Arquivo da categoria: Carências

Categoria criada a fim de listarmos aquilo que nos falta informações. E assim, quem sabe; finalmente conseguirmos eliminá-los de nossa lista!

Grande Rio Bréscia Clube Ltda. – Magé (RJ): Diversas participações na Segundona Carioca

O Grande Rio Bréscia Clube Ltda. é uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O ‘Cigano’ foi Fundado no dia 1º de maio de 1982, com o nome de Associação Desportiva Grande Rio, clube amador da cidade de Magé, na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro.

Em 1999, após um racha entre os sócios, Énio Faria, um dos investidores, daria origem ao Centro de Futebol Rio de Janeiro, clube filiado à Ferj, sediado em Piabetá, que disputa todas as competições de base e se profissionalizou em 2010.

De outro lado, Nilson Gonçalves e alguns outros sócios preferiram dar seqüência ao trabalho que já era feito pelo Grande Rio. No mesmo ano tiveram início os contatos com dirigentes do Brescia Calcio, da Itália. As conversas evoluíram e proporcionariam um interessante convênio.

O clube europeu enviaria material esportivo, forneceria apoio logístico e daria a sua chancela para a abertura de escolinhas, além de permitir o uso de sua marca. Em contrapartida, o clube brasileiro enviaria cinco atletas por temporada para prolongados períodos de testes que variavam de 30 a 90 dias.

Aprovados, os jogadores seriam admitidos no clube. A proposta sedutora foi aceita e funcionou como ponto de partida para a profissionalização do Grande Rio, que adotaria novo nome já na temporada seguinte: Grande Rio Brescia Clube Ltda.

O convênio garantiu tranqüilidade e fartura ao Grande Rio durante o período de vigência, que teve fim em 2005 e não foi renovado por conta de mudanças administrativas no comando do clube europeu. Nada faltou ao time de Magé neste período:

Recebíamos generosas remessas anuais de material esportivo oficial deles, que vinha diretamente da Itália. Da última vez, em 2005, a Receita Federal apreendeu tudo, achando que eram produtos contrabandeados e tivemos que ir lá no porto para apresentar a documentação e mostrar que era tudo legal“, diverte­se Nilson, diretor de futebol, que buscou no armazém do cais trezentos pares de chuteira, duzentos de tênis, inúmeras camisas para jogo e treino, além de calções, bolas e meiões.

Hoje, mesmo encerrada a parceria, o clube ainda tem autorização para utilizar nome, escudo e uniforme do ex-­parceiro. De acordo com Nilson, o que terminou foi o conjunto de responsabilidades mútuas que o convênio exigia, e que era separado do acordo de utilização das marcas, mas as relações entre os dirigentes das duas equipes ainda seriam boas:

Sou uma espécie de representante deles aqui no Brasil. Sempre que precisam de alguma coisa, entram em contato comigo“, garante Nilson, que trabalhou no futebol do Vasco por 26 anos e tem uma privilegiada carteira de contatos do esporte. Foi a partir dela que surgiu o clube ítalo-brasileiro de Magé.

As relações políticas e a falta de recursos criaram um problema de identidade ao Brescia, que não tem uma praça de esportes própria e manda partidas em diversos lugares a cada temporada. Em 2007, jogou no Estádio Luso-brasileiro, na Ilha do Governador, e no Estádio do Trabalhador, em Resende.

Equipe posada do Bréscia de 2007

No ano anterior, um convênio com o Centro Real levaria o time a jogar em Porto Real, cidade do Sul Fluminense. Em 2008, jogou as partidas em que deteve o mando de campo no Estádio Romário Faria, o Marrentão, em Duque de Caxias.

Até mesmo o uniforme do clube causa confusão. No campeonato de 2008, o clube ia a campo com a camisa oficial do Brescia Calcio. Posteriormente, patrocinado pela montadora Peugeot Citröen, utilizou um uniforme azul sem um escudo que identificasse a equipe.

