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Liga Leopoldinense de Football (LLF) – Rio de Janeiro (RJ): Existiu entre 1921 a 1928

Por Sérgio Mello

A Liga Leopoldinense de Football (LLF) foi uma importante entidade do futebol localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi Fundada na quinta-feira, do dia 10 de fevereiro de 1921, com o intuito de organizar os clubes suburbanos e do interior do Rio de Janeiro, a liga foi essencial para a expansão e democratização do esporte na região.

A Liga Leopoldinense de Football, organizou-se na sede do Penha Football Club por convocação de um grande número de desportistas entre os quais destacava-se Azevedo Machado. Emprestaram-lhe logo seu concurso os grêmios: Athletico Club Braz de Pinna, União Sportiva, Sport Club Luzitano, que foram os fundadores da nova entidade.

Abertas as filiações ingressaram o Victoria Football Club, Electro Football Club, Sport Club Rio Cricket, Sport Club Bomsuccesso, Mundial Football Club, Belizário Penna Football Club, Del Castillo Football Club, Palestra Itália Football Club e Reinado Football Club (sediado na Rua Barão de São Félix, nº 210, no Centro do Rio).

Primeira Diretoria

Foi realizado na sexta-feira, às 20 horas, do dia 03 de março de 1921, na sede do Penha Football Club a instalação definitiva da Liga Leopoldinense , além de eleição da 1ª diretoria, que ficou assim constituída:

Presidente – Sr. Tercio Machado;

Vice-presidente – Sr. Joaquim Macedo;

1º Secretário – Francisco de Assis Machado;

2º Secretário – Álvaro dos Santos;

1º Thesoureiro – Júlio Valle;

2º Thesoureiro – Claudemiro da Silva.

Del Castillo foi o 1º campeão

O 1º Torneio Initium (chamado de Torneio General Silva Pessoa) foi realizado no domingo, do dia 17 de abril de 1921, com todo o esplendor no campo do Bomsuccesso Football Club, precedido de uma parada esportiva, a primeira e única que se realizou nos subúrbios. Foi campeão do torneio o Del Castillo e o Victoria ficou com o vice.

1ª Seleção da Liga

No domingo, do dia 20 de novembro de 1921, a Liga Leopoldinense aceitando convite do Manguinhos Football Club, realizou um treino, no campo deste clube.

A diretoria informou que a Liga Leopoldinense de Football: formara com os seguintes atletas: Malaquias (Braz de Pina); Armindo, (Electro); Bernardo (Victoria); Samuel (Belizário Penna); Júlio, (Electro); Baltsteiro, (Belizário Penna); Alceu, (Victoria); Francisco, (Braz de Pina); João, (Braz de Pina); Heitor, (Braz de Pina); Gallo. (Braz de Pina). Reservas: Rezende, Tillete, Sebastião de Oliveira.

Mudança de Sede

No domingo, do dia 27 de novembro de 1921, o Penha F.C. desligou-se o que forçou a transferência da sede para a Estrada da Freguezia (Estrada do Porto), nº 372, em Bonsucesso (de propriedade do Estrella F. Club).

Crise quase gerou a extinção da entidade

Os primeiros meses da Liga foram de grande dificuldade, e, em novembro de 1921, esteve a ponto de sucumbir, esfacelando-se o campeonato. Foi quando ascendeu à presidência, antes ocupada por José Braz, o abnegado e distinto desportista Henrique Duran que concatenando os esforços dos demais diretores, conseguiu remodelar os serviços, organizando definitivamente da Liga.

Reeleito em 1922, Henrique Duran continuou a sua obra gloriosa firmando, cada vez mais, o prestigio da sua entidade e para o campeonato conseguiu obter 20 concorrentes, divididos em duas séries.

Nova mudança da sede

Em dezembro de 1922, desligando-se o Estrella, a Liga Leopoldinense, num golpe de arrojo de Henrique Duran, Antunes e Magalhães, transferiu sua sede para local independente da vida dos clubes, instalando-se a Rua Jockey Club, nº 283, próximo à estação de Triagem (estação de São Francisco Xavier).

Este empreendimento foi o fator principal da estabilização e subsequente progresso da simpática entidade, pois colocou-se a Leopoldinense, num ponto, onde podia atender, facilmente, não só a qualquer ponto dos subúrbios, como também aos arrebaldes urbanos.

Henrique Duran foi presidente até 1923. quando renunciou, ocupando então a presidência José Ribeiro Alves, que por sua vez deixou-a em 1924, quando foi eleito Amadeu de Azevedo, logo depois substituído pelo tenente Vicente Lopes Pereira.

Última Sede

Em 1923, a Liga Leopoldinense, adquiriu uma magnifica Sede instalada na Rua D. Anna Nery, nº 335, na estação do Rocha, situado na Zona Norte do Rio. A entidade demostrava franco crescimento tanto na estrutura quanto na organização. 

O Malho, de 1926

Barroso fica com o título do Torneio Início de 1926

No domingo, do dia 18 de Abril de 1926, no campo da rua Jockey Club, ocorreu a final do Torneio Initium, da Liga Leopoldinense de Football. Seis foram as provas disputadas até a grande decisão quando o forte quadro do Barroso F. C. que conseguiu sobrepujar o ótimo quadro do Electro F. C. pela contagem de 2 a 0 e dois escanteios a zero. Com esse resultado, o Barroso levantou a taça de campeão, enquanto o Electro F. C. ficou com vice.

Diretoria da LLF em 1927

Edmundo José Vieira foi o presidente da Liga em 1926, não completando o mandato por haver renunciado. A diretoria eleita em 1927 era a seguinte:

Presidente – Gastão de Vasconcellos;

Vice-Presidente – Amadeu Azevedo;

Secretário Geral – Carlos Pinto Cardoso;

1º Secretario – Nelson Rodarte Machado;

2º Secretario – Pedro da Silva Luz;

1º Thesoureiro – Isolino B. Magalhães;

2º Thesoureiro – Roberto de Almeida.

Campeões da Liga Leopoldinense de Football (LLF)

1921 – Del Castilho Football Club;

1922 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e Athletico Cajuense Club (campeão da Série B);

1923 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e o Serrano (campeão da Série B);

1924 – Athletico Cajuense Club;

1925 – Mauá Football Club;

1926 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e o Cordovil Athletico Club (campeão da Série B);

1927 – Mauá Football Club.

O decano dos clubes da Leopoldinense

O Sport Club Rio Cricket, o querido alvinegro da Rua Senador Pompeu, s/n, no Centro do Rio, é o decano dos clubes da Leopoldinense, pois a sua filiação vem desde os primeiros dias da Liga, em 1921.

Barreto campeão do Torneio Início de 1926

Em 1926, o campeão do Torneio Initium foi o Barreto Football Club, tendo o Electro Football Club como o 2º colocado.

Em 1928, Fusão define o fim da LLF

Na sexta-feira, às 21 horas, do dia 03 de Agosto de 1928, em reunião conjunta, dos representantes dos clubes filiados, a Associação Athletica Suburbana (AAS) e Liga Leopoldinense de Football (LLF), foi fundada a Associação Carioca de Esportes Athleticos (ACEA).

