{"id":66865,"date":"2015-01-03T23:26:22","date_gmt":"2015-01-04T01:26:22","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=66865"},"modified":"2015-01-03T23:26:22","modified_gmt":"2015-01-04T01:26:22","slug":"santos-futebol-clube-manaus-al-campeao-amazonense-de-1958","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=66865","title":{"rendered":"Santos Futebol Clube &#8211; Manaus (AL): Campe\u00e3o Amazonense de 1958"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-66866\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Santos-de-Manaus-500x361.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"361\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Santos-de-Manaus-500x361.jpg 500w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Santos-de-Manaus-300x216.jpg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Santos-de-Manaus.jpg 975w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>O jornalista Carlos Zamith, que nos deixou em 2013, dedicou boa parte de sua vida \u00e0 pesquisa sobre o futebol do Amazonas. O acervo, agora, \u00e9 responsabilidade do analista de sistemas Carlyle Zamith, um dos tr\u00eas filhos de Carlos.<\/p>\n<p>E em meio a textos e fotos do rico material dos Zamith h\u00e1 um <span style=\"color: #000080\"><strong>Santos Futebol Clube<\/strong><\/span>. N\u00e3o o de Pel\u00e9. O \u201cxar\u00e1\u201d manauara do Alvinegro \u2013 que, na verdade, \u00e9 azul e branco \u2013 foi extinto h\u00e1 52 anos. Foram apenas 10 anos de atividade. Durante esse per\u00edodo participou de <strong><em>08 (oito) Campeonatos Amazonenses<\/em><\/strong>: 1955, 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1961 e 1962. Tempo suficiente para deixar o nome na hist\u00f3ria do futebol local com o <span style=\"color: #000080\"><strong><em>t\u00edtulo Amazonense de 1958<\/em><\/strong>.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-66867\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Santos-FC.jpg\" alt=\"\" width=\"946\" height=\"649\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Santos-FC.jpg 946w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Santos-FC-300x205.jpg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Santos-FC-500x343.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 946px) 100vw, 946px\" \/><\/p>\n<p>Detalhe \u00e9 que, mesmo com essa conquista, o <span style=\"color: #000080\"><strong>Santos de Manaus<\/strong><\/span> \u00e9 pouco conhecido na cidade, at\u00e9 por quem mora em Cachoeirinha, bairro da zona sul onde foi fundado, em 1952 \u2013 curiosamente, \u00e9poca em que o Peixe n\u00e3o tinha, nem de longe, a tradi\u00e7\u00e3o de hoje.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do Santos foi contada por Carlos Zamith na coluna \u201cBa\u00fa Velho\u201d (que d\u00e1 nome ao site com o acervo do jornalista), publicada no jornal \u201cA Cr\u00edtica\u201d, de Manaus, em 14 de mar\u00e7o de 1999. <span style=\"color: #000080\"><strong>Fundado em 1\u00ba de maio de 1952<\/strong><\/span> por \u201c<em>jovens desportistas<\/em>\u201d \u2013 e, dentre eles, torcedores do Alvinegro Praiano \u2013 o clube chegou \u00e0 elite estadual em quatro anos.<\/p>\n<p>Em <strong>1958<\/strong>, ap\u00f3s campanhas inexpressivas, o time azul e branco surpreendeu. Superou a concorr\u00eancia dos tradicionais <strong><em>Fast<\/em><\/strong>, <strong>Nacional<\/strong> e <strong><em>S\u00e3o Raimundo<\/em><\/strong>, chegou \u00e0 decis\u00e3o e, com a vit\u00f3ria por 3 a 1 sobre o <strong><em>Guanabara<\/em><\/strong>, com gols de <em>Pretinho<\/em>,<em> Silvino<\/em> e <em>Tucupi<\/em>, o <span style=\"color: #000080\"><strong>Santos<\/strong><\/span> se <span style=\"color: #000080\"><em>sagrou campe\u00e3o pela primeira e \u00fanica vez<\/em><\/span>.<\/p>\n<p>Dali em diante, a fonte secou. Segundo o historiador Francisco Carlos Bittencourt, o <span style=\"color: #000080\"><strong>Santos<\/strong><\/span> vendeu seu principal jogador, o atacante Fabio Andrade, para quitar d\u00edvidas. Al\u00e9m disso, perdeu o t\u00e9cnico Jos\u00e9 Carlos Maranu\u00e1, que teria viajado ao Mato Grosso alegando que sua m\u00e3e estava doente para conversar com outros times \u2013 o presidente santista, Eugenio Ribeiro, descobriu que a m\u00e3e de Maranu\u00e1 estava morta h\u00e1 tempos. Ap\u00f3s seguidas campanhas ruins, a equipe acabou fechando as portas, em 1962.<\/p>\n<p>&#8220;<span style=\"color: #000080\"><em>Apesar do pouco tempo (em atividade) e das dificuldades, a grande for\u00e7a de vontade dos fundadores ajudou o Santos a chegar aonde chegou. Apesar das semelhan\u00e7as, nosso Santos tinha o azul na camisa. Era um charme especial tamb\u00e9m fora de campo. Sabia que n\u00e3o seria f\u00e1cil, mas o Santos quis deixar o nome marcado na hist\u00f3ria do futebol do Amazonas. E conseguiu. Infelizmente, poucas pessoas t\u00eam interesse na manuten\u00e7\u00e3o desse legado. Mem\u00f3ria \u00e9 importante, sim<\/em><\/span>&#8220;, revelou Bittencourt.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\">\u00a0<strong><em>Fontes e Fotos:<\/em><\/strong><em> Ba\u00fa Velho &#8211; Carlos Zamith &#8211; Carlyle Zamith<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornalista Carlos Zamith, que nos deixou em 2013, dedicou boa parte de sua vida \u00e0 pesquisa sobre o futebol do Amazonas. O acervo, agora, \u00e9 responsabilidade do analista de sistemas Carlyle Zamith, um dos tr\u00eas filhos de Carlos. 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