{"id":9264,"date":"2010-07-15T18:19:37","date_gmt":"2010-07-15T21:19:37","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=9264"},"modified":"2010-07-15T18:19:37","modified_gmt":"2010-07-15T21:19:37","slug":"receitas-e-custos-do-futebol-brasileiro-%e2%80%93-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=9264","title":{"rendered":"Receitas e custos do futebol brasileiro \u2013 Parte I"},"content":{"rendered":"<h2>Receitas e custos do futebol brasileiro \u2013 Parte I<\/h2>\n<p><small><\/p>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><a title=\"Ver todos os posts em Economia e Finan\u00e7as\" rel=\"category tag\" href=\"http:\/\/globoesporte.globo.com\/platb\/olharcronicoesportivo\/category\/economia-e-financas\/\"><br \/>\n<\/a><\/div>\n<p><\/small><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Temos aqui um novo estudo da Casual Auditores Independentes, que trabalha no mercado do futebol h\u00e1 anos, agora sobre as receitas e os custos do futebol dos clubes brasileiros em 2009.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Esse estudo engloba <\/span><strong><span style=\"color: #000000;\">16 clubes <\/span><\/strong><span style=\"color: #000000;\">que alcan\u00e7aram uma receita m\u00ednima de 10 milh\u00f5es de reais e que <\/span><strong><span style=\"color: #000000;\">tinham suas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis dispon\u00edveis<\/span><\/strong><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #000000;\"> por ocasi\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o desse trabalho<\/span><span style=\"color: #000000;\"> (alguns desses n\u00fameros j\u00e1 foram apresentados no di\u00e1rio Lance, anteriormente; a parte referente \u00e0s receitas operacionais reais, sem transfer\u00eancias, \u00e9 cria\u00e7\u00e3o deste OCE).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os dados ser\u00e3o apresentados em dois posts, com tabelas e gr\u00e1ficos produzidos pela Casual, cobrindo os seguintes pontos:<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Super\u00e1vit \/ (D\u00e9ficit) \u2013 Global;<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Receita total;<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Segrega\u00e7\u00e3o das receitas;<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Super\u00e1vit \/ (D\u00e9ficit) \u2013 Futebol;<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Receitas do futebol;<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Custos do futebol.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Todos os coment\u00e1rios s\u00e3o meus, o que significa, portanto, que erros de avalia\u00e7\u00e3o ser\u00e3o de minha autoria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">H\u00e1 alguns anos venho dizendo que nossos clubes, de maneira geral, t\u00eam melhorado suas gest\u00f5es. Claro, para dizer isso precisamos analisar um per\u00edodo de alguns anos, vendo todo o cen\u00e1rio e n\u00e3o cada clube individualmente, pois analisando um a um os problemas e os erros ganham vulto maior e, inevitavelmente, obscurecem a vis\u00e3o geral. J\u00e1 no estudo anterior, sobre as d\u00edvidas dos clubes, a primeira parte da an\u00e1lise da Casual, falando do quadro geral, terminava com men\u00e7\u00f5es positivas a alguns clubes: \u201c<\/span><em><span style=\"color: #000000;\">Denota-se uma vis\u00e3o profissional, pois, nesses casos, indica que n\u00e3o h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o na discuss\u00e3o de qual gest\u00e3o criou os passivos, mas de clube buscando solu\u00e7\u00f5es para toda sua coletividade<\/span><\/em><span style=\"color: #000000;\">.\u201c<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Apesar disso, esse estudo sobre as d\u00edvidas mostra que elas cresceram em v\u00e1rios clubes, em alguns casos por confiss\u00f5es de d\u00edvidas do passado, em outros por problemas correntes. N\u00e3o h\u00e1, portanto, motivos para grandes comemora\u00e7\u00f5es. Vamos, ent\u00e3o, \u00e0 primeira tabela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Captura de tela inteira 07062010 123439\" src=\"http:\/\/globoesporte.globo.com\/platb\/files\/747\/2010\/07\/Captura-de-tela-inteira-07062010-123439.jpg\" alt=\"Captura de tela inteira 07062010 123439\" width=\"785\" height=\"604\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Apenas tr\u00eas clubes fecharam suas contas no azul, ou seja, com super\u00e1vit, em 2009. A grande surpresa foi o super\u00e1vit alcan\u00e7ado pelo Clube Atl\u00e9tico Paranaense, deixando para tr\u00e1s Corinthians e S\u00e3o Paulo, que tamb\u00e9m apresentaram resultados superavit\u00e1rios. Desses tr\u00eas, somente Corinthians e S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m foram superavit\u00e1rios em 2008.