Além dos representantes dos clubes filiados, as duas entidades, compareceram diversos representantes da imprensa, presidente de clubes e os representantes das Ligas de Amadores de S. Paulo e Graphica de Sports.

O presidente da comissão organizadora das bases para unificação, o sr. Amadeu de Azevedo, comandou a reunião, tendo secretários os srs. Luiz da Silva Porto e Innocencio Cunha, o dr. Edmundo José Vieira, presidente da Liga Leopoldinense de Football, Mario de Souza, de “O Jornal“, Eduardo Magalhães, de “A Noite“, Romeu Dias Pino, representante da Liga de Amadores de Football, de S. Paulo e Manoel Antunes Baptista, da Liga Graphica de Sports, que fizeram parte da mesa.

Alguns representantes dos clubes, Internacional, Esperança, Cordovil e Vasco Suburbano, aproveitaram o ensejo para dar diversas sugestões sobre a escolha do nome a ser dado à nova entidade.

Foi aprovada a proposta do representante do Vasco Suburbano Athletico Club, que dá a nova entidade o nome de Associação Carioca de Esportes Athleticos.

Na mesma assembleia, foram eleitos para a Junta Governativa, até a aprovação dos novos estatutos os seguintes senhores:

Presidente – Luiz da Silva Porto;

Vice-presidente – Amadeu de Azevedo;

1º Secretário – Rubens Gomes;

2º Secretário – Caio G. de Oliveira Valle;

1° Thesoureiro – Innocencio Cunha;

2º Thesoureiro – Roberto de Almeida.

Para a comissão organizadora dos estatutos, foram eleitos os srs. Antonio Saint’ Justo Filho, Mario de Barros Martins, Manoel Ignacio de Souza e Raul Salgado.

Em seguida foram empossados todos os eleitos, com excepção dos 2º Secretário (Caio G. de Oliveira Valle) e 2º Thesoureiro (Roberto de Almeida), por não estarem presentes.

A Associação Carioca de Esportes Athleticos teve a sua Sede na antiga da Liga Leopoldinense de Football, situado na Rua D. Anna Nery, nº 335, na estação do Rocha, que possuía ótimas instalações, contando com a filiação de 22 clubes.

FONTES: A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal A Rua (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Malho (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Associação Athletica River São Bento – Rio de Janeiro (RJ): Existiu entre 1917 a 1919!

Por Sérgio Mello

A Associação Athletica River São Bento foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na terça-feira, do dia 23 de junho de 1914, pela Associação dos Antigos Alumnos Salesianos, do bairro de Santa Rosa, em Niterói/RJ o River Football Club. A sua 1ª Sede social ficava localizada na Rua Barão do Rio Branco, nº 10.

Em assembleia geral, na quarta-feira, do dia 5 de agosto de 1914, foi eleita a Primeira diretoria:

Presidente – Paschoal Ferroni;

Vice-presidente – Dr. Vicente Antonio Apollaro;

1º Secretário – Carlos Belache;

2º Secretário – Sebastião Gonçalves;

1° Thesoureiro – Cyro Haydt;

2º Thesoureiro – Dante de Queiroz;

Director-sportivo – Cicero R. Castro;

Commissão de syndicancia – Anacleto Neves, Balbino Horta e Itamar Cardoso.

Em 1915, o River disputou o campeonato organizado pela Associação Brazileira de Sports Athleticos (ABSA).  Na segunda-feira, do dia 31 de janeiro de 1916, o clube solicitou filiação a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).

Mudança do nome: Associação Athletica River São Bento

Foi realizado, na quinta-feira, do dia 10 de Maio de 1917, uma Assembleia Geral extraordinária, com a presença de grande número de associados. Na primeira parte da ordem do dia foram eleitos, por unanimidade de votos, os Srs. Abelardo Fonseca e Flavio dos Santos, respectivamente 1º Secretario e 2º Thesoureiro. Na segunda parte, foram eliminados os Srs. Eugenio Vairão, Erico Barreto, Arlindo Mendes, Francisco Magalhães Couto, Francisco José Nova Filho, José Alves Baptista, Manuel Fernandes, Prospero Sanmartino, José Faria da Rocha, Pedro Graça, João Alberto Bressam e Antonio Gonçalves Torres.

Passando-se a tratar de assumptos de interesse geral, o Sr. Plinio de Carvalho apresentou uma proposta para alterar do nome de River Football Club para Associação Athletica River São Bento. No qual foi aceito por unanimidade.

Modificar os estatutos, reformar a matricula e considerar sócios fundadores os que se acham presentes à sessão, sendo approvada unanimemente. Foram eleitos para a commissão de estatutos os Srs. Plinio de Carvalho, Dr. Vicente Antonio Apollaro, Augusto Cesário Dias André e João dos Santos.

Time posado dos Primeiros Quadros de 1918

Foram consignados em acta votos de louvor aos Srs. Dr. Vicente Antonio Apollaro, Plinio de Carvalho e tenente Augusto José de Almeida Junior, pelos relevantes serviços prestados ao club na Liga Metropolitana. Foi encerrada a sessão às 10 horas da noite.

Disputou o Carioca da Segundona duas vezes

Disputou duas edições do Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1917 e 1918, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). No domingo, do dia 10 de setembro de 1917, no campo do São Christovão A. C., o esperado encontro entre River São Bento e o Vasco Gama. O jogo desenvolvido pelas primeiras equipes, foi muito bom, acima mesmo da expectativa geral, terminando com a vitória do Vasco da Gama por 1 a 0, no River São Bento. Na luta travada entre os Segundos Quadros, foi vencedor o River pelo score de 3 a 0.

No domingo, do dia 15 de dezembro de 1918, o River São Bento enfrentou o Vasco Gama, e acabou derrotado pelo placar de 4 a 2.

Time posado dos Segundos Quadros de 1918

Em março de 1918, o clube anunciou dois reforços vindos do Tupy Football Club, de Juiz de Fora/MG: Álvaro Vassallo e Orlando de Carvalho. A dupla integrou o elenco dos Segundos Quadros.

Foto de 1918

Nova mudança do nome, voltando a se chamar River Football Club

Na quinta-feira, do dia 23 de janeiro de 1919, ocorreu uma Assembleia Geral, onde ficou definido que a agremiação alterou o nome e voltando a adotar o seu 1º nome: River Football Club. O 1º Secretário, João dos Santos enviou uma nota aos principais jornais cariocas, informando sobre essa mudança.

Atualmente, o River Futebol Clube existe, com a sua sede social localizada na Rua João Pinheiro, nº 462, no bairro Piedade, na Zona Norte do Rio/RJ. Os seus principais títulos foram:

Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1922; Campeonato Carioca dos Segundos Quadros da 2ª Divisão de 1932; Campeonato Carioca da Federação Atlética Suburbana dos Primeiros Quadros de 1937 (título dividido com o Engenho de Dentro AC) e 1938; Torneio Início da Federação Atlética Suburbana de 1939.

Elenco de 1917: Motta, Altamiro, Alamiro, Mario Brandão, Delphim, Thiago, Alarico, Rochinha, Monteiro, Valentim, Lyrio, Tó, Lincoln, Tasso, Amorim, Edgard, Costa Bastos, Tatu, Mourão, Joaquim, J. Augusto, Basilio, Manoel Duarte, Paiva, Benedicto, Rosas e Jarbas.

