{"id":76046,"date":"2015-08-24T19:05:26","date_gmt":"2015-08-24T22:05:26","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=76046"},"modified":"2015-08-25T16:27:30","modified_gmt":"2015-08-25T19:27:30","slug":"associacao-esportiva-bambuiense-aeb-bambui-mg-fundado-em-1939","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=76046","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Bambuiense (AEB) &#8211; Bambu\u00ed (MG): Fundado em 1939"},"content":{"rendered":"<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-76047\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/01-AEB-500x281.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/01-AEB-500x281.jpg 500w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/01-AEB-300x168.jpg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/01-AEB.jpg 1366w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/div>\n<div>A <strong>Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Bambuiense (AEB)<\/strong> foi a segunda equipe de destaque a ser criada. <strong>No dia 17 de abril de 1939<\/strong> um grupo de jovens entusiasmados com a pr\u00e1tica esportiva se reuniu com o objetivo de criar um time de futebol, mais que isso, uma associa\u00e7\u00e3o esportiva. Transcrevemos em parte a Ata da reuni\u00e3o de funda\u00e7\u00e3o do clube:<\/div>\n<div>\u201c<em><span style=\"color: #0000ff;\">Consideram-se fundadores da A.E.B. todos aqueles que reunindo devotamento ao esfor\u00e7o e \u00e0 pertin\u00e1cia, formaram o clube e o conduziram a dias de vida gloriosa e impoluta, dentre eles: Francisco Santos, primeiro presidente. Ant\u00f4nio Montijo, Miguel Azzi, Herm\u00f3genes Torres, Juarez de Castro-Todos componentes da primeira diretoria da Associa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m destes s\u00f3cios, in\u00fameros outros, jogadores ou contribuintes exclusivos, cuja nota n\u00e3o se pode tomar, e que igualmente contribu\u00edram pelo alevantamento e \u00eaxito da A.E.B<\/span>.<\/em>\u201d.<\/div>\n<div>Dentre os v\u00e1rios fundadores foram escolhidos os cinco que comporiam a primeira diretoria: Francisco Santos (Presidente); Jos\u00e9 Elias Lasmar (Vice Presidente); Wilson Lima (1\u00ba Secret\u00e1rio); Samuel Guimar\u00e3es (2\u00ba Secret\u00e1rio) e Paulo Pinto (Tesoureiro).<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-76051\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-2.jpg\" alt=\"\" width=\"522\" height=\"608\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-2.jpg 522w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-2-257x300.jpg 257w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-2-429x500.jpg 429w\" sizes=\"auto, (max-width: 522px) 100vw, 522px\" \/><\/div>\n<div>As primeiras partidas da AEB foram realizadas no \u201c<em>Campinho Vermelho<\/em>\u201d at\u00e9 pelo menos o ano de 1945 quando o prefeito Sinfr\u00f4nio Torres construiu o Est\u00e1dio Municipal. Os primeiros jogadores que vestiram a camisa da rec\u00e9m criada associa\u00e7\u00e3o foram: Geraldo Mendes, Pedro Teixeira, Ivan Azzi, Jos\u00e9 Montijo (Zuz\u00fa), Geraldo Campos, Dico Matos, Geraldo Palhares, Ant\u00f4nio Vieira (Frango), Didico Lopes, Geraldo Coimbra, Agnelo, Juca Nunes, Nen\u00ea do Basti\u00e3o, Juv\u00eancio, Celino, Tinto, Juquinha Campos, Jer\u00f4nimo e v\u00e1rios outros. A primeira partida foi realizada em Dores do Indai\u00e1 contra o Dorense F.Clube e a AEB foi derrotada por\u00a03 a\u00a02.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-76054\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-Mineiro-de-67-11_12.jpg\" alt=\"\" width=\"684\" height=\"554\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-Mineiro-de-67-11_12.jpg 684w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-Mineiro-de-67-11_12-300x242.jpg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-Mineiro-de-67-11_12-500x404.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 684px) 100vw, 684px\" \/><\/div>\n<div>A AEB tomaria seu primeiro impulso com a diretoria eleita em fins de 1947, composta pelos senhores Hugo Venturine, Newton Teixeira, Jo\u00e3o Bahia Guimar\u00e3es, Omar Chaves, Jos\u00e9 Maria Mour\u00e3o e aquele que viria se tornar o maior presidente da AEB de todos os tempos, respons\u00e1vel pelos grandes momentos do clube, o Sr. Elias Saade. Em 24 de junho de\u00a01958 a\u00a0c\u00e2mara municipal aprovou a Lei que autorizava a doa\u00e7\u00e3o do terreno do est\u00e1dio a Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Bambuiense. A Lei foi sancionada pelo prefeito Jos\u00e9 Augusto Chaves e seu artigo 1\u00ba tinha a seguinte reda\u00e7\u00e3o: \u201c<em>Fica a Prefeitura Municipal de Bambu\u00ed autorizada a dar escritura p\u00fablica a ASSOCIA\u00c7\u00c3O ESPORTIVA BAMBUIENSE de um terreno situado entre as ruas Benedito Valadares e Afonso Pena, com a \u00e1rea de\u00a08380,00 m\u00b2, mais ou menos, no valor, para efeitos fiscais de CR$\u00a02800,00\u201d. Mas o terreno j\u00e1 havia sido doado pela prefeitura desde o dia 05 de maio de 1955. Em homenagem ao construtor do est\u00e1dio esse recebeu o nome de Est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio Torres.<\/em><\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_76049\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-76049\" class=\"size-large wp-image-76049\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/03-AEB-500x344.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"344\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/03-AEB-500x344.jpg 500w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/03-AEB-300x206.jpg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/03-AEB.jpg 1058w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-76049\" class=\"wp-caption-text\">Escudo dos anos 40<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div>Um dos maiores presidentes da AEB de todos os tempos foi o Sr. Elias Saade. Foi quem esteve mais vezes e mais tempo dirigindo o clube. Coube a esse din\u00e2mico e arrojado desportista as obras b\u00e1sicas de constru\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio: murou todo o terreno, construiu alambrados, arquibancadas, vesti\u00e1rio e gramou o campo. Construiu, tamb\u00e9m, uma quadra poliesportiva para v\u00f4lei e basquete.<\/div>\n<div>Coube a ele a profissionaliza\u00e7\u00e3o do departamento de futebol em 1967 e a forma\u00e7\u00e3o de uma das maiores equipes da AEB em todos os tempos. Neste ano a equipe disputou com brilhantismo o Campeonato Mineiro da primeira divis\u00e3o (equivalente hoje a segunda divis\u00e3o). V\u00e1rios jogadores de fora foram contratados.<\/div>\n<div>Merecem destaque os jogadores: Amadeu, Maia, Pez\u00e3o, Car\u00e1, Cec\u00edlio, Cabrita, Tim, Olavo. A esses jogadores juntaram-se os valorosos atletas locais os quais destacamos: Bol\u00e3o, Jaci, Ed\u00edlson, Pop\u00f3, Z\u00e9 Morgado, Luiz Morgado, Massinha, Agnelo e v\u00e1rios outros. Elias Saade dirigiu o clube por cinco vezes. Uma dessas gest\u00f5es durou um dec\u00eanio e recebeu contesta\u00e7\u00e3o de alguns s\u00f3cios do clube inconformados com algumas manobras por ele engendradas que o permitia perpetuar-se no cargo. Entre esses s\u00f3cios figuravam alguns que haviam participado da funda\u00e7\u00e3o do clube.<\/div>\n<div>Para externar o inconformismo esses s\u00f3cios fizeram uma circular extenso \u201cManifesto ao Esporte Bambuiense\u201d em Agosto de 1954 onde expunham os motivos de suas insatisfa\u00e7\u00f5es: \u201c<em>Membros da Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Bambuiense, alguns at\u00e9 s\u00f3cios fundadores, interrompemos, deliberadamente, desde 25 de junho deste ano\u00a0<\/em>(1954)<em>, toda e qualquer atua\u00e7\u00e3o social, e devemos ao POVO DE BAMBU\u00cd, em cuja vida a AEB ocupa lugar de carinhoso relevo, a exposi\u00e7\u00e3o das causas da nossa atitude: \u00e9 ilegal a perman\u00eancia do snr. Elias Saade na dire\u00e7\u00e3o da entidade, impondo-se-nos, como ponto de honra, a recusa de reconhecimento de qualquer autoridade sua j\u00e1 que o temos apenas como\u00a0<strong>presidente de fato<\/strong>, n\u00e3o de direito. N\u00e3o visamos a pessoa do snr. Elias Saade, nem pretendemos denegrir a sua obra laboriosa e cheia de entusi\u00e1stico vigor&#8230;Nenhum de n\u00f3s deseja resulte das nossas palavras qualquer detrimento a sua pessoa, por tantos t\u00edtulos estim\u00e1vel. Proclamamos que fez muito pela AEB, \u00e0 qual deu momentos de verdadeiro brilho. N\u00e3o duvidamos da sua honestidade, inclusive como gestor da economia social. Nem mesmo estranhar\u00edamos se Elias Saade viesse a ser reposto, por muito tempo, ano ap\u00f3s ano, pela livre vontade da maioria dos s\u00f3cios, na presid\u00eancia em que t\u00e3o bem se sente&#8230;Nem v\u00ea, na sua paix\u00e3o, que, por a\u00ed, n\u00e3o conseguir\u00e1 mais que aumentar o esbulho que os s\u00f3cios vem sofrendo e acabar\u00e1 quebrando irremediavelmente a bela paz que iluminou os in\u00edcios da associa\u00e7\u00e3o \u2013 verdadeira ilha de compreens\u00e3o nas \u00e1guas tumultuosas da apaixonada pol\u00edtica bambuiense&#8230;estranho soldado da democracia \u2013 o nosso her\u00f3i de Monte Castelo!<\/em>\u201d. Assinam o manifesto vinte e quatro s\u00f3cios, entre eles: Francisco Santos, Jo\u00e3o Bahia Guimar\u00e3es, Jos\u00e9 Oswaldo de Oliveira Leite e F\u00e1bio Nogueira Santos.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-76050\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-1947-10_12.jpg\" alt=\"\" width=\"856\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-1947-10_12.jpg 856w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-1947-10_12-300x140.jpg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-1947-10_12-500x233.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 856px) 100vw, 856px\" \/><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo II\u00a0<\/strong><\/div>\n<div>Durante as gest\u00f5es do Sr. Elias Saade o torcedor bambuiense p\u00f4de conhecer grandes equipes profissionais do Rio de Janeiro e outros estados. A AEB enfrentou o Flamengo, Vasco, Canto do Rio e S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o e mais recentemente, em outra gest\u00e3o o Sobradinho de Bras\u00edlia. Sem contar as equipes de Minas que aqui jogaram como os Mistos de Atl\u00e9tico e Cruzeiro. A todos a equipe local enfrentou jogando de igual pra igual, como veremos mais a frente. Coube ao Sr. Elias a cria\u00e7\u00e3o do primeiro programa esportivo. As not\u00edcias da AEB, escala\u00e7\u00e3o e convoca\u00e7\u00e3o de jogadores, coment\u00e1rios sobre as partidas, eram transmitidas atrav\u00e9s do servi\u00e7o de alto-falantes \u201cCacique\u201d que tinha como jarg\u00e3o \u201cA voz amiga de Bambu\u00ed\u201d. Toda essa programa\u00e7\u00e3o fazia parte da resenha \u201cEsporte no Apito\u201d. Os Alto-falantes eram instalados, primeiramente sobre o clube social e depois sobre o Centro Oper\u00e1rio Bambuiense e todos os desportistas acompanhavam a programa\u00e7\u00e3o e a divulga\u00e7\u00e3o das atividades esportivas atrav\u00e9s desse servi\u00e7o.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-76048\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/02-AEB-500x352.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/02-AEB-500x352.jpg 500w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/02-AEB-300x211.jpg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/02-AEB.jpg 1026w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/div>\n<div>Em 22 de maio de\u00a01951, a\u00a0AEB organizou festividades de comemora\u00e7\u00e3o do 70\u00ba anivers\u00e1rio de emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da cidade. Comemorou-se o dia que o arraial foi elevado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de vila: 22 de setembro de 1881. Foi a primeira vez que o anivers\u00e1rio de Bambu\u00ed foi comemorado. Na verdade as festividades foram realizadas durante uma semana. Al\u00e9m de partidas de futebol entre AEB e Naja de Arax\u00e1, Juvenil da AEB e Juvenil do Ferrovi\u00e1rio de Divin\u00f3polis, houve desfile da fanfarra do Col\u00e9gio Antero Torres, da Escola Jos\u00e9 Alzamora, baile no Clube Social de Bambu\u00ed e nos sal\u00f5es da Escola Jos\u00e9 Alzamora.N\u00e3o faltaram discursos, hasteamento de bandeiras e missa campal celebrada pelo monsenhor Jos\u00e9 Apparecida.<\/div>\n<div>Depois do Sr. Elias Saade os presidentes que realizaram obras importantes no est\u00e1dio da AEB foram: Antonino Jos\u00e9 Martins que cobriu as duas principais arquibancadas e Lindiomar Jos\u00e9 da Silva. Este conseguiu com o apoio do deputado Jos\u00e9 Ferraz, a ilumina\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio e da quadra poliesportiva, sonho antigo de todos os desportistas bambuienses. Os refletores foram inaugurados em 29 de maio de 1986 com a realiza\u00e7\u00e3o da partida entre AEB x Clube Atl\u00e9tico Mineiro. No dia da inaugura\u00e7\u00e3o o presidente da AEB relembrou em seu discurso o saudoso Elias Saade: \u201c<em>A nossa AEB vive hoje um dia, ou melhor, uma noite de grande gl\u00f3ria, de grande alegria! Depois de 47 anos de espera, eis o sonho de todos os desportistas se concretizando, tornando-se real. Estivesse fisicamente entre n\u00f3s o inolvid\u00e1vel desportista ELIAS SAADE, (e cremos que, de alguma maneira sutil, ele se encontra feliz entre n\u00f3s) seu entusiasmo seria o mesmo nosso, se n\u00e3o maior. E creio estar manifestando em nome da gratid\u00e3o eterna dos desportistas de Bambu\u00ed \u00e0quele que fez da gloriosa bandeira azul e branca, sua pr\u00f3pria bandeira!&#8230;<\/em>\u201d<\/div>\n<div>Em fins de 1966 e in\u00edcio de\u00a01967 a\u00a0AEB encaixou uma s\u00e9rie extraordin\u00e1ria de partidas invictas. Venceu praticamente todas as equipes de Divin\u00f3polis. Foram 13 vit\u00f3rias e um empate. Marcou 50 gols e sofreu apenas 8. Eis os jogos e resultados:<\/div>\n<div>* AEB 6 x 0 Nacional de Lagoa da Prata, em 06-11-66;<\/div>\n<div>* AEB 3 x 1 Vila de Formiga, em 13-11-66;<\/div>\n<div>* AEB 5 x 1 Laprata de Lagoa da Prata, em 20-11-66;<\/div>\n<div>* AEB 6 x 1 S\u00e9timo Batalh\u00e3o \u2013 Bom Despacho em 27-11-66;<\/div>\n<div>* AEB 1 x 1 Nacional de Lagoa da Prata, em 30-11-66;<\/div>\n<div>* AEB 2 x 0 Gr\u00eamio de Divin\u00f3polis, em 04-12-66;<\/div>\n<div>* AEB 4 x 1 Guarani de Divin\u00f3polis, em 18-12-66;<\/div>\n<div>* AEB 6 x\u00a01 A.E.Camposaltense, em 08-01-67;<\/div>\n<div>* AEB 2 x 0 CIT F. Clube de Arax\u00e1, em 14-01-67;<\/div>\n<div>* AEB 5 x 0 Ferrovi\u00e1rio Atl\u00e9tico Clube de Divin\u00f3polis, em 22-01-67;<\/div>\n<div>* AEB 2 x 1 Flamengo de Divin\u00f3polis, em 29-01-67;<\/div>\n<div>* AEB 6 x 0 Ind\u00fastria de Luci\u00e2nia de Lagoa da Prata, em 12-02-67;<\/div>\n<div>* AEB 2 x\u00a01 A.E.Camposaltense de Campos Altos, em 19-02-67.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-76055\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-x-Galao-da-Massa-11_13-500x196.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"196\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-x-Galao-da-Massa-11_13-500x196.jpg 500w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-x-Galao-da-Massa-11_13-300x117.jpg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-x-Galao-da-Massa-11_13.jpg 1408w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/div>\n<div>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Destes jogos, o empate em\u00a01 a\u00a01 com o Nacional foi realizado em Lagoa da Prata e a vit\u00f3ria de\u00a02 a\u00a01 sobre o Camposaltense foi\u00a0em Campos Altos.\u00a0Os\u00a0demais jogos foram realizados no Est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio Torres. O artilheiro desta s\u00e9rie foi o extraordin\u00e1rio Cec\u00edlio, com 14 gols, seguido pelo n\u00e3o menos extraordin\u00e1rio Car\u00e1 com 10.<\/div>\n<div>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Logo ap\u00f3s essa s\u00e9rie, a AEB que perdera a invencibilidade jogando com o Sparta de S\u00e3o Gotardo quando perdeu por\u00a01 a\u00a00\u00a0em S\u00e3o Gotardo, a AEB descontou sobre o outro Sparta de Campo Belo quando venceu por\u00a05 a\u00a02. Foi a primeira partida noturna da AEB. Nesta partida os gols foram de Cec\u00edlio (2), Luiz Morgado (3). Os gols do Sparta foram marcados por Z\u00e9 Morgado que nesta \u00e9poca jogava pela equipe de Campo Belo. Sem d\u00favida um grande feito da AEB.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-76053\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-x-Atletico-MG-10_12.jpg\" alt=\"\" width=\"734\" height=\"486\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-x-Atletico-MG-10_12.jpg 734w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-x-Atletico-MG-10_12-300x198.jpg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-x-Atletico-MG-10_12-500x331.