{"id":8667,"date":"2010-06-12T15:36:37","date_gmt":"2010-06-12T18:36:37","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=8667"},"modified":"2010-06-12T15:36:37","modified_gmt":"2010-06-12T18:36:37","slug":"as-estreias-que-eu-vi-parte-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=8667","title":{"rendered":"AS ESTREIAS QUE EU VI (parte III)"},"content":{"rendered":"<p>Com este, encerro os artigos sobre as estreias do Brasil em Copas que j\u00e1 assisti. Obrigado pelas leituras e pelos coment\u00e1rios!<\/p>\n<p><strong>2002 \u2013 Brasil x Turquia<\/strong><\/p>\n<p>Nem todas as estr\u00e9ias anteriores bastaram para aliviar a minha ansiedade com o primeiro jogo do Brasil na Copa de 2002. Primeiro porque eu confiava muito na fam\u00edlia Scolari, e depois pelo ineditismo de viver um Mundial que, para n\u00f3s, seria todo de madrugada. Durante um m\u00eas inteiro eu troquei o dia pela noite. Como aqui, na serra catarinense, o inverno \u00e9 muito rigoroso, tomava umas quatro canecas de chocolate quente com conhaque entre o primeiro jogo, \u00e0s duas da manh\u00e3, e o \u00faltimo, ao amanhecer.<br \/>\nPassei a madrugada da estreia em frente \u00e0 lareira, e estava com muito sono quando rolou a bola para Brasil e Turquia. Como a sele\u00e7\u00e3o demorou a engrenar, foi duro dominar o sono, j\u00e1 que a invers\u00e3o do fuso hor\u00e1rio ainda estava no come\u00e7o. Por isso me assustei quando o carequinha Sas apareceu na cara de Marcos e soltou um petardo de canhota no \u00faltimo lance do primeiro tempo, para abrir o placar. Foi como se tivesse levado um chute na cara: <em>&#8211; Acorda, rapaz, isso \u00e9 Copa do Mundo!<\/em><\/p>\n<p>Felizmente a sele\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m acordou, e logo no in\u00edcio do segundo tempo Rivaldo dominou pela  esquerda, viu Ronaldo se enfiando entre tr\u00eas zagueiros e a bola viajou em curva, at\u00e9 Ronaldo saltar entre dois beques para esticar a perna direita e empatar o jogo. A vit\u00f3ria sofrida veio no final, quando Luis\u00e3o sofreu uma falta fora da \u00e1rea, mas que o \u00e1rbitro coreano mandou botar na cal. Rivaldo chutou seco, Rustu saltou em branco e o Brasil arrancou para o penta. E eu, feliz, fechei a janela e dormi at\u00e9 \u00e0s quatro da tarde.<\/p>\n<p><em>Brasil 2&#215;1 Turquia. 3 de junho de 2002. Local: Est\u00e1dio Munsu, Ulsan, Coreia do Sul P\u00fablico: 33.842 \u00c1rbitro: Kim Young Joo (Coreia do Sul) Assistentes: Visva Krishnan (Singapura) e Vladimir Fernandez (Eslov\u00e1quia) Gols: Hasan Sas(TUR) 45&#8217;+2&#8242;, Ronaldo 50&#8242;, Rivaldo 87&#8242; BRASIL: Marcos, L\u00facio, Roque Junior, Edm\u00edlson; Cafu, Gilberto Silva, Juninho (Vampeta 72&#8242;), Rivaldo, Roberto Carlos; Ronaldinho Ga\u00facho (Den\u00edlson 67&#8242;), Ronaldo (Luiz\u00e3o 73&#8242;). T\u00e9cnico: Luiz Felipe Scolari. TURQUIA: Rustu Recber, Korkmaz (Mansiz 66&#8242;), Akyel, Alpay; Unsal, Ozat, Basturk (Davala 65&#8242;), EmreEmre, Tugay (Erdem 88&#8242;); Sukur, Sas. T\u00e9cnico: Senol Gunes. Cart\u00e3o amarelo: Akyel(TUR) 21&#8242;, Unsal (TUR) 24&#8242;, Alpay (TUR) 44&#8242;, Den\u00edlson 73&#8242; Expuls\u00f5es: Alpay(TUR) 86&#8242;, Unsal(TUR) 90&#8217;+4&#8242;<\/em><br \/>\n<strong>2006 \u2013 Brasil x Cro\u00e1cia<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: line-through;\">O quadrado m\u00e1gico. O futebol de outro planeta. O time mais ofensivo do mundo<\/span>. Todas as bobagens faladas antes da Copa de 2006 criaram a sensa\u00e7\u00e3o de que o Brasil tinha um escrete m\u00e1gico, uma mistura de 1982 e 1970, que trucidaria os advers\u00e1rios com um sorriso no rosto, um sorriso a expor os dent\u00f5es dos Ronaldos. Por\u00e9m, j\u00e1 na estreia, os jogadores da Cro\u00e1cia com seu her\u00f3ico uniforme xadrez (assunto para outro artigo) se espalharam pelo gramado como pe\u00e7as em um tabuleiro, ocuparam os espa\u00e7os e o Brasil n\u00e3o acho o seu futebol m\u00e1gico, nem naquele dia, nem no resto da Copa. O quadrado m\u00e1gico virou dois meias ap\u00e1ticos e dois atacantes gordos, que seriam devorados por Zinedine Zidane nas quartas-de-final.<\/p>\n<p>Mas para n\u00e3o dizer que n\u00e3o falei das flores, foi um gola\u00e7o de Kak\u00e1, de canhota, que decidiu aquele primeiro jogo, e nos deu a ilus\u00e3o de que o pouco futebol era uma consequencia do nervosismo da estreia. Talvez por esperarmos tanto tempo por uma Copa, nos recusemos a ver a verdade, como aquela que brotou no gramado do Est\u00e1dio Ol\u00edmpico de Berlim naquele dia 13 de junho: o quadrado m\u00e1gico era um engodo e a volta para casa seria sem nenhum trof\u00e9u na bagagem.<\/p>\n<p><em>Brasil 1&#215;0 Cro\u00e1cia. 13 de junho de 2006. Local: Est\u00e1dio Ol\u00edmpico (Olympiastadion), Berlim<br \/>\nP\u00fablico: 66.021 \u00c1rbitro: Benito Archundia (M\u00e9xico) Assistentes: Jos\u00e9 Ramirez (M\u00e9xico) e Hector Vergara (Canad\u00e1) Gol: Kak\u00e1 (43 minutos do 1\u00ba tempo) BRASIL: Dida, Cafu, L\u00facio, Juan, Roberto Carlos; \u00c9merson, Z\u00e9 Roberto, Kak\u00e1, Ronaldinho Ga\u00facho; Ronaldo (Robinho) e Adriano. T\u00e9cnico: Carlos Alberto Parreira. CRO\u00c1CIA: Pletikosa, Simic, Robert Kovac, Simunic, Srna, Tudor, Niko Kovac (Jerko Leko), Niko Kranjcar, Babic, Klasnic (Olic) e Prso. T\u00e9cnico: Zlatko Kranjcar. Cart\u00f5es amarelos: \u00c9merson (Brasil); Robert Kovac, Tudor e Niko Kovac (Cro\u00e1cia)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com este, encerro os artigos sobre as estreias do Brasil em Copas que j\u00e1 assisti. 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