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Colecionador completa as onze camisas do Criciúma de 1991/1992

Embora já possua mais de 300 camisas do Criciúma e seja considerado um dos maiores colecionadores de camisas de futebol de Santa Catarina, Fernando Geremias, 29 anos, também conhecido como Fernando Criciúma, ainda tinha um objetivo a ser alcançado: juntar as camisas, de 1 a 11, do time de 1991/1992, o melhor da história do Tigre.

Neste sábado, 1º de abril, o colecionador anunciou que a missão foi cumprida, ao postar em sua conta no Facebook a foto com as onze peças da época em que o Criciúma conquistou a Copa do Brasil (1991) e ficou em quinto lugar na Copa Libertadores da América (1992). “Há um ano faltavam apenas a 4 e a 6 e eis que essa semana, surpreendentemente, apareceram”, comemora o colecionador, que também possui camisas do Metropol, clube que fez sucesso no futebol catarinense na década de 1960, e do Comerciário, antigo nome do Criciúma.

Entre os ídolos do Criciúma na época, figuram jogadores como Itá, Gelson, Grizzo, Soares e Jairo Lenzi, além do goleiro Alexandre (já falecido). “Os melhores anos do Criciúma. Baita jogadores que honravam a camisa do Tricolor”, orgulha-se o torcedor do Tigre, que frequenta as arquibancadas do Heriberto Hülse desde criança.

Morador de Orleans, cidade próxima a Criciúma, Fernando deu o ponta pé inicial em sua coleção no ano de 2007 e a partir de 2011 passou a levar o assunto mais a sério. Atualmente, ele é um dos organizadores do Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol de Santa Catarina, evento que reúne colecionadores de diversas cidades e que já teve cinco edições. No ano passado, o evento foi realizado em Itajaí e neste ano será realizado na cidade de Chapecó.

FONTE:

Texto adaptado do original publicado no site “Torcedores.com”

Sidnei Spina (ex-Juventus, Criciúma e Marcílio Dias)

Natural de Santos, onde nasceu a 26 de março de 1962, o ponta-direita Sidnei Alves Spina surgiu na Portuguesa Santista, mas estourou como um dos destaques do bom time do Juventus da Rua Javari, campeão da Taça de Prata de 1983. Chegou ao Marcílio Dias em 1987, procedente do Criciúma, contratado pelo então presidente Nelson Abrão de Souza. A estreia com o manto rubro-anil se deu no amistoso contra o Vasco da Gama (0 a 0), no Estádio Dr. Hercílio Luz, em 28 de novembro de 1987.

Juventus de 1983: Sidnei é o primeiro agachado

Rápido e habilidoso, tornou-se uma das principais figuras do time que ficou conhecido como “Siri Mecânico” na temporada de 1988. Naquele ano, o Marinheiro conquistou a Taça Carlos Cid Renaux, equivalente ao primeiro turno do Campeonato Catarinense, sob o comando do técnico Levir Culpi. Uma atuação marcante de Sidnei com a camisa rubro-anil ocorreu no dia 20 de março de 1988, na histórica vitória por 4 a 2 sobre o Criciúma.

Marcílio Dias de 1988: Alemão, Ademir, Rosemiro, Fernando, Clademir e Palmito; Sidnei, Wilsinho, Nélio, Joel e Rogério Uberaba: Foto: Reprodução/DC.

Depois de perder em Itajaí por 2 a 1, o Marcílio precisava derrotar o Tigre por dois gols de diferença em pleno Heriberto Hülse para avançar às finais da Taça Carlos Cid Renaux. O primeiro tempo terminou com a vitória do time da casa por 2 a 1 e a classificação do Marcílio àquela altura não passava de utopia. No segundo tempo, porém, Sidnei deixou tudo igual logo no início e o artilheiro Joel se encarregou de marcar dois golaços de cabeça e garantir a vaga na decisão contra o Joinville.

Sidnei foi considerado pela crônica esportiva um dos melhores jogadores em campo e também se tornou personagem do jogo, pelo fato de ter enfrentado seu ex-clube, de onde saiu pouco prestigiado. “Quando fui para o Marcílio Dias, entre outras coisas, diziam por aqui (Criciúma) que eu não jogava nada. Acho que eu mostrei o contrário na partida de hoje”, desabafou o atacante à imprensa após o memorável jogo.

Matéria publicada no Diário Catarinense em 1988

Em 1989, Sidnei integrou a equipe que conquistou a Taça Governador Pedro Ivo Campos e a Taça RCE, referentes ao primeiro e segundo turnos do Campeonato Catarinense. Dez anos depois, já aposentado dos gramados, Sidnei exerceu a função de gerente de futebol do Itajaí Esporte Clube, vice-campeão catarinense da Segunda Divisão de 1999. Atualmente, o ex-jogador segue ligado ao Marcílio Dias participando da equipe de másters do Rubro-Anil.

FOTOS:

http://mantojuventino.blogspot.com.br

http://baudomarcilio.blogspot.com.br

Reprodução – Diário Catarinense (1988)

FONTE:

Texto adaptado do original publicado no blog “Baú do Marcílio” – http://baudomarcilio.blogspot.com.br/

Exposição de colecionadores – Marcílio Dias 98 anos

No dia 17 de março de 2017, o Clube Náutico Marcílio Dias, um dos clubes mais tradicionais do futebol catarinense, completou 98 anos de existência. No sábado, dia 18, a diretoria do clube promoveu um grande evento para comemorar o aniversário do Rubro-Anil e, dentre as atrações, abriu espaço para exposição dos acervos de colecionadores de artigos históricos do clube.

