Arquivo do Autor: Sérgio Mello

Sobre Sérgio Mello

Sou jornalista, desde 2000, formado pela FACHA. Trabalhei na Rádio Record; Jornal O Fluminense (Niterói-RJ) e Jornal dos Sports (JS), no Rio de Janeiro-RJ. No JS cobri o esporte amador, passando pelo futebol de base, Campeonatos da Terceira e Segunda Divisões, chegando a ser o setorista do América, dos quatro grandes do Rio, Seleção Brasileira. Cobri os Jogos Pan-Americanos do Rio 2007, Eliminatórias, entre outros. Também fui colunista no JS, tinha um Blog no JS. Sou Benemérito do Bonsucesso Futebol Clube. Também sou vetorizador, pesquisador e historiador do futebol brasileiro! E-mail para contato: sergiomellojornalismo@msn.com Facebook: https://www.facebook.com/SergioMello.RJ

Associação Atlética Aliança Paulista – São Paulo (SP): Campeão do Campeonato Varzeano da F.P.F. do Setor 10 de 1957

Vila Guilherme é um distrito situado na zona norte do município de São Paulo e é administrado pela subprefeitura de Vila Maria.

História do bairro

Inicialmente, as terras da hoje Vila Guilherme, denominada à época “Tapera”, pertenciam ao Capitão-mor Jerônimo Leitão, que as repassou como sesmaria (terreno inculto ou abandonado que os reis de Portugal distribuíam a colonos ou cultivadores) para o donatário Salvador Pires de Almeida e a seus descendentes.

Já no século XIX, chegaram ao Barão de Ramalho e, por herança, à sua filha, Joaquina Ramalho Pinto de Castro, que as vendeu a Guilherme Braun da Silva. Esse, por último, as loteou em sítios e chácaras, que foram vendidas principalmente a imigrantes portugueses, impulsionando o seu desenvolvimento.

Na quinta-feira, do dia 12 de setembro de 1912, o comerciante fluminense Guilherme Braun da Silva, adquiriu junto a Dona Joaquina Ramalho Pinto de Castro, herdeira do Dr. Joaquim Inácio Ramalho, o “Barão de Ramalho”, uma área de cerca de 115 alqueires de terra, que ia do rio Tietê até a estrada da Bela Vista, oficializando-se tal data como a fundação do bairro de Vila Guilherme.

Associação Atlética Aliança Paulista

A Associação Atlética Aliança Paulista é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). O “Clube da Amizade” foi Fundado no sábado, do dia 19 de dezembro de 1925, por um grupo de amigos portugueses moradores do bairro da Vila Guilherme.

A sua 1ª sede foi no Bar do “Pedalada”, na Rua Chico Pontes com a Rua Joaquina Ramalho, na Vila Guilherme. O salão de festas (bailes) nos fundos do Armazém de Secos & Molhados, do Sr. Antônio (Campeão), na Rua Maria Cândida esquina com a Rua Joaquina Ramalho. Onde foram realizados bailes de carnaval, casamentos e lindas festas..

Depois inaugurou a sua nova Sede social (do lado do Bar do Sidônio), no sábado, do dia 20 de novembro de 1954, na Rua Maria Cândida, nº 1.142 (Fundos), em Vila Guilherme, com um baile, com a presença de familiares dos associados. Tinha seu salão de festas na Rua Amazonas da Silva (atualmente chamada: Rua Lagoa Panema, bem em frente à Escola Santa Tereza), na Vila Guilherme.

O endereço atual da Sede social fica situado na Rua Laurindo Sbampatonº 235 – Chácara CuocoBairro de Vila Guilherme, em São Paulo/SP.

Aliás, a vida social no clube era movimentada. Com a realização de bailes, shows, carnaval, festas juninas, etc. O clube também patrocinado a Corrida de Rua Noturna chamada “A.A. Aliança Paulista”, com amplo destaque nos principais jornais da cidade e com a grande número de corredores e o público compareciam em grande número. Em julho de 1957, o clube se filiou a Federação Paulista e Atletismo (FPA).

O seu campo de futebol situava-se na Rua Joaquina Ramalho (esquina com a Rua Pedra Sabão), onde há hoje um prédio de apartamentos de nome “Morada da Fonte”.

Mas o clube não vivia apenas do esporte. A cultura também tinha espaço. Em janeiro de 1958, o professor Solon Borges dos Reis (presidente do Centro do Professorado Paulista) doou 100 livros para a riquíssima Biblioteca do clube.

Curiosidades

Primeiro distintivo e uniforme

Em Assembleia Geral ordinária realizada na quarta-feira, do dia 19 de janeiro de 1944, foi eleita e empossada a nova diretoria da Associação Atlética Aliança Paulista, para o exercício de 1944, cuja constituição é a seguinte:

Presidente: Albertino José da Costa Filho;

1º vice-presidente: Teodoro de Almeida;

2º vice-presidente: Alfredo Augusto Pires;

Secretário geral: Mario Antero Sebastião;

1º Secretário: Antônio Rueda Martins Filho;

2º Secretário: Americo Augusto Fernandes;

1º Tesoureiro: Augusto Abdias;

2º Tesoureiro: Eduardo Cordeiro;

Diretor de esportes: José Americo Sebastião;

Comissão fiscal: Batista Cucera, Tomaz Castro Andrade e Joaquim dos Reis;

Comissão de Sindicância: Alberto Simões, Manuel Pinto e Mario Gouveia Marquez

EM PÉ (esquerda para a direita): Mano – Rodolfo – Hugo – Luiz Moura – Cardarelli (Ferroviária) e Bate-Estaca.
AGACHADOS (esquerda para a direita): Saguí – Oswaldo – Nelson Guerra – Tóca e Julio Móquinha.

Aliança Paulista goleou por 10 a 0 a Estrela do Tucuruvi

No domingo, do dia 14 de novembro de 1948, o esquadrão dirigido por Djalma dia a dia mais se destaca no futebol extraoficial. Jogando em seu campo, com o Estrela de Tucuruvi, “desmontou” o seu leal adversário pela expressiva contagem de 10 a 0. Na preliminar, o Aliança Paulista goleou o oponente pelo placar de 4 a 0.

Toca, o ex-ponta-direita da seleção de Sant’Ana, foi o “artilheiro” com 7 belíssimos tentos; Leopoldo, duas vezes e Pinguim, um gol, completaram a contagem.

O Aliança Paulista alinhou-se com a seguinte constituição: Hugo; Né e Alfredo II; Caldarelli, Luiz e Rodolfo; Saguí, Alfredo I, Leopoldo, Toca e Pinguim. Técnico: Djalma.

Aliança Paulista ingressou na Federação Paulista

Na quinta-feira, do dia 03 de março de 1955, a Associação Atlética Aliança Paulista solicitou filiação ao Departamento Varzeano da Federação Paulista de Futebol (FPF). Em 1942, contava com número de 40 sócios. Em 1940 a 1944, disputava as competições organizadas pela Sub-Liga Esportiva de Sant’Anna, onde fez campanhas modestas.

Aliança vice-campeão do Torneio Início Setor 27

No domingo, do dia 17 de julho de 1955, na grande final do Torneio Início do Setor 27 (Campeonato Varzeano de Santana), o Aliança Paulista acabou sendo derrotado por 2 a 1, pelo GDR Vasco da Gama, do bairro da Vila Guilherme, no campo do Vasco.

Na estreia do torneio, o Aliança venceu o Tupy por 3 a 0. O campeão ficou com a Taça Ari Silva, enquanto o Aliança recebeu a Taça João Carlos Tabeiras pelo vice. Os gols foram de Gabriel e Bodinho. Na arbitragem ficaram a cargo de Gilberto Gatto, Marcelino Arruda e Antônio de Carvalhos.

Em 1956, disputou o Campeonato Varzeano da FPF (Federação Paulista de Futebol), do Setor 12 – Tatuapé.

Aliança Paulista é campeão Invicto do Campeonato Varzeano da FPF, do Setor 10 (Vila Guilherme – Carandiru) de 1957 

O Campeonato Varzeano, válido do Setor 10 (Vila Guilherme – Carandiru) de 1957, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF) foi uma disputa acirrada do início ao fim. O Doze de Setembro começou liderando, mas depois o CDR Vasco da Gama (Vila Guilherme) assumiu a ponta até o Aliança Paulista colar e brigar pelo título até o fim.

No final, o clube lusitano comandos por Jorge Faiad e José Maria dos Anjos superaram o rival e carimbaram o título sem sofrer nenhuma derrota. Abaixo vamos destacar alguns resultados nessa belíssima campanha do Aliança Paulista

Participaram desse torneio as seguintes agremiações:

Associação Atlética Aliança Paulista (Vila Guilherme);

Brasil Futebol Clube;

Grêmio Dramático Recreativo Vasco da Gama (Vila Guilherme);

Guaracininga Futebol Clube (Vila Guilherme);

Herói Brasil Futebol Clube (Vila Izolina);

Sociedade Esportiva Palmeirinha (Carandiru);

Flor da Espanha Futebol Clube (Carandiru).

No domingo, do dia 07 de julho de 1957, goleou o Herói Brasil FC (Vila Izolina) pelo placar de 7 a 0. Nos Segundos Quadro nova goleada, dessa vez por 8 a 0.