Time base de 1918 (1º Team): Lincoln (Motta); Rosas (Gabriel) e Gaby (Altamiro); Costa Bastos (Guimarães), Delphim e Ruy (Wilton); Cyro, Barroso (Santos), Lyrio (Mendes), Octavio e Netto. Capitão: Barroso.

Time base de 1918 (2º Team): Mallet; Adhemar (Carrão) e Lacombe; Faria, C. Lage e Jarbas (Adherbal); Álvaro Vassallo, Joaquim (Elivio), Fontoura, Carlinhos e Clynton (Orlando de Carvalho). Capitão: Mallet.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: Vida Sportiva (RJ)

FONTES: A Época (RJ) – A Noite (RJ) – Comedia Jornal de Theatro (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Paiz (RJ) – O Tico-Tico: Jornal das crianças (RJ) – Rio-Jornal (RJ)

Tecelagem de Seda Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): Existiu entre 1928 a 1930!

Por Sérgio Mello

O Tecelagem de Seda Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Clube das Sedas” foi Fundado no sábado, do dia 11 de fevereiro de 1928 por funcionários e operários da firma Aziz Nader & CIA (situado na Av. Suburbana, nº 2.720).

A sua Sede social, queficava localizado na Avenida Suburbana, nº 2.771, no bairro de Quintino, na Zona Norte do Rio (RJ), foi inaugurada no 1º aniversário do clube. Já a sua Praça de Esportes também ficava na Avenida Suburbana, nº 2.628, em Quintino.

No começo o clube participou de amistosos e de alguns festivais. Além do futebol, o clube contava com atletismo, tênis de mesa, dama, ginastica sueca, escoteiros, etc. No meio social, realizam bailes a fantasia, música dançante, carnavais, entre outros eventos.

Primeira Diretoria

Na Assembleia Geral, que fundou o Tecelagem de Seda, também definiu a composição da 1ª Diretoria, que ficou assim constituído:

Presidente – Camillo Nader;

Vice-Presidente – Armando Bianchi;

1º Secretário – Orlando Ripari (depois Carlos Costa);

2º Secretário – Trajano de Castro;

1º Thesoureiro – Leonídio Fernandez;

2º Thesoureiro – Luiz Remondine;

Diretor Sportivo – Arnaldo Martins;

Commissão de Sportiva – José Cogliatti (depois Ricardo Dalle), Alfredo Vaz e Antônio Cogliatti;

Conselheiros – Antônio Nader e José Fonseca;

Fiscal – Joaquim dos Santos.

Jornal do Brasil – 1929

Ajudou na criação da Associação Brasileira de Sports de Mesa

Com a presença dos clubes: A. A. Portugueza, Tecelagem de Seda, Santa Heloiza, Orfeão Portugal e Atheneu Sport Club, foi fundada Associação Brasileira de Sports de Mesa (Ping-Pong), na quarta-feira, do dia 18 de setembro de 1929.

Filiado a Liga Brasileira em 1929

No sábado, do dia 09 de março de 1929, se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD), onde disputou a Sub-Liga com 13 equipes: Associação Athletica Portugueza, Dublin Sport Club, Itamaraty Football Club, Jardim Football Club, Jequiá Football Club, Marqueza Football Club, Municipal Football Club, Opposição Football Club, Sport Club Africano, Sport Club Bemfica, Sport Club Oriente, Sport Club União e Tecelagem de Seda Athletico Club.

Colaborou na criação da Associação Suburbana de Desportes Athleticos

Porém, o Tecelagem de Seda ficou menos de cinco meses, mesmo com a competição em andamento, solicitou a sua desfiliação da Liga Brasileira de Desportos. A falta de organização acabou minando o clube. Um exemplo, foi a punição imposta pela LBD, quando multou todos os jogadores do 1º e 2º Quadros (22 atletas), por falta de apresentação de carteira.

Dias depois, na segunda-feira, do dia 12 de agosto de 1929, ajudou a fundar a Associação Suburbana de Desportes Athleticos (ASDA), na sede do Gymnasio Arte e Instrucção, à rua Coronel Rangel, nº 174, em Cascadura, na Zona Norte do Rio/RJ.

Estiveram presentes os representantes dos seguintes clubes: Sport Club Bandeirantes, Sport Club Campinho, Sport Club Parames, A. Club Marangá, Tecelagem de Seda A. Club e Sport Club Sudan, tendo sido eleita uma comissão composta do capitão Álvaro Costa, representante do Parames e do Tecelagem de Seda.

Na assembleia foi organizado os estatutos e outra comissão, composta dos representantes do Bandeirantes, Marangá e Tecelagem de Seda, para estudarem o uniforme e escudo da Associação.

Na ASDA, além do futebol, o clube também participou das competições do atletismo.

Diretoria de 1930

Na quinta-feira, do dia 30 de janeiro de 1930, o Tecelagem de Seda definiu a sua nova diretoria composta pelos seguintes membros:

Presidente – Camillo Nader;

Vice-presidente – Francisco Teixeira;

Secretário Geral – Ângelo Fanfoni;

1º Secretario – Samuel Corria Levy;

2º Secretario – Berillo de Albuquerque;

1° Thesoureiro – Hermouth Mesch;

2º Thesoureiro – Trajano de Castro;

Commissão Fiscal – João R. S. Lima, Manoel de Almeida e Pedro Lauterbach;

Commissão de Syndicancia – Agenor Pimentel, Antonio Ribeiro e Antonio Cogliattt.

Filiado a ACEA

Em março de 1930, o Tecelagem de Seda ingressou na Associação Carioca de Esportes Athleticos (ACEA).

Em maio de 1930 o clube foi extinto

De forma surpreendente, na quinta-feira, do dia 22 de maio de 1930, o Tecelagem de Seda Athletico Club foi dissolvido, motivado pela política que se implantou dentro da agremiação.

Dezesseis dias depois clube é reorganizado, alterando o nome

Na assembleia geral, no sábado, do dia 07 de junho de 1930, o clube foi reorganizado. Na ocasião, aconteceu a mudança do nome, passando a se chamar Fluminense Athletico Club. Também ficou definido que seria adotado a bandeira, flamulas, uniformes e escudo do Fluminense F. C., mudando somente a letra F. para A.

A sua nova Sede social ficava situada na Rua Manuel Murtinho, nº 15, em Quintino Bocaiuva, na Zona Norte do Rio/RJ. Posteriormente, foi eleita a nova diretoria, que ficou assim organizada:

Presidente – capitão João Rodrigues de Souza Lima;

Vice-presidente – Francisco Teixeira;

Secretário geral – Augusto Cruz;

1º Secretário – Samuel Corrêa Levy;

2° Secretário – Henrique F. Nazianzeno;

1° Thesoureiro – Antonio Lima;

2º Thesoureiro – Genesio Carvalho Lima;

1º Director Sportivo – Joaquim dos Santos;

2º Director Sportivo – José Eloy Renones Blaz;

Commissão Fiscal: Alexandrino Faria, Angenor Pimentel, Durval Bandeira;

Commissão de Syndicancia: Antonio Faria, Waldemar Machado, José Fonseca.

Antigo campo é adquirido pelo Sudan A.C.