Em 2009, para a disputa do Campeonato Estadual da Segunda Divisão de Profissionais, o Bréscia passa a mandar os seus jogos em Queimados, no estádio Júlio Kengen, do Queimados Futebol Clube, de acordo com uma parceria fechada com a prefeitura local.

A cidade de Queimados, na Baixada Fluminense, seria a nova casa do Grande Rio Bréscia Clube para a disputa do Campeonato Estadual da Série B. O clube teria o apoio da prefeitura e de outro antigo clube da cidade que chegou a integrar o profissionalismo na Terceira Divisão Estadual de 1997: o Queimados Futebol Clube.

Por conta do convênio, o Bréscia fez uma alteração no seu contrato social para jogar com a nova denominação: Queimados Futebol Clube. O clube passou a jogar suas partidas no Estádio Júlio Kengen e adotou o preto e o branco do Queimados como suas cores.

Recebe no mesmo ano diversos jogadores do Duque de Caxias Futebol Clube, que não seriam aproveitados no Campeonato Brasileiro da Série B. Tal medida deve ter desmotivado os atletas, pois o clube fez péssima campanha no Carioca da Segunda Divisão.

Ainda na primeira fase do campeonato, a FFERJ invalidou a nova nomenclatura. Por conseguinte, a parceria com a cidade de Queimados foi desfeita. O clube volta a se chamar Bréscia e a usar o antigo uniforme.

A campanha no campeonato da Segunda Divisão é bastante ruim e o time acaba tendo que disputar uma espécie de torneio da morte, o chamado Grupo X, para escapar do rebaixamento.

Contudo, a agremiação declina da disputa e, automaticamente, termina rebaixada à Terceira Divisão de 2010. O Bréscia é presidido por Nílson Gonçalves, por anos funcionário do Club de Regatas Vasco da Gama, que também fez parte da diretoria do Duque de Caxias Futebol Clube enquanto Eurico Miranda o apoiou.

Entre 2010 e 2011, o Bréscia permanece licenciado das competições esportivas profissionais. Em março de 2011 envia um ofício comunicando à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) que mudou a sua sede administrativa para o bairro carioca de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

FONTES: FutRio – Wikipédia – Arquivo Pessoal

FOTO: Paulo Roberto Rodrigues

Rodoviário Piraí Futebol Clube – Piraí (RJ): Participou de 10 edições da Terceirona Carioca

O Rodoviário Piraí Futebol Clube é uma agremiação do Município de Piraí (RJ). O “Periquito da Serra” foi Fundado na quarta-feira, do dia 06 de junho de 1956, por caminhoneiros, que faziam paradas no Posto de Gasolina Nacional, juntamente com funcionários do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, seu primeiro nome foi Esporte Clube Rodoviário.

Mandando os seus jogos no Estádio Ênio Simões (próprio), com capacidade para 3.500 pessoas, debutou no futebol profissional em 1994, disputou o Campeonato Carioca da Terceira Divisão, quando passou a se chamar Rodoviário Futebol Clube.

Em 1997, chegou perto de levantar a taça, ao ficar como vice-campeão da Copa Rio. No ano seguinte (1998), após um plebiscito realizado na cidade, trocou para o nome atual: Rodoviário Piraí Futebol Clube.

Mascote do Rodoviário Piraí F.C.: "Periquito da Serra"

Atualmente se encontra desfiliado da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) pelo motivo de seu departamento de futebol profissional estar inativo há 14 anos.

O Rodoviário Futebol Clube já chegou a jogar contra grandes clubes, como por exemplo, contra o Vasco da Gama no empate em 1 a 1, e contra o Fluminense na derrota por 4 a 0, na segunda passagem do técnico Carlos Alberto Parreira pelo clube rival.

No ano de 2001 encerra-se a briga entre o presidente do Rodoviário FC, Sebastião de Abreu, o Mucaca, e o, na época prefeito e atual governador do Estado do Rio de Janeiro, Luís Fernando de Souza, o Pezão.

