CULTURA FÍSICA E DESPORTOS
III – Cadastro dos clubes desportivos existentes 1937 (31 – XII)



IV Cadastro dos estádios e principais campos desportivos existentes – 1937 (31-ΧΙΙ)

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal: Ano VI – 1938 (RJ) – 1938




FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal: Ano VI – 1938 (RJ) – 1938

Fui surpreendido, na manhã deste domingo, com muitos internautas pedindo para que eu fizesse o levantamento desde o primeiro jogo até o último, dos jogos entre o Botafogo e Flamengo, no Estádio Nilton Santos. Missão dada e missão cumprida! Vamos a matéria!
“Caiu, no tapetinho, já era. Aí o bagulho flui à vera”. Certamente, mesmo não sendo botafoguense você já ouviu essa música algumas vezes. Surgiu em 2023 e ganhou força em 2024, quando o Botafogo fez história ao vencer o Brasileirão e a Libertadores.
O responsável pela música foi o Mc Cajá, um dos autores do funk original. O hit dominou as redes sociais e as arquibancadas do estádio Nilton Santos, carinhosamente apelidado de tapetinho, que se refere à grama sintética do estádio, instalada em janeiro de 2024. E a partir daí, o Botafogo se tornou, quase que imbatível nos seus domínios.
E, por falar em mando de campo… O quão é importante o seu time jogar, em casa, diante de um grande rival? Para a maioria esmagadora, certamente a resposta é: muito importante! Porém, como qualquer situação na vida… Há exceções!
Quando o assunto é o “Clássico da Rivalidade”, entre Botafogo e Flamengo, no Estádio Nilton Santos, no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio (RJ), os números deixam claro que o mandante não consegue se impor.

O Botafogo estreou na sua nova casa, no sábado, do dia 30 de junho de 2007, vencendo o Fluminense por 2 a 0, com dois gols do atacante dos ‘Gols Bonitos’: Dodô, que atualmente trabalha como comentarista na TV Record.
Apesar da estreia ter sido em 2007, o Botafogo só foi enfrentar o Rubro-negro , nos seus domínios, apenas dois anos depois. No domingo, do dia 25 de outubro de 2009, o 1º embate terminou com a vitória do Flamengo por 1 a 0. O gol da vitória foi assinalado pelo atacante Adriano Imperador.
De lá pra cá, ao todo, foram 27 jogos, com 14 vitórias do Flamengo (51,85%), nove empates (33,33%) e apenas quatro vitórias do Botafogo (14,82). Ao todo, foram 57 gols no “Clássico da Rivalidade”: com o Rubro-negro marcando 35 gols, enquanto o Clube da Estrela Solitária assinalou 22 tentos. O Clube da Gávea está com um saldo de gols positivo de 13.
Se for somar o percentual do time visitante com as vitórias e empates, o Flamengo tem um aproveitamento de 66,7%. Definitivamente, quando o Botafogo recebe, nos seus domínios, o Flamengo, a preocupação dos seus torcedores é de ‘alta tensão’!
| 25/01/2009 | Botafogo | 0 | X | 1 | Flamengo |
| 21/03/2010 | Botafogo | 2 | X | 2 | Flamengo |
| 02/10/2010 | Botafogo | 1 | X | 1 | Flamengo |
| 20/02/2011 | Botafogo | 1 | X | 1 | Flamengo * |
| 10/04/2011 | Botafogo | 0 | X | 2 | Flamengo |
| 19/06/2011 | Botafogo | 0 | X | 0 | Flamengo |
| 18/09/2011 | Botafogo | 1 | X | 1 | Flamengo |
| 05/02/2012 | Botafogo | 0 | X | 0 | Flamengo |
| 26/08/2012 | Botafogo | 0 | X | 0 | Flamengo |
| 1º/12/2012 | Botafogo | 2 | X | 2 | Flamengo |
| 03/03/2013 | Botafogo | 2 | X | 0 | Flamengo |
| 12/02/2017 | Botafogo | 1 | X | 2 | Flamengo |
| 16/08/2017 | Botafogo | 0 | X | 0 | Flamengo |
| 10/09/2017 | Botafogo | 2 | X | 0 | Flamengo |
| 03/03/2018 | Botafogo | 0 | X | 1 | Flamengo |
| 10/11/2018 | Botafogo | 2 | X | 1 | Flamengo |
| 26/01/2019 | Botafogo | 1 | X | 2 | Flamengo |
| 07/11/2019 | Botafogo | 0 | X | 1 | Flamengo |
| 05/12/2020 | Botafogo | 0 | X | 1 | Flamengo |
| 25/03/2021 | Botafogo | 0 | X | 2 | Flamengo |
| 23/02/2022 | Botafogo | 1 | X | 3 | Flamengo |
| 28/08/2022 | Botafogo | 0 | X | 1 | Flamengo |
| 02/09/2023 | Botafogo | 1 | X | 2 | Flamengo |
| 18/08/2024 | Botafogo | 4 | X | 1 | Flamengo |
| 15/10/2025 | Botafogo | 0 | X | 3 | Flamengo |
| 15/02/2026 | Botafogo | 1 | X | 2 | Flamengo |
| 14/03/2026 | Botafogo | 0 | X | 3 | Flamengo |
* Nos pênaltis, o Rubro-negro venceu por 3 a 1 e se classificou para a Final da Taça Guanabara de 2011.
FOTO: Dodoedo
ARTE: desenho dos escudos – Sérgio Mello
FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – O Lance! (RJ) – site Globo Esporte

O Sport Club União de Marechal Hermes é uma agremiação esportiva da cidade do Rio de Janeiro. O ‘Glorioso Clube Alvinegro’ foi Fundado na sexta-feira, do dia 05 de Novembro de 1915, por um grupo de rapazes residentes na Villa Marechal Hermes:
Antenor Sgambato, Arlindo Alves dos Santos, Armando Alves dos Santos, Benjamin Alves dos Santos, Diosconides de Albuquerque, Euclydes de Araujo, José Linhares, Manoel P. de Lima, Oscar W. da Silva e Sebastião Sgambato, entre outros.
No sábado, do dia 22 de Fevereiro de 1919, o clube inaugurou o Theatro da Villa Proletária Marechal Hermes, com duas peças. A primeira foi a comédia “Atribuições de um Bagageiro“. E a segunda, também uma comédia: “Os três coiós modernos“.
A sua Praça de Esportes também ficava na Villa Proletária Marechal Hermes. Em 1920, se filiou a LSF (Liga Suburbana de Football).
No Campeonato da LSF em 1920, foi o único clube que conseguiu vencer em luta leal e memorável, em 26 de dezembro de 1920, o até então invencível Campeão Suburbano – o Mavilis Football Club, pelo significativo escore de 3 a 1. O time atuou da seguinte maneira: Edmundo; Loli e Dica (Cap.); Guarany, Barroso e Dias; Menezes, Virgilio, Humberto, Odilon e Chico.

