{"id":7803,"date":"2010-05-14T12:44:49","date_gmt":"2010-05-14T15:44:49","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=7803"},"modified":"2012-07-04T13:56:55","modified_gmt":"2012-07-04T16:56:55","slug":"o-gol-como-desafio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=7803","title":{"rendered":"O GOL COMO DESAFIO."},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 1px;height: 1px\">O GOL COMO DESAFIO.<\/div>\n<div style=\"width: 1px;height: 1px\">Mais que nunca, Dad\u00e1 precisava marcar. E a grande chance de provar que tinha merecido a convoca\u00e7\u00e3o para a Copa apareceu na decis\u00e3o do primeiro campeonato nacional, em pleno Maracan\u00e3, contra o Botafogo.<\/div>\n<div style=\"width: 1px;height: 1px\">Naquele ano de 1971, eu me sentia mais que nunca a obriga\u00e7\u00e3o de ser artilheiro. Afinal fui campe\u00e3o do mudo um ano antes, na Copa de 1970, no M\u00e9xico, sob a suspeita de ter sido convocado apenas por imposi\u00e7\u00e3o do presidente M\u00e9dici. Por isso, o ano seguinte, 1971, tornou-se inesquec\u00edvel: com meu gol contra o Botafogo, no Maracan\u00e3, que deu ao Atl\u00e9tico (MG) o t\u00edtulo do primeiro Campeonato Brasileiro, mostrei que era mesmo o maior centroavante do Brasil. Aquela partida ficou marcada em mim como o jogo da revolta. Tr\u00eas clubes haviam se classificado para a decis\u00e3o: o S\u00e3o Paulo, que tinha goleado o Botafogo, no Pacaembu, por 4&#215;1; o Atl\u00e9tico, que havia vencido o S\u00e3o Paulo por 1&#215;0 no Mineir\u00e3o; e o Botafogo, nosso \u00faltimo advers\u00e1rio. Se a gente perdesse para o Bota, o S\u00e3o Paulo seria o campe\u00e3o. Os cariocas s\u00f3 ficariam com o titulo se ganhassem do nosso time por uma diferen\u00e7a de seis gols \u2013 o que, \u00e0quela altura, poderia ser considerado humanamente imposs\u00edvel. \u00c9 que aquele Atl\u00e9tico Mineiro em que eu jogava estava demais. N\u00e3o era um time tecnicamente brilhante, mas nosso treinador, Tel\u00ea Santana, fazia com que a gente jogasse sempre com muito amor \u00e0 camisa. Renato era um goleiro de muito reflexo; Humberto Monteiro, um lateral do mesmo naipe de Carlos Alberto Torres, o capit\u00e3o do tri; Spencer, um jogador met\u00f3dico, de categoria, que botava a bola no ch\u00e3o; Odair, um crac\u00e3o, o cr\u00e2nio da nossa equipe. Tinha tamb\u00e9m eu, o Dad\u00e1, que naquele brasileiro de 1971 sempre deixava um ou dois gols por partida. Como eu mesmo costumava dizer, Dada\u00b4 n\u00e3o era craque, Dad\u00e1 fazia gols. Em n\u00fameros, a maior partida que j\u00e1 realizei foi em 1976, em um jogo do Sport contra o Santo Amaro. Afinal naquele dia bati o recorde nacional de gols em um s\u00f3 jogo \u2013 fiz nada menos que dez., mas como esquecer a final contra o Botafogo?<\/div>\n<div style=\"width: 1px;height: 1px\">Foi mesmo um jogo confuso. At\u00e9 que Nilton Santos, que era diretor de futebol deles e sempre foi educado como uma dama, deu um soco no arbitro Armando Marques naquele triangular final. Al\u00e9m disso, o Botafogo morria de raiva do Atl\u00e9tico Mineiro. Isso vinha desde 1967, quando os dois disputaram uma vaga nas eliminat\u00f3rias da antiga Ta\u00e7a Brasil, mais ou menos no sistema que acontece hoje, com a atual Copa do Brasil. O jogo tinha empatado e a decis\u00e3o da vaga foi para o cara-ou-coroa, ali mesmo no gramado. A moedinha foi jogada na frente dos dois capit\u00e3es, G\u00e9rson, do Botafogo, e D\u00e9cio, do Atl\u00e9tico. Nem bem ela caiu no ch\u00e3o, o D\u00e9cio chutou-a longe, e saiu gritando: \u2018Deu Atl\u00e9tico! Deu Atl\u00e9tico!