Pereira/RJ.

Outros

O Estrela ganhou o status de Utilidade Pública, no dia 13 de abril de 1962, sob o nº 19, às folhas 10/11 do Livro B.B., pela Câmara Municipal de Miguel Pereira, deliberada nº 217, no dia 30 de março de 1962, pelo então prefeito José Antônio da Silva.

Atualmente, o clube se concentra apenas no entretenimento na sua sede social, com eventos como bailes de carnaval, festas e shows. O esporte está momentaneamente sem atividades.   

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Correio da Manhã (RJ) – Google Maps 

FONTESJornal Regional Rio – professor e historiador Sebastião Deister – Câmara Municipal de Miguel Pereira – Facebook do Estrela Futebol Clube – Jornal do Commercio (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal dos Sports (RJ)