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 734px) 100vw, 734px\" \/><\/div>\n<div>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A principal conquista da AEB aconteceu em 27 de setembro de 1981. Presidia o clube o Sr. Jos\u00e9 Vitalino Chaves. A AEB conquistou seu primeiro t\u00edtulo de \u00e2mbito regional. Em um campeonato promovido pela Liga Amadora Formiguense envolvendo equipes da regi\u00e3o. A AEB conquistou o direito de disputar o t\u00edtulo contra a tem\u00edvel equipe do Ypiranga de Arcos. No primeiro jogo em Bambu\u00ed houve empate em\u00a01 a\u00a01. Motivo de comemora\u00e7\u00e3o da apaixonada torcida ypiranguista que acreditava que em seus dom\u00ednios, no seu est\u00e1dio que mais parece um caldeir\u00e3o, seria \u201cfava contada\u201d. E o churrasco estava preparado. Mas a equipe da casa foi surpreendida pela aguerrida equipe azul e branca de Bambu\u00ed que lhe arrebatou o t\u00edtulo.<\/div>\n<div><!--more--><\/div>\n<div>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deixemos um cronista arcoense narrar a fa\u00e7anha da AEB. \u201c<em>No meio<\/em>\u00a0<em>de toda essa solid\u00e3o (de t\u00edtulos) e angustia, a solid\u00e3o mordendo na angustia, e a angustia mordendo na solid\u00e3o. Sabe quem est\u00e1 dan\u00e7ando? O amor. O amor passional do pov\u00e3o. Imagino-o, pequeno, se escondendo dessa guerra de morde-morde. Vendo um fantasma. O fantasma das decis\u00f5es.E voc\u00ea define bem a final. Todo mundo vem morde, e leva o caneco. E dessa vez quem mordeu foi um garoto de dezessete anos, com pernas tortas de nome Arlei. E quem nos segurou foi um beque valente, de nome Jaci. Esse beque, m\u00edstico por sinal, s\u00f3 jogava com a camisa de n\u00famero tr\u00eas. Para ele um n\u00famero cabal\u00edstico. Mas voltando ao beque Jaci Claudina Macedo, voc\u00ea, o Laert do Juli\u00e3o, e tantos outros leitores dessa coluna, que assistiram no Est\u00e1dio do Ypiranga a partida final, viram, depois do t\u00edtulo ganho pela AEB o beque Jaci, de joelhos, ir de um dos gols at\u00e9 o meio do campo, pagando a promessa que fizera. Todos n\u00f3s sabemos que Deus \u00e9 t\u00e3o Ypiranga quanto AEB, mas essa promessa valeu como for\u00e7a positiva\u00a0<\/em>\u201d. O cronista definiu com muita propriedade a grande fa\u00e7anha da AEB. Os campe\u00f5es regionais da AEB foram os seguintes: Baitola, Z\u00e9 Mariinha, Jaci, Z\u00e9 Cl\u00e1udio e Tibeca, Paulo C\u00e9sar, Divino, Jaime, Batata, Roberto e Arlei (Butininha). O t\u00e9cnico foi Jadir de Castro Camargos \u201cBol\u00e3o\u201d.<\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo III<\/strong><\/div>\n<div>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0As gest\u00f5es do Sr. Elias Saade frente \u00e0 AEB levaram o clube azul e branco bambuiense \u00e0 fama nacional atrav\u00e9s de sua profissionaliza\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 60. Pode-se dizer que o Sr. Elias Saade foi o Get\u00falio Vargas com esp\u00edrito de Juscelino Kubitschek no futebol bambuiense, especialmente para a AEB, isso porque queria se perpetuar no cargo, tamanha sua paix\u00e3o por este clube e ao mesmo tempo parecia querer avan\u00e7ar trinta anos em tr\u00eas, se assim podemos dizer, pois a gest\u00e3o se constitu\u00eda\u00a0em tri\u00eanios. No\u00a0caso de JK \u00e9 claro, o pensamento era 50 anos em cinco, pois este era o per\u00edodo de gest\u00e3o e para o Sr. Elias Saade a filosofia parecia ser a mesma. A AEB era a sua segunda fam\u00edlia, o que gerava at\u00e9 certo ci\u00fame por parte de seus familiares que viam ele fazer de tudo pelo futebol bambuiense, era uma paix\u00e3o incontrol\u00e1vel, era um amor incondicional. Considerado um homem a moda antiga, n\u00e3o era de muita explica\u00e7\u00e3o ou muito papo, simplesmente fazia acontecer. Dedicava-se ao seu trabalho e as suas obriga\u00e7\u00f5es para sustentar sua fam\u00edlia com dignidade e ficava pouco tempo em casa, pois seu \u201ctempo livre\u201d eram dedicados a AEB.<\/div>\n<div>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<strong>Elias Saade e sua fam\u00edlia Aebense:\u00a0<\/strong>Em relato de sua filha Elizete Saade ela conta como era essa paix\u00e3o do Sr. Elias Saade pelo time bambuiense: \u201cO meu pai foi presidente da AEB durante anos. Eu costumo dizer que ele n\u00e3o foi apenas presidente, porque n\u00f3s, sua fam\u00edlia, testemunhamos a dedica\u00e7\u00e3o e o empenho dele em rela\u00e7\u00e3o ao time, ao est\u00e1dio, aos jogadores\u201d. Pode-se dizer que a pedra fundamental para o sucesso da AEB foi colocada por Elias Saade, que atrav\u00e9s de sua influ\u00eancia social e pol\u00edtica, apoiado pelos desportistas da \u00e9poca conseguiu a doa\u00e7\u00e3o de um terreno para come\u00e7ar a estrutura\u00e7\u00e3o do clube. Naquela \u00e9poca, at\u00e9 meados dos anos 55 eram realizados rodeios, festas do pe\u00e3o, eventos culturais, apresenta\u00e7\u00f5es musicais e exposi\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias no terreno onde hoje se localiza o Est\u00e1dio da AEB. Era um terreno vago de posse da Prefeitura Municipal de Bambu\u00ed, sem muita estrutura para o p\u00fablico ou sequer para uma poss\u00edvel pr\u00e1tica esportiva. Era um verdadeiro \u201clot\u00e3o vago\u201d no Centro de Bambu\u00ed. Deste terreno tamb\u00e9m sa\u00edram alguns causos sobre Tatus do centro de Bambu\u00ed que mais tarde viria a motivar a escolha do Tatu-Canastra como mascote oficial da AEB.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-76052\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-Vasco-da-Gama2.jpg\" alt=\"\" width=\"554\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-Vasco-da-Gama2.jpg 554w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-Vasco-da-Gama2-300x175.jpg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/AEB-Vasco-da-Gama2-500x292.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 554px) 100vw, 554px\" \/><\/div>\n<div>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<strong>Certid\u00e3o de Doa\u00e7\u00e3o do Terreno:\u00a0<\/strong>A certid\u00e3o original de entrega do terreno para a Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Bambuiense pelo prefeito municipal Jos\u00e9 Augusto Chaves foi datada em 29 de Outubro de 1957, na qual consta redigido o seguinte texto: \u201c<em>Certifico que, do requerimento protocolado sob o n\u00famero 124, em 5 de maio de1955, consta do mesmo o despacho do senhor Prefeito de CESS\u00c3O de um terreno a ASSOCIA\u00c7\u00c3O ESPORTIVA BAMBUIENSE, representada pelo seu presidente senhor Elias Saade. Terreno este situado entre as Ruas Benedito Valadares e rua Afonso Pena, com \u00e1rea de\u00a08380,00 m\u00b2\u00a0mais ou menos; confrontando terrenos de Wilson de Oliveira, C\u00f3rrego das Almas e com as ruas acima mencionadas e Terrenos do F\u00f3rum local; valor de CR$ 2800,00. O referido \u00e9 verdade. Eu, Ant\u00f4nio Montijo, Secret\u00e1rio da Prefeitura, lavrei a presente certid\u00e3o que assino.<\/em>\u201d Esta certid\u00e3o foi registrada em cart\u00f3rio dois dias ap\u00f3s ser emitida e assinada, no dia 31 de outubro de 1957.<\/div>\n<div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo IV<\/strong><\/div>\n<div>No ano de 1947, gra\u00e7as a contribui\u00e7\u00e3o de s\u00f3cios, desportistas do munic\u00edpio e empres\u00e1rios da \u00e9poca amantes do futebol, a AEB foi registrada em Cart\u00f3rio tornando-se pessoa jur\u00eddica. Dez anos depois, no ano de 1957, conforme relatamos na edi\u00e7\u00e3o passada receberia a doa\u00e7\u00e3o de um dos terrenos mais valiosos e importantes no centro de Bambu\u00ed para a constru\u00e7\u00e3o de sua sede. Ap\u00f3s este marco hist\u00f3rico, o senhor Elias Saade voltou todos os seus esfor\u00e7os em prol da estrutura\u00e7\u00e3o do clube e relatou esse hist\u00f3rico com suas palavras em manuscrito, no qual foi redigido: \u201c<em>No momento\u00a0<\/em>(a AEB)\u00a0<em>est\u00e1 empenhada na campanha, desde j\u00e1 vitoriosa, da constru\u00e7\u00e3o das arquibancadas em seu est\u00e1dio. \u00c9, a Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Bambuiense, \u00e9 um dos grandes e principais motivos de orgulho da gente de Bambu\u00ed. O seu padr\u00e3o de vida, moldado no mais puro e irrestrito amadorismo, no respeito e lealdade para com os advers\u00e1rios, tem lhe proporcionado um grande cartel de vit\u00f3rias sociais e esportivas. Mant\u00e9m, sempre, os seus departamentos \u2013 amador, juvenil e infantil \u2013 em franca atividade esportiva. Possui em seu est\u00e1dio, vesti\u00e1rios e dormit\u00f3rios para quadros visitantes; uma bel\u00edssima quadra de voleibol e basquetebol, pavimentada com cimento e iluminada para jogos noturnos; seu campo de basquetebol, bem como o de futebol, s\u00e3o dotados de alambrados, oferecendo n\u00e3o s\u00f3, certa garantia aos jogadores, como, tamb\u00e9m, mais conforto aos assistentes<\/em>\u201d.<\/div>\n<div><strong>A Filosofia de trabalho e o reconhecimento da AEB:<\/strong>\u00a0Naquela \u00e9poca, ele enxergava a AEB como um time amador que estava sendo engrandecido aos poucos, na humildade do seu trabalho e que apesar de tudo carregava a filosofia de \u201cRespeito e Lealdade\u201d consigo e com os jogadores. Quem quer que trabalhasse com ele ou se dispusesse a fazer algo pela AEB teria que atender a estes dois princ\u00edpios, mais a AEB n\u00e3o ficou s\u00f3 no amadorismo, os frutos de seu grandioso trabalho seriam colhidos mais tarde na d\u00e9cada de 60 quando a AEB chegou ao profissionalismo do futebol. O sonho de que a AEB fosse um tradicional time amador reconhecido por toda Minas Gerais foi alcan\u00e7ado e ultrapassou estes limites chegando ao profissionalismo.<\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo V<\/strong><br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<div><strong>Um profissional atleticano no elenco bambuiense:<\/strong>\u00a0Na d\u00e9cada de\u00a050 a\u00a0Associa\u00e7\u00e3o Esportiva\u00a0Bambuiense (AEB) montou um dos melhores times da sua hist\u00f3ria, time at\u00e9 hoje relembrado pelos saudosistas contadores de \u201ccausos\u201d das pracinhas de Bambu\u00ed. Um fato interessante deste tima\u00e7o era a presen\u00e7a de um jogador profissional de destaque integrante da equipe. O centro avante Walter Jos\u00e9 Pereira (Vav\u00e1) era jogador do Atl\u00e9tico Mineiro, natural de Sacramento-MG, ele sempre era convidado pelo seu amigo Manoel Alvarez (Manezinho) para refor\u00e7ar a equipe da AEB em jogos importantes. Nesta \u00e9poca Manezinho e Vav\u00e1 estudavam juntosem Belo Horizonte.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>Pouco tempo depois, de volta ao Atl\u00e9tico Mineiro, Vav\u00e1 participou da excurs\u00e3o que renderia ao time alvinegro uma das suas grandes conquistas, exaltada at\u00e9 hoje no seu hino. O Galo realizou em 1950 uma excurs\u00e3o in\u00e9dita pela Europa, coisa que naquela \u00e9poca ainda n\u00e3o era realizada pelos clubes de futebol. Nesta excurs\u00e3o foram disputados entre os dias 2 de novembro e 7 de dezembro daquele ano, dez partidas contra equipes da Alemanha, \u00c1ustria, B\u00e9lgica, Luxemburgo e Fran\u00e7a.<br \/>\nO Atl\u00e9tico-MG conquistou seis vit\u00f3rias, dois empates e apenas duas derrotas, recebendo o t\u00edtulo de \u201cCampe\u00e3o do Gelo\u201d, estando Vav\u00e1 presente nestes jogos. O nome de campe\u00e3o do gelo foi dado pelo fato deste time ter realizado uma campanha vitoriosa nos frios gramados do Velho Continente, estando alguns at\u00e9 mesmo cobertos de neve. Integraram esta equipe os goleiros M\u00e3os de On\u00e7a e Kafunga, que mais tarde viria a Bambu\u00ed conhecer os gramados da AEB; os defensores Juca, M\u00e1rcio Pirulit, Afonso, Moreno, Oswaldo e Vicente Peres; os meias Barbatana, Haroldo, Lauro e Z\u00e9 do Monte; no ataque figurava Alvinho, Vav\u00e1, Lucas, Murilinho, N\u00edvio, Vaguinho e Zezinho. O T\u00e9cnico desta equipe precursora foi Ricardo Diez.\u00a0O atacante Vav\u00e1 jogou 118 partidas pelo Atl\u00e9tico-MG e marcou 58 gols. Antes de passar pelo Galo e disputar algumas partidas pela AEB foi jogador do Formiga E.C., do munic\u00edpio de Formiga-MG e do Naja de Arax\u00e1-MG.<\/p>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo VI<\/strong><\/div>\n<div>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Nos anos 50, quando aconteceu a Copa do Mundo no Brasil, a qual tamb\u00e9m teve sua transmiss\u00e3o pela TV, que naquela \u00e9poca s\u00f3 os \u201cricos\u201d possu\u00edam, ampliou ainda mais a paix\u00e3o do brasileiro pelo futebol e no interior do pa\u00eds esta paix\u00e3o tomou conta das cidades. N\u00e3o eram raros os jogos amadores entre equipes de cidades vizinhas. Cada cidade tinha seu time amador, \u00e0s vezes v\u00e1rios times amadores e nesta \u00e9poca as excurs\u00f5es de final de semana eram a divers\u00e3o dos jovens. A maior alegria dos jovens era vestir a camisa de seu time e viajar para outras cidades a fim de jogar uma bela partida representando o seu munic\u00edpio. Para as cidades que sediavam estes jogos tamb\u00e9m era uma festa para a popula\u00e7\u00e3o. Nas administra\u00e7\u00f5es do Sr. Elias Saade, n\u00e3o foram poupados esfor\u00e7os para que as atividades esportivas da AEB fossem mantidas, o time bambuiense chegou a jogar em in\u00fameras cidades do centro-oeste e sul de Minas Gerais.<\/div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 As pedras no caminho foram puladas:<\/strong>\u00a0Naquela \u00e9poca as coisas eram muito mais dif\u00edceis do que nos dias de hoje: era dif\u00edcil conseguir uma condu\u00e7\u00e3o para os jogadores, era dif\u00edcil conseguir uniformes e chuteiras para os jovens que tanto queriam representar Bambu\u00ed, n\u00e3o havia patrocinadores ou pessoas interessadas em investir no esporte, muito menos em futebol amador, n\u00e3o havia leis de incentivo ao esporte e verbas municipais como existem hoje, as estradas de terra batida e os campos ent\u00e3o? Apesar das dificuldades a AEB sempre realizava suas excurs\u00f5es tendo passado desde campos de v\u00e1rzea com gols de bambu at\u00e9 est\u00e1dios glamurosos.<\/p>\n<div><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Dedica\u00e7\u00e3o a AEB:<\/strong>\u00a0Elizete Saade, filha do grande mestre relatou ao Canastra Esporte Clube que a fam\u00edlia sempre o acompanhava nas viagens com o time nos jogos disputados pela regi\u00e3o e para ajudar nas despesas do time e na manuten\u00e7\u00e3o do clube o Sr.Elias Saade colocava suas filhas para vender rifas durante os jogos. Elizete tamb\u00e9m relatou um dos maiores exemplos, que mostra o tamanho de sua dedica\u00e7\u00e3o dizendo: \u201cEle sempre estava colaborando, de alguma forma, com os jogadores, especialmente aqueles que n\u00e3o tinham muitos recursos pr\u00f3prios. Lembro-me de vir a BH, junto com meu pai, para trazer a m\u00e3e de um jogador (provavelmente devido a quest\u00f5es de sa\u00fade). Bambu\u00ed n\u00e3o contava com muitos recursos, os tempos eram outros, e o meu pai sempre se dispunha a &#8220;quebrar os galhos&#8221;. Ele abra\u00e7ava qualquer dificuldade que houvesse &#8211; repito: do futebol, do time, dos jogadores, do est\u00e1dio.\u201d<\/div>\n<div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Um jovem que deixou saudades:\u00a0<\/strong>Um fato marcante durante a jornada de Elias Saade frente a AEB que ficou marcado na hist\u00f3ria do clube foi o fat\u00eddico falecimento do jovem popularmente conhecido como Nen\u00ea da Nina, causado por afogamento. Era um grande jogador que passou pelos gramados da AEB, seu falecimento foi um choque para toda a popula\u00e7\u00e3o bambuiense e comoveu o presidente da AEB de tamanha forma que ficou registrado como se fosse hoje este momento na lembran\u00e7a de sua filha: \u201cO que me marcou foi a atitude do meu pai: eu achei que ele iria morrer junto, tamanha a sua como\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, ele tomou todas as iniciativas, chamou corpo de bombeiros n\u00e3o sei de onde, imagino que o desejo era salvar o Nen\u00ea a qualquer custo, ressuscit\u00e1-lo se necess\u00e1rio fosse.\u201d \u2013 disse Elizete Saade.<\/p>\n<\/div>\n<div><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Campeonato Municipal de Clubes na AEB:\u00a0<\/strong>Na d\u00e9cada de 60, existia o Campeonato Municipal de Clubes que era disputado nos moldes de um campeonato mineiro, com primeira e segunda divis\u00e3o, nesta \u00e9poca a AEB patrocinou a segunda divis\u00e3o deste torneio cedendo o Est\u00e1dio para os jogos. Participavam deste torneio o Combinado do Dr. Jandir (Mais tarde viria a se transformar no grandioso Z\u00edngaro Atl\u00e9tico Clube), Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Internacional, Liga Esportiva Gin\u00e1sio Antero T\u00f4rres, Cruzeiro Futebol Clube, Primavera Futebol Clube, Combinado Marta Rocha e Combinado Geraldo Bernardes de Faria. Nesta \u00e9poca, juntamente com o Sr. Elias Saade figuravam na diretoria da Gil T\u00f4rres como Vice-presidente, H\u00eanner T\u00f4rres como primeiro Secret\u00e1rio, Jos\u00e9 Salom\u00e3o Farah como segundo secret\u00e1rio, Jurandir Lima e Maria Geralda Gianecchini como primeiro e segundo tesoureiros, respectivamente.