\u2019<\/div>\n<div style=\"width: 1px;height: 1px\">Dessa vez, n\u00e3o houve jeito de G\u00e9rson levar vantagem, e os botafoguenses jamais perdoaram tal malandragem. Por isso, se n\u00e3o desse para faturar o titulo, queriam pelo menos entreg\u00e1-lo para o S\u00e3o Paulo naquele dia.<\/div>\n<div style=\"width: 1px;height: 1px\">Hav\u00edamos chegado para a decis\u00e3o j\u00e1 na sexta-feira, e ficamos concentrados em um sitio de um amigo do Tel\u00ea, perto do Rio de Janeiro. L\u00e1 havia um campinho onde faz\u00edamos peladas e ensai\u00e1vamos algumas jogadas. Combinei com o Lola, meu companheiro l\u00e1 na frente, de ele jogar me lan\u00e7ando e fazendo as tabelas curtas \u2013 o que era o meu forte. Afinal, quem toca bonito na bola \u00e9 craque, e a habilidade que me sobrava dentro da \u00e1rea sempre faltava quando eu estava fora dela. Na hora do jogo, o Maracan\u00e3 parecia um mar revolto. Eram todos contra o Galo, com exce\u00e7\u00e3o a torcida do Vasco, que tinha minha prima Iara chefiando a camisa 12, e apareceu por l\u00e1 para nos dar uma for\u00e7a. \u2018O Galo vai virar galinha\u2019, insistiam os r\u00e1dios e jornais do Rio na v\u00e9spera da partida. Nunca os mineiros foram t\u00e3o gozados como naqueles dias, em que os torcedores do Atl\u00e9tico invadiam as praias vestindo cal\u00e7as compridas. O Botafogo de Jairzinho, Paulo C\u00e9sar Caju e Djalma Dias possu\u00eda muito mais nome que o nosso time. E veio com tudo para cima do Galo. Sabiam que, se fizessem um ou dois gols logo de cara, tudo ficaria mais f\u00e1cil. Por isso, nem esperavam pelo gandula quando a bola saia de campo: iam atr\u00e1s dela, loucos. Assim, comandaram o primeiro tempo inteiro. Ag\u00fcentamos a press\u00e3o s\u00f3 comigo no ataque, antes do jogo, como de costume, havia prometido marcar o Gol Sutil \u2013 um palavra muito bonita, que eu queria consagrar. Mas, para ser sincero, naquele primeiro tempo nem vi a cor da bola.<\/div>\n<div style=\"width: 1px;height: 1px\">Como o primeiro tempo terminou 0x0, a responsabilidade do Botafogo s\u00f3 aumentava. Eles v\u00e3o cansar. Vamos continuar tocando a bola com calma, que eles v\u00e3o cansar, insistia Tel\u00ea do banco. De fato, a press\u00e3o botafoguense durou s\u00f3 at\u00e9 os quinze primeiros minutos do segundo tempo. A\u00ed, o Atl\u00e9tico foi tomando corpo. Aos 18 \u00a0do segundo tempo, Humberto Ramos pegou a bola pela esquerda, cortou o Djalma Dias e cruzou bem alto, para dentro da \u00e1rea do Botafogo, foi do jeito que eu gosto, uma jogada que s\u00f3 mesmo Dad\u00e1 poderia completar: subi com o falecido Valtencir, e acho que sai do ch\u00e3o uns 90 cm. Cabeceei para baixo, igualzinho ao que o velho Baltazar fazia, e venci o Wendell. Naquele momento, s\u00f3 pensei na torcida do Atl\u00e9tico. Teve gente que veio at\u00e9 de cavalo para ver aquele jogo no Maracan\u00e3, ai ficou mais f\u00e1cil. Os botafoguenses queriam resolver tudo sozinhos, e chegamos at\u00e9 a ensaiar um ol\u00e9 para cima deles. Na volta, nossa recep\u00e7\u00e3o foi digna de um rei. 90% da popula\u00e7\u00e3o de Belo Horizonte estava esperando a gente, tinha tanta gente quanto a recep\u00e7\u00e3o de Piazza, Fontana, Tost\u00e3o e Dad\u00e1, os jogadores mineiros campe\u00f5es do mundo em 1970. No meio da multid\u00e3o, acompanhei com os olhos um senhor com a bandeira do Atl\u00e9tico em uma das m\u00e3os e uma crian\u00e7a em outro bra\u00e7o. Assim \u2013 acredite se quiser! \u2013 ele andou 15 quil\u00f4metros a p\u00e9 atr\u00e1s do carro dos bombeiros em que n\u00f3s est\u00e1vamos. Naquele momento, agradeci a Deus por ter me dado a chance de ser o Dad\u00e1 Maravilha, respons\u00e1vel direto por tanta felicidade.