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São Cristóvão Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): Escudo de 1942

O São Cristóvão Athletico Club (Atual São Cristóvão de Futebol e Regatas) é uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ).  A sua Sede social e o Estádio Figueira de Melo, ficam localizados na Rua Figueira de Mello, 200, no Bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. A sua maior conquista foi o título do Campeonato Carioca da 1ª Divisão de 1926.

História do São Cristóvão

Clubes de origem e fusãoFoi fundado no bairro de São Cristóvão em 12 de outubro de 1898 o Club de Regatas São Christóvão, dedicado ao remo. Em 5 de julho de 1909, surgiu oSão Christóvão Athletic Club, que se restringia ao futebol, e disputava o campeonato metropolitano – sua primeira partida foi disputada em 1 de agosto de 1909, vencendo o Piedade F.C.por 5 x 1. A união de ambos deu origem ao atualSão Cristóvão de Futebol e Regatas em 13 de fevereiro de 1943 – um novo clube, que herdou do clube de futebol a fama conseguida nos campos, já campeão carioca e com bom desempenho nos gramados.

Campeão Carioca de 1926

Em 1918, 23 e 24, o São Cristóvão terminara o Campeonato Carioca em terceiro lugar, já mostrando sua força. Mas, ainda assim, no início do Carioca de 1926, os favoritos eram Vasco, Flamengo e Fluminense. Na estréia, o São Cristóvão mostrou força e venceu o Botafogo por 6 x 3. No entanto, o time da Figueira de Melo perdeu de 6 x 2 do Fluminense na rodada seguinte e reforçou sua condição de azarão.

Aos poucos, porém, a estratégia do técnico Luís Vinhaes começou a se fazer notar. O treinador era discípulo do uruguaio Ramón Platero, campeão com o Vasco em 1923 e 24. Ambos tinham por princípio impor treinamento intenso aos jogadores, com enfoque no preparo físico e na força para os padrões ao amadorismo da época. No caso de Vinhaes, ainda deve-se acrescentar o discurso motivacional apurado.
Mesmo sem resultados brilhantes, o São Cristóvão foi colhendo pontos. Venceu Vila Isabel (3 x 2) e Vasco (2 x 1) apertado antes de deslanchar com um acachapante 5 x 0 sobre o Flamengo. O time seguiu com sua campanha consistente e discreta, com vitórias sobre Syrio e Libanez (3 x 1), Brasil (8 x 2), América (3 x 1) e Botafogo (4 x 3) e empate com Bangu (2 x 2).No início do segundo turno, o São Cristóvão venceu o Fluminense por 4 x 2 e se colocava como candidato ao título. Uma derrota para o Vasco (2 x 3) complicou a situação, pois os cruzmaltinos já se colocavam como principal concorrente na competição. Ainda assim, com vitórias consecutivas sobre Vila Isabel, Brasil, Syrio e Libanez e Bangu colocaram o clube da Figueira de Melo em situação confortável. A equipe tinha 27 pontos ao lado do Fluminense. O Vasco estava com 29, mas tinha duas partidas a mais e já encerrara sua participação.

Em 19 de setembro de 1926, o São Cristóvão empatou em 4 x 4 com o América e se beneficiou da derrota do Fluminense para o Flamengo por 2 x 0. Com isso, bastaria ao Alvinegro vencer o desinteressado Rubro-negro na partida decisiva. Os dois times já haviam se enfrentado no returno com vitória flamenguista por 3 x 1. No entanto, o jogo foi interrompido e cancelado, dando essa nova chance ao São Cri-Cri.
No jogo decisivo, realizado em 21 de novembro de 1926 no estádio da Rua Paysandu, o São Cristóvão sobrou em campo. Com o artilheiro Vicente em jornada inspirada, o time da Figueira de Melo fez 5 x 1 e conquistou, pela primeira e única vez, o Campeonato Carioca. Com os três gols na decisão, Vicente passou o vascaíno Russinho e ficou com a artilharia do torneio.Depois do título carioca, o técnico Luís Vinhaes ganhou espaço. Em 1934, foi o treinador da seleção brasileira na Copa da Itália. Em 1933, levou o Bangu a seu primeiro título carioca.

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Ficha técnica do jogo do título: Flamengo 1 x 5 São Cristóvão
Data: 21 de novembro de 1926
Local: estádio da Rua Paysandu (Rio de Janeiro)
Árbitro: Carlos Martins da Rocha
Flamengo: Amado; Pennaforte e Hélcio; Favorino, Flávio (Alfredo) e Japonês; Allemand, Aché, Nonô, Fragoso (Vadinho) e Moderato.
São Cristóvão: Paulino; Póvoa e Zé Luiz; Julinho, Henrique e Alberto Corrêa; Oswaldo, Octávio, Vicente, Arthur e Teófilo.
Gols: Allemand, Octávio (2) e Vicente (3)
Outros grandes momentos no futebolAlém do Carioca de 1926, o São Cristóvão também conquistou o Torneio Início em 1918, 28, 35 e 37 e foi ainda vice-campeão em outras seis ocasiões: 1920, 1925, 1927, 1938, 1940 e 1964, num total de dez decisões disputadas neste tradicional torneio.Também ficou com o vice-campeonato estadual em 1934.