<\/p>\n<div><strong>Cap\u00edtulo VII<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jogos com times do Rio de Janeiro:<\/strong>\u00a0Algumas equipes do Estado do Rio de Janeiro passaram pelo munic\u00edpio de Bambu\u00ed no final dos anos 50 e in\u00edcio dos anos 60, e pode-se dizer que os jovens medalh\u00f5es da AEB corresponderam em campo como time grande perante estes advers\u00e1rios. Jogando sempre de forma acirrada com todos, ainda mais dentro de casa, no Est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres, que sempre ficava lotado pela torcida. No dia 17 de maio de\u00a01959 a\u00a0AEB enfrentou a equipe conhecida como Canto do Rio, em um jogo amistoso e teve seu primeiro triunfo contra times de outros estados, vencendo a partida por\u00a01 a\u00a00 com um gola\u00e7o de Chinelo, jogador muito querido pela torcida daquela \u00e9poca, que tinha vindo do Formiga E.C. para jogar na AEB. Os jogadores que atuaram nesta partida pelo time da AEB foram: Leomagno, Rui, M\u00facio, Davi, Faria, Arnaldo, Kleber, Nivaldo, Mira\u00fana, Padre Mario, Ivar, Chinelo e Bocage (goleiro reserva). Esta equipe que jogou a partida amistosa contra a AEB havia conquistado o Torneio In\u00edcio do Campeonato Municipal de Niter\u00f3i em 1958.<\/div>\n<div><strong>AEB x Vasco da Gama:<\/strong>\u00a0A partir deste jogo com o Vasco da Gama a AEB viria a se tornar um importante clube, reconhecido nacionalmente em fun\u00e7\u00e3o das not\u00edcias de seus jogos amistosos com clubes profissionais do futebol brasileiro, sendo estas partidas noticiadas por todo o Brasil. Esta primeira partida entre AEB e Vasco da Gama foi relatada pelo Jornal Tribuna do Oeste, que redigiu a seguinte reportagem: \u201c<em>Quarta-feira, dia 8\u00a0<\/em>(de junho de 1960)<em>, realizou-se em Bambu\u00ed o encontro do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, com a AEB, tradicional entidade esportiva local. Saiu vitorioso o Vasco, pela contagem de 4&#215;1. A renda ultrapassou \u00e0 casa dos noventa mil cruzeiros. Quase duas mil pessoas presenciaram o jogo, que marcou, na vida esportiva da cidade, um acontecimento dos mais tratos. A presen\u00e7a em Bambu\u00ed de um dos mais famosos clubes do pa\u00eds deu oportunidade de conhecer de perto, alguns dos maiores astros do futebol nacional<\/em>\u201d.<\/div>\n<p>O Clube de Regatas Vasco da Gama, nos anos de\u00a01956 a\u00a01960 montou um time incr\u00edvel, admirado por todo o pa\u00eds. Este time, que o p\u00fablico bambuiense pode conhecer havia conquistado o Campeonato Carioca de 1956, 4 torneios internacionais em 1957 (Chile, Peru, Fran\u00e7a e Espanha) e foi campe\u00e3o do Torneio In\u00edcio-RJ, Torneio Rio-S\u00e3o Paulo e Campeonato Carioca no ano de 1958, recebendo tamb\u00e9m o t\u00edtulo de Super-Super Campe\u00e3o Carioca neste ano, isso porque naquela edi\u00e7\u00e3o do campeonato tr\u00eas times terminaram a competi\u00e7\u00e3o com o mesmo n\u00famero de pontos. Para decidir o t\u00edtulo foi necess\u00e1rio realizar dois triangulares extras entre Vasco, Flamengo e Botafogo. Estes triangulares receberam os nomes de supercampeonato e super-supercampeonato, respectivamente.\u00a0 No dia 10 de janeiro o Vasco venceu o Botafogo por\u00a02 a\u00a01 e, com o empate entre Flamengo e Botafogo, o time cruzmaltino chegou a rodada final precisando apenas de um empate contra o rival rubro-negro. O Vasco da Gama empatou em\u00a01 a\u00a01 com o Flamengo, resultado que foi suficiente para se tornar o Super-Super Campe\u00e3o de 1958.<\/p>\n<p>Na partida contra a AEB o Vasco jogou com: Miguel, Nivaldo, Viana, Laerte, Orlando Pe\u00e7anha, Joel, Itajub\u00e1, Teot\u00f4nio, Cunha, Valdemar e Roberto Peniche. A AEB jogou com: Bocage, M\u00facio, Z\u00e9 Faria, Arnaldo, Davi, Rui Izaias, Nen\u00ea da Nina, Mira\u00fana, Tarc\u00edsio, Cl\u00e9ber e Niraldo. Pouco mais de um ano depois, no dia 21 de junho de\u00a01961 a\u00a0AEB novamente recebeu a equipe do Vasco da Gama no Est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres. Desta vez a equipe azul e branca de Bambu\u00ed fez um grande jogo, evitando uma nova goleada, entretanto, n\u00e3o puderam parar o ataque dos Super-Campe\u00f5es Cariocas. A AEB perdeu a partida por\u00a02 a\u00a00, tendo como destaques M\u00facio e Faria\u00a0em campo. A AEB\u00a0jogou com Rubens \u201cSurubi\u201d, M\u00facio, Romeu, Rui, Nivaldo, Faria, Morgado, Tarc\u00edsio (depois N\u00e9lio), D\u00e9, Niraldo (depois Arnaldo), Antero (depois Mira\u00fana). O grande time do Vasco da Gama atuou com Miguel, Nivaldo, Viana, Laerte, Orlando Pe\u00e7anha, Joel, Itajub\u00e1, Maranh\u00e3o, Teot\u00f4nio, Cunha, Valdemar e Roberto Peniche. Segundo relatos da \u00e9poca a renda foi C$ 79.269,00.<\/p>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo VIII<\/strong><br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<p>Em 10 de junho de\u00a01961 a\u00a0AEB recebeu o S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o Futebol e Regatas do Rio de Janeiro. A equipe carioca venceu por\u00a05 a\u00a02. Os gols da AEB foram marcados por D\u00e9 e Anterinho. A AEB enfrentou o S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o jogando com: Rubens \u201cSurubi\u201d, Romeu, Dirceu (Roberto), Rui, Nivaldo, Faria, Morgado, D\u00e9 (N\u00e9lio), Anterinho, Cl\u00e9ber (Arnaldo), Mira\u00fana (Assis \u201cFusa\u201d). Segundo anota\u00e7\u00f5es do Sr. Elias Saade, os melhores em campo foram: Anterinho, Rui e Morgado. Nesta partida uma particularidade, quatro jogadores da AEB eram irm\u00e3os: Rubens, Romeu, Roberto e Rui os filhos do \u201cCumpadre\u201d. Todos jogavam muita bola.<\/p>\n<\/div>\n<div>No dia seguinte (domingo) as duas equipes se enfrentaram novamente. Desta feita a AEB levou a melhor e venceu por\u00a02 a\u00a01. Os gols foram de D\u00e9 e Tarc\u00edsio. A AEB jogou com: Rubens \u201cSurubi\u201d, M\u00facio (Faria), Romeu, Rui, Nivaldo (Arnaldo), Faria?, (Nivaldo?), Morgado, D\u00e9, Tarc\u00edsio (Anterinho ?) Niraldo, Mira\u00fana?. Para esta partida, o orgulhoso Elias Saade anotou em sua cadernetinha: \u201c<em>N\u00e3o h\u00e1 nomes a destacar: Todos com esplendida atua\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d. O goleiro \u201cSurubi\u201d era uma atra\u00e7\u00e3o a parte e levantava a torcida, sempre gostava de enfeitar suas defesas fazendo-as parecerem mais dif\u00edceis que realmente eram. Seu porte f\u00edsico, magro e alto, lhe proporcionava essa pl\u00e1stica nos lances.<\/div>\n<div><strong>Trof\u00e9u Metrobaminas:<\/strong>\u00a0Em\u00a01962, a\u00a0AEB foi para a Capital Mineira e conquistou por l\u00e1 a maior vit\u00f3ria de toda a sua hist\u00f3ria. A maior goleada que a AEB imp\u00f4s a um advers\u00e1rio aconteceu em 29 de julho de 1962. O advers\u00e1rio o Metrobaminas de Belo Horizonte. O Placar foi de\u00a014 a\u00a02 afavor da AEB. Nessa partida o time da casa jogou com: Coquetel, M\u00facio, Jo\u00e3o Jos\u00e9, Camilo, Rui, Ed\u00edlson (Nivaldo), Mira\u00fana, Elcio Azzi, Maur\u00edcio, D\u00e9 (Assis) e Luiz. A partida rendeu um trof\u00e9u ao time azul e branco que se encontra na galeria da sua sede, \u00e9 um dos trof\u00e9us mais antigos do clube.<\/div>\n<div><strong>AEB x Flamengo:<\/strong>\u00a0No dia 6 de outubro de\u00a01963 a\u00a0AEB realizou um amistoso contra outro grande clube brasileiro. O Flamengo, time profissional do Rio de Janeiro havia conquistado o Torneio Quadrangular da Tun\u00edsia em 1962 e o Campeonato Carioca de\u00a01963. A\u00a0equipe do Rio contava com v\u00e1rios de seus principais valores, inclusive o lend\u00e1rio Jo\u00e3o Batista Sales (Fio Maravilha), autor de um dos gols. A equipe do Flamengo venceu por\u00a02 a\u00a01. O Gol da AEB foi marcado por Tarc\u00edsio. A AEB jogou com: Bol\u00e3o (Coquetel), Edjar \u201cBoi de Toca\u201d, Roberto Izaias, Antonio Camilo, Hilton Rog\u00e9rio \u201cPop\u00f3\u201d, Arnaldo, Ed\u00edlson, Maur\u00edcio, Morgado, Tarc\u00edsio (Agnelo) e Luiz Morgado. \u201cFio Maravilha\u201d entrou no segundo tempo para fazer o gol da vit\u00f3ria. Chutou de \u201cbico\u201d uma bola venenosa que o goleiro Bol\u00e3o n\u00e3o conseguiu segurar.<\/div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 AEB x Guarani de Divin\u00f3pilis:\u00a0<\/strong>No final do ano de 1963, no dia 18 de dezembro aconteceu mais um grande jogo da equipe bambuiense contra o Guarani de Divin\u00f3polis, time profissional, que naquela \u00e9poca disputava o Campeonato Mineiro da primeira divis\u00e3o. Havia sido vice-campe\u00e3o mineiro em 1961, ocasi\u00e3o da qual o campeonato foi disputado por pontos corridos e teve o Cruzeiro E.C. de Belo Horizonte como o campe\u00e3o. A AEB venceu a partida por\u00a04 a\u00a01, com dois gols de Cec\u00edlio e dois de Car\u00e1. Uma bela partida, que apesar da goleada fora muito disputada, mais neste dia os ventos sopravam a favor da equipe celeste bambuiense que fez a festa com sua torcida e encerrou as atividades daquele ano em grande estilo. Nesta partida a AEB foi escalada com: Bol\u00e3o, Jaci, Cabrita, Pop\u00f3, Amadeu, Car\u00e1, Maia, Morgado, Cec\u00edlio, Luiz e Tim. No ano seguinte, o time do Guarani de Divin\u00f3polis que outrora sa\u00edra derrotado de Bambu\u00ed foi campe\u00e3o do Torneio In\u00edcio do Campeonato Mineiro nos p\u00eanaltis, sobre o Atl\u00e9tico-MG ap\u00f3s ficar no empate por\u00a00 a\u00a00 no tempo regulamentar.<\/p>\n<\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo IX<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cr\u00f4nica de 1947:\u00a0<\/strong>Neste ano, o time da AEB foi disputar uma partida em Arax\u00e1-MG contra o Ipiranga. A equipe bambuiense deu um verdadeiro espet\u00e1culo nos gramados da terra da Dona Beija e venceu a equipe da casa por\u00a03 a\u00a01. Empolgado com a atua\u00e7\u00e3o do time, o Sr. Geraldo Coimbra da Silva redigiu uma par\u00f3dia sobre este jogo que merece ser reproduzida na \u00edntegra, tamanha sua empolga\u00e7\u00e3o e criatividade: \u201c<em>No dia 20 de julho, na cidade de Arax\u00e1, o time de Bambu\u00ed com o Ipiranga foi jogar&#8230;Diretores do Ipiranga n\u00e3o foram nos esperar. Entrou a AEB no est\u00e1dio, vejam s\u00f3 o que aconteceu: um quadro envenenado no campo apareceu. Era o tal Ipiranga que no Bambu\u00ed mordeu! Com a dentada do Ipiranga, Bambu\u00ed nem se mexeu. Com os\u00a03 a\u00a01 no placarde, o Ipiranga enlouqueceu, de ver o samba rasgado que o Bambu\u00ed lhe deu!O Chaves pegou a bola, deu ao Perez de primeira. Ele tapeou o Tilim, e tamb\u00e9m toda a bequeira. Deu um passe ao careca que recebeu na carreira&#8230;Careca pegou o coro e correu muito ligeiro, marcando o 3\u00ba golo, com Bita que era frangueiro. E a marota ficou danado&#8230;chorou o dia inteiro! Diretores do Ipiranga, torcedores n\u00e3o regula, assist\u00eancia endiabrada, a tela de arame pula. Cidad\u00e3o Chico Peneli de vermelho fica fula.Perigosa assist\u00eancia no campo apareceu. Gritando vamos ganhar, pois Arax\u00e1 nunca bateu. Este Bambu\u00ed \u00e9 duro, em Arax\u00e1 sempre venceu! O Zuz\u00fa encapetado cantou versos pra gran-fina, dizendo vou enfrentar o campe\u00e3o da disciplina&#8230;E o jogo n\u00e3o terminou, virou uma carnificina.\u00a0<\/em>\u201d. Este texto foi redigido baseado na m\u00fasica \u201cMula Preta\u201d e publicada no dia 27 de julho de 1947 em um jornalzinho local.<\/div>\n<div><strong>Treinador Espanhol na AEB:\u00a0<\/strong>Um dos mais importantes e renomados treinadores que dirigiu a AEB foi o espanhol \u201cDom\u201d Miguel Trinchant. Veio para o Brasil em 1950 com a sele\u00e7\u00e3o de seu pa\u00eds, da qual era preparador f\u00edsico. Por aqui ele ficou, entre outros motivos, para livrar-se dos rigores da ditadura do general\u00edssimo Franco (Francisco Franco Bahamonde). Antes de vir para Bambu\u00ed, treinou algumas equipes do interior de Minas, inclusive\u00a0em Ponte Nova, onde foi respons\u00e1vel pelo lan\u00e7amento do craque Reinaldo do Atl\u00e9tico Mineiro. Em Bambu\u00ed, nas duas vezes em que esteve dirigindo a AEB levou o time a memor\u00e1veis vit\u00f3rias, disputando a Primeira Divis\u00e3o Profissional. Quando estava aborrecido, proferia seu famoso jarg\u00e3o: \u201cQue lo pario\u201d. Ap\u00f3s sua brilhante passagem pela AEB, transferiu-se para Arax\u00e1 onde treinou o Arax\u00e1 Esporte. Miguel Trinchant prezava o futebol arte. As equipes por ele treinadas jogavam com intelig\u00eancia e efici\u00eancia. Tempos depois, agora com a AEB novamente na condi\u00e7\u00e3o de clube amador, \u201cDom\u201d Miguel retornou a Bambu\u00ed e novamente dirigiu a equipe, por pouco tempo.<\/div>\n<div><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Atl\u00e9tico Mineiro J\u00fanior em Bambu\u00ed:\u00a0<\/strong>A primeira vez que Bambu\u00ed recebeu uma grande equipe mineira foi no ano de 1963. No dia 15 de agosto, a AEB venceu o time j\u00fanior do Atl\u00e9tico-MG por\u00a02 a\u00a01. Os jogadores bambuienses que atuaram nesta partida foram: Bol\u00e3o, Edjar, Roberto, Rui, Hilton, Ed\u00edlson (Arnaldo), Tarc\u00edsio, Z\u00e9 Morgado, Maur\u00edcio, Nen\u00ea (D\u00e9), Luiz Morgado. Os dois gols da AEB foram marcados por Maur\u00edcio.<strong><\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0AEB profissional:<\/strong>\u00a0No ano de 1966, na gest\u00e3o do Sr. Elias Saade, a AEB tornou regular toda a sua documenta\u00e7\u00e3o perante a Federa\u00e7\u00e3o Mineira de Futebol (FMF) e a Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Desportos (CBD), atual CBF, para se tornar uma agremia\u00e7\u00e3o do futebol profissional. As disputas de jogos com equipes renomadas de Minas Gerais e de outros estados, principalmente equipes profissionais emocionavam a vida dos cidad\u00e3os bambuienses nas d\u00e9cadas de 50 e 60. O campo da AEB vivia lotado de torcedores todos os finais de semana. N\u00e3o existia TV, n\u00e3o existia internet, n\u00e3o existia video-games, a divers\u00e3o da garotada e tamb\u00e9m dos grandes homens, \u00e9 claro, era o futebol. Podia-se passar um dia inteiro na beira de um gramado e para a popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m era uma atra\u00e7\u00e3o e tanta poder ver de perto seus filhos bambuienses frente a grandes equipes do futebol brasileiro. E parecia n\u00e3o haver limites para os homens daquela \u00e9poca, tanto os que trabalhavam por tr\u00e1s do clube na administra\u00e7\u00e3o quanto aos jogadores pelo compromisso com a camisa alvi-celeste bambuiense. O futebol de Bambu\u00ed sa\u00edra das quatro linhas do amadorismo para entrar no mundo profissional e Dom Miguel com certeza foi um dos importantes homens que incentivaram e elevaram a AEB a este n\u00edvel.<\/p>\n<div><strong>Cap\u00edtulo X<\/strong><\/div>\n<div><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 AEB no Campeonato Mineiro:<\/strong>\u00a0Todos os jogadores que atuavam na AEB foram registrados na Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Desportos (CBD), atual CBF, e receberam oficialmente suas carteiras de identifica\u00e7\u00e3o como profissionais da bola, na qual constava a profiss\u00e3o \u201cfutebolista\u201d. O presidente da CBD na \u00e9poca era Jo\u00e3o Havelange, entretanto as carteiras foram assinadas por Edison Oliveira, que possivelmente seria um representante da confedera\u00e7\u00e3o\u00a0em Minas Gerais.\u00a0O Est\u00e1dio tamb\u00e9m foi registrado na CBD para oficializar o mando de campo da equipe de Bambu\u00ed, sendo este denominado Est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres. O Est\u00e1dio apresenta capacidade para um p\u00fablico de 4000 pessoas.<\/div>\n<div><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Os primeiros jogos profissionais:<\/strong>\u00a0No ano de\u00a01966 a\u00a0AEB disputou a primeira divis\u00e3o do Campeonato Mineiro. Naquela \u00e9poca existia a Divis\u00e3o Extra onde jogavam Cruzeiro, Atl\u00e9tico-MG, Am\u00e9rica-MG, Vila Nova de Nova Lima e outros grandes times das Minas Gerais. A primeira divis\u00e3o daquela \u00e9poca equivale ao M\u00f3dulo II do Campeonato Mineiro dos tempos atuais, no qual as equipes que disputava a final (campe\u00e3o e vice) tinham o acesso para disputar a Divis\u00e3o Extra. Na \u00e9poca todos os jogadores do quadro de profissionais da AEB tinham seus contratos assinados para tr\u00eas anos conforme a data que eram integrados ao grupo e recebiam pelos jogos que disputavam, afinal, o futebol em Bambu\u00ed deixou de ser uma mera brincadeira e se tornou uma profiss\u00e3o para diversos jovens da \u00e9poca.