O clube era o maior prejudicado, porém o prefeito prometeu no acordo, reformar os vestiários, aumentar o vão da arquibancada, além de voltar a patrocinar o time no Campeonato Carioca da Segunda Divisão, com o valor de R$ 30 mil reais. No entanto, até hoje as promessas não foram cumpridas. O Rodoviário disputou a Terceirona até 2003 quando se licenciou até hoje.

O Município de Piraí fica localizado na região Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A sua população é de 26.309 habitantes segundo o Censo do IBGE/2010. Está a 89 km da capital do Rio de Janeiro.

XX
FONTES: Wikipédia – Arquivo Pessoal

Centro Sportivo Maruinense – Maruim (SE): Fundado em 1917

O Centro Sportivo Maruinense, mais conhecido como CSM, é uma agremiação do Município de Maruim (SE). O Alvinegro foi Fundado no dia 03 de abril de 1917, começou com o nome de Socialista Sport Club, entretanto alterou no fim dos anos 60 para Maruinense, tentando mais identidade. Como títulos, tem o Campeonato Sergipano da Segunda Divisão (Série A-2) de 2003. Maruim é um município que fica a 30 km da capital Aracaju. Fundado em 5 de maio de 1854, fica situado no Leste Sergipano, e conta com uma população com 16.338 habitantes, segundo o IBGE/2010.

O Socialista começou disputando campeonatos no início dos estaduais, sempre representando a cidade de Maruim no futebol, assim como o extinto Ipiranga mais tardiamente, mas não conseguindo conquistar títulos de expressão em sua longa trajetória, assim ao fim dos anos 60 sendo substituído pelo nome e pelas cores do Maruinense, nascendo então o Fantasminha Camarada.

Em 1970 disputou o 1º campeonato com o novo nome, e em 1972 ficou no 6° lugar na competição. Disputava as competições com grande regularidade, sendo que em 1984 ficou sem disputar o estadual.

No ano de 1988 conseguiu sua maior campanha, ficando em 3° lugar no torneio com chances de se sagrar campeão na última rodada do hexagonal final, porém acabou sendo goleado pelo Confiança por 3 x 0 em Aracaju e perdeu a maior chance da sua história de ser campeão.

Time de 1991

Com os anos 90 começou o seu declínio, porém em 1994 teve um time em que se destacaram jogadores como Adilso Sergipano, Gilmar, Carlinhos, Cabelo, Esquerdinha, Clodoaldo, Jay, Pedro Aruba, Cureu, Miltinho, Cleibson Ferreira (Hoje treinador) e Ozeias (Destaque do Palmeiras e Atlético PR nos anos 90) etc. Porém o clube mais uma vez bateu na trave. Em 1994 também estreou na Série C do Brasileirão e por pouco não conseguiu subir para a Série B, ficando em 8° lugar no geral.

Em 1995 disputou a Série C novamente, mas dessa vez sem o mesmo sucesso do outro ano, ficando na modesta 102° posição. Em 1998 foi rebaixado, mas voltando novamente no ano 2000, porém em 2001 foi novamente rebaixado para o segundo escalão. Em 2003 conseguiu o seu primeiro título, a A-2 de Sergipe ao vencer o Propriá por 2 x 1 nos pênaltis após 0 x 0 no tempo normal no Batistão.

Durou na elite até 2005, quando foi o lanterna do campeonato. Disputou a A-2 em 2006, 2007, 2009 e 2011, mas longe de conseguir o acesso ao primeiro escalão sergipano.

Em 2013 o clube acertou do jovem zagueiro Jemenson Da Silva Morais, conhecido como “CAJU”, o zagueiro tem 17 anos, o presidente Manoel Rodrigues falou que essa é a aposta do clube para Serie A-2 do Sergipano, o Presidente falou em poucas palavras, “é novo só na idade porque em campo parece um Thiago Silva do PSG da França”.