Em 1915, O União fez a sua primeira partida diante do Sul Americano Footbal Club, com o resultado terminando empatado em 1 a 1. O União formou com a seguinte equipe: Orlando; Dica e Lima; Sebastião, Cobra e Dias; Oscar, Waldomiro, Mimi, Júlio e Pavão.
O ‘Glorioso clube Alvinegro’ disputou 11 partidas interestaduais entre 1915 a 1928, nas seguintes cidades:
Em Mendes, com Frigorifico F. C. (foram 13 jogos: uma vitória, 10 empates e duas derrotas);
Em Valença, S. C. Valenciano (foram três jogos: uma vitória e duas derrotas);
Em Barra do Piraí, diante do S.C. Central (dois jogos: duas vitórias, pelo elevado score de 6 x 2 e 1 x 0);
Em Nictheroy, foram dois jogos, sendo, com o Araribóia F. C. e Nictheroyense F. C., com duas vitórias por 2 x 1 e 4 x 1, respectivamente;
Em 1919, filiou-se a Liga Suburbana de Football (LSF), de onde retirou-se em 1921 devido à má orientação dos directores dessa entidade.
Em 1921, os associados Oscar W. da Silva e Denizart Moreira Sampaio, tiveram a grata lembrança de proporem em assembleia geral para que o União se filiasse à Liga Brasileira de Desportos então em fundação. Em 1928, o União estava filiado a gloriosa Sub-liga Carioca, dirigida por Cantidio de Aguiar.

Na Liga Brasileira, em 1926, o União foi campeão no Terceiros Quadros, sem nenhuma derrota. No Primeiro Quadros, o União sempre obteve lugar de destaque nos campeonatos; em 1925 conquistou brilhantemente o campeonato da Série A, sem nenhuma derrota, feito que repetiu em 1928, conquistando brilhantemente o campeonato de sua série, sem derrota e apenas com dois empates. O time de 1928, formou assim: Jarbas; Mario Lopes e Waldemar; Lulú, Doca e Mario; Fernando, Uruca, Feitiço, João e Arantes. Reservas: Marcollino, Americano, e Alceu, que tomaram parte em algumas partidas.
Em 1928, possuía campo próprio e uma sede bem organizada com cerca de 60 taças, destacando-se entre elas, não só pelo valor material com também pelo valor moral, as seguintes: Associação de Imprensa, Dr. Carlos Sampaio, Marechal Hermes e Aviadores Brasileiros.
Presidente, Benjamin Alves dos Santos; 1º vice-presidente, João Rodrigues de Souza; 2° vice-presidente, Antenor Sgambato; Secretário Geral, Cézar Pedrette; 1º Secretário, Leopoldino Pereira de Alencar; 2º Secretário, Júlio Vieira; 1º Thesoureiro, Octavio Pacheco; 2º Thesoureiro, Nestor Quaresma; Director Geral de Desportos, Oscar Rabello Leite; Director de Football, Felisberto Coelho; Commissão Fiscal, Constant Caldonazzi, Alfredo Bizarra e Manoel Costa.
Conta o União com um grupo de amadores de reconhecido valor como Jarbas Manso, Doca, Mario Lopes, Waldemar de Castro, João Mello, Arlindo Mello, Fernando de Almeida, Oswaldo Arantes, Luiz de Mello, Luiz Marcollino da Silva, e Mario Corrêa Freire, que se destaca pela sua excelente técnica e Antônio Corrêa mais conhecido nas rodas do alvinegro como Feitiço.
Em 1932, participou da Segunda Divisão Carioca, na série Raul Meirelles Reis, em campeonato promovido pela Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), o mesmo ocorrendo nos anos seguintes. Em 1933, vence o Campeonato Carioca de 2°s quadros da Segunda Divisão em certame promovido pela AMEA.
Após a extinção da Federação Atlética Suburbana, os clubes que faziam parte da mesma sentiam-se desprestigiados com a política estabelecida pela Federação Metropolitana de Futebol.
Na tentativa de mudar esse quadro, criou-se o Departamento Autônomo em Assembléia realizada no dia 7 de julho de 1949. O SC União disputa o primeiro campeonato já nesse mesmo ano. Vence em 1951 a Taça Disciplina.
Em 1954, é campeão da categoria aspirantes e ganha novamente a Taça Disciplina. No ano seguinte, vence novamente a Taça Disciplina, feito que ocorre novamente em 1956 e 1957. Em 1957, é vice-campeão do Departamento Autônomo na série João da Silva Ramos.
O clube que, atualmente disputa o Campeonato da Terceira Divisão do Rio de Janeiro, estreou nas competições profissionais, em 1993, na mesma Terceira Divisão. Continua no mesmo grupo em 1994 e 1995. Em 1996, está na Quarta Divisão, que tinha o nome de Segunda Divisão. No ano seguinte se licencia das competições, o mesmo ocorrendo em 1998.

Em 1999, volta na Terceira Divisão ficando em último em seu grupo na primeira fase. No sábado, do dia 13 de maio de 2000 mudou a sua nomenclatura para União de Marechal Hermes Futebol Clube.
Ainda em 2000, foi penúltimo colocado em seu grupo, não conseguindo se classificar à segunda fase. Em 2001, faz a sua melhor campanha chegando em terceiro na classificação geral. Em 2002, não consegue chegar às finais, o mesmo ocorrendo no ano seguinte.
Em 2004, também não passa da primeira fase. Em 2005, se licencia das atividades profissionais. No ano seguinte, retorna mas não passa da primeira fase do campeonato. Em 2007, se licencia novamente, ausentando-se da competição. No ano posterior, é o último colocado em sua chave, permanecendo na Terceira Divisão.
O clube teve projeção na mídia ao lutar com o Botafogo pela posse do Estádio Mané Garrincha, que havia sido cedido ao Glorioso quando ele perdeu sua sede de General Severiano e teve de mudar-se para Marechal Hermes (o Botafogo, na década de 1990, voltou a sua sede original). Em 2002, quando havia retomado suas atividades, o União reivindicou a devolução do terreno, que foi concedido por decreto pela governadora Rosinha Garotinho.
Este fato fez o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, a não investir no estádio, que permanecia ocupado pelo clube, que o utilizava como Centro de Treinamentos das categorias de base de futebol. A luta, por parte de movimentos ligados a torcedores botafoguenses, fez com que o terreno fosse repassado novamente ao Botafogo, em 2007, que pretende utilizá-lo para a criação de novos jogadores. O União segue na luta jurídica para reaver o seu antigo estádio.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTES E FOTOS: A Manhã (RJ) – A Noite (SP) – Diário Carioca (RJ) – O Jornal (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – O Imparcial “Supplemento Sportivo” – A Noite – O Jornal – Rio Sportivo (RJ)

O Barreira do Andaraí Futebol Clube foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no sábado, do dia 20 de Agosto de 1938, inspirado por João de Barros Rainha, tinha a sua Sede social, localizado na Rua Leopoldo, nº 991 (começo do morro Arrelia) – Andaraí, na Zona Norte do Rio (RJ).
As suas cores eram o preto e o branco. O 1º uniforme em homenagem ao Vasco da Gama, enquanto o segundo, em homenagem ao Botafogo. O seu 1º Sócio foi João Barros Rainha.

