Em 1983, o São Paulo de Rio Grande recebeu em seu estádio o Internacional de Lages para um amistoso. A vitória ficou com a equipe catarinense, que marcou o um gol em cada tempo com Nestor e Nunes. Não foram encontradas informações sobre público e renda.
SÃO PAULO
0
X
2
INTER DE LAGES (SC)
Data: 05/02/1983 [Sábado], Hora: 20:30, Local: Aldo Dapuzzo (Rio Grande, RS), Arbitragem: Zeno Escobar Barbosa, Auxiliares: Valdir Vioni e Luz Carlos Tibursky, Cartão Amarelo: Djalma, Paranhos e Toninho (SP), Toninho Caixão (I), Gols: Nestor aos 6′ e Nunes aos 52′.
Nando; Douglas, Carlão, Toninho e Paulo Barroco; Djalma, Mazinho e Neca; Gélson, Paranhos e Baltazar. Técnico: Daltro Menezes.
Carlos Alberto; Dutra, Jorge, Cidão e Cláudio Radar; Toninho Caixão, Bim e Rubenval; Nunes, Nestor e Toninho Caju. Técnico: Firmino Romual Negri.
O Clube Esportivo Paysandu é uma agremiação do município de Brusque (população de 141.385 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2022), que fica a 99 km da capital (Florianópolis) de Santa Catarina.
Fundado na segunda-feira, do dia 30 de dezembro de 1918, liderados por Victor Gevaerd, juntamente com um grupo de 10 jovens que se reuniram, às 11 horas, para criar o Club Sportivo Paysandu. Os fundadores foram os seguintes membros:
Victor Gevaerd, Rodolpho Moritz, Augusto Moritz, Arnoldo Moritz, Rudolpho Deichmann, Luiz Alves Gevaerd, Otto Demarchi, Pedro Gevaerd Sobrinho, Adolpho Walendowsky e Fritz Ammann.
A escolha das cores foi escolhida o branco(em homenagem a bandeira da paz) e o verde (cor da esperança). Várias sugestões para o nome, mas no final o escolhido foi Paysandú, nome de uma cidade uruguaia, como forma de homenagear o histórico episódio “A Tomada de Paysandú” (ou Cerco de Paysandú), ocorrido em 1865.
Sede social e o Estádio
Apesar de jovens, o grupo era empreendedor e com a criatividade em promoverem festas, eventos, bailes, carnavais e festas juninas conseguiram juntar dinheiro e, com ele, construíram a Sede própria.
Com o grupo ganhou o respeito dos comerciantes de Brusque, e com tal prestigio conseguiram emprestado um terreno, que pertencia as empresas Buettner, onde ergueram a sua Praça de Esportes, que atualmente está situado a sua Sede social localizado na Rua Pedro Werner, nº 129, no Centro 1, de Brusque/SC.
Aliás, a Sede é uma das mais suntuosa e ampla dentre os clubes de Santa Catarina. A “Sede Social Arthur Appel“, dentro do “Estádio Cônsul Carlos Renaux“, foi reformada, climatizada e modernizada, com investimento superior a 400 mil reais, o salão de eventos possui isolamento acústico. Possui restaurante próprio, salão de eventos, e bar/pub, o salão de eventos comporta até 500 pessoas.
Foto tirada na década de 20
Primeiro jogo foi contra S.C. Brusquense
A primeira partida oficial do Paysandu aconteceu no domingo, do dia 08 de junho de 1919, diante do Sport Club Brusquense (em 1944, passou a se chamar: Clube Atlético Carlos Renaux). Infelizmente não foi encontrado o resultado dessa partida.
O grande rival
O Paysandú é conhecido por sua grande rivalidade com o outro clube brusquense, o Clube Atlético Carlos Renaux. Os clássicos entre as duas equipes eram de extrema combatividade. A rivalidade é tão grande que, nos clássicos, os jogadores do Paysandú, quando vão jogar no estádio do Renaux, o Estádio Augusto Bauer, não usam os vestiários deste.