Os gols foram assinalados por Dado, Túlio e Dado, dois gols cada um; e Vermelho um tento. O Aliança Paulista jogou com: Dito; Adriano e Tico; Júlio, Vermelho e Milton; Silvio, João, Túlio, Moraes e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

No domingo, do dia 21 de julho de 1957, nova goleada. Dessa vez em cima do Guaracininga FC pelo placar de 7 a 3. Nos Segundos Quadro também venceu: 1 a 0. Os gols foram marcados por Túlio, cinco vezes; Silvio e Xim, um gol cada; enquanto Adilson, duas vezes, e Bolinha fizeram os tentos do Guaracininga.

No domingo, do dia 28 de julho de 1957, o Aliança Paulista jogou manteve a invencibilidade ao golear o Brasil FC por 5 a 0. Nos Segundos Quadro goleada de 9 a 2. Os gols foram: Dado, duas vezes; Túlio, Xim e Júlio, um tento cada.

No domingo, do dia 25 de agosto de 1957, num jogão que valia a liderança, na preliminar da Portuguesa x Ipiranga (pelo Campeonato Paulista), o Aliança Paulista venceu o CDR Vasco da Gama (Vila Guilherme), por 2 a 1, no Estádio do Canindé.

O árbitro foi Remy Zangrossi, auxiliado por Álvaro André Pestana Teixeira e Bernardino José Valente. Os gols do Aliança Paulista, que alcançou a 7ª partida invicta, foram do destaque do jogo:  Anibal, autor dos dois gols.

O Aliança Paulista formou: Dito; Milton e Tico; João, Zé Preto e Júlio; Silvio, Anibal, Túlio, Xim e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

No domingo, do dia 1º de setembro de 1957, o Aliança Paulista chegou a 8ª partida invicta, ao vencer o Corinthians por 2 a 0. Com isso, assumiu a liderança isolada, uma vez que o CDR Vasco da Gama (Vila Guilherme) ficou no empate com o Palmeirinha.

O árbitro foi Mario Fonseca de Oliveira. Os gols foram de Anibal e Tico. O time jogou: Dito; Junqueira e Tico; Vermelho, João, Zé Preto e Milton; Lando, Anibal, Túlio, Júlio e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

No domingo, do dia 15 de setembro de 1957, pelo returno, o Aliança Paulista voltou a golear o Herói Brasil FC (Vila Izolina) pelo placar de 4 a 0. Nos Segundos Quadro outra goleada: 5 a 0.

Na manhã de domingo, do dia 13 de outubro de 1957, o Aliança Paulista derrotou o Palmeirinha FC por 3 a 0. Com esse resultado se sagrou campeão do Campeonato Varzeano, válido do Setor 10 (Vila Guilherme – Carandiru) de 1957, assegurando o seu lugar no Torneio dos Campeões (batizado como Torneio Mendonça Falcão). Ao todo foram 18 jogos sem sofrer nenhuma derrota!

O árbitro foi Luiz Diepedro. Os três gols foram assinalados pelo craque Anibal. O time jogou: Dito; Junqueira e Tico; João, Zé Preto e Cabeção; Silvio, Xim, Túlio, Anibal e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

Hugo – Mano – Tóca – Nelson Guerra – Bate Estaca – Saguí – Cardarelli (Ferroviária) – Rodolfo – Júlio Móquinha – Luiz Moura e Oswaldo.

Torneio Mendonça Falcão de 1958

Na sexta-feira dia 7 de fevereiro de 1958, teve início o Torneio Mendonça Falcão (Torneio dos Campeões), organizado pela FPF (Federação Paulista de Futebol). Os jogos eram em caráter eliminatório. Ou seja: venceu, segue. Perdeu está eliminado.

Pela 1ª fase, em jornada dupla: às 19 horas, entre o Grêmio Esportivo XV de Novembro da Barra Funda 5 x 6 Associação Atlética Aliança Paulista. Depois, às 21 horas, Chavantes Futebol Clube 1 x 2 Grêmio Maranhense. Os jogos foram no Estádio Rodolfo Crespi (propriedade do Clube Atlético Juventus), na da Rua Javari, na Mooca.

O adversário era “osso duro de roer”: tricampeão da Barra Funda e campeão invicto do certame, mas o Aliança Paulista não se intimidou e num jogo de 11 gols, venceu o XV de Novembro da Barra Funda por 6 a 5.   

Os gols foram de Túlio e Dado, dois gols; e Moraes e Canhoteiro, um tento cada. O time jogou: Dema; Tico e Milton; Tino, Zé Preto e Júlio; Silvio, Túlio, Canhoteiro, Moraes e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

Na 2ª fase, na terça-feira, às 21 horas, dia 25 de fevereiro de 1958, no Estádio Rodolfo Crespi (propriedade do Clube Atlético Juventus), o Aliança Paulista enfrentou o Grêmio Maranhense, na da Rua Javari, na Mooca.

E, o Aliança Paulista acabou sofrendo uma goleada totalmente inesperada e acabou dando adeus ao torneio ao perder por 8 a 0. Os gols foram de Neguinho e Acácio, duas vezes cada; Clodo, Ciloca, Cação e Bolinha, um tento cada, para a equipe grená.

EM PÉ (esquerda para a direita): Zé Rodrigues (técnico), Tino, Zé Preto, Anézio, Teixeirinha, Alfredo e Vadinho;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Silvio, Túlio, Bidú,  Xim e Neca.

Jogou na preliminar entre o São Paulo (SP) x America (RJ)

No sábado, do dia 29 de março de 1958, na preliminar da vitória do São Paulo FC sobre o America Football Club (RJ), por 4 a 0, válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedroza de 1958, no Estádio do Pacaembu, o Aliança Paulista enfrentou o Sete de Setembro de Água Rasa. A Renda foi de Cr$ 144.045,00, com um Público de 4.337 pagantes.

O Aliança Paulista derrotou pelo Sete de Setembro por 4 a 3. O árbitro foi Walter Marques, auxiliado por Manoel Alvares Sanches Filho e Ubirajara B. de Souza. Os gols foram marcados: Túlio, duas vezes; Dado e Zé Preto, um tento cada. O time formou: Dema; Tico e Tino (Adriano); João, Zé Preto e Milton; Silvio (Canhoteiro), Nelson Dadinho, Paes (Xim), Túlio, Moraes e Dado. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

Jovem promessa se transferiu para o São Paulo F.C.

Em maio de 1958, o São Paulo Futebol Clube contratou uma jovem revelação da Associação Atlética Aliança Paulista. Nelson Cordeiro, o Dadinho, de 17 anos, considerado uma das melhores pontas esquerdas do futebol varzeano. O centroavante, Túlio e o meia Zé Preto também treinaram (teste) no Tricolor Paulista.

Campeonato Varzeano da FPF de 1958

O Campeonato Varzeano, válido do Setor 10 (Vila Guilherme – Carandiru) de 1958, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), contou com a presença das seguintes agremiações:

Associação Atlética Vila Izolina (Vila Izolina);

Grêmio Esportivo São Sebastião (Vila Guilherme);

Vila Pizotti Futebol Clube (Vila Guilherme);

Marcilio Franco Futebol Clube;

Sociedade Esportiva Vila Santa Luzia;

Flor da Espanha Futebol Clube (Vila Guilherme).

Pela 1ª rodada, do Aliança Paulista estreou com vitória, no domingo, do dia 17 de agosto de 1958, ao vencer o Flor da Espanha FC por de 4 a 2. Nos Segundos Quadro também triunfou por 4 a 0. Os gols foram de Picete, duas vezes; Cláudio e Túlio, um gol cada.

O time jogou: Dema; Milton e Tico; Anibal, Zé Preto e Júlio; Silvio, Gilberto, Túlio, Cláudio e Picete.    

Pela 2ª rodada, do Aliança Paulista, fora de casa, no domingo, do dia 24 de agosto de 1958, acabou derrotado pelo São Sebastião por de 1 a 0, no campo do São Sebastião. O gol foi assinalado pelo meia Carioca.

O Aliança Paulista seguiu somando vitórias: 2 x 0 Vila Pizzotti FC (1º/09/58); 5 x 2 Vila Izolina (12/10/58); 6 x 0 SE Vila Santa Luzia (18/10/58); 2 x 0 SE Vila Santa Luzia (30/11/58). Infelizmente, com o fim da temporada de 1958, a partir da temporada de 1959, A Gazeta Esportiva não tem essa sequencia disponibilizada para pesquisa, o que impediu a conclusão desse certame. Em 1990, conquistou o Troféu Atlas.

Algumas Formações:

Time base de 1948: Hugo; Né e Alfredo II; Caldarelli, Luiz e Rodolfo; Saguí, Alfredo I, Leopoldo, Toca e Pinguim. Técnico: Djalma.

Time base de 1949: Hugo (Janela); Rodolfo (Mano) e Nezinho; Moura, Caldarelli e Bororó (Osmar); Pacheco (Saguí), Osvaldinho, Neno, Júlio e Toca (Mau).

Time base de 1952: Mario (Janela); Pox (Ditó ou Rubens) e Rueda Cordeiro (Tico); Paulo (Guerra), Valdemar (Pacheco) e Luiz (Adão); Talarico (Nelson), Zé Mau (Esquerdinha), Fausto (Olavo), Júlio (Geraldo) e Mingo (Pinheiro).