<\/div>\n<div>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<strong>Um in\u00edcio frustrante:<\/strong>\u00a0No ano de\u00a01966, a\u00a0AEB n\u00e3o teve grande sucesso na sua primeira experi\u00eancia como profissional e deixou o torneio na primeira fase. A equipe bambuiense jogou com times como Dorense (Dores do Inda\u00eda), Zacarias (Dores do Inda\u00eda), Capri (Pomp\u00e9u), Cristalino (Pomp\u00e9u), Comercial (Campo Belo) e Sparta (Campo Belo). Estas informa\u00e7\u00f5es foram nos contada pelo Sr. Jaime Batista (Bait\u00f4la) que teve participa\u00e7\u00e3o inesquec\u00edvel neste glorioso plantel dos anos 60, atuando como um dos maiores goleiros que a torcida bambuiense j\u00e1 presenciou em campo.<\/div>\n<div>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<strong>O Ano de ouro da AEB profissional:<\/strong>\u00a0Em\u00a01967, a\u00a0AEB entrou novamentre na disputa do Campeonato Mineiro da primeira divis\u00e3o. Este ano ficou marcado na mem\u00f3ria dos desportistas de Bambu\u00ed e existem registros mais detalhados desta \u00e9poca, inclusive a tabela com todos os jogos da primeira fase foi guardada por Lindiomar J. Silva que at\u00e9 os dias de hoje mant\u00eam a sete chaves este tesouro. Nesta tabela, apenas o primeiro jogo da primeira fase entre Flamengo e Sparta n\u00e3o foi registrado. No ano de 1967, na Divis\u00e3o Extra do Campeonato Mineiro, o time do Formiga (munic\u00edpio vizinho a Bambu\u00ed) teve o melhor desempenho entre as equipes do interior que disputavam esta divis\u00e3o, ficando atr\u00e1s apenas de Cruzeiro (Campe\u00e3o), Atl\u00e9tico-MG e Am\u00e9rica e recebeu o t\u00edtulo de \u201cCampe\u00e3o Mineiro do Interior\u201d. N\u00e3o havia M\u00f3dulo I e II da primeira divis\u00e3o e Segunda divis\u00e3o como hoje. A primeira divis\u00e3o do campeonato mineiro era regionalizada e os campe\u00f5es regionais jogavam entre si para decidir o campe\u00e3o geral da desta divis\u00e3o.<\/div>\n<div>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<strong>Desempenho da AEB no Campeonato Mineiro:<\/strong>\u00a0Na Tabela da Chave do Campeonato Mineiro do qual a AEB participou atuaram 10 equipes, sendo as demais: Flamengo (Conselheiro Lafaiete), Sparta (Campo Belo), Comercial (Campo Belo), Social (Oliveira), Dorense (Dores do Inda\u00eda), Cristalino (Pomp\u00e9u), Paraense (Par\u00e1 de Minas), Guarani (Divin\u00f3polis) e Laprata (Lagoa da Prata). A primeira partida foi realizada em 09 de Julho de 1967, estreando com derrota de\u00a03 a\u00a01 para o Comercial de Campo Belo. Na segunda rodada venceu o Flamengo em casa por\u00a02 a\u00a00, no dia 16 de julho. Na terceira rodada conseguiu uma vit\u00f3ria apertada, vencendo por\u00a01 a\u00a00 o time do Cristalino fora de casa, no dia 23 de julho. Nesta mesma rodada, o Flamengo que havia sido derrotado pela AEB em Bambu\u00ed tomou uma goleada hist\u00f3rica do Guarani, perdendo por\u00a011 a\u00a01. No dia 30 de julho veio a segunda derrota bambuien-se no campeonato, sendo derrotado pelo Sparta por\u00a02 a\u00a00.<\/div>\n<p><strong>AEB x Guarani de Divin\u00f3polis:<\/strong>\u00a0J\u00e1 no in\u00edcio de Agosto (06\/08\/67) o time alvi-celeste fez bonito em Bambu\u00ed e conseguiu a vit\u00f3ria sobre o Guarani pelo resultado de\u00a01 a\u00a00, um jogo disputad\u00edssimo, mais que mostrou a qualidade do grupo bambuiense sobre um advers\u00e1rio forte e fez a torcida enlouquecer de alegria, alcan\u00e7ando a sua terceira vit\u00f3ria na competi\u00e7\u00e3o estadual. O Guarani estava com 100% de aproveitamento no campeonato at\u00e9 este jogo que ficou marcado historicamente para a AEB.<\/p>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XI<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0AEB no Campeonato Mineiro &#8230; Jogo Incr\u00edvel em Par\u00e1 de Minas:\u00a0<\/strong>No dia 13 de Agosto, na cidade de Par\u00e1-de-Minas o placar foi um incr\u00edvel empate de por\u00a05 a\u00a05. Isso mesmo! Uma partida de dez gols, cinco para cada lado. Nessa partida o goleiro era o Bol\u00e3o, a AEB estava ganhando de goleada, at\u00e9 que um jogador do Paraense mudou a hist\u00f3ria dessa partida. A AEB estava ganhando de\u00a05 a\u00a02 e Jo\u00e3o Ribeiro marcou tr\u00eas gols, levando a esse empate espetacular. Uma verdadeira batalha dentro de campo entre a AEB e o Paraense.<\/p>\n<\/div>\n<div><strong>Primeira derrota da AEB dentro de casa:\u00a0<\/strong>No dia 20 de agosto, o time bambuiense amargou sua primeira derrota dentro de casa, perdeu por\u00a03 a\u00a01 para o time do Dorense que vinha mal no campeonato e at\u00e9 aquele momento s\u00f3 havia conseguido uma vit\u00f3ria magra de\u00a01 a\u00a00 contra o Sparta na terceira rodada. Na pen\u00faltima rodada, a AEB enfrentou o Laprata em grande jogo na cidade de Lagoa da Prata, que terminou sem gols.<\/div>\n<div><strong>AEB tira invencibilidade do Social:\u00a0<\/strong>No \u00faltimo jogo, em Bambu\u00ed a AEB mais uma vez abriu o marcador primeiro e consolidou a vit\u00f3ria por\u00a01 a\u00a00 sobre a equipe do Social que estava invicta no campeonato mineiro, com 7 vit\u00f3rias e um empate. Era uma equipe muito temida pelos advers\u00e1rios e geralmente ganhava seus jogos por dois ou mais gols. A sua \u00fanica derrota foi para a AEB, no Est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres, fato que marcou profundamente a hist\u00f3ria do time bambuiense e deixou a torcida empolgada para a disputa da fase seguinte. Com a campanha de quatro vit\u00f3rias, dois empates e tr\u00eas derrotas a AEB classificou em quarto lugar para a fase semifinal. Nesta fase, haveria uma disputa em formato de triangular entre AEB, Sparta de Campo Belo e Cassimiro de Abreu de Montes Claros para disputar uma \u00fanica vaga. Foram jogos de ida e volta. A primeira partida da semifinal da AEB foi\u00a0em Montes Claros\u00a0contra o Cassimiro de Abreu, time da casa. Eram jogos de ida e volta. O Sparta virou \u201cCaixa de pancada\u201d nessa fase, segundo relatos do Sr. Jaime Batista. Este primeiro jogo ficou\u00a00 a\u00a00.<\/div>\n<div><strong>AEB se complica na fase final do Mineiro de 1967:\u00a0<\/strong>Na segunda partida do triangular semi-final, a AEB recebeu o Sparta em Bambu\u00ed, em um jogo que parecia ser f\u00e1cil, a equipe de Campo Belo surpreendeu e manteve o jogo empatado em\u00a00 a\u00a00 com a AEB, complicando a vida do time bambuiense que sonhava com a classifica\u00e7\u00e3o. Aquele time que outrora era visto como \u201ccaixa de pancada\u201d deu aperto para o time alvi-celeste frente a sua torcida. No jogo de volta, contra o Cassimiro de Abreu em Bambu\u00ed, as esperan\u00e7as acabaram com a derrota por\u00a02 a\u00a00 para o time de Montes Claros. Depois desse jogo, a AEB sem chance de classificar para a Divis\u00e3o Extra perdeu jogadores importantes de fora que haviam sido contratados para aquele plantel, como Amadeu do Guarani de Divin\u00f3polis.<\/div>\n<div><strong>Jogadores da AEB conheceram a \u201cMala Preta\u201d no campeonato mineiro:\u00a0<\/strong>Na \u00faltima partida do quadrangular,\u00a0em Campo Belo, contra o Sparta a AEB entrou com um time misto, daqueles que eram titulares durante a competi\u00e7\u00e3o restaram apenas o Jaime (Bait\u00f4la), Car\u00e1, Cabrita, Jaci e o Pop\u00f3. Os demais jogadores que compunham esse time foram Geraldinho Camilo, Lisboa (da cidade de Raposos-MG), Z\u00e9 Maria, Mauro, N\u00eago (de Franca-SP), Agnelo e Erivelton (de Campo Belo). \u201cNeste jogo eu conheci a chamada mala preta, porque o Cassimiro de Abreu precisava desse resultado, porque depois desse nosso jogo contra o Sparta, o Cassimiro tinha a sua \u00faltima partida\u00a0em Campo Belo\u00a0e ele precisava do resultado (&#8230;) um senhor chegou pra gente e disse: voc\u00eas tem 700 mil Cruzeiros para uma vit\u00f3ria, o Cassimiro de Abreu precisa dessa vit\u00f3ria, se voc\u00eas vencerem levam esse dinheiro e a gente ganhou esse jogo de\u00a02 a\u00a01, um jogo dif\u00edcil demais.\u201d \u2013 relatou Sr. Jaime Batista. Neste jogo, o primeiro tempo foi truncado e terminou em\u00a00 a\u00a00. No segundo tempo, a AEB tomou o gol bem no in\u00edcio da partida. Parecia que a AEB encerraria o campeonato mineiro com mais uma derrota. A AEB, entretanto, n\u00e3o se intimidou e partiu pra cima buscando a vit\u00f3ria e conseguiu virar o placar com dois gols de p\u00eanalti cobrados por Car\u00e1, isso foi nos 15 primeiros minutos do segundo tempo. Depois o time bambuiense sofreu uma press\u00e3o absurda, um verdadeiro bombardeio do time do Sparta e conseguiu segurar a vit\u00f3ria.<\/div>\n<p><strong>Fim da Era profissional:\u00a0<\/strong>Em\u00a01968, a\u00a0AEB n\u00e3o disputou mais o campeonato mineiro e rescindiu o contrato com seus jogadores. O documento de rescis\u00e3o contratual foi redigido com as seguintes palavras: \u201c<em>Pelo presente t\u00earmo de rescis\u00e3o de contrato resolvem a Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Bambuiense, em s\u00e9de nesta cidade de Bambu\u00ed, Estado de Minas Gerais, e o atleta profissional de futebol, JAIME BATISTA, rescindir amig\u00e1velmente o contrato n\u00ba. 184.579, datado de 22 de junho de 1967 at\u00e9 30 de junho de 1969, pelo que fica o referido atleta livre, a partir desta data, de todo e qualquer v\u00ednculo da dita Associa\u00e7\u00e3o, podendo assinar outro contrato qualquer com a entidade que desejar, sem que a Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Bambuiense tenha direito a qualquer reclama\u00e7\u00e3o futura. Para constar mandaram lavrar o seguinte termo que assinam na presen\u00e7a de duas testemunhas. Bambu\u00ed, MG, 20 de Novembro de\u00a01968\u00a0\u201d. Este exemplar de contrato como j\u00e1 citado em suas al\u00edneas era pertencente ao atleta Jaime Batista, que atuava como goleiro naquela \u00e9poca e tinha seu contrato at\u00e9 o ano de 1969. O presente contrato foi assinado por Elias Saade como presidente da AEB, pelo atleta e mais duas testemunhas (possivelmente s\u00f3cios ou membros da diret\u00f3ria na \u00e9poca).\u00a0<\/em><br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XII<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Retorno da AEB ao amadorismo:\u00a0<\/strong>Deste per\u00edodo em diante o time alvi-celeste retornara ao seu mais puro amadorismo, disputando o Campeonato Municipal de 1969. No in\u00edcio dos anos 70, o Sr. Elias Saade vendeu alguns im\u00f3veis que tinha para quitar as d\u00edvidas esportivas adquiridas pela a AEB durante a sua aventura pelo Campeonato Mineiro e mudou para Belo Horizonte com sua fam\u00edlia. \u201cTudo que ele devia de AEB ele pagou, n\u00e3o ficou devendo ningu\u00e9m, n\u00f3s \u00e9 que ficamos devendo ele, ficamos grato por tudo que ele fez pra gente e pra Bambu\u00ed, quitou todos os compromissos, o irm\u00e3o dele, Ant\u00f4nio Saade ajudou, porque tinha uma d\u00edvida muito grande, eles tinham um patrim\u00f4nio muito grande e teve que se desfazer de muitos bens para quitar essa d\u00edvida que foi muito, porque tudo pra ele era AEB&#8230;AEB&#8230;para o futebol de Bambu\u00ed, um nome que nunca vai ser esquecido, bom administrador&#8230;\u201d. Relatou-nos emocionado Sr. Jaime Batista.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Torcida Aebense:\u00a0<\/strong>N\u00e3o poder\u00edamos deixar de mencionar a fiel torcida aebense. Nos \u00e1ureos tempos da equipe alvi-celeste a torcida esteve sempre presente nos grandes momentos da equipe e participando ativamente da vida do clube. At\u00e9 mesmo os treinos atraiam os torcedores. Uns iam para apoiar, incentivar, outros para criticar, cobrar empenho dos jogadores. Alguns, pelo grande entusiasmo<strong>\u00a0<\/strong>e incentivo ao time, ficaram marcados na mem\u00f3ria da torcida. Dentre esses destacamos Cleto Machado, ex\u00edmio marceneiro, solteiro, cinquent\u00e3o, botafoguense roxo, era tamb\u00e9m apaixonado pela AEB. Sempre de p\u00e9 no degrau mais alto da arquibancada, tinha um modo especial de torcer.<\/p>\n<div><strong>Cleto Machado, um louco apaixonado torcedor:\u00a0<\/strong>Ele criou alguns jarg\u00f5es que ia pronunciando de acordo com o desenrolar da partida e o desempenho dos jogadores. Quando acontecia alguma jogada mais violenta ele reagia em altos brados: \u201c\u00c9 pra aleijar ou desmaiar? Quebra a canela que a muleta ta feita!\u201d. E, cobrando empenho nas jogadas dizia: \u201cTrava, trava que ele erra!\u201d ou ent\u00e3o: \u201cManda pra Cuba!\u201d. Tinha tamb\u00e9m o Sr.Esmeraldo cujo alvo preferido era o juiz da partida. Ele gostava de ficar no campinho de peladas, em p\u00e9, encostado na tela do alambrado, conferindo a atua\u00e7\u00e3o do \u00e1rbitro. Ele nunca estava satisfeito com as decis\u00f5es de Sua Senhoria. Discordava, talvez n\u00e3o seja o termo mais correto. Ele simplesmente excomungava o \u00e1rbitro pronunciando aos gritos uma profus\u00e3o de palavr\u00f5es. O mais comum era: \u201c\u00d4 Juiz filho da&#8230;\u201d. Elizete Saade tamb\u00e9m se lembra bem de Cleto e releta brincando: \u201c&#8230;falando de for\u00e7a, havia o &#8220;grito&#8221; do Cleto durante os jogos da AEB. Se a coisa n\u00e3o andava bem, se os cora\u00e7\u00f5es dos torcedores n\u00e3o aguentavam mais, o Cleto gritava: &#8220;pita, Ilia!&#8221;. De fato, ele morreu disso.\u201d<\/div>\n<div><strong>Aonde a AEB vai a torcida vai atr\u00e1s:\u00a0<\/strong>Haviam torcedores apaixonados pela AEB que faziam uma verdadeira \u201cromaria\u201d atr\u00e1s do time para prestigiar os jogos. Quem possu\u00eda carro reunia a turma de amigos ou a fam\u00edlia e colocava o p\u00e9 na estrada. Segundo relatos do Sr. Jaime Batista, algumas vezes saiam turmas em carroceria de caminh\u00e3o para assistir os jogos da AEB em outras cidades. O Sr. Eli Vieira chegou a levar uma turma de caminh\u00e3o at\u00e9\u00a0em Campo Belo\u00a0para assistir os jogos da AEB.<\/div>\n<div><strong>O Caso dos torcedores leprosos:<\/strong>\u00a0Em tempos passados Bambu\u00ed ficou internacionalmente conhecida pelo Sanat\u00f3rio S\u00e3o Francisco de Assis (atual FHEMIG), que tratavam as pessoas que tinham hansen\u00edase, uma doen\u00e7a contagiosa e que levava a s\u00e9rias deforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, conhecida tamb\u00e9m pelo nome popular de \u201clepra\u201d. A cidade inteira tinha receio da doen\u00e7a, um preconceito fruto do desconhecimento, da ignor\u00e2ncia, e n\u00e3o da maldade do povo, um temor de ser contagiado. Grande parte dos enfermos vinham de outras cidades e mesmo de regi\u00f5es long\u00ednquas, eram poucos os bambuienses nativos que tinham tal doen\u00e7a. Mas aquelas pessoas tamb\u00e9m gostavam de futebol e queriam ir ao campo, ver os jogos. Elizete Saade nos conta como qual foi a medida adotada pelo seu pai na \u00e9poca: \u201cEram torcedores fan\u00e1ticos, como de resto toda a popula\u00e7\u00e3o. Meu pai teve a iniciativa de constru\u00edr uma arquibancada (ficava encostada no muro que d\u00e1 para a Avenida) e port\u00e3o de acesso exclusivo para esse segmento. Hoje, com todo o esclarecimento sobre o tema, e considerando as mudan\u00e7as de valores, a atitude mais inclusiva da sociedade, esse fato pode parecer excludente; mas, naquele momento, foi altamente inclusivo &#8211; uma forma de incluir, sem impor uma proximidade que violentaria a popula\u00e7\u00e3o.\u201d<\/div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Torcida Feminina da AEB:\u00a0<\/strong>Outro espet\u00e1culo era protagonizado pela torcida feminina. As mo\u00e7as se colocavam de p\u00e9 na arquibancada atr\u00e1s do gol do lado da velha Cadeia, hostilizavam o goleiro advers\u00e1rio quando a AEB estava \u00e0 frente do placar, com alguma folga. Elas cantavam: \u201c\u00c9 osso, \u00e9 osso de galinha, arruma outro time pra jogar com a nossa linha&#8230;\u201d<\/p>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XIII<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O In\u00edcio do Time de S\u00f3cios:\u00a0<\/strong>Depois que o Sr. Elias Saade deixou a AEB, no ano de 1970 formaram-se o time de s\u00f3cios da AEB, que come\u00e7aram a usufruir do campo do clube e disputar amistosos com times amadores da regi\u00e3o. Esse time de s\u00f3cios foi montado por Jo\u00e3o Jos\u00e9 (Presidente da AEB) e foi nomeado de \u201cPersistentes Futebol Clube\u201d. Inicialmente o time do Persistentes treinava no est\u00e1dio da AEB sem comprometer os dias de treinamento do time da AEB e dos juvenis. A equipe amadora come\u00e7aria a entrar em decl\u00ednio a partir deste per\u00edodo e o conceito de s\u00f3cio come\u00e7aria a ser visto com outra vis\u00e3o. At\u00e9 ent\u00e3o, existia apenas os s\u00f3cios contribuintes, que pagavam para ajudar a manter as despesas da AEB como manuten\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es e gramados, \u00e1gua, ilumina\u00e7\u00e3o, entre outros. Muitos destes s\u00f3cios eram apaixonados pela AEB e contribu\u00edam somente para ter o prazer de ver esse time amador ativo todos os finais de semana, levando grande alegria para a popula\u00e7\u00e3o da cidade. Muitos contribu\u00edam, mais nem compareciam em campo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O surgimento dos veteranos da AEB:<\/strong>\u00a0Naquela \u00e9poca, antes de 1970, somente quem usufru\u00eda do campo principal do Est\u00e1dio da AEB eram os jovens das categorias de base e a equipe amadora da AEB. O s\u00f3cio era apenas contribuinte, a AEB era um time de futebol e n\u00e3o um clube de divers\u00e3o. O S\u00f3cio contribuinte tinha uma carteirinha que lhe dava acesso a todos os jogos que a AEB disputava. \u00c9 claro que os s\u00f3cios tinham direito a usar a quadra poliesportiva, que afinal, tamb\u00e9m foi constru\u00edda para este fim, para que os s\u00f3cios e seus filhos pudessem utilizar este espa\u00e7o dentro do clube. Mais o campo principal era essencialmente para o time amador e suas categorias de base. O time do \u201cPersistentes F.C.