<\/div>\n<div style=\"width: 1px;height: 1px\">Fonte: Revista Placar.<\/div>\n<div>Mais que nunca, Dad\u00e1 precisava marcar. E a grande chance de provar que tinha merecido a convoca\u00e7\u00e3o para a Copa apareceu na decis\u00e3o do primeiro campeonato nacional, em pleno Maracan\u00e3, contra o Botafogo.<\/div>\n<div>Naquele ano de 1971, eu me sentia mais que nunca a obriga\u00e7\u00e3o de ser artilheiro. Afinal fui campe\u00e3o do mudo um ano antes, na Copa de 1970, no M\u00e9xico, sob a suspeita de ter sido convocado apenas por imposi\u00e7\u00e3o do presidente M\u00e9dici. Por isso, o ano seguinte, 1971, tornou-se inesquec\u00edvel: com meu gol contra o Botafogo, no Maracan\u00e3, que deu ao Atl\u00e9tico (MG) o t\u00edtulo do primeiro Campeonato Brasileiro, mostrei que era mesmo o maior centroavante do Brasil. Aquela partida ficou marcada em mim como o jogo da revolta. Tr\u00eas clubes haviam se classificado para a decis\u00e3o: o S\u00e3o Paulo, que tinha goleado o Botafogo, no Pacaembu, por 4&#215;1; o Atl\u00e9tico, que havia vencido o S\u00e3o Paulo por 1&#215;0 no Mineir\u00e3o; e o Botafogo, nosso \u00faltimo advers\u00e1rio. Se a gente perdesse para o Bota, o S\u00e3o Paulo seria o campe\u00e3o. Os cariocas s\u00f3 ficariam com o titulo se ganhassem do nosso time por uma diferen\u00e7a de seis gols \u2013 o que, \u00e0quela altura, poderia ser considerado humanamente imposs\u00edvel. \u00c9 que aquele Atl\u00e9tico Mineiro em que eu jogava estava demais. N\u00e3o era um time tecnicamente brilhante, mas nosso treinador, Tel\u00ea Santana, fazia com que a gente jogasse sempre com muito amor \u00e0 camisa. Renato era um goleiro de muito reflexo; Humberto Monteiro, um lateral do mesmo naipe de Carlos Alberto Torres, o capit\u00e3o do tri; Spencer, um jogador met\u00f3dico, de categoria, que botava a bola no ch\u00e3o; Odair, um crac\u00e3o, o cr\u00e2nio da nossa equipe. Tinha tamb\u00e9m eu, o Dad\u00e1, que naquele brasileiro de 1971 sempre deixava um ou dois gols por partida. Como eu mesmo costumava dizer, Dada\u00b4 n\u00e3o era craque, Dad\u00e1 fazia gols. Em n\u00fameros, a maior partida que j\u00e1 realizei foi em 1976, em um jogo do Sport contra o Santo Amaro. Afinal naquele dia bati o recorde nacional de gols em um s\u00f3 jogo \u2013 fiz nada menos que dez., mas como esquecer a final contra o Botafogo?<\/div>\n<div>Foi mesmo um jogo confuso. At\u00e9 que Nilton Santos, que era diretor de futebol deles e sempre foi educado como uma dama, deu um soco no arbitro Armando Marques naquele triangular final. Al\u00e9m disso, o Botafogo morria de raiva do Atl\u00e9tico Mineiro. Isso vinha desde 1967, quando os dois disputaram uma vaga nas eliminat\u00f3rias da antiga Ta\u00e7a Brasil, mais ou menos no sistema que acontece hoje, com a atual Copa do Brasil. O jogo tinha empatado e a decis\u00e3o da vaga foi para o cara-ou-coroa, ali mesmo no gramado. A moedinha foi jogada na frente dos dois capit\u00e3es, G\u00e9rson, do Botafogo, e D\u00e9cio, do Atl\u00e9tico. Nem bem ela caiu no ch\u00e3o, o D\u00e9cio chutou-a longe, e saiu gritando: \u2018Deu Atl\u00e9tico! Deu Atl\u00e9tico!\u2019<\/div>\n<div>Dessa vez, n\u00e3o houve jeito de G\u00e9rson levar vantagem, e os botafoguenses jamais perdoaram tal malandragem. Por isso, se n\u00e3o desse para faturar o titulo, queriam pelo menos entreg\u00e1-lo para o S\u00e3o Paulo naquele dia.