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A raz\u00e3o de ser de um clube n\u00e3o \u00e9 o lucro, mesmo porque este, configurado tal como o conhecemos, n\u00e3o existe nos clubes. Em seu lugar temos a figura do super\u00e1vit ou d\u00e9ficit. Se este n\u00e3o \u00e9 a raz\u00e3o de ser, ao contr\u00e1rio de uma empresa que existe para gerar lucro \u2013 o super\u00e1vit que \u00e9 distribu\u00eddo entre os s\u00f3cios \u2013, \u00e9 saud\u00e1vel que haja uma sobrinha no final do exerc\u00edcio. Nem sempre o azul cont\u00e1bil corresponde ao azul <\/span><em><span style=\"color: #000000;\">cash<\/span><\/em><span style=\"color: #000000;\">, o azul-caixa, ou seja, o balan\u00e7o pode ser lindamente positivo e ainda assim o clube apresentar problemas de caixa (vide, por exemplo, os dois posts recentes sobre o Barcelona).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Vejamos, agora, a tabela mostrando as receitas dos clubes analisados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Captura de tela inteira 07062010 123529\" src=\"http:\/\/globoesporte.globo.com\/platb\/files\/747\/2010\/07\/Captura-de-tela-inteira-07062010-123529.jpg\" alt=\"Captura de tela inteira 07062010 123529\" width=\"723\" height=\"560\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Como diz o nome, esses valores correspondem \u00e0 receita total dos clubes, em todas as \u00e1reas de atividades, incluindo a social e eventuais receitas financeiras. Temos aqui alguns crescimentos muito expressivos em termos percentuais, a come\u00e7ar pelo Vasco da Gama, que de 2008 para 2009 pulou de 52.0 para 84.8 milh\u00f5es de reais, um crescimento de 63%. T\u00e3o ou mais impressionante, por partir de uma base maior, o crescimento das receitas do Corinthians: 54%. N\u00e3o por coincid\u00eancia, os dois clubes passaram pela S\u00e9rie B recentemente, o time paulista em 2008 e o carioca em 2009. A S\u00e9rie B n\u00e3o tem nenhum revigorante de receitas, mas o choque da queda, inevitavelmente, leva grandes clubes a repensarem e reestruturarem muitas coisas em suas atividades. Nada disso funcionaria,entretanto, se n\u00e3o houvessem torcidas apaixonadas por tr\u00e1s desses feitos. Outro destaque no crescimento percentual de uma temporada para outra \u00e9 do Atl\u00e9tico Paranaense: 44% de crescimento, apoiado em boa parte no crescimento da receita com transfer\u00eancias, que bateu 22,9 milh\u00f5es de reais contra 13,3 milh\u00f5es de reais em 2008.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A pr\u00f3xima tabela mostra um dado interessante. Considerando o conjunto desses 16 clubes, a receita total apresentou um crescimento bastante interessante: 14,7%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Captura de tela inteira 07062010 123552\" src=\"http:\/\/globoesporte.globo.com\/platb\/files\/747\/2010\/07\/Captura-de-tela-inteira-07062010-123552.jpg\" alt=\"Captura de tela inteira 07062010 123552\" width=\"882\" height=\"421\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O pr\u00f3ximo gr\u00e1fico (tipo pizza) mostra a divis\u00e3o das receitas desses 16 clubes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Captura de tela inteira 07062010 123634\" src=\"http:\/\/globoesporte.globo.com\/platb\/files\/747\/2010\/07\/Captura-de-tela-inteira-07062010-123634.jpg\" alt=\"Captura de tela inteira 07062010 123634\" width=\"921\" height=\"592\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<\/span> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O maior peda\u00e7o da pizza continua sendo a entrada do dinheiro da televis\u00e3o, com mais de um quarto do valor total arrecadado: 27%. Logo depois, a receita com transfer\u00eancias de atletas, que responde por 21% do total. Mais abaixo v\u00eam as receitas de marketing, aqui consideradas apenas as oriundas de patroc\u00ednios e publicidade, com 16%. As \u00e1reas sociais, principalmente, e os esportes amadores respondem por 14% da receita total. Um bom item para os clubes crescerem \u00e9 o pr\u00f3ximo: bilheteria, com apenas 12% de participa\u00e7\u00e3o nas receitas. E, finalmente, outras receitas com 10%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Seguindo a linha adotada pelos clubes e especialistas europeus em suas an\u00e1lises financeiras, este OCE n\u00e3o considera as receitas de transfer\u00eancias de atletas como operacionais, entendendo que devem ser consideradas \u00e0 