O São Cristóvão teve ainda os artilheiros dos campeonatos cariocas de 1919 (Braz de Oliveira, 24 gols), de 1926 (Vicente, 26 gols), de 1928 (Vicente, 20 gols) e de 1943 (João Pinto, 26 gols). Em 2 de julho de 1919, o São Cristóvão goleou o Mangueira por 11 a 1, com o seu jogador, Bras de Oliveira, marcando nove gols, recorde no Campeonato Carioca até os dias de hoje, compartilhado com Gilberto Hime, do Botafogo.
Um título marcante foi o do Torneio Municipal de 1943. A competição era forte e o São Cristóvão teve de superar, em pontos corridos de um turno, América, Bangu, Bonsucesso, Botafogo, Canto do Rio, Flamengo, Fluminense, Madureira e Vasco.

Em 1937, quando disputava o Campeonato Carioca pela antiga Federação Metropolitana de Desportos (FMD), ao lado do Vasco, Botafogo e Bangu, entre outros, houve a pacificação do futebol do Rio de Janeiro, dividido em ligas, e os clubes da FMD se juntaram aos outros para a disputa do Campeonato Carioca já pacificado. O São Cristóvão liderava disparado o campeonato da FMD, sem poder ser alcançado por nenhum outro clube, mas esta liga foi dissolvida abruptamente sem declarar o São Cristóvão campeão, o que foi uma grande injustiça, por não ter refletido oficialmente a superioridade do time do São Cristóvão sobre os outros concorrentes.

Em 1953, o São Cristóvão sagrou-se campeão do Torneio Quadrangular Cidade de Campinas, disputado contra Guarani, Ponte Preta e o America Football Club, do Rio de Janeiro.

A maior atuação do São Cristóvão no Maracanã foi em 29 de março de 1975, quando enfrentando o Clube de Regatas Flamengo, de Zico, quando começou perdendo por 2 a 0 e numa reação sensacional venceu o partida por 3 a 2, inclusive com 2 gols anotados pelo ex jogador flamenguista Fio Maravilha.

São Cristóvão na Copa do Mundo

O São Cristóvão já mandou cinco jogadores para defender o Brasil em Copas do Mundo. Em 1930, foram Zé Luiz, Doca e Teófilo. Em 1938, Afonsinho e Roberto. Este último marcou um dos gols da vitória brasileira por 2×1 sobre a Tchecoslováquia, tornando-se o único jogador cadete a marcar em uma Copa.

O São Cristóvão possui um cartel que inclui 124 partidas internacionais, tendo a sua primeira partida internacional ocorrida contra marinheiros do cruzador inglês Orotawa, com vitória dos alvos por 4 a 1, em 17 de julho de 1917. No mesmo ano, em 19 de novembro, nova vitória, agora contra marinheiros do couraçado uruguaio Uruguay, por 6 a 1, tendo a sua primeira excursão ao exterior ocorrido em 1937 e as mais vitoriosas, à Europa e África, ocorridas na década de 1950.

Grandes nomes do futebol que passaram pelo São Cristóvão

Ao entrar na sede de futebol, na Rua Figueira de Melo, é possível ler – pintado em letras garrafais –, a frase:  “aqui nasceu o fenômeno”. O “fenômeno” em questão é o centro-avante Ronaldo, campeão de duas Copas do Mundo pela Seleção, um dos maiores jogadores de todos os tempos – que foi revelado nas divisões de base do São Cristóvão. Para as gerações mais novas, o jogador tem sido o mito que alimenta os brios do time.

Mas outros nomes marcantes começaram por ali: o meia Djalminha, ex-Palmeiras; Carlos Alberto Parreira, ex-técnico da seleção (Parreira, aliás, começou como preparador físico do time e estreou como treinador no São Cristóvão, logo depois de formado em Educação Física e um pouco antes de ser convidado para ser técnico de Gana); e Sebastião Lazaroni, técnico da Seleção na Copa de 1990. Não custa lembrar que o craque Leônidas da Silva, o Diamante Negro, também já vestiu a camisa dos cadetes.

 

FONTES: Revista O Tico-Tico  – Site do clube

Deodoro Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): Uma participação na Segundona Carioca

O Deodoro Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no dia 12 de Agosto de 1921, com o nome de Sapopemba (antigo nome da estação de Deodoro) Atlético Club, com as cores verde e vermelho, por um grupo de desportistas de Deodoro. Seis dias depois, no dia 18, realizaram um assembléia geral para definir o estatuto e outros assuntos. Dentre eles, definiram que o 1º Presidente foi Ladislau Patão.

