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Escudo raro de 1931: Campinas Futebol Clube – Campinas (SP)

Por Sergio Mello

O Campinas Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). O Tricolor Vilenseou “Moleque Apeanofoi fundado na segunda-feira, do dia de 7 de setembro de 1929, por um grupo de desportistas do bairro da famosa Vila Industrial, onde o clube possuía a sua Sede social.

Seu 1º Presidente foi o Sr. Francisco Muniz Pacheco. Já os seus fundadores do Campinas Futebol Clube foram os seguintes: Adolpho Bonturi, Afonso Guarulhos, Álvaro Urbano, Antônio Ferreira, Antônio Bento Gonçalves, Dino Bonturi, Firmino Gomes, Guido Bonturi, José Tavil e o esportista Elegância.

O Tricolor Vilense fazia contra o Guarani Futebol Clube o famoso Derby Campineiro”. Já Guarani FC x AA Ponte Preta é o clássico máximo do futebol de Campinas até os dias de hoje.

Dentre suas principais conquistas, destacamos: Campeão da Terceira Região da APEA em 1931, Campeão da Série Campineira (Campeonato de Campinas de Futebol da 1ª Divisão) de 1934 e Campeão do Torneio Início da Liga Campineira de Futebol em 1935 e 1937.

O Campinas Futebol Clube seguiu a sua jornada nas décadas de 40 até 70, quando encerrou suas atividades devido a problemas financeiros. Após meio século o simpático “Moleque Apeanoainda deixa saudades.

FOTO: Acervo de Moisés H G Cunha

FONTES: A Gazeta (entre 1931 e 1932)

Sociedade Esportiva Gisela – São Caetano do Sul (SP)

A Sociedade Esportiva Gisela é uma agremiação da cidade de São Caetano do Sul, na Zona Sudeste da Grande São Paulo, que fica a 13 km da capital do estado, conta com uma população de 161.127 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2019.  

Fundado na sábado, do dia 10 de outubro de 1953, por um grupo de desportistas do bairro Boa Vista. A sua Sede social, fica situado na Rua Sebastião Diogo, nº 99, no bairro Boa Vista, em São Caetano do Sul/SP.

Logo após a sua fundação, o clube foi incluído no álbum de figurinhas da firma Morcilo & Bisquolo, editado por volta de 1955. Ο jornalista Edèlcio Cândido, do Diário do Grande ABC, contou a história do Gisela em 1977 e lembrou de seus grandes feitos: campeão da Segunda Divisão de São Caetano em 1954, campeão amador da cidade, em 1958 e 1975 e campeão da Copa Di Thiène em 1976.

Foto: acervo de José Pires Maia “Zezé”

O time que aparece no álbum do pesquisador Moacyr Antonio Ferrari, de Mauá, é o seguinte, seguindo a antiga formação tática 2-3-5: Zinho; Orion e Cananéia; Bonato, Marcos e Guerreiro; Narciso, Adolfo, Tom Mix, Geraldo e Três Potes.

Destes 11, dois jogadores aparecem na seleção do Gisela descrita por Edélcio: Adolfo e Narciso. Os outros grandes jogadores do Gisela em todos os tempos: José de Sá (jogador símbolo), Nelsinho, Cacetão, Rosinha, Nivaldo, Ditinho, Chico Parra, Boca, Orion e Salgado. O primitivo – nome do Gisela era Sociedade Esportiva Gisela. Em 1973, alterou para Centro Esportivo Recreativo Gisela.

Artes: escudo e uniforme Sérgio Mello

FONTES: Facebook – álbum de figurinhas da firma Morcilo & Bisquolo – Jornal Diário do Grande ABC – Álbum publicado em 1977 pelo Diário do Grande ABC

Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919: Brasil conquista seu 1º título no continente

BRASIL CAMPEÃO

Por: Sérgio Mello

Após ter sido realizado na Argentina (1916) e Uruguai (1917), respectivamente, a 3ª edição do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919, aconteceu no Brasil. Na realidade a competição deveria ter acontecido um ano antes, porém devido a epidemia mundial de gripe espanhola adiou em um ano. A doença vitimou mais de 50 milhões de pessoas pelo mundo, só no Brasil matou mais de 35 mil.

