Arquivo do Autor: Kaio Knauth

Sobre Kaio Knauth

Sou Bacharel em Ciência Jurídicas e Sociais, natural de Taquara, Rio Grande do Sul e cidadão Porto-Alegrense desde 1978. São fã de história do futebol, pesquisador, colecionador e botonista. E-mail para contato: kaioknauth@hotmail.com

Foto Histórica de 1934 – Clube de Regatas Vasco da Gama

 

Esta foi uma das boas formações cruzmaltinas de 1934, com Domingos da Guia (quarto em pé, da esquerda para a direita) e Gradim (quarto agachado, na mesma ordem), que foi o treinador do time campeão carioca e do Torneio Rio-São Paulo-1958. Dele, também, fez parte, o lateral-esquerdo Roque Calocero, o segundo piloto do “Expresso da Vitória”, em 1946, quando o montador uruguaio Ondino Vieira pegou o boné e se mandou. Depois, Calocero passou o volante para Flávio Costa.

Em 1957, quando Martim Francisco treinava a rapaziada, o convidou a cuidar dos times de baixo. Por aquele tempo, ele já era empregado do clube em outro setor, administrando o estádio de São Januário, desde 1946.

Roque Calocero, filho de Carlos e de Inês Maria, nasceu no bairro de Caballitos, em Buenos Aires (14.09.1908), tendo iniciado a carreira pelo Ferro Carril Oeste. Em seguida, foi para um time de segunda divisão, onde o Vasco foi buscá-lo.

Campeão carioca, em 1934, parou, em 1940, para dirigir juvenis e aspirantes, entre 1941 e 1946. Uma de suas maiores satisfações era contar que levara o Vasco ao seu primeiro título na categoria juvenil.

Nesta foto reproduzida da Revista do Esporte, Calocero segura a bola, em pé.

 Fonte: Revista do Esporte e blog kike da bola

 

 

E.C. São José de Porto Alegre – Campeão Taça Governador do Estado de 1971

 

Foi no dia 5 de dezembro de 1971 que o Zeca, até então em uma parceria com o clube Barroso, subiu a Serra para garantir o título da Copa Governador do Estado, até hoje a mais importante conquista estadual do clube.

Entre os destaques do time estavam o lateral Carlos Miguel – pai do jogador que se consagrou os anos 1990 com a camisa do Grêmio – e o meia Vasques. Na final, contra o Flamengo, depois transformado em SER Caxias, o São José aplicou 2 a 0 no Passo d’Areia, com gols de Carlos Miguel e Adilson.

Em Caxias do Sul, um 0 a 0 garantiu a taça.

O Zeca entrou em campo naquele dia com: Valdeci; Carlos Miguel, Paulinho, Adilson e Renato; Frazão e Gilnei; Carlos Castro, Vasques, João Alberto (Paulo Nascimento) e Reginaldo (Cará).

FONTE: Site do clube

 

Estrela do Mar Esporte Clube – João Pessoa-PB

 

Estrela do Mar: o clube campeão paraibano de futebol em 1959 surgiu aproximadamente em 1953. 

A matriz do Rosário mais o Convento São José possuía agremiações religiosas como a Cruzada (Liga Infanto-Juvenil) e a Congregação Mariana. A primeira era composta por meninos que ajudavam nos ofícios religiosos, além de se reunirem para assistirem palestras e ensinamentos relativos à fé católica.  A segunda –  a Congregação Mariana – compunha-se de jovens adolescentes e adultos que assistiam e participavam das missas, novenas, etc. e, também se reuniam em grêmios literários que promoviam encontros e palestras.Como diversão eles tinham a prática do futebol campinho que ficava atrás da Igreja. Esse campinho tinha uma trave junto ao muro que dá para a Avenida Vasco da Gama e, a outra ficava colada à parede da marcenaria da igreja. Depois que o campo mudou sua posição, e ficou maior, junto àquela parede foi construída uma quadra de futebol de salão. Várias equipes se revezaram naquele pequeno espaço, sob o comando de Frei Albino. (…)