Presidente – João Dutra Barbosa;
Vice-presidente – Álvaro Pereira de Araújo;
1º Secretário – João Barros Rainha;
2º Secretário – Álvaro Pinto dos Santos;
1º Tesoureiro – Eduardo Gonçalves de Moura;
2º Tesoureiro – Bronliliber Vale da Fonseca;
1º Procurador – Odillo José Quintanilha;
2º Procurador – Sebastião Belisário;
Diretor de Esportes – Isaltino Antônio de Oliveira.
Em 1968, o clube contava com 200 sócios contribuintes, com o valor NCr$ 0,20 (vinte centavos de cruzeiros novos). O clube contava com as categorias de Aspirantes e Amadores. Além do futebol, o clube oferecia Bailes, jogos de salão e voleibol.

Esse modesto clube, sem nenhum título conquistado, talvez passaria em branco, se no seu currículo não constasse um dos maiores jogadores do Brasil e mundo: Evaristo de Macedo, que passou pelo Madureira (1950-52), Flamengo (1953-57 e 1964-66), Seleção Brasileira (1955-57), Barcelona/ESP (1957-62) e Real Madrid/ESP (1962-64).
Evaristo, então morando no bairro do Grajaú, começou a jogar futebol com os rapazes do morro da Arrelia. Era o meia direita efetivo do Barreira do Andaraí. A partir de 1950, começou no Madureira aos 17 anos, trilhando uma carreira rica em talento e grandes conquistas. Outro craque que saiu do Barreira do Andaraí foi Jorge Costa, que jogou no Fluminense.

Na sexta-feira, do dia 27 de junho de 1952, iniciou o processo para se filiar ao Departamento Autônomo (DA), da Federação Metropolitana de Futebol (FMF). No entanto, a filiação só aconteceu, de forma oficial, quase dois anos depois: na sexta-feira, do dia 11 de junho de 1954. Na década de 50, o clube já possuía a sua Praça de Esportes. Disputou duas edições do Campeonato Tribuna da Imprensa: 1958 e 1960.

No domingo, do dia 08 de junho de 1952, o Barreira do Andaraí não teve dó e goleou o Horizonte Futebol Clube espetacularmente pelo placar de 15 a 0. Na preliminar, disputada entre as equipes de aspirantes, terminou com a vitória do Horizonte pelo escore de 2 a 1.
O quadro do Barreira do Andaraí, foi o seguinte: Everaldo; Jaú e Vani: Zezinho Cabeção, Picolé e Rubinho; Artur, Clovis, Arubinha, Evati, Evaristo e Peixinho.
Os tentos do quadro vencedor foram assinalados: por Clovis e Peixinho, com quatro tentos cada; Arubinha, três gols; Evaristo, duas vezes; Picolé e Artur, com um tento cada.

Em 1968, o modesto clube passava por dificuldades. A sede era alugada, onde o clube tentava reabri-la, graças a negligência da diretoria anterior. Apesar de lutar com muita dificuldade, o Barreira do Andaraí Futebol Clube pretendia disputar os campeonatos do Departamento Autônomo.
O clube chegou a realizar algumas partidas amistosas a fim de os atletas não perdessem a forma física. Apesar de todo o esforço, o clube acabou sucumbindo, deixando órfão os moradores Arrelia.

Presidente – Silvio da Rosa Vaz Balieiro;
Vice-Presidente – Armindo Pereira da Fonseca;
1º Tesoureiro – Eduardo Gonçalves;
2º Tesoureiro – Alberto Ferreira Neves;
1º Secretário – João Alves Pinto da Silva;
2º Secretário – Delacir Neves de Sousa;
1º Procurador – Nélson José da Silva;
2º Procurador – Hildo Vieira da Silva;
Diretor de Esportes – José Correia da Rocha.
Time base de 1942: Murilo; Antônio (Cidinho) e Boas Condições (Cedinha); Niginho (Permenio), Silvio (Dudu) e Durval (Dininho); Dario (Mario ou Zezinho), Helinho (Alvinho ou Deny), Tuninho (Rainha), Joãozinho (Cozeca ou Haroldo) e Herminio (Cecy ou Pedro).
Time base de 1946: João Pinto (Jagunço); Álvaro (Beto ou Luiz) e Herminio (Niquinho); Antônio (Álvaro), Soldado (Cuica) e Negrinhão (Humberto); Wilson (Victor), João (Rainha), Silvio (Toninho), Pedro (Sipinha) e Alcides (Tipinho). Técnico: Pedro.
Time base de 1948: João Pinto; Fausto e Pedro; Zezinho Cabeção (Toninho), Rainha (Tesoura) e Neguinho (Herminio); Armindo (Cazeca), Caxambu (Nelson), Lua (Tonico), Vitor (Aldo) e Nelson (Lua).
Time base de 1951: João Pinto; Jaú e Rubinho; Rainha (Zezinho), Aruba (Mamão) e Soeni (Arnaldo); Nelson (Bira), Chiquinho (Artur), Borracha (Joinha), Kilaú e Altair (Clovis). Técnico: Bazilio Teixeira de Barros (ex-Guarani de Magé).
Time base de 1952: João Pinto (Everaldo ou Norival); Picolé (Jaú) e Rubinho (Vani); Jaú, Floriano (Arnaldo) e Zezinho Cabeção (Rubinho); Chico (Rainha ou Domingo), Kilau (Darci ou Artur), Borracha (Nico ou Aruba), Clovis (Vani ou Garoto) e Peixinho (Tico).
Time base de 1953: Everaldo (João Pinto ou Jaime); Jaú e Rubinho (Rainha II); Rainha, Jaime (Arubinha) e Artur (Moreno); Chiquinho (Roberto ou Zezinho), Clovis (Vani), Irami (Fernando), Belinho (Peixinho) e Tico-Tico (Tiburcio). Técnico e presidente: Avelino Marques de Oliveira.
Time base de 1954: João Pinto (Darcy); Vani (Cascata) e Rubinho (Antônio); Zezinho (Esquerdinha), Roberto (Hélio) e Jaime (Prainha ou Floriano); Rainha (Serafim), Clovis (Pedrinho), Sapateiro (Chico ou Cabeludo), Artur (Damião ou Floriano) e Zé (Naná ou Paulinho). Técnico: Izaltino de Oliveira.
Time base de 1955: Darcy (Luiz); Esquerdinha e Vani; Arthur, Cavata e Serafim; Clovis, Roberto, Pedrinho, Tico-Tico e Damião. Técnico e presidente: Avelino Marques de Oliveira.
Time base de 1956: João Pinto (Paulo); Artur e Rubinho; Waldir, Rainha e Pascoal; Cilônio, Sales, José, Damião e Paulinho.
Time base de 1957: Jurandir; Aluízio e Vani; Paulo, Cascata e Rainha (Paulinho); Neném, Ítalo, Zé Maria, Waldir e Damião.
Time base de 1958: Jorge (Wany); Djalma (Aluísio) e Vani (Cascata); Tasca, Rainha e Waldir II (Djalma); Armando, Serafim (Ítalo), Waldir I (Zé Maria), Domingos (Augusto ou José) e Augusto (Paulinho).
FOTOS: O Globo Sportivo (RJ) – A Manhã (RJ) – Tribuna da Imprensa (RJ)
FONTES: A Luta Democrática (RJ) – A Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ)– Imprensa Popular (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – Tribuna da Imprensa (RJ)

