{"id":81524,"date":"2016-01-17T15:49:47","date_gmt":"2016-01-17T17:49:47","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=81524"},"modified":"2016-01-17T15:49:47","modified_gmt":"2016-01-17T17:49:47","slug":"sete-finais-de-campeonato-catarinense-que-terminaram-em-confusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=81524","title":{"rendered":"Sete finais de Campeonato Catarinense que terminaram em confus\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Al\u00e9m do Campeonato Catarinense de 2015, que foi decidido nos tribunais, listamos sete casos em que o Campeonato Catarinense teve um campe\u00e3o por motivos extracampo:<\/p>\n<p><strong>1931<\/strong><br \/>\n<strong>O primeiro campe\u00e3o por W.O<br \/>\n<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.clicrbs.com.br\/rbs\/image\/17374813.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"324\" \/>O clube Lauro M\u00fcller, de Itaja\u00ed, durou apenas 19 anos. O maior feito da equipe foi chegar \u00e0 final do Catarinense de 1931. Com apenas um ano de hist\u00f3ria o clube do Itaja\u00ed conseguiu tal feito e o duelo prometia ser quente com o Atl\u00e9tico Catarinense, equipe de Florian\u00f3polis. A data da decis\u00e3o foi 24 de janeiro de 1932, por\u00e9m a Federa\u00e7\u00e3o Catarinense de Desportos decidiu adiar o jogo por mais uma semana e isso irritou os cartolas do time da Capital. Insatisfeitos, os dirigentes proibiram os jogadores de entrar no campo do Est\u00e1dio Adolfo Konder, no dia 31 de janeiro, e assim a FCD declarou o Lauro M\u00fcller campe\u00e3o catarinense por W.O.<\/p>\n<p><strong>1942<\/strong><br \/>\n<strong>Ex\u00e9rcito atrapalha a final<br \/>\n<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.clicrbs.com.br\/rbs\/image\/17374827.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"375\" \/>A decis\u00e3o do Estadual de 1942, teve como finalistas Am\u00e9rica, de Joinville, e Ava\u00ed. Por\u00e9m, o jogo final nunca aconteceu e o Le\u00e3o ficou com a ta\u00e7a por conta de um decreto. Os jogadores do time joinvilense foram impedidos de jogar pelo batalh\u00e3o do ex\u00e9rcito de viajar para a partida decisiva porque o Am\u00e9rica tinha no elenco atletas que faziam partida do 13\u00ba Batalh\u00e3o de Ca\u00e7adores. Assim, o time do Norte do Estado tentou realizar a partida em outra data, ou mesmo em Joinville \u2014 onde os jogadores que serviam o ex\u00e9rcito poderiam jogar \u2014, mas a FCF n\u00e3o cedeu e decretou o Ava\u00ed campe\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1956<\/strong><br \/>\n<strong>Amador campe\u00e3o profissional<br \/>\n<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.clicrbs.com.br\/rbs\/image\/17374816.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"349\" \/>Em 1956, 10 dos principais clubes do Estado criaram a Liga Especial de Futebol Profissional e organizaram seu campeonato Estadual, vencido pelo Paysandu, de Brusque. A Federa\u00e7\u00e3o Catarinense de Futebol (FCF), embora reconhecesse a iniciativa da Liga, tamb\u00e9m promoveu a sua competi\u00e7\u00e3o. O melhor time foi o Oper\u00e1rio, time da Usina Metal\u00fargica de Joinville, uma equipe praticamente amadora. A FCF decidiu unificar os t\u00edtulos e ainda com protestos do Paysandu, que j\u00e1 tinha dispensado boa parte de seu elenco, realizou uma grande final. Com um plantel remendado, o alviverde brusquense perdeu as duas partidas pra o tricolor de Joinville. O t\u00edtulo ficou com o Oper\u00e1rio, que mesmo sendo amador tem um trof\u00e9u profissional na estante.<\/p>\n<p><strong>1963<\/strong><br \/>\n<strong>Marinheiro campe\u00e3o 20 anos depois de vencer a partida final<br \/>\n<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.clicrbs.com.br\/rbs\/image\/17374839.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"347\" \/>O Campeonato Catarinense de 1962 se estendeu at\u00e9 maio de 1963 e consagrou o Metropol, de Crici\u00fama, como tricampe\u00e3o do Estado. Logo depois do triunfo, a equipe viajou para Europa, onde disputou 23 jogos. Como o Estadual de 1962 se estendeu at\u00e9 63, a Federa\u00e7\u00e3o decidiu n\u00e3o fazer Campeonato Catarinense em 1963. Para os clubes n\u00e3o ficarem parados criou o torneio Luiza de Mello \u2014 ent\u00e3o primeira dama do futebol catarinense, por ser casada com o presidente da FCF, Osni Mello. Com a vit\u00f3ria sobre o Carlos Renaux, de Brusque, o Marc\u00edlio Dias garantiu o primeiro lugar e ficou com a ta\u00e7a. Em 1983, a FCF decidiu homologar o Marinheiro como campe\u00e3o do Estadual de 63 por ter vencido o \u00fanico torneio organizado em Santa Catarina naquele ano.