URUGUAI VICE-CAMPEÃO

Para fazer bonito, o Estádio da Rua Guanabara (atual Estádio das Laranjeiras e de propriedade do Fluminense), foi construído para o torneio, com capacidade para 25 mil torcedores, na época era o maior estádio das Américas. Localizado na Rua Guanabara, atual Rua Pinheiro Machado, no bairro das Laranjeiras, situado na Zona Sul do Rio/RJ.

ARGENTINA 3º LUGAR

O torneio contou com a participação de quatro países: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. O regulamento simples, todos contra todos e aquele que somasse mais pontos ficaria com o título.

CHILE 4º COLOCADO

Brasil estreia com goleada

Na tarde de domingo, às 15 horas, do dia 11 de maio de 1919, a Seleção Brasileira não tomou conhecimento e goleou o Chile pelo placar de 6 a 0, no Estádio das Laranjeiras, que estava lotado. Os gols foram assinalados por Haroldo, uma vez; Neco, duas vezes e Arthur Friedenreich, que balançou as redes em três oportunidades.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Gallo; Menezes, Neco, Arthur Friedenreich, Haroldo e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Chile: Guerrero; Gatica e Poirier; Baez, Baeza e Gonzalez; Fuentes, Dominguez, Francia, Muñoz e Varas.     

Seleção Brasileira conquistou primeiro grande título no Campeonato Sul-Americano de 1919, sediado no Estádio de Laranjeiras

Segundo jogo e nova vitória

A segunda partida, aconteceu na tarde de domingo, às 15h30min., do dia 18 de maio de 1919, quando o Brasil bateu a Argentina por 3 a 1, novamente com o Estádio das Laranjeiras estava abarrotado. Os gols da partida, foram assinalados por Heitor, Amílcar e Millon para os brasileiros e Carlos Izaguirre fez o de honra para “Los Hermanos”. O árbitro da partida foi o uruguaio A. Minoli.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Fortes; Millon, Heitor, Arthur Friedenreich, Neco e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Argentina: Isola; Castagnola e Reys; Mattozzi, Uslenghi e Martin; Calomino, Laiolo, Clarke, Izaguirre e Perinetti.

EM PÉ (esquerda para a direita): Píndaro, Sérgio Pires, Marcos de Mendonça, Fortes, Bianco e Amílcar;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo.  

Brasil e Uruguai ficam no empate

Brasileiros e uruguaios venceram os seus dois jogos e se enfrentaram para definir quem ficaria com a taça! De um lado, a Celeste lutando pelo seu 3º título e do outro, a Seleção Canarinho buscando uma inédita conquista.

Na tarde de sábado, às 15h30min., do dia 25 de maio de 1919, bola rolando e o que se viu foi uma partida truncada e muito disputada. Final de jogo e o empate em 2 a 2, no Estádio das Laranjeiras (adivinha? Casa cheia!). O árbitro foi o chileno R. L. Todd.

Nos 18 primeiros minutos houve uma grande superioridade dos uruguaios que abriram dois gols com Isabelino Gradín e H. Scarone. Com o desenrolar da peleja o Brasil conseguiu reequilibrar a partida. Mas foi no segundo tempo, que a Seleção Canarinho voltou com tudo, chegando ao empate com dois gols de Neco.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Fortes; Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Uruguai: Saporiti; Varella e Foglino; Vauzzino, Zibecchi e Nagun; H. Scarone, Carlos Scarone, Carlos, Gradin e Maran. Técnico: Severino Castillo.

Reunião definiu o jogo-extra

Após o resultado, no período da tarde e começo da noite, os Srs. Hector Gomes, presidente da Confederacion Sudamericana, B. Pereyra e R. Mibelli, delegados uruguaios, tiveram uma conferência com a diretoria e membros da comissão terrestre da Confederação Brasileira, tendo ficado resolvido:

a) desempatar o Campeonato Sul- Americano na próxima quinta-feira, 29 do corrente;

b) começar a prova ás 2 horas da tarde em virtude das prorrogações que podem ir até 3 horas, de acordo com o regulamento;

c) propor o Sr. J. Barbera, juiz argentino, para servir no desempate.