No domingo, do dia 6 de março de 1932, o sr. Adriano da Costa, presidente do Sudan Athletico Club fechou contrato de aquisição da antiga praça de esportes do Tecelagem de Seda, localizado na Avenida Suburbana, nº 2.628, no bairro de Quintino, na Zona Norte do Rio (RJ).

Time base de 1929 (1º Team): Antônio (Cri-cri); Lindinho (Solon) e Boleu (Bianco); Emygdio (Silvino), Niniu (Gomes) e David (Camillo); Abilio (Diogenes), Jayme (Cogliatti), Sylvio, Djalma (Vino) e Bahiano (Lindolpho).

Time base de 1929 (2º Team): Antônio; Tota e Machado; Zé Macaco, Mize e Ritta; Plínio, Pepe, R. Cruz, Cosme e Paulista.

ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – Crítica (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Jornal (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Esporte Clube Eletro-Química – São Gonçalo (RJ): Bicampeão citadino em 1952 e 1956!

Por Sérgio Mello

O Esporte Clube Eletro-Química foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo, que fica na região Metropolitana do estadodo Rio de Janeiro. Localizado a 25 km da capital do Rio, conta com um a população de 960.652 habitantes, segundo estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2024

Tudo começou com a criação em 1933, da Companhia Eletro-Química Fluminense (tendo iniciado a sua produção em 1936), pelo Sr. José Alves da Motta, sendo a 1ª indústria na fabricação de álcalis. Para erguer a empresa foi necessário um investimento de US$ 3.500.000,00, que naquela época no câmbio médio de Cr$ 65,00

A equipe auriverde foi Fundado na terça-feira, do dia 08 de Junho de 1948, por um grupo de funcionários da Companhia Eletro-Química Fluminense. A Sede ficava na Rua Dr. Alfredo Backer, nº 579, em São Pedro de Alcântara, em São Gonçalo (RJ).

Bicampeão de São Gonçalo

Filiado a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), o Eletro-Química disputou algumas edições do Campeonato Citadino de São Gonçalo de futebol, onde faturou duas vezes o título máximo: em 1952 e 1956!  

Clube atravessa por crise em 1959

Na segunda-feira, do dia 19 de outubro de 1959, o jornal Última Hora (RJ), noticiou que o clube atravessa um momento delicado, mas um grupo estaria inclinado a ajudar na melhoria do clube:

Houve uma época em que o Esporte Clube Eletroquímica, de São Gonçalo, gozava de posição privilegiada nos meios desportivos. Entretanto, a associação que congrega os servidores da Companhia Eletro-Química Fluminense sofreu uma queda tremenda em sua situação. Agora, porém, um grupo de consócios tendo à frente o vigoroso zagueiro Dilon está procurando melhorar o clube e esperam, sobretudo, contar com a colaboração dos industriais que no momento estão dirigindo o parque industrial do Alcantara”.

Inaugurada a quadra poliesportiva em 1963

Em 1962, o Eletro-Química também contava com diversas modalidades esportivas como por exemplo: equipes de voleibol, tênis de mesa, futebol de salão (atual: futsal) e basquete.  

Quando comemorou o seu 15º aniversário no sábado, do dia 08 de junho de 1963 – o clube auriverde inaugurou a sua quadra poliesportiva com uma grande festa. Às 19 horas, transcorreu a preliminar entre o Eletroquímica e o Colégio São Gonçalo. Na partida de fundo, o Eletro-Química enfrentou o Cacren. Ambas partidas de futsal.

Eletro-Química é desligada da LGD

Na quinta-feira, do dia 07 de novembro de 1968, a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), desligou diversos clubes por falta de pagamento. suspendeu todos os direitos e regalias dos filiados.

Na lista enviada pelo presidente Ernesto Luz figuram os nomes Clube Esportivo Mauá, Esporte Clube Metalúrgico, Tamoio Futebol Clube e o Eletro-Química. A dívida é de aproximadamente hum mil cruzeiros novos. Logo após a decisão de exclusão, a LGD informou o ocorrido à Federação Fluminense de Desportos (FFD) e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Número de sócios

Na sexta-feira, do dia 1º de janeiro de 1971, uma matéria do Correio da Manhã (RJ) apresentou uma lista dos clubes gonçalenses e os seus respectivos números de sócios. Existem 28 associações culturais, recreativas e desportivas, citando entre elas:

Таmoio Futebol Club, 8 mil sócios (fundado em 1917);

Club Esportivo Mauá, 1.600 sócios (fundado em 1937);

Casa Unidos de Portugal, 1.100 sócios (fundado em 1960);

Vila Lage Esporte Clube, 800 sócios (fundado em 1946);

Embaixadores Social Clube, 415 sócios, (fundado em 1959);

Esporte Clube Metalúrgico, 400 sócios (fundado em 1958);

Grêmio Recreativo Fiat Lux, 250 sócios (fundado em 1957);

Esporte Clube Eletro-Química, 150 sócios (fundado em 1948);

Grêmio Dramático Gonçalense, com 60 sócios (fundado em 1957).

Um desaparecimento silencioso

A partir de meados de 60, o futebol de campo deixou de ser noticiado e o futsal passou a ser o ‘carro-chefe’. Já na década de 70, o Eletro-Química era citado no noticiário dos programas culturais e eventos sociais na sede do clube. NA década de 80, não foi mais encontrado informações dessa simpática agremiação gonçalense.

Time base de 1962: Barnabé; Délio e Dilon; Anízio, Jorginho e Vicente; Jerico, Dunga, Orlando, Leir e Valcenir.

Colaborou: Auriel de Almeida

ARTE: desenhos do escudo, uniforme e mascote – Sérgio Mello

FONTES: Correio da Manhã (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – O Estado, de Niterói (RJ) O Fluminense (RJ) – Última Hora (RJ)

Castello Branco Football Club (1926) – Rio de Janeiro (RJ): Fundado na década de 20!

Por Sérgio Mello

O Castello Branco Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede social ficava localizado na Rua General Sampaio, nº 18 (depois passou para o nº 22) – Ponta do Caju, na Zona Portuária do Rio (RJ). O Grêmio Róseo-negro foi Fundado no dia 05 de Agosto da década de 20.

Em assembleia geral, realizada na sexta-feira, do dia 14 de novembro de 1930, foi eleita e empossada a seguinte Diretoria do Castello Branco Football Club a fim de administrar os destinos do club no período de 1930-1931:

Presidente – Miguel Sanches;

Vice-presidente – Luiz dos Santos;

1º Secretario – Pedro Caldas;

2° Secretario – Enubano Stu;

1º Thesoureiro – Waldemar Teixeira;

2º Thesoureiro – Benjamín Monteiro Sanches;

1º Fiscal – Turibio Augusto Ferreira;

2º Fiscal – Delphim Alves de Oliveira;

Director de Sports – Armando Henriques.

No futebol, pelo que coletei de informações nos periódicos cariocas, o Castello Branco contava com uma boa estrutura, com sede e campo, que ficava próximo à Praia do Caju (atualmente esse local, que era a praia privativa da família imperial, foi aterrado).