 

FONTES: Wikipédia – Blog Regivaldo Portugal Craques do Futuro

São Luiz Futebol Clube – São Luís de Montes Belos (GO), novo escudo!

São Luiz Futebol Clube é uma agremiação da cidade de São Luís de Montes Belos (GO). O ‘Galo da Montanha’ foi Fundado em 1953, tem a sua Sede na Rua Rio Vermelho, 391, no  Bairro Vila Eduarda, em São Luís de Montes Belos.

São Luiz FC participou do Campeonato Goiano da 1ª Divisão em três oportunidades: 19631964 e 1970. Já no Estadual da Série B, foram quatro participações: 1991 (8º lugar)1992 (5º lugar)1993 (3º lugar) 1996 (2º lugar).

‘Galo da Montanha’ debutou no Campeonato Goiano da 1ª Divisão de 1963, e fez uma campanha regular. No entanto, na temporada seguinte, o time não conseguiu se manter na elite, terminando na 12ª e última colocação, com 10 pontos em 22 jogos (quatro vitórias, dois empates e 16 derrotadas; marcando 21 gols e sofrendo 55).

O retorno aconteceu em 1970, com uma boa campanha. O São Luiz FC terminou na 9ª posição (foram 23 jogos, com 16 pontos: três vitórias, dez empates e dez derrotas; assinalando 19 gols e sofrendo 33 tentos).

Em 1971, a Federação Goiana de Futebol (FGF), criou o Torneio Classificatório para definir as equipes que disputaram o Campeonato Goiano da 1ª Divisão daquele ano. O São Luiz FC caiu no Grupo com Jataiense e Rio Verde, e apenas o campeão se classificaria. E acabou em 2º lugar, atrás do Jataiense que venceu os quatro jogos.

Fontes: Livro ‘Arquivos do Futebol Goiano’, de autoria de João Batista Alves Filho – Rsssf Brasil – Wikipédia

Oriente Football Club, de Vila Prudente – São Paulo (SP): Fundado em 1914

O Oriente Football Club foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). A Sede social ficava na Rua Cavalheiro Pamphilio Falchi (atual: Rua Carlos Muller, na esquina da Rua Indaiá), em Vila Prudente. O Alvirrubro foi Fundado em 1914, pelo Sr. Paulino Del Nero que também foi seu 1º presidente.

SEDES & CAMPOS

Na época de guerra, o Oriente perdeu seu campo devido às manobras que se faziam, principalmente os cavalos que ficavam no local trazidos pelos soldados. Provisoriamente montaram outro campo, na Rua Cavour que foi gentilmente cedido por Dona Luiz Ugatti Lucio a “Gijona” e assim durante muito tempo aquele campo ficou conhecido como “Campo da Gijona“.

Mais tarde construíram um novo campo na área do Mato do Caetano (atual Quinta das Paineiras), na confluência das Ruas atuais Maria Daffré, Igaratá e Pindamonhangaba.

Neste local permaneceu até 1928 com o arruamento da Quinta das Paineiras, o campo foi transferido para a Rua da Paz (atual Rua Coelho Neto) onde ficou ate 1934.

UNIFORMES

O uniforme era composto de camisas brancas com golas e punhos vermelhos, os calções brancos e meias vermelhas e havia um outro uniforme que era listrado e nas mesmas cores. O primeiro técnico foi o Sr Ângelo Barbagalo, o massagista era o Sr Francisco Corsato e o juiz era o Sr José Dirola.

CRAQUES DO ORIENTE F.C.

Pelo Oriente passaram grandes craques do futebol daqueles tempos. Era hábito, quando de disputas importantes “laçar” jogadores da divisão especial, para reforçar seus quadros, pois todos eram amadores e assim sendo o reforço era necessário em dias de jogos importantes ou em comemorações de grande estilo, não como menosprezo pelos jogadores mas pela “raça” de poder ganhar o jogo, o que era sempre motivo de grande festa, com repercussão até no centro de São Paulo e nos grandes clubes de São Paulo.

