{"id":6025,"date":"2008-08-19T22:05:14","date_gmt":"2008-08-20T01:05:14","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/08\/19\/o-dia-em-que-o-estadio-do-noroeste-pegou-fogo\/"},"modified":"2008-08-19T22:05:14","modified_gmt":"2008-08-20T01:05:14","slug":"o-dia-em-que-o-estadio-do-noroeste-pegou-fogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=6025","title":{"rendered":"O dia em que o est\u00e1dio do Noroeste pegou fogo."},"content":{"rendered":"<p>Logo ap\u00f3s ler o blog do Roberto Pypcak, sobre a trajet\u00f3ria do Noroeste de Bauru, deparei-me com um artigo em   flintstones.blogger.com.br na coluna Playground dos Dinossauros, que repasso:<\/p>\n<p>Eu sempre gostei de futebol. Antes at\u00e9 do Brasil conquistar a sua primeira Copa do Mundo. Quando crian\u00e7a, vivia pedindo ao meu pai pra deixar ver os jogos do E.C. Noroeste, de Bauru, que fica na \u00e1rea metropolitana de Duartina&#8230; Pra quem n\u00e3o sabe ainda, essa regi\u00e3o abrange a grosso modo, uma \u00e1rea que vai de Bauru a Mar\u00edlia&#8230; E esses pedidos se tornavam mais veementes quando o meu tricolor vinha jogar. Jogar n\u00e3o, desfilar, em Bauru. Era o tempo do Poy, De Sordi, Mauro &#8211; s\u00f3 feras. E todo sao-paulino sabia a escala\u00e7\u00e3o do time de cor, que naquela \u00e9poca n\u00e3o mudava por anos.<\/p>\n<p>Num domingo ensolarado, enquanto assistia a um desses jogos entre o Noroeste e o meu S\u00e3o Paulo, de repente notamos uma multid\u00e3o descendo das gerais e uma fumaceira atr\u00e1s. Um inc\u00eandio havia come\u00e7ado nas gerais. O antigo Est\u00e1dio Alfredo de Castilho, do Noroeste, era um dos poucos, entre os times da divis\u00e3o principal, em que as arquibancadas ainda eram de madeira. O fogo estava se alastrando rapidamente. Felizmente era bem longe de onde est\u00e1vamos. Houve uma correria, os alambrados cairam com a press\u00e3o das pessoas que desciam das gerais fugindo do fogo. Uma grande parte dos torcedores invadiram o campo.<\/p>\n<p>Um  amigo do meu pai, motorista de pra\u00e7a dos bons, era o adulto que tomava conta da gente nesse dia. Era um sujeito alto, muito calmo e no meio daquela correria ajudou a acalmar as pessoas em volta. N\u00e3o fiquei sabendo de nenhuma morte nesse inc\u00eandio.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos do est\u00e1dio e fomos direto pro carro dele e rumamos de volta pra Duartina. No meio do caminho, cruzamos com o meu pai que ouvira sobre o inc\u00eandio na r\u00e1dio, e estava a caminho de Bauru todo afobado e preocupado. S\u00f3 hoje, depois que virei um pai, fui entender o quanto ele devia estar apreensivo. Aliviado por ter nos encontrado, meu pai deu meia volta e seguimos atr\u00e1s. Em casa, a minha m\u00e3e tamb\u00e9m ficou aliviada e toda sorridente mas disse que eu nunca mais deveria botar os p\u00e9s num est\u00e1dio, que coisa mais perigosa onde se viu e coisa e tal. Mas nada de abra\u00e7os. Japoneses s\u00e3o assim mesmo, n\u00e3o s\u00e3o bons para demonstrar afetos ou sentimentos. E como um bom descendente, sofro do mesmo mal, por\u00e9m procuro superar isso. Cobri o meu  de abra\u00e7os quando crian\u00e7a e s\u00f3 agora, que ele virou adolescente, \u00e9 que parei um pouco. Mais por causa dele, que diz n\u00e3o ser mais criancinha &#8230;<\/p>\n<p>Quanto ao Noroeste, teve que jogar por um bom tempo no campo do BAC (o time onde Pel\u00e9 come\u00e7ou a sua carreira) at\u00e9 que o Est\u00e1dio Ubaldo de Medeiros ficasse pronto em 1960. Um lindo est\u00e1dio com um desenho arrojado pra \u00e9poca. Depois de alguns anos voltou a ter o nome do antigo est\u00e1dio. E o jogo em quest\u00e3o, foi retomado quase um m\u00eas depois com a vit\u00f3ria sao-paulina por 3&#215;1.<\/p>\n<p>Eu? Depois que cheguei em casa, peguei a minha bola de capot\u00e3o e sa\u00ed pra uma pelada na rua com os amigos. Com a camisa do S\u00e3o Paulo, claro.<\/p>\n<p>::: Relembrado por gaijin4ever 3:10 AM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Logo ap\u00f3s ler o blog do Roberto Pypcak, sobre a trajet\u00f3ria do Noroeste de Bauru, deparei-me com um artigo em flintstones.blogger.com.br na coluna Playground dos Dinossauros, que repasso: Eu sempre gostei de futebol. Antes at\u00e9 do Brasil conquistar a sua primeira Copa do Mundo. 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