Time base de 1953: Mario (Né ou Baliza); Pox e Tico (Renato); Luiz (Dacio), Paulo (Guerra) e Rubens (Adão); Nelson (Pacheco), Talarico (João), Zé Mau (Olavo), Júlio (Wilson) e Mingo (Milton).

Time base de 1954: Wilson (Mario); Pox (Renato ou Mano) e Rueda (Noilton ou Tico); Paulo (Uberaba), João (Moacir) e Júlio; Pacheco (Dema), Talarico (Osvaldo), Fernando, Gomes (Mozart) e Carneiro (Bororó).

Time base de 1955: Mario (Dema); Renato (Bastião) e Tico; Pox (Jorge), Júlio (João ou Luiz) e Carneiro (Wette); Pacheco (Cordão), Moacir (Pacheco), Fernando (Cabide), Gomes (Talarico ou Teiga) e Mozart (Viana ou Osvaldo). Técnicos: Alfredinho e Osvaldo.

Time base de 1957: Dito (Mario); Adriano (Junqueira) e Tico; Vermelho, João (Zé Preto) e Milton (Cabeção); Silvio (Anibal), Moraes (Xim), Túlio, Olavo (Dado) e Júlio. Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

Time base de 1958: Dema; Tico e Milton; Tino, Zé Preto e Júlio; Moraes (Anibal), Silvio (Tala ou Cláudio), Canhoteiro (Nelson Dadinho), Túlio (Gilberto) e Dado (Eden ou Picete). Técnicos: Jorge Faiad e José Maria dos Anjos.

ARTES: escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: A Gazeta Esportiva (SP) – Acervo de Zézinho Barbeiro – blog do clube

FONTES: A Gazeta Esportiva (SP) – Correio Paulistano (SP) – Diário da Noite (SP) – Jornal de Notícias (SP) – Facebook – Site do clube – Edgard Martins

Escudo diferente: Associação Atlética Matarazzo – São Paulo (SP): Campeã Estadual Amador de 1955

Escudo e uniforme utilizado nos anos de 1955 e 1956

Por Sérgio Mello

A Associação Atlética Matarazzo foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundada no sábado, do dia 14 de novembro de 1914, reunia os empregados dos escritórios comerciais e industriais da S/A Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo.

Breve história

Voltada principalmente ao “cultivo do futebol“, segundo estabelecia seu 1º estatuto (1928), a Associação também se destinava à promoção de festivais esportivos e recreativos, bem como bailes com a participação de sócios e seus familiares.

Ao ser admitido a um daqueles escritórios, automaticamente, o empregado se tornava sócio dessa agremiação. Como os escritórios sempre mantiveram uma média de 1.800 funcionários, este também deveria ser o número aproximado dos associados da Atlética Matarazzo.

As mensalidades pagas variavam segundo faixas salariais. Os valores envolvidos eram pequenos, mas regularmente descontados das folhas de pagamento. Assim, todos os funcionários dos escritórios contribuíam, mesmo aqueles que não frequentavam a Atlética. Os funcionários não poderiam optar entre serem ou não associados. Como informou um ex-diretor, todos eram obrigados a se filiar:

Na Atlética era o seguinte. Você entrava como empregado na Matarazzo, automaticamente, você era sócio. Então você fazia parte do quadro da Atlética. (…) Descontava-se a mensalidade na folha de pagamento. (…) Quando você assinava o contrato de trabalho, você já era sócio da Atlética. Era obrigatório. Várias pessoas tentaram mais tarde sair, quando ela já não oferecia nada… Mas não era possível. Nunca ninguém conseguiu. Então eles descontavam. Não era uma coisa exorbitante, mas vinha descontado na folha de pagamento. (…) Você era obrigado a entrar. (L.R.)

Sedes Sociais

Em julho de 1931, a diretoria resolveu desocupar a sala situada na Av. Brigadeiro Luís Antônio nº 44. Alegava tratar-se “De um prédio muito acanhado, fora de mão e de aluguel demasiado alto“.

Em 1932, a Associação comprou um terreno situado na Alameda Casa Branca, de propriedade do Conde Luiz Eduardo Matarazzo, onde foi instalada a praça de esportes. Além de um bangalô e de uma quadra de tênis já existentes no local, a Associação pretendia construir um ginásio para jogos de basquete, aproveitável também para bailes.

O Conde Francisco Matarazzo Jr., então administrador gerente da S/A Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, prometia que, durante o primeiro ano posterior à compra, a empresa contribuiria com a soma de um conto de réis (1:000$000) por mês, a fim de auxiliar a Associação a saldar sua dívida de 400 contos de réis!

A tarefa, bastante árdua, não foi levada adiante e, em maio de 1936, a Associação desfez o negócio, passando, então, a alugar o mesmo terreno, utilizando-se apenas da quadra de tênis. Nesse mesmo ano, uma nova sede social (alugado) foi instalada num conjunto de salas do Edifício Martinelli.

Associação Atlética Matarazzo, montou no 19º andar, a sua sede, onde ocupava praticamente três quartos do espaço físico. Pegava toda a parte da Avenida São João e parte da Rua Líbero Badaró.

Tinha uma mesa de bilhar, tinha uma bonita biblioteca, um bar, mesa de pingue-pongue, xadrez, dama, dominó. Naquela ocasião, o clube já contava com time de futebol, onde disputava o campeonato, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Em 1940, devido às dificuldades financeiras pelas quais passava, a Atlética deixou de alugar a quadra de tênis. Os custos com sua manutenção e com a compra do material para a prática do esporte tornaram-se muito onerosos. Para os jogos de futebol, a Atlética alugava o campo da vila operária Maria Zélia, na Rua Catumbi.

Escudo publicado no História do Futebol em 2011: https://historiadofutebol.com/blog/?p=21686

No Martinelli, a Associação ficou até 1956, quando recebeu uma notificação para desocupar as salas. Mudou-se, então, para um salão de propriedade da empresa num edifício recém-construído na Av. do Estado.

Finalmente, por volta de 1958, a empresa permitiu que o clube construísse a sede definitiva em um terreno de sua propriedade, situado à Av. Ordem e Progresso, no bairro do Limão.

Lá permaneceu até 1986, quando a empresa vendeu a praça de esportes para uma fábrica de retentores. Hoje, a Atlética Matarazzo se resume à sua secretaria, que funciona precariamente numa das salas dos escritórios da fábrica do Belenzinho.

Futebol na Matarazzo

Escalação: Tião; Cardoso e Oldemar; Chico, Marino e Douglas; Mineiro, Yube, Piloto, Dante e Gasolina.

O futebol era praticado na Associação Atlética Matarazzo, desde sua fundação, em campeonatos internos entre as diferentes seções dos escritórios centrais, de onde selecionavam-se os integrantes da equipe principal. Esta, por sua vez, disputava os campeonatos internos interfábricas, que reuniam os grêmios das Indústrias Matarazzo da Capital e também do interior do estado de São Paulo.

A partir da década de 30, esse quadro passou por transformações. Em 1933, a primeira participação da Atlética no Campeonato da Liga Esportiva Comércio e Indústria (LECI), quando obteve a 2ª colocação.

Já nessa época, a diretoria constatava e criticava o pequeno entusiasmo dos associados com relação ao desempenho do time de futebol, problema que se intensificaria nos anos seguintes: “Provavelmente teríamos obtido ainda melhor colocação se houvesse mais entusiasmo por parte dos senhores sócios por esta modalidade de esporte, fato este, aliás, já consignado no relatório da Diretoria relativo a 1932“.

A inclusão no torneio da LECI motivou a Atlética Matarazzo a admitir jogadores dos grêmios das fábricas para integrar sua equipe. Com isso, os campeonatos internos interfábricas ganharam novo ânimo, acirrando ainda mais as disputas entre os jogadores que, agora, deparavam-se com a possibilidade de participar de um campeonato oficial e de aumentarem seus proventos, projetando-se como futebolistas.

Desse modo, favoreceu-se a profissionalização paralela de operários-jogadores, que dependiam do emprego para seu sustento e que não encaravam o esporte como diversão, mas como uma forma de complementação salarial.

No entanto, com o passar do tempo, esses operários-jogadores deixaram de ser privilegiados pela Atlética Matarazzo em virtude da entrada no time de jogadores profissionais de fato.

A partir dos anos 40, o quadro de futebol manteve-se muito próximo da administração da empresa, despertando o interesse dos filhos do Conde Jr., que chegaram a integrar a equipe como jogadores. Pode-se mesmo afirmar que o time de futebol estava mais estreitamente ligado à administração da empresa que à própria diretoria da Atlética Matarazzo. Era quase outro clube.

A adoção do profissionalismo parecia ocorrer de modo concomitante a uma maior autonomia do departamento de futebol dos clubes em relação às suas demais atividades.

Escalação: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Essa autonomia garantia maiores recursos à prática do futebol, pois, caso se mantivesse equiparada às outras atividades do clube, as verbas teriam que ser divididas.