Os mais velhos tinham os “bate-bolas” nos sábados à tarde. Dessas peladas, e de jogos contra equipes visitantes, surgiu a ideia de se formar uma equipe a fim de pelejar com outras dos bairros vizinhos, e do próprio bairro de Jaguaribe. Assim apareceu o Estrela do Mar Esporte Clube, nome originário de uma revista religiosa que circulava entre os paroquianos. A denominação do clube foi sugerida por um componente de grupo que se reuniu para discutir qual o nome da que daria a nova agremiação futebolística. “Baú”, apelido do irmão do excelente jogador do Botafogo e Seleçao Paraibana de nome Eugênio, foi a pessoa que apresentou o nome ESTRELA DO MAR e que logo recebeu a aprovação de todos.

 

As cores do novo clube foram com base nas vestes da Virgem Maria – o azul celeste e o branco – , que ainda hoje continuam inalteradas, mas na lembrança dos apaixonados pelo clube. Frei Albino, um dos fundadores e incentivadores da prática desse esporte, era a mola-mestra, o esteio que sustentava a agremiação. De um pequeníssimo campo e uma sede precária, o frade conseguiu transformar tudo aquilo. Com esforço e dedicação conseguiu verbas na Alemanha, destinadas à agremiação para construir o prédio que serviu de sede do clube e, também, autorização para ampliar a área esportiva (como esteve por muitos anos à vista de todos).

 

Em 1956 o clube participou do campeonato de amadores promovido pela Federação (não havia segunda divisão naquela época), sendo campeão invicto da temporada. Dessa jornada participaram: Brandão, André, Pinheiro, Hélio, Breno Formiga, Gilberto Cara de Gato, Hermes Taurino, Caju, J. Heráclito, Roberto Biribita, Izinho, Valdecir Pereira, Adjamir, Carrinho e Lauro Almeida.

 

O Estrela do Mar foi tri-campeão aspirante nos anos 58/59/60. No ano de 1957 o clube passou a disputar o Campeonato Paraibano de Profissionais. Foi vice-campeão paraibano em 1958, e, em 1959, sagrou-se campeão estadual (Imagem 1), utilizando nessa temporada os seguintes atletas: Jola, Carrinho, Davi, – Gilberto Cara de Gato, Tem. Gilberto e Aderbal Pitombeira (goleiros), Hermes Taurino e Teófilo Luna, Coelhinho, Caju, Lúcio Câmara, Izinho (Antenor Pereira), Emilson Adjamir, Valdecir Pereira, Celso Piaba (Imagem 2). Os diretores: Severino Holanda, mais conhecido por “Viu” e Lucemar Navarro; Pedro Gomes; Rômulo Camboin, a que todos o chamavam Senhor Pila e João Batista Cruz, foram os colaboradores eficientes na vida do clube. Depois deles, os antigos pupilos – “as crias de casa” -, conduziram, bem ou mal, os destinos do clube até o ano de 2003 quando foi extinto.

 

Imagem 1. Notícia publicada no jornal “A União” em 1959

Imagem 2. Atletas que faziam parte do time campeão paraibano de futebol de 1959

O clube, desde a morte de Frei Albino, passou a ser dirigido por sócios-atletas, isto é, pelos jovens de antigamente, a exemplo de Marcos Macena, de José Freire, de Carlos Pereira (Carrinho), de Emilson, de Roberto Oliveira, de Jobério Martins, de Gladston Castro (Estaca) que foi o último presidente. *[1]

 

* Trecho retirado do livro  “Retratos De Jaguaribe: Um Passeio Histórico” de autoria de Emilson Ponce de Leon Ribeiro.

[1] RIBEIRO, E. P. L.  Retratos De Jaguaribe: Um Passeio Histórico. 2ed. João Pessoa: Mídia Gráfica e Editora, 2012, v.1, 350 p.

 

Fonte: Estrela do Mar Esporte Clube e Jornal “A União”.

