{"id":97214,"date":"2016-11-02T00:00:29","date_gmt":"2016-11-02T02:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=97214"},"modified":"2016-11-02T00:00:40","modified_gmt":"2016-11-02T02:00:40","slug":"emiliano-acosta-primeiro-tecnico-estrangeiro-no-estado-do-rn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=97214","title":{"rendered":"Emiliano Acosta, primeiro tecnico estrangeiro no estado do RN"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_97218\" style=\"width: 264px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?attachment_id=97218\" rel=\"attachment wp-att-97218\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-97218\" class=\"size-full wp-image-97218\" title=\"acs\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/acs2.jpg\" alt=\"\" width=\"254\" height=\"233\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-97218\" class=\"wp-caption-text\">HIST\u00d3RIA - O uruguaio Emiliano Acosta criou a figura do treinador\/jogador. Na foto, o elenco principal dos rubros natalenses<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a aud\u00e1cia do ex-presidente americano Ruy Moreira Paiva, no final dos anos 30 que motivou o clube rubro ir buscar no Recife o primeiro jogador\/treinador uruguaio, Emiliano Acosta, para atuar no Am\u00e9rica\/RN. A esse tempo, Acosta estava pensando em abandonar a carreira como jogador, para ser treinador, at\u00e9 como um forma de ganhar mais algum dinheiro. A esse tempo, o futebol no Nordeste era quase todo amadorista, poucos jogadores tinham sal\u00e1rios. No caso de Acosta, que era uma das exce\u00e7\u00f5es, justificava-se o sal\u00e1rio um pouco diferenciado pelo fato de ter vindo do futebol do Uruguai e ter sido reserva da sele\u00e7\u00e3o \u201cCeleste\u201d no Mundial de 30, em Montevideu.<\/p>\n<p>Quando chegou para jogar e treinar o clube americano, na metade do m\u00eas de junho de 1939, o Brasil atravessava momentos de certa tens\u00e3o devido\u00a0 o conflito mundial envolvendo as chamadas na\u00e7\u00f5es do Eixo (Alemanha, It\u00e1lia e Jap\u00e3o). Barcos brasileiros j\u00e1 haviam visto sinais de submarinos alem\u00e3es na costa do Nordeste, e isso fazia tremer a popula\u00e7\u00e3o litor\u00e2nea. Mas, assim mesmo o brasileiro continuou vivendo o seu dia a dia, e o futebol tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>A m\u00e1 campanha do quadro rubro na temporada de 1937, quando ficou atr\u00e1s do ABC, Santa Cruz e Paysandu (uma esp\u00e9cie de filial do ABC) animou\u00a0 Ruy Moreira Paiva a viajar, retornando tendo Acosta a \u201ctiracolo\u201d. A apresenta\u00e7\u00e3o do \u201cgringo\u201d foi uma sensa\u00e7\u00e3o no est\u00e1dio Juvenal Lamartine, com presen\u00e7a de quase 500 torcedores, segundo notici\u00e1rio dos jornais da \u00e9poca. Acosta tinha, na \u00e9poca, 30 anos, havia passado pelo N\u00e1utico Capibaribe, por\u00e9m como seu sonho era se iniciar na atividade de treinador, aceitou atuar como dubl\u00ea, ou seja, jogar e treinar. Acosta nasceu na cidade de Taquaremb\u00f3, pr\u00f3xima \u00e0 fronteira com o Brasil. Seu primeiro clube foi o Fiat Lux, disputando a 2a. divis\u00e3o uruguaia. Agradando a alguns dirigentes, transferiu-se para o Pe\u00f1arol, e da\u00ed defendeu at\u00e9 a sele\u00e7\u00e3o celeste.<\/p>\n<p>Ao vir tentar a sorte no Brasil, assinou com o 14 de Julho em 1933, Gr\u00eamio Porto-Alegrense no ano seguinte. Ainda retornaria \u00e0 Montevideu para defender o Wanders, mas durou pouco, voltando ao Brasil para defender o S\u00e3o Paulo. Seu orgulho foi formar dupla de \u00e1rea com o lend\u00e1rio Friedenreich, uma esp\u00e9cie de Ronaldinho da \u00e9poca. Dizem at\u00e9 que fez mais gols do que Pel\u00e9.<\/p>\n<p>Ao ser chamado para jogar na Bahia, assinou com o Vit\u00f3ria de Salvador, depois Am\u00e9rica do Recife,\u00a0 Santa Cruz e Sport, at\u00e9 ser convidado para atuar em Natal, pelo presidente rubro.<\/p>\n<p>Ter um estrangeiro no time foi o grande orgulho dos americanos natalenses. Dia de treino, muitos torcedores &#8211; principalmente garotos, iam ver o craque uruguaio treinar. Acosta, contudo n\u00e3o conseguiu interromper o decacampeonato do ABC, j\u00e1 que o Alvinegro sagrou-se hepta e octa campe\u00e3o metropolitano em 1938\/39, mesmo o Am\u00e9rica com um bom time. Uma das forma\u00e7\u00f5es com Acosta foi esta: Rossini, Le\u00f4nidas e Gel\u00e9ia, Ferreira, Ebenezer e Acosta, Portela, Acioly, Stephenson, Dem\u00f3stenes e Raimundo Canuto. Emiliano Acosta\u00a0 deixou Natal no come\u00e7o de 1940, chateado porque n\u00e3o ter conseguido\u00a0 quebrar a sequ\u00eancia de t\u00edtulos do rival ABC.<\/p>\n<p>O futebol da capital ainda teria mais dois treinadores uruguaios: Luiz Comitante e Danilo Menezes, sendo que DM inicialmente atuou como camisa 10, e foi dos mais famosos do clube. Seu \u00fanico titulo no ABC como treinador foi em 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">fonte: everaldo costa -tribuna do norte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Foi a aud\u00e1cia do ex-presidente americano Ruy Moreira Paiva, no final dos anos 30 que motivou o clube rubro ir buscar no Recife o primeiro jogador\/treinador uruguaio, Emiliano Acosta, para atuar no Am\u00e9rica\/RN. 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