EM PÉ (esquerda para a direita): Sérgio Pires, Fortes, Millon, Bianco, Marcos de Mendonça, Neco, Píndaro, Amílcar, Heitor, Arnaldo e Arthur Friedenreich.

Jogo-extra e prorrogação: veio o título inédito para o Brasil

 Apesar do Brasil ter um saldo melhor (8 a 3), o regulamento previa nesse caso, um jogo-extra e, se persistisse o empate: prorrogação. Então, na tarde de quinta-feira, às 14 horas, do dia 29 de maio de 1919, Brasil e Uruguai voltaram a campo para definir o campeão.

Após 150 minutos (com direito a duas prorrogações), o Brasil superou o desgaste físico e bateu o Uruguai por 1 a 0, ficando com o inédito título do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919.

A partida terminou empatado em 0 a 0. Veio a prorrogação e um novo empate sem ninguém ter balançado as redes. Aí veio a 2ª prorrogação! Não precisa ser um gênio para deduzir o nível absurdo de esgotamento físico e emocional dos dois lados.  A partir daí o que restou foi a famosa frase: “Coração na ponta da chuteira”, a Seleção Brasileira foi para cima.

Aos 2 minutos do primeiro tempo da segunda prorrogação saiu o gol do Brasil. Neco avança pelo lado esquerdo e dá excelente lançamento para Arthur Friedenreich, que muito bem colocado, chutou firme a meia-altura, sem chance para o arqueiro uruguaio Cayetano Saporiti, que viu a bola morrer no fundo das redes.

Um baixinho invocado, de pele escura, olhos caros, filho de funcionário público e com mãe negra aproveitou a situação para anotar o gol do título brasileiro: Arthur Friedenreich, nascia ali o 1º herói do futebol brasileiro, para o delírio de 27.500 torcedores presentes no Estádio das Laranjeiras.

Artilharia foi verde e amarela

Os brasileiros Arthur Friedenreich e Neco foram os artilheiros do Campeonato Sul-Americano de 1919, com quatro gols cada um. Além da dupla outros quatro brasileiros também deixaram a sua marca na competição: Haroldo, Heitor, Amílcar e Millon, com um gol cada.

EM PÉ, NA PARTE ACIMA (esquerda para a direita): Bianco, Píndaro, Sérgio Pires, Píndaro, Amílcar e Fortes;  
EM PÉ, NA PARTE ABAIXO (esquerda para a direita): Marcos de Mendonça, Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo.  

Curiosidades pós-jogo

Após o apito final da partida, apesar dos esforços empregados pelos policiais não conseguiram evitar que os torcedores brasileiros invadissem o gramado para carregar nos ombros os jogadores brasileiros pelo inédito título.  

A Taça Rio Branco foi oferecida pelo Ministro do Exterior, o Dr. Domício da Gama, fez a entrega ao Dr. Arnaldo Guinle, presidente da Confederação Brasileira de Desportos, uma rica e artística taça destinada ao campeão.

Preços durante a competição: o valor da arquibancada estava 5$000 (cinco mil réis) e a geral 3$000 (três mil réis). A cerveja 1$300 (um mil e trezentos réis); água mineral 1$000 (um mil réis); soda 600 réis e guaraná 800 réis. Os Bondes que levaram a maioria dos torcedores custavam 200 réis.

Tabela dos jogos do Sul-Americano de 1919

1ª Rodada:

Domingo, 11 de maio, às 15 horasBrasil6X0ChileEstádio das Laranjeiras
3ª-feira, 13 de maio (feriado), às 14 horasUruguai3X2ArgentinaEstádio das Laranjeiras

2ª Rodada:

Sábado, 17 de maio, às 14 horasUruguai2X0ChileEstádio das Laranjeiras
Domingo, 18 de maio, às 15h30min.Brasil3X1ArgentinaEstádio das Laranjeiras

3ª Rodada:

5ª-feira, 22 de maio, às 15h30min.Argentina4X1ChileEstádio das Laranjeiras
Domingo, 25 de maio, às 15h30min.Brasil2X2UruguaiEstádio das Laranjeiras

Jogo-Extra:

5ª-feira, 29 de maio, às 14 horasBrasil1X0UruguaiEstádio das Laranjeiras

BRASIL        1        X        0        URUGUAI

LOCALStadium da Rua Guanabara, no bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio/RJ
CARÁTERFinal do Campeonato Sul-Americano de 1919
DATAQuinta-feira, do dia 29 de maio de 1919
HORÁRIO14 horas (de Brasília)
RENDANão divulgado
PÚBLICO27.500 pagantes
ÁRBITROJuan Pedro Barbera (ARG)
AUXILIARESErnesto Matozzi (ARG) e Armindo Castagnola (ARG)
BRASILMarcos de Mendonça (Fluminense); Píndaro (Flamengo) e Bianco (Palestra Itália, atual Palmeiras); Sérgio Pires (Paulistano-SP), Amílcar (Corinthians) e Fortes (Fluminense); Millon (Santos), Neco (Corinthians), Friedenreich (Paulistano), Heitor (Palestra Itália-SP) e Arnaldo (Santos). Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.
URUGUAICayetano Saporiti; Manuel Varela e Alfredo Foglino; Rogelio Naguil, Alfredo Zibechi e José  Vanzzino; José Pérez, Héctor Scarone, Angel Romano, Isabelino Gradín e Rodolfo Marán. Técnico: Severino Castillo.
GOLArthur Friedenreich, aos 2 minutos (Brasil), no 1º Tempo da segunda prorrogação.

Classificação Final do Sul-Americano 1919

PAÍSESPGJVEDGPGCSG
BRASIL74311239
Uruguai54211752
Argentina2312770
Chile03311211

Elenco da Seleção Brasileira no Sul-Americano de 1919

ATLETASCLUBES
Marcos de MendonçaFluminense F.C. (RJ)
Píndaro de CarvalhoC.R. Flamengo (RJ)
Bianco GambiniS.S. Palestra Itália (SP)
Sérgio PiresC.A. Paulistano (SP)
Amílcar BarbuyS.C. Corinthians Paulista (SP)
Fortes FilhoFluminense F.C. (RJ)
Adolpho MillonSantos F.C. (SP)
NecoS.C. Corinthians Paulista (SP)
Arthur FriedenreichC.A. Paulistano (SP)
Heitor DominguesS.S. Palestra Itália (SP)
Arnaldo SilveiraSantos F.C. (SP)
DyonísioC.A. Ypiranga (SP)
PalamoneA.A. Mackenzie College (SP)
LaísFluminense F.C. (RJ)
PicagiliS.S. Palestra Itália (SP)
MartinsSão Cristóvão A.C. (RJ)
CarregalC.R. Flamengo (RJ)
ArlindoAmerica F.C. (RJ)
HaroldoSantos F.C. (SP)
GalloC.R. Flamengo (RJ)
Luiz MenezesBotafogo F.C. (RJ)
JunqueiraC.R. Flamengo (RJ)


A Comissão Técnica composta por Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto convocaram 22 jogadores, todos o eixo Rio São Paulo: sendo 10 cariocas e 12 paulistas.

O clube mais cedeu jogadores foi o Flamengo com quatro atletas. Depois com três jogadores: Palestra Itália, Santos e Fluminense. Na sequencia, com dois atletas o Paulistano e o Corinthians. Com um jogador, cinco clubes: Botafogo, America, São Cristóvão, Mackenzie College e Ypiranga.

DESENHOS DOS ESCUDOS E UNIFORMES: Sérgio Mello

FOTOS: O Malho (RJ) – Arquivo Nacional – Vida Sportiva (RJ)

FONTES: CBF – Wikipédia – O Malho (RJ) – Vida Sportiva (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Correio da Manhã (RJ)

Sport Club Milionários de São João Clímaco – São Paulo (SP)

O Sport Club Milionários de São João Clímaco é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Sediado no bairro São João Clímaco, na Zona Sul de São Paulo (SP). Fundado na sexta-feira, do dia 23 de Julho de 1965, por dissidentes da SBR Copa Rio de São João Clímaco.