Uma equipe mista do Flamengo, exibiu se na tarde da segunda-feira, do dia 09 de agosto de 1954, na cidade de Rio Preto, interior de Minas Gerais, enfrentando o Rio Preto Futebol Clube.
O rubro-negro carioca conseguiu espetacular vitória pela contagem de 8 a 0. Paulinho foi o artilheiro, marcando cinco tentos, cabendo a Mauricio (duas vezes) e Alaor completarem o placar do triunfo de Flamengo.
A equipe da Gávea formou com: Arlindo; Marinho e Leoni; Valter, Milton (Luiz Roberto) e Jorge (Papagaio); Paulinho, Alaor, Maurício, Tião (Chico) e Babá.
FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – Jornal do Brasil (RJ)

O Futebol Clube Galitos foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A 1ª Sede (anos 40) ficava localizado na Rua Vaz de Toledo, nº 417 (sobrado), no Engenho Novo. Posteriormente transferiu a sua Sede social para a Rua Sousa Barros, nº 2, no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio (RJ).
Na sexta-feira, às 21 horas, no dia 15 de janeiro de 1965, o clube inaugurou o Salão de Festas. Atualmente, o local foi demolido e construído o Hospital da UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
O “Clube da Cidade Olímpica” ou “Rubro-verde”foi Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Agosto de 1940, por três remadores portugueses que pertenciam ao Clube dos Galitos (fundado em 1904 e o escudo também há um galo) de Aveiro, que fica na sub-região da Região de Aveiro, que pertence a região do Centro e ao Distrito de Aveiro e ainda à antiga província da Beira Litoral. A localidade fica a 255 km da capital Lisboa (Portugal).
As cores, evidentemente foi inspirado na bandeira portuguesa. O uniforme nos anos 60 era: verde e vermelho (camisa verde com gola e punhos vermelhos, calção branco, e meias com listras vermelhas e verdes).
A 1ª Diretoria do Galitos foi constituída pelos seguintes membros:
Presidente – Antônio Camano;
Vice-presidente – João Campos;
Diretor de Finanças – Valkir Laranja;
Secretário – Júlio Coutinho;
Diretor de Esportes – Antônio Valério;
Tesoureiro – José Emilio dos Santos;
Diretor de Publicidade – Fernando Santos.

O seu começo na vida futebolística, o Galitos realizou centenas de partidas amistosas contra equipes cariocas e fluminenses, conquistando muitas vitórias conquistando o respeito e prestigio no desporto menor.
Na quinta-feira, do dia 1º de outubro de 1942, a diretoria anunciou Silvio Marçal como o novo técnico do clube, que ainda atua como goleiro, defendendo as cores do possante São Cristóvão.
Na década de 40, realizou duas excursões a Miguel Pereira (derrota para o Miguel Pereira por 5 a 2, em 1948) e Mendes (empate em 3 a 3 com o CIPC, em 1949).

No domingo, do dia 12 de julho de 1942, foi realizado o Torneio dos Campeões, idealizado pelo Corcovado, revestiu-se do máximo brilhantismo. O Futebol Clube Galitos, se sagrou campeão, exibiu-se de maneira notável, conseguindo dois lindos feitos no mesmo dia.
Assim é que, além da vitória alcançada no torneio, saiu-se vitorioso por 3 a 2, no amistoso realizado com o Maravilha da Praça Tiradentes. Disputaram o Torneio dos Campeões oito equipes:
Paula Matos; Club Athletico Tijuca; Corcovado Football Club; Associação Athletica Casa Bruno; Esporte Clube Caveiras; Futebol Clube Galitos, Radial Football Club e Esporte Clube Goitacaz.
O vice-campeão foi o Esporte Clube Goitacaz, que, no prélio final com o Galitos, exigiu quatro prorrogações até ser batido. A equipe campeã foi a seguinte: Camisolão; Nonô e Maravilha; Mario, Antero e Roldão; Luiz Odarilo, Laurito, Walter e Mello.