Ainda na década de 40, a Associação deixou de participar com frequência dos torneios da LECI. Sua maior atividade centrava-se, então, na disputa de jogos amistosos contra times varzeanos, até, finalmente, ser incluída entre os clubes com direito à participação do Campeonato Amador da Cidade de São Paulo, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Ao contrário do Campeonato Amador do Interior, as exigências da FPF para a inscrição no torneio da Capital eram menores. A partir de determinado número de associados, os clubes já teriam condições de participar, mesmo não dispondo de instalações necessárias à prática do futebol, como era o caso da Atlética Matarazzo.

Na década de 50, com a participação dos irmãos Ermelino e Eduardo Matarazzo, filhos do Conde Júnior, foi decisiva nesse sentido. Cuidaram de dotar a Atlética das condições necessárias à manutenção de uma equipe profissional.

Montaram uma comissão técnica com massagista, roupeiro e um técnico de futebol com experiência anterior, que já era funcionário da empresa. Mas, sobretudo, passaram a fornecer o dinheiro para o pagamento do “bicho” aos jogadores.

Craques de bola

Ermelino, então goleiro da equipe juvenil do Palmeiras (entre os anos 1943/45), valendo-se de sua influência no meio futebolístico, também conseguiu reunir jogadores profissionais, seus colegas, para integrarem, eventualmente, o time da Matarazzo.

Durante a disputa do Campeonato Amador da Capital e dos torneios da LECI e do Serviço Social da Indústria (SESI), a equipe da Atlética era formada basicamente por jogadores profissionais de clubes da cidade, que, mais tarde, tornar-se-iam nomes famosos do futebol brasileiro como, por exemplo: Colombo (Corinthians); Gino Orlando, Bibe, Savério e Bauer 121 (apelidado “o monstro do Maracanã” por sua atuação na Copa do Mundo de 1950), todos do São Paulo F.C. entre outros.

Matarazzo campeão da Divisão de Comércio e Industria (ACEA) de 1955

Na quinta-feira, às 21 horas, do dia 22 de dezembro de 1955, a Atlética Matarazzo se sagrou campeão da Divisão de Comércio e Industria, organizada pela ACEA (Associação Comercial de Esportes Atheticos. Fundada em 1930), ao vencer a Metalúrgica Matarazzo F.C. por 1 a 0, no Estádio do Pacaembu, na capital paulista.

O gol do título saiu aos 23 minutos do primeiro tempo. Após receber o passe, Mineiro toca para Yube, que rapidamente centra a meia altura para Mineiro, que mesmo marcado, conseguiu dominar e chutar firme para o gol da noite. Arbitragem ficou a cargo de João Etzel.

A.A. Matarazo: Tião; Cardoso e Oldemar; Chico, Marino e Douglas; Mineiro, Yube, Piloto, Dante e Gasolina.

Met. Matarazzo: Bilu; Pires e Stelvio; Mario, Carlito e Moraes; Jacob, Abelha, Hélio, Placido e Valdemar.

Detalhe: O Metalúrgica Matarazzo Futebol Clube foi Fundado na quinta-feira, do dia 15 de Junho de 1933. A sua Sede social ficava localizada na Rua da Mooca, nº 609, no bairro da Mooca, na região leste da cidade de São Paulo/SP. Em 1942, contava com número total de 1.300 sócios.

Campeonato Paulista de Futebol Amador do Estado de 1955

No primeiro jogo, fora de casa, Matarazzo arrancou empate

No domingo, às 15 horas, do dia 2 de junho de 1956, foi realizado o 1º jogo, na melhor de três, entre Atlética Matarazzo (campeão da capital)e Associação Atlética Itapetininga (campeão do Interior), para definir o Campeão Amador do Estado de São Paulo, certame este referente ao ano de 1955, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

O Matarazzo arrancou empate em 2 a 2, fora de casa, após estar perdendo por dois gols. O primeiro tempo foi marcado pelas defesas sobressaindo os ataques e o placar terminou sem gols.

Na etapa final, Alceu marcou duas vezes colocando os itapetininganos em vantagem. No entanto, Dante e Mario deixaram o placar novamente em igualdade. O árbitro foi Norberto Rodrigues de Paula e a Renda foi de 26 mil cruzeiros.

Itapetininga: Bili; Rubens e Roque; Silvio, Cacau e Tempero; Tico-Tico, Alceu, Name, Coquita e Quitu.

Matarazzo: Tião; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Na segunda partida, Matarazzo goleou

A segunda peleja da série melhor de três será realizada no domingo seguinte, às 15 horas, do dia 9 de junho de 1956, entre Atlética Matarazzo e Associação Atlética Itapetininga, no Parque Antarctica. A partida foi transmitida pela Rádio Panamericana.

Com a entrada franca, o que se viu foi de um público apenas regular. O árbitro foi Casimiro Gomes, que cometeu alguns erros, mas em que nada influíram no resultado final.

O Matarazzo conquistou uma imponente goleada sobre o Itapetininga pelo placar de 5 a 0. Com o resultado, o time só precisava de um ponto no terceiro jogo para fica com o título.

O primeiro tempo foi fraco tecnicamente, com poucas chances de gol. Mas quando melhor chance surgiu o Matarazzo abriu o placar aos 5 minutos. Yube tocou para Mario, pela direita, que driblou o seu marcador e centrou na área. Piloto testou firme para o 1º gol.

Na segunda etapa, o Matarazzo ampliou aos 6 minutos. Após bela jogada, Piloto deu passe “açucarado” para Mario, que dentro da área, fuzilou a meta de Bili, que nada pode fazer.

Com o Itapetininga atordoado, veio o 3º gol. Dante deu ótimo passe para Zeca que tocou na saída do goleiro, colocando a bola no fundo das redes. O 4º tento saiu aos 22 minutos, quando Dante lançou Yube fez um golaço com maestria.

O 5º tento, saiu aos 38 minutos, numa arrancada de Zeca, que invadiu a grande área e foi derrubado por Rubens. Pênalti, Yube cobrou com categoria, dando números finais a peleja.

Matarazzo: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Itapetininga: Bili; Rubens e Roque; Silvio, Cacau e Tempero; Tico-Tico, Alceu, Marolo, Coquita e Quitu.

Matarazzo volta a vencer e fica com o título inédito do Estadual Amador

Escalação: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

No domingo, às 15 horas, do dia 16 de junho de 1956, foi realizado o 3º jogo e último, na melhor de três, entre Atlética Matarazzo e Associação Atlética Itapetininga, no Estádio do Esporte Clube São Bento, em Sorocaba, no Interior Paulista. Mais uma vez o árbitro foi Casimiro Gomes, que teve uma atuação regular. A Renda foi de Cr$ 12.530,00.

Após um empate (2 a 2) e uma vitória (5 a 0), a Atlética Matarazzovoltou a derrotar o Itapetininga pelo placar de 2 a 1, ficando com o inédito título do Campeonato Paulista de Futebol Amador do Estado de 1955.

Ao contrário dos dois primeiros jogos, a primeira etapa foi agitada com as duas equipes buscando o gol. Melhor para o Matarazzo que abriu o placar aos 12 minutos, após o zagueiro Rubens cometer um pênalti. Ciro cobrou com categoria. Porém, aos 18 minutos, o Itapetininga conseguiu o empate por intermédio de Alceu. O que se viu até o final da primeira etapa foi um jogo equilibrado.

No segundo tempo, melhor coordenado, o Matarazzovoltou a ficar na frente do placar aos 20 minutos por intermédio de Mario. O clima esquentou e o meia do Itapetininga Tempero agrediu o árbitro Casimiro Gomes. Na sequência o juiz expulsou quatro jogadores Itapetininga: Tempero, Roque, Quitu e Tico-Tico. Com isso, sem forças e emocionalmente abalado o Itapetininga não foi páreo e viu a Associação Atlética Matarazzo ficar com o título!

Matarazzo: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Itapetininga: Bili; Rubens e Roque; Silvio, Cacau e Tempero; Tico-Tico, Alceu, Marolo, Coquita e Quitu.

Desenho dos escudos e uniformes: Sérgio Mello

FOTOS: A Gazeta Esportiva (SP)

FONTES: A Gazeta Esportiva (SP) – “Futebol de Fábrica em São Paulo”, um trabalho de Dissertação de Mestrado em Sociologia apresentada ao Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, por Fátima Martin Rodrigues Ferreira Antunes.  

Associação Metropolitana de Esportes Athleticos – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1924

Por Sérgio Mello

Na sexta-feira, do 23 de fevereiro de 1924, após abandonarem a LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres) America Football Club, Bangu Athletico Club, Botafogo Football Club, Club de Regatas Flamengo e Fluminense Football Club já “costuravam” um plano (adiantado) para criar uma nova liga.

Já tinham o apoio de outros seis clubes: Andarahy, Paysandú, Brasil, Hellenico, Associação Cristã e Tijuca Tennis. O nome escolhido foi “Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA)”. O pavilhão era em azul e ouro e a Sede social ficava na Avenida Rio Branco, em cima do Restaurante Alvear, no Centro do Rio.

A data oficial da fundação da AMEA aconteceu na tarde da sexta-feira, no dia 31 de fevereiro de 1924, no gabinete do Dr. Arnaldo Guinle, na Avenida Rio Branco, nº 109, no Centro, na presença dos representes dos clubes. O 1º Presidente foi Dr. Arnaldo Guinle. No entanto, a data oficial de fundação ficou: 1º de Março de 1924.