\u201d ao longo das d\u00e9cadas se transformou no time conhecido hoje como \u201cVeteranos da AEB\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XIV<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Um jogo inusitado:\u00a0<\/strong>Em 1976, o prefeito Domingos realizou um Campeonato de Clubes Municipal, no qual jogaram AEB, Ferrovi\u00e1rio, Z\u00edngaro, Guajajaras e outros. Como o prefeito era apaixonado por futebol pediu ao goleiro da AEB, Jaime Batista que montasse um time da Prefeitura para disputar esse campeonato. O Campeonato era distribu\u00eddo em chaves, sendo que a AEB estava em uma e o time da Prefeitura Municipal de Bambu\u00ed (PMB) em outra chave. A semi-final deste Campeonato de Clubes foi entre AEB x PMB. A AEB estava com seu time titular completo, com Jaci e companhia, ou seja, os melhores jogadores da d\u00e9cada de 70 estavam nessa semi-final contra o time da PMB que ganhou seus jogos apertados de\u00a01 a\u00a00,\u00a02 a\u00a01 e conseguiu a classifica\u00e7\u00e3o de forma sofrida. Na semi-final, o time da PMB come\u00e7ou vencendo e a AEB logo empatou o jogo (1 a\u00a01). O jogo foi para os p\u00eanaltis e o goleiro Jaime (Bait\u00f4la) atuando pelo time da PMB defendeu dois p\u00eanaltis, um de Jaci e o outro do Massinha. O placar final do jogo foi\u00a03 a\u00a02 nos p\u00eanaltis. A PMB foi para a final contra o Olhos D\u2019\u00c1gua e venceu por\u00a03 a\u00a01, consagrando a Prefeitura Municipal campe\u00e3 deste torneio.<\/div>\n<div><strong>Trof\u00e9u Jos\u00e9 Pinto Fi\u00faza:\u00a0<\/strong>Em\u00a01976, a\u00a0AEB disputou outro grande campeonato realizado na regi\u00e3o de Bambu\u00ed que tinha os times: Capri e Cristalino de Pomp\u00e9u, Vila Nova e Formiga E.C de Formiga, Dorense e Zacarias de Dores do Indai\u00e1, Atl\u00e9tico e Am\u00e9rica de Piumhi, Ypiranga e Associa\u00e7\u00e3o Atl\u00e9tica de Arcos. Neste campeonato havia os jogos em mata-mata e classificaram-se para um triangular final os times da AEB, Vila Nova e Capri de Pomp\u00e9u. A AEB n\u00e3o foi bem nessa fase final e no jogo contra o Capri empatou por\u00a01 a\u00a01 no tempo regulamentar. A partida foi para a prorroga\u00e7\u00e3o, que tinha dois tempos de quinze minutos e perdeu por\u00a02 a\u00a00. O Capri foi para a final com o Vila Nova e foi campe\u00e3o. O time do Capri era invenc\u00edvel nessa \u00e9poca, porque eles compravam jogadores profissionais para jogar no time deles, era um time mantido por fazendeiros da cidade de Pomp\u00e9u que eram apaixonados por futebol. Conta a hist\u00f3ria que havia naquela cidade um grupo de fazendeiros que vendiam novilhas, gado e investiam em jogadores de base do Cruzeiro, Atl\u00e9tico, profissionais do Guarani de Divin\u00f3polis, entre outros, para refor\u00e7ar o time do Capri e manter o futebol de Pomp\u00e9u competitivo. Nesse torneio, o t\u00e9cnico da AEB era o Mirim, que jogou no Vasco da Gama na \u00e9poca de 1950.<\/div>\n<div><strong>Primeiros Campeonatos Regionais da AEB:\u00a0<\/strong>No ano de\u00a01979 a\u00a0AEB disputou seu primeiro campeonato regional pela Liga de Formiga, mais a campanha do time n\u00e3o foi boa, sendo eliminado do torneio precocemente. No ano de\u00a01980 a\u00a0AEB entrou pra ser campe\u00e3o e foi classificada para a disputa do quadrangular final. Nesse quadrangular foram classificados AEB, Am\u00e9rica de Piumhi, Formiga E.C. e\u00a0\u00a0Ypiranga de Arcos, que jogariam entre si. A AEB estava bem no primeiro jogo em Bambu\u00ed ganhando o primeiro tempo de\u00a02 a\u00a00, quando um determinado jogador bambuiense come\u00e7ou a cometer muitas faltas, o que levou a ocorrer dois p\u00eanaltis seguidos em favor do time de Arcos e por fim, o Ypiranga virou o jogo, vencendo a partida de\u00a03 a\u00a02 em cima da AEB. Depois, j\u00e1 no munic\u00edpio de Piumhi, na partida contra o Am\u00e9rica a AEB ganhou de\u00a02 a\u00a01. No terceiro jogo venceu o Formiga por\u00a01 a\u00a00 na casa do advers\u00e1rio. Como o Formiga E.C. faria seu \u00faltimo jogo do quadrangular final contra o Ypiranga e pegaria o time da AEB para a disputa do t\u00edtulo, eles entraram com um time reserva frente ao time arcoense e perderam a partida por\u00a06 a\u00a00, de modo que classificaram Formiga E.C. e Ypiranga de Arcos, tirando Bambu\u00ed da disputa, como nos relatou o Sr. Jaime Batista: \u201cO que o Formiga&#8230; na minha imagina\u00e7\u00e3o, o que eles pensaram: se eles ganharam da gente aqui&#8230;a\u00ed o que eles fizeram, o Formiga ia jogar com o Ypiranga em Arcos, a\u00ed o Formiga tirou n\u00f3s do p\u00e1reo o seguinte, p\u00f4s um time reserva contra o Ypiranga e perdeu, a\u00ed a decis\u00e3o foi sobrar entre Ypiranga e Formiga, (&#8230;) eles sentiram que n\u00f3s seriamos um advers\u00e1rio forte pra eles&#8230;\u201d.<\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 Campeonato Regional de 1981:\u00a0<\/strong>No ano de 1981, o Campeonato Regional apresentou uma estrutura de dois turnos, sendo que o campe\u00e3o de cada turno disputava uma final entre si, no caso de um mesmo time ser campe\u00e3o dos dois turnos, esse j\u00e1 seria diretamente o Campe\u00e3o Regional. Nesse ano, o time da AEB tamb\u00e9m fez uma bela campanha e foi campe\u00e3o do primeiro turno. No segundo turno, a AEB come\u00e7ou a perder alguns jogadores importantes que foram embora por motivos de trabalho, perdeu alguns pontos e ficou atr\u00e1s do Ypiranga de Arcos (Campe\u00e3o do segundo turno). A final seria disputada entre AEB e Ypiranga. O primeiro jogo em Bambu\u00ed ficou empatado em\u00a01 a\u00a01.<\/div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Uma final para apagar as cr\u00edticas:\u00a0<\/strong>O\u00a0time de s\u00f3cios que tamb\u00e9m treinava no Est\u00e1dio da AEB foi convidado para acompanhar o time em Arcos e refor\u00e7ar a torcida, pois aquela partida seria uma das mais importantes da hist\u00f3ria da AEB, entretanto fizeram uma cr\u00edtica com os jogadores dizendo: \u201cN\u00f3s n\u00e3o vamos n\u00e3o, porque a AEB vai perder, n\u00f3s n\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es de ganhar desse time, n\u00e3o vamos l\u00e1 pra assistir vexame da AEB n\u00e3o.\u201d Chegando em Arcos, o goleiro Jaime (Bait\u00f4la) antes da partida foi entrevistado pelo rep\u00f3rter da R\u00e1dio Tropical que lhe perguntou o que ele esperava daquela partida e ele confiante e com tom convicente disse: \u201cN\u00f3s vamos ganhar, n\u00f3s viemos para ganhar esse jogo!\u201d<\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XV<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Acertando o time para a grande final:\u00a0<\/strong>O T\u00e9cnico da AEB era o Bol\u00e3o e como a AEB tinha empatado a primeira partida em casa, ele armou um esquema pouco usado na \u00e9poca, com um s\u00f3 atacante e um bloqueio no meio campo e defesa, de modo que o atacante atuava como meio-atacente. Neste jogo, Butininha, outro grande jogador daquela \u00e9poca ficou na reserva e quem entraria no jogo seria Arley. Como ele jogava no ataque, parece que o novo esquema t\u00e1tico havia deixado-o um pouco insatisfeito, de modo que o t\u00e9cnico Bol\u00e3o foi duro com ele e disse: \u201cOu joga onde eu estou pedindo ou eu coloco outro jogador, \u00e9 pegar ou largar!\u201d Ele pegou, \u00e9 claro, n\u00e3o podia desperdi\u00e7ar aquela chance e aos 15 minutos do primeiro tempo marcou o \u00fanico gol do jogo, que deu o t\u00edtulo para a AEB, na \u00e9poca o jovem Arley tinha cerca de 17 anos e segundo relatos tinha uma t\u00e9cnica rara tanto no futebol de campo quanto de sal\u00e3o. Depois desse gol, a AEB sofreu 75 minutos de pura press\u00e3o, parecia um jogo de ping-pong, a bola batia e voltava, o time de Arcos pressionava e tentava a todo custo o gol de empate frente a sua torcida, mais n\u00e3o conseguiram e permitiram que a AEB pudesse escrever essa p\u00e1gina em sua hist\u00f3ria e surpreender aqueles que outrora haviam desacreditado e criticado o time, confirmando o ditado de que \u201cfutebol \u00e9 uma caixinha de surpresas\u201d.<\/p>\n<div><strong>Campeonato Regional de 1982:\u00a0<\/strong>No ano de 1982 o time alvi-celeste bambuiense foi novamente Campe\u00e3o invicto do primeiro turno do Regional de Formiga, dessa vez com um plantel totalmente modificado, Z\u00e9 Cl\u00e1udio e Paulo C\u00e9sar que eram importantes jogadores, titulares absolutos j\u00e1 n\u00e3o atuaram nessa \u00e9poca. A AEB jogou s\u00f3 com Roberto Bananal no ataque, outros jogadores como Jaci, Jaime, Divino Morgado, Arley, Batata e Butininha tamb\u00e9m tiveram atua\u00e7\u00e3o importante nos jogos desta \u00e9poca. A decis\u00e3o do Regional de 1982 foi contra Am\u00e9rica de Piumhi. A AEB perdeu o primeiro jogo na casa do advers\u00e1rio por\u00a01 a\u00a00, por\u00e9m o time bambuiense voltou pra casa motivado, pois mesmo com a derrota haviam jogado bem e perderam muito gol, alguns at\u00e9 mesmo inacredit\u00e1veis. Em Bambu\u00ed, a AEB come\u00e7ou logo abrindo o marcador e fazendo\u00a01 a\u00a00. N\u00e3o demorou muito e o Am\u00e9rica de Piumhi conseguiu empatar a partida.<\/div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Um lance inusitado tira o t\u00edtulo da AEB:\u00a0<\/strong>A AEB guerreira, lutando perante sua torcida conseguiu a virada marcando\u00a02 a\u00a01 e faltando 10 minutos para terminar o jogo, o goleiro Jaime (Bait\u00f4la) saiu jogando pela lateral com o Tibequer que tocou para o Mauro que inexplicavelmente recuou a bola como um \u201cfoguete\u201d para o goleiro Jaime que voltava para o gol e n\u00e3o conseguiu pegar a bola. Mauro fez um gol contra empatando a partida em\u00a02 a\u00a02. Como o time de Bambu\u00ed havia perdido uma partida em Piumhi e estava ganhando em Bambu\u00ed, haveria uma terceira partida em campo neutro, que seria disputada em Arcos para decidir o Campe\u00e3o Regional, por\u00e9m, o empate dava a vantagem para o Am\u00e9rica que havia vencido\u00a0em casa. Devido\u00a0a este fat\u00eddico acontecimento a AEB deixou de conquistar o bicampeonato da Liga de Formiga, dentro do Est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres lotado.<\/p>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XVI<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>AEB x Atl\u00e9tico-MG (J\u00fanior):<\/strong>\u00a0No ano de\u00a01983 a\u00a0equipe do Atl\u00e9tico-MG mais uma vez veio para Bambu\u00ed disputar uma partida amistosa contra o time celeste. A equipe se preparava para a disputa da Copa S\u00e3o Paulo de futebol j\u00fanior, da qual viria ser campe\u00e3o naquele ano. A equipe j\u00fanior do Galo marcou 4 gols no est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres. O jogo terminou com o placar de\u00a04 a\u00a00 e os jogadores da AEB que participaram desta disputa foram: Joaci, Gilson, Reinaldo, Rui, Eur\u00edpedes, Tiol\u00e3o, Z\u00e9 Mariinha, Jaci, Loretti, Arley, Butininha, Batata, Willian, Jaime, Cavalinho e Pedrinho.<\/div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Importantes jogos da AEB no ano de 1984:\u00a0<\/strong>No ano de1983, a\u00a0AEB j\u00e1 n\u00e3o entrou na disputa do Campeonato Regional de Formiga e novamente passou a realizar apenas alguns jogos amistosos com times da regi\u00e3o. Isso fez o time cair muito, devido a menor motiva\u00e7\u00e3o do grupo de jogadores, que n\u00e3o mais entravam\u00a0em campeonato. Em\u00a01984, houve um amistoso hist\u00f3rico, na despedida de Jaci que encerraria seus jogos pelo time bambuiense. O jogo foi entre AEB e Cruzeiro E.C., em que o Morais (jogador do Cruzeiro) jogou um tempo pelo time da AEB junto com o Jaci e um tempo para o Cruzeiro. No time do Cruzeiro E.C. atuaram Piazza (jogador da copa do mundo de 1974), Natal, Evaldo, Dirceu, Morais, Quirino, entre outros. Outro amistoso importante em 1984 foi contra o time do AGAP (Patroc\u00ednio-MG), montado por Piazza no final de sua carreira. Este time fez uma excurs\u00e3o pelo interior de Minas Gerais e passou por Bambu\u00ed, onde ganhou de\u00a04 a\u00a02 da AEB. Era um time muito forte, dif\u00edcil de ser batido.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O T\u00edtulo de 1985:<\/strong>\u00a0A AEB disputou o Campeonato Municipal, que recebeu o nome de Elias Saade, em homenagem ao grande homem do esporte bambuiense. A AEB foi para a final contra o time do Guajajaras E.C. Foi um jogo muito disputado que terminou em\u00a01 a\u00a01 no tempo regulamentar e conseguiu a vit\u00f3ria nos p\u00eanaltis, sagrando-se Campe\u00e3o municipal de 1985, o time j\u00e1 estava em baixa, pois nunca antes havia disputado um campeonato municipal. A AEB tinha um status a zelar, era o time grande de Bambu\u00ed, n\u00e3o disputava torneios ou campeonatos municipais. Disputavam apenas campeonatos regionais, campeonatos de clubes e amistosos com times de fama da \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Inaugura\u00e7\u00e3o da ilumina\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio da AEB:\u00a0<\/strong>Durante a gest\u00e3o do Sr. Lindiomar Jos\u00e9 da Silva o est\u00e1dio da AEB recebeu um grande presente. Ap\u00f3s 47 anos, finalmente a casa da equipe alvi-celeste receberia ilumina\u00e7\u00e3o. Por meio do Deputado Jos\u00e9 Ferraz foi realizado a instala\u00e7\u00e3o de refletores no est\u00e1dio e na quadra poliesportiva do clube. Esta era a realiza\u00e7\u00e3o de um grande sonho dos bambuienses que tanto amavam o esporte e a equipe da AEB, pois da\u00ed em diante haveria a possibilidade de realizar jogos e outros tipos de eventos durante a noite. Os refletores foram inaugurados no dia 29 de maio de 1986 realizando mais uma partida hist\u00f3rica entre AEB e Atl\u00e9tico-MG. J\u00e1 estava se tornando um cl\u00e1ssico os amistosos entre o Tatu-Canastra e o Galo Mineiro de BH na cidade de Bambu\u00ed. O presidente da AEB em um trecho de seu discurso relembrou o saudoso Sr. Elias Saade, um homem que fez deste clube seu amor maior: \u201c<em>A nossa AEB vive hoje um dia, ou melhor, uma noite de grande gl\u00f3ria, de grande alegria! Depois de 47 anos de espera, eis os sonhos de todos os desportistas bambuienses se concretizando, tornando-se real. Estivesse fisicamente entre n\u00f3s o inolvid\u00e1vel desportista ELIAS SAADE (e cremos que de alguma maneira sutil ele se encontra feliz entre n\u00f3s) seu entusiasmo seria o mesmo nosso, se n\u00e3o maior. E creio estar manifestando em nome da gratid\u00e3o eterna dos desportistas de Bambu\u00ed \u00e0quele que fez da gloriosa bandeira azul e branca, sua pr\u00f3pria bandeira!<\/em>\u201d. O Atl\u00e9tico-MG venceu a partida por\u00a02 a\u00a00 e os jogadores da AEB que atuaram nesta partida foram: Divino, Cebola, Z\u00e9 Mariinha, Alex, Renin, Nivaldo, Mauro, Maur\u00edcio, Bananal, Amaral, Bilosca, Jarmes, Butininha e Armando.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div><strong>Cruzeiro j\u00fanior em Bambu\u00ed:\u00a0<\/strong>O time da AEB realizou tamb\u00e9m em 1986 um grande amistoso contra o time j\u00fanior do Cruzeiro E.C. de Belo Horizonte. A primeira vez que o bambuiense assistiu um jogo entre AEB e Cruzeiro foi no dia 17 de agosto de 1975, entretanto n\u00e3o conseguimos registros ou relatos sobre esta partida. A partida de 1986 marcou a sa\u00edda do jogador Jaci, al\u00e9m dele estiveram presentes nesta partida: Divino, Z\u00e9 Mariinha, Tiol\u00e3o, Rui, Eur\u00edpedes, Morais, Baitola, Amaral, Leno, Cavalinho, Batata, Butininha, Jo\u00e3o Cachorro, Mauro e Pedrinho. O t\u00e9cnico da AEB foi Joaci e a equipe do Cruzeiro levou a melhor, vencendo por\u00a02 a\u00a00.<\/div>\n<\/div>\n<div><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 AEB x Sobradinho-DF:\u00a0<\/strong>Ainda na administra\u00e7\u00e3o de Lindiomar, os bambuienses puderam assistir mais um grande amistoso contra a equipe do Sobradinho, time profissional, bicampe\u00e3o brasiliense (1985 e 1986) e vice de\u00a01984. A\u00a0equipe da AEB comandada pelo presidente Lindiomar Silva conheceu mais uma goleada na sua hist\u00f3ria e perdeu a partida por\u00a05 a\u00a00. Atuaram neste jogo: Reni, Tibeca, Divino, Maur\u00edcio, Jarmes, Z\u00e9 Mariinha, Bananal, Batata, Butininha, Belini e Amaral.