O Jornal dos Sports fez a crônica desse título conquistado pelo Galitos:
– Obteve um sucesso notável o, Campeonato Regional do Engenho Novo, promovido pelo “Correio da Noite“, com a cooperação do E. C. Vallim que foi além da expectativa; cedeu o seu majestoso campo, deu artística taças com as legendas: campeão e vice; além do policiamento que pediu para que tudo correspondesse a expectativa, enfim, tudo correu às mil maravilhas, não pela compreensão dos litigiantes, como também pelas disciplinadas assistências dos concorrentes.
Os quadros que disputaram o torneio foram Galitos, Pacífico, Palmeira, Corintians, Eng. Novo, Nacional. Lamentável é que o Souza Barros e o Cabuloso desistissem de tão extraordinário empreendimento. A vitória do Galitos foi justíssima, foi quem apresentou melhor conjunto, ardor e combatividade.
O Palmeira também agradou pelos valores que apresentou, só cedendo nos últimos momentos de Jogo. O Nacional, Eng. Novo e Corintians regulares, e finalmente o Pacífico que era o favorito, devido ao scratch que apresentou foi abafado pelo Galitos, perdendo por 2 goals, 1 corner a zero, embora reforçado com, Ludovico, do Bonsucesso, Otavio, do Nacional, Osmar, do C.R. Flamengo aliás, foi campeão pelo rubro-negro, Paco do Valim, etc.
A assistência presente foi colossal, lotando totalmente as dependências do Valim. O resultado geral do torneio foi o seguinte:
1º Jogo: Nacional empatou com o Eng. Novo por 1 a 1, mas venceu nos escanteios por 3 a 1. O árbitro foi o sr. Brasiliano Vallim.
2º Jogo: Palmeira derrotou o Corintians por 1 a 0, tendo Faustino Vallim como árbitro.
3.° jogo: Galitos bateu o Pacífico por 2 a 0, e levou a melhor nos escanteios: 1 a 0. O árbitro foi o sr. Arthur Lopes, o popular Baianinho do S. Christovão.
4º jogo: Palmeira e Nacional empataram sem gols, mas nos escanteios o Palmeira venceu por 1 a 0. A arbitragem ficou a cargo de Isaac Mendes de Almeida.
Na grande final, com Arthur Lopes no apito, Galitos e Palmeira decidiram o título. A partida teve a duração de uma hora (30 minutos cada tempo). Aos 5 minutos, Marinho cortando uma bola conseguiu o 1.º goal para o Palmeira, terminando o primeiro tempo em vantagem 1 x 0.
No 2.º tempo, aos 22 minutos, Nonô cobrou uma falta do meio de campo. A bola caiu nos pés de Lippi, que de maneira notável, empatasse o prélio com uma bicicleta, terminando o tempo regulamentar 1 x 1.
Na 1ª prorrogação permanece o placard 1 x 1. Ao iniciar se a 2ª prorrogação o Galitos força a defesa do Palmeira que finalmente cede. Lippi apanhando um magnifico passe de Patola dribla os zagueiros e coloca magistralmente a bola no arco de Macarrão obtendo não só a vitória como também o honroso título de Campeão do Engenho Novo.
GALITOS (Campeão) – Betinho; Nonô e Ary; Cornélio, Roldão e Neco; Walter, Odorico (cap.), Lippi, Patola e Otton.
PALMEIRA (Vice-campeão) – Macarrão; Mario e Marinho; Milton, Floriano e Jayme, Léo (cap.), Jocelino, Milani, Mario e Newton.
À noite, em comemoração ao seu grande feito, o Galitos realizou uma passeata por várias ruas das estações do Meyer, Engenho Novo e Sampaio.

Campeão do Torneio dos Campeões (1942);
Campeão do Campeonato Regional do Engenho Novo (1943);
Tricampeão da Disciplina no Departamento Autônomo (1958, 1959 e 1960);
Vice-campeão infanto-juvenil do Departamento Autônomo (1960).

A agremiação Galitense contava com as categorias Juvenis, Aspirantes, Amadores e Veteranos. Dos jogadores de maior destaque revelados no clube: o goleiro Betinho se transferiu para o Vasco da Gama em 1943; Denílson (Fluminense); Carlos Pedro (America/RJ e Sporting/POR); Jorge Andrade (Vasco) e Tião (Portuguesa Carioca).
A Praça de Esportes, batizada por ‘Cidade Olímpica’, ficava situado entre as Ruas Sousa Barros e Dois de Maio, no Engenho Novo (próximo à sede do clube), e foi adquirida na quarta-feira, do dia 16 de abril de 1941. Na década de 60, o clube acabou perdendo o campo num imbróglio com o Banco do Brasil. Posteriormente, jogou nesse campo cedido pelo próprio banco.
No domingo, do dia 25 de Maio de 1941, o clube inaugurou a sua Praça de Esportes, enfrentando o Palmeira. No entanto, o resultado não foi o esperado, sendo derrotado pelo placar de 3 a 0.
Na quinta-feira, do dia 21 de julho de 1949, o clube deu entrada na secretaria da Federação Metropolitana de Pugilismo (FMP) um pedido de filiação. O Galitos construiu em seu campo uma aparelhagem própria para competições de pugilismo.
O diretor Walquir Laranja definiu como técnico, o sr. Albino Alvarez, veterano lutador com muitos triunfos em ringues cariocas. A partir da sua filiação, o campo passou a ter diversas competições de boxe, organizadas pela FMP.
Além do futebol e o boxe, o clube possuía jogos de salão (como Futebol de Botão), voleibol, futebol de salão, tênis e basquete. No salão nobre eram realizados shows, bailes, carnaval, festa junina, entre outros.
Na quinta-feira, do dia 17 de janeiro de 1952, o Conselho de Representantes do Departamento Autônomo (DA), ligado a Federação Metropolitana de Futebol (FMF), concedeu filiação ao clube rubro-verde.

Em 1953 a 59, o Galitos disputou o Campeonato Infantil e Infanto-Juvenil do DA (Departamento Autônomo), que contavam com os clubes da 1ª Divisão do Campeonato Carioca, como Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Bangu, America, entre outros.

O Galitos jogou em três oportunidades no estádio Mario Filho, o ‘Maracanã’. A 1ª foi na tarde de sábado, do dia 09 de fevereiro de 1952, na preliminar de Botafogo 2 a 0, no Fluminense, válidopela 2ª rodada do Torneio Rio São Paulo. O Galitos venceu o Canadá por 2 a 1. A segunda vez, aconteceu na tarde de sábado, do dia 30 de maio de 1952, na preliminar de Botafogo 1 a 0 no Bangu, pelo Torneio Rio São Paulo. O Galitos dessa vez acabou caindo diante do Macaé Futebol Clube pelo placar de 5 a 3.
O terceiro jogo, foi na tarde de sábado, do dia 31 de abril de 1955, válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, na vitória do America em cima do Fluminense por 1 a 0. O Galitos acabou derrotado pelo Esporte Clube Nacional por 2 a 1.
Na tarde de domingo, do dia 05 de junho de 1955, no campo do São Cristóvão, aconteceu a peleja interestadual entre os quadros do Galitos, e o Jardim Oriental, de São Paulo.
A partida foi bem disputada, notadamente no primeiro tempo, quando o prélio transcorreu equilibrado com ataques alternados. Nesta fase, os Galitenses marcaram o seu primeiro tento, por intermédio de Nico e terminando-o com a vantagem de 1 x 0 para o Galitos.
No segundo tempo, o Galitos dominou inteiramente a peleja marcando três gols, por intermédio de Nico, Mauricio e Valerio, vencendo assim o match por 4 x 0. A partida teve arbitragem do sr. Wilson de Souza, com ótima atuação.
As partidas preliminares foram as seguintes:
Galitos 4 x 1 São Cristóvão (Infantil);
Boca Negra 3 x 1Guarani;
11 Unidos do Brasil 2 x 4 São Jorge.
Os quadros foram os seguintes:
GALITOS: José; Nei e Valerio; Reliston, Geraldo e Esteves; Hélio, Marino, Silvio, Nico e Mineiro (Mauricio).
JARDIM ORIENTAL: Alexandre; Geraldo e José; Palucio, Amaral e Chafi; Wirzo, Giusi, Roberto, Almir e Evangelista.