Na ata de fundação, os seguintes membros assinaram:

A. Guinle, Raul Reis, Burle de Figueiredo, Mario Polo, Renato Pacheco, Nilon Rolin Pinheiro, Heraclyto Sobral, Heitor Luz, Ary Miranda, Mauricio Abreu, Alair Antunes, João Teixeira de Carvalho, Mathias Costa, Ary Franco, Jayme Maia, Iberê Bernardes, Samuel de Oliveira, A. Moraes e Castro, Herbert Filgueiras, Germano Azambuja, Homero Esteves de Almeida, Mario Vieira, Henrique Arthur Joaquim Guimarães, Guilherme Pastor, Marcondes Romero, Mario Alves da Cunha, Victor Guibard Cesar Silva, João Borges Sampaio, Aloysio Távora e Armando de Virgilis.

O Jornal do Brasil deu destaque a fundação da AMEA e publicou a seguinte reportagem, no seu jornal no dia seguinte (1º/03/24):

Os trabalhos foram abertos pelo que Dr. Arnaldo Guinle, pedindo que desse indicado o seu presidente, recaindo a escolha no S. S. por aclamação, por proposta Dr. Heitor Luz.

Ao assumir a presidência, o presidente do tricampeão da cidade (Fluminense) proferiu ligeiras palavras alusivas ao ato. Disse S. S. mais ou menos que a atitude dos grandes, não fora hostil à entidade de que se desligaram; queriam apenas O eles engrandecimento do desporto, mas, que os outros clubs assim não entenderam, não compreendendo os seus intuitos.

A nova instituição não procura uma demonstração de força uma ambição; cogita, sim, de trabalhar pelo engrandecimento do sport.

Falando sobre o projeto de reforma, disse S. S.:“De nada valeram os títulos com que se apresentaram os autores do projecto. Foi elle repellido por aquelles que nada tinham a perder”.

E concluiu propondo que fosse fundada a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos, sendo fundadores, para os direitos estatutários, o America, o Bangu, o Botafogo, a Fluminense e o Flamengo.

O Sr. Mario Pollo falou sobre a denominação de Metropolitana, que poderia ser modificada se a maioria assim entendesse, Referiu-se à entrevista de Heitor Luz, e agradeceu aos quatro clubes a confiança que lhe haviam depositado, designando-o seu “leader” na Liga.

Felicitou os três outros clubs pela unidade de vistas que sempre mantiveram com o Fluminense, muito embora as intrigas que se fizeram. O. Sr. Renato Pacheco, em nome do Botafogo, aceitou denominação da nova entidade e salientou o trabalho do Sr. Mario Pollo, pelo que pedia a consignação de um voto de louvor a S. S. Esse voto foi aprovado.

Os Srs. Raul Reis. Burie de Figueiredo e Ary Franco, em nome do America, Flamengo e Bangu, aceitaram também a denominação. O Sr. Arnaldo Guinle, em seguida. declarou fundada a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos e como clubes fundadores, o America, Bangu, Botafogo, Fluminense e Flamengo.

O Sr. Mario Pollo declarou que, embora fundada hoje (31/02/24), a data seja 1° de março, para que não tenhamos de comemorar só de quatro em 4 anos a sua fundação. Foi aceito esse alvitre.

O Sr. Arnaldo Guinle disse que nomear uma comissão organizadora. Deliberou-se que a comissão de estatutos continuasse a mesma, designando-se o Sr. Ary Franco, do Bangu, para acompanhar os seus trabalhos, como assistente.

Discutiu-se, depois, a nomeação de uma comissão organizadora, para tratar da nova sede, etc., ficando constituída dos presidentes dos cinco clubes, sob a presidência do Sr. Arnaldo Guinle.

Em seguida. foi designada uma reunião para as 9 horas da manhã do próximo domingo, do dia 9. no Club Fluminense. Nessa ocasião, serão discutidos os novos estatutos, bem como os demais assuntos referentes à nova instituição.

Por fim os presentes assinaram a ata de fundação.

Finda a reunião, pudemos ouvir algumas palavras do Dr. Arnaldo Guinle. S. S. mostra-se satisfeito e esperançado com o ramo dos acontecimentos. Desse esperar que a imprensa, com seus comentários justos, será mais uma vez a guiadora ada opinião pública, mostrando onde está a razão e qual a causa justa.

Tem plena confiança no nova futuro da entidade, pois dela depende o progresso e o desenvolvimento do sport carioca. Estivera à frente do movimento, já agora vencedor, não como um ato de hostilidade a Liga Metropolitana, mas porque, assim fazendo, desagradava os brios do sport da capital.

O Vasco não figurará como Fundador

Não obstante ter aderido à causa dos “grandes” clubes, o campeão da nossa cidade, Club de Regatas Vasco da Gama, não foi incluído no número dos fundadores da AMEA.”  

No ano seguinte (1925), o Vasco da Gama passou a integrar a liga. Por isso, apesar de terem sido realizados campeonatos cariocas paralelos entre 1924 e 1932, a atual FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) reconhece, a partir de 1925, apenas os campeonatos da AMEA, pois estes contavam com os grandes do então Distrito Federal. A Liga Metropolitana teve fim em 1935, quando foi incorporada pela recém-criada Federação Metropolitana de Desportos.

Escudo e uniforme desenhados: Sérgio Mello

FOTO: Revista Fon Fon (RJ)

FONTES: O Paiz (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) Fon (RJ)

Fotos raras de 1929 e 1941: Seleção Paraense de Futebol (escudos diferentes)!

Por Sérgio Mello

Fazendo um resumo sobre a história das ligas que organizaram as competições de futebol no estado do Pará. Tanto nas competições no estado quanto nas formações dos selecionados que representaram os paraenses nas competições do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

Bandeira e escudo de 1941

Década de 10

Na quarta-feira, no dia 05 de dezembro de 1906, foi criado “Pará Foot-Ball Association League”, que não chegou a concluir seu único campeonato de 1906. Em agosto de 1907, surgiu a “Liga Nacional de Futebol do Umarizal”, porém também não concluiu o único torneio que organizou.

Na quarta-feira, do dia 19 de agosto de 1908, foi Fundado a Liga Paraense de Foot-Ball (LPF). No domingo, do dia 10 de abril de 1910, a LPF foi refundada. E, na sexta-feira, do dia 23 de maio de 1913, novamente a “Liga Paraense de Foot-Ball” sofreu uma nova refundação.

A última entidade máxima do estado do Pará nos anos 10, surgiu na quarta-feira, foi dia 02 de maio de 1917, a “Liga Paraense de Sports Terrestres” (LPST). Permaneceu assim por cerca de 15 anos.

Década de 30/40

Revista Fon Fon, de 07/12/1929

Na terça-feira, do dia 29 de novembro de 1932, nasce a Liga Atlética Paraense (LAP). Durou por cerca de seis anos, até a fundação, em 1938, da “Associação Paraense de Futebol” (APF), na sexta-feira do dia 09 de maio de 1941, é criada a “Federação Paraense de Desportos (FPD)”.

Revista Fon Fon (RJ), de 07/12/1929

Década de 60

A Federação Paraense de Futebol (FPF) foi fundada na terça-feira, do dia 02 de dezembro de 1969, e instalada oficialmente na quarta-feira, do dia 1º de julho de 1970, quando a euforia tomava conta dos brasileiros que comemoravam a conquista do terceiro campeonato mundial de futebol, com a posse definitiva da Taça Jules Rimet.

O Pará, naquela época era um dos poucos Estados brasileiros que não possuíam uma entidade especializada, que cuidasse única e exclusivamente do futebol de campo. Há indícios que em algum momento a Federação se chamou: Liga Paraense de Futebol e Esportes Terrestres.

Revista Sport Ilustrado (RJ)

Colaborou: Marco André Araujo Pinheiro

Desenho dos escudos e uniformes: Sérgio Mello

FOTOS: Fon Fon (RJ) – Sport Ilustrado (RJ)

FONTE: Livro “A História do Futebol Paraense de Futebol”, do autor Ferreira da Costa

Inédito!! Grêmio Ludopédio Calafate – Belo Horizonte (MG): Três participações na Elite do Futebol Mineiro, nas décadas de 20 e 30!

Por Sérgio Mello

O Grêmio Ludopédio Calafate foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). Fundado na sexta-feira, do dia 03 de Julho de 1925, no bairro Calafate, em Belo Horizonte. A sua última Sede ficava na Rua Platina, nº 1.625, no bairro do Prado, em B.H. As suas cores eram o azul marinho e branco.

A sua 1ª Diretoria foi composta pelos seguintes membros:

Presidente – João Rodrigues Maia;

Vice-presidente – Milton Xavier;

1º Secretario – Antônio Guimarães Albernaz;

2º Secretario – Galileu Franco Belga;

Thesoureiro – João Viola;

Director Esportivo – Sérgio de Almeida Furtado.

Histórico na Elite do futebol Mineiro

O Grêmio L. Calafate disputou o Campeonato Mineiro da 1º Divisão, em três oportunidades: 1926, 1927 e 1932. E, no Estadual da Segunda Divisão em outras quatro vezes: 1927, 1928, 1930 e 1931.  