Os jogadores trajam-se no vestiário do Estádio Consul Carlos Renaux, do Paysandú, e seguem andando pela calçada ao campo do rival com os jogadores tendo a companhia dos torcedores na caminhada.
O Mais Querido
Na cidade de Brusque muitos o chamam de “Mais Querido“. Isto se deve por uma ampla eleição ocorrida na cidade perguntando aos munícipes para quem torciam (Renaux ou Paysandú) e o Paysandú obteve maior número de votos, sendo assim proclamado como o “Mais Querido” de Brusque, cidade atualmente com 141 mil habitantes.
Celeiro de Craques
O Paysandú revelou vários jogadores ao futebol brasileiro. O mais destacado foi o goleiro Valdir Appel, vendido pelo Paysandú ao Vasco da Gama (RJ), tendo sido o goleiro reserva do Vasco no histórico jogo do Gol 1000 de Pelé, em 1969, Vasco 1 x 2 Santos FC. Passou ainda por América (RJ), Volta Redonda, Bonsucesso, Carlos Renaux, Palmeiras, Alecrim, Goiânia e Sport Recife.
Atualmente o clube se encontra licenciado
Atualmente licenciado do futebol profissional, o Paysandú disputou o Campeonato Catarinense de Futebol até 1987. Seus principais títulos foram o Campeonato Catarinense de Futebol da Primeira Divisão em 1956 vencendo por 2 a 1 na decisão o América de Joinville. Outro título aconteceu em 1986, na conquista do Catarinense de Futebol da Segunda Divisão ao vencer na decisão o Blumenau EC.
Atualmente, o Paysandu possui atividades e equipes de Dominó e Futebol, disputando anualmente vários campeonatos com categoria de base com 170 atletas nas categorias de futebol mirim, infantil, juvenil, além do time amador.
FOTO: Acervo Museu Casa de Brusque
FONTES: Clube Esportivo Paysandú – O Município – Diversos jornais catarinenses
Na programação do inauguração do estádio municipal da Ponte Grande, atual Vidal Ramos Junior, foi realizado um torneio quadrangular em Lages. Participaram três clubes lageanos (Internacional, Aliados, Lages FC) e o Cruzeiro de Porto Alegre (RS).
Primeira Fase
7/9/1954 – Lages 2 x 1 Internacional (1º gol de Alemão, do Lages)
No dia 25 de abril de 1965, o Olímpico de Blumenau derrotou o Internacional de Lages em um jogo marcado por polêmicas e conquistou o título estadual de 1964. O jogo foi no estádio da Baixada.
OLÍMPICO: Barreira; Paraguaio, Orlando, Nilson e Jurandir; Mauro, Paraná e Lila (Quatorze); Rodrigues, Joca e Ronald. Técnico: Aducci Vidal.
INTERNACIONAL: João Batista; Nicodemus, Airton, De Paula e Carlinhos, Roberto, Dair e Puskas; Jóia, Sérgio (Pedro) e Anacleto.
FONTE & FOTO: Site Notícia do Dia – Acervo Roberto P. Nascimento
No dia 24 de abril de 1960, o Paula Ramos derrotou o Carlos Renaux por 2 x 0 e conquistou o campeonato estadual de 1959. O time vermelho, branco e preto da capital do estado disputou oito estaduais tornando-se depois apenas um clube social.
PAULA RAMOS: Gainete; Marreco e Neri; Manoel, Zilton e Nelinho; Helinho, Valério, Oscar, Sombra e Zachi. Técnico: Hélio Rosa.
CARLOS RENAUX: Adalberto; Merísio e Afonsinho; Simplício (Cambinha), Zen e Sardo; Miltinho, Petrusky, Alcinho, Teixeirinha e Aducci. Técnico: Leleco.