Em 1968, era uma das tradições entre os clubes cariocas, com diversos jogadores que migraram para os principais quadros da cidade. O Galitos contava com cerca de 1.700 associados, um número excelente para a época. Desse número, 1.430 eram contribuintes com mensalidade no valor de NCr$ 1,00 (um cruzeiro novo) e 213 proprietários. Uma curiosidade é que a 1ª pessoa a se associar ao clube foi Adilson Teixeira dos Santos.
Na década de 60, o Galitos participou do Campeonato Carioca de Veteranos do DA, mas sem destaque. Em 1968, o Galitos contava com 65 jogadores registrados para a disputa de diversas modalidades esportiva do DA (Departamento Autônomo). Na parte do futebol destacam-se: Juan, Valmir, Alvino, Nelson, Hélio, Ivo, Arlindo, Nei, Jorge Penteado, Gilnei, Laércio, Gilberto, Anver, Mário e Vanderlei.
Presidente – Dr. Antônio Carlos Gamaro;
Vice-presidente – Edgard da Rocha Leite;
Secretário – Beneval Teles Silões;
Tesoureiro – Gilberto Vieira Dantas;
Diretor social – Anver Bilate Filho;
Diretor de Esportes – Dr. Francisco Xavier Bastos do Amaral;
Diretor de Patrimônio – Artur Pinto Correia;
Diretor Procurador – Jorge Fernandes Penteado;
Diretor de Publicidade – Laércio Pinheiro Moutinho.
Time base de 1940 (1º Quadros); Idalino; Augusto e Homero; Carlinhos, Tião e Gradinho; Boléu, Zeferino, Orestes, Walter e Fernando. Técnico: Idalino.
Time base de 1941 (1º Quadros); Idalino (Amarelinho); Reis (Fausto) e Bimba; Medeiros (Homero), Balthazar e Roldão (Aranha); Hélio (Zú), Norival (Biló), Gamboa (Fernando), Walter (Lora) e Zeferino (Ary ou Dinamite). Técnico: Idalino.
Time base de 1942 (1º Quadros): Betinho (Camisolão ou Walter II); Nonô (Herminio) e Ary (Homero ou Maravilha); Antero (Remendo ou Natalino), Roldão (Reis) e Mario (Norival ou Jayme); Luiz (Gamboa), Lippi (Odarilo ou Bily), Walter (Laurito ou Hélio), Patola (Neco ou Oldemar) e Mello (Fernando). Técnico: Nonô.
Time base de 1943 (1º Quadros): Betinho; Nonô e Maravilha; Cornélio (Elmo), Roldão (Lenine) e Ary (Neco); Walter (Odarilo), Octacílio (Darcy), Lippi (Mario), Patola e Othon. Técnico: Nonô, depois Orlando Cardozo Mendes.
Time base de 1946 (1º Quadros): Raul (Betinho); Jerdal (Elmo ou Nonô) e Pingunça (João ou Maravilha); Ivan (Silvio), Cocada e Dario (Neco); Binha (Hélio Maia), Bidon (Hildebrando), Sapateiro (Pelado), Bando (Kafungá) e Chaves.
Time base de 1947 (1º Quadros): Raul (Betinho); Galego (Maravilha) e Elmo; Ivan (Silvio), Fausto (Pirá) e Cocada (Biorol); Ivan (Pelado), Valdir (Hélio), Bando (Valdemar), Bidon (Hildebrando) e Binha (Jervel ou Chaves).
Time base de 1948 (2º Quadros): Raul (Rola ou Camisolão); Manduca e Bolinha (João); Bamba (Curuba), Boneval (Elcio) e Silvio (Miranda); Luiz (Pé de Mico), Walter (Cidinho), Biguá (Zeferino), Neném (Luiz Miro), Osvaldo (Waltinho), Cidinho e Doca (Zezeca).
Time base de 1948 (1º Quadros): Raul; Galego e Agair (Aroldo); Avilson, Cocada (Finfim) e Binha (Valtinho); Hélio Maia, Legel (Bando), Bidon, Choriço (Deão), Chaves e Castro.
Time base de 1949 (1º Quadros): Camisolão; Galego e Manduca (Finfim); Biguá (Valtinho), Cocada (China) e Binha (Silvio); Hélio Maia, Bando (Legel), Sapateiro, Luiz (Ferreira) e Castro (Vênus).
Time base de 1950 (1º Quadros): Raul (Macarrão); Tião e Finfim (Raimundo); Armando (Cocada), Ivan (Ferreira) e Darcy (Osvaldo); Pé de Mico (Haroldo), Neném (Avilson), Bidon (Lili), Sapateiro (Raimundo) e Elmo (Bimba).
Time base de 1951: Valter (Cifra); Galego (Bolinha) e Miro (Mario); Pé de Mico (Beneval), Sacico (Dode) e Geraldo (Libório); Nado, Neném, Sapateiro (Enéas), Leônidas (Moa) e Miro (Esquerdinha).
Time base de 1952: Tripa (Raul ou Vadinho); Arthur (Bá) e Quirino (Jorge); Tião (Pé de Mico), Russo e Sapateiro (Biró); Hélio (Enéas), Bidon (Neném), Bolinha (Pery), Ditinho (Careca) e Esquerdinha.
Time base de 1953: Celso; Tião e Preto; Hélio, Moacir e Edson; Hélio II, Maia, Simões, Enéas e Mico II.
Time base de 1954: José; Ney e Valério; Pé de Mico, Lili e Dodô; Hélio, Carlinhos, Décio, Mariano e Periquito.
Time base de 1955: José; Nei e Valério; Reliston, Geraldo e Esteves; Hélio, Marino, Silvio, Nico e Mineiro (Maurício).
Time base de 1956: Zé Américo (Reis); Ney e Tião; Hilton (Relston), Lauri (Vadico) e Valério (Neumar ou Xacoco); Pé de Mico (Chiquinho), Ronaldo (Mauro ou Darci), Carlinhos (Boca ou Haroldo), Valdir (Zezinho ou Ivan) e Jorge (Maurício ou Sabará).
ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FOTOS: O Globo Sportivo (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Tribuna de Imprensa (RJ)
FONTES: A Luta Democrática (RJ) –A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – O Radical (RJ) – Tribuna de Imprensa (RJ)