Vários jogadores passaram pelo Oriente como: Pinheiro do Palestra; Amílcar do Corinthians; Lagreca do Palestra; Fritoli do Internacional; Rueda do Paulistano; e outros. Mas também ótimos jogadores de Vila Prudente e que faziam o Oriente terem seus nomes gravados na fama foram; Caetano Saluti, Mario Predomo, Vital Predomo, Mario Capucci, Vicente Peres (foi do Corinthians), Antonio Sartori, Izaltino Xavier, Aquiles Lombardi, Raul Pierroti, Vitorino Chiereghim, Gabriel dos Santos, José Daidone, Antonio Corsato “Tonhão”, Francisco Corsato “Chicão”, Juio Vilches, Fernando Rago “Firma”, Orlando Rago e Armando Rago “Mandú” e muitos outros.

TRÊS PARTICIPAÇÕES NA SEGUNDONA PAULISTA

O Oriente Football Club participou do Campeonato Paulista da Terceira Divisão de 1924. Depois disputou três edições do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, em 1929, 1930 e 1931.

 

FONTES: O Bairro de Vila Prudente: Sua História, de Mário Ronco Filho –  Almanaque do Futebol Paulista de 2001 – Livro Os Esquecidos – Arquivo do Futebol Paulista

 

Jabaquara Futebol Clube – Vitória (ES): Escudo e uniforme

O Jabaquara Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Vitória (ES). Apesar da escassez de informações, vale a pena apresentar esta agremiação capixaba, que teve seu auge na década de 60. Situado no Bairro de Gurigica, o clube Alvianil disputou o Campeonato Capixaba da Segunda Divisão em 1957, 1958 e 1959. Participou de três edições da Elite do Futebol do Espírito Santo: 1960, 1961 e 1962.

No Campeonato Capixaba da 1ª Divisão de 1960, terminou na 10ª e última colocação (18 jogos, com uma vitória, seis empates e 11 derrotas; marcando 20 gols e sofrendo 48). No Campeonato Citadino de Vitória de 1961, também ficou na última  posição, num total de dez clubes (18 jogos, com três vitórias, três empates e 12 derrotas; marcando 19 gols e sofrendo 41).

FONTES: Rsssf Brasil

Sociedade Sportiva Linhas e Cabos – São Paulo (SP): Três edições na Segundona Paulista

A Sociedade Sportiva Linhas e Cabos foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado dia 17 de Setembro de 1920, por funcionários do setor de instalação e manutenção dos cabos elétricos da Companhia Light: a Light & Power (atual: AES Eletropaulo).

PRAÇA DE ESPORTES

O seu primeiro campo, nos anos 20, ficava localizada na Rua Glycerio, nº 24. Na década seguinte a sua da Praça de Esportes passou para a Avenida do Estado, nº 10. Ambos ficavam no Bairro Várzea do Glicério ou Baixada do Glicério – Centro de São Paulo (SP).

CORES

Na sua primeira década de existência (anos 20), as suas cores era o vermelho e branco recebendo a alcunha de “Vermelhinhos“. Já em meados da década de 30, o clube com a nomenclatura aportuguesada (Sociedade Esportiva Linhas e Cabos) alterou as cores para alvinegro, sendo chamado diversas vezes como “Alvi-preto“.

SEVERINO GRAGGIANI: ‘O idealizador do 1º Jogo Noturno’

Falar da história de quase duas décadas e meia da Sociedade Sportiva Linhas e Cabos sem mencionar o nome do presidente Severino Rômulo Graggiani seria ignorar um fato histórico para o futebol paulista e quiçá brasileiro.

O fato de uma das alcunhas do clube ser chamado de o “Bando do interventor Severino” ou deste nobre homem ter até hoje um busto na Praça Charles Miller, diante do Estádio do Pacaembu, diz que Severino Rômulo Graggiani teve um papel de destaque.