<\/p>\n<p><strong>1978<\/strong><br \/>\n<strong>Campeonato do artigo 50<br \/>\n<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.clicrbs.com.br\/rbs\/image\/17374844.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"473\" \/>O Ava\u00ed ficou t\u00e3o irritado com um p\u00eanalti marcado a favor do Joinville, que decidiu abandonar o Catarinense de 1978. O artigo 50 do regulamento do torneio, que tratava do assunto, n\u00e3o esclarecia o que aconteceria com os pontos das partidas que o Le\u00e3o ainda iria disputar. O JEC terminou em primeiro, por\u00e9m, a Chapecoense considerou os pontos ganhou do jogo que n\u00e3o teve contra o Ava\u00ed e tamb\u00e9m se proclamou campe\u00e3. O caso foi acabar no Superior Tribunal de Justi\u00e7a Desportiva (STJD). Depois de quatro meses de disputa o advogado Waldomiro Falc\u00e3o conseguiu levar o t\u00edtulo para o Tricolor do Norte.<\/p>\n<p><strong>1994<\/strong><br \/>\n<strong>O jogo que terminou com invas\u00e3o<br \/>\n<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.clicrbs.com.br\/rbs\/image\/17374860.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"408\" \/>O Figueirense voltou a ser campe\u00e3o do Catarinense depois de 20 anos. A ansiedade da torcida era tanta que aos 32 minutos do segundo tempo da partida final contra o Crici\u00fama invadiram o gramado do Est\u00e1dio Orlando Scarpelli. O Alvinegro vencia por 2 a 0 quando o \u00e1rbitro Dalmo Bozzano decidiu acabar o jogo, afinal, os torcedores fizeram tanta festa que levaram para casa inclusive as traves do est\u00e1dio. Depois de uma disputa nos tribunais, o t\u00edtulo foi confirmado para o Furac\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1996<\/strong><br \/>\n<strong>Final em tr\u00eas atos<br \/>\n<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.clicrbs.com.br\/rbs\/image\/17374862.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"410\" \/>Campe\u00e3o do primeiro turno, o JEC precisava vence o jogo final do returno contra a Chapecoense por uma diferen\u00e7a de dois gols para ficar com o t\u00edtulo antecipado, caso contr\u00e1rio o t\u00edtulo seria definido em dois jogos finais. A partida estava empatada at\u00e9 os 42 minutos do segundo tempo, quando o zagueiro Lucio, do Verd\u00e3o do Oeste, foi expulso. Depois de muita confus\u00e3o, o Joinville desempatou. Aos 56, o \u00e1rbitro Jo\u00e3o Paulo Ara\u00fajo n\u00e3o viu o bandeirinha sinalizar a bola da cobran\u00e7a de escanteio tricolor tinha passado por fora. O JEC marcou o quarto gol, fazendo o Ernest\u00e3o explodir de alegria. No vesti\u00e1rio, pressionado pelo time visitante o \u00e1rbitro voltou atr\u00e1s e a partida terminou 3 a 2 para o Joinville.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/dc.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/17374810.jpg?w=660\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"439\" \/>Na primeira final, o JEC venceu por 2 a 0. Na v\u00e9spera da decis\u00e3o no Regional \u00cdndio Cond\u00e1 ningu\u00e9m dormiu na delega\u00e7\u00e3o tricolor. Um foguet\u00f3rio acordou os jogadores do Joinville. Os dirigentes do time do Norte do Estado irritados decidiram voltar para casa. Os torcedores da Chape comemoraram o t\u00edtulo, por\u00e9m, o JEC conseguiu, depois de uma \u00e1rdua batalha nos tribunais, remarcar o jogo para dezembro de 1996.<\/p>\n<p>Com gols de Marquito e Gilmar Fontana o Verd\u00e3o foi campe\u00e3o catarinense pela segunda vez em sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> DI\u00c1RIO CATARINENSE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m do Campeonato Catarinense de 2015, que foi decidido nos tribunais, listamos sete casos em que o Campeonato Catarinense teve um campe\u00e3o por motivos extracampo: 1931 O primeiro campe\u00e3o por W.O O clube Lauro M\u00fcller, de Itaja\u00ed, durou apenas 19 anos. O maior feito da equipe foi chegar \u00e0 final do Catarinense de 1931. 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