<\/div>\n<div>Hav\u00edamos chegado para a decis\u00e3o j\u00e1 na sexta-feira, e ficamos concentrados em um sitio de um amigo do Tel\u00ea, perto do Rio de Janeiro. L\u00e1 havia um campinho onde faz\u00edamos peladas e ensai\u00e1vamos algumas jogadas. Combinei com o Lola, meu companheiro l\u00e1 na frente, de ele jogar me lan\u00e7ando e fazendo as tabelas curtas \u2013 o que era o meu forte. Afinal, quem toca bonito na bola \u00e9 craque, e a habilidade que me sobrava dentro da \u00e1rea sempre faltava quando eu estava fora dela. Na hora do jogo, o Maracan\u00e3 parecia um mar revolto. Eram todos contra o Galo, com exce\u00e7\u00e3o a torcida do Vasco, que tinha minha prima Iara chefiando a camisa 12, e apareceu por l\u00e1 para nos dar uma for\u00e7a. \u2018O Galo vai virar galinha\u2019, insistiam os r\u00e1dios e jornais do Rio na v\u00e9spera da partida. Nunca os mineiros foram t\u00e3o gozados como naqueles dias, em que os torcedores do Atl\u00e9tico invadiam as praias vestindo cal\u00e7as compridas. O Botafogo de Jairzinho, Paulo C\u00e9sar Caju e Djalma Dias possu\u00eda muito mais nome que o nosso time. E veio com tudo para cima do Galo. Sabiam que, se fizessem um ou dois gols logo de cara, tudo ficaria mais f\u00e1cil. Por isso, nem esperavam pelo gandula quando a bola saia de campo: iam atr\u00e1s dela, loucos. Assim, comandaram o primeiro tempo inteiro. Ag\u00fcentamos a press\u00e3o s\u00f3 comigo no ataque, antes do jogo, como de costume, havia prometido marcar o Gol Sutil \u2013 um palavra muito bonita, que eu queria consagrar. Mas, para ser sincero, naquele primeiro tempo nem vi a cor da bola.<\/div>\n<div>Como o primeiro tempo terminou 0x0, a responsabilidade do Botafogo s\u00f3 aumentava. Eles v\u00e3o cansar. Vamos continuar tocando a bola com calma, que eles v\u00e3o cansar, insistia Tel\u00ea do banco. De fato, a press\u00e3o botafoguense durou s\u00f3 at\u00e9 os quinze primeiros minutos do segundo tempo. A\u00ed, o Atl\u00e9tico foi tomando corpo. Aos 18 \u00a0do segundo tempo, Humberto Ramos pegou a bola pela esquerda, cortou o Djalma Dias e cruzou bem alto, para dentro da \u00e1rea do Botafogo, foi do jeito que eu gosto, uma jogada que s\u00f3 mesmo Dad\u00e1 poderia completar: subi com o falecido Valtencir, e acho que sai do ch\u00e3o uns 90 cm. Cabeceei para baixo, igualzinho ao que o velho Baltazar fazia, e venci o Wendell. Naquele momento, s\u00f3 pensei na torcida do Atl\u00e9tico. Teve gente que veio at\u00e9 de cavalo para ver aquele jogo no Maracan\u00e3, ai ficou mais f\u00e1cil. Os botafoguenses queriam resolver tudo sozinhos, e chegamos at\u00e9 a ensaiar um ol\u00e9 para cima deles. Na volta, nossa recep\u00e7\u00e3o foi digna de um rei. 90% da popula\u00e7\u00e3o de Belo Horizonte estava esperando a gente, tinha tanta gente quanto a recep\u00e7\u00e3o de Piazza, Fontana, Tost\u00e3o e Dad\u00e1, os jogadores mineiros campe\u00f5es do mundo em 1970. No meio da multid\u00e3o, acompanhei com os olhos um senhor com a bandeira do Atl\u00e9tico em uma das m\u00e3os e uma crian\u00e7a em outro bra\u00e7o. Assim \u2013 acredite se quiser! \u2013 ele andou 15 quil\u00f4metros a p\u00e9 atr\u00e1s do carro dos bombeiros em que n\u00f3s est\u00e1vamos. Naquele momento, agradeci a Deus por ter me dado a chance de ser o Dad\u00e1 Maravilha, respons\u00e1vel direto por tanta felicidade.<\/div>\n<div>Fonte: Revista Placar.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O GOL COMO DESAFIO. Mais que nunca, Dad\u00e1 precisava marcar. E a grande chance de provar que tinha merecido a convoca\u00e7\u00e3o para a Copa apareceu na decis\u00e3o do primeiro campeonato nacional, em pleno Maracan\u00e3, contra o Botafogo. Naquele ano de 1971, eu me sentia mais que nunca a obriga\u00e7\u00e3o de ser artilheiro. 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