Distintivo de 1927

O clube realizou diversos amistosos e festivais, porém sem ter ingressado em nenhuma liga. Apesar da escassez de informações, sabe-se que o Grêmio Róseo-negro desapareceu em meados da década de 40.  

Algumas formações:

Time base de 1926 (1º team): Altino; Rubem e Pimenta; Paulo, Manoelzura e Bispo; Jossemy, João, Seico, Silvestre e Clementino.

Time base de 1926 (2º team): Joaquim; Pedro e Vieira; Camarão, Riato e Bahú; Miguel, Teotônio, João, Tahioso e Batata.

Time base de 1932 (1º team): Álvaro; Armando (Zéca) e Chiquinho (Álvaro II); Pescador (Abreu), Oliva (Lomenha) e Henrique (Arnaldo); Alberto (Carlos), Elysio (Octavio), Suruba (Quincas), Algemiro (Clementino ou Hugo) e Júlio (Paulo). Capitão: Júlio.

Time base de 1932 (2º team): Waldemar (Lopes); Joviniano (Heitor) e Delport (Arnaldo); Nico (Christovão), Louro (Castilho ou Delfim) e Motta (Eduardo); Cruz (Napoleão ou Silvestre), Carlinhos (Barboza), Cesar (Aladim), Álvaro (Astrogildo) e Delphim (Heitor ou Boucinhas). Capitão: Nico.

Time base de 1932 (3º team): Waldemar; Bolão e Joviniano; Lourival, Evilásio e Erotides; Moacyr, Astrogildo, Cesar (cap.), Jica, Perminio.

Time base de 1933 (1º team): Edemar; Rubens e Deport; Alberto, Oliva e Paixão; Carlos, Ligeireza, Octavio, Joviniano e Sá.

Time base de 1934 (1º team): Hildebrando; Paixão e Faria; Hernestino, Oliva (cap.) e Paulo; Redondo, Nelson, Octavio, Sá e Negosinho (Alberto). Capitão: Oliva.

Time base de 1937 (1º team): Camillo; Miro e Oswaldo; Noca, Maravilha e Esquerdinha; Laláo, Irineu, Nilo, Annibal e Salvador.

Time base de 1937 (2º team): Nobre; Paulo e Joãozinho; Dino, Jayme e Jorginho; Rey, Dermejano, Carios, Babá e Mosquito.

Time base de 1937 (3º team): Dadinho; Zézé e Rey; Armando, Sliba e Dino; Betico, Nilton, Carlos, Babá e Mosquito.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Rua: Semanário Illustrado (RJ) –Jornal do Brasil (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Escudo raro de 1927: Nictheroyense Football Club – Niterói (RJ)

Por Sérgio Mello

O Nictheroyense Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). Fundado no domingo, do dia 11 de Maio de 1913, por um grupo de esportistas: Alberto Callado, Gastão Ramos, Alípio José dos Santos, Antônio Freitas I, Antônio Freitas II, Manoel Rocha e Sylvio Vieira Goulart.

No mesmo dia foi aclamada uma Junta Governativa, que ficou assim constituída:

Presidente – Antônio de Freitas II; Secretario – Gastão Ramos e Thesoureiro – Alberto Callado.

Primeira Diretoria

Na segunda-feira, do dia 30 de Junho de 1913, foi eleita a 1ª Diretoria, composta pelos seguintes membros:

Presidente – Antônio de Freitas II;

Vice-Presidente – Adalberto Guimarães;

Thesoureiro – Alberto Callado;

1º Secretario – Antônio de Freitas I;

2º Secretario – Oscar Villela;

Procurador – Alípio José dos Santos;

Director de Esportes – Gastão Ramos.

Clube ajudou a fundar várias ligas

O Nictheroyense foi um dos fundadores da extinta Liga Sportiva Fluminense, depois ajudou a fundar a A.F.E.A. (Associação Fluminense de Esportes Athleticos) e A.N.E.A. (Associação Nictheroyense de Esportes Athleticos).

Sedes e campos

No começo, o campo ficava na Rua Coronel Gomes Machado, esquina da Visconde de Sepetiba, em Niterói. Teve também como campo situado na Praça de Esportes ficava na Rua Santa Clara, s/n, na Ponta da Areia, em Niterói (RJ).

Em 1919, a sua Sede social ficava na Travessa General Andrade Neves, nº 4, no Centro de Niterói. Posteriormente a sua Sede social passou a ser na Travessa Cadete Xavier Leal, nº 30, no Centro de Niterói.

O seu campo foi inaugurado no domingo, do dia 23 de março de 1919, na Rua Marques do Paraná, s/n, no Centro da cidade. O local foi cedido pelo então prefeito de Niterói, Eneas de Castro. A partida terminou empatada em 2 a 2 com o Ypiranga Football Club. O time formou com: Gastão Ramos; Jovelino e Damazio; Antônio Neves, Tavares e Melo; Dick, Antenor, Bilu, Oscar e Leci.

A iluminação foi instalada em 1930, com grandes festejos durante o mês de julho. No dia 5, era feito o teste às 21 horas, com benção feita pelo Monsenhor Xavier seguindo-se os discursos de Antônio Mota, Acúrcio Torres, pela ANEA e Alarico Damazio, pela AFEA, que eram as duas entidades que dirigiam o futebol na cidade.

Pioneiro no futebol noturno no estado

Foi iniciador de temporadas noturnas no Estado do Rio, inaugurando, em 1928, a instalação elétrica no seu campo.

O 1º jogo noturno no campo do Niteroiense foi no sábado, do dia 12 de julho de 1930, com o Fluminense de Friburgo, derrotando o Gragoatá por 3 x 1. O amistoso encheu o estadinho do alvinegro e após a preliminar, onde o São Bento venceu o Canto do Rio por 2 x 1. o árbitro Álvaro Silva chamou os dois “captains” e deu início ao jogo principal.

Lindório, Bonin e Pedrinho marcaram para os friburguenses enquanto que Marão diminuiu para os niteroienses. Os times jogaram assim:

Fluminense: Otílio; Martins e Henrique; Bassani, Hugo e Bizoto; Bonin, Pedrinho, Leal (Nonô), Lindório e Bocan.

Gragoatá: Arnaldo; Bibi e Luiz; Thimóteo, Almeida e Luciano; Eduardo (Marão), Valdir, Pudinho, Clovis e Thelio.

Vivia então o alvinegro, sua fase áurea, enfrentando grandes equipes do Rio e reunindo ainda nos dias de semana, grandes astros da música popular brasileira que se apresentavam na sede para as “camomilas e beladonas” tendo uma “pelada” de futebol como exercício. Dentre eles, o Silvio Caldas que se reunia ao lado de Ciro Monteiro, Nono, Roberto, Dutrinha e outros.

Em 1915, o Nictheroyense foi um dos fundadores da Liga Sportiva Fluminense (LSF), em Niterói. A entidade organizou campeonatos estaduais de 1915 a 1925, tornando-se em 1918 a representante oficial do estado perante a CBD (atual CBF).

Time posado de 1929

Ingressou na ANDT

Com a dissolução da LSF, em 1925, o clube se filiou a ANDT (Associação Nictheroyense de Desportos Terrestres), onde ficou até fevereiro de 1927, quando o simpático Grêmio alvinegro da Rua Visconde de Sepetiba, quando saiu em razão pelo declínio da ANDT.