<\/div>\n<div><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Campe\u00e3o do Centen\u00e1rio Bambuiense:<\/strong>\u00a0Em 1986, ano do centen\u00e1rio da cidade, a equipe j\u00fanior da AEB, dirigida pelo t\u00e9cnico Moacir Chaves sagrou-se campe\u00e3 da categoria. A equipe principal disputava torneios regionais enfrentando as equipes das cidades vizinhas, tais como Cruzeiro de Luz, Associa\u00e7\u00e3o e Ypiranga de Arcos, Vila e Formiga de Formiga, Vila Nova e Associa\u00e7\u00e3o de Iguatama, Laprata e Luciania de Lagoa da Prata, entre outros. At\u00e9\u00a01987 a\u00a0AEB manteve todos os seus departamentos amadores\u00a0em atividade. As\u00a0equipes de base todas funcionavam plenamente desde o dente-de-leite at\u00e9 os juniores.<\/div>\n<div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XVIII<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>C<\/strong><strong>ategorias de base, tradi\u00e7\u00e3o da AEB:<\/strong>\u00a0A AEB sempre prezou pela prepara\u00e7\u00e3o de jogadores para sua equipe principal, trabalhando com jovens talentos do futebol de Bambu\u00ed e da regi\u00e3o valorizando a \u201cprata da casa\u201d e desenvolvendo um trabalho social. Desde a sua funda\u00e7\u00e3o as categorias de base atuaram com dente de leite, infantil, juvenil e juniores. Os juniores muitas vezes se uniam a jogadores que n\u00e3o estavam sendo aproveitados na equipe principal e formavam o chamado Aspirantes, em outra \u00e9poca conhecido como \u201cExpressinho da AEB\u201d.<\/div>\n<div>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<strong>Disputa de jogos importantes das categorias de base:\u00a0<\/strong>A equipe de Juniores conquistou em 1986 o campeonato do Centen\u00e1rio de Bambu\u00ed, al\u00e9m de disputar em Arax\u00e1 a Copa Umbro. A categoria Mirim tamb\u00e9m j\u00e1 marcou hist\u00f3ria ao participar da Copa Internacional de Futebol Mirim. Bambu\u00ed sediou uma etapa realizada de\u00a012 a\u00a021 de Julho de 1991 e recebeu equipes nacionais e sulamericanas, dentre elas uma equipe Argentina.<\/div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Mudan\u00e7as pra pior na AEB:\u00a0<\/strong>Em 1986, com o time todo desgastado, a AEB novamente entrou no Campeonato Regional com o T\u00e9cnico Bol\u00e3o. O T\u00e9cnico resolveu fazer uma mudan\u00e7a e colocaram jogadores que trabalhavam em uma antiga f\u00e1brica de fogos que existia logo no final da rua, pr\u00f3ximo ao Est\u00e1dio da AEB, mais os jovens tinham uma qualidade muito baixa, jogadores importantes foram substitu\u00eddos por estes e at\u00e9 mesmo o goleiro Jaime (Bait\u00f4la) depois de todos aqueles anos perdeu seu posto para o goleiro Remmi, tamb\u00e9m trabalhador da f\u00e1brica. Ningu\u00e9m entendeu o motivo desta mudan\u00e7a no time. O time perdeu de\u00a04 a\u00a00 pro Cruzeiro de Luz, levou outras goleadas em casa, foi vexame em cima de vexame. Vendo o que estava acontecendo, Bol\u00e3o retornou com Jaime para o gol e outros jogadores que tinham sido retirados do time, mais a AEB j\u00e1 n\u00e3o tinha como recuperar desse baque, j\u00e1 n\u00e3o havia sequer chances de classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O desastre de 1987:\u00a0<\/strong>Em 1987, novamente a AEB entrou no Campeonato Regional, com um time muito fraco, novamente o goleiro Jaime \u00e9 sacado para a entrada de Rosan que era o goleiro do time de s\u00f3cios (Veteranos). Naquele tempo havia o goleiro Edinho que era um jovem muito bom. At\u00e9 mesmo o goleiro Jaime fazia quest\u00e3o que o Edinho entrasse no time, ele havia sido treinado pelo pr\u00f3prio Jaime, era um goleiro muito bom, muito qualificado e tinha uma categoria impressionante para defesa de p\u00eanaltis. Entretanto, Edinho n\u00e3o teve oportunidade no time da AEB, logo teve uma oportunidade no Ferrovi\u00e1rio de Bambu\u00ed, no qual se destacou e conquistou campeonato pelo time do \u201cFerrim\u201d. A AEB n\u00e3o ganhava, perdeu quase todas as partidas e novamente passou longe da classifica\u00e7\u00e3o para as finais.<\/div>\n<div><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Homenagem ao bilheteiro mais antigo da AEB:\u00a0<\/strong>Muitos desportistas devotaram uma boa parte de suas vidas e seu esfor\u00e7o em favor da AEB. Entre eles, o senhor Ant\u00f4nio Moreira, funcion\u00e1rio p\u00fablico municipal que trabalhou longos anos como bilheteiro e foi homenageado por isso: \u201c<em>Sr. Ant\u00f4nio Moreira, ap\u00f3s ter dedicado 50 anos de servi\u00e7os prestados na bilheteria da AEB, como volunt\u00e1rio e por amor ao esporte, foi homenageado pela equipe local, por iniciativa da atual diretoria na pessoa de seu presidente, Lindiomar J. Silva, no dia sete de setembro\u00a0<\/em>(1987)\u00a0<em>quando recebeu uma medalha de Honra ao M\u00e9rito e deu o chute inicial da partida daquele dia<\/em>\u201d. Na verdade, o Sr. Ant\u00f4nio Moreira, recebeu, merecidamente uma placa de prata.<\/p>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XIX\u00a0<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Um causo engra\u00e7ado de briga em Par\u00e1-de-Minas:\u00a0<\/strong>A equipe da AEB j\u00e1 passou por alguns apuros em suas excurs\u00f5es, nem tudo era alegria. As vezes uma vit\u00f3ria do time visitante era o in\u00edcio de uma briga com jogadores e torcedores. No jogo entre AEB e Paraense, pelo Campeonato Mineiro de 1967 ouve uma briga ap\u00f3s o empate hist\u00f3rico de\u00a05 a\u00a05. O Sr. Jaime Batista, apesar de n\u00e3o estar presente na partida conta detalhes do que aconteceu na \u00e9poca: \u201c&#8230;eu lembro que eles contaram que o Pez\u00e3o, ele era um goleiro muito mais alto que um metro e noventa, gigant\u00e3o&#8230;mais num sei se ele tinha medo de briga ou o que era, ele foi esconder e pediu o soldado: oh me protege aqui! Me protege aqui&#8230;e o policial respondeu pra ele: Ah! Larga de ser malandro s\u00f4! Vai ajudar seus companheiros a brigar uai, larga de ser covarde, um homem desse tamanho querendo esconder&#8230;\u201d<\/div>\n<div><strong>Guerra nas arquibancadas:\u00a0<\/strong>No ano de 1968, na cidade de Campo Belo come\u00e7ou um tumulto na arquibancada e quando os jogadores da AEB perceberam eram torcedores bambuienses que estavam envolvidos em uma confus\u00e3o com a torcida advers\u00e1ria. Segundo relatos do Sr. Jaime Batista at\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe o motivo da briga ao certo, sabe-se apenas que os protagonistas bambuienses derrubavam gente de um lado para o outro at\u00e9 que a policia contornou a situa\u00e7\u00e3o.\u00a0Em Campos Altos\u00a0tamb\u00e9m tiveram algumas brigas entre torcida, mais os bambuienses nunca sa\u00edram\u00a0em desvantagem. O\u00a0Sr.\u00a0Jaime comenta com bom humor: \u201c&#8230;a AEB j\u00e1 tava virando era um terror porque a torcida chegava na cidade dos outros e batia&#8230;\u201d. Os torcedores bambuienses ficavam na mesma \u00e1rea da torcida advers\u00e1ria comemorando e fazendo a festa o que deixava os torcedores da casa irritados, al\u00e9m disso brincadeiras de mau gosto por parte dos advers\u00e1rios esquentavam o clima, coment\u00e1rios como \u201colha l\u00e1 os dedos dele v\u00e3o cair&#8230;\u201d, gritos de \u201ccolonheiros\u201d e \u201ccot\u00f3s\u201d eram implica\u00e7\u00f5es que desencadeava muitas brigas nas arquibancadas. Havia um certo preconceito pelo fato de Bambu\u00ed abrigar um centro de tratamento de hansen\u00edase naquela \u00e9poca.<\/div>\n<div><strong>As Brigas da AEB:\u00a0<\/strong>Havia muita rivalidade regional naquela \u00e9poca e muitos torcedores implicavam com o time da AEB por onde passava. De acordo com o Sr. Jaime Batista a regi\u00e3o de Carmo do Parana\u00edba era pesada, deixou marcas. Em 1976, numa partida amistosa a equipe alvi-celeste bambuiense acabou se envolvendo em uma confus\u00e3o no jogo de volta, em Carmo do Parana\u00edba. O primeiro jogo em Bambu\u00ed a AEB venceu por\u00a04 a\u00a00 o time do Carmo e no segundo jogo a partida ficou empatada em\u00a00 a\u00a00, n\u00e3o havia policiamento no est\u00e1dio e faltando poucos minutos pra acabar come\u00e7ou uma briga. O Sr. Jaime lembra como se fosse hoje e nos relatou: \u201c&#8230;n\u00e3o tinha pol\u00edcia no campo, esse dia a gente teve que brigar pra n\u00e3o apanhar muito (&#8230;) acabou a briga, campo molhado, campo de areia&#8230;grama num tinha nenhuma, eu com a bola de baixo do bra\u00e7o e dando ponta-p\u00e9 l\u00e1 quieto e foi o dia que eu levei mais desvantagem&#8230;um jogador, atacante deles conversando comigo (&#8230;) e nem o atacante deles que estava conversando comigo percebeu, veio um reserva num setor do campo e entrou por tr\u00e1s de n\u00f3s e levou a m\u00e3o fechada e acertou meu nariz. A\u00ed vai eu, Martins e o Armando correr atr\u00e1s desse caboclo pra pegar ele e ele pulou a cerca e foi embora, ent\u00e3o o jogador do time deles falou assim, se voc\u00eas pegam esse caboclo, ele \u00e9 um ex-policial e n\u00f3s n\u00e3o gostamos dele aqui n\u00e3o, voc\u00eas podiam ter pegado ele e dado um cacete (risos)&#8230;\u201d.<\/div>\n<div><strong>Uma vit\u00f3ria sobre escolta policial:\u00a0<\/strong>Na cidade de Formiga tamb\u00e9m teve uma outra passagem marcante, em meados dos anos 70, em um jogo contra o Vila Nova, apesar de toda a seguran\u00e7a que a cidade fornecia ao visitante na \u00e9poca. Neste jogo o jogador Jo\u00e3o Cachorro ap\u00f3s o primeiro tempo de um jogo dif\u00edcil ao ser implicado por um torcedor na beira do campo desferiu nele um soco e correu para o vesti\u00e1rio. O detalhe \u00e9 que os jogadores para adentrar ao vesti\u00e1rio passava por baixo de onde ficava a torcida formiguense. Alguns torcedores invadiram o local e come\u00e7aram a bater na porta do vesti\u00e1rio tentando abrir para brigar com o Jo\u00e3o Cachorro, nisso, cerca de 20 policiais vieram apaziguar e retirar os torcedores da porta do vesti\u00e1rio. Os demais jogadores da AEB estavam assustados e surpresos com o fato ocorrido. A pol\u00edcia impediu os torcedores de se aproximar do vesti\u00e1rio e fez uma escolta para os jogadores da AEB entrar ao campo para disputar o segundo tempo. A AEB venceu o jogo e a torcida formiguense ficou mais enfurecida ainda. Para sair de campo foi aquele sufoco. O Sr. Jaime Batista conta que fizeram uma escolta de arma empunhada para os jogadores sa\u00edrem do est\u00e1dio, eles entraram nos carros e foram escoltados pela pol\u00edcia at\u00e9 a sa\u00edda da cidade. Outras cidades como Ibi\u00e1 e Campos Altos, Campos Gerais tamb\u00e9m j\u00e1 foram cen\u00e1rios de brigas, das quais os jogadores bambuienses tiveram que ser escoltados nos vesti\u00e1rios por policiais.<\/div>\n<div><strong>Confus\u00e3o em Piumhi:<\/strong>\u00a0Na cidade de Piumhi, no ano de 1980, em um jogo contra o Am\u00e9rica outra confus\u00e3o marcante. Em um determinado lance da partida, um jogador do Am\u00e9rica partiu pra cima do juiz que pertencia a Liga de Formiga e o jogador Jaci da AEB que estava mais pr\u00f3ximo deu uma voadora pra cima do jogador do Am\u00e9rica que come\u00e7ou a agredir o juiz e formou a rodinha da confus\u00e3o, s\u00f3 depois disso a pol\u00edcia entrou para controlar a situa\u00e7\u00e3o. \u201cA AEB tinha um time b\u00e3o de bola e bom de briga, se batia o p\u00e9 ningu\u00e9m corria assim n\u00e3o. N\u00f3s \u00e9ramos loucos, a gente n\u00e3o era normal n\u00e3o&#8230;jogar sem ganhar dinheiro, amistoso, correndo risco de levar um tiro, mais valeu porque o esporte \u00e9 bom, (&#8230;) \u00e9 importante demais.\u201d \u2013 Conta Sr. Jaime Batista. Nesta partida a AEB novamente saiu vencedora pelo placar de\u00a02 a\u00a01.<\/div>\n<div><strong>Brigas internas, \u00e0s vezes tinha alguma:\u00a0<\/strong>Em Bambu\u00ed, no ano de 1981, teve uma briga no vesti\u00e1rio antes da partida entre os pr\u00f3prios jogadores da AEB. O Jo\u00e3o Cachorro come\u00e7ou a discutir e estapear um jogador reserva do time, de repente o Jaci come\u00e7ou a dar ponta-p\u00e9s no Jo\u00e3o pra defender o outro rapaz e \u201co pau comeu no vesti\u00e1rio\u201d como se diz na linguagem popular. Para separar esse tumulto foi muito complicado e mesmo com essa briga a AEB jogou e venceu, como se nada tivesse acontecido.<\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XX<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>AEB x Atl\u00e9tico-MG de Tel\u00ea:<\/strong>\u00a0No dia 03 de setembro de\u00a01988 a\u00a0AEB enfrentou a equipe do Clube Atl\u00e9tico Mineiro, treinada pelo extraordin\u00e1rio Tel\u00ea Santana e tomou a maior goleada de sua hist\u00f3ria. Na \u00e9poca este jogo estava em teste da Loteria Esportiva e a not\u00edcia se espalhou pelo Brasil inteiro. Na regi\u00e3o, a AEB outrora t\u00e3o gloriosa tournou-se alvo de chacotas. At\u00e9 hoje na internet \u00e9 poss\u00edvel encontrar registros desta goleada hist\u00f3rica. O site \u201cO Canto do Galo\u201d apresenta diversos detalhes da hist\u00f3ria do Atl\u00e9tico Mineiro e entre estes registros h\u00e1 uma p\u00e1gina dedicada a jogos hist\u00f3ricos do clube na qual apresenta um resumo da partida entre AEB e Atl\u00e9tico-MG.<\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Relatos do Estado de Minas sobre a goleada da d\u00e9cada de 80:\u00a0<\/strong>Em 1996 o time do Galo voltaria a Bambu\u00ed para disputar uma partida oficial pelo Campeonato Mineiro daquela \u00e9poca no Est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres e nesta \u00e9poca o jorna Estado de Minas do dia 21 de maio de 1996 trouxe um t\u00f3pico intitulado \u201cCidade j\u00e1 viu goleada\u201d na qual relata o hist\u00f3rico jogo entre AEB e Atl\u00e9tico-MG na d\u00e9cada de 80. O rep\u00f3rter Jorge Luiz relatou a passagem com as seguintes palavras: \u201c<em>No dia 3 de setembro de 1988, o Atl\u00e9tico esteve em Bambu\u00ed com um time misto para um jogo amistoso. Venceu a Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Bambuiense por\u00a011 a\u00a01, gols de Renato Morungaba (tr\u00eas), Saulo (tr\u00eas), S\u00e9rgio Ara\u00fajo, Marquinhos, Paulo Roberto Prestes, A\u00edlton e Luiz Cl\u00e1udio. O gol da AEB foi marcado por Alex. O Atl\u00e9tico jogou com R\u00f4mulo, Carl\u00e3o (Luiz Cl\u00e1udio), Tobias (Moacir), Fl\u00e1vio, Paulo Roberto, Vander Luiz, Marquinhos, Renato Morungaba (A\u00edlton), S\u00e9rgio Ara\u00fajo, Saulo, H\u00e9lder. O p\u00fablico pagante chegou a tr\u00eas mil torcedores e o t\u00e9cnico do Atl\u00e9tico era Tel\u00ea Santana. No jogo, Tobias sofreu uma forte pancada no olho direito e o m\u00e9dico Marcos Vin\u00edcius dos Santos fez uma pequena cirurgia, ainda no gramado, para conter uma hemorragia. A partida marcou a estr\u00e9ia do goleiro R\u00f4mulo no Atl\u00e9tico. Depois de alguns, anos ele abandonou o futebol dedicando-se a avia\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que \u00e9 piloto profissional. O jogo foi uma promo\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio Eug\u00eanio Bahia<\/em>\u201d<\/div>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Nasce o Campeonato de Bairros na AEB:<\/strong>\u00a0Na gest\u00e3o de Danilo Oliveira (irm\u00e3o do Cabriola) frente a AEB, no ano de 1988 foi criado o primeiro Campeonato de Bairros de Bambu\u00ed, com 10 times e dois turnos. Neste campeonato aconteceu um fato interessante, o time do Lava-P\u00e9s F.C. tinha a inten\u00e7\u00e3o de perder pro Boca-do-Brejo F.C. para tirar o Antena E.C. do p\u00e1reo. Apesar do Lava-P\u00e9s perder por\u00a02 a\u00a00 para o Boca-do-Brejo, achando que o Boca conseguia ganhar do Antena e tira-lo da disputa, mais n\u00e3o foi isso que aconteceu. O Lava-P\u00e9s sobrou para disputar uma vaga da chave contra o Antena para a final e o Lava-P\u00e9s perdeu o jogo por\u00a02 a\u00a01. O Antena classificou para a final contra o Guajajaras F.C. que tinha conseguido a vaga na outra chave. Nesse ano, o Guajajaras foi o Campe\u00e3o vencendo o Antena por1 a\u00a00.<\/p>\n<\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XXI<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>As mulheres paraninfas:\u00a0<\/strong>Na d\u00e9cada de 80, em Bambu\u00ed e tamb\u00e9m em cidades da regi\u00e3o havia uma tradi\u00e7\u00e3o conhecida como mulheres paraninfas. As mulheres tamb\u00e9m eram apaixonadas por futebol nesta \u00e9poca e sempre estavam presentes na beira do gramado. Elizete Saade nos conta que sempre que tinha jogo o pai Elias Saade sempre levava a fam\u00edlia toda para torcer, onde quer que fosse estavam todos sempre presentes. Portanto, na maioria dos jogos sempre havia uma mulher acompanhando os jogadores: namorada, esposa, filhas, m\u00e3e, irm\u00e3, estavam todas sempre na torcida. E na final de cada campeonato a entrega de faixas era realizada pelas m\u00e3os destas mulheres. As esposas ou namoradas, por exemplo, ficavam respons\u00e1veis por agraciar seus amados com a gloriosa faixa de campe\u00e3o ao final do jogo. Estas mulheres ficaram conhecidas como paraninfas, pois era uma pessoa que apadrinhava o jogador campe\u00e3o lhe prestando uma homenagem no momento da entrega das faixas.