Em 1926, o Grêmio Ludopédio Calafate ingressou na Associação Mineira de Esportes Terrestres (AMET), criada pela Società Sportiva Palestra Itália (atual: Cruzeiro Esporte Clube), que havia se desligado da Federação Mineira de Futebol (FMF).

Logo depois, o Campeonato de Belo Horizonte começou em 1926. Na temporada seguinte, se filiou a FMF, uma vez que os clubes da AMET foram incorporados pela Federação Mineira e o G.L. Calafate passou a disputar o Campeonato Mineiro da 2ª Divisão.

Risos e Sorrisos (MG) de 1925

imbróglio ajudou ao G.L. Calafate jogar a Primeira Divisão Mineira

Campeonato Mineiro da 1ª Divisão de 1932, organizado pela Liga Mineira de Desportos Terrestres (LMDT), começou quente antes mesmo do seu início.  Vários clubes se desfiliaram da LMDT, protestando contra uma suposta parcialidade a favor do Atlético Mineiro.

Com isso, criaram uma nova liga: AMEG (Associação Mineira de Esportes Geraes). E o Grêmio Ludopédio se desligou da Federação Mineira e se filiou a AMEG. Sua maior glória foi a conquista do Campeonato de Belo Horizonte da Segunda Divisão de 1927.

Clube se fundiu e mudou de nome

Em fevereiro de 1933, devido ao surgimento do profissionalismo, uniu-se ao Sport, também do Prado, e passou a se chamar União Athletica Calafate. O uniforme passou a ser alvinegro. O presidente escolhido foi Sr. Waldomiro Machado.

A Associação Mineira de Football, na sexta-feira, do dia 22 de março de 1935, por meio do seu Conselho Administrativo, na sua última reunião eliminou por falta de pagamento os seguintes clubes:

Alves Nogueira, Esperança, Guarany, Horizontino, Minas Geraes, Montes, Palmeiras, Santa Cruz, Santa Thereza, Tupy e União Athletica Calafate. Após essa eliminação, o clube, que não chegou a realizar nenhuma partida, acabou sendo extinto.

Documento: Acervo de Fabiano Rosa Campos

Desenho do escudo e uniforme: Sérgio Mello

FOTOS: Risos e Sorrisos (MG) – O Malho (RJ)

FONTES: Henrique Ribeiro – Risos e Sorrisos (MG) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ)

Escudo raro de 1931: Campinas Futebol Clube – Campinas (SP)

Por Sergio Mello

O Campinas Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). O Tricolor Vilenseou “Moleque Apeanofoi fundado na segunda-feira, do dia de 7 de setembro de 1929, por um grupo de desportistas do bairro da famosa Vila Industrial, onde o clube possuía a sua Sede social.

Seu 1º Presidente foi o Sr. Francisco Muniz Pacheco. Já os seus fundadores do Campinas Futebol Clube foram os seguintes: Adolpho Bonturi, Afonso Guarulhos, Álvaro Urbano, Antônio Ferreira, Antônio Bento Gonçalves, Dino Bonturi, Firmino Gomes, Guido Bonturi, José Tavil e o esportista Elegância.

O Tricolor Vilense fazia contra o Guarani Futebol Clube o famoso Derby Campineiro”. Já Guarani FC x AA Ponte Preta é o clássico máximo do futebol de Campinas até os dias de hoje.

Dentre suas principais conquistas, destacamos: Campeão da Terceira Região da APEA em 1931, Campeão da Série Campineira (Campeonato de Campinas de Futebol da 1ª Divisão) de 1934 e Campeão do Torneio Início da Liga Campineira de Futebol em 1935 e 1937.

O Campinas Futebol Clube seguiu a sua jornada nas décadas de 40 até 70, quando encerrou suas atividades devido a problemas financeiros. Após meio século o simpático “Moleque Apeanoainda deixa saudades.

FOTO: Acervo de Moisés H G Cunha

FONTES: A Gazeta (entre 1931 e 1932)

Inédito!! Santa Cruz Football Club – Belo Horizonte (MG): Três participações na Elite do Futebol Mineiro, nas décadas de 20 e 30!

Por Sérgio Mello

O Santa Cruz Football Club foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). Fundado no domingo, do dia 03 de Maio de 1925. As suas cores eram o azul, vermelho e branco (uniforme tricolor). Em Julho de 1931, no papel timbrado (na matéria), menciona as cores em preto, branco e vermelho. Em abril de 1932, alterou para vermelho.

O clube teve algumas Sedes: Rua Pouso Alegre, 1.824; Rua Anhanguera, 140; Rua Salinas, 1861 e 1944; Rua Mármore, 70, 91 e 313 e na Rua Hermílio Alves, todos os endereços situados no bairro de Santa Tereza, que fica na região Leste de Belo Horizonte/MG.

O campo de treinos ficava no quartel da Polícia, no bairro vizinho de Santa Efigênia (a distância entre os dois era de cerca de 1 km). Além do futebol, o Santa Cruz também possuía equipes de tênis de mesa quando se sagrou campeão da cidade em 1930.

Três edições na Elite do Futebol Mineiro

O Santa Cruz Football Club esteve presente no Campeonato Mineiro da 1ª Divisão, em três oportunidades: nos anos de 1926 (pela AMET), 1929 (5º) e 1932 (LMDT – 7º). Também disputou quatro edições do Campeonatos Mineiro da Segunda Divisão: 1927 (4º lugar), 1928 (Campeão), 1930 (3º lugar) e 1931 (5º colocado).

Cerca de um ano após sua fundação, em 1926, o Santa Cruz F.C. ingressou no futebol ao se filiar na Associação Mineira de Esportes Terrestres (AMET), criada pela Società Sportiva Palestra Itália (atual: Cruzeiro Esporte Clube), que havia se desligado da Federação Mineira de Futebol (FMF). Em 1927, os clubes da AMET foram incorporados pela FMF e o Santa Cruz passou a disputar a Segunda Divisão Mineira.

Papel timbrado do Santa Cruz, de 21/07/1931

Campeão Mineiro da 2ª Divisão de 1928

O ápice do modesto Santa Cruz Football Club aconteceu em 1928, quando se sagrou campeão do Campeonato Mineiro da 2ª Divisão, no principal e também nos Aspirantes. A competição contou com a presença de seis equipes:

Avante Sport Club; Fluminense Football Club; Grêmio Ludopédio Calafate; Minas Geraes Football Club; Santa Cruz Football Club e Sport Club Carlos Prates.

O regulamento era simples: todas as equipes se enfrentaram em turno e returno e a equipe que somasse o maior número de pontos ficava com o título. Após dez rodadas, o Santa Cruz ficou com o caneco, com relativa folga.

Classificação Final de 1928

CLUBESPGJVEDGPGCSG
Santa Cruz161082451629
Fluminense F.C.1310613451530
G.L. Calafate129632426-2
S.C. Carlos Prates9941429209
Avante S.C.4927660-56
Minas Geraes F.C.29181022-12

Campanha:

Domingo – 1º de julhoSanta Cruz3X2G.L. Calafate
Domingo – 15 de julhoSanta Cruz4X3Fluminense
Domingo – 22 de julhoSanta Cruz1X2 *Minas Geraes
Domingo – 05 de agostoCarlos Prates1X4Santa Cruz
Domingo – 19 de agostoSanta Cruz13X0Avante S.C.
Domingo – 26 de agostoG.L. Calafate5X4Santa Cruz
Domingo – 09 de setembroFluminense2X1Santa Cruz
Domingo – 16 de setembroMinas Geraes0X6Santa Cruz
Domingo – 30 de setembroSanta Cruz2X1Carlos Prates
Domingo – 14 de outubroAvante S.C.0X7Santa Cruz
* O Minas perdeu os pontos do jogo, por ter colocado jogador irregular
Recorte do Estado de Minas (03/11/1929)

Mudança do estatuto rebaixou o Santa Cruz

Em 1929, de volta a Elite do Futebol Mineiro, o Santa Cruz fez uma boa campanha, dos 10 clubes participantes, terminando na 5ª colocação. Foram oito jogos, com três vitórias e cinco derrotas; marcando 15 gols, sofrendo 41 e um saldo de menos 26.

Em 1930, uma assembleia geral alterou os estatutos da liga. Portanto, Santa Cruz e Alves Nogueira foram rebaixados para a recém-estruturada Segunda Divisão, o Fluminense (vencedor da segunda divisão em 1929), não foram promovidos à Primeira Divisão de 1930. e o Villa Nova foi readmitido na Primeira Divisão, pois foi aprovado que poderia jogar suas partidas no seu estádio, em Nova Lima.  

Ainda em 1930, disputou o Campeonato Mineiro da 2ª Divisão. Com a participação de seis clubes, o Santa Cruz terminou na 3ª colocação: foram nove pontos em 10 jogos; com quatro vitórias; um empate e cinco derrotas; marcando 25, sofrendo 22 e um saldo positivo de três. Apenas o campeão tinha direito ao acesso.  

Em 1931, na a Segunda Divisão Mineira, com a presença de seis clubes, o Santa Cruz fez uma campanha ruim, ficando na penúltima colocação, com quatro pontos em cinco jogos; duas vitórias e três derrotas; marcando 15 gols e sofrendo nove.