parte ao se abordar o faturamento de um clube. Receita operacional do futebol \u00e9 aquela gerada pela atra\u00e7\u00e3o que o time exerce junto a telespectadores e torcedores, junto a anunciantes, revertendo em receitas poss\u00edveis de serem planejadas e executadas ano a ano, dentro de um planejamento de m\u00e9dio e longo prazo. Esse planejamento n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel com transfer\u00eancias, simplesmente. E a finalidade de um time \u00e9 jogar e conquistar vit\u00f3rias e t\u00edtulos, n\u00e3o formar p\u00e9-de-obra para negocia\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Aproveito para cumprimentar o Clube Atl\u00e9tico Paranaense, o \u00fanico (salvo engano) a colocar as receitas e despesas com transfer\u00eancias de atletas numa categoria cont\u00e1bil \u00e0 parte, fora do item Receitas Operacionais. Um exemplo a ser seguido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Colocando, portanto, as receitas operacionais sob esse \u00e2ngulo, ficamos com o seguinte quadro:<\/span><\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"271\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Origem da\u00a0 receita<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Participa\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Participa\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"271\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Direitos de TV <\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">27%<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">34%<\/span><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"271\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Transfer\u00eancias de atletas<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">21%<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\"> \u2013 <\/span><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"271\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Patroc\u00ednio e Publicidade<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">16%<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">20%<\/span><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"271\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Social\/Amadores<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">14%<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">18%<\/span><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"271\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Bilheteria<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">12%<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">15%<\/span><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"271\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Outras receitas<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">10%<\/span><\/strong><\/td>\n<td width=\"132\" valign=\"top\"><strong><span style=\"color: #000000;\">13%<\/span><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Esse novo quadro j\u00e1 mostra uma situa\u00e7\u00e3o mais preocupante, pois exp\u00f5e cruamente a forte participa\u00e7\u00e3o dos direitos de TV para a receita dos clubes: nada menos que 34% do total. Se pensarmos que as receitas de patroc\u00ednio e publicidade est\u00e3o intimamente ligadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o da marca pela televis\u00e3o, veremos que o peso dessa m\u00eddia \u00e9 enorme. Sua melhor contrapartida seria uma forte receita gerada pela atividade-fim de um clube de futebol: a renda proporcionada pelos jogos, que no Brasil ainda est\u00e1 no est\u00e1gio \u201cbilheteria\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em algum momento vamos evoluir de \u201cbilheteria\u201d para \u201cmatchday\u201d, agregando valor \u00e0 simples venda do ingresso, atrav\u00e9s do consumo dentro do est\u00e1dio, todo ele tendo parte da receita direcionada para o clube. Para isso, entretanto, necessitamos est\u00e1dios melhores e dirigentes que enxerguem o torcedor como consumidor de bens e servi\u00e7os e n\u00e3o como uma vaca leiteira com a miss\u00e3o de fornecer muito leite e nada recebendo em troca, sequer ra\u00e7\u00e3o de boa qualidade.<\/span><\/p>\n<p><small><\/small><small>por Emerson Gon\u00e7alves | Olhar Cr\u00f4nico Esportivo<\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Receitas e custos do futebol brasileiro \u2013 Parte I Temos aqui um novo estudo da Casual Auditores Independentes, que trabalha no mercado do futebol h\u00e1 anos, agora sobre as receitas e os custos do futebol dos clubes brasileiros em 2009. 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