Camisas, flâmulas, jornais, revistas, álbuns, súmulas de jogos, estatutos, carteirinhas de sócios, exemplares do livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963” e outros artigos de diversas épocas foram expostos na Sala de Troféus, localizada nas dependências do Estádio Dr. Hercílio Luz, em Itajaí. Uma das preciosidades foi a carteirinha de sócio que pertenceu a Gabriel Collares, um dos fundadores do clube, além de camisas de jogo da década de 1980.

Participaram da exposição os colecionadores de camisas Marcelo Sagaz Baião, Felipe Leonardo Vieira e Giuliano Nazari, e os pesquisadores Fernando Alécio e Gustavo Melim. Durante a programação de aniversário do Marcílio Dias, também foi realizada a primeira edição do Seminário de História do Futebol Itajaiense, iniciativa do Grupo Memória do Futebol Catarinense, que abordou temas relacionados à história do quase centenário “Marinheiro”.

Dufles (ex-Santos, Atlético-MG e Marcílio Dias)

No dia 26 de fevereiro de 1938, nascia em Bauru (SP) o atacante Dulphe Jeronymo Adalberto de Cunto, ou Dufles, como era mais conhecido. Iniciou a carreira junto com Pelé no Bauru Atlético Clube, o Baquinho, e depois tornou-se um verdadeiro cigano do futebol, atuando em diversas equipes, entre elas Santos, Bangu, Atlético Mineiro, Guarani de Ponta Grossa e Marcílio Dias.

Dulfes (o penúltimo agachado) no Santos, em 1958. Foto: Guilherme Guarche/Terceiro Tempo

A passagem do centroavante no clube catarinense foi breve, mas marcante. Contratado para o lugar do ídolo Idésio, que havia se transferido do Marcílio para o Metropol de Criciúma, Dufles estreou com a camisa do Marinheiro na primeira rodada do Campeonato Catarinense de 1963, em 3 de novembro de 1963, quando marcou o gol da vitória do Marcílio por 2 a 1 sobre o Figueirense, em Florianópolis.

Dufles (o terceiro agachado) em 1967, no Ferroviário de Tubarão. Foto: Terceiro Tempo.

De acordo com o livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963”, Dufles atuou em dez partidas na competição e anotou quatro gols, sendo uma das figuras do escrete marcilista na conquista do título estadual. Também participou da campanha do título do campeonato da Liga Itajaiense de 1963.

Além de goleador nato e exímio cabeceador, Dufles tinha temperamento imprevisível. Conta-se que, certa vez, aos ser vaiado pela torcida, abaixou o calção e virou-se para a arquibancada, numa atitude que hoje certamente lhe renderia uma bela punição. Permaneceu em Itajaí de novembro de 1963 a agosto de 1964. Outros clubes catarinenses que defendeu foram o Próspera de Criciúma e o Ferroviário de Tubarão. Dufles faleceu em 10 de novembro de 2004.

Fonte: http://baudomarcilio.blogspot.com.br/

Foto Histórica: Fluminense (Itajaí) – 1930

Fluminense de Itajaí – 1930

Mais informações sobre este time podem ser encontrada no artigo de Cícero Alves.

Fonte: Acervo pessoal de Camilo Mussi

Flamengo e Vasco em Itajaí

Foto Rara, de 1951: União Futebol Clube – Navegantes (SC)

O União Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Navegantes (SC). Fundado no dia 10 de Dezembro de 1949, e a sua Sede fica localizada na Rua Arnaldo Passos, nº 117, Centro de Navegantes. O seu Estádio é Prefeito Adolfo Cirino Cabral. O União possui oito títulos do Campeonato Citadino: 1961, 1962, 1963, 1977, 1978, 1979, 1984 e 1988.

FONTES: Revista Sport Ilustrado – Página do clube no Facebook

 

Escudo do CIP Foot-ball Club de Itajaí em 1938

O CIP Foot-ball Club foi um clube de futebol da cidade de Itajaí, cidade do litoral norte de Santa Catarina. Foi campeão do Campeonato Catarinense em 1938 e pertencia à Companhia Itajaiense de Phosforos. Na época, a palavra fósforo era escrita com “ph” no lugar do “f”. Daí o porquê da sigla “CIP”. O CIP tinha como cores o vermelho e o preto. Fundado em 27 de outubro de 1936 e desativado em 1944.

Para chegar à final do Campeonato Catarinense de 1938, o CIP foi campeão da fase regional do Vale do Itajaí e, na etapa estadual, eliminou o Avaí, de Florianópolis, na semifinal. Venceu a primeira partida por 4-0, depois perdeu por 2-3 e, no jogo-desempate, ganhou por 3-2.

A decisão, disputada em 16 de abril de 1939, foi contra o Atlético de São Francisco do Sul, vencida pelo CIP por 2-0. O time campeão tinha: Geninho; Lico e Humaitá; Fateco, Humberto e Soto; Vitório, Couceiro, Pavan, Nanga e Armando.

Jogador Soto, campeão pelo CIP em 1938

A edição de 1938 do Campeonato Catarinense foi a única que o CIP disputou em sua história.

Fonte: Acervo Fernando Alécio/ Wikipédia