Desfiliações ajudaram o retorno do Santa Cruz à Primeirona

O Campeonato Mineiro da 1ª Divisão de 1932, organizado pela Liga Mineira de Desportos Terrestres (LMDT), começou quente antes mesmo do seu início.  Vários clubes se desfiliaram da LMDT, protestando contra uma suposta parcialidade a favor do Atlético Mineiro. Com isso, criaram uma nova liga: AMEG (Associação Mineira de Esportes Geraes).

O Atlético Mineiro foi o único maior clube permaneceu no LMDT e venceu o campeonato com facilidade e invicto. Na outra liga, o Villa Nova foi campeão de forma invicta.

Com essa debandada, Palestra Itália (atual: Cruzeiro), América, Sete de Setembro e Villa Nova os clubes escolhidos para substituí-los foram: Santa Cruz, Sport Club Carlos Prates, Alves Nogueira Football Club e Retiro Sport Club.  

Entre idas e vindas, oito equipes formaram o Campeonato Mineiro da 1ª Divisão de 1932. O regulamento simples, com todos se enfrentando em turno e returno, o campeão ficaria com a taça. Como já mencionamos, o Galo foi o campeão, enquanto o Santa Cruz fez uma campanha ruim, terminando na 7ª colocação: foram sete pontos em 14 jogos; três vitórias, um empate e 10 derrotas; marcando 19 gols, sofrendo 41 tentos e um saldo negativo de 22.  

Em 1933, foi adotado o regime do futebol profissional no Brasil. Sem muito tempo para uma adaptação, diversos clubes foram extintos e outros permaneceram no amadorismo, dentre eles, o Santa Cruz.

A partir daí, o modesto clube do bairro de Santa Tereza seguiu disputando amistosos e competições na esfera amadora. Nesse ritmo prosseguiu por mais três anos, quando não foram encontrados mais informações sobre o simpático Santa Cruz.

FOTO: Acervo de Fabiano Rosa Campos – Estado de Minas (MG)

FONTES: Rsssf Brasil – pesquisador e historiador Henrique Ribeiro

Inédito!!! Rio Foot-Ball Club – Rio de Janeiro (RJ): Foi o 1º adversário na história do Fluminense F.C. (RJ), em 1902!

Por Sérgio Mello

O Rio Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado da sexta-feira, do dia 18 de julho de 1902, por iniciativa dos jovens desportistas Armando Savio, Harold Cox, Gabriel e Jorge Nicklaus, Francisco Loup, Adolpho Nery, T. Mackintosh e Jorge Paes Leme. No primeiro mês, o Rio contava com 14 sócios, número esse que se elevou a 26, no segundo mês e assim foi aumentando gradativamente até chegar a 87. As cores escolhidas foram, o preto, branco e roxo.

A polêmica escolha do nome

A história começou meses antes, quando Oscar Cox organizou uma excursão para São Paulo, aonde iria realizar dois jogos, com o nome de “Rio Team”. Ali nascia o embrião que depois surgiria o Tricolor das Laranjeiras.

Oscar Cox montou a lista dos jogadores que viajariam para a Terra da Garoa. Dentre os “cortados” estava o Mister T. Mackintosh, que não gostou nem um pouco dessa decisão.

Então, organizou um grupo de rapazes e fundou o Rio Foot-Ball Club. A curiosidade do nome é que Oscar Cox já tinha manifestado para os amigos que o nome escolhido para fundar a futura equipe seria Rio Foot-Ball Club.

Porém, Mister T. Mackintosh, talvez por picuinha, se antecipou e batizou o seu time com o nome que Oscar Cox escolhera. Com isso, tal imprevisto determinou a mudança de nome para Fluminense Football Club.

A sua 1ª Diretoria estava composta pelos seguintes senhores:

Presidente – Armando Savio;

Vice-Presidente – Jorge Paes Leme;

Secretario – Jorge Nicklaus;

Thesoureiro – Francisco Loup;

Captain – Harold Cox.

A 2ª Diretoria foi eleita cerca de dois meses depois, na terça-feira, do dia 30 de Setembro de 1902, com os seguintes dirigentes:

Presidente – Raul Brandão;

Secretario – Emílio da Rocha Lima;

Thesoureiro – Heitor Luz;

Commisiorario – Manoel da Guia Ferreira;

Commisão Diretora de Jogos – João Ferreira, Henrique Palm, T. Mackintosh, Affonso Castro e Arnaldo Cerqueira.

Primeira “Praça de Esportes”

No mês seguinte, a diretoria trabalhou muito em prol do clube, pois o Rio se via em dificuldades para realizar seus jogos devido à falta de campo. O clube já contava com um grande número de sócios e conseguiram comprar terrenos na Rua Dona Mariana, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio, com o intuito de construir a sua Praça de Esportes.

O Rio conseguiu o seu campo na Rua Guanabara, esquina da do Paysandú, graças aos esforços tanto da diretoria como dos sócios em geral. Apesar dessa afirmação da matéria, acredito que na realidade, o Rio F.B.C. fez alguma parceria com o Fluminense Football Club, pois esse endereço correspondia ao Tricolor das Laranjeiras.

Harold Cox era irmão de Oscar Cox

Um dos fundadores do Rio F.B.C., Haroldo Cox era filho de um cidadão inglês vice-cônsul da Inglaterra no Equador e irmão de Oscar Cox, que três dias depois (do surgimento do Rio F.B.C.)  ajudou a fundar o Fluminense Football Club. Então, tempos depois, os dois irmãos resolveram fazer de forma oficial a estreia das duas agremiações e marcaram a data para a peleja: 19/10/1902.

Fluminense Football Club x Rio F.B.C. – 1º jogo da história do Tricolor!

No dia do jogo, uma matéria no Correio da Manhã, destacava o encontro: “Para assistir esta emocionante prova recebemos amável convite assignado pelos directores srs. Mario Rocha e dr. Domingos Moitinho.

Três meses e um dia depois da sua fundação, o Rio Foot-Ball Club entrou para a história do futebol carioca e brasileiro, pois foi o 1º time que enfrentou o Fluminense Football Club, no domingo, às 16 horas (de Brasília), dia 19 de outubro de 1902, na Praça de Esportes, da Rua Payssandu, em Laranjeiras.

Na ocasião, o Tricolor das Laranjeiras goleou o Rio F.B.C. pelo elástico placar de 8 a 0. Os gols da peleja foram assinalados por Horácio Costa Santos, três vezes; Heráclito Vasconcellos, em duas oportunidades; Félix Frias, Eurico de Moraes e Adolpho Simonsen um tento cada.

O curioso foi que oito dias antes da partida, uma pequena nota no Jornal do Brasil (sábado do dia 11 de outubro de 1902), descreveu que o Rio F.B.C. estava se preparando para a peleja: “Logo que o Rio Foot-Ball Club completar o seu team, consta-nos que desafiará o Fluminense Foot-Ball Club”.

O segundo jogo do Fluminense aconteceu no domingo seguinte (26/10/1902), diante do Paysandu Cricket Club, na Praça de Esportes, da Rua Payssandu, em Laranjeiras. O Tricolor, desperdiçou dois pênaltis – defendido pelo arqueiro Harrison, acabou derrotado por 3 a 0. Os gols foram de K. Robinson, duas vezes, e R. Brenton completou o placar. 

FLUMINENSE F.B.C (RJ)           8        X        0        RIO F.B.C. (RJ)

LOCALEstádio da Rua Payssandu, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio (RJ)
CARATERAmistoso Estadual
DATADomingo, do dia 19 de outubro de 1902
HORÁRIO16 horas (de Brasília)
PÚBLICOEntrada Franca
ÁRBITROLouis Nóbrega Junior
AUXILIARESJ. Rocha Lima e Dr. Domingos Moitinho
FLUMINENSEAmerico Couto (Goal-keeper); Victor Etchegaray (full-bocks) e Mario Frias (holf-bocks); Walter Schubak, Oscar Cox e Mario Rocha (holf-bocks); Félix Frias, Heráclito Vasconcellos, Horácio Costa Santos, Eurico Moraes e Adolpho Simonsen (forwards).
RIO F.B.C.R. Belfort (Goal-keeper); T. Mackintosh e H. Palm (full-bocks); B. Lockhost, Alvarenga Senior e D. Croik (holf-bocks); T. Pereira, Alvarenga Junior, H. Brenton, J. Stewart e A. Cerqueira (forwards).
GOLSHorácio Costa Santos aos 5 minutos (Flu); Adolpho Simonsen aos 12 minutos (Flu); Heráclito Vasconcellos aos 20 minutos (Flu); Félix Frias aos 32 minutos (Flu), no 1º Tempo. Eurico de Moraes aos 8 minutos (Flu); Horácio Costa Santos aos 16 e 23 minutos (Flu); Heráclito Vasconcellos aos 28 minutos (Flu), no 2º Tempo.

Amistosos

Em 1903, o club jogou somente um jogo contra o Internacional Sport Club, vencendo pelo placar de 3 a 1. Em 1904, o Rio disputou dois jogos contra o Internacional Football Club. Vencendo um e sendo derrotado no outro.

Em pouco tempo depois jogou com Carioca Foot-Ball Club, do bairro de Botafogo, perdendo por 4 a 1. Uma das causas dessa derrota foi que o time estav2a desfalcado de dos jogadores.