O nome escolhido foi sugerido pelo fundador Rosário Martinez, que faleceu dois dias depois, após um acidente de trânsito. Em sua homenagem resolveu por maioria de sócios fundadores acatar o nome de Sport Club Milionários de São João Clímaco.

contando na ocasião com muita simpatia e apoio financeiro de vários comerciantes do bairro de São João Clímaco, que através da colaboração no livro de ouro propiciaram ao clube uma arrecadação que permitiu a confecção de dois jogos de uniformes para a estreia oficial, bem como a compra de bolas, mala de remédios, rede etc.

Primeiro Jogo Oficial do 2° Quadro – Em pé: Manolo, Roberto, Paco, Fininho, Zezinho, Ari, Toninho, Dengo, Jurandir e Sr.Ivo. Agachados: Rino, Arlindo, Ricardo, Eduardo, Clayton, Orlando e Moka – 31/07/1965

1º Jogo e primeira vitória

O primeiro jogo oficial foi realizado na tarde de sábado, do dia 31 de julho de 1965, no campo do S.B.R. Copa Rio, contra o Linense F.C. (Ipiranga). A partida terminou empatada em 2 a 2, no Segundos Quadros, que estreava o uniforme azul celeste e vitória por 2 a 1, com a equipe principal que estreava o uniforme todo branco.

Primeiro Jogo Oficial do 1° Quadro – Em pé: Anacleto, Manolo, Sr. Ivo, Cuca, Janjão, Taubaté, Baianinho, Zelito, Aredio, Nelsinho, Nico, Italianinho, Joãozinho, Zé Português, Romeu, Roberto e Orestes – 31/07/1965

Após alguns anos, em outubro de 1968, o clube já havia conseguido obter junto aos órgãos públicos o tão sonhado e desejado campo de futebol, na Estrada das Lágrimas, onde hoje se situa a Travessa Mateus Coferati e os muros da prefeitura.

Milionários enfrentou o poderoso São Paulo

Foto original recuperada da partida entre Milionários X S.P.F.C. em 27 de Julho de 1969 – Em pé: Valter, Manolo, José Douglas Dallora, Zé Gago, Sérgio, Tadeu, Carlito, Fernando, Guiné, Paraguaio, Erasmo, Lima, Sérgio Valentim, Bataglia, Betinha, Wilsinho, Xará, Sr. Laudo Natel, Guilherme Teodoro Mendes, Sr. Tonico Castro e Rubão. Agachados: Roberto Castro, Sr. Ivo Uvina, Bié, Toninho, Toti, Lauro, Paulo Nani, Zé Português, Toninho II, Dinho, Baianinho, Carbone e Italianinho

Em 1969, o Milionários já gozava de prestígio no futebol amador. Para comemorar a data, o time realizou uma partida contra o expressinho do São Paulo F.C., no estádio dos Meninos F.C. (onde hoje é o Jardim Oriental no Largo do Rudge Ramos) no domingo, do dia 27 de julho de mil 1969.

A partida contou com a presença de vários jogadores profissionais e diretores do São Paulo F.C., entre esses estava presente o então atual presidente do clube na época, Laudo Natel. A comemoração foi vencida pelo São Paulo por 4 a 0, num evento que seria muito comentado nos meios desportivos.

Na década de 70, ficou mais de 40 jogos sem derrota

Entre os anos 1972/73, o quadro principal ostentou uma série invejável de 42 partidas invictas, resultando em um período de um pouco mais de um ano sem perder. O técnico dessa série invicta era o Lelo, pai do Canário, e o fim dessa série foi marcado por uma tarde infeliz aonde nada deu certo dentro das quatro linhas, o time que quebrou a invencibilidade foi um time sem prestígio na várzea naquela época, o Caloroil FC da Vila Carioca, que era uma equipe de uma distribuidora de combustível.

Nos anos 80, clube perde a sede social

Durante as décadas de 70/80, o clube contava com grande prestígio no bairro, perante a população, contando com o apoio dos comerciantes locais que eram em sua maioria associados ao clube. Eram oferecidos aos associados, além do futebol, outras atividades em nossas sedes sociais, como quadra de futsal.

No dia 5 de março de 1988, a administração de Jânio Quadros desapropriou a área para a construção de casas populares da Cohab, com o clube sobrevivendo a esse golpe, o S.C. Milionários passou a jogar em campos adversários, mantendo seu padrão de muito amor à camisa e muita união entre seus defensores.

