{"id":75785,"date":"2015-08-16T23:50:43","date_gmt":"2015-08-17T02:50:43","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=75785"},"modified":"2015-08-16T23:50:43","modified_gmt":"2015-08-17T02:50:43","slug":"santos-de-terere-um-abnegado-participante-do-campeonato-paraibano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=75785","title":{"rendered":"Santos de Terer\u00e9, um abnegado participante do Campeonato Paraibano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Santos Futebol Clube, de Jo\u00e3o Pessoa, foi fundado em 9\/11\/1949 e em 1954 disputou pela primeira vez o Campeonato Paraibano, na \u00e9poca chamado de &#8220;Misto&#8221;, por ter times profissionais e semiprofissionais. Ao longo de cinco d\u00e9cadas, o clube estabeleceu um recorde: participou ininterruptamente de 39 edi\u00e7\u00f5es do Campeonato Paraibano, aproveitando-se de crises pol\u00edticas e financeiras que acometeram os quatro grandes campe\u00f5es do Estado ainda na ativa &#8211; Botafogo, Campinense, Treze e Auto Esporte -, que deixaram de jogar um ou outro campeonato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recorde do Santos de Terer\u00e9 s\u00f3 foi batido por um desses quatro em 2013, quando o Botafogo alcan\u00e7ou a marca de 40 edi\u00e7\u00f5es consecutivas jogando o campeonato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo dos tempos, o Santos quase sempre foi figurante no campeonato, fazendo-se presente na parte de baixo da tabela, na companhia de times como Nacional de Cabedelo e Santa Cruz de Santa Rita. Contudo, ano sim ano tamb\u00e9m o Santos estava l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir dos anos 2000, o clube preferiu manter apenas categorias de base e abandonou o futebol profissional. O campo que o clube possui hoje situa-se no bairro Ernesto Geisel, em Jo\u00e3o Pessoa, podendo ser visto aqui, no <strong><a title=\"Campo do Santos de Terer\u00e9\" href=\"https:\/\/goo.gl\/maps\/em4bi\" target=\"_blank\">Google Street View<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, o clube foi lembrado em uma cr\u00f4nica no site Esporte S\u00e3o Jos\u00e9 do Sabugi pelo colunista Francisco Serpa, cuja reprodu\u00e7\u00e3o autorizada segue abaixo:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cr\u00f4nicas do Serpa: O Santos de Terer\u00e9<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo possu\u00eda o Santos de Pel\u00e9 e companhia, um time que ganhava todos os campeonatos que disputava, aqui e em alhures; Jo\u00e3o Pessoa desfrutava do Santos de Terer\u00e9, um time que n\u00e3o ganhava campeonatos mas jogava com bastante ra\u00e7a e formava e ainda forma jovens para a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas desportistas sonhadores, Jonatas Figueiredo de Souza, Renato Queiroz Fernandes e Jos\u00e9 Walter Marinho Marsicano, no dia nove de setembro de 1949, sentados em uma Pra\u00e7a localizada na Rua Odon Bezerra, Tambi\u00e1, em frente ao atual pr\u00e9dio da Federa\u00e7\u00e3o Paraibana de Futebol fundaram o Santos Futebol Clube de Jo\u00e3o Pessoa. N\u00e3o resta d\u00favida que a escolha do nome foi uma singela homenagem ao time paulista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por muitos anos o Santos Futebol Clube disputou a primeira divis\u00e3o do campeonato paraibano de futebol com equipes modestas, utilizando jogadores jovens e prata da casa. Era um misto de juvenil com amador com garra e vontade competindo com os profissionais. Onde faltava recursos e meios, sobrava improvisa\u00e7\u00e3o e disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O seu eterno presidente Jos\u00e9 Walter Marsicano, que era conhecido por Terer\u00e9, dedicou-se tanto ao clube que o seu apelido foi incorporado pelo time, quando passou a ser carinhosamente denominado pelo torcedor e pela imprensa como o \u201cSantos de Terer\u00e9\u201d. Ele presidiu a agremia\u00e7\u00e3o por mais de trinta anos e nutriu no seio de sua fam\u00edlia o amor pela agremia\u00e7\u00e3o, deixando o seu filho Leonardo Menezes Marsicano e o neto Leonardo Filho comandando a agremia\u00e7\u00e3o e n\u00e3o deixando o sonho acabar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1rios jovens foram revelados nos quadros da base do Santos Futebol Clube e que posteriormente vestiram a camisa de times considerados grandes no estado e em centros maiores. Quem n\u00e3o se lembra do atacante \u201cZito Cambur\u00e3o\u201d, do ponta esquerda \u201cVandinho\u201d, do goleiro \u201cAdemar\u201d, do centroavante \u201cAry\u201d, de \u201cMarcos do Boi \u201c e tantos outros que a mem\u00f3ria n\u00e3o recorda?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1998 a agremia\u00e7\u00e3o resolveu suspender as suas atividades do departamento de futebol profissional, e dedicar-se exclusivamente as categorias de base que funcionam no seu centro de treinamento localizado no Bairro do Geisel, disputando anualmente todas as competi\u00e7\u00f5es oficiais: desde fraudinha aos juniores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os t\u00edtulos conquistados no futebol pelo Santos Futebol Clube, dois s\u00e3o bastante lembrados por seus dirigentes, o primeiro foi o t\u00edtulo invicto do campeonato amador, quando seu treinador era o comentarista esportivo Ivan Bezerra Cavalcante, o segundo foi a conquista da segunda divis\u00e3o do campeonato paraibano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como n\u00e3o poderia deixar de ser o Santos enfrentou v\u00e1rias crises durante a sua exist\u00eancia, em uma delas o time foi derrotado por 10 x 0 pelo Treze Futebol Clube, em Campina Grande. Nesse dia ningu\u00e9m se entendeu, nem dentro nem fora de campo, e a discuss\u00e3o foi t\u00e3o grande que no retorno esqueceram de trazer o material de jogo, que ficou na Rainha da Borborema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo reconhecendo as dificuldades e a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas destinadas aos clubes de futebol, em particular, aos pequenos, o sonho dos herdeiros de Walter Marinho Marsicano, o \u201cTerer\u00e9\u201d, \u00e9 reativar o departamento de futebol profissional do Santos e voltar a disputar a primeira divis\u00e3o, como nos bons e saudosos tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Francisco Di Lorenzo Serpa<\/strong><br \/>\nMembro da API, UBE e APP<br \/>\nfalserpa@oi.com.br<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O post original pode ser acessado <strong><a href=\"http:\/\/www.esportesaojosedosabugi.com.br\/2015\/07\/cronicas-do-serpa-o-santos-de-terere.html\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/strong>. Vale a pena visitar as outras colunas do Serpa, com v\u00e1rias hist\u00f3rias do futebol da Para\u00edba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como o caso do Floresta de Rio Branco\/AC, o Santos de Terer\u00e9 \u00e9 mais um caso de clube que se confundiu com seu quase eterno mantenedor, e certamente h\u00e1 milhares de casos parecidos Brasil afora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Santos Futebol Clube, de Jo\u00e3o Pessoa, foi fundado em 9\/11\/1949 e em 1954 disputou pela primeira vez o Campeonato Paraibano, na \u00e9poca chamado de &#8220;Misto&#8221;, por ter times profissionais e semiprofissionais. 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