Uniforme inglês

O club encomendou na Inglaterra o seu uniforme completo, que consta de camisa branca com monograma bordado a cores preta e roxa, bonet e faixas da mesma cor. As referidas cores branca, preta e roxa de tom violáceo, são ainda usadas e pertencem bem ao seu altivo pavilhão.

Em 1905, o Rio Fot ball Club tornou-se uma time forte e adquiriu bons reforços como: M. Simonsen, R. Brancante, Alberto Borgerth, A. de Almeida, D. Amaral, H. Peixoto, F. Figueira, A, Antunes e outros. Contra o Carioca, também um adversário forte, empenhou-se nos jogos vencendo em dois e empatando dois.

Em março de 1905 foi definido a Diretoria para os dois próximos anos, formado pelos seguintes membros:

Presidente – Mario Campello;

Vice-Presidente – Harold Cox;

Secretario – Adolpho Nery;

Thesoureiro – Francisco Loup;

Conselho Fiscal – Crespo Savio, Antônio Araujo e Armando Savio.

Um fato curioso é que nos próximos anos (1905-07) foram encontrados, algumas notas no qual o clube realizavam treinos, no campo do Fluminense Football Club, e jogos-treinos contra o Tricolor das Laranjeiras, demonstrando que a relação de ambos era da mais alta fidalguia. 

Em 1906, no começo da temporada jogou contra o Humaytá, mas a partida nã não terminou, porque o adversário desistiu, depois do Rio ter marcado o primeiro gol. Em seguida, jogou contra o Brasil Foot-Ball Club: derrotando-o por 5 a 1; contra o Gymnasio, do qual goleou por incríveis 10 a 0; contra o Carioca Football Club, derrotando-o por 5 a 2.

Grandes goleadas

Disputou depois contra o Ypiranga, infringindo uma inapelável goleada de 15 a 0; poucos dias após contra o Cattete levando-o de vencida por 3 a 0; e encerrou a sua brilhante temporada, no sábado dia 3 de novembro de 1906, goleando novamente o Cattete peplo placar de 10 a 1. O 2º Team também jogou na estação de 1906, com dois jogos e duas vitórias diante do Carioca (2 a 0) e contra o Guanabara (1 a 0).

Os jogadores que mais se destacaram na temporada foram: F. da Silveira, Mario Rezende, A. Antunes, A. Barreto, Brancente, Simonsen, Alair, Décio, Figueira, Arminio Motta, Alberto Borgerth, A. Almeida, W. Silva, Harold Cox, M. Campello, Η Peixoto, F. Loup, C. Smart, O. Ferreira, H. Rezende, J. Ayrosa, A. Bartholomeu, L. Bartholomeu, J. Paes Leme, Armando Dutra e Leoncio de Carvalho.

O 1º Team jogou, na temporada de 1906, 10 jogos, vencendo em todos; marcando 52 gols e sofrendo apenas cinco. Os artilheiros foram H. Peixoto, F. Loup e Armande de Almeida; cada um tendo assinalado mais de 10 gols.

Rio F.B.C. ajudou a fundar a União Sportiva Fluminense

No domingo, às 16 horas, do dia 5 de Maio de 1907, em amistoso, o Rio enfrentou o Cattete, no campo do Cattete, na Escola Militar. O 1º Team escalado foi: F. da Silveira; F. Lopes e Simonsen; A. Borgeth, A. Oliveira e C. Menezes; H. Peixoto, F. Loup, G. Carvalho, M. Campello e F. Mattos. Reservas: A. Valente, L. Bartholomeu, J. Paes Leme e Adolpho Nery.

Na preliminar, às 14 horas, as duas equipes também se enfrentam nos Segundos Team. O Rio estava assim escalado: M. Rezende (Cap.); D. Amaral e A. Gomes de Castro; H. Cox, W. Silva e G. Agese; M. Lopes, J. de Castro, A. Bartholomeu.

Por iniciativa do Rio Foot-Ball Club foi fundado na quarta-feira, do dia 08 de Maio de 1907, a União Sportiva Fluminense (USF), com Sede ficava na Rua Paysandu, n° 40, no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio/RJ. O Cattete Football Club e Bahia Football Club também estiveram presentes e filiados.

A 1ª Diretoria da União Sportiva Fluminense (USF) foi composta pelos seguintes membros:

Presidente – Luiz Costa Carvalho;

Secretário – Emmanuel de Almeida Sodré;

Thesoureiro – Oswaldo Palhares.

Pela 3ª rodada do Campeonato da União Sportiva Fluminense (USF), no domingo, do dia 14 de Julho de 1907, O Rio Foot-Ball Club derrotou o Sport Club José Floriano, de Copacabana, pelo placar de 2 a 1, nos Primeiros Team e 4 a 0, nos Segundos Team.

O Rio liderava nos Primeiros Team ao lado Cattete com 4 pontos (três jogos, com duas vitórias e uma derrota; marcando seis gols e sofrendo quatro). E, nos Segundos Team, o Rio liderava isolado com seis pontos: três vitórias em três jogos; marcando oito gols sem sofrer nenhum.

No entanto, o Rio F.B.C. e o Carioca Football Club, do bairro de Botafogo (não confundir com o homônimo e tradicional do Jardim Botânico) abandonaram a competição.

Não se sabe oficialmente o motivo do abandono, mas talvez tenha relação com a partida entre as duas equipes quando aconteceu uma briga generalizada, que ganhou repercussão em parte da imprensa.

A briga aconteceu uma vez que o Rio era quase uma filial do Fluminense, enquanto o Carioca era uma filial do Botafogo F.C. Devido a rivalidade, na época, os jogadores acabaram indo às vias de fato.

Alberto Borgerth ajudou a montar o futebol no C.R. Flamengo

Apesar do começo trincado, a relação entre o Rio Foot-Bball Club e Fluminense Football Club ao longo do tempo estreita. Muitos sócios frequentavam as duas agremiações de forma harmoniosa.

No final, o Rio F.B.C. passou a ser um “Clube Satélite” do Tricolor, onde possuia uma equipe juvenil de sócios do Fluminense que passavam a jogar nessa equipe. Nessa leva de jovens atletas, um em especial: Alberto Borgerth.

Nascido no Rio de Janeiro/RJ, em 03 de dezembro de 1892, Borgerth começou no futebol do Rio F.B.C. em 1905, aos 13 anos. No ano seguinte (1906), acumulou o futebol com o Remo, no Flamengo.

Em 1910, aos 18 anos, começou a jogar no primeiro time do Fluminense, sagrando-se campeão carioca em 1911. No final de 1911, por causa de um desentendimento interno no clube, do qual foi pivô, passou para o Flamengo, que não tinha seção de desportos terrestres e fundou o Departamento de futebol.

Fez o seu 1º jogo, na sexta-feira, do dia 03 de maio de 1912, na sonora goleada imposta pelo Flamengo ao Mangueira pelo placar de 15 a 2, no Estádio da Campos Salles, no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio. Jogou no Flamengo até 1916, marcando um total de 27 gols.

Sedes sociais

Em 1902, a sua 1ª Sede (provisória, onde ficava a Federação Brasileira das Sociedades de Remo) ficava na Rua Evaristo da Veiga, nº 74, no Centro do Rio (RJ). Até o clube definir a sua Sede na Rua Dona Mariana, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, alguns imóveis serviram de “casa”. Em 1907, dois endereços: no 1º semestre estava na Rua São Clemente, nº 140, em Botafogo, na Zona Sul do Rio; e no 2º semestre na Rua Paysandu, nº 40, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Em 1908, na Avenida Central, 183/ Sobrado, no Centro.

Homônimos 

Vários times, possuindo um senso de “originalidade extrema” resolveram fundar com o mesmo nome. Como por exemplo, o Rio Football Club, fundado no domingo, do dia 19 de maio de 1912, no bairro da Lapa, na região central do Rio.  Em junho de 1912, agremiação denominada Curso Anexo Football Club, mudou o nome para o Rio Football Club.

Algumas formações:

Time base de 1902 (1º Team): R. Belfort; T. Mackintosh e H. Palm; B. Lockhost, Alvarenga Senior e D. Croik; T. Pereira, Alvarenga Junior, H. Brenton, J. Stewart e A. Cerqueira.

Time base de 1905 (1º Team): Mario Rezende; F. Ramos (Cap.) e A. Borgeth; O. Trompowsky, J. Paes Leme e Alberto Borgerth, Sabino Antunes, Godofredo Sylvio Rocha, Mario Campello e Alair Antunes.

 Time base de 1905 (2º Team): Adolpho Nery; Renato Machado e Harold Cox; Jorge Dodsworth, Antônio de Araujo e Armando de Almeida; Francisco Loup, Jonas Cunha (Cap.), Brigard Biunt, Armando Savio e D. Dodsworth.

Time base de 1907 (2º Team): Mario Rezende (Cap.); D. Amaral e A. Gomes de Castro; H. Cox, W. Silva e G. Agese; M. Lopes, J. de Castro, A. Bartholomeu.

COLABOROU: Auriel de Almeida

Estatuto: Acervo de Gerson Rodrigues

FONTES: A Notícia (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Revista da Semana (RJ) – Semana Sportiva (RJ)