Nova série: 32 jogos invictos

O Milionários em tempos passados, quando possuía seu campo, mantinha as seguintes atividades: equipe principal (primeiro e segundo quadro) aos sábados à tarde, dente de leite e dentão aos domingos de manhã, juvenil A e B, e veteranos A e B nos domingos à tarde, além de equipes de futebol de salão.
No fim dos anos 80, o primeiro quadro ostentou novamente uma boa série invicta, desta vez foram 32 partidas sem perder. A base deste time era composta pelo goleiro Hudson, na lateral direita o Canário, na zaga Mussarela, Wagnão e Picolé, na lateral esquerda Caipira e Ivan, volantes Jairo e Limão, na meia jogava o Nirão, e no ataque Mineiro e Nenê. O técnico deste time era o Erasmo. Todos os jogos dessa época foram fora de casa pois o clube havia perdido seu campo em 1988.

Clube segue firme e resgatando a sua história

Após alguns longos anos jogando apenas como visitante, em meados dos anos 90, o Milionários passou a jogar suas partidas no campo do Cerâmica, em São João Clímaco, aonde hoje se encontra o CÉU Meninos. O local se tornou a casa do Milionários até 2002 aproximadamente, quando o local foi reapropriado pela prefeitura para o início das obras do CÉU.

Pertinho dali, e na mesma época, a equipe de veteranos do clube jogava suas partidas de domingo de manhã no campo do Clube Esportivo e Recreativo São José em São Caetano do Sul, local aonde hoje se encontra o Centro de Treinamento de Atletismo.

Uma curiosidade é que durante os anos 90, tanto o primeiro quadro quanto o segundo eram muito fortes, e por esse motivo existia um confronto interno para disputar quem era o melhor time da época, sendo assim, sempre que jogavam contra em brincadeiras tínhamos ótimos jogos. 

O clube mantém suas tradições e em todos os meses de julho realiza seu jantar de aniversário, muitas vezes realizados nos restaurantes do Bairro Demarchi, na maioria das vezes no saudoso restaurante São Francisco, que foi fechado em 2019.

A festa conta com a presença de atletas com suas famílias e amigos, o jantar sempre leva em média 80 a 120 pessoas. Os jantares são realizados desde o primeiro aniversário do clube até os dias atuais.

Dessa maneira o Sport Club Milionários mantém suas atividades e consegue se firmar no futebol de várzea paulistano há quase 59 anos.

Este artigo e seus detalhes foram generosamente cedidos por Manoel Gonçalves Palmares, o único sócio-fundador em atividade no clube, na qual exerce o cargo de Presidente executivo.

FONTES: Cantinho do Zezé – Blog do clube – Página do clube no Facebook – Manoel Gonçalves Palmares, o único sócio-fundador vivo

Grêmio Recreativo Flôr de São João Clímaco – São Paulo (SP): Fundado em 1952

Breve história do bairro de São João Clímaco – São Paulo, capital

O Bairro de São João Clímaco fica situado na região sudeste da capital de São Paulo, Brasil. Sua formação inicial foi concebida por volta do século XX. Seu nome é uma homenagem a São João Clímaco, um monge que viveu entre os séculos VI e VII, no Monte Sinai e escreveu a obra “A Escada” (em grego: “Klímax”).

Em meados do século XX, a região, hoje conhecida por São João Clímaco, era habitada por índios caiçaras, imigrantes de áreas litorâneas. Esses índios, originalmente denominados tupinambás, ao serem atacados, organizaram-se e formaram a “Confederação Tamuya“, que a partir da antiga Língua Tupi, etimologicamente significa “os mais antigos; os primeiros; os verdadeiros donos da terra”. Nos anos seguintes a “Confederação Tamuya” ficou conhecida por “Confederação dos Tamoios“.

O Grêmio Recreativo Flôr de São João Clímaco é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado no sábado do dia 15 de março de 1952. Atualmente utiliza o estádio CDC Parque Fongaro (gramado sintético), situado na Rua Professor Sylas Baltazar de Araujo, nº 249ª, no Parque Fongaro, na Zona Sul de São Paulo. O campo é dividido com o Clube Atlético Arapuá, da vizinha Vila Arapuá.