Em abril de 1931, mudou o nome (Deodoro Athletico Club), e também as cores (rubro-anil). A sua Sede e o campo ficavam na Estrada de Nazareth, na Estação de Deodoro. O seu último endereço: Rua Marechal Alencastro, 193, no Bairro de Deodoro, Zona Oeste do Rio.

Imprensa Popular: 30 de Novembro de 1952

CAMPEÃO DO TORNEIO INÍCIO DA LMDT, EM 1932

No domingo, do dia 15 de maio de 1932, o Deodoro foi campeão do 10º Torneio Início da LMDT (Liga Metropolitana Desportiva Terrestre). A competição foi realizada no seu campo, na Estrada de Nazareth, na Estação de Deodoro.Na 1ª rodada, o Deodoro eliminou o Triângulo Azul (já foi publicado no História do Futebol), por 3 escanteios a zero.

Depois pelas Quartas de finais, passou pelo São José, também por 3 escanteios a zero. Nas semifinais, bateu o Vasquinho F.C. por 1 a 0. Na decisão, tendo Jayme Xavier da Motta como árbitro, numa partida bastante disputada, o título só aconteceu na segunda prorrogação, quando derrotou o  Oriente por 1 escanteio a zero. O time campeão atuou da seguinte forma: Deoclecio; Palmeira e Augusto; Luiz, Guttemberg e Barrão; Eloy, Patú, Pery, Noca e Leitão.

Foi vice-campeão do Campeonato “Extra” da Sub Liga Carioca de 1934. No ano seguinte se profissionalizou e disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão de 1935. Participou do Torneio Aberto Liga Carioca de Futebol de 1936 e 1937. Também foi Campeão do Torneio Salomão Ibraim de 1952.

Time-Base de 1934: Humberto; Léo e Arlindo; João, Anysio e Asumar; Eloy, Abrelino, Barreiros, Joel e Campista.

Time-Base de 1953: Ademir; Santana e Vadico; Biruca, Benedito e Paulo; China, Mundica, Guinha, Haroldo e Neguinho.

 

FONTES: Livro ‘Camisas do Futebol Carioca’ – Jornal dos Sports – O Imparcial – O Jornal – Imprensa Popular – Jornal A Manhã

Revista O Tico Tico – Os 12 clubes do Rio de Janeiro, em 1955-56: Última Parte

Canto do Rio F.C.: Maio 1956

Entre os meses de Julho de 1955 à Junho de 1956, a Revista O Tico Tico publicou a sessão “A Página do Torcedor“, onde o cartunista Luiz Sá apresentava as charges dos 12 times que disputavam o campeonato carioca naquela época. Detalhe para o Canto do Rio, que apesar de ser um clube de Niterói, disputava o campeonato do então Distrito Federal.

A.A. Portuguesa: Junho 1956

FONTE: Página no Facebook ‘Um Coração Suburbano’

Revista O Tico Tico – Os 12 clubes do Rio de Janeiro, em 1955-56: Parte V

Madureira A.C.: Março 1956

Entre os meses de Julho de 1955 à Junho de 1956, a Revista O Tico Tico publicou a sessão “A Página do Torcedor“, onde o cartunista Luiz Sá apresentava as charges dos 12 times que disputavam o campeonato carioca naquela época. Detalhe para o Canto do Rio, que apesar de ser um clube de Niterói, disputava o campeonato do então Distrito Federal.

Olaria A.C.: Abril 1956

FONTE: Página no Facebook ‘Um Coração Suburbano’

Revista O Tico Tico – Os 12 clubes do Rio de Janeiro, em 1955-56: Parte IV

Bangu A.C.: Janeiro 1956

Entre os meses de Julho de 1955 à Junho de 1956, a Revista O Tico Tico publicou a sessão “A Página do Torcedor“, onde o cartunista Luiz Sá apresentava as charges dos 12 times que disputavam o campeonato carioca naquela época. Detalhe para o Canto do Rio, que apesar de ser um clube de Niterói, disputava o campeonato do então Distrito Federal.

Bonsucesso Futebol Clube: Fevereiro 1956

FONTE: Página no Facebook ‘Um Coração Suburbano’

Revista O Tico Tico – Os 12 clubes do Rio de Janeiro, em 1955-56: Parte III

Fluminense: Novembro 1955

Entre os meses de Julho de 1955 à Junho de 1956, a Revista O Tico Tico publicou a sessão “A Página do Torcedor“, onde o cartunista Luiz Sá apresentava as charges dos 12 times que disputavam o campeonato carioca naquela época. Detalhe para o Canto do Rio, que apesar de ser um clube de Niterói, disputava o campeonato do então Distrito Federal.

São Cristóvão F.R.: Dezembro 1955

FONTE: Página no Facebook ‘Um Coração Suburbano’