Taça Cidade de Porto Alegre de 1948

Matéria do Jornal do Dia Esportivo (Ano II – Porto Alegre, Sexta-feira, 5 de Novembro de 1948), tratando da disputa entre Grêmio e Cruzeiro valendo a Taça Cidade de Porto Alegre de 1948, a partida foi marcada para o Estádio Tiradentes (G. E. Renner) para o dia 07 de novembro de 1948, Seguem abaixo os recortes que promoviam esta partida e destacavam alguns jogadores das duas equipes.

Fontes: Jornal Dia Esportivo

Jogo Histórico de 1947: Força e Luz 3 x 2 Internacional

Pelo Citadino de Porto Alegre de 1947, vitória do Força e Luz sobre o Internacional por 3-2. A partida foi válida pelo segundo turno do certame, o resultado atrapalhou os planos do Internacional e forçou a disputa de um Terceiro Turno. Acompanhe agora a matéria e as fotos publicadas no Jornal Folha da Tarde, do dia 13/10/1947.

Ficha do Jogo

FORÇA E LUZ 3 2 INTERNACIONAL
Data: 12/10/1947 [Domingo], Local: Timbaúva (Porto Alegre, RS), Público: 5.496 (2.211 pagantes), Renda: Cr$ 17.316, Juiz: Homero Carvalho (BRA), Gols: Tesourinha (I) aos 27′, Detefon (FL) aos 33′, Dorvalino (FL) aos 40′, Villalba (I) aos 56′, Nadir (FL) aos 97′.
Força e Luz (Porto Alegre, RS) Cláudio, Hugo, Sordi, Povonovo, Ernesto, Alegreti, Jerônimo, Dorvalino, Detefon, Nino, Nadir.
Internacional (Porto Alegre, RS) Ivo, Nena, Ilmo, Alfeu, Viana, Abigail, Bóris, Tesourinha, Villalba, Fandiño e Carlitos.

 

Fonte: Folha da Tarde e Site Súmulas-Tchê.

A Seleção Brasileira no Torneio Internacional de Cannes 1972

 

Em 1972 a Seleção Brasileira Juvenil (como era chamado o Sub-20) foi bi-campeã do Torneio Internacional de Cannes, na França, que era uma espécie de Mundial da categoria, a Fifa só viria a promover o Mundial à partir de 1977.
Ao ganhar duas vezes consecutivas o Brasil conquistou a posse definitiva da taça Kirk Lawton, que estava em disputa há 21 anos.
O jovem e promissor zagueiro do Coritiba, Levir Culpi, era o capitão dessa equipe que ainda contava com Falcão (Internacional) eleito o “mais elegante” do torneio, Pintinho (Fluminense), Washington (Guarani) o “melhor jogador” do torneio,  entre outros.

Campanha

Quartas de final
Brasil 3×1 Sporting
Argentina 1×1 Leeds United               [7×3 escanteios]
União Soviética 5×0 AS Cannes
Hajduk Split 1×0 França
Semi finals  (1º ao 4º)
Brasil 2×0 União Soviética
Argentina 2×1 Hajduk Split
Semi finais  (5º ao 8º)
Sporting   5×0 AS Cannes
França 3×1 Leeds United
Final
Brasil 2×1 Argentina

Disputa do 3º colocado
União Soviética – Hajduk Split

Disputa do 5º lugar
França 4×2 Sporting


Disputas do 7º lugar
Leeds United 8×0 AS Cannes

A final

Brasil 2×1 Argentina

Brasil
Victor (Cruzeiro),Terezo (América-RJ), Márcio (Atlético-MG), Levir (Coritiba) e Bolívar (Internacional). Falcão (Internacional), Pintinho (Fluminense) e Washington (Guarani). Tuca (Botafogo), Gilvan (Náutico-PE) (Carlos (Santa Cruz)) e Manuel (Internacional). Tecnico: Antoninho

Argentina
Delenico, Bottaniz, Mouzo, Chirdo e Isamat. Ungaretti, Alonso e Trossero. Assad, Feredo e Bertoni.

 

Fonte: site melhor da base e tardes de pacaembú