{"id":86714,"date":"2016-04-29T10:16:07","date_gmt":"2016-04-29T13:16:07","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=86714"},"modified":"2022-04-13T20:55:29","modified_gmt":"2022-04-13T23:55:29","slug":"polemicas-foguetorio-e-tribunal-duelo-chape-x-jec-na-final-do-catarinense-de-1996","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=86714","title":{"rendered":"Pol\u00eamicas, foguet\u00f3rio e tribunal: duelo Chape x JEC na final do Catarinense de 1996"},"content":{"rendered":"\n<p>Ap\u00f3s 18 rodadas, muitos gols marcados, e tamb\u00e9m vit\u00f3rias comemoradas, Chapecoense e Joinville v\u00e3o decidir o t\u00edtulo do Campeonato Catarinense de 2016. Por ter terminado os dois turnos com a maior pontua\u00e7\u00e3o na classifica\u00e7\u00e3o geral, o Verd\u00e3o do Oeste tem a vantagem do empate, mas a tarefa para erguer a ta\u00e7a n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil. Pois, pela frente, ter\u00e1 um JEC embalado e guiado por Hemerson Maria, t\u00e9cnico que chega \u00e0 terceira final consecutiva pelo time preto, branco e vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente da atual temporada, os outros encontros entre as duas equipes para decidir o estadual (seja com final ou n\u00e3o) n\u00e3o tiveram um clima t\u00e3o amistoso. Nos momentos decisivos que alviverdes e tricolores se enfrentaram &#8211; em 1978 (em hexagonal) e 1996 (com decis\u00e3o) -, o resultado foi parar no tribunal, e cada equipe ficou com o t\u00edtulo. Na primeira disputa, o trof\u00e9u foi para o Norte do estado. Na d\u00e9cada de 90, o grupo do Oeste levantou a ta\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>FOGUET\u00d3RIO E FINAL ADIADA<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo embate, em 1996, a Chapecoense ficou com o trof\u00e9u, mas demorou meses para soltar o grito de campe\u00e3o. Pelo menos oficialmente. No primeiro jogo da decis\u00e3o, no Norte de Santa Catarina, os donos da casa venceram por 2 a 0 e tinham uma boa vantagem para o duelo de volta, em Chapec\u00f3.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A prepara\u00e7\u00e3o para a partida ocorreu normalmente, assim como a viagem de 515 quil\u00f4metros at\u00e9 o Oeste do estado. Por\u00e9m, na madrugada que antecedeu o confronto, um grupo de torcedores do Verd\u00e3o promoveu um foguet\u00f3rio pr\u00f3ximo ao hotel onde estava hospedada a delega\u00e7\u00e3o do JEC. O ato deixou a diretoria tricolor revoltada.&nbsp;<strong>(Confira no v\u00eddeo o clima no hotel e o depoimento de jogadores)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vilson Flor\u00eancio, presidente do clube na \u00e9poca, afirmou, nas primeiras horas da manh\u00e3, que os seus jogadores estavam cansados em fun\u00e7\u00e3o da &#8220;brincadeira&#8221; da torcida advers\u00e1ria e sem condi\u00e7\u00f5es de entrar em campo. O desejo do cartola era de que a partida fosse cancelada, mas isso n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<p>Como estava previsto, os titulares da Chapecoense entraram no est\u00e1dio, chamado na \u00e9poca de Regional \u00cdndio Cond\u00e1, assim como a arbitragem. Mesmo sem a bola rolar, e o time visitante presente, a equipe da casa foi declarada campe\u00e3. O Joinville n\u00e3o deixou barato e entrou na Justi\u00e7a para que uma nova partida fosse realizada. Os tricolores alegavam que haviam sido prejudicados. Depois de mais de cinco meses de disputa jur\u00eddica, foi determinada a data da nova partida: 18 de dezembro de 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem foguet\u00f3rio desta vez, a Chapecoense venceu no tempo normal, e a decis\u00e3o foi para a prorroga\u00e7\u00e3o. O Verd\u00e3o ficou \u00e0 frente no placar de novo e levantou a ta\u00e7a do estadual depois de 19 anos.\u00a0<strong>(No v\u00eddeo acima, confira a festa feita pela torcida da Chape)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma pol\u00eamica tamb\u00e9m marcou o duelo entre os clubes no ano de 1978, mas, nesse caso, quem levou a melhor foram os tricolores. O regulamento da \u00e9poca previa uma disputa na fase inicial como hexagonal. No duelo entre Joinville e Ava\u00ed, o Le\u00e3o da Ilha, revoltado ap\u00f3s a marca\u00e7\u00e3o de uma penalidade para o advers\u00e1rio, desistiu do campeonato.&nbsp;<strong>(Confira no v\u00eddeo acima a hist\u00f3ria da partida contada pelo comentarista Roberto Alves, no quadro Ba\u00fa do Esporte, do Globo Esporte)<\/strong><br \/><br \/>O Tricolor do Norte terminou a fase final na primeira coloca\u00e7\u00e3o, mas a Chapecoense tamb\u00e9m se proclamou campe\u00e3, por considerar que deveria ganhar os pontos da partida disputada contra o Ava\u00ed. Assim como em 96, a decis\u00e3o terminou no tribunal. E depois de meses, em janeiro de 1979 mais precisamente, o JEC foi declarado campe\u00e3o. O t\u00edtulo foi o primeiro de uma s\u00e9rie de oito \u2013 o Tricolor \u00e9 o \u00fanico octacampe\u00e3o do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Aparentemente, a final deste ano deve ser decidida apenas nas quatro linhas. Por ter tido a melhor campanha geral, a Chapecoense tem a vantagem de dois resultados iguais &#8211; n\u00e3o haver\u00e1 disputa de p\u00eanaltis. O Joinville tem o mando de campo na primeira partida, neste domingo, dia 1\u00ba de maio, \u00e0s 16h. Conta com o apoio da torcida para obter um bom resultado em casa. O duelo da volta, em Chapec\u00f3, ocorre uma semana depois. No dia 8, \u00e0s 16h, inicia a segunda partida da final, quando dever\u00e1 ser conhecido o campe\u00e3o Catarinense de 2016. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>FO<\/em><\/strong><em><strong>NTE: <\/strong>GloboEsporte.com<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 18 rodadas, muitos gols marcados, e tamb\u00e9m vit\u00f3rias comemoradas, Chapecoense e Joinville v\u00e3o decidir o t\u00edtulo do Campeonato Catarinense de 2016. Por ter terminado os dois turnos com a maior pontua\u00e7\u00e3o na classifica\u00e7\u00e3o geral, o Verd\u00e3o do Oeste tem a vantagem do empate, mas a tarefa para erguer a ta\u00e7a n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil. 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