O Estrela Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Miguel Pereira, situada na região Centro-Sul Fluminense (Vale do Café), a cerca de 120 km da capital do estado do Rio de Janeiro. Localizada na Serra do Tinguá, com uma população de 25.582 habitantes (segundo o Censo do IBGE/2020), a aproximadamente 618 metros acima do nível do mar, a cidade é conhecida por seu clima ameno e como estância climática.
Guarda a lembrança e o privilégio de ter sido o 1º clube de futebol da vila, justamente durante os anos em que ela perdia a denominação de município de Estiva para se transformar em Professor Miguel Pereira (atual: município de Miguel Pereira).
Foi Fundado na terça-feira, do dia 04 de setembro de 1928, o Estiva Atlético Clube, homenagem ao antigo nome da cidade, graças à união de uma humilde, porém significativa parcela da população da vila, na qual destacavam-se comerciantes, ferroviários e criadores de gado, o clube.
Então sem sede, estatutos e sem dinheiro, representado unicamente por vinte e poucos jogadores de futebol que desejavam medir forças com o Portela Atlético Clube – conseguiu motivar e arregimentar para os seus quadros alguns dos mais expressivos nomes da localidade na época, como: Bonifácio de Macedo Portella, Aurélio Barile, Geraldino Caetano da Fraga (Dino), Nagib Ahouage, Rigoletto Cristofaro e Manoel “Manduca” Bernardes Sobrinho, todos muito preocupados com a ausência daquele esporte no lugar e, certamente, roídos por uma justificável inveja ao ver a ascensão do Portela Atlético Clube na região.
Durante dois anos (1930), reinou no recém-batizado município de Miguel Pereira uma forte unanimidade em torno do Estiva Atlético Clube (na década de 30, os jornais cariocas denominavam como: Estiva Football Club), até porque seus próceres assim deviam agir em contraposição direta ao prestígio portelense.
Assim, naquele ano, os mais influentes conselheiros do Estiva Atlético Clube indicaram para o ambicionado cargo a senhorita Conceição Setúbal Ritter, irmã do Dr. Oscar Setúbal Ritter, médico que frequentava Miguel Pereira com assiduidade e que também exercia um cargo na direção daquela agremiação.

Em 1930, porém, uma incontornável divergência, envolvendo a escolha da madrinha do clube, dividiu seus dirigentes. A situação mostrou-se muito delicada, visto que o cargo de madrinha possuía uma dimensão social extraordinária naqueles tempos de pioneirismo, sendo bastante ambicionado pelas senhoritas da localidade, até porque havia entre os desportistas um acordo tácito de anualmente renová-lo, dando assim oportunidade para que outras jovens da vila ocupassem um posto tão prestigioso.
Esse choque de interesses provocou um desacordo irremediável nas hostes do Estiva Atlético Clube, mesmo porque os demais dirigentes eram tão teimosos quanto o próprio Manduca.

Tal escolha causou um profundo desagrado à numerosa família Bernardes, comandada por Manoel Francisco Bernardes Sobrinho, o Manduca, que já demonstrara o desejo de ver sua filha, Maria Ramos Bernardes, a Mariquita, ocupando solenemente aquela função social na cidade. Além do mais, a primeira indicação fora feita à revelia dos Bernardes, e Manduca, seu respeitado patriarca, jamais aceitaria uma imposição de tal natureza.
O conflito durou alguns dias e os dois lados não abriam mão de suas intransigentes posturas pessoais. Assim, quando o nome de Conceição Setúbal Ritter foi plenamente referendado em Assembleia Geral do Estiva, os Bernardes rebelaram-se em definitivo.
A primeira providência de Manduca foi reunir em sua residência os homens que o haviam apoiado em sua decisão de se desligar do Estiva Atlético Clube e alguns outros convidados especiais, cujo prestígio na vila pudesse manter viva a sua ideia. Lá compareceram Calmério Rodrigues Ferreira, o Juju, e seus irmãos Adalvet (Vevete) e Alzino Tintas, Felipe Carvalho, Dr. João Alberto Masô, Antônio Ferreira Real, Domingos Leitão, Francisco Peralta, Daniel Bernardes e dezenas de outros solidários amigos. Após a reunião foi decidido fundar o Miguel Pereira Atlético Clube no sábado, do dia 26 de abril de 1930.
No domingo, do dia 14 de dezembro de 1930, aconteceu a inauguração do campo do Estiva F. Club. O Correio da Manhã assim escreveu o evento: “Às 8 horas foi recebida na estação pela directoria, seus associados e famílias da localidade, a embaixada do Humayta Football Club, do Rio de Janeiro.
Há 1 hora o dr. Soares Filho, em nome da directoria, em discurso, fez entrega da fita a senhorita Conceição Bernardes Pinheiro, madrinha do club, que num improviso, agradeceu.
Às 2 horas realizou-se o encontro dos segundos teams do Humayta F. C., e Estiva F. C., com o resultado de 2 x 1 a favor do club visitante.
Às 8 1/2, teve início o encontro dos primeiros teams dos clubs acima, que depois de uma peleja deslumbrante, terminou por um empate de 3 x 8.
Às 5 horas foi servido uma mesa de doces ao club visitante e demais jogadores e aos convidados, falando nessa occasião o dr. Araujo Lima, que em nome da directoria, agradeceu aos convidados”.
No domingo, do dia 26 de novembro de 1933, o Estiva Football Club enfrentou o Combinado Haddock Lobo Football Club. O Jornal do Commercio assim descreveu o encontro: “Afim de enfrentar, Estiva F. Club, de Miguel Pereira, partirá, para aquella localidade o Combinado Haddock Lobo Football Club.
Chefiando a embaixada seguirá o Sr. Djalma de Souza e a convite do Haddock Lobo, seguirá a embaixada do Esporte Club Guanabara. O Combinado Haddock Lobo vae conceder revanche ao Estiva, pois que já o venceu por 5 x 0.
A visita do Combinado Haddock Lobo a Miguel Pereira, coincide com o anniversario do Estiva, que tem a sua frente as esforçadas figuras dos Srs. Aurelio Barille, Bonifacio Portella e Najibe”.
O Estiva Atlético Clube acabou alterando a sua nomenclatura para Estrela Futebol Clube, na quinta-feira, do dia 04 de abril de 1946, mantendo até os dias atuais. A sua Sede social fica localizado na Rua Francisco Alves, nº 60, no Centro de Miguel Pereira/RJ.