O Flor do São João Clímaco chegou a disputar o Desafio ao Galo. Os moradores do entorno da sede do “Flor” lidam bem com as atividades ali realizadas, as quais, na maioria das vezes, começam e terminam sem maiores incidentes.

FONTES: Cantinho do Zezé – Jornal Imprensa ABC – Facebook – Claudio Bardu comunidades. net

Cerâmica São Caetano Futebol Clube – São Caetano do Sul (SP): Cinco edições na 3ª Divisão Paulista, nos anos 60!

O Cerâmica São Caetano Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Caetano do sul (SP). O “Galo do ABC” Foi Fundado na quarta-feira, do dia 13 de Maio de 1925, por um grupo de desportistas e funcionários da Cerâmica São Caetano S.A (empresa fundada em 1913 e extinta em 1999).  

 A sua Sede ficava localizado na Rua Pandiá Calógeras, nº 94, no bairro São José, em São Caetano do Sul (SP). O seu estádio era denominado Fernandinho Simonsen, e foi inaugurado na manhã de domingo, do dia 13 de maio de 1962.

Foi realizado um Festival que contou com a participação das equipes profissionais da capital, que enviaram seus times Mistos: São Paulo Futebol Clube, Portuguesa de Desportos e Sociedade Esportiva Palmeiras e os donos da casa – Cerâmica São Caetano Futebol Clube.

EM PÉ (esquerda para a direita): Barbosa, Barreto, Gagina, Garça, Paulo Bidu e Jaú;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Maurinho, Orlando, Salvador, Meia Noite e Valtinho. 

A equipe alvirrubra disputou uma edição do Campeonato Paulista Quarta Divisão (atual B), em 1960. E outras cinco participações no Campeonato Paulista da Terceira Divisão (atual A3), nos anos: 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965. Ambos organizados pela FPF (Federação Paulista de Futebol).

FONTES: Cantinho do Zezé – Jornal Imprensa ABC – Facebook – https://claudiobardu.comunidades.net

S.B.R. Copa Rio de São João Clímaco – São Paulo (SP): Fundado em 1952

Escudo e uniforme da década de 60

A Sociedade Beneficente Recreativa Copa Rio de São João Clímaco é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado na quinta-feira, do dia 08 de Maio de 1952. A sua Sede social está localizado na Estrada São João Clímaco, nº 544 – bairro São João Clímaco, na Zona Sul de São Paulo (SP).

Foto de 1994 – Estádio do SBR Copa Rio
Escudo atual

FONTES: Cantinho do Zezé – Jornal Imprensa ABC – Facebook – Wikipédia – Claudio Bardu comunidades.net

Associação Atlética Mocoembu – Dois Córregos (SP): Campeão Paulista Amador de 1995!

A Associação Atlética Mocoembu é uma agremiação do município de Dois Córregos, que fica no Interior do estado de São Paulo, localizado a 265 km da capital. A sua população é 27.704 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2021.  

Brasão de Dois Córregos

Seu nome de origem Tupi – Guarani, se encontra no Hino Oficial da Cidade de Dois Córregos:

A caminho d’oeste a bandeira

Brava gente das Minas Gerais

De São Paulo a pousada tropeira

Mocoembu num instante se faz


Do tupi a primeira morada

Entre rios do planalto a capela

Mira e Lopes em guapa jornada

Mocoembu eis o nome da terra


Dois Córregos, amado torrão

Teu passado o amor construiu

De São Paulo um pedaço de chão

Espelhando este imenso Brasil.


Sob a luz do divino a pousada

De Dois Córregos fez-se a cidade

O botão da roseira plantada

Em escolas e indústrias se abre


Nesse vale do fundo e lajeado

Tanta gente acolheu extremosa

Filhos teus de tão rico legado

Nos deixou esta terra gloriosa


Dois Córregos, amado torrão

Teu passado o amor construiu

de São Paulo um pedaço de chão

Espelhando este imenso Brasil.

Breve história da A.A. Mocoembu

A “Veterana” foi fundada no domingo, do dia 19 de dezembro de 1920. Cinco anos depois, o Mocoembu foi reorganizado, mas a data de fundação não foi alterada.