Em seguida, no dia 18 de março de 1927, o Nictheroyense acabou sendo o 1º clube da ANDT a solicitar filiação a AFEA (Associação Fluminense de Esportes Athleticos).

Os títulos conquistados

Em 1922, conseguiu levantar o campeonato infantil, patrocinado pela L.P.F;

Em 1917 e 1924, também na Liga Sportiva Fluminense foi campeão dos Segundos Teams;

No ano de 1918, levantou brilhantemente campeonato da cidade dos Primeiros Teams;

A sua equipe secundaria em 1917, venceu o Torneio dos 2º Quadros;

Campeão dos Primeiros Quadros, em 1923;

O Primeiro Quadros também campeão do Torneio Initium, em 1924;

Em 1931, sagrou-se campeão do Torneio Initium dos 1.º e 2.º Quadros.

Até 1927, o Nictheroyense acumulava 28 taças, dois bronzes e diversos troféus na sua Sala de Troféus.

Campeão Campeonato Niteroiense de 1937;

Campeão do Torneio Início do Campeonato Niteroiense: 1931 e 1945.

Jogadores que serviram o Selecionado Fluminense

Nos anos 10 e 20, o Nictheroyense tinha cedido jogadores para a Seleção de Niterói e Fluminense, em Campeonatos Brasileiro de Seleções Estaduais, como Dick, Raymundo, Gastão, Figueiredo, entre outros.

Além de outros, como o goleiro Carlos; o back Congo, com passagem pelo futebol uruguaio; o back Baleiro; o half Vadinho, que jogou no Fluminense A. C.,

Sócios Honorários

Ainda em 1927, os sócios honorários eram: Conde Ernesto Pereira Carneiro, Edmundo Leite Bastos, Coronel Luís Leonel de Moura, Dr. Nelson Campos, Dr. Rodolpho de Macedo, Affonso Magalhães, Armando Ferreira, Djalma de Aquino, Agenor Feliz Braga, etc.

Clube deixou a LNF por fato inusitado

Time posado de 3/05/1962

Na terça-feira, do dia 12 de Maio de 1936, a diretoria do Nictheroyense decidiu deixar a Liga Nictheroyense de Football (LNF), do qual foi um dos fundadores. A razão que gerou esse ‘racha’ se deveu ao fato de o alvinegro ter solicitado realizar um festival, em comemoração ao seu 23º aniversário. No entanto, o presidente da LNF, o sr. Anisio de Castro Botelho, eleito com o voto do Nictheroyense, negou o pedido.

O clube alegou que todas as entidades que antecederam a LNF, concediam o direto de comemorar a data com a realização de algum evento. O presidente do Nictheroyense, dr. Affonso de Magalhães comentou:

Assinei o oficio de desligamento do Nictheroyense F. C. Aliás, devo dizer, para evitar possível exploração, que o clube venho a dirigir, não voltara à L. N. F., de vez que se sente prejudicado por ela, desde que dali se afastou o seu benemérito presidente sr. Pereira Gomes e o sr. Eurico Costa, vice-presidente, quando no exercício da presidência”, disse.

Campeão Citadino de 1937

Em 1937, o Niteroiense voltava a ser campeão da cidade, mas junto com o Fonseca. Os dois terminaram iguais no final do 2º turno e jogaram entre si quatro vezes: cada um venceu uma e houve dois empates obrigando a proclamação de ambos como campeões.

O campeonato já era promovido pela ANEA e o alvinegro estreou em 20 de junho de 1937, goleando o Bandeirantes por 5 x 0, com gols de Tavinho (três vezes), Guerra e Anezilio, no campo da rua São Lourenço.

No seu elenco figuravam: Mário Silva, Mário Andrade, Carino Monteiro, Walter Ferraz, Celio Ferreira, Arlindo Ferreira, Joaquim Laper, Reinaldo Patureau, Zalmir Câmara, Herve Saldanha, Albino Ferreira, Otávio Miranda Filho, Joaquim Pinto Guerra, Cicero Monteiro, Anezilio Ramos, Antônio Oliva Guimarães, Rubem Rosa, Waldir Pacheco, Walter de Almeida, Oscar Coelho, Acir Ferraz e Heitor Soares.

A partir de 1937 em diante, o 1º time do Niteroiense nada mais conseguiu em campeonatos, a não ser conquistas oficiosas como torneio início, quadrangular, etc.

Viveu assim, o futebol do Niteroiense, sua grande fase de 18 a 37 apesar de ter apenas dois títulos oficiais. A defasagem, no entanto, foi maior e acompanhando os passos dos demais clubes tradicionais da cidade terminou também com o seu futebol.

Depois, ficou sem o campo vendido a uma imobiliária – e a sede acabou sendo incorporada nas negociações, restando apenas um pequeno acervo que motivou a decisão do presidente do clube em doá-lo a uma instituição de caridade.

Sede social no começo da década de 80

Niteroiense se extinguiu em 1981

O jornal O Fluminense deu a matéria sobre o triste fim, do Niteroiense Futebol Clube, no domingo, 25 e segunda-feira, 26 de outubro de 1981:

“O Niteroiense Futebol Clube, tradicional em nossa cidade, está em processo de extinção. Primeiro, perdeu sua seção de futebol: depois o campo e pôr fim a sede, restando ao seu atual presidente Dilermando, apenas o acervo. Mas onde colocá-lo? Sem sede ou local apropriado e cansado de convocar os conselheiros e até mesmo as pessoas tradicionais do clube. Dilermando resolveu destinar todo o material esportivo à uma casa de caridade onde haja garotos para a pratica de futebol.

Desta forma, o Niteroiense FC vai doar publicamente seu material esportivo para o Lar Humaitá ficando a data de entrega a ser divulgada posteriormente. Esta será a medida que selará o fim do Niteroiense Futebol Clube, restrito apenas à figura jurídica do seu atual presidente, Dilermando Soares.”

Algumas formações:

Time base de 1915: Gastão Ramos; Cicero e Damásio; A. Neves, Callado e Nenóco; Ramiro, Cattete, J. Santos, Dick e Mattoso. Capitão: Callado.

Time base de 1917 (1º Team): Gastão Ramos; Damásio e Jovelino; Antônio Neves, Callado e Adalberto; Bibio, Samuel, Freitas, Raymundo e André.

Time base de 1917 (2º Team): J. Barros; Júlio e Cesar; Azamor, Gloria e Pinho; Mario, Bibi, Oscar e Durval.

Time base de 1917 (3º Team): Henley; Manoel e Rocha; Sobral, Portella e Souza; José, Edmundo, Antenor, Renato e Joaquim. Reservas: Minotto, Waldemir, Waldemar, Agenor e Roberto.

Time base de 1918: Gastão Ramos; Jovelino e China; Antônio Neves, Tavares e Beleco; Raymundo, Dic, Bilu, Oscar e Zeca.

Time base de 1919: Gastão Ramos; Jovelino e Damazio; Antônio Neves, Tavares e Melo; Dick, Antenor, Bilu, Oscar e Leci.

Time base de 1927: China; Epaminondas e Humberto (Machado); Carlos Outeiral, Germano e Aristides; Athayde (Campos), Quaresma (Cunha), Nababo (Vavado), Byra e Seixas (seu nome era: Eustachio Gomes da Cruz).