<strong>\u00a0<\/strong>Ap\u00f3s a entrega das faixas a foto de campe\u00e3o era tirada com todos os jogadores com a faixa no peito ao lado de suas paraninfas, esta tradi\u00e7\u00e3o deixou de existir pouco antes do in\u00edcio da d\u00e9cada de 90.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<strong>AEB 50 Anos:<\/strong>\u00a0Completando meio s\u00e9culo de vida, a Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Bambuiense realizou no dia 30 de Abril de 1989 as festividades abertas a toda a popula\u00e7\u00e3o bambuiense. A comiss\u00e3o organizadora do evento foi composta por Jos\u00e9 Souto, Paulo Aroldo, Ant\u00f4nio Mateus, Joaci Neto, Paulo Cezar e Jos\u00e9 Faria. O evento teve o apoio da prefeitura municipal de Bambu\u00ed, na \u00e9poca administrada por Antonino Jos\u00e9 Martins. As festividades come\u00e7aram ao meio dia e tiveram partidas entre o time mirim da AEB e a Escolinha do Sinval (Campos Altos), Infantil do Z\u00edngaro contra infantil de Campos Altos, Mirim da AEB x Mirim de Arax\u00e1 e Infantil da AEB x Infantil de Arax\u00e1. Al\u00e9m destes jogos foram prestadas homenagens a ex-atletas do clube, ex-presidentes da AEB, aos familiares de Elias Saade, familiares de Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres e ao Sr. Ant\u00f4nio Moreira.<\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XXII<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>A<\/strong><strong>p\u00f3s quase 30 anos Bambu\u00ed presencia novamente um jogo do Campeonato Mineiro:<\/strong>No ano de 1996, sob a administra\u00e7\u00e3o de Julio Urias Leite, os torcedores bambuienses novamente puderam presenciar uma partida oficial do Campeonato Mineiro da primeira divis\u00e3o. Desta vez o Campeonato j\u00e1 era reformulado nos moldes que conhecemos hoje com primeira divis\u00e3o (M\u00f3dulo I e II) e segunda divis\u00e3o. A briga para sediar um jogo do clube de BH no interior come\u00e7ou a ser noticiada no dia 08 de maio de 1996 pelo jornal Di\u00e1rio da Tarde que trazia um par\u00e1grafo dentro da reportagem sobre o Atl\u00e9tico-MG dizendo: \u201c<em>As cidades sem representante no Campeonato Mineiro continuam interessadas em levar para l\u00e1 jogos do Atl\u00e9tico. O clube recebeu um convite de Coronel Fabriciano para fazer l\u00e1 o jogo contra o Democrata-GV, marcado para Governador Valadares. Em Bambu\u00ed tamb\u00e9m existe igual interesse. Mais o Atletico ainda n\u00e3o respondeu, pois n\u00e3o quer correr riscos.<\/em>\u201d. Na primeira fase do Campeonato Mineiro de 1996 haviam 13 clubes que se enfrentavam em dois turnos, no sistema de pontos corridos. O campe\u00e3o e o vice de cada turno e as duas equipes com melhor \u00edndice t\u00e9cnico classificam-se para o Hexagonal Final. O campe\u00e3o de cada turno entra no Hexagonal Final com 1 ponto de bonifica\u00e7\u00e3o e se ganhasse os dois turnos entrava com 3 pontos de bonifica\u00e7\u00e3o. O Atl\u00e9tico-MG foi campe\u00e3o do primeiro turno e terminou o returno em quinto lugar. O Cruzeiro levou a melhor neste ano e venceu o campeonato ap\u00f3s a disputa do hexagonal por um ponto de diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao arquirrival alvinegro que terminou como vice-campe\u00e3o. Neste ano, o t\u00e9cnico do Galo era Proc\u00f3pio Cardoso e como time alvinegro j\u00e1 n\u00e3o tinha mais chances de vencer o segundo turno resolveu realizar excurs\u00f5es pelo interior de Minas Gerais disputando seus \u00faltimos jogos como mandante em cidades que n\u00e3o tinham times disputando o campeonato mineiro. Esta id\u00e9ia de fazer excurs\u00f5es no interior com o time foi uma jogada de Marketing da diretoria naquela \u00e9poca com a inten\u00e7\u00e3o de aproximar ainda mais o time dos torcedores do interior, que muitas das vezes n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de irem a Belo Horizonte assistir a um jogo no est\u00e1dio Mineir\u00e3o e com isso dar a chance das pessoas conhecerem os grandes jogadores daquela \u00e9poca e conquistar mais torcedores para a apaixonada massa preto e branco que j\u00e1 havia se formado em Minas Gerais naquela \u00e9poca.<strong><\/strong><\/div>\n<div><strong>Confirmado Rio Branco x Atl\u00e9tico-MG:\u00a0<\/strong>O campeonato mineiro de 1996 estava na reta final, no entanto o Atl\u00e9tico-MG estava devendo um jogo v\u00e1lido pela terceira rodada do returno que havia sido adiado pela Federa\u00e7\u00e3o Mineira de Futebol (FMF). O empres\u00e1rio Paulo C\u00e9sar Tavares conseguiu fechar o jogo para ser realizado no est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres. \u201c<em>O Atl\u00e9tico receber\u00e1 R$ 2,5 mil, livres de despesas de transporte e hospedagem na Escola Agrot\u00e9cnica Federal. Por concordar com a transfer\u00eancia do jogo, o Rio Branco receber\u00e1 R$ 25 mil, mais transporte e hospedagem no Hotel Brasil. Com as taxas da Federa\u00e7\u00e3o Mineira e gastos com publicidade e extras as despesas devem chegar a R$ 40 mil<\/em>\u201d \u2013 relatou Paulo C\u00e9sar Tavares ao jornal Estado de Minas, do dia 22 de maio de 1996. A maior cota foi paga ao Rio Branco, pois \u00e9 quem tinha o mando de campo na rodada e o jogo normalmente seria realizado na cidade de Andradas-MG.<\/div>\n<div><strong>Vistoria do Est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres e libera\u00e7\u00e3o para a partida:\u00a0<\/strong>O est\u00e1dio foi vistoriado no dia 02 de maio de 1996 por uma comiss\u00e3o designada pela Federa\u00e7\u00e3o Mineira de Futebol e recebeu algumas observa\u00e7\u00f5es para serem regularizadas para realiza\u00e7\u00e3o da partida. Esta vistoria teve um custo de mil reais na \u00e9poca, pagos a FMF, conforme o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio. No dia 17 de maio de 1996, o presidente da Liga Amadora Bambuiense, Sr. Alo\u00edsio de Carvalho emitiu uma nota ao departamento t\u00e9cnico da FMF informando que todas as irregularidades haviam sido sanadas, estando o est\u00e1dio apto para receber a partida.<strong><\/strong><\/div>\n<div><strong>Pol\u00eamica na v\u00e9spera do jogo:\u00a0<\/strong>O empres\u00e1rio Paulo C\u00e9sar Tavares havia combinado com o clube de BH que viesse os jogadores titulares da equipe para a disputa deste jogo, entre eles o grande goleiro Taffarel, al\u00e9m de jogadores como Cerezo, Doriva e Euller. Por\u00e9m, na semana do jogo uma not\u00edcia de que o Atl\u00e9tico viria para Bambu\u00ed com um time reserva foi publicada com o t\u00edtulo \u201cGalo mostra apenas um titular em Bambu\u00ed\u201d e deixou Paulo C\u00e9sar frustado. J\u00e1 haviam sido vendidos cerca de 80% dos ingressos e em entrevista ao jornal Estado de Minas no dia do jogo, 22 de maio de 1996 ele explicou: \u201c<em>O objetivo \u00e9 divulgar Bambu\u00ed e despertar os empres\u00e1rios locais para outras promo\u00e7\u00f5es arrojadas. A perspectiva de sucesso era t\u00e3o grande que, por medida de seguran\u00e7a a pol\u00edcia militar limitou em 3200 o total de ingressos, embora o est\u00e1dio tenha capacidade para quatro mil pessoas.<\/em>\u201d. O cronista e chargista Son Salvador tamb\u00e9m havia falado sobre o assunto na sua coluna do jornal Di\u00e1rio da Tarde do dia anterior (21 de Maio) com as seguintes palavras: \u201c<em>Quanto ao jogo em Bambu\u00ed, durante o programa Replay, na TV Minas, conversei com o presidente da R\u00e1dio WA, Paulo S\u00e9rgio, e pude testemunhar a seriedade com que tratou da realiza\u00e7\u00e3o do jogo naquela cidade. O Galo simplesmente n\u00e3o est\u00e1 assumindo o que combinou. N\u00e3o levar o Taffarel ser\u00e1 um desrespeito ao torcedor de toda a regi\u00e3o. Mais uma da diretoria atleticana! Esse caso est\u00e1 mal contado. Dizer que o time ficar\u00e1 treinando n\u00e3o cola. A n\u00e3o ser que os jogadores n\u00e3o tenham aceitado ir a Bambu\u00ed, a n\u00e3o ser que os titulares estejam condicionando a viagem ao pagamento dos sal\u00e1rios&#8230;Se o Taffarel fosse um jogador de meio-campo, precisando aperfei\u00e7oar o passe, ou se encaixar num esquema t\u00e1tico, tudo bem, mas n\u00e3o \u00e9. Essa hist\u00f3ria do Galo tem dente de Coelho.<\/em>\u201d<strong><\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><strong>A pol\u00eamica sobre o jogo continua:\u00a0<\/strong>De acordo com a reportagem publicada no Estado de Minas do dia 22 de maio de 1996, pelo rep\u00f3rter Paulo Celso, o t\u00e9cnico Proc\u00f3pio Cardoso havia resolvido poupar os jogadores titulares para a disputa do cl\u00e1ssico contra o Cruzeiro na pr\u00f3xima rodada e at\u00e9 mesmo o t\u00e9cnico seria substitu\u00eddo pelo interino Ant\u00f4nio Lacerda. O jornal Di\u00e1rio da Tarde tamb\u00e9m publicou uma reportagem no caderno de esportes intitulada \u201cApenas cumprindo tabela em Bambu\u00ed\u201d, onde relatava sobre a decis\u00e3o de levar um time misto para a cidade. Na reportagem \u201cAus\u00eancia de \u00eddolos decepciona torcida\u201d de Jorge Luiz, neste mesmo dia o empres\u00e1rio Paulo C\u00e9sar Tavares protesta contra a atitude da diretoria do Atl\u00e9tico-MG: \u201c<em>Isso \u00e9 uma falta de respeito com Bambu\u00ed. A torcida est\u00e1 amea\u00e7ando apedrejar o est\u00e1dio, caso o time seja anunciado pela imprensa. Mais de 500 crian\u00e7as j\u00e1 estiveram na casa do meu sogro, onde estou hospedado na esperan\u00e7a de dar um abra\u00e7o no Taffarel. Bambu\u00ed n\u00e3o merece isso.<\/em>\u201d<\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XXIII<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Misto do Atl\u00e9tico-MG movimenta Bambu\u00ed:\u00a0<\/strong>O time do Atl\u00e9tico-MG realmente foi um misto comandado pelo t\u00e9cnico interino Ant\u00f4nio Lacerda. A cidade de Bambu\u00ed nunca havia presenciado tanta movimenta\u00e7\u00e3o de profissionais de r\u00e1dio, TV e imprensa para registrar o jogo. Estiveram presentes neste jogo a equipe de Fernando Sasso da Rede Globo, a TV Minas fez a cobertura para as emissoras Record, Manchete e SBT, estiveram presentes tamb\u00e9m narrando o jogo a equipe de Oswaldo Faria da R\u00e1dio Itatiaia, a equipe de Valdir de Castro da R\u00e1dio Inconfid\u00eancia, a equipe de Luc\u00e9lio Gomes da R\u00e1dio Cultura, al\u00e9m de equipes das r\u00e1dios Metropolitana e Mineira de BH, R\u00e1dio Vin\u00edcula de Andradas, R\u00e1dio Expresso de Campos Altos, R\u00e1dio Cidade de Lagoa da Prata, R\u00e1dio Cidade AM de Bambu\u00ed, R\u00e1dio WA FM de Bambu\u00ed e os rep\u00f3rteres e fot\u00f3grafos dos jornais Estado de Minas, Hoje em Dia, Di\u00e1rio da Tarde e Bambu\u00ed. O time do Atl\u00e9tico-MG jogou com Hugo, Canela, Munayer (Negretti), Alexandre, Daniel (Ded\u00ea), \u00c9der Lopes, Carlos, J\u00falio C\u00e9sar (Chic\u00e3o), Bruno, Silva e Cleiton. A equipe do Rio Branco de Andradas comandada pelo t\u00e9cnico Caio Cambalhota jogou com Z\u00e9 Luis, Marcinho, Ivan, Devair, Geraldo, Wellison, Marquinho (Lico), Vantuir (Ferreti), Helbert, Altair e Wendel (Adriano). O juiz que apitou a partida foi Raimundo Menezes de Carvalho e os auxiliares Ant\u00f4nio de Oliveira Neto e Marcos Paulo Rodrigues.<strong><\/strong><\/div>\n<div><strong>Bambu\u00ed recebe Taffarel e assiste goleada hist\u00f3rica:\u00a0<\/strong>Os bambuienses presentes neste dia assistiram um verdadeiro show de bola, com direito a goleada. O Atl\u00e9tico-MG jogou bonito e balan\u00e7ou as redes no est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres por 6 vezes. O placar final foi de 6 a 1 e o goleiro Taffarel, apesar de n\u00e3o jogar fez quest\u00e3o de viajar com o grupo para visitar Bambu\u00ed. A diretoria do Galo informou que o atacante Euller n\u00e3o seria escalado para o jogo por ter machucado o tornozelo direito na partida contra o Am\u00e9rica-MG. \u00c9zio ficou seis dias sem treinar e o armador Toninho Cerezo estava sem condi\u00e7\u00f5es legais na \u00e9poca do jogo foi adiado, portanto, tamb\u00e9m n\u00e3o poderia entrar em campo, al\u00e9m do zagueiro Ronaldo que tamb\u00e9m desfalcou a equipe de \u00faltima hora por ter sofrido uma opera\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XXIV<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>As manchetes de Bambu\u00ed:\u00a0<\/strong>Na quinta-feira foi aquele alvoro\u00e7o nas bancas, todo mundo queria um exemplar dos jornais com a not\u00edcia marcante sobre o jogo entre Atl\u00e9tico-MG e Rio Branco em Bambu\u00ed. Os bambuienses ficaram de olho nos programas esportivos da TV para assistir as reportagens e tentar ver se apareciam na telinha tamb\u00e9m. O jornal Estado de Minas trouxe estampado na sua capa uma foto de Taffarel saudando a torcida bambuiense e colocou o t\u00edtulo \u201cGalo em Bambu\u00ed\u201d, a not\u00edcia gerou mais destaque do que a partida entre Brasil e Cro\u00e1cia que havia jogado em Manaus como um teste pr\u00e9-ol\u00edmpico. No caderno de esportes do Estado de Minas a reportagem principal do Atl\u00e9tico foi intitulada: \u201cGalo leva Bambu\u00ed \u00e0 loucura\u201d e um t\u00f3pico \u201cTaffarel \u00e9 a surpresa\u201d, ambas as reportagens redigidas por Paulo Celso. O Jornal Di\u00e1rio da Tarde tamb\u00e9m estampou sua capa com a foto da partida realizada em Bambu\u00ed e colocou como destaque no seu caderno de esportes \u201cTarde de misto quente em Bambu\u00ed\u201d, deixando tamb\u00e9m o relato sobre o empate da sele\u00e7\u00e3o em Manaus como nota de segundo plano. A reportagem completa do jogo foi intitulada \u201cQuente \u00e9 o misto: 6 a 1\u201d e tamb\u00e9m foi publicada pelo jornal Di\u00e1rio da Tarde do dia 23 de maio de 1996. A edi\u00e7\u00e3o de 15 de junho de 1996 do \u201cBambu\u00ed: O jornal\u201d tamb\u00e9m trouxe o jogo estampado na capa e uma reportagem especial.<\/div>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<div><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Relatos sobre a alegria bambuiense:\u00a0<\/strong>Na reportagem sobre o goleiro o rep\u00f3rter do Estado de Minas descreve: \u201c<em>O bambuiense esperou mais de uma d\u00e9cada por um bom momento no futebol. Queria aplaudir o Atl\u00e9tico completo, mais se contentou com o time reserva que goleou o Rio Branco por 6 a 1. A festa come\u00e7ou as 11h30min, quando o \u00f4nibus com a delega\u00e7\u00e3o chegou ao trevo, na entrada da cidade. Uma carreata, buzina\u00e7o, foguetes e faixas anunciavam a chegada do time. Quando o goleiro Taffarel apareceu, uma loucura. Ele n\u00e3o estava no programa e foi inclu\u00eddo na delega\u00e7\u00e3o para n\u00e3o frustrar Bambu\u00ed. E n\u00e3o foram apenas as crian\u00e7as que o abra\u00e7aram, beijaram, pediram aut\u00f3grafos e tiraram fotos ao seu lado. Tamb\u00e9m os marmanjos e muitas mulheres. Com paci\u00eancia o goleiro tetra-campe\u00e3o brasileiro tratou todos com carinho e foi homenageado com uma placa de prata. Do trevo a delega\u00e7\u00e3o foi para a Escola Agrot\u00e9cnica Federal, onde os jogadores almo\u00e7aram e descansaram. Uma hora antes do jogo foram para o est\u00e1dio, sempre seguidos pela torcida e por um cachorrinho pequin\u00eas, vestido com uma mini-camisa do Atl\u00e9tico. \u00c0s 14h, o Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres j\u00e1 estava lotado. Taffarel apareceu de novo, acenou para o p\u00fablico, que correspondeu plenamente e posou para mais fotos. Quando o jogo acabou, os torcedores fizeram um apelo: que o Atl\u00e9tico volte o mais r\u00e1pido poss\u00edvel e que d\u00ea a Bambu\u00ed outro presente<\/em>\u201d.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XXV<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>O jogo relatado pelo Di\u00e1rio da Tarde:\u00a0<\/strong>\u201c<em>Mesmo sem seus principais titulares, o Atl\u00e9tico mostrou personalidade e partiu para cima do advers\u00e1rio. O primeiro gol aconteceu aos 12 minutos. O lateral-esquerdo Daniel subiu em apoio, recebeu a bola e chutou forte de perna esquerda. Dois minutos depois, o Atl\u00e9tico ampliou a vantagem, com m\u00e9ritos para Daniel que cruzou para Clayton chutar de perna direita. O Rio Branco tentou reagir e conseguiu marcar um gol aos 43 minutos, atrav\u00e9s de Altair, aproveitando um passe de calcanhar, de Helbert. O Atl\u00e9tico voltou para o segundo tempo ainda mais disposto e foi construindo a goleada sobre o Rio Branco. Aos 11 minutos, Silva fez uma jogada de for\u00e7a pela esquerda, recuperando a bola, e cruzou para Bruno acertar uma cabe\u00e7ada:\u00a03 a\u00a01. O jogo era corrido e aberto e por isso, o Atl\u00e9tico encontrou espa\u00e7os para continuar atacando. Aos 24 minutos, J\u00falio C\u00e9sar marcou o quarto gol, de cabe\u00e7a, aproveitando um rebote do goleiro Z\u00e9 Luiz, que n\u00e3o conseguiu segurar um chute de Silva. Aos 32 minutos, o Atl\u00e9tico marcou o quinto gol, atrav\u00e9s do volante Carlos, que aproveitou um cruzamento de J\u00falio C\u00e9sar e tocou sem chances para Z\u00e9 Luiz. O sexto e ultimo gol foi marcado por Silva, aos 39 minutos. O goleiro Hugo defendeu um p\u00eanalti cobrado por Helbert<\/em>\u201d. A renda do jogo foi de R$ 19160,00 e foi registrado 2016 pagantes, segundo dados deste jornal.