No domingo, do dia 09 de fevereiro de 1958, vibraram os torcedores simpatizantes do futebol amadorista da bela localidade de Miguel Pereira, na tarde de domingo último, com a realização do encontro entre as equipes do Estrela Futebol Clube, e a do Café Palheta Futebol Clube, do Rio.
A referida peleja agradou plenamente, a todos que compareceram ao campo dado o bom futebol posto em prática pelas duas equipes, notadamente a do Café Palheta Futebol Clube, que mesmo a despeito de ser derrotado realizou uma boa exibição, só não conseguindo um melhor resultado pela falta de pontaria dos seus dianteiros, sem que com isto se diminua o feito do conjunto local, que teve sua vitória valorizada pela atuação do adversário.
Tecnicamente as duas equipes se igualaram, entretanto quis o destino que o triunfo pendesse para o esquadrão do Estrela Futebol Clube pelo apertado escore de 3 a 2.

Grande acolhida
A delegação do Café Palheta Futebol Clube teve em Miguel Pereira uma grande acolhida, não só pela diretoria clube local como também pelos moradores locais. A caravana que acompanhou a equipe carioca foi uma das maiores já organizada pela simpática agremiação, cuja viagem foi feita pela Central do Brasil.
As duas equipes formaram com a seguintes constituições:
Estrela: Manoel; Jair e Manoelito; Pedrinho, Paulo e Luiz; Jaime, Cabeção, J. Pretinho. Morici e Mário.
Café Palheta: Aldo; Jorge e Escova; Adair, Fernandes e Walmir; Valadão, Wilson, Décio, Hélio e Hélcio.
Antecipando o encontro principal estiveram em ação as equipes de aspirantes das mesmas agremiações, encontro este que terminou com o justo empate de 2 a 2.

O Estrela ganhou o status de Utilidade Pública, no dia 13 de abril de 1962, sob o nº 19, às folhas 10/11 do Livro B.B., pela Câmara Municipal de Miguel Pereira, deliberada nº 217, no dia 30 de março de 1962, pelo então prefeito José Antônio da Silva.
Atualmente, o clube se concentra apenas no entretenimento na sua sede social, com eventos como bailes de carnaval, festas e shows. O esporte está momentaneamente sem atividades.
ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FOTOS: Correio da Manhã (RJ) – Google Maps
FONTES: Jornal Regional Rio – professor e historiador Sebastião Deister – Câmara Municipal de Miguel Pereira – Facebook do Estrela Futebol Clube – Jornal do Commercio (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal dos Sports (RJ)

O Central Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Miguel Pereira, situada na região Centro-Sul Fluminense (Vale do Café), a cerca de 120 km da capital do estado do Rio de Janeiro. Localizada na Serra do Tinguá, com uma população de 25.582 habitantes (segundo o Censo do IBGE/2020), a aproximadamente 618 metros acima do nível do mar, a cidade é conhecida por seu clima ameno e como estância climática.
O “Tricolor Miguelense” foi Fundado no sábado, do dia 22 de outubro de 1955, tendo a sua Sede social situado na Rua General Ferreira do Amaral, nº 46, no Centro de Miguel Pereira/RJ.
Com o inesperado desaparecimento do futebol do Miguel Pereira Atlético Clube, a cidade passou a contar tão-somente com o Estrela Futebol Clube, sendo que no 2º Distrito o Portela Atlético Clube prosseguia em sua vitoriosa trajetória. Corria o ano de 1954, e Miguel Pereira e Portela viviam a efervescência dos movimentos populares voltados para sua emancipação político-administrativa.
João Deister – que ainda jovem colaborara na construção do campo do Miguel Pereira AC em 1930 – sentiu-se órfão com o eclipse do seu clube, e instigado por amigos e pelos filhos que tanto gostavam de futebol, resolveu reunir em torno de si uma plêiade de companheiros ferroviários no intuito de fundar uma nova agremiação na cidade, cujas hostes pudessem abrigar os jogadores que não obtinham vagas no Estrela FC ou no Portela AC e que, por essa razão, no podiam praticar seu esporte favorito.
De imediato, ele atraiu para sua causa o Dr. Geraldo Soares Berford, engenheiro residente na estação de Miguel Pereira, cujo prestígio junto à direção da Estrada de Ferro lhe possibilitou conseguir uma grande área para a construção do campo de futebol do futuro clube.
Praticamente todos os ferroviários de Miguel Pereira aderiram à ideia, e dessa maneira nasceu, no dia 22 de outubro de 1955 – exatamente três dias antes da emancipação do Município – o Central Atlético Clube, designação que homenageava a ferrovia onde João “Alemão” trabalhava havia anos.
Já na primeira reunião foram aprovados os estatutos do Clube, previamente redigidos pelo fundador, e aceita a sugestão de cores para o uniforme dos times: grená, verde e amarelo.
A 1ª Diretoria do clube ficou assim formada:
Presidente – Maurício de Araújo Santos
Vice-presidente – Antônio Lopes de Vasconcelos
Tesoureiro – Francisco Maurício Rezende
Secretário – Luiz Ramos da Costa
Patrono – Dr. Geraldo Soares Berford.

Além desses nomes, outros importantes personagens participaram diretamente da fundação do Central AC, como Manoel Ferraz de Araújo, Oswaldo Lioi, Getúlio de Carvalho, José Baldez Alves de Macedo, Ernesto Vilela da Almeida, Antônio de Araújo Leitão, Mário de Figueiredo Bacelar, Walter Vieira Barbosa, José Basileu Ribeiro, Carmosino de Oliveira, Hugo Deister e Manuel de Nonno.
Desde sua criação, o Central AC passou a ocupar a vaga deixada pelo Miguel Pereira AC, inclusive na rivalidade com o Estrela e com o Portela, mas hoje restam do clube apenas as dependências do seu campo praticamente abandonado e uma grande saudade de seus gloriosos tempos, quando as arquibancadas do Estádio Dalvet recebiam centenas e centenas de entusiasmados torcedores. Os refletores do estádio foram inaugurados na quarta-feira, do dia 16 de julho de 1969.

Defenderam o Central atletas de grande prestígio na Serra, como: Mário Bacelar, Hugo, Humberto, Agostinho, Marcos, Ricardo e Tião Deister, Édson “Piau”, Chiquinho Luchesi, Agenir Rezende, Danilo Ferreira Gomes, Totonho, Alédio, Moacir, Walter, Siridó, Jorge Antônio, José Carlos, Fuzil, Paulo Lisboa, Luiz Ney, Jorge Cleber, Cacacho, Eduardo, Carlinhos Moreira, “Tampinha”, Getúlio, Adilson, Santaninha, Jorginho Alexandre, Enéas, Biluca, Paquinha, Clésio, Júlio Carlos, Armando e Aloísio Moreira, Valcir, Juquinha Fraga, Geraldo “Tôco”, “Bolão” e dezenas de outros cuja lembrança não pode jamais ser apagada dos anais de nossa rica História.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTE E FOTOS: Jornal Regional Rio – professor e historiador Sebastião Deister