A sua Sede fica na Avenida Dom Pedro I, nº 382, no Centro de Dois Córregos (SP). O nome do seu Estádio Custódio Caldeira, homenageia o desportista que possuía a hipoteca do campo e que numa demonstração de verdadeiro desportista, cedeu o citado penhor à A.A. Mocoembu.

Foto da década de 50

Campeonato Paulista do Interior

A partir daí, por duas décadas (1925-45), o clube realizou amistosos e partidas patrocinadas pela extinta ACEA de Jaú.

Em 1947, disputou o Campeonato Paulista do Interior (Amador), organizado pela FPF (Federação Paulista de Futebol), de forma ineterupta até 1974.

Já disputando o Campeonato Paulista do Interior, em 1949, o Mocoembu ficou com o Vice-campeonato da Zona, perdendo para o Bocaína Futebol Clube, no Estádio Arthur Simões, na cidade de Jaú.

Vice-campeão estadual do Interior de 1952

No Campeonato Paulista do Interior de 1951, ficou com título da Zona 5. Seguindo na mesma competição, em 1952, se sagrou bicampeão da Zona, Campeão do grupo 2 e Vice-Campeão Amador do Estado, perdendo o título para o Amparo Atlético Clube por 3 a 1, no Estádio da Rua Javari, na capital de São Paulo. No Campeonato Paulista do Interior de 1953, a Associação Atlética Mocoembu foi outra vez vice-campeão da Zona.

Campeão Paulista Amadora de 1995

Outras conquistas, com o título do Campeonato Amador de 1988, e um dos mais relevantes, o título de Campeão Estadual Amadora de 1995, promovido pela Federação Paulista de Futebol.

Sob o comando de Milton Depícoli, na primeira fase, disputada com campeões da região de Bauru, entre eles o fortíssimo Esporte Clube Leônico, Campeão Amador de Bauru, saiu-se vencedora a “Veterana” de Custódio Caldeira, em Dois Córregos, qualificando-se para a próxima etapa.

Nas Oitavas de final, já eliminatória, no 1º compromisso jogou com equipe da cidade de Vera Cruz, da região de Marília, empatando sem abertura de contagem no jogo de ida e vencendo por 5 a 1 em Dois Córregos.

Estádio Custódio Caldeira, em Dois Córregos

Nas Quartas de final, o adversário foi uma excelente equipe da cidade de Tarumã, da região de Assis, quase divisa com o Paraná, em que o Mocoembu também empatou o jogo de ida sem abertura de contagem e venceu o jogo de volta, em casa, pelo placar mínimo.

Pelas Semifinais, foi contra equipe da cidade de São Vicente, do litoral paulista, agora com inversão de mando, porque o primeiro jogo foi realizado em Dois Córregos.

O compromisso em casa o Mocoembu venceu por 3 a 1, porém perdeu o segundo, em São Vicente, pelo placar mínimo, classificando-se para a final no saldo de gols das duas partidas.

No 1º jogo, no domingo, do dia 26 de novembro de 1995, a A.A. Mocoembu empatou sem gols com o Estrela do Mar/Savema, no Estádio Martins Pereira em São José dos Campos.

No jogo de volta, no domingo, do dia 03 de dezembro de 1995, a A.A. Mocoembu bateu o Estrela do Mar/Savema, pelo placar de 2 a 0, no Estádio Custódio Caldeira, em Dois Córregos, conquistando o título!

A Associação Atlética Mocoembu formou assim: Fedato; Brela, Evaristo, Marcão, e Maia; Moino (Val depois Marquinho Caniato), Rê e David; Zão, Lao (Claudinho) e Cobrinha. Técnico: Milton Depícoli.

Nessa partida um desfalque: o médio-volante titular, Arnaldo Zangaletti, que estava suspenso com o terceiro cartão amarelo recebido no primeiro compromisso da final.

FOTOS: Página do clube no Facebook – Acervo Mauro Valdo e Foto de Romelio Ninno Jr. “Bomba”

FONTES: Blogspot Pequenos Gigantes do Futebol – Jornal Independente Online – Página do clube no Facebook