<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><strong>A critica de Son Salvador:\u00a0<\/strong>Na edi\u00e7\u00e3o do dia 23 de maio de 1996 o colunista do Di\u00e1rio da Tarde comentou sobre o jogo em Bambu\u00ed: \u201c<em>Mais o time misto fez bonito\u00a0em Bambu\u00ed. Deu\u00a0um chocolate no Rio Branco, fez 6 gols e poderia ter feito mais uns 5. Enquanto os titulares ficaram treinando\u00a0em Belo Horizonte, os reservas aproveitaram para mostrar que est\u00e3o jogando muito. Se compararmos o ataque de Bambu\u00ed com o que vem jogando, veremos que os reservas s\u00e3o mais impetuosos. Mais \u00e9 aquela hist\u00f3ria, time reserva n\u00e3o tem tempo para fase ruim. Espera uma chance e chega junto. O Silva voltou a marcar, parece que se derem chance ao rapaz ele engrena. Tem vontade e n\u00e3o perde tempo caindo e reclamando do \u00e1rbitro. E domingo? Ser\u00e1 que veremos um jogo entre times mistos? Ou ser\u00e1 que os titulares estar\u00e3o na reabertura do Mineir\u00e3o? A verdade \u00e9 que a partida serve apenas para cumprir tabela, a atra\u00e7\u00e3o maior ser\u00e1 a rivalidade, esta, ser\u00e1 bem menor se um dos clubes entrar com o time reserva.<\/em>\u201d<strong><\/strong><\/div>\n<div><strong>Outras repercuss\u00f5es do jogo do Galo em Bambu\u00ed:\u00a0<\/strong>Tamb\u00e9m no jornal Di\u00e1rio da Tarde, o colunista M\u00e1rcio Renato, que tinha uma coluna chamada \u201cContra-Ataque\u201d alfinetou a diretoria atleticana por levar um time misto ao interior dizendo: \u201c<em>&#8230;A exemplo do que j\u00e1 havia acontecido em Barbacena, os torcedores de Bambu\u00ed tem tamb\u00e9m toda a raz\u00e3o ao protestar contra a decis\u00e3o da diretoria de mandar um time reserva para o jogo de hoje, naquela cidade contra o Rio Branco. Pior ainda que em Barbacena, onde simplesmente desmarcaram a partida contra a Caldense. Em Bambu\u00ed mandaram um time reserva. E onde vai parar o respeito pelo torcedor?\u00a0<\/em>\u201d. Em junho deste mesmo ano, o jornal Estado de Minas publicou no espa\u00e7o \u201cCartas a Reda\u00e7\u00e3o\u201d uma mensagem de agradecimento do empres\u00e1rio Paulo C\u00e9sar Tavares pela cobertura do evento antes e depois da partida, que contribu\u00edram amplamente para a divulga\u00e7\u00e3o da cidade em \u00e2mbito estadual e at\u00e9 mesmo nacional. No dia 03 de junho de 1996, o Sr. Paulo C\u00e9sar Tavares recebeu uma carta de reconhecimento do Rotary Club que homenageou o ent\u00e3o presidente da R\u00e1dio WA FM (atual R\u00e1dio Sucesso FM) pelo evento realizado e pela divulga\u00e7\u00e3o da cidade na m\u00eddia e nos ve\u00edculos impressos de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XXVI\u00a0<\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cruzeiro E.C. em Bambu\u00ed:\u00a0<\/strong>No in\u00edcio de agosto de 1996, o jornal Estado de Minas publicou uma not\u00edcia sobre o Cruzeiro E.C. onde havia um par\u00e1grafo dizendo que o time celeste estava planejando fazer uma partida amistosa no interior do estado antes de estrear no campeonato brasileiro daquele ano, contra a equipe do Internacional de Porto Alegre. A not\u00edcia chamou a aten\u00e7\u00e3o do diretor da R\u00e1dio WA FM, Paulo C\u00e9sar Tavares, que com seu esp\u00edrito empreendedor e novamente com a oportunidade de divulgar o nome de Bambu\u00ed na m\u00eddia entrou em contato com a diretoria da raposa para marcar um amistoso entre o Cruzeiro e uma sele\u00e7\u00e3o de jogadores do munic\u00edpio de Bambu\u00ed, que seria realizado no est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres. No dia 08 de agosto, na reportagem intitulada \u201cCulpi pede Luis\u00e3o\u201d, do caderno esportivo do Estado de Minas veio a confirma\u00e7\u00e3o da partida que seria realizada em Bambu\u00ed. Nesta mesma oportunidade a AEB firmou uma parceria com o clube da capital para instala\u00e7\u00e3o de uma escolinha do cruzeiro noticiada tamb\u00e9m por outra edi\u00e7\u00e3o do Estado de Minas: \u201c<em>Domingo, \u00e0s 16 horas, o time far\u00e1 um jogo-treino contra uma sele\u00e7\u00e3o de Bambu\u00ed, no est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres, com capacidade para 4500 pessoas. O Cruzeiro receber\u00e1 uma cota de R$ 20 mil livres de despesas e ficar\u00e1 hospedado na Escola Agrot\u00e9cnica Federal. O volante Douglas, ex-Cruzeiro, pode atuar pela sele\u00e7\u00e3o de Bambu\u00ed. A Liga desta cidade ter\u00e1 uma escolinha com cerca de 200 garotos, atrav\u00e9s de franquia com o Cruzeiro. Periodicamente o departamento amador do clube visitar\u00e1 o local para fazer uma triagem.\u00a0<\/em>\u201d<strong><\/strong><\/div>\n<p><strong>Campe\u00e3o celeste enfrenta Sele\u00e7\u00e3o de Bambu\u00ed:\u00a0<\/strong>O time do Cruzeiro j\u00e1 havia conquistado o Campeonato Mineiro e a Copa do Brasil no ano de 1996, quando esteve em Bambu\u00ed para realizar este amistoso preparat\u00f3rio para o in\u00edcio do Campeonato Mineiro. O jogo foi realizado no dia 11 de agosto e foi noticiado na capa do Estado de Minas com o t\u00edtulo \u201cCruzeiro joga em Bambu\u00ed\u201d. Na manchete de capa dizia: \u201c<em>Bambu\u00ed faz a festa hoje para receber o time do Cruzeiro que, a partir das 16 h, enfrenta uma sele\u00e7\u00e3o regional no est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres. O T\u00e9cnico Levir Culpi leva o que tem de melhor, inclusive o armador Leto, o volante Luis\u00e3o e o zagueiro Jo\u00e3o Carlos, contratados para o Campeonato Brasileiro<\/em>\u201d. Nesta mesma edi\u00e7\u00e3o do jornal, o cronista Arnaldo Viana em sua coluna fala sobre o jogo, a presen\u00e7a das grandes estrelas do time e do goleiro Dida, que havia atuado pela sele\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica na \u00e9poca.<\/p>\n<\/div>\n<div align=\"JUSTIFY\">\u00a0\u00a0<strong>\u00a0<\/strong><\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XXVII<\/strong>\u00a0\u00a0<strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div align=\"JUSTIFY\"><strong>Sele\u00e7\u00e3o de Bambu\u00ed 1 x 5 Cruzeiro E.C.:\u00a0<\/strong>A sele\u00e7\u00e3o de Bambu\u00ed comandada pelo t\u00e9cnico F\u00e9lix atuou com Josimar (Alexandre), Pepeto (Viola), William, Marrom, Baiano, Zamata, Tom, Alexandre (Sandrinho), Z\u00e9 Maur\u00edcio (Gl\u00e1ucio), Cleomar (Ligeirinho) e Negretinho. O Cruzeiro comandado por Levi Culpi jogou com Dida, Vitor (Marcos Teixeira), Jean, C\u00e9lio L\u00facio (Jo\u00e3o Carlos), Ronaldo Luiz, Donizete, Ricardinho (Luiz Fernando), Palhinha (Leto), Ailton, Cleisson, Roberto Ga\u00facho (Luis\u00e3o).<\/div>\n<div align=\"JUSTIFY\"><strong>Os relatos da partida:\u00a0<\/strong>Mais uma vez Bambu\u00ed foi destaque nas capas dos jornais de Minas Gerais pelo jogo do Cruzeiro na cidade. O Estado de Minas do dia 12 de agosto de 1996 que trazia na capa \u201cCruzeiro goleia sele\u00e7\u00e3o de Bambu\u00ed\u201d, publicou no caderno de esportes a mat\u00e9ria intitulada \u201cBambu\u00ed festeja Cruzeiro\u201d, onde foi destacada a boa atua\u00e7\u00e3o da equipe celeste frente a sele\u00e7\u00e3o bambuiense: \u201c<em>O ataque do Cruzeiro come\u00e7ou quente a prepara\u00e7\u00e3o para o Campeonato Brasileiro. Ontem \u00e0 tarde, o time goleou a sele\u00e7\u00e3o de Bambu\u00ed por 5 a 1, mostrando que est\u00e1 no caminho certo para a estr\u00e9ia contra o Internacional, no pr\u00f3ximo domingo, em Porto Alegre. O Cruzeiro abriu a contagem aos 16 min, numa cabe\u00e7ada de Roberto Ga\u00facho, depois de um lan\u00e7amento de Vitor. Ailton tamb\u00e9m de cabe\u00e7a, fez 2 a 0, aos 28 minutos. Cleisson marcou aos 30min e Luiz Fernando aos 38 e 43min do segundo tempo. Ligeirinho marcou para a sele\u00e7\u00e3o, aos 33min, num descuido do lateral Marcos Teixeira. Ele atrasou a bola de cabe\u00e7a e o atacante chegou por tr\u00e1s, tocando rasteiro na sa\u00edda de Dida&#8230;<\/em>\u201d. Os jogadores Jo\u00e3o Carlos, Leto e Luis\u00e3o, contratados recentemente pela Raposa fizeram a sua estr\u00e9ia em Bambu\u00ed, neste jogo treino. O T\u00e9cnico Levir Culpi colocou eles para atuarem no segundo tempo do jogo. Como era um jogo-treino foi acordado a possibilidade de realizar cinco substitui\u00e7\u00f5es e o torcedor bambuiense pode ver a atua\u00e7\u00e3o dos destaques do cruzeiro em campo.<\/div>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XXVIII<\/strong><\/div>\n<div>Na edi\u00e7\u00e3o de abril da nossa coluna esportiva relatamos sobre a partida que aconteceu entra a sele\u00e7\u00e3o de Bambu\u00ed e o time do Cruzeiro Esporte Clube, de Belo Horizonte, no ano de 1996, no Est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres. Nessa edi\u00e7\u00e3o, vamos terminar de contar essa incr\u00edvel hist\u00f3ria destacando as manchetes dos jornais da \u00e9poca que cobriram a disputa entre os times na cidade de Bambu\u00ed. Al\u00e9m disso, nessa edi\u00e7\u00e3o vamos apresentar uma nova hist\u00f3ria important\u00edssima do futebol bambuiense, voc\u00ea sabia que a sele\u00e7\u00e3o brasileira feminina de futebol j\u00e1 esteve em nossa cidade? N\u00e3o conhece essa hist\u00f3ria, ent\u00e3o leia e se divirta, na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o tem mais!<\/div>\n<div><strong>As manchetes do Cruzeiro em Bambu\u00ed:\u00a0<\/strong>O Jornal Di\u00e1rio da Tarde tamb\u00e9m destacou na primeira p\u00e1gina e publicou a reportagem \u201cCruzeiro goleia a sele\u00e7\u00e3o de Bambu\u00ed por 5 a 1\u201d e o cronista Marco Ant\u00f4nio Brand\u00e3o que escrevia a coluna esportiva denominada \u201cR\u00e1pido e Rasteiro\u201d destacou a prepara\u00e7\u00e3o do time de BH atrav\u00e9s do jogo treino em Bambu\u00ed dizendo ser importante este tipo de jogo para entrosar mais os jogadores que estavam voltando de f\u00e9rias.<strong><\/strong><\/div>\n<div><strong>A possibilidade de Bambu\u00ed receber a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira feminina:\u00a0<\/strong>O ano de 1996 foi um marco fant\u00e1stico para o torcedor bambuiense. Ap\u00f3s ter a oportunidade de conhecer astros do Atl\u00e9tico-MG e do Cruzeiro, havia rumores na cidade de que a sele\u00e7\u00e3o brasileira feminina de futebol poderia vir ao munic\u00edpio disputar um jogo amistoso.<strong><\/strong><\/div>\n<div><strong>Conhecendo um pouco da hist\u00f3ria da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira feminina de futebol:\u00a0<\/strong>A Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol (CBF) convocou \u201coficialmente\u201d pela primeira vez a Sele\u00e7\u00e3o Feminina em 1988. A modalidade se resumia a poucos times do Rio de Janeiro, liderados pelo Radar, que de 18 jogadoras convocadas, cedeu 16 jogadoras para os primeiros jogos da Sele\u00e7\u00e3o.\u00a0 Em 1991 a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira disputou o Sul Americano em Maring\u00e1 e classificou-se para o Mundial na China, que seria disputado em junho. O presidente do Radar e chefe da delega\u00e7\u00e3o Eurico Lira, tirou do pr\u00f3prio bolso os gastos daquela competi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a CBF n\u00e3o liberou verba para cobrir 3,5 milh\u00f5es de cruzados de gastos previstos para a competi\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca Eurico chegou a dizer que fez isso porque ou \u201cdecretava a morte dessa modalidade ou impulsionava\u201d. No ano de 1996, nas olimp\u00edadas de Atlanta, a sele\u00e7\u00e3o feminina de futebol conseguiu a medalha de bronze.<strong><\/strong><\/div>\n<div><strong>AEB \u00e9 destaque no Estado de Minas pelo jogo contra Sele\u00e7\u00e3o Brasileira feminina:\u00a0<\/strong>No jornal Estado de Minas, de 14 de novembro de 1996 foi publicada a mat\u00e9ria com o t\u00edtulo \u201cJogo inusitado em Bambu\u00ed\u201d, onde foi redigido de forma detalhada este momento hist\u00f3rico do futebol de nossa cidade e que marcou a mem\u00f3ria dos Bambuienses apaixonados por futebol. O jornal relatou este evento com as seguintes palavras: \u201c<em>A Sele\u00e7\u00e3o Brasileira feminina de futebol, que conquistou a medalha de bronze nas olimp\u00edadas de Atlanta (EUA), joga amanh\u00e3 (feriado) em Bambu\u00ed contra a equipe masculina de veteranos da Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Bambuiense. A partida come\u00e7ar\u00e1 as 17 horas no Est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres \u2013 que tem capacidade para 4,5 mil pessoas. A promo\u00e7\u00e3o \u00e9 da AEB (Jos\u00e9 Souto), Padaria S\u00e3o Jos\u00e9 (Eug\u00eanio Bahia), Esma, R\u00e1dio Cidade e da R\u00e1dio WA (Paulo C\u00e9sar). O ingresso tem pre\u00e7o \u00fanico de R$ 5,00 e haver\u00e1 sorteio de um brinde especial durante o jogo, oferecido pela WA FM.(&#8230;). Na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira est\u00e3o confirmadas as estrelas Meg, Pretinha, Susy, Fanta e Pelezinha, dirigidas pelo t\u00e9cnico Z\u00e9 Duarte, que j\u00e1 trabalhou em grandes clubes do futebol brasileiro, inclusive Cruzeiro e Uberl\u00e2ndia, e do exterior. Nos veteranos Gerald\u00e3o, Jos\u00e9 Cl\u00e1udio, Morgado, Rog\u00e9rio, entre outros<\/em>\u201d.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><strong>Cap\u00edtulo XXIX<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 AEB 3 x 1 Sele\u00e7\u00e3o Brasileira feminina:\u00a0<\/strong>Os time de veteranos da AEB enfrentaram a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira Feminina, medalha de bronze nas olimp\u00edadas de Atlanta 1996, no dia 15\u00a0 de Novembro e fizeram uma grande partida vencendo as garotas pelo placar de 3 x 1. Os gols da AEB foram marcados por Odilon e dois de Butininha. A AEB vencia por 3 a 0, mais a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira n\u00e3o podia passar em branco e descontou com Pretinha, fechando o placar final. Os bambuienses ficaram at\u00f4nitos com o resultado e fizeram uma grande festa.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><strong>Parceria entre AEB e Atl\u00e9tico-MG:\u00a0<\/strong>No ano de 1998 por meio do presidente Paulo C\u00e9sar Tavares foi firmada uma grande parceria entre AEB e o Atl\u00e9tico-MG de Belo Horizonte. O clube bambuiense adquiriu uma franquia para instala\u00e7\u00e3o da \u201cEscolinha do Galo\u201d na cidade de Bambu\u00ed, que funcionaria em parceria com a AEB, sendo sediada no est\u00e1dio Sinfr\u00f4nio T\u00f4rres. O contrato foi assinado no dia 23 de mar\u00e7o de 1998, tendo validade por 36 meses. A AEB passou a ser uma detentora da marca Clube Atl\u00e9tico Mineiro para a divulga\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o da escolinha. A AEB era isenta de qualquer pagamento mensal ao Galo, entretanto toda a log\u00edstica de funcionamento e material era de responsabilidade do clube bambuiense. A previs\u00e3o era de funcionamento para sete categorias de base: chupetinha (5 a 6 anos); fraudinha (07 a 08 anos); pr\u00e9-mirim (09 a 11 anos); mirim (12 a 13 anos); infantil (14 a 15 anos); juvenil (16 a 17 anos) e juniores (17 a 20 anos).<strong><\/strong><\/div>\n<div><strong>A cria\u00e7\u00e3o da Escolinha da AEB:\u00a0<\/strong>A parceria entre AEB e Atl\u00e9tico-MG n\u00e3o foi muito duradoura. O uso da marca \u201cEscolinha do Galo\u201d n\u00e3o causou o impacto desejado e como o clube alvi-celeste estava atuando praticamente com as pr\u00f3prias pernas decidiu rescindir a parceria com o time alvinegro de BH e instalar uma escolinha pr\u00f3pria. No dia 30 de julho de 1998 foi criada a Escolinha da AEB que tinha como diretores: Amil Ant\u00f4nio Costa, Jo\u00e3o Isidoro Martins, Geraldo Judas Tadeu Campos e Joadel\u00edvio Silva. O presidente Paulo C\u00e9sar Tavares por meio da AEB firmou contrato com os respons\u00e1veis pela escolinha de forma a autorizar uma administra\u00e7\u00e3o paralela \u00e0 dire\u00e7\u00e3o geral da AEB, dando plenos poderes para independ\u00eancia administrativa da escolinha. A AEB ficou obrigada a ceder um t\u00e9cnico remunerado para treinar os jovens talentos bambuienses da \u00e9poca, al\u00e9m de fornecer a escolinha a infraestrutura necess\u00e1ria para o bom funcionamento. Nenhum integrante da escolinha mantinha qualquer esp\u00e9cie de v\u00ednculo empregat\u00edcio no clube alvi-celeste, apenas eram respons\u00e1veis pela coordena\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o da escolinha.<\/div>\n<div><em><strong>FONTE &amp; FOTOS:<\/strong> Blog Canastra Esporte Clube (http:\/\/canastraesporteclube.blogspot.com.br\/p\/historia-da-associacao-esportiva.html)<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Esportiva Bambuiense (AEB) foi a segunda equipe de destaque a ser criada. No dia 17 de abril de 1939 um grupo de jovens entusiasmados com a pr\u00e1tica esportiva se reuniu com o objetivo de criar um time de futebol, mais que isso, uma associa\u00e7\u00e3o esportiva. 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