Ele foi o idealizador e responsável pelo 1º jogo noturno realizado em São Paulo. A história começou em 1923. Era véspera de São João. As fogueiras ardiam em muitos quintais e os balões pontilhavam o céu ofuscando as estrelas.

Mas não era só em função disto que o Cambuci estava mais iluminado que de costume, naquela noite fria de sábado, no dia 23 de junho de 1923. Algo de novo acontecia: 22 homens disputavam uma bola de capotão marrom em um campo rodeado por refletores acesos (sob a iluminação dos faróis de 20 bondes). Tratava-se do primeiro jogo de futebol noturno iluminado por luz elétrica.

A idéia partiu de Severino Rômulo Gragnani, funcionário da Light e membro da Sociedade Esportiva Linhas e Cabos, clube pertencente aos empregados da companhia canadense. Os próprios jogadores se encarregaram de instalar dez projetores de mil watts cada nas laterais do campo, a uma altura de 16 pés, e dois refletores com 10 lâmpadas de cento e 50 watts em cada uma das extremidades, a uma altura de 25 pés.

Falecido em 1951, Severino Rômulo Gragnani foi postumamente homenageado – treze anos depois (1964), um busto de bronze, assentado sobre uma coluna de pedra, foi solenemente inaugurado na lateral esquerda do portão principal do estádio do Pacaembu.

Por ironia, os lightianos apenas puderam comemorar o pioneirismo: a partida terminou com a vitória da Associação Atlética República por 2 a 1, na Praça de Esportes, na Rua Glycerio, nº 24, em Várzea do Glicério, no Centro de São Paulo.

Um segundo jogo noturno foi realizado na véspera do natal de 1923, e nele verificou-se novamente um problema já ocorrido na primeira disputa: quando a bola, marrom (couro natural), saía dos focos de luz, ficava difícil encontrá-la.

No embate seguinte, ocorrido em 12 de janeiro de 1924, um anônimo componente da S. E. Linhas e Cabos deu uma ideia consagradora: pintar a bola de branco (Por motivos desconhecidos, não se encontra até hoje o resultado dessas duas partidas).

Busto de Severino Graggiani, na Praça Charles Miller, em frente do Pacaembu

TRÊS EDIÇÕES NA SEGUNDONA PAULISTA

Em 1926, se filiou na Liga de Amadores de Football (LAF). Após um desentendimento com a LAF, a SS Linhas e Cabos acabou sendo excluída. Assim, em julho de 1927, a SS Linhas e Cabos se filiou a Associação Paulista de Esportes Athleticos (APEA).

Durante esse período, o clube participou de três edições do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, nos anos de 1926, 1932 e 1933. A Sociedade Sportiva Linhas e Cabos sobreviveu até abril de 1943 quando encerrou suas atividades devido a despesas e diminuição de seus sócios, o que tornava inviável a sua manutenção.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

Até 1939, o clube seguia sendo chamado de Sociedade Sportiva Linhas e Cabos. A Associação Atlética Light & Power, Fundada em Março de 1930, já existia. Tendo, inclusive, enfrentado a SS Linhas e Cabos, no dia 11 de março de 1937, em comemoração pelo sétimo aniversário da AA Light & Power. Em resumo, até 1939, não encontrei nenhum indício de que as duas equipes se fundiram.

Time base de 1926: Adolpho; Zupallo e Ismenio; Gernymo, Vieira e Canhoto; Antonio, Perillo, Francisco, Pastoril e Albano.

Time base de 1937: Jaguaré; Zezé e Chaney; Messias, Maneco e Landé; Filó, Tito, Francisquinho, Pancini e Sebastião.

 

 FONTES: Almanaque do Futebol Paulista de 2001, de autorias de Jorge Farah Neto e Rodolfo Kussarev Jr. – São Paulo Minha Cidade – Correio de São Paulo – Correio Paulistano