Time base de 1928: Russo (Chico); Epaminondas e Figueiredo (Vicente); Oreste, Germano (Cosme) e Athayde (Tavares); Vavado (Pardal ou Gino), Congo (Orestes), Paulista (Severo ou Verde), Clovis (Sylvio) e Godofredo (Edmundo).

Time base de 1929: Pardal; Congo (Tavares) e Figueiredo (Epaminondas); Cosme, Laca (Nereu, Neném ou Germano) e Júlio; Athayde (Guro ou Décio), Godofredo (Haroldo), Oswaldo (Gastão), Clovis (Motta) e Edmundo (Agenor).

Time base de 1930: Martins; Oswaldo e Luiz; Figueiredo, Laca e Júlio (Tavares); Cosme, Godofredo (Costa), Oswaldo II (Félix), Esquerda e Duque Estrada (Marinho).

Time base de 1931: Carlos; Epaminondas e Oswaldo; Costa, Chiquinho e David; Oswaldo II, João Cabeça, Laca, Castello e Pinto.

Time base de 1932: Carlos; Cesar e Baleiro; Vadinho, Chiquinho e Nicanor; Oswaldo, Dorinho, Cantidio, Paschoal e Naran.

Time base de 1933: Argemiro (Jeronymo); Luiz (Boiadeiro) e Baiaco; Felix (Agostinho), Garrafa e Lulú (Chiquinho); Tude, Dorinho (Vaváo), Manoelzinho (Villas Boas), Nicanor (Raul) e Fernandinho (Haroldo).

ARTE: escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: O Fluminense (RJ) – A Noite (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – A Razão (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – O Fluminense (RJ) – O Imparcial: Diário Illustrado do Rio de Janeiro (RJ) – O Radical (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Escudo raro de 1927: Silva Manoel Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ)

Por Sérgio Mello

O Silva Manoel Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O ‘Alvi-azul Silvamanoelense’ foi Fundado no dia 02 de Julho de 1918, como Silva Manoel Football Club. No entanto, o clube acabou sendo extinto.

Tempos depois, um novo grupo resolveu reabrir o clube, mas com outra nomenclatura: Silva Manoel Athletico Club, que foi Fundado no dia 21 de Maio de 1921, por um grupo de jovens desportistas, entre eles, José da Silveira Furtado, ou simplesmente Juca, que atuava como half-direito e depois como center-half, se tornando um dos grandes ídolos do clube.

Escudo de 1927

RUA SILVA MANOEL DEU NOME AO CLUBE

A escolha do nome do clube foi pelo fato desse grupo de rapazes serem moradores da Rua Silva Manoel (atual Rua André Cavalcânti). Por isso, que a escolha da Sede social não poderia ser outro lugar, que não fosse onde tudo começou: na Rua André Cavalcânti, 127, no Centro do Rio. Já o Campo, onde a equipe mandava os seus jogos, ficava na Rua Jockey Club, nº 42 (atual Licínio Cardoso), em São Francisco Xavier, na Zona Norte do Rio.

EXCURSÕES

O Silva Manoel Athletico Club realizou diversas excursões, citando algumas: Valença, onde enfrentou o Sport Club Valenciano; Nova Iguaçu, para jogar com o Sport Club Iguassú; Paracambi, para encarar o Tupy Port Club.

Também outros jogos em destaque como os jogos contra o Sport Club Rio, campeão da Alliança Sportiva Fluminense, com destacada atuação; Rio Football Club, campeão da Liga Leopoldinense; Sport Club América, campeão da Liga Metropolitana; Sport Club Providência, campeão da Liga Graphica; Mauá Football Club, campeão da Liga Leopoldinense.

ILUSTRES SÓCIOS

Um fato curioso em 1928, é que alguns dos sócios honorários do clube eram os jornalistas dos principais  jornais do Rio, na época: Eduardo Magalhães, um dos redatores do Jornal A Manhã; Nascimento, redator de a ‘Vanguarda‘  e Raul Loureiro, do ‘O Imparcial’.

Escudo de 1921

TÍTULOS

Em 25 de abril de 1926, se filiou a  Liga Graphica de Sports (L.G.S.). Três anos depois, em 20 de Fevereiro de 1929, se filiou a Associação Carioca de Esportes Athleticos (A.C.E.A.). No mesmo ano se sagrou Campeão do Torneio Início da ACEA levando a ‘Taça Gaspar Pereira’.

Entre 1926 a 1929, o Silva Manoel A.C. realizou 165 jogos, com 89 vitórias, 45 empates e 31 derrotas. Até 1929, a ‘Sala de Troféus’ do clube contava com 8 troféus de bronze e 62 ricas taças.

Durante esse período, conquistou lindos troféus, como o título de Campeão Invicto da Zona do Riachuelo de 1927. Outras conquistas fora: Bicampeão do Torneio Extra; Campeão dos Terceiros Teams; Vice do Segundo Teams da Liga Graphica; Campeão do Torneio Início, promovido pela Associação do Rio de Janeiro de Sports (A.R.J.S.). Venceu dois Torneios eliminatórios, vice campeão do Torneio Início da Liga Esportiva de Amadores, da qual foi um dos fundadores.

TRIUNFOS MARCANTES

Dentre os jogos mais fortes, destacam-se os seguintes: vitórias sobre o Rio Branco Football Club; Rio Football Club (antigo campeão da Liga Leopoldinense), ambos por 1 a 0; Sport Club Botafogo (campeão do Bairro de Botafogo) e o Oriente Athletico Club, que depois de uma luta empolgante venceu por 1 a 0, conquistando o título Invicto da Zona do Riachuelo, no dia 30 de Janeiro de 1927.

Conta o Silva Manoel com duas vitórias, um empate e duas derrotas. Empatou uma com o Rio Branco Football Club (Campeão da Alliança Sportiva do Estado do Rio), que venceu por 5 a 2; e contra o Sport Club Anchieta, que venceu por 3 a 2; perdendo para o Tupy de Paracambi por 5 a 4 e do Combinado Ponta d’Areia por 4 a 2, empate com o Sport Club Iguassú em 0 a 0, e 1 a 1 com o Sport Club Valenciano.

PARTICIPAÇÔES NA LBD E LMST

Em 1930, o Silva Manoel Athletico Club ingressou na Liga Brasileira de Desportos (L.B.D.), onde disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão, em 1930, 1931 e 1932. No ano seguinte, disputou a Segundona, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (L.M.S.T.), em 1933.

Time-base de 1928-29: Julio; Bigode (Careca) e Joaquim I; Feniano (Mario), Juca (Cabral) e Pedro (Maydosa); Zeca (Waldemar), Bebé (Joaquim II), Victório (Cap.), Carlinhos e Reynaldo.

 ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTE: Jornal A Manhã (RJ) – O Imparcial (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Escudo raro de 1927: Real Grandeza Football Club – Rio de Janeiro (RJ)

Por Sérgio Mello

Real Grandeza Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava localizada na Travessa Oliveira, nº 27, no Bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. Nos anos 30, o clube se transferiu para a Rua Real Grandeza, nº 243, também em Botafogo.

clube Alvianil foi Fundado no domingo, do dia 06 de Novembro de 1910, por um grupo de operários e alunos do antigo Gymnasio de BotafogoErnesto Amaral; capitão Arthur Henrique Santos; Tenente Eloy Valentim Aguiar; Julio Kengen; José de Maria Ferreira; José Nascimento Ferreira; Leandro da Rocha, entre outros.

Campeão do 1º Campeonato da Liga Sportiva Suburbana

Após uma temporada realizando amistosos e festivais, o Real Grandeza FC foi um dos primeiros clubes  a se filiar na nova Liga Sportiva Suburbana (LSS)fundada em abril de 1912 (Sede na Rua do Senado, nº 164, no Centro do Rio).

No 1º campeonato, o Real Grandeza fez bonito, ao conquistar o título no 1º Quadro e o vice-campeonato nos 2º Quadros.

Amistoso em Niterói

clube Alvianil atravessou a Baía de Guanabara, onde enfrentou o Esperança Football Club, do Bairro de Icarahy, no sábado do dia 27 de julho de 1912. No final, o Real Grandeza goleou por 6 a 0, nos Primeiros Quadros. Nos Segundos Quadros, outro triunfo sobre o clube niteroiense5 a 0.

Escudo de 1927

Triunfo em cima do Carioca F.B.C.

Em 1913, saiu da LSS. Contudo, nesta temporada enfrentou um forte adversário: Carioca Football Club, duas vezes, ambos na casa do adversário: Estrada Dona Castorina, no Bairro da Gávea. No primeiro encontro, Real Grandeza goleou o Carioca pelo placar de 3 a 0. No segundo, melhor para os donos da casa, que venceram apertado o Real Grandeza, por 2 a 1.

Real Grandeza fez o jogo “da entrega das faixas” do 1º Campeão de Niterói

No domingo, do dia 14 de dezembro de 1913, o Real Grandeza enfrentou o Guarany Football Club, às 14h30min., no ‘Ground dos Salesianos’, no Bairro de Santa Rosa, em Niterói. A peleja foi organizado pelo Jornal Gazeta da Manhã, a fim de celebrar a conquista do Campeonato Niteroiense daquele ano, pelo Guarany, que se sagrou campeão vencendo todos os seus jogos. Antes do início do jogo, o jornal entregou a belíssima medalha de ouro ao clube niteroiense, que foi muito aplaudido pelo público presente.

A partida foi movimentada e com uma “chuva de gols“: oito. Melhor para o Guarany que bateu o Real Grandeza pelo placar de 5 a 3. Além da vitória, o clube niteroiense encerrou a temporada de forma invicta sem perder nenhuma partida tanto em jogos oficiais quanto nos amistosos. Ao todo, Guarany Football Club realizou 21 jogos na temporada de 1913: foram 19 vitórias e dois empates. Após o jogo, o Guarany faturou mais um caneco: a Taça Freitas e Félix, destinada ao vencedor do confronto.

Guarany jogou da seguinte forma: O. Medeiros; J. Failace e M. Alexandrino; Eurico, F. Ferreira e L. Tinoco; Gravano, Monteirinho, R. Medeiros, Cecy e Lydio.

Real Grandeza atuou: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

Campeão do 1º Campeonato da Federação Brasileira de Football

Em 1914, a equipe Alvianil se filiou na Liga Sportiva de Football (LSF), onde ficou com o vice-campeonato ao lado do Dois de Junho Football Club. Em 1915, ajudou na Fundação da Federação Brasileira de Football (FBF).

Nesta competição, fez excelente campanha, chegando ao ponto de arrasar o seu principal adversário: Dois de Junho Football Club, pelo elevado escore de 8 a 0. No final se sagrou Campeão da temporada de 1915. Como a FBF acabou sendo dissolvida, apenas Real Grandeza foi aclamado campeão! Nos segundos e terceiros quadros não tiveram vencedores.

Em 1916, entrou para a Associação Brasileira de Sports Athleticos (ABSA), onde conseguiu o 2º lugar no campeonato. Em razão das boas campanhas, o Real Grandeza Football Club recebeu muitos convites para viajar pelo país. Contudo, o clube não aceitou em razão dos compromissos e a dificuldade de se ausentar do Rio. Em 1920, se filiou a Liga Alliança Sportiva Municipal (LASM).

W.O. deu o título da Liga Suburbana de Football em 1922

Real Grandeza foi campeão da Liga Suburbana de Football em 1922. Porém, a final não foi da forma como todos desejavam. Afinal, o Brasil Football Club (que depois se tornou o Brasil Suburbano FC) não compareceu! Com isso, o Real Grandeza venceu por WO!

Brasil FC foi o  campeão da Série B, enquanto o Real Grandeza foi o vencedor da Série A. O que foi especulado naquela época é que a superioridade do Real Grandeza é tão grande que o Brasil FC temendo sofrer uma goleada humilhante optou em não comparecer na grande final.

Os Campeões da Liga Suburbana de Football:

Engenho de Dentro (tricampeão): 1916, 1917 e 1918;

Bonsucesso: 1919;

Mavilis (bicampeão): 1920 e 1921;

Real Grandeza: 1922.

Em 1923, a Liga Suburbana de Football, que era uma Subliga da Metropolitana, foi perdendo credibilidade e a bagunça imperou. Diante desse quadro foi desfilada pela Liga Metropolitana, e, por conseqüente foi extinta. No início de 1926, entrou na Liga Graphica.

Hymno do Real Grandeza Football Club

Compositor: Oswaldo Barbosa

Real Grandeza glorioso,

Azul e branco pavilhão;

Ergue-te lindo, glorioso;

Luctando sem hesitação.

Heróe bemquisto, valoroso,

E’s nas pelejas campeão;

Valente e bem esperançoso,

Terias da gloria o coração.

Estribilho

Avante Real Grandeza,

Na conquista da victoria;

Teu nome tem a clareza,

Que confirma a tua gloria,

Avante Real Grandeza,

Na conquista da victoria;

Teu nome tem a clareza,

Que confirma a tua gloria,

Teu nome nas lidas, já feito,

Em tudo sempre triumphante;

Gósa de subido conceito,

Cuja carreira tão brilhante,

Vaes tendo na vida sportiva;

As tuas côres tão vistosas.

Bem mostra a sua força altiva,

De heróe nas luctas gloriosas.

Estribilho

Avante Real Grandeza, etc.

Revista Vida Domestica, novembro de 1923

Time de 1912: Saul; João Martins e C. Meira; M. Leite, Waldemar e A. Silva; Nero, J. Carvalho, Manoel, Jorge Menna e Costa.

 Time de 1913: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 Time de 1917: Francisco (Laranjeiras); Raymundo e Theodoro (Nilo); Romeu (Parafuso), João Lino e Eurico (Xexê); E. Lima, Waldemar, Julio Kengen, Luiz (Amadeu) e J. Medeiros.

 Time de 1921: Olavo; Bento e Baptista; Moura, Ferreira e José de Maria Ferreira; Marques, Eduardo, Amadeu, Medeiros e Carregal.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Época (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – O Paiz (RJ) – O Imparcial (RJ) – Rio Sportivo (RJ) – Vida Doméstica – Vida Sportiva (RJ)